A Diamond League regressa já este sábado, naquela que será a última oportunidade para alguns atletas conseguirem a qualificação para as finais, uma vez que este será o último meeting antes das mesmas!
Como habitual em meetings por terras de Sua Majestade, o contingente britânico é bastante grande, embora grande parte da elite mundial esteja também presente naquela que é considerada a capital do Atletismo britânico. De seguida, iremos destacar as principais provas a seguir com atenção (mais uma vez, 5 no feminino e 5 no masculino) de uma reunião que contará com a presença da portuguesa Marta Pen nos 1500 metros!
Finalmente! Começou a Premier League e há muitos novos treinadores a querer mostrar as capacidades que demonstraram no passado. Um deles é Maurizio Sarri que nos últimos três anos demonstrou qualidades táticas invulgares ao comando do Nápoles. Apesar de não ter conquistado qualquer título, o italiano chamou a atenção da direção do Chelsea. Arrivederci Antonio Conte, ciao Sarri! Em dois jogos disputados pelos ‘blues’, vemos que há coisas a mudar.
Nesta troca de transalpinos no banco de Stanford Bridge, o técnico de 59 anos viu o clube ceder alguns jogadores. O primeiro é Thibaut Courtois. O belga rumou ao Real Madrid e demonstrou ser um guardião que pode valer muitos pontos ao longo de uma temporada. Para colmatar essa saída, veio Kepa Arrizabalaga, do Atlético Bilbau, pela verba surpreendente de 80 milhões de euros, a mais alta de sempre por um guarda-redes. Quem também disse adeus ao Chelsea foram o defesa Kurt Zouma, o médio Tiemoué Bakayoko e, novamente, Michy Bastshuayi. Para reforçar os londrinos perante estas saídas, Sarri trouxe de Nápoles o médio brasileiro Jorginho e teve ainda direito a receber Kovacic, do Real Madrid, mas ainda não integrado na equipa.
Cumpridos 120 minutos ao serviço do Chelsea, notamos logo à primeira vista que Sarri – apesar das influências italianas – acabou com o sistema de 3 defesas e retomou ao esquema 4-3-3. Apesar da primeira opção oferecer uma velocidade e verticalidade fora do normal, este treinador italiano revê-se na ideia de que com posse de bola em rápida progressão consegue chegar aos desejados golos. Em vários momentos de jogo, especialmente no último frente ao Huddersfield, o Chelsea consegue construir uma jogada a partir da sua área a trocar bola mesmo que tenha os seus jogadores a serem pressionados posicionalmente pelo adversário. O mais interessante é que este ‘Sarrismo’ (ou ‘Sarriball’, como andam a dizer os ingleses) obriga a que muitos jogadores estejam mais próximos do ângulo do esférico, dando opções de passe a todos os colegas. Algumas entregas de bola são a dois toques (receção e passe) e outras são até a um toque, onde podemos ver várias triangulações que dão espaço aos atacantes
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Basta ver como o Chelsea quase chegou ao segundo golo contra o Huddersfield em jogo que terminou 0-3 a favor dos londrinos. Marcos Alonso fica praticamente isolado dentro da área do adversário, mas sofre falta e é marcada grande penalidade.
Com bola, todos são capazes para Sarri. Já sem ela, é onde tem entrado Jorginho. O médio brasileiro de facto tem o dedo deste novo treinador. O brasileiro é o jogador que tem definido no relvado os espaços entre as linhas do esquema defensivo e meio campo dos ‘blues’. Num dos amigáveis do Chelsea, Jorginho chama o quarteto defensivo para avançar no terreno, juntando-se um pouco mais ao trio de médios. Quando os oponentes já entravam no meio campo dos ‘blues’, a marcação aos avançados já era mais fácil. Ora, há uma procura maior em estabilizar o papel dos defesas no ataque do Chelsea, especialmente o de David Luiz, que muito gosta de estar em terrenos mais adiantados e de Azpilicueta que era anteriormente um lateral direito de alguma propensão ofensiva.
O papel de Jorginho tem sido notável na implementação das ideias de jogo de Sarri no Chelsea Fonte: Chelsea FC
Fazer o melhor usufruto da posse de bola e procurar espaços em terrenos ofensivos é possível com os recursos humanos já existentes no Chelsea. Bola no solo beneficia N’Golo Kanté no meio campo, Cesc Fàbregas é um jogador reconhecidamente ligado à cultura da posse de bola. Na frente, Pedro Rodríguez tem as mesmas semelhanças e muita técnica, que também não faltam a Willian e Hazard quando for preciso contornar adversários.
Jorginho entra com o pé direito na Premier League. Primeiro jogo, primeiro golo Fonte: Chelsea FC
“Não estou aqui para fazer outro Nápoles, mas sim um bom Chelsea”, disse Sarri após o final do seu jogo de estreia no campeonato inglês. De facto, na Community Shield – a Supertaça de Inglaterra – a ideia não foi bem executada dado à grandeza do adversário que era o Manchester City de Guardiola. No entanto, estará a máquina bem oleada num futuro jogo mais complicado? O próximo é já o Arsenal… Por enquanto, Sarri vai dando mais liberdade ao dia-a-dia dos seus jogadores e ganha um espaço para poder fumar, em vez de mascar cigarros!
Pelo quarto ano consecutivo, o NXT Takeover acontece em Brooklyn e, este ano, promete mais uma noite inesquecível e emocionante, à semelhança dos anteriores eventos especiais do NXT.
Para este Takeover, que tem lugar no sábado, o cartaz é de luxo e arrisco-me a dizer que é o melhor dos últimos anos. Como já é hábito, todos os títulos estão em jogo e, num deles, temos a continuação da rivalidade entre Johnny Gargano e Tommaso Ciampa, que tem marcado o ano de 2018.
Todos os combates marcados são de destaque, numa noite imperdível e que não voltará a desiludir.
“Preparado para este novo desafio. Obrigado ao Sevilha pela confiança”. Foram estas as palavras usadas por André Silva no início de mais uma aventura, agora por terras espanholas. O ex-FC Porto vai representar as cores do Sevilha esta temporada, por empréstimo do AC Milan, tendo o clube andaluz ficado com a opção de compra do jogador.
Olhando para aquilo que foi o percurso do português até aqui, é possível perceber que a afirmação no futebol mundial ainda está por chegar. Apesar dos números agradáveis pelo Porto e pelas seleções de Portugal, o avançado de 22 anos ainda procura a estabilidade necessária para estar entre os melhores na sua posição. Em Milão, sob o comando técnico dos italianos Montella e Gattuso, nunca foi uma escolha regular, o que dificultou (e muito) o seu crescimento.
André Silva chega assim à La Liga após uma época em que marcou 10 golos em 40 jogos (seis deles na Liga Europa), um registo algo escasso, tendo em conta os 38 milhões de euros desembolsados pelo Milan há um ano para o levar da cidade Invicta. Mas não é só de golos que é feito um ponta-de-lança, e é neste aspeto que Silva se destaca dos demais.
Apesar de vir de uma época menos boa, André Silva foi um dos melhores marcadores da Liga Europa (seis golos) Fonte: AC Milan
Uma das principais caraterísticas do internacional português é mesmo a mobilidade que apresenta no terreno. Sendo um jogador relativamente veloz, e com uma excelente condição física, é capaz de cobrir várias zonas do terceiro terço do campo, indo buscar jogo às alas com alguma frequência. É também habitual vermos o avançado incorrer em triangulações com os homens do meio-campo, o que é bastante exemplificativo da sua interação com os restantes colegas de equipa.
No que diz respeito às principais funções de um homem da frente, André Silva trabalha muito bem de costas para a baliza, e é essencialmente um ponta-de-lança oportuno e agressivo, que gosta de fazer a cabeça em água aos defesas adversários.
Em Sevilha, o novo camisola “12” dos hispalenses terá a concorrência de Luis Muriel e Ben Yedder para o lugar da frente de ataque. Tanto o colombiano como o francês parecem partir com alguma vantagem sobre o atacante português, devido a já se encontrarem no clube. No entanto, é crível que André Silva agarre o lugar no onze à mínima chance, pois tem um potencial muito superior ao dos dois concorrentes diretos.
No passado domingo, um dia depois de ser anunciado como reforço dos sevillistas, Silva fez a sua estreia pelo clube, tendo jogado os últimos 30 minutos da Supertaça espanhola (entrou para o lugar de Muriel). O Barcelona acabou por vencer o desafio por 2-1.
A La Liga começa já esta sexta-feira e, mesmo tendo perdido Cristiano Ronaldo para a Serie A, continua a ter vários nomes portugueses que têm tudo para serem protagonistas no país de nuestros hermanos.
Pelo segundo ano consecutivo, a Primeira Liga arrancou com apenas técnicos portugueses ao comando dos 18 clubes participantes. Importa ressalvar que Lito Vidigal, treinador do Vitória FC, tem dupla nacionalidade (angolana-portuguesa). Pode não passar de uma mera curiosidade, mas marca uma mudança de mentalidade de todos os clubes – ou pelo menos assim se espera.
Já lá vão as épocas em que qualquer treinador estrangeiro servia para atacar a manutenção e se viam os técnicos portugueses a ter êxito além fronteiras. Claro está que num campeonato só com treinadores lusos, pelo menos dois não vão ter sucesso e vão descer. No entanto, esse é um preço a pagar, como qualquer outro, pela aposta feita no início da época. Desta forma, é dado o espaço necessário ao surgimento e crescimento de belíssimos treinadores nacionais e acabar com o mito de que José Mourinho é a única cara do sucesso do treino profissional de futebol em Portugal.
Mesmo os clubes grandes parecem seguir esta via e são raros, nos últimos anos, os técnicos estrangeiros nos bancos dos crónicos candidatos ao título. Por exemplo, se nos últimos nove anos o SL Benfica só teve dois treinadores (portugueses), também é verdade que nos nove anteriores teve oito técnicos diferentes e de quatro nacionalidades distintas. Exemplo semelhante é o do SC Braga. Incluindo os minhotos neste lote de equipas mais capazes, observamos a primazia dada ao técnico português; desde 2003 passaram 15 treinadores pelo clube, todos eles portugueses (entre eles Jesualdo Ferreira, Jorge Jesus, Domingos Paciência, Leonardo Jardim, Sérgio Conceição ou Paulo Fonseca).
Luís Castro deixou o GD Chaves e tenta agora devolver épocas seguras, conquistas e lutas europeias ao Vitória SC Fonte: Vitória SC
A aposta em treinadores portugueses não se fica pelos ‘jovens’ à procura de espaço e afirmação, mas passa também pelos mais experientes e conhecedores do nosso campeonato. Luís Castro (53 anos), depois de deixar a equipa ‘B’ do FC Porto, abraçou projetos diferentes, mas interessantes em Vila do Conde e em Chaves. Os resultados foram agradáveis e bastante elogiados, levando-o desta vez à cidade de Guimarães e a um plantel com o qual pode alcançar metas mais ambiciosas.
Também Vítor Oliveira (64 anos), depois de tantos anos na Segunda Liga, e promoção atrás de promoção, acompanhou o recém promovido Portimonense SC e terminou a temporada anterior a meio da tabela. Além destes dois exemplos, são também conhecidos os casos de Jorge Jesus, Manuel Machado ou Manuel Cajuda, técnicos que andaram por muito tempo no principal escalão do futebol português e que, estando ou não noutras paragens, seriam apostas seguras, viáveis ou não, para os objetivos da generalidade das equipas.
Depois do empate a uma bola na Ucrânia, o SC Braga recebia em vantagem o Zorya para tentar colocar-se um passo mais próximo da fase de grupos da Liga Europa. Para isso, apenas duas alterações ao onze que derrotou o Nacional na partida inaugural do Campeonato, as entradas de Wilson e Novais por troca com Eduardo e o lesionado Claudemir.
A partida começou tranquila, mas com os arsenalistas sempre por cima e a criarem, aos seis e aos 15 minutos, as primeiras oportunidades de perigo. Na frente da eliminatória, os da casa foram-se acomodando e foram controlando a partida sem procurarem intensamente o golo. O resultado foi quase se deixarem surpreender em duas jogadas perto da meia hora de jogo, mas a defensiva resolveu.
Apesar dessas ameaças, o jogo voltaria a acalmar e o único ponto de interesse até ao intervalo seria a lesão do central Raul Silva, que teve de ser substituído pelo reforço Pablo. Assim, o jogo chegou à sua metade com o Braga a manter-se na frente da eliminatória, mas longe de reforçar essa posição.
Talvez por isso, o Braga entrou mais decidido na segunda parte e rapidamente se aproximou várias vezes da baliza adversária. Só que o jogo voltaria a abrandar, e os ucranianos a tornarem-se perigosos, com um contra-ataque perigosíssimo aos 59 minutos a só ser parado por uma boa intervenção de Matheus.
O Braga voltou a ter mais de 12 mil nas bancadas, mas ainda não alcançou o objetivo dos 15 mil por jogo Fonte: SC Braga
Tudo pareceria mais fácil para os arsenalistas poucos minutos depois, quando Novais cobrou um livre à entrada da área e inaugurou o marcador e, no mesmo lance, o guarda-redes Luyz Philippe, que estava a ser uma das figuras da partida, se lesionou e foi substituído. O problema foi que os ucranianos apenas precisaram de cinco minutos para apanhar a defesa bracarense descompensada e Ratão fazer a igualdade no jogo e, acima de tudo, na eliminatória.
O Braga não perdeu a tempo a reagir e uma grande saída de Makharidze aos 71 minutos apenas adiou para os 73 o golo que colocaria de novo a equipa da casa na frente. Insistência na área adversária e o inevitável Ricardo Horta a marcar o seu quarto golo da época em apenas três jogos oficiais.
A partir daí, o jogo parecia controlado e Dyego até atirou uma bola ao poste, mas, já dentro dos dez minutos finais, a defesa arsenalista voltou a fraquejar e permitiu a Karavaev aparecer sozinho no coração da área e colocar, pela primeira vez, o Zorya na frente da eliminatória. O Braga foi apanhado de surpresa e não conseguiu reagir de forma organizada e de nada lhe valeu a postura correto do árbitro que não hesitou em amarelar o anti-jogo ucraniano.
Chega assim ao fim a passagem demasiado curta do SC Braga pela Liga Europa. Com este objetivo fora do caminho, aumenta a pressão para que o conjunto arsenalista responda nas provas nacionais. Já o Zorya surpreende e marca encontro com o Red Bull Leipzig do português Bruma no palyoff de acesso à fase de grupos.
Equipa que ganha não mexe! Uma das velhas máximas do desporto, também aplicada ao futebol, poucas vezes se concretiza quando se fala na mudança de época. Uma temporada bem conseguida desperta interesses e nem todos os jogadores influentes chegam depois a transitar. Na versão 2018/2019 do FC Porto, as novidades no onze inicial são, para já duas, mas mais podem estar por vir.
Marcano e Ricardo Pereira foram, na prática, os dois titulares indiscutíveis a rumar a outras paragens. Com Diogo Dalot a deixar também o dragão, Maxi Pereira voltou a agarrar a titularidade no onze e foi o escolhido nos primeiros dois jogos oficiais da equipa. Para fazer dupla com Felipe no centro da defesa, Diogo Leite. Com apenas 19 anos, o central fez formação no FC Porto e serviu, no ano passado, os bês do clube. Estreou-se em jogos oficiais, pela equipa principal, no jogo da Supertaça, frente ao Clube Desportivo das Aves, e foi novamente escolha para Sérgio Conceição no arranque do campeonato, frente ao GD Chaves.
Desde Fernando Couto, em 1988, que o FC Porto não estreava um central tão novo, mas a verdade é que já poucos colocam em causa o seu talento e capacidade para ocupar o lugar. A responsabilidade de substituir Marcano ao lado de Felipe é grande, tendo os dois sido imperiais e contribuído para que os azuis e brancos tivessem a defesa menos batida da liga. No jogo frente aos flavienses, Diogo Leite deu mostras de ter o que é necessário para fazer esquecer o espanhol, tendo-se destacado no jogo aéreo e vencido sete lances pelo ar. Seguro no seu papel, Diogo Leite acabou por não ter uma noite muito ocupada na sua estreia no Dragão, frente a um GD Chaves sem caudal ofensivo e sem capacidade de criar lances dignos de perturbar Casillas.
Diogo Leite faz, a par com Felipe, a dupla de centrais azul e branca Fonte: FC Porto
Já na frente, e apesar dos principais protagonistas da temporada passada continuarem no plantel, uma nova cara tem marcado presença no onze: André Pereira. O período conturbado que se vive com Marega tem mantido o maliano afastado das opções de Sérgio Conceição e, para atuar com Aboubakar na Supertaça, o treinador optou por lançar André Pereira. A lesão de Soares, que entrou no decorrer dessa partida, veio limitar ainda mais as opções para Conceição, que voltou a apostar no jovem avançado português no arranque da liga. E a verdade é que, a André Pereira, só faltou marcar. Se na época passada a lesão de Tiquinho Soares valeu uma oportunidade a Marega, este ano pode ser a vez de André Pereira conseguir afirmar-se no clube, depois de na época passada ter estado emprestado aos sadinos.
Contudo, até fecho do mercado, mais mexidas podem trazer alterações para o dragão. Alex Telles e Brahimi continuam a despertar interesses no estrangeiro e o FC Porto pode não ter argumentos para os conseguir manter na invicta. Os dois voltaram a estar num grande nível este ano, no primeiro jogo do campeonato. Destaque também para Herrera e Sérgio Oliveira na partida com os flavienses, a darem mostras de continuidade ao trabalho conjunto que desenvolveram no ano passado.
O internacional italiano, Stefano Sturaro, é o mais recente reforço do Sporting Clube de Portugal. O médio italiano chega a Alvalade por empréstimo de uma temporada, sem opção de compra, com os leões a investirem dois milhões de euros pela taxa de empréstimo, sendo que tem o seu valor de mercado fixado em sete milhões e meio de euros.
Sturaro será mais uma opção para o meio-campo leonino, proveniente da Juventus, onde perdeu espaço disputando a titularidade com nomes como Pjanic, Emre Can, Khedira, Matuidi, Marchisio e Bentancur. Ainda assim, na última temporada, o novo reforço do Sporting realizou 19 partidas pela equipa de Turim.
O leão, Stefano Sturaro, fez a sua formação no Genova e estreou-se por empréstimo no Modena, na época 2012/2013, onde realizou 20 partidas. Regressou ao Genova para ser um indiscutível titular, onde permaneceu apenas uma época e meia, disputando 31 jogos e marcando um golo. As suas boas exibições valeram a transferência para a Juventus, a troco de 9,6M €, decorria a temporada 2014/15. Ao serviço da Vecchia Signora, Sturaro realizou 90 jogos e marcou 3 golos, conquistando vários títulos – quatro Campeonatos Italianos, quatro Taças de Itália e uma Supertaça. O reforço do Sporting foi ainda internacional pela seleção italiana em quatro ocasiões.
Sturaro pode ser um precioso trunfo para os leões Fonte: Sporting CP
Sturaro, aos 25 anos, procura continuar a jogar com regularidade e conquistar títulos, desta feita de leão ao peito. No entanto, terá de recuperar de uma lesão muscular e por isso deverá regressar aos relvados dentro de dois meses. O mais recente reforço do Sporting é um centro-campista, com qualidade de passe, visão de jogo, capacidade de desarme, forte sentido posicional,com chegada à área adversária e com qualidade na meia-distância. O jovem italiano será assim uma opção muito válida para o meio-campo leonino, sendo taticamente um jogador evoluído.
José Peseiro tem assim mais uma opção para a posição “oito”, com Wendel, Battaglia, Sturaro e ainda Bruno Fernandes, que pode alinhar nessa posição. No sistema que o treinador leonino tem utilizado, em 4-2-3-1, Sutraro poderá vir a fazer dupla no meio-campo com Battaglia. Assim, o treinador espera que o jovem italiano possa recuperar e demonstrar toda a sua qualidade vestindo de leão ao peito.
As expetativas são sempre altas no começo, sobretudo à volta dos “três grandes”. Mas como o nosso campeonato não é só à volta de FC Porto, SL Benfica e Sporting CP, estes também têm oponentes, o foco acaba por cair sobre os seus adversários.
Um dos problemas (pelo menos a mim inquieta-me e entristece-me bastante) é a estrondosa diferença entre os grandes e as restantes equipas (salvaguardando a exceção SC Braga, que faz frente em casa e fora). Essa diferença factual e inegável acentua-se quando os jogos são no Dragão, Luz ou Alvalade.
Nesta primeira jornada, o Sporting CP jogava fora com o Moreirense FC, em Moreira de Cónegos, num dos campos mais pequenos da nossa liga. Já se esperavam dificuldades, que se vieram a confirmar, portanto vamos deixar este jogo de fora da nossa reflexão.
Quanto a SL Benfica e FC Porto jogavam em casa, perante Vitória SC, um dos candidatos à luta pelos primeiros cinco lugares, e frente ao GD de Chaves, uma equipa que esteve muito bem a época passada e que pode terminar entre as primeiras oito posições, respetivamente.
O Vitória SC vinha de uma “chocante” derrota no Dom Afonso Henriques, vergado pelo CD Tondela, mas, com um dos melhores plantéis da liga e aproveitando o facto do SL Benfica estar a meio da sua eliminatória com o Fenerbahçe SK, podia fazer uma gracinha na Luz.
Já o GD de Chaves, tem menos argumentos, mas esperava-se uma equipa atrevida e a procurar deixar a sua marca no Dragão, provocando boas impressões para o futuro.
A verdade é que houve mais do mesmo. Tanto Vitória SC como GD de Chaves foram enormes desilusões e dá a sensação que os grandes continuarão a “passear” na esmagadora maioria dos jogos em casa.
O GD Chaves foi massacrado pelo FC Porto no sábado passado Fonte: FC Porto
Na temporada passada, o FC Porto perdeu apenas dois pontos em casa, o SL Benfica oito (num deles, enorme vitória do CD Tondela) e o Sporting CP seis (fruto de três empates). E alguns destes pontos perdidos foram em confronto direto uns com os outros. Estes dados são preocupantes, se compararmos às outras ligas europeias. Mas mais gritante que o fosso entre os grandes e os restantes, é a qualidade de jogo e do espetáculo em si. Os grandes até podiam ganhar os jogos todos em casa, mas assim tão fácil é desapontante. Não há competitividade, não há emoção. Ou é de goleada ou é um enorme banho de bola, mesmo que não se reflita no placard.
Na Luz, o SL Benfica, mesmo preocupado com o Fenerbahçe SK, dominou a seu bel-prazer ante o Vitória SC, que se encontrou abafado, sem ideias nem argumentos. Jogadores irreverentes como Ola John ou Tyler Boyd não se viram. O meio campo, liderado por André André, não conseguiu ter bola. O SL Benfica construiu uma vitória tranquila na primeira parte, geriu até aos 75 minutos e depois o Vitória SC “disfarçou” com dois golos consecutivos. O 3-2 final mascara um pouco a exibição cinzenta na Luz, mas o sentimento de desilusão por um jogo pouco competitivo e emocionante (tirando os minutos finais), não se desfez.
Mais grave que o Vitória SC, que ainda assim saiu de cabeça erguida da Luz, foi a exibição paupérrima do GD de Chaves de Daniel Ramos no Dragão. Completamente bloqueados e apáticos. Uma equipa completamente sem argumentos perante o poderio do FC Porto. É que nem um livre direto, um pontapé de canto, um contra ataque, um remate de meia distância, aliás nem três passes (!!) consecutivos conseguiram. Foi constrangedora a dificuldade e aflição do GD de Chaves. Foram 5-0, mas podia ser bem para cima de 10. Falhou tudo. Daniel Ramos na flash tentou justificar o insucesso com a monstruosa exibição do FC Porto, mas não dá para justificar tudo, como o próprio admitiu. Os próprios golos dos azuis e brancos evidenciam todas as carências e dificuldades dos jogadores transmontanos.
A questão é: como contrariar estes passeios caseiros dos grandes? O nosso campeonato nunca entrará no top five das ligas europeias, porque não é competitivo o suficiente. Já todos sabemos que é uma questão de receitas, que acaba por criar este fosso, mas são estas as condições que existem, portanto tem de haver uma adaptação. Tem de se conseguir trazer mais espetáculo e incerteza para o futebol português. É aborrecido (menos para os adeptos do próprio clube, naturalmente) ver estes massacres. É aborrecido ver só uma equipa a atacar. É aborrecido, neste caso, ver um GD de Chaves que nem de bola parada criou um lance perigoso. Tem de haver soluções, mas quais?
Real e Atletico Madrid defrontaram-se em Tallin como vencedores da Liga dos Campeões e da Liga Europa, respetivamente, ambicionando vencer mais um dérbi madrileno e, consequentemente, conquistar a Supertaça Europeia. O jogo também despertava interesse por ser o primeiro jogo oficial do Real Madrid desde a saída de Cristiano Ronaldo, o início de uma nova era nos merengues.
A partida começou da melhor maneira, com um golo logo no primeiro minuto. Godin despejou a bola na frente, Diego Costa ganhou de cabeça, passou pelos dois centrais e, quase sem ângulo, disparou para o fundo das redes. Que jogada do hispano-brasileiro!
Os comandados de Simeone encontravam-se a vencer sem muito terem feito por isso e estavam na sua praia perante um Real adormecido. Os blancos só despertaram por volta do quarto de hora e aos 17 minutos quase empatavam o marcador, com Asensio a desviar de calcanhar um cruzamento de Marcelo para uma bela defesa de Oblak.
O empate surgiu aos 27 minutos: Bale cavalgou pela direita e cruzou com conta, peso e medida para Benzema desviar de Oblak para o 1-1. O Real estava melhor nesta fase e foi mais perigoso até ao intervalo, destacando-se duas perdidas de Asensio: na primeira, apanhou o adversário em desequilíbrio, correu meio-campo com a bola e rematou em arco com a bola a rasar o poste. Na segunda, esplendorosamente isolado por Bale, demorou muito tempo no momento de rematar à baliza e foi desarmado por um defesa.
A segunda parte foi bem menos interessante que a primeira, mas mesmo assim emocionante. Já depois de os treinadores mexerem pela primeira vez na equipa, Szymon Marciniak assinalou grande penalidade a favor do Real Madrid por mão na bola de Juanfran. Na conversão, Sergio Ramos não tremeu e consumou a reviravolta.
Quando se pensava que o resultado estaria quase fechado e seria mais um dérbi madrileno a sorrir aos merengues, apareceu a garra dos colchoneros a lançar o jogo para prolongamento: Juanfran ganhou a bola na linha lateral, tocou em Correa que aguentou a pressão dentro da área e assistiu Diego Costa para o bis. Nos dez minutos até ao final do tempo regulamentar, as duas equipas demonstraram mais medo de perder do que vontade de vencer e o jogo chegou mesmo a prolongamento, não sem antes Marcelo falhar, já dentro da área, um remate acrobático no último minuto dos descontos.
A primeira parte do prolongamento foi um autêntico pesadelo para o Real! Aos 98’, Thomas recuperou a bola em zona avançada e serviu Saúl que rematou em vólei para um golo fabuloso. Nova reviravolta e de novo os colchoneros em vantagem!
Saúl marcou um golo de belo efeito que lançou o Atletico para o triunfo Fonte: UEFA
O Atleti não ficaria por aqui e aos 104’ dilatou a vantagem, em mais uma jogada de insistência. Desta vez foi Diego Costa a aguentar a carga, tocou para Vitolo assistir de primeira Koke para um remate seco e colocado, não dando hipóteses a Navas. O 4-2 levava Simeone à loucura e deixava em festa os milhares de adeptos do Atlético que estavam tão perto de vencer o seu rival de sempre numa final Europeia. Até final, esteve mais próximo novo golo colchonero do que o Real reduzir a desvantagem. O Real Madrid estava completamente perdido em campo e não conseguia sequer assustar Oblak.
O apito final surgiu, assim, com naturalidade e premiou a garra e crença do Atletico, que nunca baixou os braços. O Real de Lopetegui até mostrou ideias interessantes, mas sentiu muito a saída de Casemiro e o seu meio-campo não conseguia filtrar as iniciativas do adversário. A falta de frescura física foi bem visível no prolongamento, no qual o Real foi completamente dominado pelo seu rival. Mérito para Simeone e companhia que saem da Estónia com um troféu merecidíssimo.