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Tó+Tó não é igual a Totó

Se há jogadores da nossa Liga que este ano têm provado todo o seu valor que estaria, talvez para os menos atentos, um pouco escondido, têm sido os dois Tós do nosso Campeonato. Falo pois de Tó(mané) e Tó(zé).

Tomané (António Manuel Fernandes Mendes)

Nunca achei o actual avançado do CD Tondela um grande jogador. É e sempre foi raçudo, dá tudo o que tem, mas nunca o vi como um goleador. Nunca achei que fosse para além da mediania. No entanto, dou a mão à palmatória: Tomané é um excelente avançado. Tomané é um matador. Tomané é muito mais que ‘mais um jogador’. Tomané é, a meu ver e sobretudo na sua actual equipa, ‘o jogador’.

Tendo já um longo percurso no nosso futebol e também além fronteiras, Tomané, acredito, terá crescido também em aspectos importantes para um qualquer jogador de futebol. Para além da sua qualidade futebolística, os anos terão transformado o avançado num jogador mais maduro, mais ciente das suas características, mais tranquilo até. Agora, sempre que vejo Tomané jogar, canso-me: de o ver correr e consequentemente de, por vezes, parecer que ele está em todo o lado, no que à linha avançada diz respeito. E depois tem aquele faro de goleador: aparece no sítio certo, remata com facilidade e até o cabeceamento não é nada mau, ele que não é, bem pelo contrário, um avançado alto.

Tomané está a fazer a melhor época da sua carreira
Fonte: CD Tondela

Tomané estará a fazer a sua melhor época de sempre. Para isso terá contribuído também Pepa e a ‘aparente tranquilidade’ que se vive em Tondela. Resta-me pois aguardar que Tomané possa dar o salto que, a meu ver, merece na íntegra. Se o vejo num clube com outras pretensões? Sim, claro! Sei que já esteve em Guimarães e acima do clube da cidade berço não há muito no nosso país. Mas consigo perfeitamente visualizar Tomané num SC Braga e não para passar o tempo no banco de suplentes.

Tozé (António José Pinheiro Carvalho)

Tozé, ao contrário de Tomané, sempre me encheu as medidas. Raçudo, tal como Tomané, o actual médio do Vitória SC é um jogador que acredito ter, ainda, muito para dar ao nosso futebol.

Tozé fez-se jogador no FC Porto, ou pelo menos as bases desse jogador que é hoje. Andou por vários clubes até o ano passado ter estacionado em Moreira de Cónegos por empréstimo do Vitória SC. E, tal como noutros lugares deste nosso Portugal, Tozé brilhou: brilhou pela entrega, intensidade, objectividade e pelo golo, que é, a meu ver, o que faz dele um médio ‘especial’.

Tozé tem no seu poderoso e colocado remate a sua arma mais forte
Fonte: Vitória SC

Tozé tem essa característica que entendo ser a que faz a diferença quando comparado à maioria. Dono de um remate poderoso e colocado, não poucas vezes faz uso dele, tentando e tentando… até ao golo que vai acontecendo bastantes vezes para um médio de uma equipa ‘europeia’. Tozé é também esclarecido no passe, mesmo no passe médio/longo, sendo as suas aparições na grande área adversária também uma constante.

O futuro? A meu ver, Tozé poderá vir a fazer parte de um plantel como o do SC Braga ou, quiçá, de um dos três grandes, e se não para jogar sempre, pelo menos para jogar minutos com regularidade. Imagino-o perfeitamente no clube arsenalista, mas até no Sporting CP eu consigo visualizar uma dupla de médios formada por ele e Bruno Fernandes, à frente do médio defensivo leonino. Pode parecer exagero, mas aguardo que o tempo me possa dar razão.

Tomané e Tozé: dois jogadores que vão a tempo de fazer ainda mais figura no nosso futebol. Assim a sorte e a qualidade de ambos o queira.

 

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os 5 dérbis mais encarnados dos últimos tempos

Todos os anos sentimos o mesmo. O mesmo nervosismo, a mesma ânsia, o mesmo peso e importância do jogo que se avizinha. São os dérbis e os clássicos as partidas mais antecipadas, e factualmente as mais decisivas, que levam todos os adeptos de futebol ao delírio momentâneo. Então quando o título de campeão nacional está em causa, o país para por completo.

Tendo em conta que tivemos não só um, mas dois Clássicos da Segunda Circular dentro de quatro dias desta semana, decidi relembrar quais foram os melhores cinco dérbis entre o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Portugal do passado mais recente.

Club Atlético de Madrid 1-3 Real Madrid FC: O triunfo que dá esperança

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O Estádio Wanda Metropolitano recebeu, ao início da tarde, o jogo grande da 23ª jornada, o dérbi madrileno, entre os históricos rivais Atlético de Madrid e Real Madrid.

Com o FC Barcelona isolado na primeira posição, este era um jogo que assumia particular importância, pois ambos os conjuntos procuravam a vitória, sob pena de ficarem afastados de vez das contas do título.

Assistimos a uma primeira parte digna de um dérbi de classe mundial, com um ritmo de jogo elevado, num registo de parada e resposta e, acima de tudo, com golos.

O Atlético de Madrid começou o jogo bastante subido no terreno, pressionando o rival logo na zona de construção, o que lhes valeu algumas oportunidades, embora sem grande perigo para a baliza de Thibaut Courtois. Após recuperar deste pressing inicial, os merengues restabelecem-se e conseguiram finalmente praticar o seu futebol ofensivo. Na sequência de um canto, revelam-se extremamente eficazes e adiantam-se no marcador: Sergio Ramos ganha nas alturas e, na sobra, Casemiro aplica um excelente pontapé “moinho” e faz o primeiro da partida.

Os comandados de Solari não estiveram mais de nove minutos em vantagem, pois Vinicius Júnior perdeu a bola em zona proibida. Correa destruiu a linha defensiva do Real Madrid com um excelente passe para Griezmann que, na cara de Courtois, repôs a igualdade, num lance em que foi necessário aval do VAR. Feito o 1-1, as equipas respiraram um pouco e o jogo perdeu emotividade, com exceção de um remate de Toni Kroos para uma defesa fácil de Oblak, num lance que serviu de aviso para o que se seguiria.

Marcava o cronómetro 40 minutos, quando Giménez, com uma entrada imprudente, derrubou Vinicius Júnior dentro da área, levando o árbitro a apontar para a marca dos 11 metros, onde, mais uma vez, Sergio Ramos mostrou-se implacável.

Esgotando-se a primeira parte no Wanda Metropolitano, reinava a eficácia para cada lado, justificando-se por isso o empate, mas o Real Madrid seguia na frente, ao beneficiar de um erro individual de Jose Giménez.

Sergio Ramos após converter a grande penalidade
Fonte: La Liga

Na segunda parte, como expectável, foram os colchoneros que assumiram as despesas do jogo e, em busca de um melhor resultado, demonstraram-se superiores ao adversário.

Aos 54 minutos, Morata movimentou-se para as costas da defesa do Real Madrid, recebeu a bola de forma soberba e efetuou um “chapéu” sobre Courtois, mas o VAR anulou o golo, num lance que mesmo visto e revisto deixa muitas dúvidas.

Apesar da superioridade, o Atlético de Madrid não conseguiu atacar com muita clarividência e, sem muita dificuldade, os merengues aguentavam a diferença mínima no resultado. Encaminhando-se para o fim da partida, o Real ia assumindo uma posição mais reucada no terreno e, aos 70 minutos, não se livrou de um grande susto, pois o árbitro Javier Fernandez precisou de analisar as imagens do VAR para confirmar que não havia motivos para um penálti favorável ao Atlético.

Na resposta a este lance, num ataque rapidíssimo, Modric lançou Gareth Bale na ala esquerda do campo e, contra aquela que era a cadência desta segunda parte, o internacional galês faz o 1-3, deitando um enorme balde de água fria sobre os adeptos colchoneros.

Com a partida já resolvida, o Real jogou em função do tempo e, em oposição, impotentes perante tal situação, os jogadores do Atlético de Madrid deram-se por vencidos. Registaram-se ainda duas oportunidades para o Real Madrid elevar o resultado a goleada, assim como a expulsão de Thomas num claro ato de desespero.

O Real Madrid, com uma exibição segura e personalizada, sai vencedor do dérbi madrileno, ascende ao segundo posto e encontra-se claramente no melhor momento de forma da época, devolvendo alguma esperança aos seus adeptos numa possível conquista do campeonato.

O Atlético de Madrid vê o seu adversário de hoje ultrapassá-lo na tabela classificativa e vê o sonho do título cair para o limiar do impossível.

ONZES  E SUBSTITUIÇÕES

Club Atlético de Madrid: Jan Oblak, Diego Godín, Santiago Arias, Lucas Hernández, José Giménez, Thomas Partey, Saúl Ñíguez, Ángel Correa (Rodri Hernandez´65), Thomas Lemar (Vitolo´59), Antoine Griezmann, Álvaro Morata (Kalinic´71)

Real Madrid CF: Thibaut Courtois, Dani Carvajal, Sergio Ramos, Raphael Varane, Sergio Reguilón, Toni Kroos (Ceballos´84), Luka Modric, Casemiro, Karim Benzema (Mariano´89), Lucas Vázquez, Vinícius Júnior (Bale´57)

Krzysztof Piatek: Diamante polaco desponta em Milão

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Krzysztof Piatek tem tido uma época inesquecível. Aos 23 anos, está a demonstrar toda a sua classe na Serie A, sendo que ainda há pouco mais de meio ano estava no modesto Cracóvia, da liga polaca. Em Génova só permaneceu seis meses, tempo de faturar 13 golos no campeonato e valorizar 30 milhões de euros, transferindo-se para o AC Milan por 35M€, depois de ter sido, no Verão, contratado pelo Génova por 4,5M€.

Foi a aposta principal dos rossoneri para suprir a ausência de Gonzalo Higuaín, que se transferiu para o Chelsea FC (e não se tem dado nada mal por lá). O polaco, no primeiro jogo pelo clube de Milão, saltou do banco a 20 minutos do fim, mas não conseguiu evitar o nulo perante o SSC Nápoles. Três dias depois, frente ao mesmo adversário, mas desta vez para a Taça de Itália, foi titular e extremamente importante, ao apontar os dois golos com que a sua equipa se qualificou para as meias-finais.

Foi um jogo quase perfeito para o jovem: deu muito trabalho aos defesas napolitanos, baralhando-os com as suas movimentações, mas também foi importante para a sua equipa, ao jogar de costas para a baliza, oferecendo linhas de passe e segurando o jogo em terrenos adiantados. Também soube aproveitar muito bem o espaço nas costas da defesa adversária e foi assim que surgiram os golos: no primeiro, numa bola algo bombeada, dominou orientado para a baliza e, no cara a cara com o guarda-redes, não tremeu; já no segundo, revelou muita qualidade técnica ao receber um passe longo no peito, trabalhar sobre Koulibaly, puxar para dentro e rematar fulminantemente em arco para o fundo da baliza. Dois golos de levantar o estádio e fazer os adeptos esquecer o seu antecessor.

Piatek dá sempre muito trabalho aos defesas adversários
Fonte: AC Milan

No terceiro jogo ao serviço do AC Milan, voltou a picar o ponto. Frente à AS Roma, no Olímpico, demonstrou frieza e faro de golo, e o seu tento foi exemplo disso mesmo, ao antecipar-se Fazio e desviar um cruzamento de Paquetá (outro reforço de janeiro) para o fundo das redes adversárias. De remate fácil, criou diversas situações de perigo e ainda foi importante no momento defensivo, pressionando os defesas romanos.

Contas feitas, Piatek leva três golos em três jogos (incompletos). Se tivermos em conta apenas os minutos em que esteve em campo, leva um golo a cada 60 minutos. Um registo fantástico que será muito difícil de manter, mas será interessante acompanhar a performance de Piatek no AC Milan, um casamento que parece ter tudo para ser bem-sucedido.

Foto de Capa: AC Milan

As 5 ‘desilusões’ de 2018/19

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A temporada vem sendo marcada, na sua generalidade, por momentos positivos, entre os quais se destacam as 18 vitórias consecutivas e os 24 jogos seguidos sem perder. O que é certo, porém, é que o FC Porto tinha, há umas semanas atrás, tudo muito bem encaminhado no que ao campeonato diz respeito, mas agora prepara-se para ver o mais direto perseguidor recuperar seis de sete pontos de desvantagem. Vamos, pois, repisar um pouco mais a ferida e relembrar os cinco momentos mais negativos da época atual.

Rescaldo do duplo confronto contra o SL Benfica

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Não há nada mais triste do que ter de escrever este texto após duas derrotas contra o eterno rival. Ainda assim, tem de ser feito, e é preciso olhar para tudo o que se passou em campo ao longo destes 180 minutos de futebol.

Comecemos pelo jogo de Alvalade. A expetativa era alguma, uma vez que estava em jogo a aproximação ao SL Benfica e a consequente aproximação a um lugar de Champions. Contudo, foi tudo mau de mais. O resultado, na minha opinião, até peca por escasso. A equipa nunca se encontrou em campo, o adversário jogou a seu bel-prazer e nem o golo de Bruno Fernandes apontado antes do intervalo despertou algum tipo de motivação nos jogadores leoninos.

Para mim, foi massacrante ver o jogo, tal foi a apatia com que os jogadores do Sporting CP jogaram. Sinceramente, receei ver o recorde de 7-1 ser batido nessa partida, mas felizmente o VAR existe e o resultado ‘’apenas’’ se fixou em 4-2. Nem nos últimos minutos, quando os da casa já jogavam apenas contra dez, o Sporting CP conseguiu uma melhor circulação, tendo optado pelo chutão para a frente que teve resultado nulo. Parecia um regresso aos tempos de José Peseiro, mas se olharmos para o banco é Marcel Keizer quem lá se encontra. O holandês parece ter cada vez mais dificuldade em colocar a equipa a jogar o futebol ofensivo e avassalador que tinha demonstrado nos primeiros tempos em Lisboa. Resumindo, jogo fraquíssimo e um resultado algo simpático para os verdes e brancos.

No Estádio da Luz, Bruno Fernandes colocou o Sporting CP dentro da eliminatória
Fonte: Sporting CP

Relativamente ao jogo de quarta-feira, o Sporting CP teve umas ligeiras melhorias. O treinador holandês apostou em dar alguma frescura ao onze inicial, colocando inclusive os reforços Borja e Ilori. A equipa entrou um pouco melhor, apresentando-se mais vigilante e menos permissiva aos ataques do SL Benfica. Nesta partida, fica a sensação que o resultado até poderia ter sido outro, basta lembrar, por exemplo, o falhanço de Wendel na segunda parte, quando se encontrou frente a frente com Svilar.

Contudo, dois erros individuais (péssima abordagem de Renan no primeiro golo e um auto golo de Ilori) poderiam ter deitado tudo a perder, não fosse a bomba categórica que Bruno Fernandes lançou para a baliza adversária. Um golo espetacular que relançou a equipa na eliminatória quando tudo já parecia perdido. O Jamor parecia longe, mas o internacional português mostrou que afinal ainda é possível lá chegar.

Concluindo, duas derrotas são sempre duas derrotas, ainda para mais frente ao rival encarnado. Ainda assim, enquanto que para o campeonato, as aspirações ao título desapareceram por terra, a verdade é que a Taça ainda parece possível. Contudo, é urgente mudar de atitude e mostrar garra quando se veste a verde e branca, até porque muitos de nós gostaríamos de estar em campo e não temos esse privilégio. A segunda mão da Taça de Portugal é em Abril e tudo pode acontecer. E tenho aqui um feeling que este ano podemos estar de novo no Jamor. Falamos em Abril.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Testes de MotoGP: Quem começou melhor o ano?

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Depois de dois meses de pausa, os pilotos da categoria rainha de MotoGP regressaram às pistas. Os primeiros testes do ano tiveram lugar em Sepang, na Malásia, nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro.

Logo no primeiro dia, a curiosidade aguçava-se para ver o campeão do mundo, Marc Marquez (Repsol Honda Team), regressar às pistas depois de uma operação ao ombro, no final do ano passado. O piloto espanhol fez um duro trabalho de reabilitação após a cirurgia para poder estar presente nestes primeiros testes.

Marc Marquez deixou todos, uma vez mais, de queixo caído. Terminou o primeiro dia em primeiro lugar e foi um dos três pilotos que conseguiram baixar da marca dos dois minutos por volta. O atual campeão mundial terminou cedo para recuperar de todo o esforço. No dia seguinte, conseguiu o quinto melhor tempo e último desceu ao 11º posto, deixando a pista quatro horas antes do final da sessão. O espanhol diz ter conseguido sensações muito positivas, apesar de não se encontrar ainda a 100%.

Marc Marquez está de volta às pistas depois de uma operação ao ombro
Fonte: MotoGP

Destaque ainda para a ausência do novo companheiro de equipa de Marquez, Jorge Lorenzo. A ausência do piloto deve-se a uma fratura no braço, que não lhe permitiu testar com a sua nova mota. Espera-se que Lorenzo regresse para os testes no final do mês, no Qatar. 

Quem também regressou às pistas, desta feita devido a uma lesão no tornozelo, foi Cal Cruchlow. O britânico da LCR Honda ainda está em recuperação, mas conseguiu um início sólido com o 14º melhor tempo. Crutchlow foi melhorando os seus tempos ao longo dos três dias, apesar de ainda não se sentir totalmente confortável em cima da mota. No segundo dia, atingiu o quinto melhor tempo, baixando da marca dos dois minutos. No último dia, conseguiu baixar da marca dos 1.59 minutos e terminou no sexto lugar. O britânico está satisfeito com a sua prestação durante estes três dias, mas assume que poderá ter de alterar os seus objetivos para a próxima temporada devido à lesão.

Outra das grandes surpresas do primeiro dia de testes do ano foi Alex Rins (Suzuki Ecstar), que estabeleceu o segundo melhor tempo, abaixo da marca dos dois minutos. No segundo dia, melhorou o seu tempo por volta e manteve-se em segundo. No último dia, apesar de ter terminado em 12º lugar, melhorou o seu tempo. O espanhol apresentou-se em grande forma, fazendo prever ainda melhores resultados na temporada que se aproxima. O colega de equipa de Rins, o estreante Joan Mir, apesar de ter ficado mais para baixo na tabela dos tempos, como seria de esperar, também saiu satisfeito com a sua prestação. O jovem piloto espanhol conseguiu bons tempos, à semelhança dos outros rookies.

Mais importante do que conseguir boas marcas é mostrar melhorias nos tempos ao longo dos dias. Todos os estreantes conseguiram fazê-lo. Fabio Quartararo (Petronas Yamaha), à semelhança de Mir, teve três dias de testes bastante positivos e consistentes, apesar de um pouco abaixo dos adversários, como se fazia prever.

O português Miguel Oliveira não foi exceção, tendo conseguido melhoras significativas desde os últimos testes do ano passado, em Valência e Jerez. Oliveira conseguiu também melhorar ao longo dos dias e terminar a escassos 0.3 segundos da melhor KTM em pista, desta feita de Johan Zarco, que caminha para o seu terceiro ano na categoria rainha. O piloto de Almada terminou o último dia de testes a 1.7 minutos do melhor tempo, apontado por Danilo Petrucci. O piloto italiano da equipa oficial da Ducati conseguiu, para além do melhor tempo no último dia de testes, bater o record do circuito por quase seis décimos de segundo. A marca pertencia antes a Jorge Lorenzo.

Olheiro BnR – Malick Evouna

Malick Evouna nasceu a 28 de novembro de 1992 em Libreville, a cidade capital do Gabão, um pequeno país da África Central.

Formado no Cercle Mbèri Sportif, conjunto da sua cidade natal, Malick atuou, ainda, no Centre de Formation de Mounana, um outro clube gabonês, antes de rumar a Marrocos – em setembro de 2013 – para representar o Wydad Athletic Club, um dos emblemas mais prestigiados daquele país assim como de todo o continente africano.

Consagração em África

Depois de uma temporada de estreia positiva na formação de Casablanca, no decurso da qual marcara oito golos em 21 partidas, na sua segunda época, o avançado internacional pelo Gabão – conta com 22 aparições além de se sagrar campeão do Botola Pro, o principal escalão na hierarquia do futebol marroquino, fizera acrescer ao seu currículo o título de melhor marcador da prova, em virtude dos 16 golos apontados em 26 encontros. Ademais, e paralelamente a esse feito, Evouna obteve, também, o estatuto de máximo goleador de todos os principais campeonatos do Magrebe, região que integra três países: Marrocos, Argélia e Tunísia.

Consequentemente, e após vários emblemas estrangeiros (polacos, egípcios e cataris) terem manifestado interesse na contratação do artilheiro do WAC, Evouna haveria de se juntar ao Al Ahly SC, formação egípcia que se superiorizou à concorrência do Zamalek SC, seu eterno rival.

Ao serviço do conjunto da cidade do Cairo, onde chegou a coincidir com o treinador português José Peseiro, o ponta de lança voltou a evidenciar os seus dotes de goleador (12 tentos em 24 partidas), revelando-se, a par de Ramadan Sobhi – jovem promessa egípcia – e, do médio ofensivo, Abdallah El Said, um dos elementos cruciais para que os El Shayateen El Homr (Diabos Vermelhos, em português) conquistassem o seu 38.º título de campeões da Egyptian Premier League.

De resto, o êxito logrado no Egito culminou na sua transferência para os chineses do Tianjin Teda, numa transação efetuada mediante o pagamento de quantia próxima dos oito milhões de dólares – a maior venda protagonizada por um clube africano.

O avançado gabonês é, ainda hoje, recordado com apreço pelos adeptos do Al Ahly Cairo
Fonte: Al Ahly SC

No entanto, o percurso ascendente da carreira de Malick Evouna não teve continuidade na China, uma vez que dispôs de poucas oportunidades para demonstrar o seu valor; efetuou dez partidas – apenas três como titular –, tendo apontado três golos. Na verdade, o avançado que já acumulou 22 internacionalizações pelo Gabão (marcou dez golos) acabou por ser relegado para a equipa de reservas.

Europa – Da experiência falhada nas Águias da Anatólia à segunda vida nos Açores

A vinda de Evouna para os Açores e para o CD Santa Clara traduzir-se-á, apenas, na segunda experiência do ponta de lança no continente europeu, isto depois de ao longo da temporada transata ter atuado (por empréstimo) no Konyaspor Kulübü, emblema que se posicionou no  15.º lugar da Süper Lig – principal escalão do futebol turco. Como tal, apesar da notabilidade alcançada em África, o avançado natural de Libreville ainda procura transpor o seu registo goleador para o «Velho Continente», uma vez que a passagem pela Turquia se revelara infrutífera nesse capítulo – marcou um golo em 17 encontros.

Por conseguinte, o seu regresso à Europa está a ser encarado com bastante expetativa por parte da crítica desportiva em África, na esperança de que, na ilha de São Miguel e ao serviço dos Encarnados de Ponta Delgada, o avançado consiga reconciliar-se com o golo e, deste modo, relançar a sua carreira.

Malick Evouna caracteriza-se por ser um avançado polivalente, pois tanto pode atuar sozinho na frente de ataque como numa das alas – em particular, a direita. Aliando robustez à velocidade, surge, de forma oportuna, em zonas de finalização.

Foto de Capa: CD Santa Clara

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Moreirense FC 1-1 FC Porto: Falta de eficácia trama Dragões

O FC Porto rumou novamente à cidade de Guimarães, mais precisamente, a Moreira de Cónegos, para defrontar aquela que, para Sérgio Conceição, é a equipa revelação deste campeonato.

O primeiro classificado deslocou-se a casa do quinto classificado para conquistar mais três pontos e manter a distância para o SL Benfica, que após o empate do FC Porto em casa do Vitória SC, ficou apenas a três pontos do primeiro lugar. No entanto, a missão não foi cumprida e os Dragões tiveram que puxar dos galões para empatar com o Moreirense FC.

Os azuis e brancos tiveram uma primeira parte bastante pró-ativa, mas encontraram uma defesa adversária bastante organizada, tanto que nenhuma das equipas fez um remate à baliza até à primeira meia hora. Herrera fez o primeiro remate do jogo, mas a bola acabou por sair muito por cima da baliza de Jhonatan. Chiquinho quis fazer melhor para o lado do Moreirense FC, mas Casillas viu a bola a passar ao lado da sua baliza. Militão também tentou a sua sorte de longe, mas teve também pouca sorte, e a bola passou, mais uma vez, acima da barra.

Apenas 20 minutos depois foi criado algum “perigo” e foi Brahimi que, a partir do corredor esquerdo, conseguiu rematar, mas o remate saiu fraco e foi mais uma vez ao lado da baliza. Pouca pontaria para ambas as equipas neste jogo. Só 36 minutos depois é que se deu mais uma jogada perigosa e foi para a baliza de Casillas que, com os pés, evitou o golo de Heriberto Tavares e a vantagem no marcador para a equipa de Moreira de Cónegos.

Ao minuto 37, Soares recebeu a bola rasteira na área e sem espaço para rodar e rematar à baliza, o brasileiro chutou de calcanhar e Jonathan, atento, conseguiu defender o primeiro remate do FC Porto à baliza. Muito perto do intervalo, Óliver recebeu a bola após um desvio de Jhonatan ao cruzamento de Héctor Herrera e rematou forte, mas a bola bateu na malha lateral do Moreirense FC. O jogo chegou ao intervalo com um duelo aceso, mas a falta de pontaria, tal como referido anteriormente, marcou a primeira parte e ditou o empate ao intervalo.

Brahimi foi substituído aos 75 minutos num jogo que pedia magia
Fonte: FC Porto

 

Segunda parte de um Moreirense FC – FC Porto e nos primeiros cinco minutos, Heriberto ameaça mais uma vez a baliza de Casillas. Esteve em destaque o extremo do Moreirense FC neste jogo. Entre o minuto 50 e o minuto 60, os azuis e brancos tremeram e da segunda vez foi Arsénio, na jogada mais perigosa até ao momento.

Do lado direito e após um passe de Chiquinho, Arsénio remata cruzado e a bola passa muito perto do poste da baliza do FC Porto. Em cima do minuto 60, após uma hora do jogo, dupla substituição para a equipa da cidade Invicta – saem Pepe e Óliver Torres e entra Otávio e Fernando Andrade. Sérgio Conceição estava a apostar tudo para o golo do FC Porto e a equipa passa a jogar em 4-4-2 com Corona na lateral e Militão no centro.

Dois minutos após a substituição, pediu-se penálti sobre Soares, no entanto o VAR decidiu não assinalar e o jogo prosseguiu. O jogo estava taco-a-taco e ambas as equipas lutavam por inaugurar o marcador. O FC Porto pressionava, mas não havia maneira de furar. Moreirense e FC Porto mexem, sai Heriberto e entra Patito Rodríguez e Brahimi sai para dar lugar a André Pereira, esgotando assim as substituições dos azuis e brancos.

A dez minutos do fim o Moreirense SC chega à vantagem. Canto do lado direito, Halliche cabeceia e a bola bate na barra e Texeira, na recarga, chuta com força para dentro de baliza de Casillas. O Moreirense desfaz o nulo no marcador e passa para a frente a do marcador.

O FC Porto tinha que correr atrás do resultado e o Moreirense FC, para acalmar o jogo, faz entrar Bruno Silva para o lugar de Arsénio. Quatro minutos de compensação dados e é no minuto 91 que Herrera empata. Otávio cruza certeiro e o mexicano bate certeiro para dentro da baliza. Após o golo, André Pereira cai na área após sofrer contacto com Halliche, o VAR demorou a decidir, mas foi marcada falta. Fernando Andrade esteve muito, muito, muito perto de fazer o segundo e dar a vitória aos dragões, mas o jogo termina ali e acaba tudo empatado. O FC Porto soma mais um empate na cidade de Guimarães e dá ao SL Benfica uma oportunidade de se aproximar do primeiro lugar.

Onzes e substituições

Moreirense FC: Jhonatan, João Aurélio, Halliche (Ivanildo, 90+4′), Iago, Rúben Lima, Neto, Fábio Pacheco, Chiquinho, Arsénio (Bruno Silva, 90′), Heriberto (Patito Rodríguez, 73′) e Texeira

FC Porto: Casillas, Éder Militão, Felipe, Pepe (Fernando Andrade, 59′), Alex Telles, Danilo, Óliver (Otávio, 59′), Herrera, Corona, Brahimi (André Pereira, 75′) e Soares

Foto de Capa: FC Porto

E quando Jonas recuperar?

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A boa rentabilidade ofensiva do Benfica nos últimos encontros levantou uma questão bastante pertinente: “E quando o Jonas recuperar?”

Seferovic e João Félix estão a tornar-se um caso bem sério do futebol português. O suíço era uma das maças podres do clube, tinha chegado na temporada passada e não estava a mostrar nenhuma qualidade futebolística. Ao longo da temporada o destaque da frente de ataque encarnado foi para Jonas e o camisola 14 aqueceu frequentemente o banco de suplentes.

João Félix, nessa época, representava a equipa secundária do Benfica e procurava destacar-se para além dos treinos com os colegas da equipa A, jogar também nessa mesma equipa. Foi um dos jogadores mais falados, como produto do Caixa Futebol Campus, como promessa do clube.

Esta temporada, tendo em conta a atual ausência forçada de Jonas e a falta de soluções para o ataque, o português e o suíço são companheiros lado a lado. Ambos tem características muito semelhantes, trabalham bem o transporte de bola, a velocidade, as diagonais, a visão de jogo e consequente procura por colegas de equipa, características semelhantes e que na teoria não faria sentido existirem dentro de campo ao mesmo tempo.

O seu pé direito, o seu pé esquerdo, a sua visão de jogo, no fundo o João é um jogador muitíssimo completo para a idade que tem
Fonte: SL Benfica

A verdade é que quando a bola toca na bota de um, o outro sabe o que fazer. Vemos isso, com imagens bem frescas na memória, no encontro com o Sporting. No golo do João Félix foi o português a procurar a posição de ponta de lança. Quem é que assistiu? Seferovic, exatamente. O suíço acabou por ter a responsabilidade de levantar a cabeça e procurar uma linha de passe favorável ao seu ataque.

Posto isto, vendo os prós e contras, é difícil responder à questão: E quando o Jonas recuperar?

Quando o Jonas recuperar, a tirar alguém, tirará o Seferovic. O Jonas é um jogador muitíssimo inteligente, um jogador que sabe fazer todas as movimentações que faz o suíço atualmente. Além disso, a rentabilidade será maior com o João Félix a jogar com a qualidade indiscutível com que está a jogar. Sabemos que um jovem com a idade dele, com a atenção que está a ser alvo, com a resposta em campo, só fará sentido permanecer como escolha de ataque enquanto continuar a jogar da forma bonita com que está a jogar.

Espera-se que o Jonas recupere para o próximo jogo do campeonato, um duelo caseiro frente ao Nacional da Madeira e de seguida a deslocação a terras turcas frente ao Galatasaray. Teremos apenas de aguardar pacientemente sobre a mudança, ou não, que Bruno Lage fará na frente de ataque.

Foto de Capa: SL Benfica