Início Site Página 11614

Há vida depois da morte

Depois de um autêntico “Hit and Run” por parte do SL Benfica ao CD Nacional na passada jornada, a expetativa era muita para ver que consequências a chapa 10 poderia provocar no clube insular. Costinha não se demitiu, a semana de treinos foi normal e até os adeptos Madeirenses fizeram questão de aparecer numa das unidades de treino para mostrar o seu apoio e confiança na reviravolta. O adversário era o aflitíssimo CD Feirense, na Choupana, num jogo que se esperava que a bola queimasse nos pés dos jogadores do CD Nacional, que a nível mental era impossível estarem bem… pelo menos assim se esperava!

Pois bem, Costinha e o seu grupo de trabalho conseguiram provar que dá para renascer das cinzas. Receberam o CD Feirense, adversário direto, e, com uma exibição confiante e dominante, despacharam os fogaceiros com quatro golos sem resposta. Costinha, que não se demitiu nem foi demitido, tendo assim a oportunidade de “limpar” a sua imagem, fez o mesmo com os seus jogadores, numa atitude de liderança notável (é assim que se ganham balneários). Deu uma oportunidade ao mesmo onze que foi humilhado na Luz de se reerguer e “calar” todos os críticos.

As duas únicas alterações no onze inicial foram forçadas, devido a lesão. Quem viu o jogo nem se apercebia que o CD Nacional tinha sofrido uma humilhação de 10-0 (ainda custa ter a noção do que são dez golos sem resposta). A equipa de Costinha teve desde o primeiro minuto uma atitude positiva, pressionante e determinada. Com o bloco médio alto e com uma facilidade enorme em recuperar bolas no meio-campo ofensivo, chegando sempre com relativa facilidade à baliza de André Moreira, as oportunidades foram-se sucedendo e resultaram num 4-0 de domínio do princípio ao fim.

Costinha conseguiu levantar o ânimo e recuperar os jogadores para o jogo com o CD Feirense
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Com Serdar Rashidov a dar-se a conhecer aos adeptos portugueses (sim, porque na Luz quase nem pôde tocar na bola), o internacional Usbeque fez um hattrick. Para além do talentoso e experiente ponta de lança em dia “sim”, entrou Brayan Riascos, por volta do minuto 65. O ex-UD Oliveirense entrou com a corda toda e “rebentou” com o que ainda sobrava do adversário. Um resultado e uma exibição notáveis que nos dão uma lição de humildade e sobretudo de respeito.

Meia centena de adeptos demonstraram aos jogadores que estavam com eles no primeiro treino após o flagelo da Luz
Fonte: CD Nacional

Tanto jogadores, como staff e até o próprio clube foram “achincalhados” em plena praça pública durante toda a semana, por pessoas que nunca deram um pontapé na bola e que exigem sempre o máximo de um mero jogador de Futebol. Pessoas que, muito provavelmente, nem são tão exigentes e tão briosas no seu próprio dia a dia, mas uma equipa de Futebol levar um banho de bola, num jogo em que tudo correu mal, com um adversário muitíssimo superior, isso já é inconcebível, dizem eles.

A televisão e os comentadores desportivos subiram a pressão para níveis anedóticos, exigindo (como se tivessem o direito de exigir seja o que for) a demissão de um treinador campeão Nacional (sim, foram eles os campeões da Segunda Liga Portuguesa em 2017/2018), que tem a equipa acima da zona de despromoção com um dos plantéis mais “baratos” e inexperientes da Primeira Liga, e pondo em causa a própria ética e profissionalismo de jogadores, cujo maior sonho talvez seja jogar no próprio SL Benfica, ou FC Porto, ou Sporting CP. Enfim…

O CD Nacional segue na 11.ª posição da Primeira, com 22 jornadas decorridas, tendo uma vantagem de dois pontos para a zona de descida.

Foto de Capa: CD Nacional

Tadej Pogacar surpreende na subida à Fóia e veste a amarela

0

A segunda etapa da Volta ao Algarve foi o primeiro grande teste aos ciclistas, que teriam de subir ao ponto mais alto do Algarve, a Fóia. Num percurso com 187,4 km que terminou com uma subida bastante dura, o vento não foi grande ajuda. 

Logo à partida, não alinharam Luís Mendonça (Rádio Popular – Boavista) e Aleksandr Grigorev (Sporting/Tavira) como consequência da queda do dia anterior.

Esta etapa de montanha ficou marcada pelas várias tentativas de fuga nos últimos 40Km. Nas primeiras rampas da Pomba, Riccardo Zoidl (CCC Team) e Amaro Antunes (CCC Team) iniciaram uma fuga conjunta. 

Amaro Antunes da CCC Team esteve durante vários quilómetros na frente da corrida. Viria a terminar na quinta posição
Fonte: Ana Rita Nunes

Perto de chegar ao alto da Pomba Domingos Gonçalves (Caja Rural – Seguros RGA), João Benta (Rádio Popular – Boavista), Raúl Alarcón e João Rodrigues (W52 – FC Porto) faziam parte do grupo perseguidor.

A 16 km da meta, depois de um grande trabalho da Team SKY e da Deceuninck Quick-Step, todos os fugitivos foram apanhados pelo pelotão.

A equipa da SKY na liderança d pelotão no início da subida para o Alto da Fóia
Fonte: Ana Rita Nunes

SL Benfica 0-0 Galatasaray SK: Na falta de golos, havia apuramento

0

Os dois golos na Turquia ajudaram – e de que maneira – um Benfica que já não acabava jogos sem marcar há algum tempo. Os “encarnados” empataram diante do Galatasaray SK e garantiram a qualificação aos oitavos-de-final da Liga Europa num jogo sem golos e com uma clara falta de inspiração ofensiva.

Pizzi e Grimaldo regressaram ao ‘onze’ em relação ao alinhamento da 1ª mão e o treinador, Bruno Lage, voltou a dar o lugar do meio campo aos miúdos do Seixal: Florentino e Gedson.

Os encarnados entraram melhor no jogo e conseguiram criar sempre mais oportunidades que os turcos durante a primeira metade. No entanto, a intensidade do Benfica não foi suficiente para causar maiores distúrbios à defensiva do Galatasaray SK, que apenas teve de se preocupar com um quase auto-golo do Marcão e um bom remate de Pizzi, já aos 40 minutos, que Muslera desviou da baliza. Esta chance de golo foi tardia e espelhava que os “encarnados” estavam a decidir muito mal os últimos passes entre os avançados, no último terço do terreno.

Na reta final da primeira parte, as águias desaceleraram, mas sem permitir grandes oportunidades aos turcos. As equipas recolheram aos balneários com um simpático e justo 0-0, mas deixando em campo uma vontade de fazer mais e melhor numa noite europeia decisiva.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Tal não se verificou e as equipas entraram como saíram: um Benfica a cumprir requisitos mínimos emerso na vitória na Turquia e um Galatasaray incapaz de fazer mais e melhor – incapaz de levar o perigo até Vlachodimos.

Os encarnados falharam, e muito, no ataque. As saídas com bola e as jogadas potencialmente perigosas perdiam-se antes de chegarem sequer à entrada da área. Os turcos acabaram por acordar já nos últimos minutos do tempo regulamentar e ainda conseguiram meter duas bolas dentro da baliza das águias. No entanto, em ambos os lances, os homens de Fatih Terim foram apanhados em fora de jogo.

Ao soar do apito, três minutos após os 90, o Benfica carimbou a passagem para os oitavos de final, num nulo morno e agridoce.

A falta de golos, de oportunidades e a sensação de passagem garantida que o Benfica parecia transparecer tornaram uma possível grande noite europeia num cumprimento dos serviços mínimos. Resta agora saber o que a sorte reserva ao Benfica nos oitavos de final.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SL Benfica: Odysseas Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Florentino Luís, Gedson Fernandes, Cervi (Rafa 58’) e Pizzi (82’ Gabriel); João Félix (Jonas 75’) e Seferovic.

Galatasaray SK: Muslera, Mariano, Luyindama, Nagatomo; Ryan Donk (Sinan Gümus 77’), Ndiaye; Feghouli (82’ Emre Akbaba), Belhanda, Onyekuru (82’ Yunus Akgün) e Mbaye Diagne.

Villarreal CF 1-1 Sporting CP (2-1): Sangue, suor e… lágrimas

O leão esteve perto de tocar o céu, mas cortaram-lhe as asas. Depois de uma primeira parte de total submissão ao domínio espanhol, acabou por ser o inevitável Bruno Fernandes a puxar a equipa do buraco do qual parecia não conseguir sair. O golo do capitão devolveu a esperança para enfrentar o segundo tempo, mas a insensibilidade e intransigência do juíz checo foi um grande obstáculo às pretensões leoninas, aquando da expulsão, por segundo amarelo, de Jefferson. Salin foi o muro de que a equipa precisava para aguentar a avalanche do submarino amarelo e, no último lance da partida, Bas Dost não alcançou a glória de forma incrível.

Marcel Keizer trouxe para o jogo novamente um alinhamento em 3x4x3, com esperanças de transportar para o relvado o que de bom (e foi muito) foi feito no último jogo na receção ao SC Braga. Do outro lado, Calleja pareceu ter estudado muito bem a estratégia leonina e o que se viu, durante toda a primeira parte, foi um Sporting envolvido num colete de forças e sem capacidade de causar qualquer tipo de calafrios ao último reduto espanhol. Para se ter uma ideia da inoperância verde e branca, é preciso realçar que Bruno Fernandes, a jogar muito próximo das unidades mais ofensivas Bas Dost e Diaby, foi obrigado, com o passar dos minutos, a recuar muito no terreno para assegurar superioridade numérica no miolo e, enfim, trazer o jogo mais para a frente.

Mas nada feito. Primeiro Moreno, e depois Fornals, deram os primeiros sinais daquilo que seria uma constante ao longo da partida. Se na tentativa inicial Salin evitou o golo com uma bela defesa, no segundo momento só a pontaria desafinada de Fornals manteve o placard a zeros.

Sem criar perigo algum, o certo é que os leões se iam mantendo dentro da eliminatória e viram ainda tudo melhorar quando o seu abono de família ‘adivinhou’ uma receção deficiente do último defensor do Villarreal, ainda no meio campo, para logo aí iniciar uma cavalgada que só parou com a bola no fundo das redes. Bruno Fernandes deixava tudo igualado à saída para os balneários.

Bruno Fernandes voltou a destacar-se dos restantes
Fonte: UEFA

O balão de oxigénio ganho no último lance do primeiro tempo, contudo, haveria de se esvaziar assim que, logo no recomeço, o árbitro checo Pavel Kravolec decidiu ser interveniente e, de forma algo exagerada, admoestou Jefferson com o segundo amarelo, que levou à consequente expulsão.

A partir daqui o jogo passou a ter um só sentido, o da baliza de Salin que, diga-se, esteve enorme entre os postes, adiando o máximo que conseguiu o golo dos espanhóis. Percebia-se, ainda assim, que seria uma questão de tempo e, já depois das entradas de Ekambi e Cazorla, que ofereceram maior dinamismo ao ataque do Villarreal, a bola acabou mesmo por entrar. Ekambi serviu Fornals e este, em zona frontal, atirou a contar.

Com dez minutos para jogar, mais não restou ao leão do que apostar todas as fichas no ataque e, com a equipa completamente partida em dois (uma linha a defender e outra a atacar), Bas Dost, nos descontos, ficou a dever ao cansaço extremos que já sentia o golo fácil que esteve quase a concretizar. O cruzamento de Bruno Fernandes foi milimétrico, para o segundo poste, mas o gigante holandês, solto, acertou com a canela.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Villarreal CF: Andrés Fernandez, Llambrich (Santi Cazorla, 71’), Mário Gaspar, Victor Ruiz, Alfondo Pedraza, Mori, Javi Fuego (Iborra, 63’), Manuel Trigueros, Daniel Raba (Ekambi, 57’), Fornals e Gerard Moreno.

Sporting CP: Salin, Ristovski (Luiz Phellype, 83’), Coates, Illori, Borja, Jefferson, Gudelj, Wendel, Bruno Fernandes, Diaby (Raphinha, 77’) e Bas Dost.

(Des)alinhamento astral

0

Quis o destino que o FC Porto iniciasse um ciclo absolutamente decisivo, como é o que se avizinha, sem nenhuma das referências atacantes com que partiu para esta época. Soares era o elemento que restava num setor fustigado por lesões e, agora, também ele não vai poder ir a jogo, em virtude de ter completado a sequência de cinco cartões amarelos.

Mais que as receções a SC Braga, SL Benfica e AS Roma, todas elas decisivas quanto ao futuro dos dragões em três competições diferentes, o foco está antes no confronto com o CD Tondela, que pode dizer muito do estado de espírito com que os dragões vão entrar para as decisões.

‘Abre-latas’ foi a expressão que Abel recuperou esta semana para definir um jogador como Bruno Fernandes, capaz de fazer pender para o lado dos leões um jogo teoricamente equilibrado e, portanto, difícil de vencer. Sérgio Conceição, por seu lado, viu, de uma assentada, grande parte dos possíveis abre-latas deste plantel ficarem indisponíveis e, logo, num período crítico como este.

Adrián e André Pereira, juntamente com Fernando, serão os homens de confiança para fazer face à razia de atacantes
Fonte: FC Porto

O técnico portista já deu provas de ter um ‘jogo de cintura’ invejável, capaz de responder até à maior das contrariedades, mas está aí, porventura, o maior dos desafios desde que chegou ao dragão. A equipa cedeu (muito) terreno a um SL Benfica cada vez mais forte e está, por isso, proibida de voltar a vacilar, sob pena de entrar para o clássico muito, muito mais pressionada.

À pressão habitual de se jogar e representar um clube grande como é o FC Porto, junta-se agora o desafio de ter de vencer, dê por onde der, sem peças essenciais como Danilo, Aboubakar, Marega, Soares e, muito provavelmente, Brahimi. A Sérgio Conceição, julgo, falta-lhe apenas sair em grande deste ciclo infernal de jogos para que lhe seja atribuído o estatuto de herói, que já muitos lhe reclamam.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Teremos uns playoffs sem LeBron?

0

Após mais um fim-de-semana All-Star, regressa a fase regular da NBA, em tempo de decisões. Os Lakers partem para os últimos 25 jogos numa posição delicada, em décimo lugar, e ainda com uma margem de três jogos para os vizinhos Clippers, que se encontram em oitavo. LeBron James sabia que chegar aos playoffs no Oeste não seria um passeio como no Este, mas estaria preparado para voltar a ter de carregar uma equipa para a postseason?

Da última vez que as finais da NBA não incluíram o nome de LeBron James, Stephen Curry era um rookie escolhido em sétimo lugar, atrás de Jonny Flynn. James Harden tinha sido o terceiro, atrás de Hasheem Thabeet. Blake Griffin tinha sido a primeira escolha, mas não tinha jogado. Mais estranho será pensar na última vez que James não esteve sequer nos playoffs. Dwight Howard era um rookie, assim como Shaun Livingston, Luol Deng, Andre Iguodala ou Al Jefferson.

Porém, os Lakers colocaram-se numa situação pouco vista nos últimos na NBA e, aparentemente, só um super-LeBron os salvará. A turma de Luke Walton vem de quatro derrotas nos últimos cinco jogos. Oito nos últimos onze. E o próximo adversário são os Houston Rockets. Os Lakers, que pretendiam já ter Anthony Davis nos seus quadros, adicionaram apenas Reggie Bullock e Mike Muscala, à custa dos jovens Mykhailiuk e Zubac. São a pior equipa da Califórnia, com um recorde negativo e atrás de Kings e Clippers.

LeBron e Beverley, no derby de L.A.
Fonte: Los Angeles Lakers

Na verdade, já todos vimos James escapar de situações destas em anos anteriores, levando equipas dos Cavaliers até às finais quando nem aos playoffs chegariam sem LeBron. Mas no Este, por cada Boston ou Toronto, há sempre Orlando, New York ou Charlotte. No Oeste, há Houston em quinto, San Antonio em sétimo ou Minnesota em 11.º.

Este será um dos maiores testes à capacidade de James, embora não ponha o seu legado em causa. Toda a gente sabia o que esperava LeBron em Los Angeles e a possibilidade de falhar os playoffs existia. Mas estes falhanços dos Lakers não afetam apenas esta época. Põem a equipa numa situação mais complicada na free agency deste verão e mesmo a valia dos seus jovens em possíveis cenários de troca decresce a pique, como se pode confirmar pelo não-negócio por Anthony Davis com os Pelicans. LeBron e os Lakers têm muito em jogo nas últimas partidas da temporada.

Foto de Capa: Los Angeles Lakers

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Fabio Jakobsen vence ao sprint na chegada a Lagos

0

Mais um ano e mais uma Volta ao Algarve em bicicleta. A primeira etapa desta 45ª edição teve início na cidade europeia do desporto de 2019, Portimão.

Com 168 ciclistas no pelotão, muitos deles de equipas do World Tour, fazia-se esperar um fantástico arranque. Grandes nomes como Fabio Aru (UAE Team Emirates), Pascal Ackermann (Bora Hansgrohe), Yves Lampaert (Deceunick Quick-Step) e Dylan Groenewegen (Team Jumbo-Visma) marcam presença na Algarvia e são algumas das apostas das equipas estrangeiras nesta corrida em início de temporada.

Partida do pelotão na cidade de Portimão, perto da zona ribeirinha.
Fonte: Ana Rita Nunes/Bola na Rede

Esta primeira etapa estava claramente destinada aos sprinters com um percurso, em grande maioria, plano e com uma chegada com quase um quilómetro de recta.

Pouco depois da partida, uma fuga composta por cinco elementos. Entre eles Pedro Paulinho (Efapel), David Ribeiro e Marvin Scheulen (LA Alumínios-LA Sport), José Mendes (Sporting-Tavira) e Rafael Lourenço (UD Oliveirense/InOutBuild).

Após o prémio de montanha, com passagem pela Nave, José Mendes separa-se do grupo e isola-se. O fugitivo vai ganhando alguma vantagem em relação ao grupo perseguidor mas nada que não esteja a ser controlado pelo pelotão. Entretanto há uma fuga de Antonio Angulo e Sérgio Paulinho, ambos da Efapel, e José Mendes acaba por ficar para trás. A cerca de 30 Km para a meta era já percetível que os fugitivos não tardariam a ser apanhados e, pouco depois, os 168 ciclistas que compõem o pelotão estavam de novo reunidos.

José Mendes (Sporting/Tavira) em fuga na passagem pela zona dos Casais
Fonte: Ana Rita Nunes/Bola na Rede

Aproximando-se o final da etapa, as equipas começaram a discutir as melhores posições e a defenderem os seus sprinters. No entanto, nada faria prever o que aconteceu a seguir.

Grande parte das suposições de possíveis vencedores desta primeira etapa caíram por terra depois de uma aparatosa queda a apenas sete quilómetros do final da corrida. Com um pelotão bastante compacto e a criar os comboios para melhor se posicionarem, o toque entre dois ciclistas foi o suficiente para deixar mais de metade do pelotão para trás. Groenewegen, vencedor da etapa com chegada a Lagos do ano passado, foi apenas um dos candidatos que ficaram presos atrás de uma muralha de ciclistas caídos. Com toda a confusão gerada apenas cerca de 50 ciclistas conseguiram seguir sem ser prejudicados.

Com um pelotão totalmente partido foi um grupo reduzido a discutir a vitória da etapa. Restava perceber quais dos que conseguiram passar estariam aptos para discutir uma etapa ao sprint.

Simone Consonni começou cedo o sprint, ainda nos 800 metros. A Deceunick Quick-Step, que esteve sempre bem posicionada, não deixou que o italiano se afastasse e lançou Fabio Jakobsen para o sprint. O campeão alemão, Pascal Ackermann ainda tentou ir na roda do holandês mas não conseguiu alcançá-lo. A leitura da corrida e o timing de Jakobsen foram perfeitos e, apesar de um longo e intenso sprint, cortou a meta, tranquilamente, em primeiro lugar. Arnaud Demare (Groupama-FDJ) ocupou o segundo lugar e Ackermann fechou o pódio em terceiro lugar. Simone Consoni não conseguiu surpreender e acabou por ficar de fora depois de um sprint precipitado e terminou no quarto lugar.

O momento em que Fabio Jakobsen (DQS) alcança Simone Consonni (UAD) a poucos metros da meta
Fonte: Ana Rita Nunes/Bola na Rede

Depois desta chegada plana e ao sprint na cidade de Lagos segue-se uma etapa com contornos bem diferentes. A segunda etapa da Volta ao Algarve terá início em Almodôvar e irá terminar na Fóia, em Monchique. Uma segunda etapa dedicada aos trepadores em que tudo pode mudar na classificação. Está ainda tudo em aberto nesta 45ª edição depois de os primeiros 25 corredores terem cortado a meta sem tempo de diferença.

Foto de Capa: Ana Rita Nunes/Bola na Rede

Olheiro BnR – Galatasaray SK

0

O Galatasaray é o único clube na Turquia que já ganhou uma Liga Europa. Foi em 2000 (na altura, Taça UEFA) e o treinador era Fatih Terim. Dezanove anos depois, o “imperador” quer voltar a reconquistar esse título, mas há graves problemas com os quais tem de lidar.

Na primeira parte da temporada, teve de lidar com a ausência de um avançado. Só em janeiro é que chegou Diagne, que marcou 32 golos em 34 jogos com a camisola do Kasımpaşa. No entanto, e contra todas as expectativas, o seu momento de forma com a nova equipa não tem sido o esperado. Ainda para mais quando se esperava tanto dele.

Para esta eliminatória, Fatih Terim ainda acredita que é possível seguir em frente. O Galatasaray jogou dois jogos contra o FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões, mas foi infeliz. E se pensa que o FC Porto é capaz de bater o SL Benfica quando está na melhor forma, também acha que o Galatasaray é capaz de fazer o mesmo.

Especula-se mesmo que Terim vai utilizar uma tática similar à utilizada pelo FC Porto frente ao SL Benfica, nas meias-finais da Taça da Liga (culminou na única derrota de Bruno Lage no comando das águias, até ao momento).

Para este jogo, Fernando está suspenso e a sua ausência é importante, uma vez que se trata de um jogador-chave na equipa turca. O nosso jornal (Fanatik) acredita que será o senegalês Badou Ndiaye a ocupar o lugar de médio mais defensivo, com o apoio no meio-campo de Selçuk İnan.

O argelino Féghouli assinou um hat-trick frente ao Kasimpasa
Fonte: Galatasaray SK

Em grande forma está Feghouli que marcou três golos no último jogo da liga. também Belhanda está num excelente momento. Na zona de ataque, convém destacar ainda Onyekuru que é o melhor marcador do Gala e o principal municiador do ataque da formação turca.

O Galatasaray vai apresentar-se com um 4-2-3-1, privilegiando o jogo interior – que é algo que não conseguiram em Istanbul – e dar um melhor uso às faixas laterais do ataque.

XI possível do Galatasaray SK:

Muslera – Mariano, Luyindama, Marcao, Nagatomo – Ndiaye, Selçuk – Feghouli, Belhanda, Onyekuru – Diagne.

Foto de Capa: Galatasaray SK

Club Atlético de Madrid 2-0 Juventus FC: Jovens urugaios maltratam a Velha Senhora

Depois de uma noite de terça feira sem quaisquer golos nos oitavos de final da Champions, os adeptos estavam ansiosos por ver a deslocação dos bianchoneri ao Wanda Metropolitano. Com Cristiano Ronaldo e Paulo Dybala de um lado e Antoine Griezmann e Diego Costa do outro, esperava-se um combate equilibrado em casa dos colchoneros.

Logo aos 10 minutos, “CR7” abriu as hostilidades com um livre direto que, se não fosse Jan Oblak a defender, teria entrada no corredor da fama dos melhores golos da Liga dos Campeões. Lançou-se assim o mote para uma partida que, até aos últimos minutos, teve tudo menos golos. Na primeira parte, a Juventus esteve claramente superior, com Dybala muito ativo no meio campo e Ronaldo a preocupar constantemente os defesas do Atlético de Madrid, que procuravam parar o português através da falta. Ainda assim, Griezmann deu um ar de sua graça ao colocar Wojciech Szczesny à prova com um remate fora da área.

Na segunda metade, porém, a história foi outra. A equipa da casa subiu as suas linhas, não permitindo que os italianos construíssem as suas jogadas a partir da defesa.

Pjanic encontrava-se isolado num mar de camisolas encarnadas e brancas; De Sciglio fez um jogo muito aquém do que se espera a um nível destes; Ronaldo viu-se com muito poucas oportunidades, quer quando se encostava à ala, quer quando vagueava pelas zonas interiores, onde esbarrava em Diego Godín e José Giménez.

Foram os dois centrais urugaios, aliás, que construíram o resultado desta noite. Mas não antes de Álvaro Morata, que entrara para render Diego Costa, ver o VAR anular o seu primeiro golo como colchonero na Champions. Ainda que difícil de ver nas repetições, o árbiro considerou haver um empurrão do espanhol a Giorgio Chiellini, antes de cabecear para o fundo das redes.

Mas aos 78 minutos o Atlético capitalizou a sua superioridade e, após um canto em que a bola ficou perdida na grande área bianchoneri, Giménez rematou para o fundo das redes.

Fonte: Club Atlético de Madrid

Com o 1-0 feito, a equipa de Diego Simeone não recuou e, quatro minutos depois, novamente através de uma carambola na sequência de uma bola parada (desta feita um livre), Godín rematou já perto da linha de fundo e, graças a um desvio de Ronaldo, fez o 2-0, que é a vantagem que a sua equipa levará para a segunda mão.

Um jogo muito fraco da Juventus deixa a equipa de Massimiliano Allegri muito perto da eliminação prematura, numa época em que tanto se espera da formação de Turim.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Club Atlético de Madrid: Jan Oblak; Juanfran; J. Gímenez; D. Godín; Filipe Luís; Koke (A. Correa, 67’); T. Partey (T. Lema,r 61’); Rodrigo; Saúl; A. Griezmann; D. Costa (A. Morata, 58’)

Juventus: W. Szczesny; M. De Sciglio; L. Bonucci; G. Chiellini; Alex Sandro; B. Matuidi (J. Cancelo, 84’); M. Pjanic (E.Can, 72’); R. Bentancur; P. Dybala (F. Bernardeschi, 80’); C. Ronaldo; M. Mandzukic

FC Schalke 04 2-3 Manchester City FC: Cinco minutos de classe dão reviravolta aos citizens

0

Frente a frente nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões estavam dois opostos nos respetivos campeonatos nacionais, com o Schalke a ter uma temporada pobre que o deixa perto da zona de descida, enquanto o City é líder à condição da Premier League.

A justificar o favoritismo, o City esteve por cima nos primeiros minutos de jogo, com um tiki-taka furtivo que deu dores de cabeça à defesa local, com Fahrmann a ser chamado a aplicar-se bem cedo a um cabeceamento de Aguero.

Não surpreendeu ninguém no Veltins-Arena que o City se colocasse à frente do marcador ainda antes dos 20 minutos, com enquanto o Schalke pouco perigo conseguia criar no ataque, com David Silva a roubar a bola a um desatento Sané e a oferecer o golo de baliza aberta ao inevitável Aguero, com os jogadores germânicos a reclamar falta no início do lance.

O Schalke procurou a resposta, com Mark Uth a assustar Ederson num remate de longe aos 25 minutos que saiu ligeiramente ao lado, mas os germânicos encontraram uma defesa compacta e matreira dos citizens, que procurava trocas de bola rápidas para chegar em pouco tempo à baliza de Fahrmann.

Porém, aos 35 minutos, um remate do Schalke acabou desviado pelo braço de Otamendi, com o árbitro a assinalar penálti após quatro minutos à espera da decisão do VAR e com o sistema de vídeo do relvado… Avariado. Na marcação do castigo máximo, Bentaleb enganou Ederson com um remate forte e colocado, a restabelecer a igualdade no marcador.

O empate parecia incomodar as duas equipas, que mostraram displicência na construção e cometeram várias faltas, até que o árbitro vê falta de Fernandinho dentro da grande área do City e assinalou imediatamente o castigo máximo.

Novamente frente a frente com Ederson, Bentaleb atirou colocado, sem hipóteses para o guarda-redes brasileiro, e confirmou a reviravolta já perto do minuto 45. Bernardo Silva ainda tentou empatar num remate de longe, mas a vantagem do Schalke manteve-se e o Manchester City foi para os balneários em desvantagem.

Bentaleb, com dois penáltis exímios, deu esperança num triunfo aos adeptos do Schalke 04
Fonte: UEFA

Guardiola precisava que a equipa entrasse mais feroz na segunda parte e Aguero apareceu especialmente inconformado na etapa complementar, mas o astro argentino esteve sempre fortemente pressionado pelos defesas do Schalke, enquanto muitas jogadas ofensivas do Manchester City morriam nos pés de um desinspirado Raheem Sterling.

O avançar dos minutos favorecia a formação germânica, que se fechava cada vez mais e tapava os caminhos para a baliza aos citizens, que mostravam cada vez mais nervosismo e dificuldades na manobra ofensiva. Pior ficou a situação do Manchester City quando Otamendi fez uma falta desnecessária a meio-campo e viu o segundo amarelo aos 68 minutos, obrigando Guardiola a lançar Kompany para manter a coesão defensiva.

Já com David Silva sacrificado após a expulsão de Otamendi, o técnico do City, surpreendentemente, decidiu tirar Sergio Aguero – um dos mais inconformados da equipa – e lançar Leroy Sané, cedo recebendo os lucros da alteração. Aos 85 minutos, num livre a uns bons 25 metros da baliza, Sané atirou com força e em arco para o fundo da baliza de Fahrmann, num golaço que restabelecia a igualdade do Manchester City diante da antiga equipa do extremo alemão.

Com a equipa relançada no jogo, coube a Ederson aparecer nos minutos finais para dar um contributo ofensivo aos citizens, com um pontapé longo a encontrar Raheem Sterling, que entrou pela área do Schalke adentro e bateu Fahrmann com um remate colocado já a chegar ao minuto 90, confirmando a reviravolta e punindo o conjunto alemão, displicente nos últimos momentos do jogo.

No final, os comandados de Guardiola levam um presente para casa, mas aquilo que sofreram para bater o conjunto alemão tem de servir de aviso para a segunda mão.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Schalke 04: R. Fahrmann, D. Caligiuri, J. Bruma, S. Sané, M. Nastasic, B. Oczipka, N. Bentaleb, W. McKennie (S. Skrzybski, 77’), S. Serdar, M. Uth (A. Harit, 88’), H. Mendyl (G. Burgstaller, 65’).

Manchester City: Ederson, K.  Walker, N. Otamendi, Fernandinho, A. Laporte, K. De Bruyne (O. Zinchenko, 87’), I. Gundogan, D. Silva (V. Kompany, 69’), , R. Sterling, B. Silva, S. Aguero (L. Sané, 78’).