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CF Santa Iria 0-2 SC Praiense: Dois tiros de experiência açoriana

Mais uma tarde de Taça de Portugal e mais um duelo entre equipas do Campeonato de Portugal: o SC Praiense, da Praia da Vitória, na Ilha Terceira, venceu hoje o CF Santa Iria, de Santa Iria de Azóia por 0-2 e seguiu para a quarta eliminatória da Taça de Portugal. A equipa “da casa” – hoje em estádio emprestado, no Zambujal – vinha de duas derrotas consecutivas para a Série C do Campeonato de Portugal, depois de eliminar o Lourinhanense por 3-1 na 2ª eliminatória da Taça. Já o Praiense, vindo da Ilha Terceira, parecia um adversário complicado para os lisboetas, estando em 2º lugar da Série D do Campeonato de Portugal, com três vitórias consecutivas, uma delas para a Taça, contra o Pinhalnovense, por 5-1.

Porém, a querer contrariar todos os favoritismos, foi mesmo a equipa santa iriense a começar melhor a partida, e sem perder tempo: com apenas quatro minutos de jogo, Flecha apareceu do lado direito e atirou cruzado. Houve sensação de golo, mas a bola saiu ao lado da baliza defendida por Tiago Maia.

Depois da entrada quente, toldada pela emoção, o jogo acalmou e deu para entender qual seria a sua tendência: o CF Santa Iria apostava no futebol direto, muitas vezes mal apoiado, enquanto que o SC Praiense saia a jogar com a bola controlada, mas sempre com um mau último passe. Com este sistema foi previsível que o Praiense tivesse mais bola e fosse presença mais regular no meio-campo adversário.

Foi num destes momentos que acabou por surgir o golo da equipa açoriana: falta em zona frontal, pouco antes da grande área, e Itto Cruz, em força e rasteiro, atirou para o fundo da baliza de Paulinho, com poucas hipóteses de defesa. Um tiro para o primeiro golo do jogo.

A partir daqui e para o resto do primeiro tempo, o Praiense pegou no jogo e, ainda que sem grande intensidade, foi criando perigo para a baliza dos lisboetas. Ao minuto 25′ Danny Esteves esteve perto de aumentar a vantagem, com um remate cruzado, do lado esquerdo, a sair ao lado. Três minutos depois foi Itto Cruz a tentar o bis, mas o remate à entrada da área saiu fraco e foi facilmente defendido por Paulinho. O Praiense saiu assim a vencer ao intervalo.

Os festejos da equipa do Praiense depois do primeiro golo do jogo
Fonte: Bola na Rede

A segunda-parte começou como a primeira: o Santa Iria até parecia querer apostar num futebol mais apoiado, mas era o Praiense quem materializa real perigo. Ao minuto 51′, grande momento de futebol: os açorianos avançaram pela direita com grande combinação de calcanhar, cruzamento para a área e Diogo Fonseca a encostar para defesa monstruosa de Paulinho, a ir de um poste ao outro.

Não marcou à primeira tentativa, marcou à segunda. Lançamento para a área, muita confusão e hesitações e Diogo Fonseca dispara para a baliza. Um míssil que passou por toda a gente – que era muita – e que não deu hipótese a Paulinho. 2-0 para o Praiense e contas complicadas para os santa irienses.

O jogo estava controlado pela equipa da Ilha Terceira, que ia dispondo de mais oportunidades. À hora de jogo Danny Esteves quase marcou de chapéu, depois de mau atraso de Jota, mas a bola saiu por cima da baliza. Logo a seguir foi Vitinha a tentar o golo, mas o remate teve o mesmo destino do anterior.

A reação dos homens de Santa Iria de Azóia só chegou aos 70′ minutos, com dois remates: André Costa – que havia entrado para o lugar de Stanic – cabeceou por cima na sequência de um canto; e depois foi Flecha, com um remate desviado, fácil para Tiago Maia.

Antes do final da partida, tempo apenas para mais um remate, de Kiko, para o Praiense, e da expulsão de David Lourenço, do lado do Santa Iria. Os lisboetas ainda carregaram no final, mas sem materializarem com oportunidades de perigo, terminando assim o jogo com um 2-0 para os homens da Praia da Vitória. Os açorianos seguem assim para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal.

Onzes iniciais

CF Santa Iria: Paulinho; David Lourenço; André Grilo; Denil Carreira; Pedro Stanic (André Costa); João Costa (Pedro Lobo); Flecha (C); Jota (Pedro Nunes); Gonçalo Vieira; Ivo Rosa; Bruno Santos

SC Praiense: Tiago Maia; Diogo Careca; Cristiano Pascoal; Diogo Fonseca (Cristiano Magina); Diogo Muniz; Luciano Serpa; Vitinha; Danny Esteves (Kiko); Itto Cruz; Vladimir Forbs (Dário Paiva); João Peixoto;

Os 10 melhores centrocampistas da história do Benfica

O Benfica já teve ao longo dos anos alguns dos melhores médios que passaram por Portugal, que até tiveram bastante relevância a nível mundial. Ter bons médios é meio caminho andado para se jogar um futebol seguro e pressionante, e, dependendo dos adversários e da própria equipa, é possível ganhar jogos no meio-campo.

Estes são dez médios que faziam precisamente isso, eram capazes de carregar a equipa às costas caso fosse necessário.

Vamos todos olhar para o futebol holandês

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Quando pensamos que o verdadeiro futebol está extinto, eis que surgem atitudes como esta. Mais uma vez assistimos a uma atitude louvável no desporto-rei. Desta vez foi na Holanda. A solidariedade é a palavra-chave no que toca a esta notícia. Segundo jornais desportivos holandeses, os três “grandes” da Eredivisie, principal competição nos Países Baixos, pretendem partilhar 10% das receitas da Liga dos Campeões com as restantes 15 equipas do campeonato. Mas porquê, perguntam vocês?

Como é percetível, o campeonato holandês não é, de todo, o mais competitivo da Europa e do resto do Mundo. Nos últimos 47 anos o país da “Laranja Mecânica” tem sido dominado por AFC Ajax, PSV Eindhoven e Feyenoord Rotterdam. Uma grande discrepância em termos financeiros também contribui para essa tal falta de competitividade no país de Cruijff, Bergkamp, Seedorf, Sneijder, Van Basten, Rijkaard, entre outros tantos craques.

Para voltar a trazer o futebol holandês para a “ribalta”, estes três clubes, juntamente com a KNVB (Federação Holandesa de Futebol), colocaram em cima da mesa duas propostas. Primeiro, partilham 10% das receitas dos jogos da Liga dos Campeões com as restantes equipas do campeonato. Segundo, pretendem a redução do número de equipas na liga (passarem a ser 16 equipas e não 18) e a criação do sistema de play-offs. Estas duas propostas inserem-se no projeto que está a ser criado, o “Eredivisie 2.0”.

Fonte: Federação Holandesa de Futebol

Este projeto pretende revolucionar de forma profunda o futebol holandês, quer em termos práticos, quer em termos logísticos. Ou seja, estas medidas propostas pelos três clubes que mais vezes ganharam o título de campeão, visam o aumento da competitividade do futebol nos Países Baixos, assim como a melhoria das questões relacionadas com as infraestruturas dos clubes, digamos, mais pequenos (como por exemplo, acabar com a existência de relvados sintéticos na primeira liga).

Posto isto, uma coisa é certa: o futebol ainda está vivo e aquilo que está a acontecer na Holanda é prova viva disso. São este tipo de atitudes e iniciativas que o desporto-rei precisa para não cair no buraco escuro – isto é – se houver mais solidariedade, entreajuda e sobretudo mais alegria no futebol, podemos continuar a vê-lo como um desporto e não como apenas um simples negócio.

Foto de capa: Federação Holandesa de Futebol

Artigo revisto por: Jorge Neves

SL Benfica 3-1 HRC Monza: Italianos deixam boa imagem, as águias entram a vencer

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Naquele que foi o jogo que marcou a estreia do SL Benfica na Liga Europeia de 2018/2019, os encarnados receberam o Hockey Roller Club Monza, conjunto italiano que já não disputava a competição há mais de vinte anos, tendo vencido por 3-1. A partida acabou por não ser tão desequilibrada como se poderia antecipar, com a jovem equipa transalpina a deixar uma boa imagem e um aviso às restantes formações do grupo D.

O Benfica entrou mandão e desde cedo que demonstrou vontade de assumir o comando do encontro. Sempre a alto ritmo, os encarnados rodavam e faziam o esférico rolar, na procura de uma brecha na defensiva italiana. Por seu lado, o Roller Monza procurava saídas rápidas para o contra-ataque.

As águias estavam claramente por cima, mas, apesar do muito tempo de posse de bola, não conseguiam construir lances de golo. As exceções foram uma iniciativa individual de Jordi Adroher que Zampoli, com a luva direita, defendeu e uma triangulação do ataque benfiquista que Adroher, ao segundo poste, finalizou mal.

O tempo foi passando e a evidente superioridade do Benfica nos minutos iniciais esfumou-se. Mesmo assim, a cerca de doze minutos da pausa, Marc Ollé viu um cartão azul em virtude de uma falta sobre um jogador encarnado. Adroher, chamado à marcação, mas não conseguiu bater Zampoli.

Em situação de superioridade numérica, os encarnados ainda tiveram algumas chances de golo, com destaque para uma stickada ao poste de Lucas Ordoñez, mas não conseguiram marcar.

Com um quarteto totalmente novo em pista, composto por Valter Neves, Casanovas, Nicolia e Ordoñez, a partida voltou a ganhar alguma velocidade, mas o Benfica continuou sem conseguir encontrar o caminho da baliza transalpina.

O Roller Monza estava muito mais remetido à defesa, mas, quando podia atacava e aos dezanove minutos de jogo, Julien Martinez arrancou para uma iniciativa individual, tendo “obrigado” Pedro Henriques a uma dupla intervenção.

A pausa aproximava-se a passos largos e o jogo continuou sem grande interesse. Fosse através do coletivo ou um rasgo individual, o Benfica não conseguia superar a boa organização da defesa italiana e o jovem guardião Stefano Zampoli.

Já com menos de um minuto para o intervalo, Valter Neves viu um cartão azul depois de cometer uma falta sobre Marc Olle. Davide Nadini foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas Pedro Henriques, com as caneleiras, negou o golo ao jovem jogador italiano.

A dispor de uma situação de powerplay, o Roller Monza não conseguiu fazer uso dele durante os últimos segundos dos 25 minutos iniciais e o encontro chegou ao intervalo com um empate sem golos.

Apesar do Benfica até ter entrado bem, nunca conseguiu sufocar o conjunto italiano e expor Zampoli a muitas oportunidades de golo consecutivas. Assim, com maior ou menor dificuldade, o Roller Monza foi mantendo uma boa organização defensiva e, quando havia uma fenda, o seu guardião resolvia a questão. Era necessário que, após o regresso dos balneários, o conjunto benfiquista se apresentasse a um nível completamente diferente.

Em dia de estreia oficial na Luz, Lucas Ordoñez realizou uma exibição interessante, apontando dois golos
Fonte: SL Benfica

Logo nos primeiros segundos da segunda parte, o Benfica teve uma grande oportunidade para abrir o ativo, mas Casanovas, isolado, não conseguiu transpor Zampoli. Pouco depois, o Roller Monza viu terminar o período de powerplay. Volvidos alguns momentos, as águias fizeram o primeiro. Nicolia fez a assistência e Ordoñez, no interior da área italiana, atirou a contar.

O golo veio mexer com o jogo, visto que o mesmo se tornou bem mais aberto do que havia sido até então. Algo que fez com que a bola chegasse mais rapidamente a cada uma das balizas.

Ao contrário do que se poderia antecipar, o Roller Monza respondeu muito bem ao golo, conseguindo construir várias oportunidades para marcar, colocando o sector recuado da equipa benfiquista em sentido. Pedro Henriques “aproveitava” para demonstrar o porquê de ser considerado um dos melhores do mundo no que faz.

A meio da segunda metade, Julien Martinez viu um cartão azul ao ter cometido uma falta sobre Diogo Rafael. Lucas Ordoñez foi o escolhido por Pedro Nunes para a conversão do livre-direto e não desperdiçou, tendo feito o 2-0. Pouco depois, Miguel Rocha esteve quase a fazer o terceiro, mas Zampoli, com uma enorme intervenção, impediu o golo.

Finalmente com encontro um pouco mais controlado, o Benfica procurou aumentar a vantagem, mas, por vezes, ainda foi surpreendido pelo Monza que, em contra-ataque, nunca deixou de tentar marcar. Exemplo disso, foi uma stickada ao ferro de Julien Martinez, quando faltavam oito minutos para o fim. Contudo, instantes depois, Diogo Rafael, atrás da baliza italiana, viu a entrada de Miguel Rocha e já com a bola em sua posse, o número quarenta e quatro das águias apontou o 3-0.

A cerca de cinco minutos do final, Lucas Ordoñez arriscou uma iniciativa individual e, após alguns belíssimos gestos técnicos, não conseguiu bater Zampoli. No seguimento do lance, surgiu a 10ª falta do Roller Monza. Ordoñez tentou o hacttrick, mas Zampoli negou um golo de “picadinha” do argentino. Pouco depois, Davide Nadidi teve uma grande oportunidade para marcar, mas, totalmente isolado diante Pedro Henriques, não conseguiu finalizar.

Com cerca de dois minutos e meio para o fim do encontro, o Roller Monza beneficiou de uma grande penalidade, em virtude de uma falta de Ordoñez sobre Julien Martinez. O jovem Matteo Zucchetti foi chamado à marcação e com uma stickada à meia altura, reduziu a desvantagem para 3-1. Segundos depois, Diogo Rafael viu um cartão azul ao ter cometido uma falta sobre Pol Franci. Davide Nadini voltou a ser o escolhido para a conversão do livre-direto, mas ao tentar uma “picadinha” enviou o esférico ao travessão.

Por mais uma vez em superioridade numérica, quase até ao toque da buzina, o Monza tentou chegar ao golo que deixasse o jogo na margem mínima. Todavia, a única jogada de relevo dos italianos acabou por terminar na luva direita de Pedro Henriques.

Concluída a partida, o Benfica derrotou o Roller Monza por 3-1, tendo garantido os primeiros três pontos na fase de grupos da Liga Europeia. Apesar dos encarnados não terem conseguido realizar um grande jogo, muito devido à boa organização defensiva do Monza, tiveram alguns bons momentos, nomeadamente na segunda parte, o que foi suficiente para alcançar a vitória. Contudo, seria desrespeitoso não realçar a boa exibição de Pedro Henriques, que evitou alguns golos certos, como a atitude positiva do jovem conjunto comandado pelo experiente Tommaso Colamaria.

Cincos iniciais:

SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 4-Diogo Rafael, 7-Jordi Adroher, 44-Miguel Rocha e 74-Vieirinha

Jogaram ainda: 2-Valter Neves (CAP.), 3-Albert Casanovas, 5-Carlos Nicolia e 9-Lucas Ordoñez

Banco: Marco Barros (GR)

Roller Monza: 1-Stefano Zampoli (GR), 2-Matteo Zucchetti, 4-Marc Ollé, 6-Julien Martinez (CAP.) e 21-Pol Franci

Jogaram ainda: 3-Pietro Lazzarotto, 8-Sebastiano Schena e 44-Davide Nadini

Banco: 10-Lorenzo Uboldi (GR)

SC Valenciano 0-7 Vitória SC: domínio avassalador sob chuva de golos

Para a visita a Valença, Luís Castro deixou de fora, como era esperado, vários nomes habituais, entre eles André André, Ola John, Wakaso, Sacko, Osório ou Douglas. Em sentido contrário, e igualmente expectável, Pedro Lomba apostou no onze mais forte da equipa da casa.

O relvado sintético do estádio Dr. Lourenço Raymundo, impecavelmente cuidado, recebeu o Vitória SC para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal e nos primeiros minutos confirmou-se o que se previa; os visitantes dominavam o jogo e os da casa, a espaços, procuravam respirar. Foi sem surpresas que as primeiras oportunidades surgiram para os vimaranensese repetiram-se por duas ou trâs vezes até ao golo inicial.

Aos oito minutos, Dodô foi solicitado na direita e serviu Matheus que demorou muito e permitiu o corte providencial de Brito em cima da linha. Dois minutos depois, o jovem lateral brasileiro cruzou novamente para a área, mas Guedes, em fora-de-jogo, cabeceou muito ao lado. Aos 19’ minutos, e na sequência de uma bola parada, Tozé rematou de primeira, sem preparação, para a primeira grande intervenção de Croas, para canto. Neste lance, Matheus recolheu a bola e cruzou na perfeição para Davidson, que de cabeça abriu o marcador.

Apenas dois minutos depois, o Vitória SC sondou novamente o golo. Tozé surpreendeu a equipa adversária e avançou sozinho até à baliza contrária, evitando os adversários em slalom, e rematou forte, mas ao lado do poste direito. A esta altura, o SC Valenciano ainda procurava como assustar Miguel Silva, um mero espectador. Aos 25 minutos, Venâncio jogou longo em Tylor Boyd que, encostado à linha, recebeu de peito, transportou para zonas interiores e ainda de fora da área tentou o golo, sem sucesso.

Por volta da meia hora de jogo chegou o primeiro lance de perigo à baliza dos visitantes. No centro da área e bastante pressionado, Chiva rematou muito por cima e despertou os adeptos valencianos. Na resposta, Croas foi obrigado a sair da baliza, não desfez o lance por completo e a bola chegou mesmo a entrar na baliza, mas o lance foi anulado por fora-de-jogo de Guedes.

Aos 35 minutos, os adeptos da casa pediram penalty sobre Chiva, mas sem razão. Tozé rasteirou o adversário, é certo, mas depois de cortar a bola. O árbitro mandou jogar, e bem. Já com o pensamento no intervalo, o Vitória SC chegou ao segundo golo. Mais uma vez Dodô em terrenos avançados, cruzou com força e encontrou Guedes ao segundo poste. Croas ainda defendeu, mas nada pôde fazer quando Boyd apareceu a encostar para o 0-2.

O Vitória SC contou, uma vez mais, com o forte apoio das bancadas
Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

De regresso ao relvado, Luis Castro trocou Davidson, algo apagado, apesar do golo, e colocou no seu lugar Rincon, que jogou e fez jogar a ala direita vitoriana. A equipa da casa dava os mesmos sinais da primeira parte; a qualquer momento cederiam ao cansaço e os golos eram uma questão de tempo, já que colocavam a linha defensiva demasiado alta, chegando mesmo a colocar os centrais na linha de meio-campo.

Logo aos 52 minutos, Rincon mostrou ao que vinha; subiu pela lateral direita desenfreadamente e assistiu Tyler ao segundo poste. 0-3 demasiado fácil e os da casa, que militam na distrital de Viana do Castelo, começavam a desanimar. A partir daí, o Vitória SC dominou por completo a partida, se é que não o fazia até então, e só permitiu mais uma aproximação à sua baliza. Foi aos 60 minutos e através de um canto. À entrada da área, Castro recolheu o alívio da defesa vimaranense e rematou para a primeira e única intervenção de Miguel Silva.

Foi o último esforço ofensivo dos da casa, que a meia hora do fim da partida demonstravam claros sinais de fadiga e dificuldades em acompanhar o ritmo dos primodivisionários. De cada vez que a equipa de Luis Castro acelerava em direção à baliza caseira, dava golo. Foi assim aos 65’, quando depois de vários cruzamentos recusados, Boyd cruzou na perfeição para Matheus apontar o quarto golo.

Aos 71’ Brito demorou a desfazer um pontapé de canto e Óscar Estupiñán, recém-entrado, aproveitou para ampliar a vantagem. Cinco minutos depois, Óscar bisou na partida. Rincon conduziu a jogado pela direita, deixou para Dodô que cruzou largo, mas Boyd ainda recolheu dentro de campo. Driblou Ricardinho de forma exemplar e assistiu o camisola ‘26’.

Aos 80 minutos, Rafa Soares recolheu um alívio da defesa da casa e serviu João Afonso ao segundo poste. Sem oposição, o central saltou e cabeceou para o 0-7 final. Até ao apito de Rui Oliveira, o Vitória SC baixou o ritmo, controlou o jogo e as paragens para assistência multiplicaram-se. O SC Valenciano recebeu bem a festa da Taça de Portugal, foi um digno representante dos campeonatos distritais, mas nada podia fazer face a tantas diferenças para a equipa da cidade de Guimarães. Por sua vez, os conquistadores iniciam a caminhada nesta prova com uma exibição segura e muito bem conseguida.

Onzes iniciais:

SC Valenciano: Croas; Costa (Ricardo Paulo, 65’), Diogo Brito, Hélder e Junior; Salé (Castro, 52’), Ricardinho e Goios; Moreira, Chiva e Joel (França, 65’).

Vitória SC: Miguel Silva; Rafa Soares, João Afonso, Venâncio e Dodô; Celis, Tozé (Francisco Ramos, 55’) e Matheus; Tyler Boyd, Davidson (Rincón, 45’) e Guedes (Óscar Estupiñán, 66’).

GS Loures 1-2 Sporting CP: Serviços mínimos bastaram

Mais um dia de Taça de Portugal e mais uma deslocação de um “grande” do futebol português a casas mais modestas: hoje foi a vez do Sporting Clube de Portugal viajar até Alverca para defrontar o Grupo Sportivo de Loures, que joga no Campeonato de Portugal. Como seria de prever, José Peseiro aproveitou a partida para rodar alguns jogadores com menos minutos – como foram os casos de Castaignos, Mané ou Marcelo -, mas também para voltar a dar ritmo a habituais titulares depois da pausa de seleções – como Nani ou Gudelj.

Apesar das várias alterações feitas pelo Sporting, esperava-se um início de jogo “à leão”. Porém, as garras entraram mal afiadas e a primeira parte foi mais complicada para os visitantes do que aquilo que se poderia esperar. Ao Sporting faltava alguma agressividade e verticalidade. A bola era bem metida em Nani ou Jovane, mas nunca uma bola com qualidade aparecia no último passe.

Assim, o primeiro lance de perigo leonino só nasceu praticamente aos 20 minutos, mais precisamente ao décimo oitavo minuto. E de bola parada! O livre de Bruno Fernandes deu a sensação de golo aos espetadores, mas a bola passara a centímetros do ferro.

A partir daqui, ainda que fosse o Sporting a mandar no jogo, aquilo que mais se destacava na partida era atitude lourense: de louvar o facto de os “da casa” tentarem sair a jogar com a bola controlada e não cederem ao vício das equipas mais pequenas de jogar direto na frente. Contudo, voltava o Sporting a criar perigo de bola parada: a nova tentativa saiu dos pés de Nani, mas teve o mesmo destino do primeiro lance perigoso do jogo.

À meia-hora de jogo, o primeiro remate do GS Loures: Rodrigo Thompson dribla à entrada da área, ganha espaço, mas o remate em jeito foi facilmente defendido por Renan Ribeiro. Na resposta, Castaignos, de cabeça, e Jovane, com um remate encaixado facilmente pelo guardião Miguel Soares, picavam o ponto na presença ofensiva dos visitantes.

E quando parecia que o GS Loures faria a proeza de sair para o intervalo sem estar a perder com um gigante do nosso futebol, eis que voltaram os remates “à Bruno”, o Fernandes: o número 8 dos “leões” recebeu a bola à entrada da área, puxou atrás e lá foi mais uma bomba. Foi o primeiro golo da partida e 1-0 para o Sporting. Na baliza, deu a sensação de que Miguel Soares poderia ter feito melhor no lance. Intervalo em Alverca – casa emprestada do GS Loures na partida de hoje – e vantagem “leonina”.

A primeira parte começou lenta, com o jogo muito partido no meio-campo
Fonte: Bola na Rede

Depois do merecido descanso, o Sporting não quis esperar muito tempo para chegar à área adversária e logo aos 49 minutos beneficiou de uma grande penalidade. O extremo Jovane Cabral foi rasteirado dentro de área e o árbitro da partida assinalou para o castigo máximo. No entanto, Bruno Fernandes desperdiçou a oportunidade de aumentar a vantagem. Miguel Soares esteve em destaque com uma grande defesa, mantendo viva a esperança do Loures e dos seus simpatizantes.

Na resposta, o defesa esquerdo Qi Cui ameaçou a baliza de Renan, depois de um cruzamento bem tirado do lado direito do terreno. Segundo a gíria , quem não marca sofre e foi mesmo isso que aconteceu. Um minuto depois do lance do Loures, os leões voltaram a marcar. Depois de uma boa jogada de Jovane, foi Nani que, à segunda aumentou o marcador. Após o remate do extremo cabo-verdiano ser defendido, o capitão dos leões fintou o guarda-redes lourense e fez o gosto ao pé.

Apesar do segundo golo leonino, o Loures não deixou de tentar, pelo menos, marcar um golo na festa da Taça. Ao minuto 60, o avançado-centro, Rodrigo Thompson voltou a tentar, ainda assim em sucesso. Renan fez uma defesa fácil ao remate do avançado. Até ao fim o Sporting tentou gerir a vantagem e o jogo, baixando o ritmo e a intensidade. Peseiro mexeu nesse sentido e colocou Petrovic para o lugar de Carlos Mané.

Mas os comandados de André David não baixaram os braços e continuaram à procura do golo. Ao minuto 80, assistiu-se à melhor ocasião de golo para os visitados, com Miguel Oliveira a aparecer isolado na cara de Renan. Quem brilhou foi mesmo o brasileiro que fez uma grande defesa com os pés e evitou o primeiro golo da equipa que atua no terceiro escalão nacional.

Antes do apito final, o Loures foi premiado: Juninho ganha a bola do lado esquerdo e, cruzado, remata colocado para o golo da equipa “da casa”. Explosão de alegria no estádio e uma dose de esperança reforçada para o tempo de compensação. Não chegou e foram os “leões” que seguiram em frente na Taça, num jogo que se mostrou mais complicado do que poderia parecer.

 

Onzes iniciais

Sporting CP: Renan Ribeiro; Bruno Gaspar; Marcelo; André Pinto; Jefferson; Gudelj; Bruno Fernandes; Nani (C); Jovane (Miguel Luís); Carlos Mané (Petrovic); Luc Catstaignos

GS Loures: Miguel Soares; Filipe Gaspar; Qi Cui; Fábio Marinheiro; Jamil Rodríguez; Bruny Almeida; Gonçalo Silva (Juninho); Leo Tomé; Rodrigo Thompson (Élton Rosário); Miguel Oliveira; Luís Elói (Jorge González)

Fez-se taça, mas não houve Taça!

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Não é um engano, mas antes uma constatação. O Monte da Forca encarnou na perfeição o espírito que deve imperar em dias de Taça de Portugal, daí todos concordarmos que se fez, realmente, a festa da taça. O que é de salutar em tempos em que o futebol-negócio teima em ‘assassinar’ as poucas tradições que ainda procuramos manter do jogo puro. O pequenino Vila Real enfrentou o todo poderoso FC Porto. O pequenino campo da Forca vestiu-se a rigor para receber um grande do nosso futebol e a cidade, toda ela, parou durante duas horas para saborear a festa. O resultado, esse, não entra nesta equação. As gentes da terra reuniram e desdobraram-se em esforços para que o dia fosse inesquecível. Bravo! Foi bom sentir o ambiente e a energia que momentos como este trespassam para quem testemunha, ao longe, através de um pequeno ecrã, a alegria que muita daquela gente nunca havia sentido. Sim, fez-se Taça.

Mas não, não houve Taça. O Porto honrou a competição, respeitou o Vila Real e não descansou nunca à boleia de uma diferença abismal entre ambos os conjuntos. Desse ponto de vista, ficava difícil haver Taça, mas os homens do lado de lá do Marão já tinham ganho o jogo mesmo antes de ele começar. Tudo porque, lá está, houve condições para que existisse Taça, como toda a envolvência que isso exige. Um dia para mais tarde recordar.

Adrián, com um póquer, foi o homem do jogo
Fonte: FC Porto

O jogo. Bem, um treino de ataque continuado, praticamente sem história. Sérgio Conceição teve duas semanas a preparar toda esta equipa (à exceção de Militão) e certamente tirou apontamentos positivos. A estrela da noite, Adrián, pode ter dado um passo de gigante rumo à tão esperada afirmação de dragão ao peito. Quatro golos num só jogo, seja em que circunstância for, é um registo de excelência. Estará aí mais um milagre do São Conceição? A ver vamos.

João Pedro e Jorge também só tiveram preocupações ofensivas, estando ambos dispensados de tarefas lá atrás, que é onde lhes são detetadas maiores dificuldades. O lateral direito acabou por estar mais em evidência que o compatriota do lado oposto, ficando ligado ao quinto golo com uma bela jogada junto à linha de fundo.

No meio campo, Óliver voltou para marcar o ritmo da equipa e a classe do espanhol não só deu água pela barba aos presentes como também acabou a reclamar mais minutos no futuro. Bazoer teve a estreia e mostrou bons atributos acima de tudo quando SC o deslocou da meia direita para o centro, que é onde toda a amplitude do seu futebol vem ao de cima. Está aí um box to box à maneira.

Taça de Portugal: check. Bela maneira de se voltar à competição. Fazendo muita gente feliz. Adeptos e, essencialmente, jogadores que procuravam recuperar a alegria de jogar. Que na Rússia se jogue o prolongamento.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Juventus FC 1-1 Genoa CFC: empate caseiro quebra série vitoriosa de Ronaldo & Co.

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Mais um dia na vida de Cristiano Ronaldo por terras transalpinas, mas desta vez não correu da melhor maneira: a Juventus recebeu o Génova na 9.ª jornada da Serie A, e não foi capaz de fazer melhor que um empate a uma bola. Os pupilos de Allegri veem assim terminada uma série de 10 jogos consecutivos a vencer, três dias antes da deslocação a Old Trafford.

A equipa de Turim, como era expetável, entrou na partida com um jogo mais pensado e evoluído, com Cancelo e Cuadrado a fazerem do corredor direito a sua praia. Matuidi, pela inteligência tática que oferece ao miolo, e Ronaldo, com a baliza sempre na mira, eram os outros homens em maior destaque.

E foi mesmo CR7 a fazer o primeiro do encontro, aos 18 minutos: Cancelo trabalhou bem pela esquerda, rematou fraco para a defesa incompleta de Radu, e Ronaldo, na cara do romeno, não desperdiçou. O resultado acabaria por não sofrer qualquer alteração até ao intervalo.

Cristiano Ronaldo chegou ao quinto golo com o emblema de Turim
Fonte: Juventus FC

No segundo tempo, quando Piątek já havia ameaçado as redes do compatriota Szczęsny, o Génova chegou ao empate: excesso de confiança por parte da defensiva da Juve, e Kouamé a cruzar para a cabeça de Daniel Bessa, que não deu hipóteses ao guardião polaco. Estavam decorridos 67 minutos de jogo, e a Velha Senhora tinha uma missão dificílima pela frente.

Até ao final, Ronaldo, Mandžukić e o recém-entrado Dybala ainda visaram a baliza de Radu, mas a bola não quis entrar e ditou o empate no Allianz Stadium. Fica a ideia, no entanto, de que a saída de Matuidi aos 72 minutos condicionou muito o jogo coletivo do conjunto de Allegri, que não foi capaz de manter os bons indícios demonstrados na primeira parte do desafio.

A Juventus mantém-se, contudo, no primeiro lugar da tabela classificativa, com 25 pontos, ao passo que o Génova subiu provisoriamente ao décimo lugar, com 13 pontos. Na próxima jornada, Cristiano Ronaldo e companhia viajam até Empoli, enquanto o clube do jovem estrela Piątek recebe em casa a Udinese.

ONZES INICIAIS:

Juventus FC: Szczęsny, Cancelo, Bonucci, Benatia, Alex Sandro; Pjanić, Bentancur, Matuidi (Dybala 71’); Cuadrado (Douglas Costa 59’), Ronaldo, Mandžukić (Bernardeschi 82’).

Genoa CFC: Radu, Biraschi, Romero, Criscito; Pereira (Günter 79’), Rômulo, Sandro, Lazović, Bessa (Hiljemark 82’); Kouamé (Pandev 85’), Piątek.

Carta aberta a Nuno Capucho

Caro mister Nuno Capucho

Peço desculpa pela audácia, mas não consegui amarrar a vontade de lhe escrever umas breves mas ‘sentidas’ linhas, que espero que não entenda como vergonhosas perante a eventual mensagem que possam vir a passar.

Depois de ouvir as suas declarações, a primeira reacção que tive foi de o aplaudir. ‘Aqui está um homem à séria’ – pensei. No entanto, após algum tempo, parei para reflectir um pouco mais sobre o que o Nuno acabara de proferir. Então decidi escrever-lhe esta ‘humilde’ carta sobre aquilo que me assolou a mente, e essencialmente a alma.

O Nuno colocou o dedo na ferida. Não há dúvida. Mas realmente se é como diz, que o futebol português é uma vergonha e que já sabe quem sobe e quem desce, devo então colocar-lhe algumas questões que me parecem ser de todo fundamentais.

O mister já sabe mesmo quem desce e quem sobe? Pois isso não me parece difícil de adivinhar. O Gil Vicente FC é um dos que sobe (pela secretaria) directamente do Campeonato de Portugal para a Primeira Liga. Esta já toda a gente sabia. Depois, e com o recordista mundial de subidas a treinar o Paços de Ferreira, parece-me óbvia a segunda equipa a subir. Por fim, calculo que se esteja a referir ao GD Estoril Praia. O que também é mais ou menos óbvio que aconteça, dado que toda a gente diz à boca cheia que por norma o principal candidato a subir no ano seguinte é sempre aquele que desceu.

O que para mim ficou claro com as suas palavras, é que já sabemos quem não subirá: o Varzim SC. Se assim não fosse calculo que o Nuno não estaria a fazer aquelas declarações. Portanto, se o Varzim tem pretensões a subir, o melhor será despedir o seu treinador. Desculpe lá Nuno!

Terá o treinador do Varzim condições para permanecer no comando da sua equipa?
Fonte: Varzim SC

Agora mais a sério: se sabe tudo isso então que o diga. De que serve lançar mais achas para a fogueira? Pois que dê ‘o nome aos bois’. Fartos de polémicas estamos nós. Fartos de ouvir todos os dias histórias de possível corrupção, de tráfico de influências, de interesses, de compadrios, etc.

Mais ainda: se é uma vergonha, calculo que o Nuno Capucho não faça intenções de prosseguir a sua vida profissional nessa mesma vergonha. Afinal parece que está mesmo a ponderar abandonar a carreira de treinador. Acho que faz sentido perante o que falou. Se já se sabe quem sobe e quem desce, então não está aí a fazer nada, porque nada será alterado com o seu bom ou mau trabalho. Acho pois que deverá procurar trabalho… lá fora. Onde nada está combinado.

Chelsea FC 2–2 Manchester United FC: Foi por pouco, Mourinho


O estádio Stamford Bridge recebeu neste início de tarde o jogo grande da jornada, colocando frente a frente o Chelsea FC, que ocupava os lugares cimeiros da tabela, e o dececionante Manchester United FC, que não ia além da nona posição.

Sarri e Mourinho não procederam a grandes alterações nos Xi iniciais comparativamente à última ronda da Premier League e a única nota de destaque seguiu para a titularidade de Kovacic.

Assistimos a um primeiro tempo em que nos instantes iniciais reinou o equilíbrio, não conseguindo nenhuma das equipas sequer chegar junto da baliza adversária. A escassez de oportunidades acabaria por caracterizar esta primeira parte, mas com o decorrer do tempo alguns ataques foram surgindo, o ritmo acelerou e o jogo ficou mais interessante. De resto, o Chelsea assumiu-se como equipa dominante e a partir dos 15 minutos remeteu os red devils ao seu meio campo defensivo, mas as linhas baixas e coesas definidas por Mourinho ditaram a ausência de oportunidades golo.

Os blues foram mesmo assim quem mais procurou a vantagem, e viriam a adiantar-se no marcador através de uma bola parada. Na conversão de um pontapé de canto, Willian cruzou para o coração da área onde Rüdiger livre de qualquer marcação cabeceou forte e bateu De Gea.

O jogo seguiu para intervalo sem grande história para contar e com o Chelsea em vantagem, que não era propriamente merecida, mas sim bem atribuída porque dentro do deserto de oportunidades de golo que foi o primeiro tempo, o Chelsea dominou na posse de bola e controlou a partida.

Fonte: Premier League

As equipas regressaram dos balneários com uma atitude completamente diferente na perspetiva ofensiva e isso ficou bem patente na estatística que nos indicou que em 20 minutos da segunda parte houve mais remates e ocasiões de golo do que no restante tempo de jogo.

O conjunto da casa dispôs logo de uma bela oportunidade para dilatar a vantagem, mas De Gea defendeu o disparo do seu compatriota, Álvaro Morata. Daqui em diante, o Manchester United surge finalmente na partida e impõe o seu futebol, o que nos leva a questionar Mourinho: “Qual a razão para não jogarem sempre assim?”.

Os red devils subiram as linhas, aumentaram a pressão sobre o portador da bola e por momentos dominaram completamente o Chelsea, colecionando várias hipóteses para alcançar a igualdade. O golo acabaria por chegar e por intermédio de Martial, que ao beneficiar de um ressalto recebeu a bola já dentro da grande área adversária e empatou a partida aos 55 minutos.

O Chelsea não se deixou atingir pelo golo consentido e, mesmo tendo acusado algum desgaste físico, continuou com o seu estilo de jogo de paciência na construção e conseguiu reequilibrar o encontro ao protagonizar dois lances de belo efeito. Primeiramente, David Luiz com um grande cabeceamento fez passar a bola pertíssimo do poste direito da baliza do Manchester United e instantes depois foi Kanté a tentar a sorte com um remate de longa distância, mas De Gea impediu novamente o golo.

Na resposta imediata, o Manchester United num ataque veloz protagoniza uma bela jogada de entendimento coletivo, que culmina com a assistência de Rashford para Martial que com um excelente remate colocado bate Kepa, bisando na partida e estabelecendo a reviravolta no marcador à passagem do minuto 73.

Até ao final da partida, o United focou-se em segurar o resultado, mas nunca deixou de pressionar alto o Chelsea, pois com a segunda parte aprendeu que só assim era possível inviabilizar o poder na posse de bola por parte do adversário.

Quando já nada o fazia prever, assistimos a um final épico com o Chelsea a conseguir chegar ao empate no último suspiro e o herói foi Barkley que, dentro da confusão instalada dentro da área dos red devils e após algumas tentativas falhadas, conseguiu finalmente fazer o golo, fixando assim o 2-2 final.

Pelo que os dois conjuntos protagonizaram teremos de considerar este resultado justo e agradecer pelo espetáculo de futebol que foram os segundos 45 minutos. Mesmo com o empate, o Chelsea deverá sair do lote dos líderes da Premier League. No reverso da medalha, o United não consegue entrar num ciclo de vitórias, mas sai desta partida mentalizado do que é realmente capaz.

Chelsea FC: Kepa Arrizabalaga, Antonio Rüdiger, Marcos Alonso, César Azpilicueta, David Luiz, Jorginho, N’Golo Kanté, Mateo Kovacic (Barkley´69), Eden Hazard, Willian (Pedro´73), Álvaro Morata (Giroud´79)

Manchester United FC: David de Gea, Victor Lindelöf, Chris Smalling, Ashley Young, Luke Shaw, Paul Pogba, Juan Mata (Herrera´ 75), Marcus Rashford (Sanchez´85), Anthony Martial (Andreas Pereira´84), Nemanja Matic, Romelu Lukaku