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AD Limianos 1-2 SC Maria da Fonte: Marcar cedo e cedo defender dá pontos a quem menos quis correr

Depois de se encontrarem em maio para o Taça dos Campeões do Minho, AD Limianos e SC Maria da Fonte voltaram a medir forças, desta vez a contar para a quinta jornada da série A do Campeonato de Portugal.

Ainda dentro do primeiro minuto de jogo, os visitantes alcançam o golo. Assim, sem mais nem menos, sem pedir licença, sem esperar que todos os adeptos chegassem ao seu lugar. Depois de um livre lateral, a defesa limiana é apanhada de surpresa e com a bola à sua mercê, Romário atira forte, sem hipótese para Bruno Santos.

A equipa da Póvoa de Lanhoso fez o que havia feito no último encontro frente à equipa de Ponte de Lima; marcar cedo. E assim, a bola voltava ao centro e assistia-se a um novo pontapé de saída. Agora em desvantagem, praticamente desde o começo, cabia à equipa da casa praticar o seu futebol e assumir a condução da partida. Por outro lado, na procura de retomar o caminho das vitórias, o SC Maria da Fonte pausava o jogo sempre que tinha a bola e tentava congelar a partida.

Aos oito minutos, Cláudio Dantas conduziu pela área dentro e cruzou tenso para a cabeça de Rui Magalhães, mas a bola saiu ao poste. Estava dado um aviso do que seria a partida daqui por diante. Ou pelo menos assim se esperava. Na verdade, a primeira parte foi bastante morna, embora se tenham desenhado algumas oportunidades de parte a parte.

A AD Limianos gozava de uma posse de bola inconsequente, intranquila e pouco acertada. Foram inúmeros os passes falhados ainda na fase de construção, o que explica a dificuldade em chegar à zona de finalização. Só aos 30 minutos conseguiram criar perigo. Iano transportou para o centro e com um passe longo e bem medido descobriu Chiquinho nas costas da defesa contrária. Com alguma pressão, o camisola 9 recebeu e rematou para defesa apertada de Nuno Rafael. Os visitantes, confortáveis com a vantagem conseguida até então, só por duas vezes criaram perigo; aos 15 minutos, com um remate à meia volta e aos 44 minutos, quando Marna, depois de evitar Tiago Letras, permitiu a defesa do guardião limiano.

O SC Maria da Fonte conseguiu a segunda vitória à quinta jornada. A AD Limianos somou a terceira derrota consecutiva
Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

À semelhança da primeira parte, a segunda começou com um golo. Quatro minutos decorridos, a equipa da casa atacava sem fim e há uma bola desviada com a mão na área dos visitantes. Da marca de penalty, Rui Magalhães não vacilou e repôs a igualdade e, diga-se, a justiça no marcador.

Quando se esperava uma maior clarividência e imponência da equipa limiana, o SC Maria da Fonte respondeu e quase com a eficácia pretendida; aos 52 minutos, Marna fica isolado após passe de Romário e remata com estrondo ao poste. O jogo entrava então numa fase mais dura. Com faltas mais rigorosas e paragens tão exageradas quanto desnecessárias. Só aos 70 minutos se voltou a assistir a um lance de perigo. Foi Tanela, recém-entrado, a receber de costas para a baliza, rodar e rematar de longe, à barra. Era o único aviso da avançado para o que se seguiria.

Cinco minutos depois, através de um enérgico contra-ataque conduzido por Marna, Bruno Santos falha o tempo de salto e permite que a bola chegue redondinha a Tanela, que sem oposição nem guarda-redes na baliza só teve de encostar para faturar. Agora com a possibilidade de pontuar a desvanecer, a equipa da casa teria de apostar tudo no ataque, mas as oportunidades simplesmente não surgiam. A bola era trocada atrás, sem verticalidade alguma, e de vez em quando lá saía um passe longo.

Foram novamente os visitantes a ameaçar chegar ao golo. Aos 85 minutos, Telmo contemporizou na linha, esperou a subida de Marna e isolou o guineense. Com Bruno Santos pela frente, o remate saiu ligeiramente ao lado. No derradeiro assalto à baliza de Nuno Rafael, Alvinho solicitou Wanderley na linha, este cruzou atrasado e Iano, sem oposição e perfeitamente enquadrado, rematou por cima a oportunidade de pontuar.

Pouco tempo se aproveitou dos cinco minutos de compensação, com bastante permissão do árbitro João Gonçalves. Após o apito final, a festa dos atletas e adeptos do SC Maria da Fonte era compreensível; a equipa da Póvoa de Lanhoso amealhou mais três pontos e escalou seis posições. Por outro lado, a AD Limianos mantém-se com quatro pontos e não alterou o seu posto.

 

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Nandinho, Touré, Tiago Letras e Jojó; Micka, Rui Magalhães (Alvinho, 80’) e Vítor Sousa (Wanderley, 72’); Iano, Chiquinho e Cláudio Dantas (Ricardo Silva, 59’).

SC Maria da Fonte: Nuno Rafael; Ruizinho, Cabreira, João Paulo e Cara (João Filipe, 45’); André, Romário (Figo, 84’) e João Moreira; Miguel (Tanela, 61’), Marna e Telmo.

Sporting CP 3-1 CS Marítimo: Samba de Raphinha dá ritmo ao leão

Depois da derrota na última jornada da temporada passada, derrota essa que foi um dos principais catalizadores da crise de Maio passado em Alvalade e Alcochete, o Sporting CP voltava a medir forças com o CS Marítimo.

O encontro, para além de marcar a estreia da equipa de futebol sobre o “reinado” de Frederico Varandas, trazia também de regresso ao José de Alvalade um ex-jogador do clube: Danny. O médio português regressou esta temporada à “sua” Madeira e voltava também a pisar um estádio que bem conhece.

José Peseiro mexeu menos no seu onze do que aquilo que se esperaria; com Montero, Battaglia ou Salin a manter o seu lugar no onze e a adiar a estreia a titular dos três reforços: Renan, Gudelj e Diaby. Ainda assim, Bruno Gaspar e a (boa) surpresa Jovane Cabral começavam de início pela primeira vez com a camisola verde e branca.

Jogando no seu 4-2-3-1, e recorrendo ao seu meio campo habitual (com o trio composto por Batta, Bruno Fernandes e o agora central Acuña), Peseiro mostrava que queria mesmo renovar a conquista da Taça da Liga e dobrar as suas conquistas pessoais, após a conquistada em 2013 pelo SC Braga.

Já do lado insular, o Marítimo procurava a primeira vitória no reduto do leão desde 2013, quando a 10 de Fevereiro o sul-coreano Suk Hyun-Jun fez um golo solitário que deu três pontos aos madeirenses. Também em 4-2-3-1, com Danny no apoio a Rodrigo Pinho (que entrou para o lugar de João Tentúgal depois do português ter saído da ficha de jogo), o treinador Cláudio Braga vinha a Lisboa à procura de começar a Taça da Liga da melhor forma.

O jogo começou com Jovane e principalmente Raphinha a mexerem com o jogo leonino. Foi mesmo do extremo contratado ao Vitória SC que teve nos pés a primeira oportunidade de golo mas, logo na resposta, os insulares também assustaram a equipa da casa, mostrando que queriam entrar na disputa apesar do maior domínio do Sporting.

Depois do primeiro quarto de hora, o Marítimo conseguiu avançar as suas linhas e começar a criar jogo no seu meio-campo ofensivo, usando também alguns contra-ataques para chegar de forma célere à grande área adversária ultrapassando assim a fase inicial de pressão dos leões.

Esta subida territorial acabou por ser prejudicial para os visitantes; numa jogada pela zona central e após uma perda de bola insular, Montero descobriu Raphinha solto de marcação e o brasileiro conseguiu estrear-se a marcar pelos verde e brancos. O primeiro golo do Sporting estava feito e os adeptos suspiravam de alívio, uma vez que os leões tinham vindo a perder algum do gás inicial.

O número 21 fez o primeiro golo de leão ao peito
Fonte: Sporting CP

O golo acalmou a equipa de Peseiro e acabou por mexer com o psicológico dos visitantes, permitindo que Jovane Cabral voltasse a mexer com o jogo e a aparecer na partida, aplicando velocidade e até tentando de meia distância.

Até ao final da primeira parte, assistiu-se a um jogo controlado pelo Sporting, com mais posse de bola e com Coates a ficar a centímetros do 2-0.

O segundo tempo começou sem alterações de parte a parte, ainda que Luc Castaignos e Nemanja Gudelj tenham aproveitado o tempo de intervalo para realizarem exercícios leves de aquecimento.

Ao contrário do primeiro tempo, a etapa complementar começou com uma jogada de perigo insular; Salin repõe mal a bola após um pontapé de baliza e Jean Cléber, após cruzamento da direita de Correa, tenta surpreender o guardião francês com um toque subtil de calcanhar, mas Salin defende junto ao solo.

Pouco tempo depois, Rodrigo Pinho insere a bola na baliza leonina, em mais uma jogada em que a equipa do Sporting parecia adormecida. A jogada acaba por ser invalidada por Manuel Mota, árbitro da partida, mas tudo pareceu legal.

Ao 54′, e após uma grande penalidade conquistada pelo irreverente Jovane, Bruno Fernandes saiu da apatia em que se encontrava na partida e fez o segundo golo dos verde e brancos. Este golo acabou por ser um pouco contra a corrente do jogo mas onde se percebeu a importância que Jovane (e Raphinha) têm nesta equipa do Sporting. A velocidade e imprevisibilidade de ambos incutem no jogo torna-os em peças fulcrais no jogo ofensivo da equipa.

Seis minutos depois, e depois de novo adormecimento leonino, o Marítimo reduziu para 2-1. Jorge Correa, que já tinha assustado Salin minutos antes, aproveita um erro de Acuña para marcar e dar uma nova esperança aos madeirenses.

Contudo, a reação da equipa da casa foi instantânea. Após um lançamento longo de Salin, Montero luta entre os centrais adversários, combina com Bruno Fernandes e o capitão leonino bisa na partida.

Este segundo golo de Bruno Fernandes e terceiro dos leões não esmoreceu a equipa de Cláudio Braga, que continuou à procura da discussão do resultado. O meio campo do Sporting, com Bruno Fernandes e Battaglia já amarelados, tinha muito trabalho em conter Danny e Jean Cléber.

Notando esta quebra nos seus jogadores, Peseiro decidiu reforçar a zona centro do meio campo, colocando em campo Wendel e Gudelj e fazendo subir Bruno Fernandes para apoiar Fredy Montero. As substituições mudaram para melhor a exibição leonina, passando a controlar a zona intermédia e anulando aquela que era a grande força insular, o seu meio-campo.

Os últimos quinze minutos foram de controlo e posse de bola do Sporting, com poucas ocasiões de parte a parte e com um jogo bem menos bonito e apelativo do que o início de segunda parte nos trouxe. Já perto do final do encontro, Peseiro promoveu mais uma estreia com a entrada de Diaby, respondendo o treinador insular com a entrada de mais um avançado e a passagem táctica para um 4-4-2 com Ioannidis a fazer companhia a Tagueu no ataque.

Já nos descontos, o pior momento da partida; Wendel sofre uma agressão de Lucas Áfrico, com o central da equipa madeirense a pontapear o médio brasileiro no peito.

O final da partida chegou pouco depois e a vitória do Sporting acabou por se tornar confortável com a passagens dos minutos,  mas uma palavra para o bom esforço produzido pelo Marítimo, que nunca se conformou ou desistiu de procurar melhor sorte em Alvalade.

Onzes iniciais:

Sporting CP: Salin; Bruno Gaspar, Coates, André Pinto e Jefferson; Battaglia, Bruno Fernandes, Raphinha (Diaby, 88′) e Acuña (Gudelj, 70′) ; Jovane (Wendel, 70′) e Montero.

CS Marítimo: Charles; Bebeto, Zainadine, Áfrico e China; Correa, Fabrício (Ioannidis, 88′), Jean Cléber e Barrera (Edgar Costa, 64′); Danny e Rodrigo Pinho (Joel Tagueu, 64′).

UD Leiria 3-0 Sertanense FC: Eficácia máxima dita vitória leiriense

Após uma semana de interregno para a Taça, a quinta jornada da série C do Campeonato de Portugal arrancou no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, para a partida entre a UD Leiria e o Sertanense FC.

A primeira oportunidade de grande fulgor foi para o Sertanense FC, aos 7 minutos, com um cabeceamento de Sócrates ao lado da baliza de Wilson. Aos 20’, após um remate de Luís Gaspar, Sócrates voltou a tentar a sorte, mas o tiro saiu desajeitado e muito ao lado.

O grande destaque da primeira parte aconteceu aos 25’, com uma falta de Rafa Santos sobre João Vieira perto da meia lua, na primeira oportunidade dos leirienses em chegar à baliza adversária. O guardião foi expulso e obrigou o treinador João Manuel Pinto fazer entrar Daniel Carvalho, por troca com o avançado Luís Gaspar.

Na conversão do livre, o remate de Dénis bateu na barreira e, na recarga, João Dias atirou para o cabeceamento de João Vieira. No entanto, o árbitro assinalou uma falta ofensiva, que deu pontapé de baliza para Daniel Carvalho.

A tentar recompor-se da expulsão, e com maior tendência ofensiva, o Sertanense FC conseguiu controlar a ofensiva atacante da UD Leiria, que tentou marcar com dois remates de Ernest.

Até ao fim da primeira parte, foi difícil para a equipa da Sertã ignorar o impacto da expulsão e isso permitiu à UD Leiria ter mais bola e oportunidades para se isolar no marcador. No entanto, o resultado não mudou e foi empatado a zero para o intervalo.

Carlos Daniel bisou numa tarde vitoriosa para a UD Leiria
Fonte: Bola na Rede

No recomeço da segunda parte, aos 46’, Carlos Daniel entrou para o lugar de Ernest e aproveitou um remate de Leonel Olímpio defendido por Daniel Carvalho para, na recarga, rematar cruzado para o primeiro golo da equipa da casa.

Com a vantagem do seu lado, a UD Leiria foi em busca do segundo tento. Aos 50’, foi a vez de João Vieira rematar cruzado para uma defesa apertada de Daniel Carvalho.

Por cima na partida, a UD Leiria aumentou a vantagem, aos 60’. João Caminata recebeu a bola na direita e cruzou certeiro para a cabeça de Ulisses, que apontou o segundo da tarde.

E como não há duas sem três, a formação de Tiago Vicente chegou ao 3-0, de novo da autoria de Carlos Daniel, aos 80’. O lance foi conduzido por João Vieira, que rececionou e assistiu para uma chapelada do ex-Marítimo, sem hipótese para Daniel Carvalho.

Com o resultado composto, e uma exibição que fez jus a isso mesmo, o apito final ditou a vitória esperada da UD Leiria, que soma mais três pontos nas contas da série C. Na próxima jornada, joga fora frente ao Fátima, enquanto o Sertanense FC recebe o Anadia.

 

Onzes iniciais:

UD Leiria: Wilson Soares; João Dias, João Miguel, Anilton Júnior e Dénis Marandici; Leonel Olímpio, Ulisses (André Fontes 82’), Maks e João Caminata (Kah 86’); Ernest (Carlos Daniel 45’) e João Vieira.

Sertanense FC: Rafa Santos; Tito Júnior, João Jesus, Tiago Correia e Bruno Pereira; Kevin Pina, Hugo Barbosa, Tiago Baptista (Pereirinha 55’) e Davou; Sócrates Pedro (Cláudio Silva 66’) e Luís Gaspar (Daniel Carvalho 26’).

Guerreiro? Agora sou o Capitão Jardel

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Já passaram oito temporadas desde a chegada de Jardel Nivaldo Vieira ao Sport Lisboa e Benfica. Depois de chegar a Portugal para representar o Grupo Desportivo Estoril-Praia e o Sport Club Olhanense, Jardel atingiu um patamar superior e deu o salto para aquela que viria a ser a casa onde mais títulos conquistaria e onde mais sorrisos esboçaria.

Jardel já ficou na História do SL Benfica ao marcar presença no pequeno núcleo de jogadores que se sagraram Tetracampeões, em 2016/2017. De Manto Sagrado ao peito, soma já quatro Campeonatos (2013/2014, 2014/2015, 2015/2016 e 2016/2017), duas Taças de Portugal (2013/2014 e 2016/2017), cinco Taças da Liga (2010/2011, 2011/2012, 2013/2014, 2014/2015 e 2015/2016) e duas Supertaças de Portugal (2014 e 2016). Tendo em conta que está na sua oitava temporada no Estádio da Luz, trata-se de um palmarés digno de respeito.

Jardel é um jogador que não dá muito nas vistas. Não causa mau ambiente, é leal e sabe jogar limpo. Apesar de ter algumas lacunas no capítulo técnico, falamos de um defesa-central muito sereno, maduro e com uma progressão enorme desde que começou a vestir o Manto Sagrado.

É, aliás, notória a evolução de Jardel desde que chegou à Luz, principalmente no capítulo da leitura defensiva e conhecimento do jogo, tendo tido o privilégio de fazer duplas com Luisão, Ezequiel Garay, Victor Lindelöf e, agora, com Rúben Dias. Confesso que, no início, era pouca a minha empatia para com ele, mas o tempo só me veio provar que se trata daquele tipo de jogadores no qual o sucesso de um clube tem de ser construido à sua volta.

Não sendo, propriamente, um central de top mundial, beneficiou em larga escala das condições que o SL Benfica lhe proporcionou e soube tirar proveito disso, tornando-se num defesa-central bastante confiável, cumpridor e que é hoje visto como um dos líderes de balneário. Foram várias as vezes que vimos Jardel ou de cabeça aberta – após cerradas disputas de bola com os adversários – ou a festejar golos de forma efusiva – vários deles até decisivos! É um exemplo para os mais novos e para os que chegam ao Clube.

O testemunho foi passado: Jardel é, hoje, a grande voz de comando dentro de campo
Fonte: SL Benfica

Neste inicio de  temporada, Jardel tem-se apresentado num excelente registo. Totalista nos oito jogos oficiais das “Águias”, o luso-brasileiro tem dado estabilidade à defesa e contribuiu em larga escala no apuramento para a Fase de Grupos da Liga dos Campeões, marcando em Thessaloniki o golo que ajudou a segurar o play-off disputado com o PAOK.

Pela forma como sente o nosso Emblema, pela sua resiliência e pelo respeito que foi conquistando ao longo do seu percurso, Jardel é hoje o vice-Capitão do SL Benfica. É ele a grande voz de comando dentro de campo, o patrão da defesa, o que agarra a equipa quando as coisas não estão a correr pelo melhor. Tal como um grande Capitão deve fazer, Jardel está sempre lá nos momentos decisivos; seja a marcar um golo, seja a fazer um corte providencial. Se antes era o Guerreiro da Luz, hoje é o Capitão Jardel.

 

 

 Foto de Capa: SL Benfica

Os 9 melhores jogadores Sub-23

Nos últimos anos muitos têm sido os jovens craques a aparecer no futebol português fora dos três grandes. Esta temporada espera-se que voltem a surgir bons jogadores no nosso futebol e para já, começam a surgir alguns bons nomes sub-23 nas fileiras dos clubes portugueses. O que apresentamos aqui é uma lista com vários nomes que podem ascender a patamares ainda mais elevados já num futuro próximo.

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Fonte: Moreirense FC

Chiquinho –  Deu nas vistas na temporada passada ao serviço da Académica OAF, foi contratado pelo SL Benfica no início desta temporada mas acabou por integrar o plantel do Moreirense FC. O jovem médio ofensivo de sub-23 é um dos grandes talentos da Liga NOS. Dono de uma visão de jogo diferenciada, uma capacidade de chegada à baliza adversária assinalável e dotado da audácia de quem quer segurar a batuta do jogo ofensivo da sua equipa. Chiquinho é um talento a manter debaixo de olho durante a temporada e promete atingir patamares ainda mais elevados, a rever.

O Guerreiro Talisca

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Eis a historia de um menino brasileiro que começou a dar nas vistas em 2013, ainda no seu país de origem. Na altura, Anderson Talisca jogava no EC Bahia e tinha apenas 19 anos. A sua habilidade com os pés já era algo de extraordinário, de tal forma que os clubes europeus ficaram logo de olhos postos no craque brasileiro, assim rotulado no Brasileirão.

Na época 2013/14, Talisca fez a vontade aos adeptos europeus e chegou a Portugal para representar o SL Benfica, na altura orientado por Jorge Jesus. O médio brasileiro, capaz de ocupar todas as posições no miolo do terreno, começou bem a sua primeira experiência na Europa, conquistando os adeptos benfiquistas com golos (20 golos em duas épocas ao serviço dos encarnados).

No entanto, alguns problemas com o técnico e com a própria direção do clube da luz custaram a Talisca a oportunidade de ser opção para qualquer técnico que comandasse o Benfica. Desde 2016 que Anderson Talisca tem sido emprestado, mas diga-se que ser um jogador emprestado tem sido a melhor solução para o médio brasileiro.

Talisca tem sido um verdadeiro matador na Super Liga Chinesa
Fonte: Guangzhou Evergrande FC

Primeiro foi o Besiktas JK, em 2016/17 e 2017/18. Na Turquia, Talisca fez 37 golos e foi uma das estrelas da equipa de Istambul. Na primeira época, o brasileiro venceu a Liga Turca e chegou a defrontar o Benfica para a Liga dos Campeões, num jogo polémico depois de marcar à sua equipa e festejar efusivamente no Estádio da Luz.

Depois, o Guangzhou Evergrande FC, da China. Esta temporada, o médio brasileiro voltou a ser emprestado, mas desta vez para o continente asiático. Talisca juntou-se a Paulinho, ex-Barcelona, na China e tem feito uma das melhores épocas da sua carreira, se não a melhor. Em 12 jogos, o canarinho já faturou por dez vezes, isto para não falar que todo o jogo do clube chinês passa pelos “pezinhos” de Anderson Talisca, o verdadeiro guerreiro do Guangzhou.

Num futebol mais ofensivo, sem grandes noções táticas e com pouca eficácia defensiva, Talisca encaixa-se perfeitamente na Superliga Chinesa. A sua capacidade técnica juntamente com a polivalência e experiência tática permitem-lhe (à semelhança de Paulinho) destacar-se dos restantes colegas de equipa e dos restantes “craques” do futebol chinês.

Com apenas 24 anos, Anderson Talisca pode voltar a ser mais valorizado na Europa, como já o foi há dois anos. Agora resta saber se o clube português está disposto a pôr de lado as divergências e contar com o brasileiro no seu plantel ou se pretende vendê-lo por um valor algo considerável. Uma coisa é certa: se Anderson Talisca mantiver este nível exibicional, conjugado com golos, seja na China ou em Portugal, o futuro será bastante risonho para o craque brasileiro.

 

 

Foto de Capa: Guangzhou Evergrande FC

Olheiro BnR – Diogo Gago

De um início de carreira nos kartings e agora com 27 anos, o piloto natural de São Brás de Alportel, Diogo Gago já tem um percurso imenso. A disciplina de ralis é onde se destaca atualmente.

Tudo começou em 2010 no Rali de Barcelos. Diogo, juntamente com Jorge “Jet” Carvalho tripularam um Seat Marbella GL. O duo acabou por não terminar o rali devido a uma falha no motor do pequeno carro, mas durante os próximos dois anos o pequeno Seat iria acabar muitos ralis, dando a experiência necessária ao jovem piloto. Após esta experiência veio a marca que continua a pautar a participação do algarvio nos ralis. 

Em 2011 tem a sua primeira experiência com o Peugeot 206 Gti, carro que usa para correr a Categoria 1 do Open Portugal de Ralis, sendo que em 2012, aos comandos deste mesmo carro, conquista o Desafio Modelstand e a Categoria 1 do Open Portugal de Ralis, sendo o melhor entre os carros de duas rodas motrizes.

Em 2013 veio o salto internacional. De Portugal para França, Diogo Gago estreia-se na Volant Cup, ou seja, a Peugeot 208 Rally Cup, que utiliza o carro Peugeot 208 R2. O seu primeiro pódio nesta competição acabou por vir no fim da época no Rali Condroz. Juntamente com o programa francês, Diogo corria também no campeonato nacional de duas rodas motrizes, com o mesmo carro.

Diogo Gago numa das suas incruções no Europeu de Ralis
Fonte: FIA ERC

Em 2014 veio a cereja no topo do bolo, por enquanto. Gago sagra-se campeão da Peugeot 208 Rally Cup, mesmo sem ganhar nenhuma prova. De salientar que o piloto português ficou à frente de nomes com Chris Ingram, que este fim-de-semana se estreia no WRC2 com um Skda Fabia R5, ou de Shéphane Lefebvre, que corre com a Citroen C3 R5 da equipa oficial no WRC2 ou Eric Camilli, antigo piloto da M-Sport no WRC. 

O arranque desastroso dos Hammers

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Todos os anos há equipas que captam a atenção dos adeptos de futebol pelos movimentos de mercado que fazem. Uma das equipas mais ativas neste mercado de Verão e que me chamou particularmente à atenção foi o West Ham United FC, contratando jogadores de qualidade e com capacidade para entrar diretamente no onze.

Nomes como Andriy Yarmolenko, Felipe Anderson, Jack Wilshere, Lucas Perez, Issa Diop, Fabian Balbuena ou Lukas Fabianski passaram a fazer parte dos cânticos dos adeptos dos Hammers, que esperavam uma época bastante mais tranquila que a anterior. No entanto, decorridas quatro jornadas da Premier League, o West Ham transporta a lanterna vermelha desde início, com apenas dois golos marcados e 15 sofridos. E se as duas derrotas fora de portas foram contra candidatos ao título (Liverpool FC e Arsenal FC), o mesmo já não se pode dizer dos desaires caseiros frente a AFC Bournemouth e Wolverhampton Wanderers FC. Aliás, desde que os Hammers se mudaram de Boleyn Ground para o Estádio Olímpico de Londres, têm sentido muita dificuldade em alcançar vitórias no seu reduto, mas não é algo que preocupe o seu técnico: “Não vejo nenhuma razão para este estádio ser difícil para nós. Tem boas dimensões, excelente relvado e um ambiente incrível. O estádio não é uma desculpa”.

Ficou evidente nestes primeiros jogos a dificuldade da equipa nas transições defensivas. A instabilidade na dupla de centrais e no duo de médios defensivos também não abona a seu favor. Além disso, há muitos jogadores longe do que podem render como Antonio, Snodgrass ou Carlos Sanchez.

O «fator casa» tem tido efeito inverso no West Ham United
Fonte: West Ham United FC

É certo que todos estes jogadores precisam de tempo para se adaptar às ideias de Manuel Pellegrini, mas os adeptos exigem resultados. O técnico disse, em antevisão ao jogo deste domingo, que não sente pressão adicional pelos maus resultados: “Já estive nesta posição. Quando comecei com o Villarreal CF, tínhamos apenas três pontos à quinta jornada e no final acabamos em terceiro. Depois, com o Málaga CF, quando comecei a equipa estava na zona de despromoção. Perdemos cinco ou seis jogos seguidos, mas mantivemos a nossa ideia. Estávamos a melhorar todos os dias, pouco a pouco, até os resultados aparecerem. Estou mais confiante que nunca”.

Se as coisas já não estão famosas agora, pior ficarão se o clube averbar a quinta derrota em outros tantos jogos. O jogo frente ao Everton FC estará, assim, carregado de emoção e poderá ser decisivo para a época dos londrinos.

 

Foto de Capa: West Ham United FC

 

 

Os 5 melhores golos de “El Avioncito” de leão ao peito

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Fredy Montero, um jogador colombiano especial para os/as sportinguistas, já vai na sua segunda passagem por Alvalade. Na primeira experiência de leão ao peito, temporadas 2013/2014 e 2014/2015, teve um papel preponderante na equipa leonina com 16 e 15 golos apontados respetivamente, ajudando a conquistar uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira.

Depois de uma passagem pela China e pelo Canadá, o atacante regressa ao clube verde e branco no mercado de Inverno da temporada 2017/2018 para reforçar o plantel às ordens de Jorge Jesus, pelas mãos de Bruno de Carvalho – um admirador assumido do colombiano. Completamente tapado por Bas Dost para ocupar a posição mais adiantada no relvado, Montero marcou cinco golos nas 21 partidas efetuadas.

Dotado de uma qualidade técnica e mobilidade superior à média dos pontas de lança, é um jogador que procura terrenos mais recuados para pôr em campo a sua qualidade e ajudar a equipa na fase de construção ofensiva, protegendo-se também pelo facto de não ser um jogador (de área) com a estatura desejada para jogar entre os centrais adversários.

Tal como avançou o próprio jogador, na presente temporada fará a sua despedida com a listada verde e branca, abandonando assim o campeonato português. Veremos como será a sua despedida!

No seu cardápio de golos com a listada verde e branca, com golos para todos os gostos (pé esquerdo, pé direito, curta distância, longa distância, acrobáticos e de cabeça) são cinco os que considero obras de arte do colombiano. Estão convidados a (re)ver connosco!

5.

Sporting CP 2–0 Viktoria Plzen (08/03/2018) – Na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa, os leões receberam em Alvalade os checos do Viktoria Plzen. Num jogo em que o principal protagonista foi o colombiano com dois bons golos, no entanto destaco o golo do bis porque o primeiro é idêntico aos apresentados posteriormente.

Numa jogada individual e com a pressão de dois adversários, o “matador” da partida com a sua qualidade técnica fez “gato sapato” dos adversários, puxou a bola para o seu “pior” pé (o esquerdo) e remata colocadíssimo junto ao poste direito da baliza dos checos.

Bela forma de iniciar os melhores golos de “El Avioncito”.

SC Braga 2-1 CD Tondela: O Fábio resolve

A Taça da Liga Portuguesa 2018/19 arrancou este fim-de-semana também na Pedreira, com os Guerreiros do Minho a receber o Tondela. Com a final four a ser disputada na sua casa, o Braga não queria repetir o falhanço da época transata, em que ficou de fora na fase de grupos muito por culpa própria, e apostou numa equipa muito semelhante à habitual para os jogos da Liga, com a grande novidade a ser o regresso de Marafona, depois de mais de um ano parado. Do outro lado, receita semelhante e um Tondela também muito perto do seu melhor onze.

Podia dizer-se que a partida começou equilibrada, mas na verdade estava era monótona e sem grande interesse, com trocas de bola a baixa intensidade. No meio de tudo isso, um contra-ataque tondelense colocou a bola na ala direita do ataque visitante e Marafona e os centrais hesitaram, ficando parados a assistir a bola sobrevoar a área e parar aos pés de Xavir que inaugurou assim o marcador.

No entanto, o golo não mudou de imediato o figurino do jogo e só por volta dos 20 minutos de jogo é que os bracarenses começaram a criar perigo. Um remate à figura aos 27 minutos por Dyego Sousa e um cabeceamento completamente ao lado numa jogada de baliza aberta foram os lances de maior perigo, de um Braga que passou a dominar, mas continuou a falhar muito no momento da decisão. O Tondela ainda ameaçou em contra-ataque aos 42’, mas Bruno Viana parou o adversário em falta e pode dar-se por contente por ver apenas o amarelo. 

O cenário ao intervalo era complicado para os da casa
Fonte: SC Braga

Apesar da noite não estar a correr de feição, o público arsenalista fez na mesma a festa ao intervalo. É que, uma semana após derrotarem o Sporting CP nas grandes penalidades, as vencedoras da Supertaça de Futebol Feminino passearam pelo Relvado do Estádio Municipal de Braga com a mais recente Taça a chegar ao Minho.

Na reentrada, o Tondela até pareceu melhor e só não aumentou a vantagem devido a uma grande intervenção da defesa da casa, depois de mais uma má saída de Marafona. No entanto, aos 55 minutos, num lance que deixa muitas dúvidas, o árbitro apita para a marca da grande penalidade e Dyego Sousa concretiza para empatar o jogo.

O mesmo Dyego colocaria de novo a bola na rede adversária, mas desta vez estava em fora-de-jogo. Nesta fase, já em campo estava Fábio Martins, que dava um novo vigor ao ataque bracarense. Os da casa iam aproximando-se do golo da vantagem, primeiro com uma bola no posto, depois com um incrível falhanço após erro de Pedro Silva. Aos 77 minutos, finalmente chegaria a reviravolta, por intermédio de Fábio Martins.

A partir daí, o jogo manteve-se algo caótico, com ambas as equipas algo desorganizadas, mas o único momento de interesse foi a expulsão de Jorge Fernandes, que viu o segundo amarelo numa jogada inofensiva a meio do campo. Assim, o Braga passou por momentos difíceis, mas sai na frente e mantém intactas as ambições para esta prova. E se o jogo pode ter causado emoções fortes, o SC Braga decidiu olhar pela saúde dos seus adeptos e, no contexto de mais uma das suas ações de responsabilidade social, no final do encontro ofereceu a cada adepto uma maçã (vermelha, pois claro).

SC Braga: Marafona; Sequeira, Pablo, Bruno Viana, Goiano; Ricardo Horta (Fábio Martins 63’), Novais, Palhinha (Claudemir 63’), Esgaio; Wilson Eduardo (Fransérgio 82’), Dyego Sousa

CD Tondela: Pedro Silva, Joãozinho, Jorge Fernandes, Ricardo Costa, David; Tavares, Peña (Mendes 72’), Monteiro; Murillo (Delgado 65’), Tomané, Xavier (Pité 79’)