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FC Internazionale Milan 1-0 SSC Napoli: El Toro resolve jogo grande do boxing day italiano

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Em dia de Boxing Day por Terras de Sua Majestade, o campeonato italiano decidiu pôr a bola a rolar neste dia, 47 anos depois, e o Inter-Napoli no Giuseppe Meazza era o grande jogo do cartaz em perspetiva. Após o empate da Juventus FC frente à Atalanta, o segundo e terceiro classificados procuravam reduzir a desvantagem pontual em relação à Velha Senhora.

No jogo de fecho da 18ª jornada da Serie A, a primeira oportunidade saiu do pé direito de Icardi, que, do círculo central, tentou surpreender o guardião Meret com um pontapé fortíssimo. O jovem italiano mostrou, contudo, que a inexperiência não é sinónimo de desatenção.

Apesar da pressão alta do Nápoles, o Inter ia fazendo circular a bola através dos seus criativos e, aos oito minutos, após uma excelente progressão de Perišić pelo flanco esquerdo, Politano quase marcava um golo digno de levantar o Giuseppe Meazza. A bola passou apenas alguns centímetros ao lado da baliza napolitana.

Após uma entrada bem conseguida do Inter na partida, o Nápoles soube equilibrar as contas e, aos 16 minutos, na sequência de uma grande jogada de ataque organizado, Milik serviu Insigne e o avançado italiano obrigou Handanovič a uma boa intervenção.

Aos 24 minutos, quando o conjunto orientado por Carlo Ancelotti era a fonte de maior perigo em campo, o técnico de 59 anos viu na lesão de Hamšík a primeira contrariedade no encontro. Com a saída prematura da estrela eslovaca das quatro linhas, o Nápoles passou a jogar com o recém-entrado Maksimović na ala direita, Callejón a médio direito, Zieliński a médio esquerdo e Ruiz a médio ofensivo, indo este último para o lugar até então ocupado pelo capitão dos napolitanos.

Numa noite muito fria em Milão, com a temperatura a rondar os 0ºC, os homens da casa iam explorando o corredor central de forma mais inteligente. João Mário e Borja Valero eram os dois responsáveis pela transição cautelosa do esférico até à área contrária. Aos 31 minutos, no seguimento de um ressalto provocado pelo remate do médio português, Perišić colocou a bola no fundo das redes. Porém, o croata estava em posição irregular e o árbitro Paolo Mazzoleni não hesitou em apitar.

João Mário fez o sétimo jogo a titular com a camisola do Inter nesta temporada
Fonte: Inter de Milão

Em cima do intervalo, Koulibaly mostrou o porquê de ser considerado um dos melhores defesas centrais da atualidade ao não deixar Icardi ser feliz após ter conseguido contornar Meret.

No segundo tempo, os napolitanos cresceram no jogo e iam sendo capazes de condicionar a saída de bola controlada pelos médios milaneses. Com o jogo partido e com o Inter a recuar muito no terreno, a situação começava a ficar mais favorável ao Nápoles e, aos 67 minutos, Callejón testou os reflexos de Handanovič, com um tiro rasteiro de fora da área. O espanhol aproveitava o espaço concedido pelos nerazzurri para visar a baliza do esloveno.

A dez minutos dos 90, o árbitro Paolo Mazzoleni não gostou dos aplausos “irónicos” de Koulibaly e deu ordem ao senegalês – um dos melhores em campo até ao momento – para ir tomar banho mais cedo. O central de 27 anos do Nápoles recebia o vermelho direto, segundos depois de ter visto cartão amarelo por falta sobre Politano.

A formação do Nápoles, já reduzida a 10 elementos, ainda teve discernimento para chegar à baliza do Inter, e Insigne quase fez o golo, mas a sorte acabou por sorrir a Spaletti e aos seus jogadores. Quando a partida se encaminhava para terminar a zeros e o relógio já passava dos 90, a jovem promessa Lautaro Martínez apareceu no sítio certo à hora certa e empurrou o esférico para dentro das redes dos azzurri. El Toro, que havia substituído João Mário aos 83 minutos, estabelecia desta forma o resultado final em 1-0.

No último minuto da compensação, ainda houve tempo para um desentendimento entre ambas as partes, e Insigne, à semelhança do que acontecera com o colega de equipa Koulibaly, acabou por ser expulso. O Inter garantia assim os três pontos frente a um dos principais rivais da Serie A e reduzia a distância para o Nápoles na tabela classificativa para cinco pontos.

 

ONZE INICIAL:

FC Internazionale Milão: Handanovič, D’Ambrosio, de Vrij, Škriniar, Asamoah; Brozović, Borja Valero (Vecino 64’), João Mário (Lautaro Martínez 83’); Politano, Perišić (Keita 74’), Icardi.

SSC Napoli: Meret, Callejón, Albiol, Koulibaly, Mário Rui; Allan, Zieliński, Fabián Ruiz (Ghoulam 78’), Hamšík (Maksimović 24’); Insigne, Milik (Mertens 71’).

Leicester City FC 2-1 Manchester City FC: Ricardo Pereira faz de Pai Natal

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O Boxing day em Inglaterra é o dia em que os adeptos de futebol recebem o melhor presente possível: Premier League o dia todo. No King Power Stadium, o Manchester City FC apresentou-se de orgulho ferido após a surpreendente derrota caseira na jornada passada, frente ao Crystal Palace. Já o Leicester City FC chegava a este jogo com a moral em alta, depois da vitória sobre o Chelsea FC em Stamford Bridge, na jornada anterior.

Os citizens entraram bem e a dominar, com o seu futebol de posse e apoiado, atacando com muitos elementos. O Leicester City FC apresentou-se com a lição bem estudada, entregando a iniciativa de jogo ao adversário e espreitando o contra-ataque sempre que possível. A equipa da casa defendia com muitos elementos e de forma compacta, o que dificultava a ação da equipa visitante no último terço do terreno.

Mas uma equipa que tem Agüero, Bernardo Silva, De Bruyne, Sané, entre outros, “arrisca-se” sempre a marcar. E foi o que aconteceu à passagem do quarto de hora, quando Agüero recebeu na zona central do ataque e descobriu uma linha de passe para Bernardo Silva. O jogador português dominou a bola dentro da área e colocou-a com classe no canto inferior direito da baliza, fazendo o primeiro golo do jogo.

Bernardo Silva fez o primeiro golo do jogo
Fonte: Premier League

O City colocava-se cedo em vantagem, mas a alegria dos visitantes durou pouco. Nem cinco minutos volvidos, o Leicester chegou ao empate. Centro teleguiado de Vardy do lado esquerdo do ataque, Delph não acompanhou a subida do extremo contrário e Albrighton apareceu sozinho na área a cabecear sem hipóteses para o empate.

Com o golo de Albrighton, Guardiola pediu mais à sua equipa e os citizens foram em busca da vantagem. Sempre com muita posse de bola, os pupilos de Guardiola estiveram perto de marcar aos 35’, quando Sané ofereceu o golo a Agüero, mas o avançado argentino, à entrada da pequena área, rematou por cima. No seguimento da jogada, Schmeichel falhou a reposição de bola e foi Maddison a cortar um golo certo, após passe de Sané já dentro da área.

Albrighton empatou para o Leicester
Fonte: Premier League

Apesar do domínio do City, o Leicester explorava a velocidade dos homens da frente no contra-ataque. A equipa de Claude Puel mostrou que estudou bem as debilidades do adversário aos 40’, numa jogada tirada a papel químico do lance do primeiro golo: Albrighton centrou largo a partir da esquerda, com a bola a sobrevoar o segundo poste, onde estava Choudhury, mas o médio do Leicester rematou mal e perdeu uma boa oportunidade de pôr a sua equipa na frente do marcador.

Até ao final da primeira parte, Vardy ainda esteve perto de marcar, mas, isolado na cara de Ederson, permitiu a mancha do brasileiro. As equipas foram empatadas para o intervalo, um resultado que se aceitava pelo que se passou nos primeiros 45 minutos.

Na segunda parte, a toada do jogo continuou igual à da primeira. O City com mais, muito mais, bola e o Leicester sempre à espreita de uma oportunidade para um contra-ataque que pudesse dar golo.

Apesar de ter mais posse de bola (na casa dos 70%), os comandados de Pep Guardiola sentiram dificuldades em encontrar soluções para furar a muralha defensiva do Leicester. O jogo pelo ar não é uma hipótese neste City, muito por força das caraterísticas dos seus avançados, que privilegiam o jogo pelo chão, mais técnico e habilidoso.

Nem com a entrada de David Silva o City conseguiu desbloquear a defensiva do Leicester. A equipa da cidade de Manchester chegava com facilidade ao último terço do terreno, mas depois faltava sempre o “clique”, o pormenor de inspiração, muito por culpa das exibições desinspiradas de De Bruyne e Sterling.

Os minutos foram passando e isso acabou por ser um balão de oxigénio para o Leicester, que ia acreditando cada vez mais que era possível trazer pontos deste difícil jogo. A crença da equipa da casa foi recompensada à entrada dos últimos dez minutos de jogo. Um canto que parecia inofensivo tornou-se numa oportunidade de ouro para Ricardo Pereira, que aproveitou uma recarga à entrada da área para desferir um pontapé indefensável que só parou no fundo das redes do City.

Seguramente um dos momentos altos deste Boxing Day, com o King Power Stadium a entrar em erupção com o golo do internacional português. Um golo que pode parecer injusto face ao domínio do Manchester City, mas que premeia a crença, a eficácia e a capacidade de luta da equipa de Claude Puel, que nunca deixou de acreditar que era possível oferecer o melhor presente possível aos seus adeptos.

A vitória do Leicester afunda a equipa de Guardiola, que consentiu a segunda derrota consecutiva em jogos do campeonato e desce agora para o terceiro lugar da classificação. O Leicester volta a vencer um dos “gigantes” da Premier League e ocupa o sétimo lugar à condição.

Onzes iniciais:

Leicester City FC: Schemeichel, Chilwell, Wes Morgan, Ricardo Pereira, Maguire, Mendy, Ndidi, Choudhury (Gray, 63’), Maddison (Simpson, 77’), Albrighton e Jamie Vardy (Okazaki, 88’).

Manchester City FC: Ederson, Danilo, John Stones, Laporte, Fabian Delph, Gündogan, Kevin De Bruyne (David Silva, 70’), Bernardo Silva (Mahrez, 82’), Sterling, Sané e Agüero.

Atalanta Calcio 2-2 Juventus FC: Ronaldo salta do banco e salva Vecchia Signora

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A estreia do Boxing Day em Itália foi também sinónimo de estreia de Cristiano Ronaldo no banco de suplentes da Juventus. O português havia sido titular em todos os 17 anteriores jogos da sua equipa para o campeonato, mas desta vez foi poupado, não deixando, no entanto, de ser decisivo.

A Juventus entrou a todo o gás no jogo. Logo aos dois minutos, adiantou-se no marcador com a ajuda de Djimsiti, que introduziu a bola na própria baliza com um corte infeliz. O campeão italiano podia ter avolumado a vantagem, ainda dentro dos primeiros cinco minutos, mas Berisha conseguiu fazer uma defesa espetacular a um remate de Bentancur, que ainda bateu na barra.

Depois de um início desconcentrado, a Atalanta acordou, o seu meio-campo tornou-se mais agressivo e incomodava a Juventus no momento ofensivo. Lá na frente, Zapata dava muito trabalho aos centrais adversários e, impondo o seu físico, conseguiu o golo do empate, rodando sobre Bonucci e fuzilando Sczesny.

Ao intervalo, o empate aceitava-se e criava água na boca para o que viria na segunda parte. A Atalanta, depois de um início adormecido, impôs-se e criou dificuldades que os campeões italianos ainda não tinham sentido esta época.

No segundo tempo, a toada manteve-se, pese embora os comandados de Allegri terem aumentado a agressividade. Foi, aliás, numa tentativa de recuperação de bola em zonas altas que Bentancur acabou expulso ao entrar fora de tempo sobe um adversário. Como um mal nunca vem só, dois minutos depois, a Atalanta completou a reviravolta no marcador. Foi novamente Dúvan Zapata a chegar ao golo, desta vez de cabeça, na sequência de um canto. No espaço de três minutos, a Juventus viu-se reduzida a dez unidades e em desvantagem no marcador, pairando no ar a possibilidade da primeira derrota no campeonato.

Allegri teve que puxar dos galões e lançou Pjanić e Cristiano Ronaldo. O jogo partiu um pouco, com a Vecchia Signora à procura do golo do empate e a Atalanta sempre com os olhos no terceiro golo. Acabaria por ser a Juventus a sorrir, com Cristiano Ronaldo a ser novamente decisivo, ao marcar na sequência de um canto.

Cristiano Ronaldo foi novamente decisivo
Fonte: Juventus FC

O empate parecia agradar à equipa de Turim (o que, nestas circunstâncias, se compreende) e o desgaste físico da equipa de Bérgamo não permitia ameaças à baliza de Szczesny. Até ao final, nota apenas para um golo bem invalidado a Bonucci, por fora de jogo.

O jogo cumpriu o que prometeu, com muita emoção até final. A Juventus sofreu o segundo empate no campeonato, mas segue tranquilamente na liderança. Já a Atalanta deu uma demonstração de força com um jogo muito bem conseguido, arrancando pontos ao principal candidato ao título.

Onzes iniciais:

Atalanta Calcio: Berisha,  Masiello, Djimsiti, Mancini, Hateboer, Freuler, Pasalic (Gosens 67’), Castagne, Papu Gomez, Ilicic (Pessina 77’) e Zapata.

Juventus FC: Szczesny, De Sciglio, Bonucci, Chiellini, Alex Sandro, Bentancur, Khedira (Ronaldo 65’), Can, Douglas Costa (Pjanic 57’), Dybala e Mandzukic.

Dakar 2019: Favoritos à vitória e portugueses em competição

O Natal já lá vai e isso significa que nos aproximamos a passos largos do início de mais um Rally Dakar. Nesta pequena série de notícias sobre o rali mais duro do Mundo, o Bola na Rede começou por apresentar as novidades para a edição de 2019, e hoje apresenta os favoritos à vitória em cada uma das categorias.

Devido à imprevisibilidade de uma competição deste género, torna-se difícil apontar o candidato à vitória e, nesse sentido, apresentaremos as listas de favoritos à vitória disponibilizadas pela ASO, entidade organizadora do Rally Dakar.

Apresentados os candidatos à vitória, também daremos destaque aos portugueses em competição – 14 inscritos no total, em que um dos pilotos nas motas tem a sua participação em dúvida.

Fulham FC 1-1 Wolverhampton FC: O Boxing Day começou com um empate em Londres

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À entrada para esta jornada, ambas as equipas vinham de resultados negativos: o Wolves tinha perdido em casa frente ao Liverpool FC; já o Fulham FC empatou no terreno do Newcastle United FC e encarava, mais uma vez, o jogo como uma final, com o propósito de sair da zona de despromoção. Relativamente aos últimos encontros, ambos os técnicos fizeram apenas uma alteração. Destaque para a ausência de Diogo Jota, do lado dos visitantes, que tem sido uma peça fundamental para a equipa de Nuno Espírito Santo.

Não podia ter começado da pior maneira este Boxing Day. Assistimos a uma primeira parte muito pobre, com pouco espetáculo e, sobretudo, com poucas ocasiões claras de golo. O Fulham teve sempre mais vontade de chegar à vantagem, com Mitrović a ser, em todas as jogadas, o grande desequilibrador.

No entanto, a primeira (e única) oportunidade foi do Wolves, com Raúl Jiménez a rematar de bicicleta. Tinha sido um golaço, se a bola não tivesse saído por cima da barra da baliza defendida por Sérgio Rico.

A partir desse momento, só deu Fulham. Primeiro, ao minuto 16, Mitrović arranjou espaço dentro de área e rematou forte, mas ligeiramente por cima. De seguida, passados nove minutos, o avançado sérvio subiu mais alto que todos os defesas e cabeceou para uma boa defesa de Rui Patrício. Três minutos depois, o homem do costume, Mitrović, não chegou a tempo para encostar a bola ao segundo poste, naquela que foi a melhor oportunidade para os comandados de Ranieri.

Antes do término do primeiro tempo, Mitrović teve mais uma oportunidade, ao minuto 41. O avançado conseguiu desmarcar-se e atirou rasteiro para uma brilhante defesa de Rui Patrício. Uma primeira parte pobre, sempre com um pendor para o lado do último classificado da Premier League.

O Wolves esteve a perder, mas consegui empatar por intermédio de Roman Saïss
Fonte: Premier League

A segunda parte não foi muito diferente da primeira. Contudo, foi o Wolves que tentou sempre chegar ao primeiro golo, isto pelo menos no início do segundo tempo. A equipa de Nuno Espírito Santo teve a primeira oportunidade da segunda parte ao minuto 51, com Jiménez a cabecear dentro da área adversária. Sete minutos depois, foi João Moutinho a tentar a sorte. O médio português ganhou espaço e rematou forte, mas a bola passou a rasar o poste direito da baliza. Logo na jogada seguinte, Raúl Jiménez recebeu um passe entre linhas e rematou fora de área. Valeu ao Fulham o guardião Sérgio Rico, que fez uma fabulosa defesa ao remate do mexicano.

Mas quem não marca, sujeita-se a sofrer… e foi mesmo isso que aconteceu, ao minuto 74. O recém-entrado Ryan Sessegnon marcou o primeiro golo, numa jogada bastante confusa na pequena área do Wolves. A resposta dos visitantes não demorou muito a chegar. Nove minutos depois do golo do Fulham, foi a vez do Wolverhampton marcar. Roman Saïss aproveitou um ressalto e encostou facilmente para dentro da baliza. O jogo voltou à estaca zero.

Na parte final, o jogo ficou partido e muito mais intenso e, até ao apito final, Mitrović voltou a ter uma grande oportunidade. O avançado conseguiu ganhar a frente a dois defesas e atirou à baliza, mas o defesa Coady tirou a bola em cima da linha com um carrinho espetacular.

O jogo terminou empatado e este é o resultado mais justo pelas poucas oportunidades que houve em toda a partida. O Boxing Day podia ter começado melhor, mas, no fim de contas, este foi apenas o início do espetáculo. 

Onzes Iniciais

Fulham FC- Sérgio Rico; Odoi;Mawson;Ream;Christie; Callum Chambers; Seri (82’ McDonald); Joe Bryan; Kamara (73’ Cairney)André Schurrle (67’ Sessegnon); Mitrovic

Wolves-Rui Patrício; Bennett; Coady; Boly; Doherty; Jonny (82’ Rúben Vinagre); Saiss; João Moutinho; Traoré (46’ Ivan Cavaleiro); Gibbs-White (63’ Hélder Costa); Raúl Jimenez

Óliver Torres: o asterisco na era Conceição

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De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento; não convém colocar em dúvida a sabedoria popular, certamente, contudo não é necessário seguir o provérbio à letra, Sérgio. Falo não só em meu nome, como também dou voz àquelas que apontam o “Caso Óliver” como o principal asterisco no percurso de Sérgio Conceição enquanto treinador do FC Porto.

É algo que, desde o primeiro segundo, me deixou com a pulga atrás da orelha: uma visão de jogo (muito) acima da média, qualidade no passe, com destaque para as longas distâncias, comprometido com o grupo, enfim, tudo indicava que era um dos jogadores que cairia no gosto do homem. Tal não aconteceu. E, aparentemente, não acontece até hoje.

No início desta época, mais do mesmo. Óliver era, indiscutivelmente, dos jogadores menos aproveitados do plantel; contudo, tudo parecia chegar a um fim quando, após a derrota na Luz, o espanhol começou cada vez mais a merecer a confiança do treinador. Confiança essa que era retribuída com assistências, com passes teleguiados, com muita classe. O seu momento tinha chegado. Era altura de vanglória, no meu caso; no meu e no dos restantes defensores fervorosos do nosso número 10.

Mas, pegando noutro ditado popular, alegria de pobre dura pouco (e considere-se pobre aquele que, assim como eu, via algo a mais no médio espanhol). Desde o jogo do Bessa, Óliver em nenhuma ocasião teve a oportunidade de estar no interior das quatro linhas durante os 90 minutos: desde substituições, quer ao intervalo (ou até antes disso) frente a Portimonense e Santa Clara, quer à hora de jogo, frente ao Boavista, passando também pelo banco, de onde não saiu frente ao Galatasaray, e pela bancada (frente ao Moreirense no último jogo no Dragão). Um verdadeiro déjà vu.

Óliver obteve uma sequência de excelentes exibições, de entre as quais frente ao Marítimo, no Funchal
Fonte: FC Porto

Após este discurso apaixonado, permitam-me que recupere os meus traços imparciais. Sejamos objetivos: a qualidade das exibições de Óliver Torres, ao longo do tempo, haviam se deteriorado. Já não era o mesmo jogador faminto por bola que, a todo custo, queria agarrar com unhas e dentes a oportunidade que o treinador lhe concedeu; pelo contrário, aliás. Não era notória a sua presença em campo, pouca interferência no jogo, menor acerto nos passes, menor lucidez.

E os resultados refletiam esses factos: nas três últimas partidas a contar para a Liga NOS, o FC Porto saiu sempre para o intervalo num cenário de empate. Talvez não haja nada de novo nessa informação e, tendo em conta que uma existem onze jogadores no terreno de jogo, não era intelectualmente honesto “culpar” o espanhol por esses resultados. Contudo, como já referi anteriormente, nessas três ocasiões Óliver foi substituído relativamente cedo no jogo; e o interessante vem agora: após a sua substituição, os dragões conseguiram dar a volta ao resultado em todos esses jogos. Definitivamente, algo que não pode ser ignorado, até porque um raio não cai duas vezes no mesmo sítio.

Conclusão? Bom, apesar de considerar-me suspeito neste assunto, julgo que Óliver consegue ser verdadeiramente uma mais valia, na medida em que as suas características não conseguem ser replicadas por nenhum dos nossos outros homens de meio campo. Entrou bem na equipa, mudou as exibições do FC Porto para melhor; todavia, baixou o seu rendimento e acaba sempre por ser o sacrificado: sacrificado visto que dificilmente outro elemento do meio campo será substituído no seu lugar (Danilo e Herrera acabam por ser intocáveis). Portanto, há que pensar no seguinte: é rentável ter um jogador com o perfil, classe, talento e valor de Óliver no banco?

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting CP em Santa Maria da Feira à conquista da “Final-Four”

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No próximo sábado, o Sporting Clube de Portugal desloca-se ao Estádio Marcolino de Castro, para defrontar o CD Feirense, em jogo a contar para a 3ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga. Em disputa estará a vaga para a “Final-Four” da Taça da Liga, troféu que o Sporting conquistou na época transata.

Marcel Keizer, tem para este jogo, o plantel praticamente todo à sua disposição, com exceção de Fredy Montero e Rodrigo Battaglia, devido a lesão. Assim, o treinador leonino deverá apostar no onze, que lhe tem dado mais garantias.

Frente a frente, vai estar um leão após a derrota em Guimarães para a Liga e um CD Feirense que está numa posição complicada no campeonato, que não vence há cinco jogos. O CD Feirense liderado por Nuno Manta Santos, soma seis pontos à entrada para esta terceira jornada da Taça a Liga e jogará novamente para os quartos-de-final da Taça de Portugal frente à equipa verde e branca.

Os leões venceram a 1ª jornada do Grupo D, frente ao Marítimo por 2-1, com golos de Bruno Fernandes e Raphinha
Fonte: Sporting CP

As contas deste grupo D são complicadas para os leões. Podem ainda apura-se para a “Final-Four” tanto o Sporting CP como o Estoril-Praia, que somam três pontos, e ainda o CD Feirense que soma seis. Assim, o Sporting CP está obrigado a vencer em Santa Maria da Feira por uma margem superior a dois golos de diferença para poder defender o título conquistado na última temporada.

O treinador fogaceiro, Nuno Manta Santos, perante o Sporting CP deverá apostar numa estratégia assente num bloco defensivo baixo e extremamente organizado, explorando as transições no contra-ataque, para tentar surpreender o coletivo de Alvalade.

A missão do Sporting CP é difícil, mas a equipa de Marcel Keizer é favorita a vencer esta partida. Terá de ser uma equipa eficaz na finalização, para poder apontar o maior número de golos possível e ao mesmo tempo, consistente em termos defensivos. O histórico entre as duas equipas é favorável aos leões, com 12 vitórias e uma derrota, em 13 jogos disputados.

Esta é uma partida importante, em jogo estará um dos objetivos para esta época: a conquista da Taça da Liga, pela segunda vez consecutiva. Assim, o que se pede aos jogadores e à equipa técnica é Esforço, Dedicação e Devoção, para conquistar a Glória e consequentemente, mais um título para o palmarés do clube.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Difícil pôr o pé entre os grandes… mas possível

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O excelente desempenho das equipas holandesas nesta fase de grupos da Liga dos Campeões foi notório. Tinham sido dez anos de eclipse quase total de equipas do país nas fases a eliminar da competição: as últimas “grandes campanhas” foram em 2005/06 – AFC Ajax e PSV Eindhoven chegaram aos oitavos – e em 2006/07- o PSV eliminara o Arsenal FC nos oitavos (2-1 no conjunto das duas mãos), mas caiu nos quartos frente ao também colosso inglês Liverpool FC (4-0 na eliminatória).

Todavia, há um par de anos, depois de tanto tempo sem grandes feitos na prova máxima da UEFA, o PSV ainda ameaçou o Atlético de Madrid: depois de dois “0-0”, os colchoneros avançaram, graças à vitória por “8-7” nas grandes penalidades.

É claro o afastamento de “ex-colossos mundiais” da elite competitiva. Numa era em que já se analisa a possibilidade de criação de uma Superliga europeia, são notórias as dificuldades de equipas como as da Holanda em competir. Mais agravante ainda é a “impossibilidade” em segurar os seus melhores jogadores.

Qualquer coisa, por muito boa ou má que seja, conta com vantagens e desvantagens. Creio que uma liga assim traria muita emoção ao futebol e concentraria os melhores frente a frente: elevava a competividade e aumentava o cachê geral. Contudo, julgo que, à imagem do desvanecer do futebol amador, também algum futebol profissional descerá ao patamar “semiprofissional” ou à segunda linha europeia (se é que já não existe).

O PSV, dentro do possível, portou-se muito bem na prova milionária
Fonte: PSV Eindhoven

Além disso, era mais fácil distribuir prémios individuais. Atualmente, todos os campeonatos são alvo de comparação entre si, ou seja, representam um peso diferente. Assim, bitaites como “o Messi tem de ir para Inglaterra provar que é bom” seriam evitados, felizmente.

De momento, não sou a favor da criação dessa prova. Mas a mudança é inevitável e só assim se saberá se traz progresso. Como negócio, é o melhor que podia acontecer aos poderosos. Já aos “oprimidos”… Como desporto, creio que o futebol ficaria a perder, muito por culpa de uma redução do espaço de oportunidade: deixaria de se ver “tomba-gigantes”, que aparecem com ainda alguma regularidade (debatível).

Nesta fase de grupos, assistimos a um Ajax forte e muito consistente e um PSV a bater-se bem num grupo com Inter de Milão, FC Barcelona e Tottenham Hotspur FC. Creio que será outra época “bem sucedida” singular, sem continuidade. A meu ver, o sucesso momentâneo do Ajax pode muito bem assemelhar-se ao do AS Monaco, que, após ganhar o campeonato e chegar longe na Liga dos Campeões com Leonardo Jardim, “perdeu tudo”. Até agora, Tadić, De Ligt (Golden Boy 2018), De Jong, Dolberg, Ziyech e Tagliafico são nomes tão sonantes como Mbappé, Bernardo Silva, Mendy, Fabinho, Bakayoko, ou Thomas Lemar em 2016/17…

Foto de Capa: AFC Ajax

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

US Créteil Lusitanos: O clube francês mais português que quer voltar à ribalta

Mora em França, mais concretamente na cidade de Créteil, um dos clubes que mais representa a diáspora portuguesa por esse mundo fora.

O Union Sportive Créteil-Lusitanos é o resultado de uma fusão acontecida em 2002 entre o US Créteil e o Lusitanos de Saint-Maur. Armand Lopes, empresário luso-francês, liderou essa fusão e tornou-se assim o presidente, e principal investidor, deste novo clube. Começava assim a ligação deste clube com o nosso país. O clube, que se situa nos subúrbios de Paris, certamente que viu com esta fusão um incremento nas receitas, pois esta permitiu trazer uma nova “onda” de adeptos para este clube, oriundos da gigantesca comunidade portuguesa ali residente.

Armand Lopes herdou um clube que se encontrava na Ligue 2 desde 1999, sempre sem muita exuberância, ocupando os lugares do fundo da tabela. A melhor classificação obtida pelo US Créteil-Lusitanos na Ligue 2 remonta à época 2005/2006, quando o clube conseguiu finalizar a temporada num honroso oitavo lugar, numa liga com 20 equipas. O plantel dessa época contava, de resto, com vários portugueses no seu elenco. Mário Loja, defesa que teve o auge da sua carreira no Boavista FC, será certamente o nome mais conhecido que figurava nessa equipa entre os leitores portugueses.

No entanto, o clube não seguiu a rota do crescimento e depois de ter atingido o pico em 2005/2006 começou a cair a pique. Em 2006/2007, o clube, dando continuidade às suas ligações lusitanas, decidiu contratar um treinador português que já tinha tido bastante sucesso por terras gaulesas, Artur Jorge. O treinador português não teve muito sucesso no Créteil-Lusitanos, confirmando também a trajetória descendente da sua carreira e acabaria mesmo por descer de divisão. Depois de uma época em que conseguem a melhor classificação de sempre na história do clube, o US Créteil-Lusitanos desce na época seguinte.

O US Créteil Lusitanos é uma das equipas estrangeiras mais “portuguesas” do planeta
Fonte: US Créteil Lusitanos

Seguiram-se épocas na terceira divisão com uma única inclusão na Ligue 2, em 2013/2014. A confirmação da página mais negra da história recente do US Créteil-Lusitanos chegaria no final da época passada, quando o clube acabou relegado para o quarto escalão francês, o National 2.

É nesta altura que a direção do US Créteil-Lusitanos decide tentar inverter a tendência negativa que se apoderou do clube e convida o português Rui Pataca, ex-jogador do clube, fazendo a última época em 2008/2009, para o cargo de diretor-desportivo, convite esse que foi aceite, não fosse Rui Pataca já um ícone do clube.

A versão 2018/2019 do Créteil-Lusitanos estava em andamento e com o objetivo bem definido: voltar a colocar o clube nos patamares que merece. O clube francês decidiu contratar para o lugar de treinador-principal o antigo internacional português Carlos Secretário. O clube disputa neste momento o grupo D da 4.ª Divisão Francesa, a National 2.

O Bola na Rede conseguiu falar com dois adjuntos, Eduardo Moreira e Manuel Ramos, que integram a equipa técnica de Carlos Secretário.

Os adjuntos de Carlos Secretário abriram o jogo ao Bola na Rede
Fonte: US Créteil-Lusitanos

Manuel Ramos começou por não deixar dúvidas quanto à visão atual do projeto desportivo do Créteil-Lusitanos, “inverter o ciclo negativo que realmente o clube atravessou e estabilizá-lo tentando, no mais curto período possível, voltar para a segunda liga, que é onde pertence“.

O Créteil-Lusitanos, fruto das épocas mais negativas que aconteceram, tem vindo a perder adeptos, algo que no entender de Eduardo Moreira está a mudar agora que o clube está a voltar aos bons resultados. O treinador-adjunto português mostrou-se ainda surpreendido com o nível de condições existentes na quarta divisão francesa ao afirmar que “a nível de infraestruturas desportivas todos os clubes nesta divisão têm condições iguais ou melhores que vários profissionais em Portugal. Muito superior ao semiprofissional”.

O clube francês, apesar de competir numa divisão semiprofissional, possui uma estrutura e um plantel 100% profissional. Este facto é uma ajuda para que o Créteil-Lusitanos consiga marcar a diferença entre os restantes clubes. “A nossa equipa é completamente profissional. Temos condições ótimas de treino e desta maneira podemos organizar o nosso planeamento da melhor maneira“, refere Manuel Ramos.

Quando questionados sobre o conhecimento que possuíam acerca do clube anteriormente, as respostas são díspares. Eduardo Moreira refere que já conhecia o clube dos tempos em que militava na Ligue 2 e Manuel Ramos confessa que conhecia pouco, não só do clube mas do futebol francês a nível geral. Ambos referem, no entanto, que a ligação especial que existe entre o clube e a comunidade portuguesa não foi um fator decisivo na tomada de decisão.

Em relação a Portugal, há um sentimento que os une: a saudade. França é um país onde a portugalidade está bastante presente e isso ajuda a que as saudades sejam menores, mas ainda assim elas existem. Eduardo Moreira confessa que aquilo de que mais sente falta de Portugal é a proximidade com a família; já Manuel Ramos é mais concreto e tem saudades do “seu” mar de Esmoriz.

Os dois treinadores-adjuntos, juntamente com o treinador principal, Carlos Secretário, o diretor desportivo, Rui Pataca, e três jogadores, Alexandre Pardal, Hugo Silva, e Fábio Pereira, são a “armada” portuguesa do Créteil-Lusitanos 2018/2019.

A época tem corrido de feição ao clube francês, quando nos encontramos praticamente a meio da época. O Créteil-Lusitanos ocupa a segunda posição do grupo D da National 2 e tem a melhor defesa com apenas dez golos sofridos. A equipa já foi eliminada da Taça de França, podendo agora centrar forças na luta pela subida de divisão.

O último encontro do Créteil-Lusitanos para a National 2 foi um dérbi parisiense entre dois clubes com ligações à comunidade portuguesa, o Crétéil-Lusitanos e o US Lusitanos. O US Lusitanos levou de vencido o Créteil-Lusitanos ao vencer na sua casa por 3-1. Este encontro também marcou o regresso de Carlos Secretário a um clube que treinou durante duas épocas.

Foto de Capa: US Créteil-Lusitanos

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

As prendas de Natal para os 18 treinadores da Primeira Liga

Como já vem sendo hábito, o Bola na Rede não quis deixar esta época festiva sem oferecer umas prendinhas de Natal.

Assim sendo, para além de desejarmos a todos os intervenientes do futebol português muita saúde, sucesso e paz entre todos, fomos às compras e passamos a enumerar o que vamos deixar no sapatinho de cada um dos 18 treinadores da Primeira Liga.

Um feliz Natal para todos!