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Boavista FC 0-2 SL Benfica: Encarnados somam e seguem!

Início da segunda jornada para Boavista FC e SL Benfica, que se defrontaram esta tarde, após terem entrado na Primeira Liga com triunfos importantes sobre o Portimonense e o Vitória SC, respetivamente.

No Estádio do Bessa, a formação de Jorge Simão manteve o mesmo onze, com os reforços Helton Leite, Neris, Rafael Silva e Falcone. Do lado benfiquista, a lesão de Castillo obrigou à entrada de Ferreyra, num onze que manteve a mesma base.

A primeira parte foi morna e pautada por oportunidades significativas e de claro estudo de ambas as partes, com o objetivo de chegar à baliza adversária.

Através de Cervi (2’) e André Almeida (7’), com um remate de meia distância, o SL Benfica manteve a postura atacante que tem mostrado nos últimos jogos. Do lado axadrezado, a oportunidade mais perigosa aconteceu por intermédio de Falcone (4’), que respondeu ao cruzamento rasteiro de Carraça, com um remate nas malhas da baliza de Vlachodimos.

Até ao primeiro golo, o jogo manteve-se bastante dividido, com as equipas a procurarem ter posse de bola e chegar à baliza adversária.

Ao minuto 35, o rumo da partida inverteu-se, com o golo de Facundo Ferreyra. A jogada surgiu no âmbito de um lançamento de Cervi ganho pela defensiva axadrezada. Ferreyra manteve-se atento e ganhou a bola a Idris e Carraça, inaugurando o marcador, com um remate cruzado e rasteiro.

A partir daí, e até ao fim da primeira parte, o SL Benfica entrou em crescendo, com mais posse de bola, e uma oportunidade clara de aumentar a vantagem, com um remate isolado de Salvio (41’) na cara de Helton, que defendeu.

Ferreyra abriu as hostilidades para o triunfo encarnado
Fonte: SL Benfica

Nos segundos 45 minutos, o SL Benfica manteve o mesmo ritmo, com dois remates perigosos de Gedson (47’) e Salvio (48’), num espaço de apenas um minuto.

O Boavista FC respondeu com a sua melhor oportunidade! Ao minuto 56, David Simão converteu um livre com efeito, que terminou com a defesa apertada de Vlachodimos.

Com o resultado em 0-1, o SL Benfica chegou ao segundo golo, com uma arrancada impressionante de Pizzi (62’), após recuperação e assistência de Salvio. Quatro minutos depois, Talocha esteve perto de fazer auto-golo, mas Helton manteve a concentração e afastou a bola em cima da linha de baliza.

Até ao final, o rumo da partida não mudou e, por duas ocasiões, o SL Benfica poderia aumentar a vantagem, através de Zivkovic (87’) e Pizzi (90’).

Apesar das oportunidades, o resultado manteve-se em 0-2, com uma boa exibição do SL Benfica, que soma mais três pontos na Liga Portuguesa. O Boavista FC começou por fazer frente à formação de Rui Vitória, mas a vantagem aparente dos encarnados acabou por fazer com que desaparecessem um pouco no jogo, apesar de terem criado oportunidades interessantes.

Na próxima jornada, o conjunto de Jorge Simão desloca-se a Santa Maria da Feira, para o embate com o Feirense, enquanto o SL Benfica disputa o primeiro derby da temporada, com o Sporting CP.

Onzes iniciais:

Boavista FC: Helton Leite; Talocha, Neris, Raphael Silva e Carraça; Rochinha, Idris (Rafael Lopes 71’), David Simão e Fábio Espinho (Rafael Costa 53’); Falcone e Mateus (André Claro 64’)

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo; Fejsa, Gedson (Alfa Semedo 81’) e Pizzi; Salvio (Zivkovic 74’), Cervi (João Félix 88’) e Ferreyra

Chelsea FC 3-2 Arsenal FC: Marcos Alonso decisivo numa tarde fantástica

Na segunda jornada desta edição da Premier League, os blues, de Maurizio Sarri, procuravam dar continuidade à vitória de 3-0 sobre o Huddersfield. Já os gunners, de Unai Emery, queriam dissipar as críticas levantadas após a derrota de 2-0 face ao Manchester City. Dois técnicos novatos no futebol britânico e duas equipas ainda com muito a provar.

Aliás, desde o início do jogo, foram os dois treinadores que se destacaram. Isto porque o dérbi londrino se revelou extremamente aberto, com oportunidades de ambas as partes. O futebol ágil e largo próprio do estilo de jogo de Sarri embatia na pressão alta de Emery. Acabou por ser o técnico da casa a sobrepôr-se, quando Jorginho aproveitou a linha defensiva avançada do Arsenal para descobrir Marcos Alonso no flanco esquerdo. O lateral espanhol, isolado, passou a bola para o compatriota Pedro, igualmente sozinho na grande área contrária, e o número 11 do Chelsea não falhou. Após 9 minutos de grande intensidade, estava feito o 1-0.

As hipóteses não diminuíram depois do primeiro golo. No entanto, os blues agigantaram-se após saltarem para a frente. Jorginho e Kanté eram como portagens no meio campo e ninguém no Arsenal tinha a capacidade de as passar. Assim, os avançados tinham liberdade para pressionar alto e manter o domínio. Mas, aos 18 minutos, uma desatenção de Marcos Alonso deixa Bellerín solto no flanco direito. Este entra na área, mete o esférico rasteiro na área de penálti, onde estava Pierre Emerick Aubameyang, de baliza escancarada, para… falhar. Um desperdício anormal para um avançado desta qualidade, e que ainda foi mais agravado quando, no minuto seguinte, Morata ficou isolado em frente a Petr Cech – após passe de Azpilicueta – e fez o 2-0.

Morata celebrou ao serviço do Chelsea FC
Fonte: Chelsea FC

Além de um toque na bola com a mão de Marcos Alonso na sua grande área, aos 30 minutos, que o árbitro não assinalou, o Arsenal só se podia queixar de si próprio. Assim, quando o remate tenso de Mkhitaryan fez o 2-1, a 12 minutos do intervalo, os gunners assumiram a sua inconformação, para agrado de qualquer adepto neutro. E quando Iwobi respondeu ao cruzamento rasteiro de Bellerín para fazer o 2-2, o espetáculo estava definitivamente lançado. Quatro golos em 45 minutos, com os blues a voltarem aos balneários frustrados após perder uma vantagem aparentemente segura.

No reinício do jogo, que viu Lucas Torreira a entrar para o lugar de Xhaka, ambas as equipas pareciam ter assinado um pacto não verbal para desacelerar o ritmo da partida. O desgaste físico da primeira parte era aparente, e o Arsenal, que crescera no quarto de hora que precedeu o regresso aos balneários, acabou por devolver o comando do encontro ao Chelsea. Mais uma vez, as portagens no meio campo dos blues eram erguidas, e a criatividade de Iwobi, Özil e Mkhitaryan estaganara.

Infelizmente para os adeptos neutros, que tão contentes ficaram nos 45 minutos iniciais, teriam de esperar até aos 57 para ver a primeira hipótese de golo, por via de Ross Barkley, que obrigou Petr Cech a uma defesa muito complicada. Depois disto, o Chelsea não recuou, mas também pouco avançou. Ia controlando a partida face a um Arsenal cuja disponibilidade física era claramente inferior. Sarri, fumador compulsivo, estava visivelmente enervado com este impasse em que o jogo se encontrava. Sem o alívio de um cigarro à mão, decidiu, em sua vez, lançar Eden Hazard, para ver o que o craque belga podia fazer. E funcionou: aos 80 minutos, Lacazette sentiu na pele o que o número 10 do Chelsea consegue fazer, sendo deixado no chão, enquanto Hazard cavalga em direção à grande área do Arsenal, em cujo centro se encontrava Marcos Alonso. O lateral esquerdo, que já registara uma assistência nesta tarde, foi desta vez servido pelo colega de equipa e devolveu a vantagem aos blues.

Este golo deixou uns gunners já no limiar da exaustão, após 45 minutos a perseguir a bola, sem capacidade de resposta. Kepa Arrizabalaga ainda teve de fazer duas defesas pouco exigentes, mas foi Giroud que, aos 93 minutos, ainda teve uma grande oportunidade para ampliar a vantagem. No final de contas, o futebol dominante, rápido e ofensivo de Sarri prevaleceu sobre um Arsenal de Emery cuja pressão alta so funcionou durante um quarto de hora, dentro do qual ainda conseguiu fazer dois golos. Para os lados de Stamford Bridge, são seis pontos em seis possíveis. Já no Emirates Stadium a preocupação começa a aumentar: ainda por pontuar, os gunners veem-se agora mergulhados nos últimos lugares da tabela.

Onzes iniciais:

Chelsea FC – K. Arrizabalaga; C. Azpilicueta; A. Rüdiger; D. Luiz; M. Alonso; Jorginho; N. Kanté; R. Barkley (M. Kovacic 60’); Willian (E. Hazard 61’); Pedro; A. Morata (O. Giroud 75’)

Arsenal FC – P. Cech; H. Bellerín; S. Mustafi; Sokratis; N. Monreal; G. Xhaka (L. Torreira 45’); M. Guendouzi; A. Iwobi (A. Lacazette 75’); H. Mkhitaryan; M. Özil (A. Ramsey 68’); P. Aubameyang

Marius Mouandilmadji – um destino inesperado

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Após a vitória do FC Porto por 5-0 frente ao GD Chaves, na primeira jornada do campeonato português, Marius Mouandilmadji foi um dos homens mais falados, muito por culpa do golo que marcou nesse mesmo jogo. No entanto, o destino inicial de Marius não era a equipa principal dos dragões.

Foi uma jogada muito bem estudada por parte da equipa de scouting do FC Porto. Chega do modesto Coton Sport FC, clube do principal escalão do futebol camaronês e nasceu no Chade, seleção que com certeza irá representar muito em breve. Destacou-se por ser o melhor marcador da 1ª Liga dos Camarões, em 2018, apenas com 20 anos e foi assim que chamou à atenção dos clubes europeus. Na hora de escolher o próximo passo a ser dado na sua carreira, Marius admitiu ter tido algumas dificuldades. O chadiano queria um clube que lhe oferecesse as melhores condições para continuar a evoluir como jogador e, assim, viu na equipa da cidade Invicta um conjunto de fatores perfeito para atingir patamares ainda maiores.

Só que aquilo que todos os adeptos portistas pensavam quanto ao seu futuro estava completamente errado! Marius era visto como um reforço para a equipa “B” do FC Porto, visto que o seu nome, bem como a sua reputação no futebol mundial, estavam longe de serem “sonantes”.

A aposta e a confiança que Sérgio Conceição tem nos jovens foi uma das grandes razões para Marius optar pelo FC Porto e o treinador português chamou o jovem jogador para fazer a pré-época na equipa principal. E neste caso, Sérgio não falhou!

Marius e Felipe após o golo do jovem ponta-de-lança do Chade
Fonte: FC Porto

No primeiro jogo do campeonato português, Marius entrou aos 81 minutos para o lugar de Vincent Aboubakar, outro “interveniente” na transferência de Marius para os azuis e brancos. O camaronês estreou-se a nível profissional no Coton Sport FC antes de vir para a Europa e Marius viu nele um exemplo a seguir. Assim, depois de Aboubakar fazer dois golos frente ao GD Chaves, Marius só precisou de sete minutos para seguir os passos do camaronês e de cabeça, conseguiu desviar a bola para dentro da baliza adversária.

O jovem do Chade deu uma “chapada de luva branca” naqueles que não acreditavam que o mesmo pudesse dar o seu contributo à equipa e agora com as ausências de Moussa Marega e Tiquinho Soares, Marius com certeza terá mais oportunidades para mostrar aquilo que vale e, quem sabe, agarrar um lugar na equipa do FC Porto.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

AC Chievo Verona 2-3 Juventus FC: Ronaldo vitorioso mas sem golo

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A partida teve início e logo nos instantes iniciais a ultra favorita Juventus adiantou-se. Sami Khedira aproveitou uma sobra após um livre batido a favor da sua equipa, inaugurou o marcador e foi também o primeiro jogador bianconeri a balançar as redes na época 2018/19. O jogo retomou como se iniciara: os visitantes a procurarem sempre ter a bola, controlarem a passagem dos minutos com ela. Algo característico da nova equipa de Ronaldo.

Cancelo também se estreou oficialmente pela potência italiana. Ocupou a faixa direita e já mostrou as suas já conhecidas arrancadas. Com o pendor ofensivo que tem, a participação do ataque é também uma arma a favor do conjunto visitante.

Chievo XI: Sorrentino (Seculin 92’), Cacciatore, Tomovic, Rossettini, Depaoli, Radovanovic, Rigoni, Hetemaj (Obi 78’), Bani, Giaccherini e Stepinski (Djordjevic 66’);
Juventus XI: Szczesny, Cancelo, Bonucci, Chiellini, Alex Sandro, Khedira (Emre Can 84’), Pjanic, Cuadrado (Bernardeschi 56’), Douglas Costa (Mandzukic 64’), Dybala e Ronaldo.

CR7 ia-se saindo bem no drible, já presenteando os espetadores com vários toques rápidos e efetivos, enquanto apalpava terreno com os restantes elementos de construção de jogadas. Aos 18’, o português ficou muito perto, após passe de Cuadrado.

A Juve não tinha pressa, afinal ganhava e geria o jogo com grandes executantes. O calor era o inimigo principal, mas não eram os únicos a serem vítimas dos seus efeitos. O Chievo ia tentando sair quando podia, sem grande sucesso. Porém, a existência de atacantes aguerridos e pressionantes fazia sempre com que a balança se equilibrasse. Giaccherini é um exemplo bem claro disso mesmo, e a sensivelmente sete minutos do fecho da primeira parte, seguia pela esquerda, cruzou para a cabeça de Stepinski, devolvendo o nulo ao marcador.

A Juventus passou ao primeiro teste da Serie A
Fonte: Juventus FC

A segunda parte trouxe-nos na mesma uma Juventus controladora e com jogo de posse, mas agora o Chievo juntava-se mais e tentava sair com mais êxito. Perante tal cenário, Cancelo comete falta dentro da área e surgia a hipótese do Chievo passar para a frente. Após assistir, foi agora vez de marcar para Giaccherini, após conversão do castigo máximo.
Com isto, Allegri prontamente trocou Cuadrado por Bernardeschi. Os campeões em título viam-se a perder na estreia de Ronaldo!

O Bola de Ouro, muito esforçado perante a clássica defensiva italiana, não conseguia bater Sorrentino. Mandzukic entrou para fazer face ao prejuízo. Entrou para o lugar de Douglas Costa, que deixou bons pormenores. Já o croata, ficou bem perto de igualar o marcador, após assistência de Cristiano.

Através de canto, foi como saiu a sorte grande que devolveu o impasse entre as duas equipas: Bernardeschi bate o canto na direita, e Mattia Bani insere-a na própria baliza quando tentava aliviá-la… Restavam cerca de dez a 15 minutos para tudo ficar decidido.

Ao cair do pano, a decisão tem de ser dada pela terceira equipa em campo. Lance de difícil escrutínio: após remate de Mandzuki, a equipa de Allegri reclama golo. Não é claro que a bola trespassou totalmente a linha de golo. O golo é concedido… Mas por pouco tempo: foi prontamente anulado, pois o VAR captou falta por parte de Cristiano Ronaldo no lance que ditou o tal golo do croata. Podia e parecia ter sido o derradeira tentativa para a Juve levar a vitória para Turim, mas Frederico Bernardeschi salvou e fechou o caso. Ronaldo estreia-se na Serie A com muito suor derramado, que podia muito bem ter sido “em vão”.

Moreirense FC: Um exemplo a seguir

Se querem que vos seja mesmo sincera, o Moreirense FC encheu-me as medidas com o futebol que praticou até agora. Mostrou-se uma equipa bem organizada, com um meio-campo bastante coeso e um ataque atrevido, mesmo frente a um dos três grandes!

No passado domingo, a equipa de Moreira de Cónegos enfrentou o Sporting CP, naquela que iria ser a primeira jornada do campeonato para ambos os emblemas. A equipa de Ivo Vieira encarou o jogo com uma competitividade que é de louvar tendo em conta a realidade do campeonato português em relação à supremacia dos três grandes. O Moreirense disputou a partida olhos nos olhos com a equipa de Peseiro e até ameaçou fazer estragos logo ao início da partida.

A equipa do Moreirense conquistou-me com o seu jogo, mas admito que o que me fez ganhar mais admiração pelo emblema foram as declarações de Ivo Vieira após o jogo em que se viu derrotado por três bolas a uma, frente ao Sporting. Ivo Vieira diz que prefere ter jogado como jogou, sem medos e sem autocarros frente à baliza, a ter apenas defendido o resultado após o 1-0. Uau… Tiro o chapéu a este homem! Mesmo! Já pensaram o quanto seria melhor o campeonato português se todas as equipas que nele competem pensassem assim? Sou adepta do Sporting desde que me lembro, mas também sou adepta de um bom jogo de futebol acima de tudo. E a postura que a equipa apresentou no passado domingo deu-nos isso. Foi mesmo um jogo renhido onde o resultado final, com vantagem de duas bolas para o Sporting, pode enganar os mais distraídos.

Ivo Vieira não teve medo de arriscar e colocou a sua equipa a jogar olhos nos olhos com o Sporting CP
Fonte: Moreirense FC

Confesso até que estou bastante expectante para ver o que esta equipa de Moreira de Cónegos tem para nos dar esta época. Com um treinador atrevido, que não tem medo de arriscar, e com um plantel que até pode dar que falar, falo por mim, estou curiosa para ver se esta equipa vai dar cartas nesta que é a época 2018/2019. Apesar de o ano passado não me ter convencido com o seu jogo, a equipa do Moreirense que vi até agora neste início de época já me conquistou. Então depois das declarações do seu treinador, ainda mais!

O próximo desafio da equipa de Ivo Vieira é já amanhã, frente ao CD Nacional. Resta-nos esperar para ver, mas desejo boa sorte à equipa nortenha e espero, sinceramente, que consiga alcançar os seus objetivos nesta época. Como dizem, a sorte protege os audazes e tenho a certeza de que esta irá sorrir ao Moreirense no futuro. “Quem pensa pequeno, pequeno será.” E o Moreirense está cá para nos mostrar isso mesmo, mas pelos melhores motivos.

Foto de Capa Moreirense FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Sangue novo para o ataque ao título

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O Sporting é bicampeão nacional de andebol. Há claramente um antes e um depois de o Sporting vencer o título em 2016/17. O FC Porto era nada mais nada menos do que heptacampeão nacional – o único na história do andebol português. Nos últimos dois anos, em que os verde e brancos foram vencedores, os dragões têm fraquejado. Aquilo a que os adeptos foram habituados no Dragão Caixa desapareceu como se nunca tivesse existido.

Contudo, a nova temporada vai chegando e parece haver uma mudança de rumo: novo treinador, muitas caras novas e o título nacional acima de tudo. 

O novo treinador é Magnus Andersson. Sueco e com experiência, como jogador (chegou a ser distinguido como MVP do campeonato europeu de 1994, precisamente jogado em Portugal) e como treinador (já venceu uma Liga e uma Taça Dinamarquesa e uma Taça EHF). O cargo que vai ocupar está ligeiramente minado uma vez que a vitória do título nacional é quase obrigatória para este FC Porto.

Com o novo treinador, chegam cinco “caras novas”: três novidades, que são Djibril M’Bengue (ex-Estugarda), Fábio Magalhães (ex-Chartres) e Leonel Fernandes (ex-ADA Mais), e dois regressos, Yoan Balázquez (ex-SD Teucro) e Alexis Borges (ex-Barcelona). Reforços de peso para auxiliar Magnus Andersson. Os trabalhos da equipa começaram há pouco mais de um mês. Um FC Porto que parece rejuvenescido e disposto a deixar tudo em campo. Os jogadores que regressaram este ano ao clube demonstram enorme ambição e vontade de representar os azuis e brancos.

Apesar dos reforços, o Porto manteve as suas principais pérolas
Fonte: FC Porto

O caminho parece ser o acertado. Novo treinador, reforços de peso e regressados com melhor nível de competitividade. Os dragões vão ter de suar muito para regressarem àquilo que já foram no andebol. No ano passado não discutiram verdadeiramente o título (foi entre Benfica e Sporting) e o grande objetivo passa por mudar isso. 

O importante agora é esperar para ver se a luta pelo título é a dois, a três ou até a quatro, dependendo da aposta dos outros grandes, ABC de Braga, SL Benfica e Sporting CP. 

A disputa do campeonato nacional de andebol começa precisamente com o FC Porto – Madeira SAD, no dia 29 de agosto, as 20 horas e 30 minutos. O Sporting começa a defesa do título contra o Sporting da Horta, fora, o ABC joga contra o Artística Avanca/Bioria, e o Benfica enfrenta o Maia/Ismai.

Foto de Capa: Carlos Silva Photography/Bola na Rede

WWE SummerSlam: Doce sensação do Verão

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Após meses de antecipação, o SummerSlam está aí à porta e promete aquecer o Verão de 2018.

O cartaz está bem composto, com combates de sonho e outros menos sensacionais. De qualquer forma, a edição deste ano não irá desiludir e, à semelhança do NXT Takeover: Brooklyn 4, será uma ótima noite, com surpresas, possíveis trocas de títulos e, acima de tudo, boas exibições.

CD Aves 2-2 CD Tondela: Avenses reagem mas não seguram vantagem

CD Aves e CD Tondela empataram a duas bolas no primeiro jogo desta segunda jornada. A equipa visitante chegou ao golo logo aos três minutos, mas os avenses conseguiram a reviravolta e chegaram ao 2-1, primeiro por Derley e depois por Nildo. Sabbag fez o 2-2 e fechou as contas da partida.

No arranque da segunda jornada do campeonato, duas formações em busca dos primeiros pontos nesta edição da liga. O CD Aves perdeu por duas bolas a zero na deslocação a Setúbal e o CD Tondela, apesar das várias oportunidades de golo, não conseguiu igualmente vencer na recepção ao Belenenses. E se na semana passada os avenses entraram praticamente a perder, hoje voltaram a sofrer cedo.

Com as bancadas bem compostas em Vila das Aves, Chicho Arango regressou, como adversário, a uma casa que conhece bem e foi um dos protagonistas da jogada do primeiro golo. Arango recuperou a bola no meio campo e lançou o ataque do CD Tondela. Tomané cruzou e Delgado, no coração da área, rematou para o fundo das redes de Beunardeau e abriu o marcador.

O CD Tondela entrou melhor na partida mas o CD Aves reagiu e, aos sete minutos, podia ter chegado ao empate. No seguimento de um canto cobrado por Rodrigo, o primeiro do jogo, Vítor Gomes desviou na cara de Cláudio Ramos. Os avenses reclamaram golo, mas a bola não ultrapassou a linha de baliza e, após consultar o vídeo-árbitro, Artur Soares Dias mandou seguir. Ainda assim, o empate acabou por chegar ainda antes do quarto de hora de jogo. Aos 13 minutos, Derley repôs a igualdade, na sequência de um livre cobrado por Nildo no lado esquerdo do ataque avense.

Em cima da meia hora, Arango voltou a criar perigo para a ex-equipa. Na sequência de um livre, cobrado praticamente em zona frontal, o avançado obrigou Beunardeau a uma boa defesa. O CD Aves reclamou penalti pouco depois, por alegada falta sobre Nildo, que seguia em posição privilegiada na frente. Muito perto do lance, Artur Soares Dias mandou seguir e, depois de receber instruções do vídeo-árbitro, confirmou a sua decisão.

A formação às ordens de José Mota terminou a primeira parte por cima na partida e, já perto do intervalo, Defendi esteve muito perto de fazer o 2-1. Após cruzamento de Amilton, o central permitiu a Cláudio Ramos uma boa intervenção, para canto, que levou o empate para o intervalo.

O CD Aves entrou por cima no segundo tempo
Fonte: Bola na Rede

E se a primeira parte terminou com os avenses por cima, a segunda começou com uma boa oportunidade para a formação da casa se colocar em vantagem. Nildo surgiu em posição frontal, à entrada da área, e Moufi foi obrigado a travar o avançado em falta. Na cobrança do livre, Nildo obrigou Cláudio Ramos a nova grande defesa.

Depois de várias ameaças, o Aves conseguiu mesmo chegar à reviravolta no marcador aos 60 minutos. Derley isolou Nildo, com um passe de calcanhar e o avançado, apenas com o guarda-redes do CD Tondela pela frente, não desperdiçou e fez o 2-1. Sem conseguir voltar a superiorizar-se no jogo, a formação de Pepa viu Braga rematar forte ao poste e quase fazer o 3-1, ainda antes dos 70 minutos.

A igualdade voltou a ser reposta aos 73 minutos. Murillo surgiu na direita do ataque e serviu Miguel Cardoso, para corte de Ponck. No ressalto, Sabbag ficou com o esférico e rematou para o 2-2. Sem ter criado ainda muito perigo junto da baliza avense, o CD Tondela soube ser eficaz.

Recém-entrado na partida, Douglas ainda voltou a tentar o 3-2, mas o empate prevaleceu mesmo até ao apito final. O CD Aves acabou por reagir bem ao golo madrugador dos visitantes e conseguiu ser superior durante praticamente todo o tempo de jogo. Ainda assim, permitiu que o CD Tondela refizesse a igualdade e o resultado foi a divisão de pontos.

Onzes iniciais:

CD Aves: Beunardeau, Rodrigo (Baldé, 20’), Defendi, Ponck, Nélson Lenho; El- Adoua, Vítor Gomes, Braga (R. Oliveira 67’), Amilton, Nildo (Douglas, 81’) e Derley.

CD Tondela: Cláudio Ramos, Moufi (Xavier, 65’), Bruno Monteiro, Jorge Fernandes e Joãozinho; Hélder Tavares, S. Peña, Miguel Cardoso, Delgado (J. Murillo, 57’), Arango (Sabbag, 70’) e Tomané.

A síndrome do esquecimento

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À margem de qualquer sistema de jogo, dinâmica ou tática que Rui Vitória possa utilizar, o plano em que o SL Benfica mais aposta para levar a cabo o objetivo da #reconquista parece ser, sem sombra de dúvidas, o das cortinas de fumo.

Mergulhado numa imensidão de batalhas judiciais das quais terá, invariavelmente, de acatar algum tipo de consequência, o clube encarnado começou a jogar o campeonato mesmo antes de este começar.

A mais recente “birra” com Yacine Brahimi permite desde já antever a estratégia com que os lisboetas partem para a nova época. Os mesmos que alegadamente manipularam descaradamente as imagens de Danilo na Vila das Aves, removendo frames que chegaram ao ponto de fazer desaparecer o pé do jogador avense, são os que, quais paladinos da verdade desportiva, se servem de uma imagem (quando o vídeo completo permitiria uma melhor análise) para tentar comprovar uma pseudo agressão do argelino a Niltinho, do CD Chaves.

Por uma questão de coerência, convinha que o SL Benfica abordasse lances como o que deixou Herrera neste estado
Fonte: FC Porto

Para desmistificar essa quase anedota nada melhor do que saborear a explicação do totalmente insuspeito Duarte Gomes (ex árbitro que não raras vezes assumiu o seu benfiquismo), que desprovido de qualquer pudor não hesitou em pressupor a abordagem do seu clube como “manipuladora”: “Felizmente temos opinião própria e não alinhamos em frames que insinuam agressões ou condutas violentas.”

Mas aqui entra o cerne da questão. Por onde andava este SL Benfica atento, justo e preocupado com o bem estar do futebol português quando o mesmo Brahimi foi suspenso por dois jogos por ter “proferido palavras impercetíveis em francês?” No mínimo ridículo, não senhores polícias do mau comportamento?

Ou então, por onde andavam os arautos da verdade quando Luís Godinho, num dos seus habituais enganos em jogos do FC Porto, abalroou sem apelo nem agravo um jogador portista, expulsando-o imediatamente?

Gostaria também que o Sr. Varandas Fernandes me pudesse elucidar sobre o critério que o SL Benfica utiliza para descortinar benefícios ao FC Porto em jogos em que este é altamente prejudicado. Foi assim há duas semanas em Aveiro, quando o gabinete de crise se apressou a condenar os excessos de Sérgio Conceição, mas logicamente esqueceu a bárbara agressão de que Herrera fora alvo e que, naturalmente, acabou por desencadear essa reação mais intempestiva do treinador do FC Porto. Mais recentemente, tivemos a brincadeira de meninos que foi o caso de Brahimi quando, precisamente no mesmo jogo, o penalti sobre Otávio, do tamanho da catedral da Luz, fugiu do horizonte dos apaziguadores do ambiente crispado em que se encontra o futebol português.

O SL Benfica clama aos quatro ventos a necessidade de irradiar comportamentos que coloquem em causa a honestidade dos árbitros, condenando as pressões a que estes são muitas vezes sujeitos, mas esquece que tem um treinador que não abdica de ir para uma conferência de imprensa no final de um jogo que correu menos bem prometendo que estaria atento à carreira do árbitro em questão.

Varandas Fernandes criticou a não penalização de Brahimi
Fonte: SL Benfica

O SL Benfica acusa o FC Porto de exercer poder sobre as mais variadas instâncias que gerem o futebol português, mas bastou um mísero sinal de desagrado em relação ao desfecho do caso de Brahimi (que havia sido arquivado pela comissão de instrutores da Liga) para logo o amigo Meirim vir acalmar as massas com a anunciação da instauração de um processo. A pergunta aqui é: Para que serve mesmo a tal comissão?

Já que estamos numa maré de perguntas, e voltando ao Sr. Varandas Fernandes, poderia também aproveitar para explicar o que pretendia o SL Benfica com a alegada recolha de dados pessoais dos árbitros (como moradas, contactos e informações privadas) que constam dos emails revelados e que tardam em ser categoricamente desmentidos. Por que razão o SL Benfica tem mais sucesso quando os seus jogos são arbitrados pelos denominados “padres” do que por outros? Num dos emails foi possível ter conhecimento da criação, por parte do SL Benfica, de um PowerPoint que detalhava todos os passos necessários para controlar os organismos do futebol português, como a Liga, a FPF e o conselho de arbitragem. O que é que isto significa, mesmo?

A síndrome do esquecimento é tramada…

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting numa fase de incogruências

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O Sporting está a passar por um período negro, que confirma apenas o que toda a gente já sabia, mas não passava de conversa de corredor ou café.

Sempre se falou que em Alvalade morava um clube de condes e viscondes, onde a ralé não tinha lugar. E nós, simples ralé, que sofre verdadeiramente pelo clube, desculpava, mudava de assunto, por não acreditar ou não querer acreditar nessa realidade que nos tentavam descrever.

Estes últimos tempos tem mostrado a todos que o Sporting é efectivamente um clube burguês, que se serve do povo. Percebemos agora que uma elite viveu, nos últimos cinco anos o seu período mais crítico ao ser “enganado” por um “puto” que tentou, e conseguiu, chamar ao clube quem realmente importa, os que pagam para ver os jogos da sua equipa.

A burguesia, ao perceber que estava a perder todas as mordomias, mexeu-se, como em qualquer golpe palaciano, para retomar tudo o que estava prestes a perder, e contratou um “Bobo” para nos distrair com os seus saltos, cambalhotas e reviravoltas, enquanto a revolta se consumava.

E toda esta trama é mais fácil de entender agora, apesar de ainda por consumar. Minto. Não consigo entender totalmente, porque apenas quem está habituado a estes “andamentos” conseguirá perceber o alcance de todas estas movimentações, mas consigo ver agora que, pelo menos o “bobo” e toda a máquina que serviu de amplificador da mensagem, estão agora a sofrer de perda de memória temporária.

Quando o presidente, agora destituído, estava em funções, era acusado de nunca estar disponível para receber listas, assinaturas, marcar assembleias. Passados dois meses, o tal “bobo” bombeiro desliga a sirene e mais ninguém o vê senão para prestar vassalagem a um ou outro candidato a “melhor banqueiro do mundo” ou presidente do Sporting. Que o digam os representantes da lista de Bruno de Carvalho que, sempre que tentou entregar algum documento em Alvalade, foi sempre com a imposição da presença das forças policiais.

Geraldes foi um dos descartados por Peseiro
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Há dois meses atrás, ou mais, neste caso, os jogadores faziam birra, mostravam-se agastados e a culpa era do presidente, porque não podia castigar quem era o activo mais importante do clube. Vai-se a ver, e passados uns meses, já se põe um jogador a treinar à parte apenas porque escreveu uma frase nas redes sociais. Nem sequer foi um comunicado. Por coincidência, vemos partir dois jogadores que se mostraram sempre leais ao clube, tomando mesmo posição de opinião contrária aos que haviam rescindido, a dizer que não foram valorizados pelo clube a quem eles juraram lealdade.

Num clube em que se premeia quem o trai, é normal que o Matheus Pereira tenha tentado também a sua birra. E não sei se não iremos ver o mesmo jogador a levar uns tabefes valentes nos próximos dias, para depois poder apresentar a carta de rescisão. Era o que eu faria. Pelo menos teria a garantia de ser recebido como herói quando voltasse, com garantia de prémios e titularidade. Burros foram o Palhinha e o Geraldes…

Ainda quanto a incongruências, e viragens de direcção, desde o início que se via que iria ser assim, ou não tivesse este processo como ponta-de-lança alguém que começou logo por dizer que se demitia, mas que depois já não tinha dito, e que durante varias semanas foi mudando o discurso de possibilidade dos elementos da direção poderem ou não participar na assembleia destituitiva.

Só se admira quem andava distraído. Mas mesmo assim, e porque nós, como portugueses que nem na revolução mais importante do nosso país conseguimos revoltar-nos, não fosse uma classe especifica a ficar descontente com o regime, não me admira que quem continue este golpe se sinta à vontade para acabar com o nosso clube, porque nós somos dos que “ladram” mas não “mordem”.

Quem sabe, como na revolução, nos apareça um golpe de sorte para nos safar desta embrulhada. E pelo que ouvi dizer, parece que um tribunal qualquer deu razão à anterior direção do clube quanto à validade da assembleia distituitiva. Mais um milagre para nos safar, sem que tenhamos feito nada para o merecer? A ver vamos.

Mas se assim não for também não há problema. Continuaremos à espera do próximo Golpe… de sorte.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira