Nos últimos nove anos temos assistido a embates históricos nos oitavos de final da Liga dos Campeões que ficaram na memória dos adeptos. Viaja connosco no tempo e vê os cinco jogos escolhidos.
É simples: só tens de ver a Bundesliga!
Qual é a equipa sensação? Quem é o melhor jogador do campeonato? Quem é o melhor líder este ano? Quem é o jovem com mais potencial? Estas são algumas das perguntas que os verdadeiros adeptos de futebol têm nas suas cabeças quando se está perto da meta final dos campeonatos.
E a faltar menos de metade para o término do campeonato alemão, é uma boa altura para se fazer uma breve análise daquilo que de melhor, e até pior, tem acontecido na Bundesliga esta temporada.
E quem sabe, ver respondidas algumas destas questões do mundo do desporto-rei.
Rumo à Segunda
Com mais de metade da competição cumprida, as cinco séries do Campeonato de Portugal apresentam já um grupo restrito de candidatos ao playoff de acesso à Segunda Liga. Uns com mais vantagem, outros numa perseguição incansável, os pontos são o tesouro de cada partida.
Na série A mora a melhor defesa e o melhor ataque desta prova, ambos com o carimbo do FC Vizela. Com apenas sete golos sofridos e 51 marcados, a equipa vizelense lidera com 46 pontos, os mesmos do CD Trofense e mais três que a AD Fafe. Além disso, estas equipas colocam três atletas no topo dos melhores marcadores; o fafense Joel Silva leva 12 golos, seguido pelo trofense Bruno Moraes (11) e pelo vizelense Zé Valente (10). À espreita continuam AR São Martinho e FC Felgueiras 1932. Com 40 e 38 pontos, respetivamente, estes dois emblemas ainda não desarmaram na corrida ao playoff e de tudo farão para aproveitar uma escorregadela daqueles que perseguem.
Na série B é o Gondomar SC quem lidera. Os 43 pontos resultam de 32 golos marcados e 12 sofridos e dão uma vantagem de apenas dois para o Lusitânia de Lourosa FC. O líder conta com o goleador desta série, Abdoulaye Daffé, com 11 remates certeiros. Ali perto seguem Lusitano FCV, SC Espinho, USC Paredes e AD Sanjoanense, separados por apenas cinco pontos. Esta é, definitivamente, a série com a frente mais renhida e cuja liderança está longe da definição.


Fonte: SC Praiense
A série C é liderada por um velho conhecido do futebol português – a UD Leiria. A equipa do Lis marcou 35 golos, sofreu 14 e segue na frente com 45 pontos, mais quatro que o rival mais próximo, o Anadia FC. Nada longe seguem SU Sintrense, Sport Benfica e Castelo Branco e UD Vilafranquense, à distância de apenas um ponto. As águias beirãs apresentam o goleador desta série, João Vasco, com 11 golos, mas o destaque vai para Jeka (CD Fátima) e Victor Nwani (AD Nogueirense), que, apesar de atuarem em equipas mais distantes dos lugares de subida, levam nove golos cada.
Por último, mas com maior destaque, a série D, que tem o líder mais confortável. Com 51 pontos, 35 golos marcados e 11 sofridos, o SC Praiense continua seguro no primeiro posto, agora com mais dez pontos que o segundo, o Real SC. Casa Pia AC, Oriental e Amora FC seguem na perseguição, distanciados por cinco pontos. Os açoreanos da Praia da Vitória têm em Danny Esteves o seu goleador, com nove golos, atrás de Beto do CO Montijo (13). Contudo, o destaque vai para o maior goleador nacional, Gonçalo Gregório, entretanto transferido para o FC Paços de Ferreira. O ex-Casa Pia AC apontou 22 golos e é um dos responsáveis pela atual classificação dos lisboetas.
Foto de Capa: FC Vizela
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro
De tudo um pouco
Entre sábado e domingo decorreram os Campeonatos de Portugal em Pista Coberta, com algumas surpresas e boas marcas, mas não foi só isso que aconteceu no Atletismo. Num dos fins-de-semana mais preenchidos da temporada de pista coberta, já se esperavam marcas de relevo, lideranças mundiais e ataques a recordes e… foi precisamente isso que aconteceu!
Vitória FC 0-0 Belensenses SAD: Um pontinho aborrecido
O Belenenses voltou a apresentar-se no Bonfim, mas desta vez como equipa visitante. O Vitória, sem vencer desde o primeiro de Dezembro de 2018, procurava a Vitória com Sandro e Jorge Andrade no comando.
A primeira metade revelou-se, no entanto, monótona, com poucos lances perigosos e sem grande emoção futebolística. Valeu um grande remate de Nuno Valente, que valeu a Muriel uma ainda maior intervenção, por volta dos 20 minutos de jogo. Dez minutos depois, Diogo Viana teve a sua chance, mas acabou por não conseguir concretizar. O nulo ao intervalo refletiu o jogado por ambas as equipas, sendo assim o resultado mais justo.
Muito partido e morno, esperava-se uns melhores segundos 45 minutos, mas tal não aconteceu.


Fonte: Bola na Rede
A melhor oportunidade do Belenses surgiu logo aos 53 minutos por parte de Henrique Almeida, depois de uma grande trapalhada na área sadina. O jogo continuou muito parado, sem grandes exaltações, mas houve ainda tempo para Sasso ser expulso. O jogador do Belenenses caiu à boca da sua área, pediu-se a entrada na equipa médica e, quando esta chegou, o jogador levantou-se, levando João Capela a mostrar o segundo amarelo a Sasso, diria eu, por simulação.
Com o adversário reduzido a 10, esperava-se mais Vitória, mas, novamente, tal não aconteceu. A grande chance do Vitória marcar veio já em tempo de compensação, por parte de Berto, mas, uma vez mais, Muriel brilhou e desviou para canto.
Até ao final dos cinco minutos extra dados pelo juiz da partida não houve mais qualquer lance perigoso e o jogo acabou mesmo por terminar a zeros. Um resultado mais que justo, para mim.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Vitória FC: Cristiano, Mano, Vasco Fernandes (C), Dankler, Silvio, Nuno Valente, R. Micael, Semedo, Castro, Mendy, J. Cadiz
Belenenses SAD: Muriel, D. Viana, G. Silva (C), Cleyton, Sasso, Zacarya B., M. Ljujic, A. Santos, Eduardo, Lica, H. Almeida
Foto de Capa: Bola na Rede
Semana decisiva para os brasileiros na Libertadores
Atlético Mineiro e São Paulo FC decidirão esta semana os seus futuros na Taça Libertadores da América. Na semana passada, ambas as equipas jogaram fora e agora terão a vantagem de decidir em casa a classificação para a terceira fase da competição.
O Galo foi até o Estádio Luiz Franzini, em Montevidéu, e saiu de lá com um bom empate (2 x 2) contra o Danúbio FC. O clube mineiro deu um passo importante para passar de fase e deverá usar a mesma formação do primeiro jogo para a decisão no Independência. O Atlético joga no 4x1x1x3x1 e tem um ataque veloz. Luan e Chará abertos no ataque, Cazares pelo meio e Ricardo Oliveira na frente. Este é o quarteto de frente do Galo. A equipa é bastante ofensiva, pois o treinador Levir Culpi dá liberdade aos laterais para atacarem, além da boa “chegada” do médio Elias. O Atlético Mineiro é bem superior ao Danúbio e joga com a vantagem de ainda poder empatar, até um golo, para avançar na competição.


Fonte: Atlético Mineiro
Já o Tricolor Paulista terá pela frente uma missão mais difícil que os mineiros. A equipa perdeu para o CA Tallares no jogo da primeira mão, em Córdoba, e decidirá a vaga na próxima quarta-feira no Morumbi. O São Paulo precisará de reverter o placar adverso de 2-0 do primeiro jogo e o apoio dos adeptos será fundamental. Na Argentina, a equipa mostrou alguma apatia em campo, algo incomum para um clube tão tradicional do continente. Alguns jogadores não renderam o esperado e o lateral-direito Bruno foi o ponto fraco da equipa. Hudson, que estava a fazer um bom jogo até ser expulso, será desfalque no jogo em casa.
O Talleres não tem uma equipa tão qualificada, mas mostrou muito mais espírito de Libertadores que o São Paulo. A pressão pelos lados do Morumbi está grande, a “cabeça” do treinador André Jardine é cobrada o tempo todo. Talvez apenas uma classificação alivie essa pressão. Porém, considerando as atuações da equipa na atual temporada, as expetativas não são boas.
Foto de Capa: Bola na Rede
Todos os caminhos vão dar a Roma
Finalmente… finalmente escutaremos aquela tão célebre música antes do início da partida… finalmente veremos os melhores do mundo juntos novamente… finalmente veremos estádios cheios, adeptos fervorosos… finalmente sentiremos o clima de decisão, o medo de errar, o desejo de acertar… finalmente chegou a Champions League!
E, para os 16 “sortudos” que estarão presentes nesta fase a eliminar, sonhos serão criados e, porventura, quebrados com o decorrer da prova. Visto que falar de Liga dos Campeões é falar necessariamente de FC Porto, que metas/sonhos poderemos atribuir à turma de Sérgio Conceição? Contentar-se com uma possível chegara aos quartos de final ou sonhar mais alto?
Bom, antes de mais nada há que ressaltar o seguinte: não, não é “normal” (como muitos afirmam), para uma equipa portuguesa chegar a esta fase da prova; chegar ao “mata-mata” da Champions, atualmente, é já uma espécie de objetivo alcançado para qualquer clube que se encontre deste lado da fronteira.
Será assim também para o FC Porto? A cabeça da maioria dos adeptos provavelmente concordaria que sim, visto que, tendo em conta principalmente a realidade financeira de um clube português em comparação com os gigantes europeus, pouco ou nada viria dali que não fosse a inevitável eliminação.


Fonte: FC Porto
Agora, e o coração dos adeptos? Aliás, permitam que reformule a pergunta. Os adeptos portistas, aqueles de 2004, aqueles que ousaram sonhar alto em 2009 ou em 2015, aqueles old school que viveram noites europeias memoráveis nas Antas, todos esses, contentar-se-ão com a chegada aos oitavos? Fica a pergunta.
Passando agora para o que realmente importa: o jogo jogado. O sorteio ditou que a AS Roma seria o próximo adversário do FC Porto na Liga dos Campeões. Quase unanimemente classificada como uma eliminatória acessível, como uma eliminatória onde um Porto à Porto bastaria para assegurar a passagem aos quartos. Bastará? Honestamente, acho que sim; apesar da fase não ser a melhor, acho que a equipa entrará com uma mentalidade diferente na capital italiana, por ser uma competição diferente e por ser uma montra para qualquer jogador. Ah, e da última vez que lá fomos trouxemos um 0-3 na bagagem.
Agora a pergunta que restou: até onde chegará este FC Porto? Apostaria, pessoalmente, nos quartos de final. Ultrapassando a Roma, apenas restarão os tubarões e admito: ainda estou traumatizado com o último embate frente a um tubarão europeu. Portanto, por mais que o meu coração sempre espere que aconteça uma história de David vs Golias dos tempos modernos, a minha razão chama-me à terra e diz-me que ainda não será desta que o FC Porto chegará ao patamar alcançado em 1987 e em 2004.
Foto de Capa: FC Porto
Artigo revisto por: Jorge Neves
Confiança e esperança em títulos: Um olhar sobre o que falta jogar
Bruno Lage veio para revolucionar o sistema de jogo do SL Benfica! Isso é evidente e têm se comprovado a cada semana que passa, desde que Lage assumiu o comando técnico. Os resultados são favoráveis, as exibições mais fluídas e com um cunho ofensivo muito feroz, a que se alia a aposta em jogadores como Gabriel, Samaris, Seferovic e João Félix, que se estão a revelar como autênticas pérolas – no bom sentido – dos encarnados para atacar o resto da época que aí vem.
Sobre o resto da época, as águias estão presentes em três competições (Liga, Taça de Portugal e Liga Europa), num total de 16 jogos confirmados, podendo ser mais dependendo da prestação nos 16 avos de final da Liga Europa e da possível chegada à final na Taça de Portugal.
Começando precisamente pela Taça de Portugal, a segunda mão das meias finais com o Sporting CP joga-se em abril. As perspetivas são boas, embora a eliminatória não esteja totalmente resolvida, pelo (grande) golo de Bruno Fernandes na Luz, que colocou tudo em aberto, apesar da vantagem encarnada por 2-1 em casa.
Acredito que os leões possam surpreender, principalmente devido à imprevisibilidade da competição, conhecida por proporcionar surpresas, e à vontade de quererem chegar ao Jamor, onde estiveram no ano passado. Não vou arriscar uma previsão, mas deixo algumas pistas: o futebol do Benfica como um todo transformou-se com a chegada de Bruno Lage, e após dois dérbies consecutivos, é normal que os encarnados partam como favoritos. Porém, é importante não descurar que se trata de mais um derby apaixonante e que será disputado até ao último minuto.
Na Liga Europa, segue-se a eliminatória com o Galatasaray SK, com as duas mãos marcadas para 14 de fevereiro, em Istambul, e 21 do mesmo mês, em Lisboa. No atual segundo classificado da Liga Turca, figuram nomes como Muslera, Nagatomo, Marcão (ex-GD Chaves e Rio Ave FC), Belhanda, Derdiyok e, claro, Kostas Mitroglou, que não conta na lista para esta competição.


Fonte: SL Benfica
As duas equipas já se defrontaram em competições europeias por três vezes, em 2008 e 2015, com duas vitórias para os turcos e uma para as águias. Para o Benfica, é importante fazer boa figura nesta prova, tal como o Galatasaray, que também foi eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões. Neste sentido, prevê-se uma eliminatória equilibrada entre duas formações a viver um momento de forma semelhante e será interessante perceber como as duas equipas irão entrar, especialmente se tivermos em conta o período de transformação nos encarnados, desde que Bruno Lage substituiu Rui Vitória.
Para a Liga, faltam jogar 13 jornadas entre fevereiro e maio. Por ordem, os adversários que se seguem são: CD Aves, Chaves, FC Porto, Belenenses SAD, Moreirense FC, CD Tondela, CD Feirense, Vitória FC, CS Marítimo, SC Braga, Portimonense SC, Rio Ave e CD Santa Clara.
A previsão para esta competição está diretamente ligada à ideia de que o Benfica pode voltar a conquistar o título nacional. Atualmente na segunda posição do Campeonato, com um ponto de diferença do líder Porto, e mais um que o Braga na terceira posição, a reta final avizinha-se entusiasmante e com toda a emoção que o futebol promete.
Os confrontos com os restantes grandes, todos eles, serão decisivos, mas não se devem subestimar os outros adversários, que prometem tirar pontos a qualquer custo. A este nível, acredito que Bruno Lage tem uma equipa bem estruturada e preparada para disputar as próximas jornadas, que servirão para cimentar a estratégia e as dinâmicas de jogo.
Até ao fim, todos os pontos contam, do mesmo modo que também podem significar o fim de um sonho, neste caso, da Reconquista. O SL Benfica é um candidato a ter em conta e a maneira excecional como foi feita a transição de mudança de treinador coloca em boas perspetivas a hipótese de os adeptos e a equipa poderem voltar a celebrar no Marquês.
Assim sendo, é com bons olhos que vejo o resto da temporada, apesar de se antever jogos difíceis, nomeadamente com os rivais mais diretos na Liga, não esquecendo a segunda mão da meia final da Taça de Portugal. No panorama europeu, é necessário remendar o percurso algo dececionante na Liga dos Campeões. Acredito que o Benfica será bem-sucedido e que – jogando numa intensidade muito maior e com um futebol muito mais ofensivo e interligado – os títulos poderão surgir mais tarde ou mais cedo.
Foto de Capa: SL Benfica
Liga Europa: Quem levará a melhor na batalha ibérica?
Depois de ter terminado a fase de grupos da Liga Europa na segunda posição, atrás do Arsenal FC, a equipa leonina recomeça na quinta-feira a sua caminhada nesta competição. Vai disputar os dezasseis avos de final com os espanhóis do Villarreal CF. Uma batalha que se inicia no reduto dos leões e que termina em terras espanholas.
O Sporting Clube de Portugal realizou uma boa campanha na fase de grupos, somando treze pontos (quatro vitórias, uma derrota e um empate), menos três do que o líder Arsenal. Já o submarino amarelo, apesar de somar apenas dez pontos (duas vitórias, e quatro empates), saiu vitorioso, num grupo que continha SK Rapid Viena, Rangers FC e FK Spartak Moscovo.
Nas restantes competições, as duas equipas não têm somado os resultados mais desejados. O Villarreal CF continua sem conseguir vencer em 2019, tendo alcançado a última vitória na última partida da fase de grupos da Liga Europa. O Sporting CP atravessa a pior fase no que aos resultados e exibições diz respeito, desde a chegada do holandês Marcel Keizer. Depois de conquistar a Taça da Liga, os resultados negativos fizeram soar o alarme em Alvalade com a contestação dos sportinguistas a fazer-se notar.


Fonte: Sporting CP
Na última partida antes da primeira-mão dos dezasseis avos-de-final, os leões regressaram às vitórias no confronto com o CD Feirense em Santa Maria da Feira (1-3). Já o Villarreal CF, empatou na deslocação a Valladolid (0-0).
No primeiro “round” desta batalha, com duas equipas a quererem “limpar” a imagem, considero que o fator “casa” pode ser uma mais-valia para os leões ou pode surtir o efeito contrário, com a lembrança da derrota por 2-4 com o SL Benfica na última partida em Alvalade, uma das piores exibições da temporada. No entanto, o Universo Leonino acredita que os rapazes que envergam o leão ao peito consigam dar uma boa resposta e conquistar a vitória que dará tranquilidade e confiança para a segunda-mão.
Força, Sporting Clube de Portugal.
Foto de Capa: Sporting CP
artigo revisto por: Ana Ferreira
Mais jovens! Mas onde vejo?
Para quem é fã da Fórmula 1, acho que já se apercebeu de que o espetáculo está diferente. Não estou a falar dos carros, nem dos pilotos. Estou a falar de como o acompanhamos. A Liberty Media veio refrescar as coisas. Nos tempos que correm, as redes sociais são um meio de propaganda enorme. A maioria das pessoas vê as notícias no Facebook, Twitter, etc.
O Youtube é uma plataforma de entretenimento que quase substitui a televisão. Para mim, o exemplo mais gritante foi ter visto as 12h de Barthust pelo canal de Youtube do campeonato australiano. Não tive de ir a nenhum canal televisivo, apenas ao Youtube e lá estavam, gratuitas, as 12h completas!
Ora bem, a Fómula 1 tem evoluído nesse sentido. A maior abertura às redes sociais por parte da Liberty fez com que tudo crescesse. São cerca de 19 milhões de seguidores nas plataformas Facebook, Instagram, Twitter e Youtube. Claramente um grande aumento em relação a 2017. E claro, se as redes sociais crescem, as audiências certamente crescerão.
De 2017 para 2018, as audiências cresceram cerca de três milhões (503M – 506M). Claro, as redes sociais são usadas por gerações mais novas. Se algum dia colocámos em causa o gosto pelos desportos motorizados pelas novas gerações, estes dados descansam-nos ligeiramente (por enquanto). A base média de idade baixou um pouco e está nos 40 anos de idade.
Mas não é só de redes sociais que se vive hoje em dia. Lando Norris, Max Verstappen, entre muitos outros, são exemplos das gerações mais novas e também de um exemplo que afeta o gosto por desportos motorizados. Chama-se ESports, ou seja, jogos de vídeo. Não é que seja um jogo de vídeo como um Need For Speed Underground 2, mas sim quase uma realidade. São simuladores virtuais de corridas. IRacing, rFactor, entre outros, cada vez mais simulam a experiência de corridas. E penso que a Liberty pescou isso.
Neste momento, a F1 tem um campeonato virtual, a F1 Esports Series, com base no jogo oficial da F1. Claramente que este campeonato atrai jovens que cada vez mais se sentam atrás de ecrãs. Note-se que um dos fatores da média de espetadores da F1 ter baixado foi este.


Fonte: Team Redline
Com esta nota positiva, viro-me agora para Portugal. O que há em Portugal? Não somos um grande mercado. Temos 11 milhões de habitantes… um mercado extremamente fechado em termos de desportos. Um canal que domina nesse departamento. Desde 2007 que a F1 deixou de dar em sinal aberto. Passou para a SportTV, que, no meu entender, fez um excelente trabalho com o que tinha à disposição. Em 2016, a F1 foi para a Eurosport, onde, na minha opinião, o trabalho foi um pouco acima do que aquele que eu esperava, mas, mesmo assim, muito bom.
Em Portugal, temos excelentes comentadores, temos excelentes pilotos que acrescentam ainda mais às emissões, mas será que existirá mais? Este ano, quem tem os direitos de transmissão da F1 é a recém-chegada Eleven Sports. A Eleven Sports é uma multinacional baseada no Reino Unido. O “canal oficial” da F1 é basicamente a Sky Sports, que é britânica. De acordo com o site oficial da F1, a Eleven Sports vai transmitir os treinos, qualificações e as corridas – até agora tudo igual ao que se viu na SportTV, Eurosport e RTP.
Na Eleven Sports também serão transmitidos os campeonato de Fórmula 2 e Fórmula 3. A parte mais interessante é a frase que nos diz que “A Eleven vai ter produção nas corridas, trazendo a ação diretamente das pistas para os fãs”. Um desejo tornado realidade para todo o fã português da F1.
Como será, quando será, quem vai comentar? Até agora não se sabe de nada… Outro fator interessante é o facto de a Eleven Sports só estar disponível na operadora NOWO, ou seja, quem tem NOS, MEO, VODAFONE, fica sem nada. Não desespere já, de acordo com isto, está quase lá.
No caso de não conseguirem (duvido muito), ainda temos a F1 TV Pro. Esta junta-se à F1 TV, lançada em 2017. Aqui estão as diferenças.
Que a época de Fórmula 1 comece, pois o bichinho já rói há muito!
Texto revisto por: Mariana Coelho
Foto de Capa: Formula 1








