No nosso campeonato, existem muitos jogadores com talento, que mostram o seu valor dentro das quatro linhas. Mas por um ou por outro motivo, alguns desses jogadores são subvalorizados, não tendo a visibilidade que merecem, acabando por ser meio-ignorados pela sociedade futebolística.
No Brasil, a expressão “pouca mídia e muito futebol” é aplicada a jogadores que têm muita qualidade, mas que não têm o devido reconhecimento, seja por parte dos adeptos, da imprensa, ou até mesmo de dirigentes, treinadores e selecionadores nacionais. Ao já ter visto vários vídeos sobre jogadores com esse rótulo, tive a ideia de fazer um onze de jogadores pouco reconhecidos do nosso campeonato.
Com o fim de mais um entusiasmante e imprevisível mercado de transferências, chegaram à Luz um total de 10 reforços para todas as posições da equipa de Rui Vitória.
Esta semana, é a altura ideal para fazer um primeiro balanço da prestação das caras novas do SL Benfica e uma previsão do que poderão ser os próximos tempos. Foram tidos em conta critérios como o número de jogos realizados, a prestação nos mesmos, a contribuição para a posição em si e a principal necessidade a colmatar.
Tendo isto em conta, quem é o melhor reforço dos encarnados até ao momento? E o pior ou menos apetecível? Quem será a grande revelação e a desilusão do plantel?
Quando escrevo esta segunda parte, entramos na paragem para os compromissos das seleções. E surge a questão, a “roda” que Sarri inventou e trouxe de Itália, como se têm comportado?
É verdade. Estão a deixar o “monstro” crescer, ganhar forma, e todos sabemos que: “os monstros se combatem no início “. A quantidade de jogadores que já entende o que Sarri pretende é cada vez maior e o Italiano começa a ter menos dificuldades, para estabelecer o seu onze base.
1. Kanté
É impossível não jogar ao “quem é quem”, nas comparações entre este Chelsea FC e o SSC Nápoles dos últimos anos. Uma das respostas mais imediatos de dar é que “Kanté é Allan”. E é, o papel acaba por ser o mesmo, mas Kanté não é apenas um médio tenaz, com uma capacidade invulgar de recuperar bolas, que faz deles um dos melhores do mundo. Não é “só” isso, como se fosse pouco.
Ofensivamente, é um jogador extremamente dinâmico, com uma incrível facilidade de jogar ao primeiro toque, que lhe permite jogar em espaços curtos, onde a pressão dos adversários é enorme. Infelizmente, essa capacidade técnica é muito pouco reconhecida ao francês.
Fonte: Premier League
Esse dinamismo, invulgar, permite ao Chelsea ter uma alternativa a Jorginho para sair a jogar desde a sua área, e muito difícil de contrariar, ainda para mais quando o adversário está preocupado em evitar que o Chelsea o faça através do ítalo-brasileiro. A bola chega ao central, que procura o passe para o extremo que baixa para “apenas” dar no apoio frontal de Kanté, que já vêm em aceleração desde trás e recebe a bola de frente para a baliza adversária e com imenso espaço para acelerar. Ah, e a imagem que apresento em seguida, está na velocidade normal, não está acelerada.
Fonte: Premier League
Parem com a conversa que “o Jorginho tirou o lugar ao Kanté”
Defendo que o campeão do Mundo, não “perdeu o lugar” para Jorginho. Kanté nunca foi o vértice mais recuado do meio campo. Aliás, vou corrigir, o melhor Kanté, nunca foi o vértice mais recuado do meio campo.
Não o era no histórico Leicester City FC, tinha Drinkwater ligeiramente por trás, e principalmente não o era no melhor Chelsea de Conte, era Matic. Já na última época de António Conte, por jogar ao lado de Fàbregas, obrigou-o a ser muitas o mais recuado dos médios.
Quando digo que Kanté têm uma “capacidade invulgar de recuperar bolas que faz deles um dos melhores do mundo “, não é pela capacidade em dar coberturas ou de abrandar os ataques dos adversários, mas por aproveitar esse trabalho realizado pelos colegas, para vir desde trás, e sem o adversário ter tempo de reagir, roubar a bola.
Fonte: Premier League
2. Jorginho, Kanté e mais?
Ross “será esta época? “Barkley
Obviamente que se continuarmos a jogar “Quem é quem?” damos por nós a ter de atribuir o papel de Hamsik a alguém, mas é uma missão bastante mais complicada que a de atribuir o papel de Allan.
A primeira aposta de Sarri, talvez por só ter contado mais tarde com Mateo Kovacic, recaiu em Ross Barkley. Um dos maiores talentos ingleses dos últimos anos, que têm aqui uma grande oportunidade de renascer e de ser o “velho Ross”, dos Domingos em Goodison Park.
Sarri pretende que o jogador que jogue nesta posição tenha, não só a capacidade de se aproximar do lateral e do extremo, para combinações curtas, mas de se infiltrar nos espaços entre os jogadores adversários, colocando-os em dúvida sobre que adversário seguir.
A evolução de Ross Barkley, em especial no timing destes movimentos, é o aspeto mais importante a salientar. O inglês temporiza e espera pelo momento em que os médios do Arsenal FC estão focados na bola, para iniciar o seu movimento.
Fonte: Premier League
Kovacic
Mateo Kovacic é um motor. A nível ofensivo, a sua capacidade de condução e a forma como avança em direção à baliza contrária, eliminando linhas adversárias é especial. Verticalidade pura, consegue com facilidade levar a bola da sua área à adversária tornando impossível aos adversários se organizarem a tempo, para responder a esta invasão.
Essa agressividade em atacar os espaços e as linhas adversárias é o que Sarri procura, mas é a sua capacidade de recuperação defensiva que o faz estar um passo à frente de Ross Barkley. A agressividade do Croata é preponderante na pressão, em especial para a forma como Sarri pretende pressionar alto. Recupera a bola e não se limita em entregar no companheiro, tem a capacidade física de avançar imediatamente em direção à baliza e de agredir o adversário.
Sarri, já era um apreciador do croata quando ele surgiu em Itália e vai aproveitar ao máximo a capacidade do ex-Real Madrid CF em ultrapassar as linhas adversárias, chamar adversários e criar espaços para os colegas. Imagine-se, se Hazard sem espaço é o que é, com espaço…
Fonte: Bleacher Report
Loftus-Cheek
Uma época como a que o Chelsea FC vai enfrentar, não se faz apenas com três ou quatro jogadores para o meio campo. Loftus-Cheek é um nome importante para integrar essa rotação. A nível físico, é o médio mais forte do plantel com uma qualidade técnica muito boa, para um jogador da sua estatura e constituição física, mas precisa de evoluir a nível tático.
Para fazer “parte da roda” é indispensável ser evoluído também taticamente e estou curioso para saber como o médio inglês vai responder quando for chamado a jogar na Liga Europa e/ou na Taça da Liga.
Também Fàbregas, que está lesionado, é um nome que suscita muita especulação. Como vai Sarri aproveitar a escola de Barcelona, do médio espanhol?
Na última parte, proponho falar da forma como os outros dois setores da equipa (Defesa e ataque) se articulam com este meio campo e qual é o calcanhar de Aquiles, deste “monstro”.
Ousmane Dembélé é um avançado formado no Rennes, que após uma passagem de sucesso pelo Borussia Dortmund, chegou ao Barcelona, contabilizando na época passada 24 jogos, tendo disputado ainda a supertaça alemã. Porém, marcou apenas quatro golos, o que pode justificar-se pelo facto de ter estado lesionado e ter demorado a afirmar-se em Barcelona.
É incontestável a elevada qualidade e potencial do jovem francês e o próprio encarregou-se de deixar isso bem patente com o excelente arranque de época que teve. Logo no jogo inaugural dos blaugrana, na Supertaça espanhola, Dembélé mostrou-se decisivo: além de uma partida em que se mostrou bastante interventivo e sem receios de “pegar na bola e decidir”, protagonizou aos 72 minutos um belo momento de futebol ao marcar através de um remate potentíssimo, fixando o 2-1 final.
Mesmo não tendo estado em especial evidência na primeira jornada da Liga Espanhola, voltou a dar nas vistas na semana seguinte na difícil vitória do Barcelona no terreno do Valladolid. Num jogo que não se adivinhava tão difícil como foi, Dembélé foi o autor do “rasgo individual” que teria de acontecer para desbloquear a igualdade favoravel ao conjunto blaugrana. Desta feita com um remate cruzado, o pé direito do francês foi novamente significado de golo e tornou a ser a salvação do Barcelona.
Dembéle em ação na Supertaça Espanhola Fonte: FC Barcelona
À data deste artigo, o último encontro disputado pelo Barcelona terminou com uma goleada das antigas diante da equipa do Huesca, com um resultado a fazer lembrar um encontro de hóquei patins, 8-2, e, apesar de não ter concretizado qualquer golo ou assistências, esteve envolvido em alguns golos e por diversas ocasiões foi responsável por dar profundidade ao jogo ofensivo da equipa catalã, furando as linhas defensivas adversárias.
É certo que com os seus 21 anos é ainda de tenra idade, mas já deu várias provas de qualidade e o seu estilo atrativo faz o público delirar com a velocidade e atributos técnicos que incute no jogo. O início foi prometedor e há uma questão que se impõem: Será sol de pouca dura ou Dembélé vai mesmo atingir o topo do futebol mundial?
Foto de Capa: FC Barcelona
Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto
Conhecida pelo mundo todo por conta do desastre aéreo que deixou 71 vítimas na Colômbia em 2016, a Associação Chapecoense de Futebol se reconstruiu, se reinventou e se superou, mas atualmente vive um momento extremamente conturbado, tanto por conta das atuações pífias no Campeonato Brasileiro quanto pela pressão política vivida pelo Clube.
A equipe, embora com um jogo a menos, encontra-se na 18.ª posição no Campeonato, na zona de rebaixamento, com o 5.º pior ataque e a 4.ª pior defesa da competição. Foram 21 gols marcados contra 31 sofridos. A derrota em casa por 2 a 1 para o Palmeiras no último domingo (02) escancarou a fragilidade técnica presente no time da Chape, que acertou apenas três chutes ao gol em pouco mais de 95 minutos de jogo.
Mas não é somente em Campo que a Chapecoense vai mal, internamente o clube também passa por problemas sérios. O último reflexo disso foi o misterioso afastamento de um dos principais jogadores do grupo, o atacante Wellington Paulista. Questionado sobre o caso em diversas entrevistas, o treinador Guto Ferreira não explicitou o motivo da decisão.
Jogadores da Chape se reúnem durante o treino na Arena Condá Fonte: Associação Chapecoense de Futebol
Como se já não bastassem os péssimos resultados no campeonato brasileiro e os problemas internos no clube, a torcida da Chape, conhecida por sua identificação quase incondicional pelo time, parece que perdeu a paciência com os jogadores. Durante o último jogo contra o Palmeiras muitas organizadas viraram de cabeça para baixo as faixas de incentivo ao time em forma de protesto. Alguns jogadores como o meia Marcio Araújo chegaram a ser vaiados em alguns momentos da partida. O número de torcedores no estádio também caiu. No último domingo o time de Santa Catarina teve o seu pior público no Campeonato Brasileiro, com apenas 4.546 pagantes.
Os próximos dois jogos da Chape na competição – fora de casa – serão fundamentais para a recuperação ou permanência na zona de rebaixamento. Os da próxima quarta-feira (05) a equipe visitará o Paraná, rival direto nas últimas colocações. No Sábado (08) a Chape jogará contra o Flamengo no Rio de Janeiro.
Em situação difícil, a Chapecoense precisará reagir se quiser permanecer na série A do Campeonato Brasileiro. Os setores ofensivos e defensivos do time precisam de ajustes urgente e os jogadores têm que suprir com raça o que lhes falta em técnica. Somente assim o time poderá fazer as pazes com a torcida e sonhar em permanecer na elite do futebol brasileiro.
Após 100 anos, o Brasil terá outro jogador não nascido no país a defender a seleção brasileira. O meia do Manchester United, Andreas Pereira nasceu na Bélgica, mas cresceu na Holanda e vive há 7 anos na Inglaterra. Filho de pais brasileiros, o jogador chegou a defender as seleções de base da Bélgica, mas nunca escondeu que se tivesse oportunidade de defender a seleção brasileira não iria desperdiçar a chance.
Andreas Pereira nasceu na Europa pois o seu pai, Marcos Pereira, que também era jogador, atuava na Bélgica na época do seu nascimento. A decisão de atuar pelo Brasil foi fácil para o jogador. O brasileiro nunca se sentiu belga e alega ser visto como um estrangeiro no país e ama as coisas brasileiras, como as músicas e as comidas. O jogador teve que enviar uma carta à FIFA para declarar a sua intenção de defender o Brasil, uma vez que já havia atuado pelas seleções de base da Bélgica.
A seleção brasileira já teve três jogadores que não nasceram no país. São eles:
– Sidney Pullen: Atacante que nasceu na Inglaterra, mas a sua mãe era brasileira. Defendeu o Brasil no Campeonato Sul-Americano em 1916;
– Casemiro do Amaral: Goleiro que nasceu em Portugal e atuou pelo Brasil em 1916 e 1917;
– Francisco Police: Atacante que nasceu na Itália e disputou um amistoso contra o extinto Dublin-URU, em 1918.
A primeira convocação de Andreas Pereira para a seleção brasileira principal ocorreu na semana passada. O meia foi convocado por Tite para os amistosos do Brasil contra os Estados Unidos e El Salvador. Muitos veem nessa convocação uma tentativa de “prender” o atleta na seleção brasileira e assim diminuir as chances de o jogador voltar a defender a seleção belga.
Andreas Pereira disputou a Copa do Mundo sub-20 pelo Brasil Fonte: CBF
Vale ressalvar que, mesmo que entre em campo nos amigáveis, o atleta ainda poderá atuar, se for da sua vontade, pela Bélgica. Pois os jogos não são numa competição oficial e sim amigáveis. O avançado Diego Costa, por exemplo, chegou a defender o Brasil num amigável, mas posteriormente decidiu defender a seleção espanhola.
Andreas Pereira é um ótimo médio e tem tudo para vingar, tanto no Manchester United como na seleção. O atleta também atuar como atacante. O jogador que estava emprestado para o futebol espanhol nas duas últimas temporadas, empréstimo para o Granada e Valência, foi bastante elogiado pelas as suas atuações.
As suas aparições em campo foram tão boas que o treinador do Manchester United, José Mourinho, fez questão de aproveita-lo nessa época. Andreas sabe explorar a velocidade que possui junto com a sua habilidade e gosta do 1 contra 1. Nesse início de temporada tem ganhado algum espaço na equipe inglesa e aos poucos está sendo utilizado pelo treinador português. Seu contrato com o Manchester expira em junho de 2019 e uma renovação já é discutida.
Foto de Capa: Manchester United FC
Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto
O Girabola’18 chegou ao fim! A última jornada jogou-se entre os dias 29 de agosto a 2 de setembro, e o principal motivo de interesse era saber quem iria levantar o troféu de campeão, uma vez que Domant e 1.º de Maio já tinham confirmado a descida de divisão na ronda anterior.
E o 1.º de Agosto é novamente campeão! Pela terceira ano consecutivo, os “Militares” voltam a terminar o Girabola no topo da classificação. Na última partida, os comandados de Zoran Maki venceram o Casa Militar por 1-0, graças ao golo apontado por Jacques, ainda no primeiro tempo. O triunfo pela margem mínima permitiu ao D’Agosto celebrar a conquista do seu décimo segundo título do principal campeonato angolano, e repete assim um feito que já não alcançava desde 1981, quando também foi tricampeão.
O D’Agosto é novamente o campeão angolano de futebol Fonte: 1.º de Agosto
O Petro de Luanda ainda entrou para esta jornada com a “esperança” de chegar ao título, mas o Sagrada tratou de acabar com essa mesma ilusão tricolor, ao arrancar um empate a uma bola fora de portas – os marcadores dos golos foram Tony (Petro) e Cash (Sagrada Esperança). Assim, o conjunto petrolífero termina a época em segundo e com um amargo de boca por não perder festejar a conquista do Girabola, ao passo que a equipa do Dundo acaba a prova na primeira metade da tabela classificativa, com 35 pontos conquistados.
O Interclube, que foi a maior surpresa da edição deste ano (chegou a ocupar o primeiro lugar do campeonato no final da primeira volta inclusive), despediu-se de forma inglória do Girabola. Na ida à casa do despromovido Domant, os “Polícias” ainda se adiantaram no marcador por intermédio de Moco, mas um bis de Kabibi foi o quanto baste para os homens de Paulo Torres saírem derrotados. Contudo, o Inter conseguiu conquistar o último lugar do pódio.
O Recreativo do Libolo venceu o seu respetivo compromisso. A jogar perante o seu público, a turma libolense foi maior forte que o seu adversário, Progresso do Sambizanga, e conquistou os três pontos em disputa – vitória por 2-0, com Herve Ndonga e Magrão a serem os autores dos golos. O triunfo fez com que o Libolo conseguisse ultrapassar a Académica do Lobito na classificação, e acabar a prova no quarto lugar.
O Kabuscorp terminou a sua prestação no Girabola com um empate a duas bolas. Na receção à Académica do Lobito, a equipa do bairro do Palanca ainda esteve a perder por 0-2, mas conseguiu chegar à igualdade, graças aos golos de Nelito (de grande penalidade) e Rafa. Assim, o Kabuscorp acabou na nona posição, com 32 pontos conquistados ao longo da prova.
Nos restantes jogos, Sporting de Cabinda e Bravos do Maquis empataram a uma bola e o Recreativo recebeu e bateu o Desportivo da Huíla por 2-0.
E assim se jogou mais uma edição do Girabola! Como já começa a ser costume, foi mais um campeonato repleto de ação, surpresas, muitos golos e, sobretudo, festa por todos os estádios angolanos, em que o 1.º de Agosto reforçou o seu estatuto de “Melhor Equipa de Angola”, ao conquistar o tricampeonato.
Uma última palavra de apreço para o Domant e 1.º de Maio, que descem de divisão, num momento difícil de gerir, mas que se espera que seja um “Até Já” breve e não um “Adeus” em definitivo. Ainda agora terminou, mas já estamos todos desejosos que o Girabola recomece de novo!
Mais uma semana, mais um resumo, o primeiro da nova temporada. Destaque para o início do Campeonato Nacional de Andebol e para a vitória sofrida do Futebol masculino.
Andebol: Os Leões iniciaram o Campeonato Nacional com uma vitória por 23-35 sobre o SC Horta (8-17 ao intervalo). Carlos Ruesga foi o melhor marcador do encontro, com 10 remates certeiros. Esta é assim a primeira vitória dos Bicampeões Nacionais em encontros oficiais, depois da derrota na semana passada perante o SL Benfica (24-29), a contar para a Supertaça. Pelo meio, os comandados de Hugo Canela tiveram um último jogo de cariz particular, sendo os convidados para a apresentação do CF Os Belenenses, jogo esse que terminou com uma vitória verde e branca por 29-40. Na próxima jornada o Sporting CP recebe o ABC, estando a partida agendada para as 17h30 de 9 de Setembro, Domingo, no Pavilhão João Rocha.
Futsal masculino termina pré-época Fonte: Sporting Clube de Portugal
Futebol masculino: Na quarta jornada do campeonato, o Sporting CP recebeu e venceu o CD Feirense por 1-0, com golo de Jovane Cabral. A formação orientada por José Peseiro totaliza assim 10 pontos, o que lhe permite partilhar a liderança com SL Benfica e SC Braga. O próximo jogo será a recepção ao CS Marítimo, a contar para a Taça da Liga.
Futsal masculino: Os Tricampeões Nacionais terminaram a pré-época com mais 2 vitórias, desta feita frente ao Viseu 2001 (8-2) e à AD Fundão (9-3). Com efeito, os comandados de Nuno Dias conquistaram a Taça Cidade de Viseu, com 6 pontos averbados, os mesmos que o rival SL Benfica, contudo os Leões conseguiram um melhor diferencial de golos. Segue-se o início dos jogos oficiais, com o Sporting CP a defrontar o GD Fabril na Supertaça; a partida disputa-se no Sábado, 8 de Setembro, pelas 14h30, no Pavilhão Municipal de Loulé.
O mercado de transferências está encerrado e, uma vez mais, o FC Porto teve uma janela de transferências muito produtiva rentabilizando cerca de 65 milhões de euros com as saídas de Dalot, Ricardo Pereira, Boly, Layún, Gonçalo Paciência e Suk.
Aproveitando o fecho do mercado, deixamos aqui em retrospetiva os cinco jogadores que mais contribuíram para encher os cofres dos dragões nos últimos anos.
Na Amadora há um cantinho cheio de mundo. Esse cantinho nasceu um dia, a 22 de janeiro de 1932, quando um grupo de jovens olhava para as estrelas. Viria a começar a concretização de um sonho: o Clube de Futebol Estrela da Amadora. Esse sonho tornou-se mesmo realidade. Pena é que nem sempre foi assim tão fácil…
Como todos sabem, no universo existem buracos negros. O Estrela foi mesmo sugado por um, no final da temporada 2008/2009. O clube foi despromovido por dívidas insustentáveis e, em maio do ano seguinte, viria mesmo a realizar o seu último jogo de futebol sénior, onde perdeu em casa com o Real Massamá.
Outrora apagado na magia do futebol, chega agora a ganhar um novo rumo: Clube Desportivo Estrela. E o sonho nasceu novamente. A estrela vai mesmo voltar a brilhar!
É verdade. O mítico Estrela da Amadora vai mesmo ganhar uma nova vida nos relvados. Depois de ter sido extinguido em 2010 do futebol sénior, hoje com outro nome, o Estrela vai voltar a encher o coração dos seus adeptos dentro das quatro linhas. E, quem sabe, continuar a fazer história!
Paulo Bento, Paulo Ferreira, Jorge Andrade, Abel Xavier, Dimas, Calado, Manuel Fernandes, José Mourinho, Jorge Jesus, Toni e até Fernando Santos. Um clube que deu tantos nomes ao mundo, ou pelo menos lançou-os para a ribalta de certa forma, nunca poderia ser apagado da história do futebol português.
O Futebol sénior vai voltar ao Estádio José Gomes quase dez anos depois Fonte: Clube Desportivo Estrela
Este clube devia mesmo ser exemplo para muitos. Um exemplo de superação e vontade. Um clube que era de bairro e que passou a ser, em muito pouco tempo, um clube a nível nacional. Uma instituição onde o ambiente de querer vencer e o amor à camisola (coisa rara hoje em dia) perduravam e que, de certa forma, fazia acreditar que era possível derrubar qualquer obstáculo. Prova disso mesmo foi a conquista da Taça de Portugal em 1989/1990. Ou até mesmo este renascer das cinzas que, para muitos, parecia impossível.
O Estrela é a prova viva de que, desde que haja um adepto a torcer por um clube, nem que seja no mais recôndito local, esse clube não acaba. A paixão move montanhas e os tricolores são a prova disso mesmo. O brilho nos olhos de quem fala e sente mesmo o Estrela não mente. É o orgulho no clube da terra que existe tão pouco em Portugal… Como disse há pouco, um exemplo para muitos!
Esperemos que a Estrela brilhe mesmo e que chegue a alcançar a ribalta de outrora. Já não era sem tempo!