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O Finlandês Voador voltou!

Esta era a corrida em que o título mundial podia ficar selado da parte de Lewis Hamilton, e depois da qualificação, parecia o mais certo, o britânico em pole position e Sebastian Vettel em quinto lugar, até que surge Kimi Raikkonen…

Numa primeira volta de loucos, o Finlandês Voador colocou-se na primeira posição logo na primeira curva e mais atrás era o caos total, Lance Stroll da Williams chocava contra Fernando Alonso, deixando o Mclaren danificado de mais para continuar. A loucura continua quando Romain Grosjean embate no Sauber de Charles LeClerc eliminando-se a si próprio como consequência, no entanto este momento acaba abafado porque logo a seguir, Vettel, numa tentativa de ultrapassar Daniel Ricciardo volta a chocar contra um Red Bull, mais uma vez ficando virado para o lado errado da pista e caindo para o 14.º lugar.

Após este inicio de corrida, tudo acalma por momentos, até que na volta oito o motor do Red Bull de Ricciardo volta a falhar, mais um capítulo no pesadelo que é o final de época do australiano. Como consequência, o Safety Car Virtual é implementado e o único que tenta aproveitar é Lewis Hamilton.

Com pneus mais frescos, o britânico tenta recuperar o seu primeiro lugar, mas pelo caminho tem um Kimi Raikkonen que parecia ter transformado o seu Ferrari num autocarro, tal a excelência com que se defendia do Mercedes. Hamilton apenas consegue ultrapassar o finlandês quando este entra nos pits, para a sua única paragem. A partir daqui, Lewis mantem-se na frente, mas sem nunca ganhar tempo ao Kimi, pelo contrário, os seus pneus, bem gastos após a batalha com o Ferrari, começam a ceder e Hamilton vê-se obrigado a voltar à pit lane, caindo para o quarto lugar, atrás de Bottas, Verstappen e Raikkonen.

O finlandês da Mercedes não deixa o seu parceiro com pneus mais frescos perder tempo e permite que Hamilton ultrapasse sem luta para perseguir o Holandês da Red Bull. O que aconteceu nas voltas seguintes foi impróprio para cardíacos. Como o mercedes tinha os pneus mais frescos, rápido se aproximou de Max Verstappen e Kimi Raikkonen, parecendo possível ultrapassar os dois, dada a diferença de velocidade.

Na penúltima volta, Hamilton tenta a ultrapassagem a Max, que, com Vettel na quinta posição, lhe garantia o título, mas após uma batalha soberba com piloto da Red Bull, Lewis perde o controlo do carro e fica demasiado para trás, não conseguindo aproximar-se mais do holandês. Neste final de corrida eletrizante, Vettel ainda consegue compensar o seu erro de antes ultrapassando Valteri Bottas para o quarto lugar, adiando a coroação para o México, onde Hamilton precisa apenas de ficar em sexto lugar para ser o Campeão Mundial de Fórmula 1.

Foi uma das melhores corridas do ano, com muita ação e tensão até ao final, e um resultado surpreendente porque 112 corridas depois, Kimi Raikkonen volta a vencer. O finlandês é um dos pilotos mais adorados pelos fãs, e vê-lo no topo do pódio foi um momento muito feliz, principalmente tendo em conta que só tem mais três corridas pela Ferrari, e que é improvável que no próximo ano vá ganhar alguma corrida com a Sauber.

Um dos grandes destaques da corrida foi também Max Verstappen, que, após um inicio de época horrível tem estado fantástico, desta feita subindo de 18.º no inicio para o segundo lugar. Dia positivo para a Renault que reafirma a sua posição como a quarta melhor equipa com Hulkenberg e Sainz em sexto e sétimo respetivamente.

Quanto a Lewis Hamilton, a Mercedes tentou ser agressiva na estratégia, mas acabou por não correr tão bem quanto esperavam, não foi um desastre, foi só mesmo porque o Raikkonen e o Verstappen estiveram fenomenais. Mas fica para a próxima, basta um sexto lugar na próxima corrida do México e o Britânico é campeão mundial, isto foi só adiar o inevitável.

Fonte: F1

Piloto do dia – Fiquei tentado a dividir este prémio entre o Max Verstappen e Kimi Raikkonen, mas apesar da felicidade que sinto em ver o finlandês a vencer, tenho de ir para o piloto da Red Bull. Outra corrida fenomenal em que revelou o porquê de ser considerado um futuro campeão, conseguir chegar ao segundo lugar após começar em 18.º é algo que só pode ser conseguido por um grande piloto, e se a próxima época começar como esta termina, cuidado com o Holandês.

Foto de Capa: F1

FC. Internazionale Milano 1-0 AC Milan: Icardi desfaz o nulo ao cair do pano

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Após a interrupção para os compromissos das seleções, o Inter recebeu e venceu AC Milan no dérbi de Milão por 1-0. Após ver a Juventus a perder pontos em casa no dia anterior, a equipa Nerazzurri pretendia conquistar um triunfo e assim encurtar distâncias para o topo da classificação, ao passo que o conjunto Rossoneri queria subir uns postos na classificação e nada melhor que bater o seu eterno rival para atingir esse objetivo.

No que diz respeito aos onzes iniciais, Luciano Spalletti apostou no esquema 4-2-3-1, com o reforço belga Nainggolan a jogar na posição de 10, atrás de Icardi. Do lado visitante, Gennaro Gattuso utilizou o tradicional 4-3-3, com Çalhanoglu e Suso a ocuparem as alas atacantes, acompanhando o ponta de lança Híguain.

Perante uma excelente atmosfera criada pelos adeptos presentes no Giuseppe Meazza, o árbitro Marco Guida apitou para o início do dérbi de Milão à hora marcada. Os primeiros minutos do encontro mostraram um AC Milan mais atacante, e teve até dois remates – Suso ao minuto 4 e Çalhanoglu ao minuto 9 – algo perigosos para a baliza de Handanovic, contudo o guardião esloveno não teve de defender qualquer um deles. O Inter respondeu bem à entrada forte dos forasteiros três minutos depois, e viu um golo a ser anulado corretamente pelo árbitro, por posição irregular de Icardi.

Donnarumma protagonizou uma excelente defesa ao minuto 24, ao defender o cabeceamento de Perisic que tinha selo de golo, na sequência de um canto. Spalletti foi forçado a fazer a primeira substituição ainda antes da meia-hora de jogo: Nainggolan saiu lesionado e foi rendido por Borja Valero. De Vrij esteve perto de marcar ao minuto 33, na sequência de um pontapé de canto, com o seu remate a embater no poste direito da baliza do AC Milan.

Marco Guida voltou a estar em foco pela positiva, ao anular mais um golo, desta vez aos visitantes por fora de jogo nos últimos cinco minutos da primeira parte. Assim, o jogo foi para o intervalo com um nulo no marcador.

O dérbi de Milão foi para o intervalo empatado a zero
Fonte: Serie A

No início da segunda parte, o Inter entrou pressionante e dificultou bastante a saída de bola do AC Milan, que para tentar atacar a baliza de Handanovic tinha de apostar no futebol direto e na velocidade dos seus alas. Apesar da boa entrada no recomeço da partida, o conjunto caseiro não conseguiu criar uma chance de verdadeiro perigo para a defesa rossoneri, à exceção de um remate de Politano ao minuto 58, mas a sua tentativa saiu muito ao lado da baliza.

O dérbi estava a entrar num ritmo monótono, e era necessário haver alguma mudança para o nulo ser desfeito. Os dois técnicos perceberam isso e fizeram substituições: Perisic foi rendido por Keita Baldé, ao passo que Cutrone foi chamado a jogo para o lugar de Çalhanoglu. As mudanças táticas não surgiram o efeito desejado, uma vez que o jogo se manteve numa toada lenta e com as equipas a querer arriscar pouco em busca do golo que inaugurasse o marcador.

Os últimos minutos do dérbi ainda foram entusiasmantes, e o golo surgiu já perto do apito final: Icardi, após um excelente cruzamento de Vecino, aproveitou a má saída de Donnarumma para cabecear para o fundo da baliza e dar assim o triunfo ao cair do pano à equipa da casa. A vitória permite ao Inter aproximar-se do topo da Serie A, e impede ao AC Milan ficar perto da zona europeia da classificação.

Onzes Iniciais:

F.C. Internazionale Milano: Handanovic; Vrsaljko; De Vrij; Skriniar; Asamoah; Vecino; Brozovic; Politano (Candreva 82’); Nainggolan (Borja Valero 30’); Perisic (Keita Baldé 69’); Icardi

A.C. Milan: Donnarumma; Calabria (Bertolacci 90+1’); Musacchio; Romagnoli; Rodríguez; Kessie (Bakayoko 85’); Biglia; Bonaventura; Suso; Higuaín; Çalhanoglu (Cutrone 73’)

Level 7 para Marc Márquez

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O mundial de motociclismo viajou até ao circuito de Motegi, no Japão, para mais uma corrida que acabou por ser decisiva nas contas do título de campeão mundial da categoria rainha. 

O circuito de Motegi é conhecido como sendo a casa da equipa Honda, e Marc Márquez (Honda) chegou ao Japão com hipóteses de se tornar campeão do mundo. Para isso, bastava que o seu rival direto Andrea Dovizioso (Ducati) sofresse uma queda… e ironia ou não, foi isso mesmo que aconteceu.

Mas voltemos à corrida, o piloto espanhol da Honda partiu da segunda fila da grelha de partida que era liderada por Dovizioso. Mas Márquez sabia que a corrida deste fim-de-semana podia ser decisiva e conseguiu alcançar a terceira posição logo nas primeiras curvas da prova, e acabou por ultrapassar Jack Miller e chegar ao segundo lugar, logo através do piloto da Ducati. 

Márquez e Dovizioso em mais um duelo
Fonte: MotoGP

Com Jorge Lorenzo de fora deste grande prémio, a luta pela vitória parecia estar reservada para Márquez e Andrea Dovizioso, uma vez mais. O italiano seguia aos comandos da Ducati e na liderança da corrida, perseguido pelo espanhol da Honda e de Valentino Rossi. 

À semelhança dos últimos grandes prémios, os dois pilotos da frente tiveram dificuldades em distanciarem-se do resto do grupo, e só a poucas voltas do final conseguiram impor o seu ritmo e lutar pela vitória. Quando faltavam, apenas, três voltas para o final da corrida, Marc Márquez conseguiu ultrapassar o piloto da Ducati que tentou correr atrás do prejuízo e não perder distância para o espanhol.

À saída da curva 10, Andrea Dovizioso tentou ultrapassar Márquez e acabou por sofrer uma queda… Enquanto o piloto da Honda ficou com o caminho livre para conquistar o seu quinto título mundial na categoria de MotoGP, e sétimo da carreira.

Aos vinte cinco anos, Márquez é o melhor da sua idade na história do mundial de motociclismo e o mais novo a tornar-se pentacampeão na classe rainha. Com esta conquista, o piloto espanhol volta a provar que todos os seus títulos são fruto de trabalho pessoal e em conjunto com os responsáveis da marca japonesa Honda.  

Com este título, Marc Márquez igualou os cinco campeonatos conquistados por Mick Doohan, antigo piloto da Honda.

Márquez é pentacampeão na categoria rainha do mundial de motociclismo
Fonte: MotoGP

Na categoria de Moto2, o português Miguel Oliveira alcançou o terceiro lugar, numa corrida onde o vencedor inicial foi desclassificado depois de terem sido encontrados, no pneu traseiro, níveis de pressão inferiores àqueles que são permitidos pelo regulamento. O rival direto de Oliveira, Francesco Bagnaia foi declarado vencedor e distanciou-se do português na classificação geral e na luta pelo título de campeão mundial. 

No entanto, Miguel Oliveira não se dá por vencido e ainda tem três grandes prémios para lutar pelo título. 

Foto de Capa: MotoGP

O peso de Bas Dost e Mathieu na equipa

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As boas prestações do central francês Mathieu e do avançado holandês Bas Dost nas oportunidades que o treinador lhes deu, valeram-lhes o estatuto de titularissímos no Sporting Clube de Portugal logo na primeira temporada…os números falam por si. Dois jogadores com experiência para dar e vender.

A equipa leonina “carregava” há alguns anos uma lacuna na posição mais central da defesa, com vários jogadores a não conseguirem “encher” as medidas aos treinadores e adeptos/as. A chegada de Monsieur Jérémy Mathieu “caiu que nem ginjas”. O francês deu outra confiança e segurança aos restantes colegas e rapidamente se entrosou na equipa.

Já o goleador holandês chegou a Alvalade para suprimir uma saída de um jogador admirado por todo o Universo Leonino, de seu nome Slimani. No entanto, Bas Dost rapidamente esclareceu todos e todas aqueles e aquelas que tinham dúvidas se era a melhor alternativa.

Na presente temporada, decorridas sete jornadas, o mister José Peseiro não teve a possibilidade de contar com os dois jogadores como desejava, devido a problemas físicos. Comparando o atual momento dos leões com a temporada anterior (à sétima jornada), existe uma boa diferença em termos pontuais, dezanove pontos na temporada anterior para treze na presente temporada.

A bola não “chora”
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O ex-Barcelona chegou a Alvalade e depressa se tornou imprescindível para Jorge Jesus (treinador na altura), aliando a experiência (uma muralha para os atacantes adversários) à qualidade técnica (sobretudo na transição defesa-ataque).

Sendo um jogador que ocupa posições mais recuadas no terreno (defesa central), tem um papel mais ativo no que aos golos sofridos diz respeito. Fazendo uma comparação com a temporada anterior, o central francês contribuiu para que os leões tivessem sofrido menos dois golos (seis) na temporada anterior contra os oito sofridos até ao momento, e ainda contribuiu com um golo marcado na temporada anterior.

O Universo Leonino aguarda ansiosamente pelo seu regresso aos relvados.

O goleador holandês chegou e entrou para o onze. Foi através de um pedido de Jorge Jesus que a Direção do clube leonino possibilitou a Bas Dost conhecer o melhor clube do Mundo.

Na na na na na na na na… Bas Dost!
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Desde a sua chegada que assumiu o papel de melhor marcador da equipa verde e branca, até porque os avançados “vivem” de golos. O que é certo é que Bas Dost esteve sempre presente nos lugares cimeiros de melhores marcados do campeonato nacional. Na presente temporada marcou apenas dois golos (acreditando eu que por culpa da sua forçada ausência dos relvados) logo na primeira jornada, faturando desta forma menos duas vezes (foram quatro os golos apontados pelo holandês até à sétima jornada da temporada anterior) comparativamente com a temporada 2017/2018.

A equipa leonina apresenta até ao momento pouca eficácia frente à baliza dos adversários, com apenas onze golos marcados, estando na sétima posição do campeonato nacional no que aos golos marcados diz respeito.

Os/as adeptos/as anseiam por voltar a cantar a versão “Thunder” criada para o avançado holandês.

Força Sporting Clube de Portugal!

 

 Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Beatriz Silva

SG Sacavenense 1-3 CD Aves: Para passar em Sacavém, é preciso sofrer

O detentor da Taça de Portugal, o Desportivo das Aves, prossegue na ‘Prova Rainha’ do futebol português após uma visita complicada ao terreno do Sport Grupo Sacavenense, equipa que disputa a série D do campeonato de Portugal. Os avenses nunca estiveram em desvantagem na partida, mas a partida no Complexo Desportivo Elias Pereira, em Sacavém (de relvado sintético) esteve longe de estar resolvida.

Fez-se Taça durante 90 minutos. Pouco depois do inicial, tínhamos o conhecido narrador de futebol – Nuno Matos – a equiparar, por brincadeira no seu relato em direto, o Sacavenense e o Desp. das Aves ao Milan e ao Paris Saint-Germain, respetivamente, devido à cor das camisolas. De facto, foi uma partida em que vimos os detentores da Taça a comportarem-se como uma equipa grande e a mostrar superioridade perante o Sacavenense que mostra ter vários argumentos no seu estilo de jogo para se agigantar.

A peça chave do Sacavenense na primeira parte foi camisola 16, Ivo Braz. O extremo esquerdo da equipa da casa fez várias incursões para dentro da área do Aves e ia causando algum perigo. A bola chegava a este jogador pelo solo e também pelo ar, especialmente do lado do oposto do campo, em que estava o lateral direito – Rui Martins – a passar longo. O jogo era virado constantemente.

As oportunidades foram surgindo para as duas equipas, mas as centenas de pessoas presentes no campo do Sacavenense deram sempre o parecer de que a equipa pelo qual puxavam estava a fazer e melhor. No entanto, “bate a realidade” e tudo muda com o Aves a abrir o marcador. Rodrigo bate o livre do lado direito para o primeiro poste, onde estava o defesa central Diego Galo para cabecear certeiro (0-1) aos 33 minutos.

Ivo Braz foi o autor do grande golo do Sacavenense e mereceu o aplauso da tarde
Fonte: Francisco Correia/Bola na Rede

Quando parecia que o Desportivo das Aves ia dominar o resto do jogo, eis que o Sacavenense começa a verdadeira demonstração de não deitar a toalha ao chão. No minuto seguinte ao golo, livre do meio campo para a área dos avenses e Diogo Duque cabeceia do segundo poste para uma defesa apertada de André Ferreira. O público do Sacavenense levanta-se dos seus lugares com uma euforia que iria bater recordes na jogada seguinte.

A equipa de Sacavém roubou a bola a Derley no meio campo – onde ficou a pedir falta e muito queixoso do braço – e partiu para um contra-ataque. A bola chegou, novamente, a Ivo Braz que, do lado esquerdo da área do Aves, fez uma roleta à Zidane espetacular para contornar Rodrigo e rematou para um golo que jamais irá esquecer (1-1). André Ferreira ainda defendeu, mas a bola foi para dentro da baliza e estava restabelecido o empate, após um golaço que certamente será viral. A equipa técnica do Aves ainda esteve também a pedir fora de jogo neste lance, antes do movimento técnico de Ivo.

Apesar de o Sacavenense mostrar que ia jogar olhos nos olhos contra o adversário da Primeira Liga, o Desportivo da Aves foi mantendo a sua estratégia ao longo da partida. Derley era a referência na frente de ataque, mas veio diversas ao meio campo para recolher a bola e projetar os extremos Amilton e Mama Baldé que iam sempre trocando de corredor. Desta forma, o Aves chegou ao 1-2 aos 41’ com Mama Baldé, pelo lado esquerdo, a assistir para Derley que cabeceou para o fundo das redes de Cardoso.

A segunda parte chegou e o jogo continuou a ser muito intenso, com a maioria da multidão em Sacavém a torcer, claro, pelo Sacavenense. Muitas bolas disputadas a meio campo, várias disputas e cortes de bola pelas alas, bem como oportunidades de parte a parte com maior e menor perigo.

Equipa do Sacavenense aproveitou pausa no jogo para beber água e comer… bananas!
Fonte: Francisco Correia/Bola na Rede

Ivo Braz tinha sido, entretanto, substituído por Luís Mota que também mostrou ser uma das armas do ataque da equipa de Bruno Dias. No entanto, o guarda-redes escolhido por José Mota nesta partida da Taça, André Ferreira, mostrou claramente que mais nenhuma bola iria passar na baliza do Aves.

O conjunto de Sacavém esteve nos últimos 15 minutos praticamente dentro do meio campo do Desportivo das Aves e a ansiedade aumentava. Já para lá do tempo regulamentar, o Sacavenense beneficia de um livre do lado direito da área do Aves e Bruno Dias manda toda a equipa subir, incluindo o guarda-redes Cardoso. A finalidade da bola parada não foi a esperada e o Desportivo da Aves conseguiu correr com a bola até à despida baliza da equipa da casa. Nildo remata sem problemas para fechar o resultado em 1-3 momentos antes do apito final.

O Sacavenense já não perdia em casa para jogos oficiais desde o dia 3 de dezembro do 2017, altura em que perdeu 0-1 frente ao Loures. Apesar da derrota, os homens de Bruno Dias provaram nesta terceira eliminatória da Taça de Portugal que o seu reduto é uma autêntica muralha, quer na competição que disputa, o Campeonato de Portugal, quer em outras competições que vai lutando para ter a oportunidade de participar. Já o Desportivo das Aves, pode continuar a sonhar em marcar nova presença (e consecutiva) na final do Jamor.

Onzes iniciais:

SG Sacavenense – Cardoso; Fernando Almeida, Diogo Duque, André Pires e Diogo Martins;  João Job (Luther King 83′), Carlos Saavedra (Rui Martins 70′) e Joel Neves; Xavier Fernandes, Ivo Braz (Luís Mota 57′) e Iaquinta.

CD Aves – André Ferreira; Rodrigo Soares, Rodrigo Defendi, Diego Galo e Nélson Lenho; Vitor Gomes, El Adoua e Fariña (Braga 60′); Mama Baldé (Nildo Petrolina 71′), Amilton (Tong Lee 90+4′) e Derley.

 

AD Limianos 0-2 SC Covilhã: eficácia beirã exemplar

A Associação Desportiva “Os Limianos” entrou em campo pela terceira vez nesta edição da Taça de Portugal. Depois de surpreendentemente elimianar o CD Mafra, a equipa de Ponte de Lima recebeu mais uma equipa da Segunda Liga, desta vez o SC Covilhã.

A primeira parte não teve grande história para além dos dois golos que ditaram o resultado final. E tirando os remates certeiros de Adriano e Makouta, poucos lances foram dignos de registo. A partida foi assim mesmo, cinzenta, com pouco brilhantismo e o SC Covilhã garantiu os serviços mínimos na entrada em prova.

Logo aos seis minutos os visitantes chegaram ao golo. No primeiro lance de perigo da partida, Caio Quiroga recuperou a bola à saída do seu meio-campo, aguentou a pressão de Micka e rasgou a defesa adversária com um passe a isolar Adriano. Com Bruno pela frente, o camisola ‘7’ fintou-o e rematou para a baliza quase deserta. Estava inaugurado o marcador e quando se esperava que a equipa da casa fosse atrás do resultado e, com isso, animasse o jogo, o ritmo caiu e a bola era trocada de pé para pé, sem verticalidade alguma e rara aproximação à baliza de São Bento.

Só aos 16 minutos os limianos criaram perigo. De longe, Ricardo Silva rematou forte, por cima, depois de recuperar a bola cortada pela defesa contrária. Quatro minutos depois, e sem muito fazer por isso, os comandados de Filó chegaram ao segundo golo. Micka falha a ligação com Cláudio Borges e Deivison e Adriano iniciam uma série de passes entre si que termina com um corte do central limiano. Oportuno, Makouta aproveitou que ninguém se apoderou da bola e disparou de primeira, em arco, para um belo golo.

Até ao intervalo, a equipa da casa tomou conta da bola, mas não mais que isso. Todos os jogadores se envolveram numa posse inconsequente, nada produtiva e vazia de ideias. Em desespero, os cruzamentos nunca ultrapassavam o defesa lateral opositor e só de longe conseguiam almejar a baliza do SC Covilhã. Exemplo disso foi o remate disparatado de Rui Magalhães à passagem da meia hora de jogo. Os atacantes canarinhos estavam bastante desligados da linha média; Elivelton passou todo o jogo sozinho, na frente, a batalhar, sem sucesso, para segurar a bola entre os dois centrais.

A defesa beirã esteve imperial nas bolas paradas; nem pelo ar os da casa incomodaram
Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

Para a segunda parte voltaram os mesmos ‘onze’ iniciais de ambos os lados, mas a disposição parecia diferente. Agora, com mais sofreguidão no assédio à baliza contrária, a AD Limianos chegava mais vezes à zona de finalização, mas com o mesmo desfecho da primeira parte.

Aos 54 minutos, Ricardo Silva adivinhou o passe de Adriano, intercetou-o e encaminhou-se para a baliza, mas o remate saiu desviado para canto. Na resposta, Deivison mostra-se ao jogo, tocou de calcanhar e isolou Rick Sena que rematou forte, mas ao lado do poste direito.

Aos 68 minutos, o recém-entrado Iano mostrou que queria mexer no jogo e na primeira intervenção, sem grande preparação, testou a atenção de São Bento, que permanecia espectador até então. Aos 70 minutos, novamente Iano em destaque; descobriu Alvinho na profundidade e o cruzamento do brasileiro ia teleguiado para Cláudio Dantas. Só o corte providencial de Rafael evitou que Cláudio reduzisse.

Dois minutos depois, Cláudio Dantas voltou a obrigar São Bento a aplicar-se. Destaque ainda para aquela que podia ser a assistência de Iano, depois de ‘matar’ a bola de peito e servir o camisola ‘77’ de calcanhar.

Numa altura em que os visitantes já jogavam mais com o relógio e com as picardias pessoais, Micka falhou a receção de um passe desmedido e Onyeka ia aproveitando a descompensação adversária. Valeu a fantástica recuperação e oposição de Touré, a retardar a definição do avançado. Aos 87 minutos surgiu a melhor jogada dos visitantes. Sem nunca apresentar um futebol fantástico, mas suficiente para o adversário em causa, o SC Covilhã não marcou golo na melhor jogada que construiu. Pela esquerda, Henrique galgou todo o corredor e evitou os dois adversários que se lhe opuseram. Já perto da linha final, serviu Adriano que falhou escandalosamente em cima da linha de golo.

Ainda antes do final, mais uma oportunidade para os visitantes. Com a AD Limianos totalmente virada para o ataque, Cláudio Dantas falhou a interceção de um alívio e acabou por deixar Onyeka isolado. Contudo, o camisola ‘99’ enrolou-se com a bola e permitiu que Bruno Santos demovesse a sua tentativa de marcar.

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Alvinho, Touré, Cláudio Borges e Vítor Sousa (Chiquinho, 75’); Micka, Luan Sérgio e Rui Magalhães; Nandinho (Cláudio Dantas, 63’), Ricardo Silva (Iano, 63’) e Elivelton.

SC Covilhã: São Bento; Henrique, Rafael, Jaime e Gilberto; Miranda, Quiroga e Makouta (Neto, 81’); Rick Sena (Bonani, 71’), Adriano e Deivison (Onyeka, 73’).

GD Estoril Praia 1-1 CD Tondela (3-4 g.p.): Eficácia de primeira supera a de segunda

Defrontaram-se, neste inicio de tarde, o GD Estoril Praia e o CD Tondela, num jogo a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal. Um duelo de primeira e segunda liga iria ditar quem seguiria em frente na Prova Rainha. As duas equipas vinham ambas de um empate nos respetivos escalões e, nesta tarde, no estádio Coimbra da Mota, só uma equipa podia seguir para a próxima fase. No fundo, era um jogo de tudo ou nada.

A partida até começou com um Estoril a ter mais iniciativa de jogo e com um Tondela mais recuado, mas a situação inverteu-se ao longo do primeiro tempo. Marcado também por muitas disputas de lance, principalmente a meio-campo, a equipa do Tondela conseguiu levar a vantagem em muitos destes duelos. Sérgio Peña foi essencial neste sentido. O médio ofensivo impôs o seu jogo e foi preponderante para o domínio da sua equipa em grande parte do tempo. Muitas foram as vezes em que o jogador foi buscar jogo atrás, servindo para fazer ligação entre defesa e ataque.

A primeira parte foi bem disputada, sim, mas desengane-se quem acha que, por isso, a mesma foi cheia de oportunidades de golo. Até pelo contrário. Poucas foram as oportunidades flagrantes para ambas as equipas, acabando o primeiro termo com o nulo para os dois emblemas.

Durante o intervalo, as equipas recarregaram baterias e entraram a todo o gás. O que faltou na primeira parte, surgiu logo nos primeiros instantes da segunda: cheiro a golo! A equipa do Estoril, à semelhança do primeiro tempo, entrou melhor e foi mesmo a que se adiantou primeiro no marcador. O lance surge de uma excelente iniciativa de Filipe Soares, que ganha a bola a meio-campo e, em combinação com Sandro Lima dentro da área, faz uma excelente jogada. O número 91 estorilista cruza para o primeiro poste, onde aparece Aylton a encostar para dentro da baliza. Aos 58 minutos, a equipa da linha adianta-se no marcador.

O Tondela reage bastante bem e obriga o guarda-redes da casa a três grandes defesas depois do golo sofrido. Água mole, em pedra dura, tanto bate até que fura. E foi mesmo assim: depois de uma grande resposta por parte da equipa de Pepa, o Tondela restabelece a igualdade. A jogada começa com um cruzamento de Murillo para a área. Lance muito confuso, mas Tomané converte e impõe a igualdade no marcador. Os dois homens saltaram do banco e, desde logo, mostraram serviço ao terem elaborado a jogada que dá o golo do Tondela.

Imposta a igualdade, não faltaram excelentes jogadas protagonizadas pelos dois conjuntos. As duas equipas deram espetáculo nos restantes minutos da partida, contudo, nenhuma delas conseguiu concretizar as ocasiões. Verdade seja dita: os guardiões de ambos os emblemas muito contribuíram para que isso acontecesse. Apesar de haver um ligeiro ascendente na partida por parte do Tondela, o 1-1, aos 90 minutos, aceita-se. Ficou, então, tudo em aberto e restava às duas equipas medir forças no prolongamento.

Para lá dos 90 minutos, quer a equipa de Luís Freire, quer a equipa de Pepa, entraram bastante comedidas em relação à segunda parte. Os dois conjuntos mostraram um jogo muito contido que passou muito por ter posse de bola. Ainda assim, a equipa da casa foi a que mostrou mais atrevimento (ainda que pouco), mas de nada serviu visto que, findo a segunda parte do prolongamento, nada estava decidido. A partida teve mesmo de ser resolvida através dos pontapés de grande penalidade.

O jogo acabou empatado durante os 120 minutos e teve mesmo de ser decidido através das grandes penalidades, onde o Tondela levou a melhor
Fonte: Bola na Rede

Na marca dos 11 metros, quem levou a melhor foi o Tondela, mostrando-se mais competente. Dois jogadores do Estoril, Marco António e Furlan, falharam na concretização das grandes penalidades e isso ditou a eliminação da sua equipa na taça. O sonho da Prova Rainha fica por aqui para o Estoril. Resta agora aos estorilistas sonhar com a subida de divisão e esperar também que possam fazer estragos na Taça da Liga.

Onzes Iniciais:

GD Estoril Praia: Igor, Filipe Soares, João Vigário (Subst. Furlan), Gustavo Costa (Subst. Marcos António), Gonçalo Santos (Subst. Pedro Queirós), Diakhité, Roberto, João Pedro, Wallyson, Aylton (Subst. Dadashov), Sandro Lima.

CD Tondela: Cláudio Ramos, Ícaro, Xavier (Subst. Jaquité), Helder Tavares, Delgado, Peña (Subst. Murillo), João Reis, Ricardo Costa, David Bruno (Subst. Tomané), Arango.

5 pontas-de-lança para colmatar a lesão de Aboubakar

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Aboubakar lesionado até ao final da época. André Pereira ainda não mostrou ser uma opção sólida para a frente do ataque. Adrián López fez um brilharete contra o SC Vila Real, mas pode não estar preparado para ter o mesmo rendimento na Liga NOS. Resta-nos apenas Moussa Marega e Tiquinho Soares, que à partida serão titulares em quase todos os jogos. Será que o FC Porto necessita mesmo de ir ao mercado de transferências de janeiro em busca de um matador de serviço?

Tendo em conta que o FC Porto atravessa um período de alguma austeridade financeira e é quase obrigado a diminuir nos gastos, elaboramos uma lista de pontas-de-lança que esta época estão em grande e alguns são mesmo os melhores marcadores das ligas onde jogam.

SL Benfica 4-1 Sporting CP: leões voltam a perder na fase regular

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SL Benfica e Sporting CP entravam para esta jornada separados por dois pontos, com vantagem para as águias devido ao surpreendente empate dos leões contra a Quinta dos Lombos, no pavilhão João Rocha.

A partida tinha todos os condimentos adjacentes a uma partida deste nível: pavilhão praticamente cheio (apesar de se encontrar despido no início do encontro, as pessoas foram entrando no decorrer da primeira metade), arbitragem de elevado nível (o árbitro nomeado foi Eduardo Coelho, sobejamente reconhecido como um dos melhores árbitros europeus), muito apoio nas bancadas, as já habituais provocações entre adeptos rivais e algum nervosismo nos jogadores encarnados e leoninos.

O jogo começou equilibrado, com ocasiões para os dois lados, ligeiro ascendente do Benfica porque jogava no pavilhão da Luz perante os seus simpatizantes e sócios. Esse ascendente foi confirmado com dois golos na primeira parte, um de Fernandinho e outro de Fitz, num desvio oportuno após um remate de Diego Roncaglio, um verdadeiro guardião das redes encarnadas, e que hoje fez uma exibição magnífica, sempre a encher a baliza e exímio a jogar com pés. Roncaglio defendeu praticamente tudo, tirando um remate de Leo, muito forte e indefensável.

Chegamos assim ao intervalo com uma vantagem mínima de 2-1, prometendo bastante para a última metade de jogo. Depois de um recomeço na mesma toada do primeiro tempo, o Benfica ia dilatar a sua vantagem, através de um golo de Fernandinho.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Os verdes e brancos eram obrigados a apostar tudo no guarda-redes avançado, a cerca de quatro minutos do fim, e os encarnados aproveitaram para ampliar o marcador, através do inspirado Fernandinho, que completou o hat-trick com uma execução bastante mais fácil que as outras, dado que a baliza estava completamente deserta.

Com este quarto golo, o jogo ficou decidido e até ao fim foi só gerir os acontecimentos, apesar de um punhado de ocasiões para o Sporting, sempre travadas pela assombrosa exibição de Diego Roncaglio ou por clara desinspiração dos seus executantes, como foi o caso de uma falha incrível do pivot Dieguinho, completamente isolado perante o guarda-redes benfiquista, atirou para “as nuvens”.

Com este triunfo saboroso, o Benfica aumenta para cinco pontos a vantagem sobre o seu rival direto, 18 contra 13, quando apenas estão cumpridas seis jornadas. O Sporting já não perdia desde 21 de Outubro… de 2015 (!), um registo absolutamente extraordinário que foi quebrado precisamente três anos depois.

Força da Tática: Vitória Blaugrana mas temos de falar de Arthur


O FC Barcelona, com a liderança do campeonato em jogo, recebeu em Camp Nou o Sevilla FC. Em caso de vitória, era a primeira Blaugrana, para o campeonato, nos últimos cinco jogos. Em contraste com essa situação, os Rojiblancos podiam alcançar a quinta vitória consecutiva.

Equipas Iniciais

Ernesto Valverde apostou no habitual 4-3-3. Na defesa, Lenglet e Piqué ocuparam o centro da defesa, com a companhia de Alba (Esquerda) e Semedo (Direita). Arthur, “empurrou” Coutinho para a linha mais avançada, fez com Busquets e Rakitic o trio de meio campo. Nessa linha mais avançada, para além do referido Coutinho, os habituais Suárez e Messi.

Foi uma exibição muito sólida, por parte do Barcelona, onde o golo madrugador de Coutinho surpreendeu o Sevilla e comprometeu, em certa medida, a estratégia que Pablo Machín tinha pensada.

Machín voltou a apostar na parceria André Silva e Yedder na frente, uma solução que vê Mesa perder cada vez mais espaço na equipa. Um 3-5-2, onde Banega assume o papel de protagonista, bem no coração da equipa Rojiblanca.

Arthur | Pasito a Pasito

Arthur Henrique Ramos de Oliveira Melo, ou simplesmente Arthur, é um nome cada vez reconhecido pelos fãs de futebol, pela Europa. O Brasileiro, ex-Grémio FBPA, ainda nem tinha aterrado na Catalunha, já estava a ser comparado a Andres Iniesta. Curiosamente, ou não, o clube Blaugrana deu ao jovem de 22 anos, a mítica camisola oito. “Sem pressão garoto”.

A entrada na equipa, têm sido realizada gradualmente, mas depois de um período menos bom a nível de resultados, Arthur aproveitou o número crescente de minutos para se fixar no lado esquerdo do meio campo. Para essa fixação, muito contribui a exibição que realizou em Wembley, no seu primeiro jogo na Liga dos Campeões.

Ontem, em Camp Nou, voltou a ser aposta no onze inicial de Ernesto Valverde relegando para o banco dos suplentes Dembélé, Vidal e Sergi Roberto. Proponho olhar para alguns aspetos da exibição de Arthur, que fazem antever uma época onde o Brasileiro pode assumir um papel de destaque que não se esperava, pelo menos na primeira época.

Arthur | Importância Tática

Renato Gaúcho, treinador do Grémio, utilizava Arthur mais como médio defensivo do que como um médio interior. Contudo, a sua inteligência tática e qualidade de passe são inegáveis e mais potencializadas jogando como médio interior, do que como médio mais recuado. Para além de que, em Barcelona, o meio campo é Busquets e +2.

É potencializada, a qualidade de passe, e afigura-se como um casamento perfeito com o comportamento sem bola dos novos companheiros. Jogadores como Coutinho, Suárez, Dembélé, Alba, muito bons nos movimentos de exploração das costas da defesa adversária, apresentam-se como os recetores perfeitos para os tipos de passes que Arthur mais gosta de realizar. Essa habilidade, em transformar situações de posse de bola em claras oportunidades de golo, é um ponto muito forte na defesa do valor gasto pelo Barcelona na contratação do brasileiro.

Arthur | Resistente à pressão

A qualidade técnica não está apenas presente no capítulo do passe. Quando o jogo não lhe dá limões, não procura fazer limonadas, que é tão ou mais importante do que conseguir fazê-las quando têm limões à disposição.

Calmo, equilibrado e tecnicamente evoluído, são qualidades que o transformam em uma peça resistente à pressão, que mais uma vez, perfeito para o tabuleiro Blaugrana.


Fonte: Eleven Sports

Não é estranho o vermos ultrapassar e driblar adversários com facilidade, mas havia algumas dúvidas sobre a sua capacidade de o fazer em zonas recuadas. Questões a que o brasileiro têm respondido bem, como se pode ver no gif em cima.

Em zonas mais avançadas, a forma como usa o seu corpo e o momento dos adversários em seu benefício é bastante interessante. Será interessante ver como evolui a ligação Arthur-Coutinho com o avançar da época, tal é a qualidade de ambos com a bola nos pés e no reconhecimento dos espaços no meio campo do adversário.


Fonte: Eleven Sports

Arthur | Um jovem com noção

Para além dos interessantes e promissores comportamentos na fase ofensiva, os que realiza na fase defensiva não ficam atrás. A sua capacidade de ler o jogo e prever as intenções do adversário são duas das qualidades mais evidentes de Arthur.

Contra uma das equipas mais bem orientadas em La Liga, foi raro o ver mal posicionado. Essa inteligência posicional, permite-lhe não só cortar linhas de passe como também estar em condições de roubar a bola assim que o adversário a recebe.


Fonte: Eleven Sports

Depois, tão ou mais importante, não se esconde do jogo quando recupera a bola. Assume a responsabilidade de a retirar da zona de pressão, como podemos ver em cima. Onde vêm ao de cima as já referidas qualidades com bola.

Quando não é ele que recupera a bola diretamente, fá-lo indiretamente. Ou seja, lê as intenções do adversário, e força-o a escolher linhas de passe ou a jogar para zonas secundárias onde a probabilidade de este perder a posse de bola é maior. Como forçar bolas longas ou passes para zonas laterais.


Fonte: Eleven Sports

Arthur | Faz o golo moleque

É o ponto que pode, e vai sem dúvida, melhorar. Faz parte do processo evolutivo do jovem brasileiro assumir, cada vez mais, o remate à baliza e/ou aparecer em zonas de finalização. Acredito que à medida que vai ganhando confiança nele e a dos companheiros, irá ser cada vez mais chamado a situações de finalização.

Vamos ver como Valverde vai usar capacidade de drible do brasileiro desde o meio-campo, para infiltrações na área do adversário.

Foto de capa: FC Barcelona

Artigo revisto por: Jorge Neves