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José Mourinho: Ultrapassado ou incompreendido?

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A Liga Inglesa está bastante diferente do que era há dez anos atrás. Aliás, cada década distingue-se sempre de uma outra em pelo menos uma condição… O sucesso no futebol não é uma ciência, é algo cíclico e sem fórmula exata que garanta o que é pretendido: depende de vitórias, só que as últimas não são uma coisa desencadeada, puramente, segundo um plano prévio. Claro que esse plano existe sempre, porém, não é infalível, e também não é o único aspeto a ter em conta.

Futebol é emoção. Antes dela, é um jogo de egos. Um elemento de uma equipa tem sempre um ego. Tem sempre uma perspetiva própria de como as coisas são. E a fidelidade que o ser humano nutre por “si mesmo” está sempre acima do resto.

O prisma da Premier League está muito distinto de quando, por exemplo, jogávamos FIFA ou PES 2008: equipas, que nessa versão do videojogo, apenas lutavam por um lugarzinho na Europa, outras pela manutenção, outras que nem figuravam no topo dos campeonatos ingleses, hoje possuem expetativas mais elevadas…Mas não só.

O Liverpool, equipa histórica e conhecida pela paixão incutida aos jogadores que vestem a camisola vermelha, há muito, mas muito tempo, que não vence a Liga Inglesa. O Leicester foi campeão. O Tottenham era equipa de meia tabela. O Chelsea tinha “acabado” de ser tomado por um russo “cheio dele”. E o United… Bem, era o grande United! Liderada pelo mítico Alex Ferguson, era sempre um claro candidato, quer à Liga, quer à Champions.

Um período tão grande ao comando de uma só equipa desportiva é obra, e algo muito difícil de superar, ou mesmo de acontecer nos dias que correm.

Era comum ver jogadores menos cotados dar tudo por Mourinho… Terá o Special One perdido esse trunfo?
Fonte: Manchester United

Tudo o que Ferguson foi criando, paulatinamente, no colosso britânico, deu origem a uma identidade muito própria, que não pode ser retomada por qualquer pessoa. No que toca a esse ponto, a ideia seria, no meu entender, que o substituto do escocês fosse escolhido pelo mesmo. Com uma vasta experiência ao leme do Everton, foi então David Moyes o eleito. Também ele escocês, sentiu logo muitas dificuldades e muito cedo se falava em ser demitido! Ou seja, após Ferguson passar 27 anos seguidos a treinar o clube, em menos de um ano já se falava em mudança. E depois veio Van Gaal, e a sua posição também nunca foi unanimemente cómoda.

O rumo dos acontecimentos desencadeou um José Mourinho despedido de um clube onde ganhara um título após meio século de secura. Mesmo tentando fugir a comparações, o que Mourinho conseguiu no Chelsea não é, de forma alguma, equiparável ao que Ferguson construíu no United, mas julgo que o reconhecimento de ambos enquanto grandes técnicos é equivalente.

Mourinho sempre foi bom em ser underdog. Aliás, foi em equipas menos cotadas que teve o maior brilhantismo da carreira. Vejamos, no FC Porto, Chelsea e Inter entrou sempre como não favorito (no Porto e Inter, nas competições europeias) e acabou erguendo títulos absolutamente inéditos para os respetivos clubes. Foi aí que o seu talento para motivar foi executado no seu esplendor, mas também se repare numa coisa: orientou jogadores da velha escola, talvez seja essa a sua lacuna hoje: parece não saber lidar com a nova escola. O que funcionou com uns, não funciona com estes. O próprio Paul Scholes, figura incontornável de Old Trafford, admite que adorava o Mourinho “arrogante”.

O José Mourinho que sabia ler os jornalistas, que sabia como contornar as típicas perguntas “incómodas”. Que tinha como aliado o sucesso desportivo da equipa que orientava. Agora sem esse sucesso, torna-se difícil respeitar o seu estatuto. Numa era em que, como disse, qualquer treinador de futebol é alvo de uma avaliação constante por qualquer pessoa. E hoje em dia qualquer um pode ser voz global. Não estou no lado de ninguém, mas as constantes pressões, num cargo em que o escrutínio é alvo a uma escala global (escrutínio esse com epicentro em Inglaterra, obviamente, se bem que o United está entre os três maiores clubes do planeta); as estratégias dos media; a existência de redes sociais e tudo o que isso acarreta, muda completamente o panorama da sua profissão e das relacionadas.

Na segunda passagem pelo Chelsea, foi campeão no segundo ano, mas no terceiro saiu a meio do ano, deixando a equipa no fundo da tabela classificativa, praticamente…

Desconheço o que torna um treinador de futebol bom ou mau. Mas desconfio. Com a sua forma de jogar (não muito apreciada pela generalidade), postura, com a sua estratégia de liderança, quando tem um balneário recheado de gente nova, num clube tão grande, tão vasto, tão simbólico como o Manchester United, os ideais vão escapando, toda a identidade construída ao longo da sua longa viagem pelo clube, vai-se perdendo.

O grande Liverpool, até ao seu último título de campeão inglês, era tido como um candidato assíduo ao dito. Ninguém imaginava passarem por tanto jejum. Da mesma maneira, qualquer pessoa que tenha prestado atenção à primeira década do milénio, nunca imaginaria o United fora do lote de favoritos. O sucesso no futebol é cíclico, é tão difícil dar nova vida a um clube abastado, mas em crise; como em ser um David “com esteróides” e bater todos os “Golias” que apareçam à frente.

Confio muito na ideia de que Mourinho teria sido despedido caso não vencesse o Newcastle, em casa. Está na terceira temporada ao leme do clube, e apesar de ter ganho títulos como Taça ou Liga Europa, como é óbvio, tal não é suficiente para o universo red devil. Contudo, tudo se tornou diferente após aquela reviravolta…Com a paragem para os jogos das Seleções, o cenário da sua continuidade tornou-se aceitável, aqueles três golos foram um completo oásis num deserto tão árido como o do Atacama… Parece ter reconquistado certos jogadores, parece… Não sei. Frente à poderosa Juventus, não conseguiu ser superior em casa ou mesmo tornar o jogo equilibrado, assumindo-o, porém existem dados muito bons numa confessa fase menos boa da sua carreira. Será que Mourinho está a tentar obter o sucesso que almeja no pós Ferguson, fazendo do enorme United um underdog? Apesar de contar com um De Gea brilhante, mas com um eixo defensivo muito aquém? Com apenas um ponta de lança de referência, que é Lukaku, será suficiente? Uma “concorrênciazinha” de peso não seria boa ideia? O que faltará para levantar este Manchester United tão, mas tão sem esplendor?

Foto de Capa: Manchester United

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

‘Estudantes’ com os olhos postos na Primeira Liga

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Depois de um início de campeonato desastroso, os ‘Estudantes’ procuram inverter essa tendência. Após seis jornadas, uma vitória, três empates e duas derrotas, o mítico João Alves, novo treinador da Briosa, vai tentar entrar com tudo neste seu regresso e vencer já em Penafiel na próxima segunda-feira.

É inegável, quando se afirma que a Associação Académica de Coimbra – OAF é um dos grandes clubes de Portugal. Com duas Taças de Portugal no currículo, o clube já participou quatro vezes nas Competições Europeias e 64 (!!) na Primeira Liga Portuguesa, sendo um dos clubes com mais presenças no mais alto escalão do futebol português. Após a descida em 2016, o clube procura subir o mais rapidamente possível e acaba de mudar de rumo, com a troca de técnico.

Mau arranque

Foram várias as movimentações no plantel da Briosa. Primeiro que tudo, Carlos Pinto, após fazer subir os Açorianos do CD Santa Clara, aceitou o projeto de subir a Académica. Uma escolha que, na teoria, tinha tudo para dar certo.

Quanto a contratações, destaque para as chegadas de Peçanha, Romário Baldé e Rúben Saldanha, mas, sobretudo, destaque para a aquisição surpresa de Hugo Almeida. O internacional português (19 golos em 57 jogos pela Seleção Nacional), com quase 200 golos oficiais na carreira, decidiu voltar a Portugal e assumir papel de destaque na Segunda Liga Portuguesa e no ataque dos ‘Estudantes’.

Hugo Almeida já leva quatro golos em cinco jogos e passará muito por ele o sucesso dos ‘Estudantes’
Fonte: Associação Académica de Coimbra – OAF

Olhando para o técnico e para o potencial do plantel, fica claro o favoritismo à subida, no entanto, o arranque foi terrível. A Académica começou logo a temporada a ser eliminada, em casa pelo Leixões SC, da Taça da Liga. Seguiram-se as primeiras quatro jornadas da Segunda Liga Portuguesa sem qualquer vitória: três empates e uma derrota.

O alarme e a pressão aumentaram consideravelmente, mas a primeira e única vitória na temporada chegou à quinta jornada (vitória de 0-2 em Faro sobre o SC Farense) e poderia ser um momento de viragem. Esse momento de viragem, não passou de uma ilusão, já que, logo no jogo a seguir, a Académica foi eliminada da Taça de Portugal pelo Juventude de Pedras Salgadas. Foi a gota de água e Carlos Pinto acabou dispensado. Depois do afastamento de Carlos Pinto, Vítor Vinha assumiu a equipa interinamente na receção ao Estoril-Praia SAD. O jogo não poderia ter corrido pior. Os ‘Canarinhos’ massacraram a Académica e venceram por 2-7 em Coimbra.

Regresso de João Alves

A direção tinha de tomar medidas e optou por um treinador mediático, com um cadastro enorme no futebol e com passado de sucesso na própria Académica. João Alves, de 65 anos, voltou ao ativo cinco anos depois e, apesar do contexto atual da Briosa, assumiu de imediato querer encarrilar a equipa novamente no caminho da subida. O ex-internacional português, que representou clubes como o SL Benfica ou Paris Saint-Germain enquanto jogador, já orientou os ‘Estudantes’ e até os fez subir à Primeira Liga em 2002.

O mítico João Alves poderá trazer outro fulgor e outra atitude à equipa da Briosa
Fonte: Associação Académica de Coimbra – OAF

O cenário de subida é ainda bem real já que a distância pontual, que separa a Académica dos lugares de subida, é de apenas oito pontos, que, convenhamos, na Segunda Liga Portuguesa, não significa grande coisa. No entanto, a margem de erro da Briosa é muito reduzida e terão já dois testes de fogo. Visitam o Norte, para enfrentar o CD Penafiel e recebem o Académico de Viseu FC, dois adversários que também têm ambições elevadas nesta liga.

A missão do técnico português passará muito por recuperar a confiança dos seus jogadores e sobretudo ganhar. Existe grande curiosidade em saber que sistema e modelo João Alves irá aplicar (não esquecer que não treina desde a época 12/13 e, todas as épocas, os treinadores mudam de opiniões e estratégias), sabendo-se que, nesta primeira fase, o importante será vencer. Uma coisa é certa, a Académica não baixará os braços e a pressão para regressar à Primeira Liga permanecerá.

 

Foto de capa: Associação Académica de Coimbra – OAF

Os 5 Guarda-Redes do Reino do Leão

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À boleia do que tem sido uma das posições mais carenciadas por parte do Sporting CP na presente época, devido à constante e cada vez mais uma certeza de não aposta em Viviano e com a inconsciência de Salin, o dono das redes verdes e brancas tem sido alvo de muita contestação. Posto isto, nada melhor que relembrar quais foram ou são para mim os melhores guarda-redes que passaram pelo Sporting CP e que souberam defender tão bem não só as redes como o emblema que carregam ao peito. Neste texto irei apenas abordar jogadores que tenha visto jogar, e antes de iniciar o top propriamente dito não posso deixar de fazer a merecida menção honrosa ao eterno Vítor Damas.

Feita a ressalva, aqui fica o meu Top:

Projetando os 20 melhores “Centers” da nova temporada

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A nova época da NBA já se iniciou e nós estamos mesmo a terminar a projeção dos melhores jogadores por posição para 2018/19. Chegou a vez dos “centres”, os “homens grandes”, que tanto tiveram de se adaptar na última década a um tipo de jogo mais rápido e mais longe do cesto, mas que ainda necessitam da capacidade física que só estes senhores podem oferecer.

Regresso à terra – NFL Semana #7

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As duas últimas semanas trouxeram de volta à terra Bears, Bengals, Ravens, Jaguars e Titans. Mas, a uma semana de concluirmos a primeira metade da época regular, tudo ainda está em jogo. Se, por um lado, os Patriots voltaram ao primeiro lugar na AFC Este e não o deverão deixar na AFC Sul, os Texans ainda estão longe de poderem olhar para o seu primeiro lugar e pensar em playoffs. A NFC parece ser a conferência com pior qualidade mas onde joga a melhor equipa da liga.

CUL 18/19 – AEISCTE 1-4 AEFML: Massacre!

AEISCTE e AEFML defrontaram-se em jogo a contar para a terceira jornada da primeira divisão dos Campeonatos Universitários. Nenhuma das equipas tinha ainda conquistado os três pontos em nenhuma das jornadas e foi por isso que entraram no jogo a tentar assumir as rédeas da partida.

A equipa de Medicina foi sempre mais letal e abriu as hostilidades no marcador: Mário Andrade passou por dois defesas, ganhou um rescaldo e, só com o guarda redes pela frente, atirou a contar. Estava assim aberto o marcador!

Quando se pensava que seriam os homens da Cidade Universitária a fazer o golo do empate, foram os ‘médicos’ que chegaram ao golo. Após um erro clamoroso do defesa central Paulo, João Jesus recuperou a bola e assistiu Mário Andrade para o segundo da partida. O ponta de lança bisava assim na partida.

Ainda antes do intervalo, no último lance do primeiro tempo, os ‘médicos’ aumentaram a vantagem no marcador…e de que forma! Tiago Nascimento, de livre direto, tirou as medidas à baliza e não deu hipóteses a Zé Magrinho, rematando de forma colocadíssima.

Já na segunda parte, a AEFML fez mesmo o quarto da partida. Tiago Nascimento também bisou na partida e matou com todas as esperanças dos homens comandados por João Rosa.

Fonte: ADESL

Foi preciso esperar até ao último lance da partida para ver o golo de honra da AEISCTE. Num canto batido de forma curta, a bola foi até ao segundo poste onde apareceu um avançado, que, sem oposição, fez o golo.

Se, por um lado, a equipa de Medicina conquistava a primeira vitória na competição, a equipa da Cidade Universitária continuava com a crise de resultados.

Jogo Completo:

 

Foto de Capa: ADESL

O carrossel de Samaris

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Desde o início da presente temporada, 2018/2019, que a vida de Samaris se assemelha a um carrossel. E quando acabar a época? O jogador das águias vai ou fica?

Andreas Samaris acaba o contrato no final desta temporada. A direção Benfiquista tem vindo a mostrar interesse em negociar a venda ou empréstimo do grego, no entanto, este não quis ser emprestado e decidiu ficar no clube das águias até ao final do contrato (junho). Isto porque a partir de janeiro, o jogador encarnado pode, de livre espontânea vontade, sair do clube da Luz e assinar contrato com qualquer outra equipa, não tendo que pagar nada ao Benfica. No entanto, se chegar a acordo com o Presidente, Luís Filipe Vieira, para continuar a jogar de águia ao peito, um aumento do salário estará, certamente, nos planos do jogador. Mas será que também está nos do presidente?

O grego chegou ao Benfica na época 2014/2015, na altura treinado por Jorge Jesus, e desde aí teve lugar como titular. Ao longo da época mostrou estar à altura desse lugar, o desempenho dele como atleta fez com que fosse titular por muito tempo, ganhando assim, tal como a restante equipa e seus técnicos, a Liga Nos, a Taça da Liga e a Supertaça. No entanto, com a chegada de Rui Vitória ao clube da Luz, e também de Fejsa, Samaris parece ter perdido esse lugar.

Samaris tem vindo a perder espaço na equipa do Benfica                                                                 Fonte: UEFA

Com Ljubomir Fejsa a ocupar o lugar de Samaris, o treinador encarnado parece estar a descartar a hipótese de o jogador voltar a ser titular, no entanto, Rui Vitória diz-se habituado a lidar “com jogadores que saem e são contratados por outras equipas”. Apesar de muito do que se ouve poderem ser meros boatos, o treinador mostra a ideia fixa de que “se os jogadores dão garantias de jogar, jogam, senão não jogam”. Será que o trabalho do número sete não será suficiente para garantir o seu lugar na Luz? O treinador encarnado garante ainda que qualquer que seja a sua decisão, nada “tem a ver com contrato ou idade”.

Segundo as estatísticas, Andreas Samaris e Fejsa têm números semelhantes, no entanto, são ainda algumas as características que os diferenciam. Ambos têm poucos remates, o número cinco das águias tem mais remates enquadrados, no entanto, o grego tem mais destaque na criação de oportunidades. No que diz respeito ao meio-campo, Fejsa evidencia-se, pois, faz mais passes certeiros, já Samaris tem uma quantidade maior de passes nessa zona. Este último tem um jogo mais individual, enquanto o sérvio pratica um jogo mais coletivo e se destaca no desarme e na interceção.

Será uma decisão ponderada para Rui Vitória, já que, apesar das diferenças entre os dois, ambos são bons jogadores e se destacam pelas suas melhores qualidades.

Foto de Capa: SL Benfica

FK Lokomotiv 1-3 FC Porto: Eficácia previne tremedeira

Cumpriu-se a tradição na Rússia. O FC Porto venceu, de certa forma, confortavelmente, escancarou as portas dos oitavos e juntou mais 2,7 milhões à conta. O resultado, contudo, esconde as lacunas que os dragões continuam a demonstrar, essencialmente na defesa. Casillas foi herói, mas quase borrava a pintura. Aí, valeu a ajuda do…árbitro.

Como era de esperar, houve mexidas no onze azul e branco. Otávio deu lugar a Óliver e, à conta disso, o futebol da equipa também se transfigurou. Não necessariamente para melhor, mas foi diferente, de facto. Maior eficácia na posse e circulação da bola. E foi assim que se passaram os primeiros minutos.

Só Porto em jogo, e uma equipa russa completamente remetida, na expetativa, à defesa. Não obstante, seria na baliza de Casillas que o golo esteve à vista em primeiro lugar. Défice de Alex Telles na abordagem ao confronto individual com um dos irmãos Miranchuk, russo no chão, dentro da área e o árbitro escocês, perentório, de braço esticado. Era penálti. Manuel Fernandes assumiu, com confiança, a responsabilidade. Olhos no olhos com San Iker e…lá estava o espanhol a fazer jus à alcunha. Grande estirada e manutenção do nulo no marcador. O Porto, contudo, não se encontrava na partida. Dessa descontração quase tirava proveito o Lokomotiv, mas Alex Telles, que havia sido vilão dez minutos antes, estava agora no sítio certo para se tornar num herói improvável. Denisov passou como quis por Óliver e Maxi, serviu Alexei Miranchuk para um golo (quase) certo, mas o lateral brasileiro disse a Casillas que desta vez era ele a brilhar. Não só um como dois cortes determinantes, em cima da linha.

Casillas foi determinante ao defender um penálti
Fonte: FC Porto

O dragão abanou, mas não caiu e dessa resistência haveria de tirar os melhores proveitos. Do outro lado, Éder esqueceu-se que estava dentro da própria área e agarrou ostensivamente Felipe. Penálti, claro. Moussa Marega disse logo que era dele. Ninguém se opôs, afinal, tanta confiança só podia trazer os melhores resultados. Assim foi. O Porto respirava, enfim, na noite gélida da Rússia. Quem também quis abrir o livro foi Corona que, servido por Maxi, deixou o defensor russo completamente nas ‘covas’, cruzou com conta, peso e medida para o compatriota Herrera e este, à matador, encostou para o segundo. Ainda o Lokomotiv não se havia reencontrado e já novo golo morava na baliza de Guilherme. Tudo corria de feição até ao momento em que Militão, num raro disparate, deixou a bola nos pés de um dos irmãos Miranchuk que serviu rapidamente o outro, à entrada da área. Com tempo e espaço para tudo, o fim da jogada era inevitável. Em doze minutos, três golos e os da casa novamente na luta. O intervalo chega na altura certa.

Melhor reentrada era impossível. Brahimi achou que era altura de brilhar, abriu uma auto-estrada, viu Marega oferecer-lhe ainda mais espaço ao arrastar consigo dois adversários, serviu Corona com um passe magistral e este, em ótima posição, fuzilou Guilherme. Se os russos vinham com intenções de discutir o resultado, aqui estava uma machadada bem forte. Mas nem isso tranquilizou os homens de Sérgio Conceição, sempre muito erráticos e a falharem vários passes. Éder, o português, até reduziu, quando faltava meia hora para o fim, mas o árbitro anulou, mal, por alegado fora de jogo. Ufa!, terá dito Casillas. É que o espanhol cometeu um erro daqueles, ao defender a bola para à frente, deixando-a à mercê de Éder. Os dragões iam, a espaços, impondo maior assertividade no seu futebol, mas fizeram-se valer sobretudo da eficácia para sair da Rússia com a vitória. O Lokomotiv, apesar de mostrar vontade, tinha pouco engenho para lutar por outro destino. Tudo piorou quando Kvirkvelia derrubou Herrera quando este ia só para a baliza e viu o vermelho direto. Ainda havia 15 minutos para o fim, mas era a rendição total. Até ao fim, a distância entre as equipas poderia até ter sido mais vincada, não fossem Bazoer e Alex Telles perdulários nas oportunidades que tiveram.

O FC Porto é líder isolado do grupo, saboreou também o empate no outro jogo entre turcos e germânicos e pode, eventualmente, carimbar a passagem daqui por quinze dias. Não está mal, pois não?

Onzes Iniciais

FK Lokomotiv: Guilherme, Ignatjev, Kvirkvelia, Howedes, Anton Miranchuk, Denisov, Krychowiak, Barinov, Manuel Fernandes (Zhemaletdinov,66′) , Aleksey Miranchuk e Éder (Lysov, 81′).

FC Porto: Casillas, Maxi, Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo, Óliver (Bazoer, 83′), Herrera, Corona (André Pereira,69′), Brahimi (Ádrian, 82′) e Marega.

Borussia Dortmund 4–0 Club Atlético Madrid: Goleada vale liderança

O Signal Iduna Park foi palco de um dos jogos grandes desta terceira jornada da Liga dos Campeões e colocou frente a frente os alemães do Borussia Dortmund contra os espanhóis do Atlético de Madrid. Ambos os conjuntos ganharam triunfaram nas duas rondas anteriores e somavam seis pontos, disputando-se então hoje a liderança do grupo A.

O Dortmund entrou com vontade de marcar golos e rapidamente se percebeu quem iria assumir “as rédeas da partida”. Os alemães apropriaram-se da posse de bola e controlaram toda a primeira parte, colecionando algumas oportunidades que lhes valeria a vantagem no marcador na hora de recolher aos balneários.

Ao quarto de hora de jogo, Axel Wisel mostrou-se ao executar um remate de longa distância, mas Oblak estava atento e defendeu com segurança. Esta fase do jogo marcou precisamente o início do domínio do Dortmund, visto que os colchoneros limitaram-se a manter a linha defensiva coesa, retirando claramente a aposta num jogo ofensivo. Apesar do controlo do jogo, os auri-negros durante a maior parte do tempo não ameaçaram mais a baliza adversária, pois os seus ataques eram invariavelmente interrompidos pela defesa sólida do Atlético de Madrid comandada por Godin.

Não propriamente para colocar alguma justiça no marcador, mas sim por ser a única equipa a procurar o golo, o Dortmund chega à vantagem ao minuto 38 por intermédio de Witsel, que novamente a disparar de fora da área conseguiu a fazer golo, mas com muita felicidade fruto do ressalto do remate em Saúl, que traiu Oblak deixando-o pregado ao relvado.

Fonte: Borussia Dortmund

Chegavam então ao fim 45 minutos de futebol atrativo com a equipa da casa em liderança, contrastando com um Atlético Madrid que pareceu só preocupado com a vertente defensiva.

As equipas regressaram dos balneários e sentiram-se diferenças em campo, particularmente no que diz respeito ao conjunto de Diego Simeone, que numa primeira instância conseguiu desde logo equilibrar finalmente a partida e de seguida durante um período de 15 minutos atravessou o seu melhor momento no encontro com um homem em evidência. Saúl teve nos seus pés a igualdade do resultado em três ocasiões, mas não conseguiu concretizar devidamente.

O Dortmund resistiu a estes minutos em que esteve sob pressão e tornou-se mais agressivo na hora de defender, conseguindo aumentar o rendimento coletivo, o que se traduziu na recuperação da posse de bola. Ameaçou o 2-0 num lance em que Hakimi rouba literalmente o golo ao seu colega de equipa Marco Reus , mas depois viria mesmo a dilatar a vantagem numa jogada de excelente entendimento coletivo que culminou no golo do português de Raphaël Guerreiro, a passe de Hakimi  que se redimiu assim da intervenção anterior.

O Atlético de Madrid respondeu de imediato, mas Correa rematou ao poste não conseguindo assim relançar a partida. Esta falha marcaria a rendição dos colchoneros, que baixaram os braços e sofreram inclusivamente o terceiro golo. Com uma perda de bola a meio-campo, os alemães desdobraram-se para o contra-ataque e na cara do guarda-redes Hakimi toca ao lado para o golo fácil do recém-entrado Sancho.

O pesadelo madrileno não ficava por aqui e numa altura em que os jogadores espanhóis já tinham uma postura pouco correta envolvendo-se em conflitos constantes, o Dortmund respondeu com futebol e novamente pelo português Raphaël Guerreiro, que ao aproveitar um erro clamoroso de Filipe Luís, fixou o resultado final em 4-0.

Uma vitória inteiramente justa por parte dos anfitriões, num jogo em que sempre se assumiram como equipa de Champions com desejo de vitória. Em contraste com esta realidade, assistimos a um Atlético Madrid bastante longe do estilo de jogo ofensivo e agressivo, que lhe é característico. Nas contas pelo apuramento, o Dortmund com o pleno de vitórias ocupa a primeira posição, já o Atlético Madrid, além da exibição de hoje, não tem motivos de alarme visto que está isolado no segundo posto com cinco pontos de distância sobre o Mónaco.

Borussia Dortmund: Roman Bürki, Dan-Axel Zagadou, Abdou Diallo, Achraf Hakimi, Lukasz Piszczek, Thomas Delaney (Dahoud´35), Mario Götze, Christian Pulisic (Sancho´79), Axel Witsel, Brunn Larsen (Guerreiro´63), Marco Reus

Club Atlético Madrid: Jan Oblak, Diego Godín, Filipe Luís, Juanfran, Lucas Hernández, Thomas Partey (Rodri´46), Koke , Saúl Ñíguez (Correa´69), Thomas Lemar, Antoine Griezmann, Diego Costa

CUL 18/19 – AEISEG 3-1 AEFCM: Conjunto iseguiano soma segundo triunfo na prova

Na partida de abertura da ronda três da Primeira Divisão de Futebol 11 do CUL 18/19, a AEISEG venceu a AEFCM por 3-1. Frente a frente, estavam duas equipas que tinham vencido na ronda anterior – os “Economistas e Gestores de Santos” venceram por 0-4 a equipa da Fac. de Direito, ao passo que a formação dos “Médicos da Nova” bateu pela margem mínima o conjunto do Instituto de Agronomia – e ambas pretendiam somar mais três pontos e manter-se nos lugares cimeiros da classificação.

A equipa da FCM entrou melhor na partida, a controlar a posse de bola e a tentar visar desde logo a baliza adversária, sendo que até podia ter chegado ao golo logo ao minuto 7 por Zé, que recebeu um excelente passe em desmarcação, mas frente a frente com o guarda-redes Pipo, não foi capaz de marcar.

Apesar da forte pressão inicial sofrida, o ISEG conseguiu estabilizar o seu jogo e começou a disputar a posse de bola na zona do meio-campo, tentando aproveitar a sua boa dinâmica ofensiva para chegar à vantagem no marcador – ao minuto 22, Afonso esteve muito perto de marcar, na sequência de um pontapé de canto, com o seu cabeceamento a rasar a barra.

Os “Médicos da Nova” estavam agora a ter mais dificuldades em sair para o ataque, mas até se adiantaram primeiro no marcador: ao minuto 27, Carvalho, num bom trabalho individual, deu a vantagem à sua equipa, através de um remate em arco. Logo a seguir, os “Economistas e Gestores de Santos” repuseram a igualdade: Alvega, após cruzamento de Torrão, rematou e fez o 1-1, sem grandes de hipóteses de defesa para Margaço.

O ISEG voltaria a marcar ao minuto 33: numa bela jogada coletiva, Alvega cruzou e Afonso apenas teve de encostar para confirmar a reviravolta no marcador. Até ao intervalo, o conjunto iseguiano ainda colecionou algumas oportunidades para marcar mais golos, mas o marcador manteve-se inalterado e o ISEG foi para o descanso em vantagem.

Os recém-promovidos ISEG e FCM protagonizaram um belo jogo
Fonte: ADESL/ Bola na Rede

No início do segundo tempo, o ISEG entrou melhor que na primeira parte e obrigou Margaço a fazer duas boas defesas para manter a sua equipa a um golo de diferença. A FCM continuava a ter dificuldades em sair para o ataque com a bola controlada, uma imagem de marca desta equipa de futuros médico.

O conjunto comandado por Bernardo Reis não ia dando grande espaço de manobra aos pupilos à ordem de Tiago Moreira, mostrando uma enorme solidez defensiva e com poucos toques conseguia levar perigo até à baliza de Margaço, embora o terceiro golo teimava em não aparecer para a AEISEG.

Só nos últimos 10 minutos do jogo, é que surgiu o “golo do descanso” para o ISEG:  Jorge Faria, que tinha acabado de substituir o capitão Bruno Soares, fez o 3-1 na sequência de um pontapé de canto e praticamente sentenciou as dúvidas em relação ao vencedor do encontro, tornando ainda mais complicada a tarefa aos estudantes da FCM em chegar ao empate.

A equipa da Fac. de Ciências Médicas ficou ainda reduzida a dez elementos: Ricardo Guimarães recebeu ordem de expulsão, após ver o segundo amarelo. Pouco tempo depois, o árbitro dava por terminada uma boa partida do campeonato universitário lisboeta. Com este resultado, os “Economistas e Gestores de Santos” somam o seu segundo triunfo na prova e mantêm-se nos lugares cimeiros da classificação.

Onzes iniciais:

AEISEG: Filipe Oliveira (Leonardo Ferreira), Miguel, Guilherme (Luís Vicente), Henrique Vieira, Bruno Soares (C) (Jorge Faria), Vasco Caçoila, João Filipe, André Alvega (Luís Todo Bom), Bernardo Varela, Afonso Jesus, Gonçalo Torrão (João Pedro Melo)

AEFCM: Rúben Margaço, Ricardo Guimarães, André Guerreiro (Gonçalo Guia), Pedro Moules, João Caldeira, Francisco Melo, Diogo Cunha, Bernardo Fernandes (Daniel da Câmara), Nelson Meneses (C), José Costa (Serafim Soares), Gonçalo Carvalho

 

Jogo Completo:

Rescaldo com opinião de Guilherme Costa

Foto de Capa: ADESL