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Força da Tática: A rotina mata?

Na passada Terça-Feira, enquanto a grande maioria dos adeptos portugueses dividiam a atenção entre o jogo do SL Benfica na Holanda e o regresso de Cristiano Ronaldo a Manchester, o Metalist Stadium foi palco de uma partida, sempre, interessante.

Paulo Fonseca, um ano depois, voltava a receber Pep Guardiola para um encontro da fase de grupos da Liga dos Campeões. No ano passado, o jogo ficou marcado por uma das exibições mais dominantes que qualquer adversário já realizou frente ao Manchester City FC de Pep. A expectativa, apesar de ser um Shakhtar individualmente mais fraco, era grande.

Após o apito fina, a vitória por 0-3 dos ingleses indica um jogo fácil e tranquilo.

E de facto… foi.

Mas, porque é que o foi?

Pode, uma vitória “rotineira” de 0-3 dar pistas para o futuro dos Citizens na competição?

Paulo Fonseca apresentou o seu tradicional 4-2-3-1.

Fonte: BT Sport

Kovalenko, no 4-2-3-1 o Médio Centro Ofensivo, junta-se ao ponta de lança Moraes. Fernando, Médio Esquerdo Ofensivo, e Nem, Médio Direito Ofensivo, baixam para a linha do duplo pivot Maycon – Stepanenko, criando o tal 4-4-2 em Organização Defensiva.

Ismaily (lateral esquerdo) e Matvyenko (lateral direito), assim como o respetivo médio ofensivo, fecham dentro quando a bola está no corredor oposto, garantindo um bloco compacto, com os jogadores da mesma linha próximos uns dos outros. Apoios defensivos próximos.

Pep Guardiola, com o regresso de Kevin de Bruyne, começou o jogo em 4-3-3.

No papel, ou pelo menos no grafismo que a UEFA apresenta, Laporte e Otamendi eram os centrais, Mendy o lateral esquerdo e Stones o lateral direito.

Para quem já teve a oportunidade ver alguns jogos do Manchester City esta época, começa a ver recorrentemente esta aposta e colocação de Stones em uma lateral e Mendy na outra.

Alguns comentadores televisivos portugueses, falam recorrentemente em um Manchester City “coxo” … Que Stones não é lateral … Que Mendy não casa bem com a forma de jogar do City.

Ora, nos últimos anos aprendi que não são apenas os “clientes que têm sempre razão”, também Pep Guardiola goza desse estatuto.

Afinal, o que quer Guardiola com a colocação destes nomes em campo e não de outros?

Mais do que a colocação de Mendy-Laporte-Otamendi-Stones, é a colocação de Laporte-Otamendi-Stones. Acaba por ser um sistema de 3 centrais, onde Mendy avança agressivamente no terreno, criando várias dinâmicas interessantes com Sterling e Silva.

Neste primeiro momento, vemos Mendy a ocupar o canal, refiro-me ao espaço entre o corredor central e a ala, o que leva a que seja Sterling a ocupar a ala. Finalmente Silva, ocupa o canal em uma posição mais alta, entre o lateral e o central adversário.

Fonte: BT Sport

Muitas vezes, Laporte procura imediatamente Sterling que ao receber inicia a sua condição em direção à baliza adversária, ocupando faseadamente o canal, libertado a ala para a sobreposição de Mendy, que muitas vezes acaba por ser ele a cruzar.

Fonte: BT Sport

Outras vezes é Silva a ocupar a ala e Sterling que ocupa a posição mais avançada no canal, entre o lateral e o central adversário.

Fonte: BT Sport

Ou até Mendy a ocupar a ala, Sterling o canal, em uma posição mais recuada, e Silva o canal em uma posição mais avançada, entre o lateral e o central do adversário.

Fonte: BT Sport

Ou seja, pelo lado esquerdo o City apresenta uma estrutura composta por Mendy-Sterling-Silva que procura combinações curtas como forma de progressão. Na primeira fase de construção dos ataques, Mendy ocupa geralmente a posição no canal e Sterling a da ala. A grande preocupação é garantir que estes dois jogadores nunca estão na mesma linha vertical. Sempre em diagonal um com o outro.

O terceiro homem, geralmente Silva, mantêm-se no canal em uma posição mais alta, fixando o defesa lateral e o central do adversário. Quando a bola entra no último terço adversário, chegando aos pés de Sterling/Mendy na ala, a primeira opção é quase sempre procurar Silva.

O trio de centrais, que já referi, garante o primeiro princípio: Superioridade numérica na primeira fase de construção. Como o Shakhtar organizava-se em 4-4-2, ou seja, com 2 jogadores na primeira linha, o City tinha sempre 3 homens prontos para iniciar a construção, com Fernandinho sempre pronto para responder a eventuais momentos de pressão mais agressivos pelo adversário. Tudo isto, significava não só a manutenção da bola de forma estável, como a progressão da mesma até zonas mais avançadas, através da alocação (nessa primeira fase) do número ótimo de jogadores, nem mais nem menos. O que é absolutamente fundamental.

Primeira Fase 3-2

Se recuarem até à segunda imagem deste artigo, vemos uma primeira linha composta por Stones-Otamendi-Laporte, com Mendy e Fernandinho a comportarem-se como duplo pivot.

Em baixo, observarmos que quando não era Stones, era Fernandinho que ocupava a primeira linha, com o Inglês a avançar para junto de Mendy, no centro do meio campo. Dois laterais, no papel, que são o duplo pivot de construção da equipa, no jogo.

Fonte: BT Sport

Este comportamento dos laterais, de virem constantemente para dentro nos primeiros momentos de construção, abre a linha de passe direta entre o Central e o Extremo, ou seja, Laporte-Sterling e Stones/Otamendi-Mahrez.

A abertura dessa linha de passe, permitiu ao City invadir constantemente o último terço da equipa de Paulo Fonseca. Com a bola nos pés, como já abordei, esses extremos encaravam o adversário, soltando depois quer para Silva/De Bruyne quer, no caso de Sterling, na sobreposição de Mendy.

Com isto, o City podia fazer avançar De Bruyne e David Silva para posições avançadas e mantê-los lá em grande parte do jogo.

Futuro

Ao empurrar a equipa de Paulo Fonseca para dentro do seu meio campo, o City desenhava um 3-1-4-2. Onde Mendy era nada menos que um extremo esquerdo, garantido largura à equipa em todo o instante, semelhante ao que Mahrez fazia do lado direito.

Este posicionamento de Mendy, dava total liberdade a Sterling, que apenas tinha de respeitar a tal regra: Nunca estar na mesma linha vertical que o francês.

David Silva e De Bruyne dominavam os referidos canais, com e sem bola.

Fernandinho, Laporte e o “lateral direito que nunca foi” Stones apoiavam e sustentavam os colegas, permitindo-lhes estar constantemente dentro, bem dentro, do meio campo ucraniano e manter-se lá.

Um lateral esquerdo que é médio organizador e depois extremo esquerdo.

Um lateral direito que é central, médio organizador e trinco.

Um treinador, que se chama Pep Guardiola.

Foto de capa: Manchester City FC

O ressurgimento da velocidade britânica

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Das 6 provas de velocidade individual (sem barreiras) nos Europeus de Berlim, 4 Ouros foram britânicos e ainda houve lugar a duas medalhas de Prata. Nas Estafetas, foram dois Ouros, uma Prata e um Bronze. No feminino, a Grã-Bretanha teve a marca líder mundial nos 100 (igualada) e nos 200 metros. No masculino, este ano dois homens baixaram dos 10 segundos nos 100 metros e um terceiro venceu a Diamond League em 2017, ano em que a estafeta 4×100 venceu o título mundial. A velocidade da Grã-Bretanha atravessa dias como há muito não se via. E as novas gerações parecem prontas para rivalizar taco a taco com as grandes potências mundiais da velocidade.

O dia do adeus de Costinha ao CD Nacional?

Prometo não me alongar em demasiado nestas linhas, até porque receio que no fim das mesmas o actual treinador do CD Nacional possa já ser o ex-treinador dos madeirenses. Até ver ainda não há notícias da sua saída. Vamos lá então tentar ser rápidos, justos e concisos.

Quis ‘a sorte’ que as duas equipas que mais desiludiram na 3.ª pré-eliminatória da Taça de Portugal – CD Nacional e Portimonense SC, se encontrem, mais daqui a umas horas, na abertura da jornada oito da Primeira Liga. Finalmente e após mais um longo interregno (três intermináveis semanas), dá-se o regresso do Campeonato.

Do lado dos visitantes, António Folha vem de uma derrota na Cova, que não teve Piedade perante um Portimonense macio e ‘de meninos’. Tal como disse o seu treinador, no jogo da Taça não foram homens que defenderam as cores dos algarvios. Tem toda a razão. Andaram ali a ver se não se cansavam muito e se ainda assim passavam à próxima fase.

Percebo as palavras proferidas por Folha, após a eliminação, mas pergunto-me eu: quem é que treina aquela equipa? Quem é o responsável pela motivação da mesma e pela responsabilidade que devem ter em campo? Desconcentrados? Aposto que não o estariam se o treinador tivesse tido um discurso do género: ‘Meus amigos. Este é o 11 inicial. Não quero facilitismos. Fiquem desde já a saber que quem não jogar como sabe e deve, que quem não der o máximo, quem não tiver 100% de concentração e responsabilidade, pode ter a certeza que passará um longo tempo fora da equipa.’

Mas bom… vamos ao que me traz por aqui: Costinha e o seu Nacional. Acredito, com toda a convicção, que no próximo sábado, o treinador dos alvinegros será o ex-treinador do clube madeirense.

Não sou fã de Costinha. Nunca fui. Refiro-me ao treinador. O jogador esse sem dúvida que era o verdadeiro ‘ministro’ de um FC Porto histórico. Mas enquanto treinador acho-o razoavelmente fraco. Sei que o ano passado fez um grande trabalho na Madeira. Sei que antes falava muito bem, e com excelentes análises, numa rádio nacional e andou também pela televisão. Sei que esteve no Sporting CP numa fase complicada. Mas sei também que lhe falta ‘comer algum sal’ para poder ombrear com alguns da sua idade a quem são, muitas vezes, dadas menos oportunidades que ao actual mister do Nacional.

Quererão ainda os adeptos madeirenses um autógrafo do actual treinador do CD Nacional?
Fonte: CD Nacional

Há coisas que não entendo no nosso futebol. Alguns treinadores, que têm qualidade mais que visível, têm poucas ‘chances’, enquanto outros correm uma data de clubes, mesmo que os resultados não costumem ser os melhores. Talvez sejam como os jogadores: o mundo dos ‘bastidores’ muitas vezes faz a diferença. Mas isso daria outro artigo e o melhor é prosseguir para a Choupana antes que o jogo se inicie.

Talvez tenham sido geradas expectativas demasiado elevadas no regresso do Nacional à Primeira Liga. Talvez por vezes não seja fácil trabalhar com o histórico Presidente do clube madeirense. Mas tenho de admitir que este Nacional é fraquinho. Que joga pouco. Que o plantel não tem, a meu ver, a qualidade suficiente para uma época tranquila. Que a defesa deixa muito a desejar. Que o meio campo tem muito pouco virtuosismo e que o ataque não tem feito a diferença. Falta maturidade à equipa, e isso tem-se visto sobretudo nos jogos em casa e também no jogo da Taça.

O Nacional quando tem de assumir o jogo é ainda pior do que quando joga na retranca e no contragolpe. E mais: o seu treinador não tem tido a capacidade de colocar a sua equipa a jogar um futebol bonito, ou se isso for impossível, pelo menos um futebol minimamente seguro a defender e objectivo na transição e no ataque.

Ao ver-se o Nacional sente-se que a equipa raramente tem o jogo controlado (já nem falo em dominado). A equipa parte com uma estratégia e é fiel à mesma. Não vejo grandes alterações de dinâmica ou de plano de jogo perante os acontecimentos do mesmo. E isso deve-se, e muito, ao (não) dedo do treinador.

Francisco José Rodrigues da Costa tem cada vez as costas menos largas, e uma derrota ou um empate (dependendo da forma como acontecer) poderá consumar a sua saída. A mim surpreende-me que ainda lá esteja (acabei de verificar e ele ainda não abandonou o cargo). Acredito que não passará desta sexta-feira. E se porventura o Nacional vencer o Portimonense, a sua saída será somente adiada por mais algumas semanas.

 

Foto de Capa: CD Nacional

Girabola’19: O retomar da festa do futebol angolano

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Após algumas semanas sem a bola rolar nos relvados dos estádios de Angola, eis que o Girabola está de volta para o rejúbilo dos adeptos do “Desporto Rei”! Com início marcado para o dia 27 de outubro, a edição deste ano promete novamente ser repleta de ação e incerteza a cada jornada, e tem logo uma atenuante: será disputada entre dois anos civis (inicia-se no último trimestre de 2018 e terminará, ao que tudo indica, em maio de 2019), o que de certa forma permitirá aos treinadores das 16 equipas preparar com tempo cada compromisso para o campeonato. Em seguida, irei fazer uma previsão do que será a 41.ª edição do Girabola.

Começando pelo campeão em título, o 1.º de Agosto irá tentar atingir o tetracampeonato, que, caso consiga, será inédito na história do futebol angolano. A equipa de Zoran Maki não teve tanto tempo para preparar a nova época, uma vez que teve a disputar a Liga dos Campeões africana até a uma fase muito adiantada da prova e que terminou de forma inglória – perdeu por 4-2 com o Espérance de Tunis e falhou o acesso à final. Apesar do tempo reduzido de preparação, os “Militares” perfilam-se como os principais candidatos a conquistar o título, não só porque são os detentores do troféu há três anos consecutivos, mas também por terem conseguido manter o núcleo duro de atletas que conquistou o tri.

Quanto ao Petro de Luanda, o clube orientado por Beto Bianchi, que renovou o seu vínculo contratual até 2020, está empenhado em quebrar a hegemonia do seu grande rival da capital angolana. Para isso, o Petro foi buscar alguns reforços – oito no total, e com o destaque a ir para dupla ganesa Isaac Mensah e Inusah Musah, ambos provenientes do Hearts of Oak da Primeira Divisão do Gana. A equipa petrolífera parte para esta nova época com as aspirações renovadas de chegar ao título de campeão, que lhe foge desde 2009.

O D’Agosto quer repetir a festa de campeão das últimas três épocas, e conquistar o inédito tetra
Fonte: 1.º de Agosto

No que diz respeito aos outros dois candidatos ao título, Kabuscorp e Recreativo do Libolo, ambos as equipas irão contar com novos treinadores para esta edição do campeonato: Paulo Torres do lado do Kabuscorp e Sérgio Branco no Rec. Libolo. Os dois técnicos terão uma missão espinhosa pela sua frente, pois têm como principal objetivo levar o seu respetivo clube de novo à glória, o que não se adivinha desde logo uma tarefa fácil, tendo em especial atenção as duas últimas épocas, em que a discussão do título tem sido entre D’Agosto e Petro. As direções dos dois clubes também já assumiram que o objetivo passa por conquistar o título, e para o efeito reforçaram em força os plantéis, o que fará com que a luta pelo troféu de campeão seja intensa em todas as jornadas.

Por último, é de salientar os regressos do Santa Rita de Cássia e ASA e a presença do Saurimo FC que irão participar no principal campeonato de Angola, após terem garantido a subida de divisão. Os recém-promovidos estão motivados para jogar no Girabola, embora saibam que terão de lutar imenso para se manterem entre a elite do futebol angolano.

Parece estar tudo a postos para o início da nova edição do Girabola, bastando apenas aos árbitros darem o apito para se começar a jogar um campeonato que irá ser bastante incerto até ao seu término como têm sido em anos anteriores. Que se retome então a festa do futebol angolano!

 

Foto de Capa: Girabola ZAP

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

Qual o mais “pesado”: Lopetegui ou Sergio Ramos?

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O estado de espírito pode determinar as nossas atitudes. Num dia bom, num dia em que tenhamos recebido uma notícia agradável ou terem-nos dito algo muito simbólico e importante, até nos podem atingir com uma pedra na cara que não há “filme”; mas num menos bom… o oposto.

É difícil comentar sobre a situação do Real Madrid. Mas também é fácil. Difícil porque não temos acesso a muita informação relevante, pertinente, e claro, indispensável para analisar o caso. Fácil porque estamos do lado de fora…

Sergio Ramos cometeu um erro. É isso que penso. Ter reagido como reagiu após um lance menos agradável, em que fora atingido na face, durante o treino, por um colega de equipa. Curioso o facto de ter sido com um jovem da formação (Sergio Reguilón). Dá alarido, mas e se fosse com Bale, Isco, Benzema, Modric, Kroos,…? Bem, antes de mais, acho que nem acontecia, o respeito que nutre por tais colegas é demasiado grande, e acho muito bem que assim seja.

Mas não acho bem, embora quando a cabeça ferve, seja difícil controlar os ânimos, medir o temperamento. Mas é capitão de equipa. Pode não ser “santinho”, mas deveria fazer jus à braçadeira… Deveria ser o símbolo máximo do plantel, o representante de todos os jogadores.

Num clima de tanta tensão, claro que Lopetegui não tem pulso firme o suficiente para intervir. Também, sinceramente, acho que a poeira assentará. Se é que já não assentou, e que afinal o caso não seja assim tão grave. É natural acontecerem situações assim, desde que haja logo reconhecimento de culpa por parte de quem esteve menos bem. Que fique tudo esclarecido, e volte à normalidade. Foi o que se sucedeu, aparentemente.

Mas duvido que seja assim tão fácil para um miúdo, que no meio de autênticos pesos pesados do futebol atual, se sentir cómodo daqui para a frente. Será que ficará alguma inibição patente, ou apenas se tratou de um mero incidente, sem grande importância futura?

O jovem Sergio Reguilón entrou à “Ramos”, e Sergio Ramos não gostou
Fonte: Real Madrid CF

Aliando a este caso a crise de resultados, a que é apontado Julen Lopetegui como responsável, visto ser o técnico da formação merengue. Comparo esta situação à vivida por Rafa Benítez: quando passou por Madrid, desde o primeiro instante que se sentiu que não era bem-vindo pelo plantel. Os adeptos ficaram meio apreensivos também.

E isto logo no dia da apresentação!! E, naturalmente, acabou mesmo por ser despachado, substituído por Zidane, e depois… História. Três Ligas dos Campeões consecutivas, feito inédito!

A transição, que é do ser treinado por uma figura, absolutamente, incontornável do universo futebolístico, à do ser treinado por outro sem provas de realce dadas, que não contenha uma aura que incuta respeito a qualquer pessoa relacionada com futebol.

A perda de CR7, a adaptação de Courtois, enfim, e mais importante, provar que conseguem ser o Real Madrid, mesmo sem Zidane e Ronaldo! São estas “coisitas” psicológicas que influenciam, que mexem nas pessoas. São atletas de alto rendimento e recebem mesmo muito! É por isso que os demais, mais concretamente os aficionados, exijam sempre o máximo e nada menos do que isso. Hoje, para as pessoas, não há desculpas que sirvam a alguém abastado financeiramente…

A crise que o histórico Real Madrid enfrenta, embora se estranhe, por ser um clube fortíssimo, com posses para comprar tudo e todos, é natural. Fechou-se um ciclo, esta temporada iniciou-se um diferente. Ao que tudo indica, será um ciclo curto, como o de Benítez, resta saber se virá um “Deus”, como se sucedera em 2014, e que tenha o carisma suficiente para fazer transitar um conjunto de jogadores de classe mundial, tricampeões europeus, que nele “só” falta, segundo Florentino, “o digno sucessor de Di Stéfano.”

 

Foto de Capa: Real Madrid CF

Artigo revisto por: Jorge Neves

AC Milan 1-2 Real Bétis Balompié: Lo Celso deixou Milão de pernas para o ar

Os grandes jogos europeus também acontecem à quinta-feira, na UEFA Europa League. Em jogo a contar para o grupo F da competição, os italianos do AC Milan receberam os espanhóis do Real Bétis Balompié. Em San Siro, a equipa andaluza levou melhor os milaneses e já se encontra em primeiro lugar do grupo, ao vencer o jogo por 1-2. Olympiakos, com três pontos, e Dudelange, com zero, também fazem parte deste grupo. À mesma hora, os gregos tinham batido o conjunto do Luxemburgo por 0-2.

Ambas as equipas entravam na partida vindas de uma derrota no jogo anterior. O Bétis tinha perdido em casa a um golo com o Valladolid para a LaLiga, resultado também consentido pelo AC Milan frente ao rival Inter de Milão, na Serie A.

O momento do primeiro golo do Bétis, que deixou o AC Milan de pernas para o ar
Fonte: UEFA Europa League

O Bétis foi quem se destacou no primeiro tempo.  A jogar num esquema aproximado ao 3-5-2, a projeção de jogadas para laterais era letal para criar perigo na baliza do AC Milan, que também deixou os espanhóis progredir muito à vontade pelo campo e mostrou algumas faltas de atenção em repor a bola em jogo.

Até que aos 30 minutos, Canales lança a bola longa do meio campo do Bétis para o flanco esquerdo, ocupado pelo o número 20, Junior Firpo. O espanhol domina e passa logo para Lo Celso, o argentino consegue contornar Zapata, com alguma atrapalhação do defesa do Milan, já dentro de área, e passa para o meio da pequena área, onde estava Sanabria para encostar. O outro central da equipa italiana, Romagnoli, podia ter feito melhor para travar o 0-1. Antes do final da primeira parte, o Bétis bem pode agradecer a Mandi para o AC Milan não ter chegado ao empate, com Gonzalo Higuaín a aparecer isolado na área adversária e já ter contornado o guarda-redes Pau Lopéz. O central argentino faz um corte mesmo antes de ‘Pipita’ rematar.

Apesar do susto, o Bétis foi quem continuou a controlar a partida em San Siro. Os andaluzes pareciam ter sempre espaço no meio campo para começar uma jogada, quer em passes curtos ou longos. No eixo, Lo Celso e Canales catapultavam os extremos. O lado esquerdo era o favorito, onde estava Junior Firpo. À direita, era Barragán. O português William Carvalho era, logicamente, o elo de ligação do meio campo com a defesa.

O momento da noite em Milão chega ao minuto 54. Ainda fora de área, Lo Celso faz um remate colocado, sem hipóteses de defesa para Pepe Reina, apesar da bola dar a noção que ia lentamente para o fundo das redes. O golo do 0-2 para o Bétis é para ver e rever em baixo:

O AC Milan tentou responder à desvantagem, e quase da mesma forma que Lo Celso, com um remate potente de pé esquerdo por Castillejo – também fora de área – ao ferro, à passagem do minuto 72. Dez minutos depois, os italianos reduzem a desvantagem com o extremo espanhol a passar rasteiro da direita para o meio da grande área e Cutrone encostar (1-2). Estava reservado um final de partida fervoroso, mas o Bétis conseguiu controlar a posse de bola de forma muito inteligente, jogando com o cérebro dos adversários ao ponto do mesmo Castillejo ser expulso, com um cartão vermelho direto, nos minutos de compensação, após rasteirar por trás Lo Celso.

Com este resultado, o Bétis é o líder do grupo F da Liga Europa, com sete pontos; o AC Milan é segundo, com menos um ponto; o Olympiakos está em terceiro, com quatro pontos; e o Dudelange encontra-se em último, sem qualquer ponto. A luta pelo primeiro lugar continua em aberto, mas uma vitória do Bétis, na próxima jornada, em casa, frente aos italianos, pode ditar o apuramento dos andaluzes para os 16 avos de final da competição.

Onzes iniciais:

AC Milan – Pepe Reina; Calabria, Zapata, Romagnoli e Laxalt; Bakayoko, Biglia e Bonaventura; Castillejo, Borini e Higuain

Real Bétis Balompié – Pau Lopéz; Mandi, Barta e Sidnei; Barragán, William Carvalho, Junior, Lo Celso e Sergio Canales; Sergio León e Sanabria

Sporting CP 0-1 Arsenal FC: Renan não merecia

O Sporting CP foi hoje derrotado por 1-0 frente ao Arsenal FC, em jogo a contar para a terceira jornada do Grupo E da Liga Europa. Uma partida que interessava a ambas as equipas, as duas com seis pontos em outros tantos jogos na competição. Porém, os dois treinadores montaram a equipa em sentidos contrários: Unai Emery alterou metade do onze titular face ao último jogo (frente ao Leicester) mantendo apenas cinco jogadores; já José Peseiro apenas surpreendeu colocando Renan Ribeiro na baliza e jogando com quatro médios.

A partida começou com o Arsenal a mostrar o que vale na gestão da posse de bola – que é muito -, mas a primeira oportunidade do encontro até foi dos “leões”, com um remate de Bruno Fernandes, ao minuto 18, que saiu por cima. Minutos depois, a resposta inglesa: Henrik Mkhitaryan, de livre-direto na esquina da grande-área, testou os reflexos de Renan.

A partir daí e até à meia-hora de jogo o ritmo acalmou. O Arsenal foi gerindo o jogo sem grande intensidade, mas o último passe falhava sempre. Mérito nesta hora para a pressão leonina: ainda que não fosse muito agressiva, era inteligente, o que permitiu ao Sporting ganhar algumas bolas que poderiam ser interessantes. O desfecho era sempre o mesmo para cada lado – o último passe falhava sempre.

À meia-hora de jogo acordou Alvalade. Primeiro ensaiou Bruno Fernandes, com um remate por cima; depois foi Nani, a relembrar os seus grandes golos frente aos “Gunners” ao serviço do Manchester United. O internacional português abriu espaço no espaço, encheu o pé e bola passou a rasar a barra da baliza de Leno. Ilusão de golo em Alvalade.

Antes do intervalo houve ainda tempo para o Arsenal responder, com remates de Xhaka – por cima -, e de Aubameyang – encaixado por Renan -, mas principalmente para a saída de Ristovski, por lesão. O macedónio estava a ser dos jogadores mais esforçados em campo. Intervalo com um nulo justo, mas com um Sporting a deixar uma boa imagem, de uma equipa solidária, esforçada e com boas manobras ofensivas.

Os primeiros dez minutos da segunda parte começaram com três oportunidades de golo, uma para os leões e duas para o Arsenal. Primeiro, Montero ganhou um pontapé livre no meio-campo adversário; Nani foi chamado a converter, colocou na área e o colombiano desviou para fora. Já no outro extremo do campo, Renan negou duas vezes de forma perentória o golo a Aubameyang, ambas de grande qualidade individual do avançado gabonês. A equipa inglesa ainda viu ser anulado um golo a Welbeck, após falta sobre Bruno Gaspar. Posteriormente, Renan esteve novamente em destaque por defender um livre forte de Torreira.

Depois de tanto procurar o golo, o Arsenal conseguiu mesmo chegar à vantagem. Após um passe para Welbeck, o extremo pegou na bola, passou por Coates e, em frente a Renan, não tremeu e rematou cruzado a contar.

Renan não conseguiu parar o remate de Welbeck
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Jovane, que entrou no quarto-de-hora final, ainda tentou, esforçadamente, procurar o golo, mas êxito. José Peseiro acabou por colocar o jovem muito tarde na partida e para tentar remediar a desvantagem consentida.

Apesar de o árbitro ter dado cinco minutos para lá dos noventa, o jogo terminou sem qualquer mexida no marcador. Nem tudo está perdido, resta agora recuperar na jornada seguinte, em Londres, para que a equipa leonina não perca o seu foco na competição europeia, em que está em segundo lugar, com seis pontos. Já o Arsenal é líder isolado com nove pontos. O grupo termina com o Vorskla da Ucrânia em terceiro lugar com três pontos e com o Qarabag, em último, sem nenhum ponto conquistado.

Onzes Iniciais

Sporting CP: Renan Ribeiro, Sebastián Coates, André Pinto, Acuña, Ristovski (Bruno Gaspar, 45′), Gudelj (Jovane Cabral, 70′), Petrovic, Battaglia, Bruno Fernandes, Montero e Nani (Diaby, 86′).

Arsenal FC: Leno, Lichtsteiner, Papastathopoulos, Holding, Xhaka, Elneny (Torrera, 57′),Guendouzi, Ramsey, Mkhitaryan, Welbeck (Lacazette, 80′)e Aubameyang (Iwobi, 85′).

Força da Tática: Não é preciso Deus para o Barcelona, do Rei Arthur, dominar o “tá lento” italiano


No jogo entre líderes do Grupo B da Liga dos Campeões, levou a melhor a formação espanhola. Com Messi na bancada e dias antes de receber o Real Madrid CF, para La Liga, a equipa Blaugrana venceu confortavelmente os Nerazzurri, que vinham motivamos depois da vitória no Derby de Milão.

Mais do que os três pontos, a vitória é a confirmação de um novo FC Barcelona, diferente daquele que vimos em 17/18, desde logo pela afirmação de um talento brasileiro, que já abordei em outro artigo.

Para o lado italiano, como tive oportunidade de explicar ainda esta semana, é a confirmação de são uma equipa limitada e muito longe das melhores formações europeias.

Vamos então olhar para este jogo.

Um novo Barcelona, com toque brasileiro

Ao longo da última época, fomos observando um Barcelona conservador, onde tudo girava em redor de Busquets-Rakitic-Messi. Busquets e Rakitic, formavam um duplo pivot no meio campo, atrás do Argentino, que ocupava uma posição central no campo.

Suárez jogava mais sobre a esquerda do ataque, partilhando o espaço entre o corredor esquerdo e o central com Iniesta. Nesse corredor esquerdo aparecia Alba, que aproveita ao máximo a liberdade e o espaço que tinha no flanco. A posição de Suárez e Messi, transformava a estrutura do Barcelona em um 4-4-2, que sustentando pelo duplo pivot Busquets-Rakitic, podia pressionar o adversário de forma agressiva.

A eliminação frente à AS Roma, na última edição da Liga dos Campeões, levantaram muitas dúvidas sobre o futuro deste sistema. Quando o nível dos adversários era elevando, notava-se a dificuldade do Barcelona em posse de bola. Uma circulação lenta e previsível, que não conseguia fazer a bola chegar a Messi no último terço, obrigado o Argentino a baixar demasiado no campo para pegar no jogo.

Assim, esta época introduziu um sistema mais ofensivo. Tudo começou com a colocação de Dembelé na esquerda e Messi na direita, não como extremos, mas nos espaços entre corredores. A derrota frente ao CD Leganés, o empate em casa com o Girona, veio expor um problema, que se estava a tornar cada vez mais evidente: Defender é “uma cena que não assiste” a Dembelé.

A solução, como já falei aqui no BnR, foi a introdução de Arthur no meio campo e o adiantamento de Coutinho para junto de Suaréz e Messi. A estabilidade defensiva aumentou brutalmente e a estrutura ofensiva, hoje, permite uma harmonia muito maior entre a Defesa – Construção – Ataque.

Curiosamente, ou talvez não, ontem o escolhido para substituir Messi não foi Dembelé, mas sim Rafinha. A razão: Transição Defensiva.


Fonte: ESPN

O brasileiro é o elemento mais adequando (vs Dembelé, Malcom) para realizar o trabalho defensivo que Valverde pretende, nomeadamente os momentos de pressão.

Inter tá lento para atacar

Coloquei o último GIF não só para mostrar o trabalho defensivo de Rafinha, mas para mostrar o que aconteceu frequentemente (particularmente na primeira parte) quando o Inter tentou iniciar a construção desde trás. Simplesmente não conseguiam criar nada.

Fonte: ESPN

Busquets, Arthur e Rakitic avançavam agressivamente para dentro do meio campo italiano, asfixiando a linha defensiva do Inter, que não conseguia lidar com a pressão espanhola. Em cima, Arthur pressiona a bola, enquanto Busquets e Rakitic dividem o espaço entre Borja Valero e Vecino, evitando que a bolas lhes chegasse.

Quando conseguiam ter bola mais à frente, Brozovic procurava imediatamente os corredores para … já se sabe. Cruzamentos, mesmo que a posição seja a meio do meio campo. A verdade é que com Mauro Icardi na área, qualquer bola que lhe chegue pode dar em golo.


Fonte: ESPN

Normalmente, em Itália, o Inter joga de forma lenta, ponderadamente trocando a bola, reciclando-a de um lado ao outro. Não é por acaso que o jogador com mais passes realizados da Série A é Marcelo Brozovic.  Agora quando o adversário pressiona de forma mais agressiva, a história é outra.

2º Parte

A saída de Candreva trouxe melhorias ao conjunto Italiano. Spalletti foi, como era expectável, conservador na primeira parte, defendendo em bloco baixo raramente pressionado o Barcelona dentro do seu meio campo, sem contar com pontapés de baliza.

Este conservadorismo resultou em uma diferença brutal na primeira parte, em termos de posse de bola. Depois, quando recuperavam a bola, por estarem tão próximos da sua baliza o Inter não conseguia sair do seu meio campo o que contribuíam e facilitava a já referida estrutura do Barcelona para fazer a contrapressão.

Com a entrada de Politano, vimos um Inter mais pressionante e a pressionar mais longe da sua baliza. Um pouco semelhante ao que vimos frente ao AC Milan, no fim de semana. Valero e Icardi pressionavam os centrais, enquanto que Perisic e Politano faziam o mesmo ao laterais. Esta primeira linha de pressão tinha o apoio do duplo pivot de meio campo (Brozovic-Vecino), que tentava neutralizar o impacto do meio campo do Barcelona.


Fonte: ESPN

Esta nova postura do Inter permitiu-lhe dominar os primeiros minutos do segundo tempo, forçado o Barcelona a jogar longo, permitindo à formação Nerazurra ganhar segundas bolas e ter bola dentro do meio campo do adversário.

Contudo, não demorou muito para o Barcelona reconquistar o domínio da partida. A resistência à pressão de Arthur e Rakitic, permitiu ao Barcelona impor o seu jogo posicional face á pressão italiana.


Fonte: ESPN

Apesar do resultado, curto, foi um jogo fácil e uma exibição sólida do Barcelona.

Foto de capa: FC Barcelona

Revista Libertadores: Grêmio e Boca Juniors a um passo da final da Libertadores

Pelos bons resultados obtidos no primeiro jogo das semifinais da Copa Libertadores da América, nesta terça-feira (24) e quarta-feira (25), Grémio e Boca Juniors são os prováveis finalistas da competição. Os gaúchos venceram o River Plate por 1 x 0 na Argentina, enquanto o Palmeiras, também na Argentina, perdeu por 2 x 0 para o Boca.

Os jogos da segunda volta das meias-finais acontecerão na próxima terça-feira (30) e quarta-feira (31) no Brasil, onde tanto o River quanto o Palmeiras precisarão fazer suas melhores partidas do ano para reverterem a situação.

River Plate 0 x 1 Grêmio

O primeiro jogo das semi-finais foi como o esperado: mais físico que técnico, com domínio ora do River, ora do Grémio, as duas equipas fizeram bons jogos. A equipa argentina foi melhor, efetuou mais passes e teve maior posse de bola (67%), no entanto pecou na eficiência. Aos 62 minutos, Michel Ferreira, que voltou recentemente de lesão, após um cruzamento preciso no canto, marcou de cabeça para o Grémio e calou o Monumental de Nuñez. Após o golo, o River ficou abalado e pouco mais produziu durante a partida.

Michel comemora gol de cabeça contra o River Plate no Monumental de Nuñez Fonte: Conmebol

Agora, o bom técnico Gallardo terá de fazer o River jogar bem mais do que jogou se quiser vencer o Grémio no Brasil. Já Renato Gaúcho, precisara apenas de um empate para levar o Grémio a sua segunda final consecutiva.

 

Boca Juniors 2 x 0 Palmeiras

Na Bombonera, onde o Boca Juniors enfrentou o Palmeiras, o jogo foi mais desigual. A equipa argentina foi superior em todos os setores e praticamente não deixou o Palmeiras jogar. Com uma proposta clara de ataque, os argentinos sufocaram a equipa brasileira e marcaram aos 83 e 88 minutos por Benedetto, que saiu do banco de reservas para mudar a história do jogo, que caminhava para um apático empate de 0 x 0.

Durante a partida foram 6 remates à baliza por parte do Boca Juniors contra vergonhosos 2 do Palmeiras. O treinador Luiz Felipe Scolari montou uma equipa defensiva que tentou explorar os contra-ataques, mas acabou levando uma “aula” tática de Schelotto, que anulou muito bem os principais jogadores do verdão, como Dudu, Moisés e Borja.

Jogadores do Boca Juniors comemoram o segundo gol na vitória de 2 x 0 sobre o Palmeiras Fonte: Boca Juniors

Mesmo em casa, na próxima semana, reverter os 2 x 0 será uma tarefa muito difícil ao Palmeiras, que com Felipão tem um perfil de jogo mais reativo. Na segunda mão o Palmeiras terá que ser mais “agressivo” e mais eficiente nos ataques. Enquanto o Boca, mais tranquilo, vai usar toda a tradição e experiência para amarrar a partida e fazer valer a boa vantagem conquistada na primeira mão.

Com as vantagens conquistadas, Grémio e Boca Juniors são os prováveis finalistas da Libertadores 2018. Mas como a História cansa de nos mostrar, o futebol é uma caixinha de surpresas, onde tudo pode acontecer ou mudar.

Foto de capa: Boca Juniors

Artigo revisto por: Jorge Neves