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Só há um Évora. Aproveitemos!

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Se alguém pode, é ele. Se existe uma possibilidade, ele vai fazê-lo. Estamos no quinto ensaio e ainda ninguém saltou acima de 17 metros? Há um homem que nunca irá tremer nessa situação: Nelson Évora! Habituou-nos mal. Já estamos desconfiados. Mesmo quando não lidera um concurso, mesmo quando as coisas não parecem estar a correr-lhe bem, dentro de nós existe uma sensação que ele vai conseguir fazê-lo quando for preciso. À hora certa, quando os olhos do mundo estiverem sobre ele. #The Moment. O slogan dos Europeus de Berlim pareceu feito à medida de Nelson. Ontem, mais um Ouro. Não mais um Ouro. O Ouro que lhe faltava ao ar livre. Por incrível que pareça, Nelson Évora nunca tinha sido campeão europeu ao ar livre! Foi ontem e já nada lhe falta. Sempre que falarem dos maiores do nosso desporto, nunca se esqueçam de falar de Nelson Évora. E coloquem-no bem lá no topo porque esse é o seu lugar. 

Quanto ao concurso, que muitos terão a tentação de classificar como de nível baixo dadas as marcas dos seus adversários, a verdade é que o mesmo não estava fácil e essa dificuldade já se notava na fase de qualificação. Nelson Évora venceu a final com um salto de 17 metros e 10 centímetros (-0.1) à 5ª tentativa, o seu melhor ao ar livre em 2018. Ultrapassava aí o líder do concurso, Alexis Copello, que se ficou pelos 16.93 metros (+0.1). A medalha de Bronze foi para o grego Dimitrios Tsiámis em 16.78 (-0.1), também a sua melhor marca do ano. 

No seu ritual de vitória, Nelson apanhou a areia da caixa e guardou-a numa garrafa, deu uma das sapatilhas ao público e estava visivelmente feliz por mais um título a este nível, este com um sabor muito especial, como o atleta viria a confessar em palavras à imprensa no final, onde mais uma vez fez questão de agradecer aos portugueses, de mostrar o seu orgulho na nossa nação e o quão grato está por levar o nosso nome além-fronteiras. Pelo meio deixou uma alfinetada a Pedro Pablo Pichardo e aos responsáveis pelo seu processo de naturalização, apelidando de “ridículo” a compra de atletas reputados para fins desportivos e pedindo uma maior aposta e melhores condições para os jovens nacionais, sem se esquecer de elogiar a prestação dos seus colegas que competiram em Berlim.

Nelson Évora e Inês Henriques, os dois medalhados de Ouro em Berlim
Fonte: FPA

Aqui, aquela velha máxima, tantas vezes apregoada no futebol, adequa-se na perfeição: as finais são para serem ganhas. No Atletismo não é diferente. Pouco importa a marca com que se é campeão, a marca com que se alcança uma medalha. A medalha é de Évora e para sempre será. O português tem que provar nada a nível de marcas. Já o fez no passado. Provou a nível de marcas, provou a nível de palmarés, provou ao nível da sua capacidade de superação e resiliência. Nelson não tem absolutamente nada a provar no desporto. Um dia os nossos filhos e os nossos netos falarão de Nelson Évora e isso só está ao alcance dos melhores da história. 

Jonas: Negócio ou Empurrado?

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Os jornais desportivos não abrandaram nas notícias que apontavam para a saída de Jonas Gonçalves do Benfica. Desde as lesões, ao possível interesse do Benfica, aos desentendimentos, a tudo e mais alguma coisa, o que parecia ser certo era mesmo o adeus do craque brasileiro do Sport Lisboa e Benfica.

Jonas é sem dúvida a maior figura do atual plantel do Benfica. Na temporada passada voltou a bater recordes e apontou as baterias ao regresso aos relvados nesta pré-temporada. Quando o Benfica terminava a viagem aos Estados Unidos da América começavam a sair as primeiras notícias sobre a possível saída da camisola 10 da Luz. Inicialmente falou-se da vontade do próprio em rumar às arábias. Depois falou-se da sua lesão crónica e da possível gravidade da mesma. Falou-se do próprio querer uma melhoria contratual devido aos novos reforços de ataque e aos valores dos salários serem bem mais altos que o de Jonas.

Na minha opinião, Jonas estava, de certa forma, a ser empurrado do Benfica.

Jonas não tem concorrência na frente de ataque. A saída do brasileiro iria trazer graves problemas no ataque ao título nacional
Fonte: SL Benfica

Esta história já se viu umas quantas vezes na Luz e, a meu ver, Luís Filipe Vieira disparou ao próprio pé se foi o próprio a tentar a saída de Jonas. Nem vou referir as possíveis consequências para o próprio Vieira mas sim as consequências que a saída de Jonas pode causar no plantel. É fácil perceber a importância de Jonas na frente de ataque e da certeza que todos teríamos de Jonas voltar a ser o melhor marcador do campeonato. Jonas estava já limado para jogar em 4-3-3 e a sua experiência é, sem margem de dúvida, superior aquela vista dos reforços de ataque encarnado.

Na semana passada, após a partida em casa frente aos turcos, Luís Filipe Vieira afirmou que o Benfica pretendia a renovação com o brasileiro, mas acrescentou, e aqui deixa as dúvidas ainda mais assentes, que se querem mais informações “vão falar com o Jonas”. Então, se o Vieira é líder máximo, porque não será ele a esclarecer o que se está a passar realmente com o caso Jonas?

Contudo, depois de muita especulação, muitas notícias, muitos comunicados, Jonas acabou por assumir em entrevista ao canal do clube que iria ficar no Benfica e que a sua vontade era de terminar a carreira de águia ao peito. Uma decisão que me deixou satisfeito pois, além de não termos a meu ver uma alternativa ao mesmo nível, ver o Jonas a jogar com o manto sagrado é sempre motivo para os adeptos estarem um pouco mais satisfeitos.

Foto de Capa: SL Benfica

Hóquei em Patins 17/18 : O teu Reinado voltou!

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O Hóquei em Patins do Sporting Clube de Portugal fez história na temporada transacta, ao sagrar-se Campeão Nacional, 30 anos depois da última conquista, a primeira vez desde o regresso da Modalidade ao Clube (2010).

Foi uma temporada de grande nível para os comandados de Carlos Freitas que se apresentaram a um nível bastante consistente ao longo da temporada. Os Leões mantiveram-se invictos durante os primeiros três meses da época, tendo registado as duas primeiras derrotas em Janeiro, aquando das deslocações aos redutos de Lodi (Liga Europeia) e FC Porto (Campeonato).

A turma de Alvalade foi somando vitórias, recuperou a liderança do Campeonato Nacional, terminou o Grupo D da Liga Europeia no primeiro lugar, eliminando posteriormente a UD Oliveirense nos quartos-de-final, contudo pelo meio viria a ser afastada da Taça de Portugal nos oitavos-de-final da competição, aquando da recepção ao FC Porto, com a turma azul a revelar-se mais forte nas grandes penalidades.

Ângelo Girão foi um dos elementos preponderantes na solidez defensiva
Fonte: Sporting Clube de Portugal

A última derrota da turma verde e branca surgiu na meia-final da Liga Europeia (12 de Maio). A recta final de Campeonato foi de uma resiliência e espírito de superação notáveis: o empate em Barcelos, antes da final-four da Liga Europeia, tinha significado a perda da liderança, contudo na jornada imediatamente a seguir o Sporting CP recuperou essa mesma liderança com uma vitória por 13-2 diante do CD Paço de Arcos, aproveitando da melhor forma o empate entre os rivais; num verdadeiro teste de fogo os Leões foram até à Luz vencer de forma clara o SL Benfica (4-7), impondo aos encarnados a única derrota no Campeonato, e confirmou a conquista do título na jornada seguinte com o triunfo frente ao FC Porto (4-3).

Estava assim consumado o terceiro título do Pavilhão João Rocha: depois do Voleibol e do Andebol, foi a vez do Hóquei em Patins corresponder ao cântico “O teu Reinado voltará, porque em Portugal melhor no Hóquei não há”!

Balanço:
Campeonato Nacional – 1.º classificado, Campeão Nacional
Taça de Portugal –Oitavos-de-Final (5-5 FC Porto; 0-3 g.p)
Liga Europeia – Meias-finais (2-5 FC Porto)

Plantel:

61. Ângelo Girão; 91. Zé Diogo; 4. Ferran Font; 5. Manuel Coimbra; 6. Zé Costa; 8 Caio; 9. Pedro Gil; 16. João Pinto; 17. Matías Platero; 30. Vítor Hugo; 57. Toni Pérez; 88. Henrique Magalhães

Treinador: Paulo Freitas; Treinador adjunto: Ricardo Gomes

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

Nadal conquista ATP Masters 1000 Canada

Este domingo, Rafael Nadal conquistou o seu quarto título no ATP Masters 1000 do Canadá (denominado Rogers Cup, devido ao patrocínio) que se realiza anualmente e alternadamente entre as cidades de Montreal e Toronto, tendo este ano sido disputado na última.  

O tenista espanhol, venceu na final o “outsider” Stefanos Tsitsipas por 6-2, 7-6(4) em 1h42, onde houve pontos fantásticos de ambos os jogadores. Num Court Central completamente lotado, Nadal quebrou no primeiro set o tenista grego por duas ocasiões, fechando facilmente o set por 6-2. No segundo set, o tenista espanhol conseguiu quebrar logo no primeiro jogo o serviço de Tsitsipas e parecia que iria vencer facilmente, algo que não se veio a verificar, pois Nadal quando vencia por 5-4 e servia para fechar o encontro, foi quebrado pelo grego. O encontro ganhou então mais interesse e Tsitsipas chegou mesmo a ter set point no serviço do espanhol, não o conseguindo no entanto concretizar, pelo que foi necessário ir a tie-break, altura em que o espanhol puxou dos galões e venceu o segundo set e consequentemente o encontro.

Com esta vitória, Nadal somou o seu 33.º título em ATP Masters 1000, sendo o tenista com mais títulos em torneios desta categoria da história do ténis mundial, superando Djokovic com 30 e Federer com 27. O tenista espanhol consolida também a sua posição no topo do ranking da hierarquia mundial e aumenta a vantagem para Roger Federer, o número dois do ranking.

Tsitsipas em ação na meia final contra Kevin Anderson
Fonte: ATP World Tour

Neste torneio, destaque para o finalista vencido, Stefano Tsitsipas, jovem de apenas 20 anos (feitos no dia da final) que derrotou quatro tenistas do top dez, Dominic Thiem, Novak Djokovic, Alexander Zverev e Kevin Anderson até chegar à final. Com esta prestação, o tenista grego ascende à 15.ª posição do ranking ATP, superando até esta altura o seu melhor ranking da carreira que era o 27.º posto.

Foto de Capa: ATP World Tour

Jogadores que Admiro #96 – Ricardo Mestre

Raul Alarcon conquistou este domingo em Fafe a Volta a Portugal em Bicicleta Santander pelo segundo ano consecutivo, expendendo para seis temporadas o domínio da estrutura agora denominada W52/FC Porto. No entanto, em desportos de equipa, raramente se vence sozinho e, mais uma vez, houve um ciclista que se destacou como fundamental para mais este triunfo, Ricardo Mestre.

O ciclista algarvio voltou a fazer uma Volta de qualidade, sendo o mais fiável dos gregários de Alarcon durante as duas semanas da Grandíssima. Enquanto António Carvalho e João Rodrigues apareceram melhor em certas alturas da prova, nenhum teve a regularidade de Mestre. E, mesmo despendendo bastante energia na cabeça do pelotão, ora a proteger o seu líder, ora a impor ritmos para massacrar os adversários, terminou nos dez primeiros em várias etapas e foi oitavo na Geral final.

O que mais impressiona nessa facilidade em que se sacrifica para os outros é que ele próprio já venceu a Volta a Portugal. Outras demonstrações da sua qualidade são as duas vitórias no GP Joaquim Agostinho, a etapa conquistada este ano numa etapa da Vuelta Asturias e a sua passagem pelo World Tour, em especial a combatividade com que se destacou no Giro 2013. E, ainda assim, para mim, o que mais o distingue começam a ser as várias Voltas que deu a ganhar aos companheiros.

O sorriso é uma das imagens de marca do algarvio
Fonte: José Baptista/Bola na Rede

É fácil dizer que, tanto na W52 como no Tavira, estava incluído na mais forte equipa nacional e que, por isso, lhe era mais fácil estar presente nesses triunfos. Mas, o que realmente é preciso dizer é que essas equipas são muito mais fortes com a sua presença e, acima de tudo, seriam-no muito menos se tivessem Ricardo Mestre contra elas.

A juntar a tudo isto, há uma atitude irrepreensível fora da estrada. Se ao algarvio nunca ninguém parece ter nada a apontar, dá até gosto ver o sorriso com que sempre brinda todos à sua passagem.

Foto de Capa: José Baptista/Bola na Rede

Lorenzo soma e segue

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Depois do Grande Prémio de Brno, o mundial de motociclismo rumou até à Áustria para mais uma corrida. O espanhol Marc Márquez (Honda) partia da pole position, seguido de Andrea Dovizioso(Ducati) e Jorge Lorenzo(Ducati), algo que não mudou após o início da corrida.

O piloto da Honda tentou distanciar-se dos rivais diretos, enquanto Dovizioso e Lorenzo lutavam pela segunda posição – sem nunca perder de vista Marc Márquez. À semelhança do último fim-de semana, a primeira metade da corrida foi algo morna e pouco emocionante, mas a adrenalina estava reservada, mais uma vez, para as últimas voltas.

A dez voltas do final, Jorge Lorenzo puxou do seu ‘martilho’ e voltou a pressionar o líder Marc Márquez, acabando por ultrapassar o compatriota e ascender ao primeiro lugar, enquanto o italiano Dovizioso ia perdendo gás e sem conseguir intrometer-se pela luta da vitória. Também Valentino Rossi não foi capaz de se manter no grupo da frente, já que continua com problemas na sua Yamaha.

Se achávamos que a luta pela vitória poderia estar decidida após o ataque de Lorenzo a Márquez, ainda conseguimos assistir a um jogo frenético de ultrapassagens durante as últimas três voltas onde os espanhóis trocaram várias vezes de posições.

Lorenzo e Márquez num intenso duelo
Fonte: MotoGP

A emoção estava reservada para a última volta, onde mesmo com alguns erros à mistura, o piloto da Ducati Jorge Lorenzo conseguiu levar a melhor sobre Marc Márquez e cruzar a linha da meta no primeiro lugar.

A verdade é que após a dispensa de Jorge Lorenzo por parte da Ducati, o piloto espanhol já venceu várias corridas. Certamente que os responsáveis da marca italiana já estarão arrependidos… e quem ganha será a Honda que terá Lorenzo como piloto para a próxima temporada.

Na categoria de Moto2, a decisão da vitória também só aconteceu na última volta. Ou melhor dizendo, na última curva.

Miguel Oliveira continua na luta pelo título de Moto 2
Fonte: KTM Factory Racing

O piloto português, Miguel Oliveira, partiu da segunda posição da grelha de partida e após um excelente arranque, conseguiu manter-se na liderança durante grande parte da corrida. Mas Francesco Bagnaia não se deu por vencido e atacou Oliveira na última volta. Numa luta emocionante de ultrapassagens, o ‘falcão’ português perdeu o primeiro lugar na curva antes da recta da meta e nunca mais conseguiu alcançar o italiano até à bandeirada de xadrez.

Com este segundo lugar, Miguel Oliveira perdeu a liderança do mundial de motociclismo da categoria de Moto2 mas não está afastado do título de campeão.

 

Foto de Capa: MotoGP

FC Barcelona 2-1 Sevilha FC: Penálti falhado aos 90’ dá supertaça aos culés

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O primeiro troféu da época futebolística espanhola foi disputado fora de portas. Com a supertaça a ser jogada em Tânger, no Norte de Marrocos, catalães e sevilhanos entraram em campo para se mostrar aos milhares de adeptos que se encontram no país africano e dar uma ideia do que os aficionados poderão esperar para os próximos nove meses.

A jogar a sua primeira partida oficial depois dos amigáveis estivais, o FC Barcelona aproveitou para lançar Clement Lenglet, central francês contratado precisamente ao Sevilha FC, e Arthur, médio centro brasileiro proveniente do Grémio. Do outro lado, André Silva, a mais recente aquisição dos rojiblancos, começava o jogo no banco.

E foi daí que o português assistiu a um início tipicamente dominador do Barça, que lançou uma espécie de rede sobre o adversário, instalando-se, na totalidade dos 10 jogadores de campo, no meio campo contrário. Mas esta rede tinha buracos. Tal como tubarões, perante uma defesa catalã em sangria, os sevilhanos foram para a frente e, após o passe de Luís Muriel a isolar Sarabia, fizeram o 1-0. Aos 9 minutos, o FC Barcelona sofria um golo que estava no guião.

Mas os campeões espanhóis em título não foram abaixo com este tento. Voltaram a lançar a rede, desta vez fortalecida e perante um adversário que se contentava em furá-la apenas uma vez. Retomaram as rédeas do jogo e, mesmo sem Iniesta, o meio campo foi capaz de gerir o jogo, com Messi a vir buscar a bola a áreas mais profundas e Dembelé a procurar constantemente desequilíbrios e cruzamentos. Apesar de Suarez ter sido, na primeira parte, a principal fonte de perigo do FC Barcelona, acabou por ser Gerard Piqué a fazer o golo. Aos 42 minutos, Messi bate um livre a pouco mais de 20 metros da baliza, a bola bate no poste direito, bate nas costas do guarda redes, Vaclik, e novamente no poste, para depois sobrar para o central espanhol, que encostou para o fundo das redes. Um golo afortunado, mas um empate merecido.

Sarabia festeja o primeiro golo da partida
Fonte: Sevilla FC

Antes do fim da primeira parte, Luís Muriel ainda voltou a criar problemas aos defesas catalães, mas Sarabia não conseguiu voltar a corresponder ao serviço do colombiano  e falhou o golo.

Os rojiblancos aproveitaram este embalo e ,na segunda parte, apresentaram-se com outra atitude. Passavam a ter mais bola, frente a um Barcelona que, tirando Rafinha e Arthur para lançar Rakitic e Coutinho, procurava um jogo mais agressivo, porém sem sucesso. Aos 62 minutos, Vazquez corresponde ao livre de Banega com um cabeceamento que fez estremecer a trave da baliza de Ter Stegen. O mesmo Vazquez iria, aos 68 minutos, encontrar espaço à entrada da área para desferir um remate que, caso tivesse ido uns centímetros mais para a esquerda, teria feito o 2-1.

Mas, a partir dos 75 minutos, os jogadores de Ernesto Valverde, apáticos até aqui, despertaram novamente, de modo a contrariar um Sevilha cada vez mais atrevido. A 13 minutos dos 90, Messi obriga Vaclik, a figura da sua equipa, a uma fantástica dupla defesa. Mas o guarda redes checo nada pôde fazer quando, aos 80 minutos, Dembelé encheu o pé de fora da área sevilhana e colocou o esférico, mais à força do que em jeito, no fundo das redes, fazendo o 2-1. O extremo francês, que tivera até aqui um jogo de altos e baixos, proporcionava-nos assim o momento da noite.

Quando a partida já parecia sentenciada a uma vitória culé, Ter Stegen faz falta dentro da área sobre Aleix Vidal – ex-FC Barcelona – e atira um salva vidas ao Sevilha. Quem estava encarregue de o agarrar era Ben Yedder, que entrara para o lugar de Mercado cinco minutos antes. Mas o francês acabou mesmo por deixar a sua equipa afundar, rematando para o lado direito, onde já estava o guarda redes alemão.

Esta foi a última oportunidade de um jogo cuja história se pareceu repetir nas duas partes: um início cauteloso, um desenvolvimento apático e um final frenético, com alguns rasgos de génio e ocasiões inesperadas espalhados pelos 45 minutos. Messi e companhia regressam à Catalunha com a Supertaça nas mãos e o Sevilha leva este dissabor de volta para casa, onde irá preparar a 2.ª mão da pré eliminatória da Liga Europa, frente ao Zalgiris.

 

Onzes iniciais:

FC Barcelona: M. A. Ter Stegen; N. Semedo; G. Piqué; C. Lenglet; J. Alba; S. Busquets; Arthur (P. Coutinho 52’); O. Dembelé (A. Vidal 86’); Rafinha (I. Rakitic 45’); L. Messi; L. Suaréz.

Sevilla FC: T. Vaclik; G. Mercado (W. Ben Yedder 85’); S. Kjaer; G. Sola; J. Navas; R. Mesa; E. Banega; S. Escudero; P. Sarabia (Aleix Vidal 71’); F. Vazquez; L. Muriel (A. Silva 60’).

A.D. ‘Os Limianos’ 1-1 Merelinense FC: candidato incapaz perante organização canarinha


O Campeonato de Portugal regressou a Ponte de Lima. Depois de um ano de ausência dos escalões nacionais, a AD Limianos procura, tanto quanto a manutenção, praticar um futebol atrativo e cativar as gentes daquela vila. Por sua vez, o Merelinense FC procura repetir feitos de outras épocas, nomeadamente a de 2016/2017, e lutar pela subida de escalão.

Não era de esperar que o primeiro jogo fosse disputado com a qualidade desejável, mas antes com muita luta e inúmeros duelos a meio campo. Cedo se percebeu que a partida teria uma dose elevada de garra e que as bolas divididas seriam encaradas como “pão para a boca”. Prova disso são as escassas oportunidades de golo em toda a primeira parte e o número de cartões distribuídos até ao final da partida.

A primeira meia hora de jogo resumiu-se a uma posse de bola inofensiva da equipa visitante e a vários contra-ataques promissores, mas impotentes da equipa da casa. Aos cinco minutos, numa jogada de resposta limiana, Jójó rematou cruzado e Chiquinho falhou a emenda ao segundo poste. O mesmo se repetiu aos 13 minutos, quando Cláudio conduziu o ataque rápido que terminou com um remate de Micka, fácil para Rêgo recolher.

Pelo meio, os forasteiros conseguiam aproximar-se da baliza defendida por Bruno Santos, em ataque mais ou menos organizado, mas sem nunca causar perigo. O primeiro lance digno de registo por parte da equipa orientada por Carlos Cunha ocorreu à passagem do minuto 15 e terminou com um remate fraco e desenquadrado de Chula. No entanto, o perigo chegou mesmo à baliza limiana; aos 28 minutos e após um livre lateral cobrado por Mendonça, Rapha cabeceou sozinho e falhou o alvo por muito pouco.

Quatro minutos depois, a equipa da casa chegou à liderança. Também através de um livre lateral, o central Tiago Letras surge sozinho ao segundo poste e só teve de encostar de cabeça.

Até ao final da primeira parte não se registaram lances de maior perigo, uma vez que as equipas abrandaram o ritmo de jogo e pareciam esperar pelo descanso.

Num jogo exageradamente disputado na raça, foram os lances de bola parada a decidir o encontro
Fonte: Bola na Rede

Em situação de desvantagem e com o intuito de reverter o resultado negativo logo na primeira jornada, o técnico visitante procedeu às três alterações antes do reatamento do jogo. A decisão veio a provar-se acertada, já que o Merelinense FC assumiu o jogo com outro caudal ofensivo e o golo do empate não tardaria a aparecer.

Logo aos três minutos da segunda parte, numa altura em que a equipa da casa já se remetia para a sua metade do terreno, Fábio Pimenta cabeceou, apesar da forte oposição, e fez a bola rasar a barra.

Aos 60 minutos, e bastante por cima do jogo, o Merelinense FC criou a jogada de maior perigo até então. Luiz Alberto descobriu Mendonça na linha que rematou cruzado da esquerda e a bola atravessou toda a área sem que qualquer emenda a transformasse em golo.

Com o aproximar do fim do jogo, a AD Limianos jogava com o relógio e a equipa bracarense jogava mais com o coração do que com a razão. Prova disso foram os remates desesperados e totalmente desenquadrados com a baliza contrária e um pedido tão efusivo quanto disparatado de grande penalidade aos 73 minutos.

Contudo, a sofreguidão dos atletas de encarnado acabou por surtir efeito. Após um mau alívio a um livre lateral cobrado pela direita, a bola foi despachada para o coração da área onde encontrou a cabeça de Luiz Alberto e só parou no fundo das redes, depois de Bruno ainda a ter desviado. Era a recompensa para os adeptos que viajaram desde Merelim e um verdadeiro balde de água fria para os adeptos da casa.

Até ao final da partida, onde os quatro minutos extra foram esticados até perto dos sete, assistiu-se a tentativas desesperadas de desfazer o empate, de parte a parte, através de remates de fora da área.

A divisão de pontos entre limianos e bracarenses acabou por se justificar, numa partida onde os golos e os lances mais perigosos nasceram através do jogo aéreo. Os da casa deram sinais de um regresso saudável aos palcos nacionais, enquanto que os forasteiros ainda demonstram muitas arestas por limar se quiserem repetir sucessos passados.

 

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Fernando, Digas, Tiago Letras e Jójó; Luan, Vítor Sousa (Alvinho, 71’) e Micka; Cláudio Dantas (Ricardo Silva, 57’), Rui Magalhães (Júlio César, 74’) e Chiquinho.

Merelinense FC: Rui Rêgo; Mário Mendonça, Luiz Alberto, Rapha e Xavi (Jorginho, 45’); Alex Machado (Fábio Pimenta, 45’), Luís Ferraz e Valter Beck (Tiago Morgado, 45’); Jorge Chula, Fausto Lourenço e José Pedro.

SC Braga 4-2 CD Nacional: Arsenalistas encontraram-se no segundo tempo

Depois de uma época extremamente bem sucedida em 2017/2018, o SC Braga parte para a nova temporada com estatuto reforçado e, provavelmente pela primeira vez na sua história, entra no Campeonato como real candidato ao título. Na Pedreira, o primeiro onze foi com várias mudanças para o habitual da época passada, fruto das entradas e saídas no mercado, mas também de lesões e opções técnicas.

No entanto, essas alterações não se fizeram sentir, com os arsenalistas a entrarem dominadores e donos de um jogo fluido que rapidamente pôs em dificuldades os insulares. De regresso ao escalão superior do futebol nacional, o CD Nacional não podia pedir adversário pior e entrou no jogo logo a sofrer.

No segundo minuto, sofreu o calafrio do perigo, mas isso pouco se compararia com o sofrer o primeiro golo do jogo, logo aos três minutos do encontro. Dyego Sousa apareceu sozinho na cara do guardião e não perdoou, abrindo a contagem para os minhotos. O Nacional demorou a responder à entrada forte dos da casa, mas foi começando a aproximar-se da área adversária e seria compensado por volta dos 20 minutos.

Matheus e um dos defesas bracaranses chocaram, a bola sobrou para os visitantes e, ao tentar salvar a situação, o guarda-redes acaba por fazer penalti. Da marca dos onze metros, Rochez não vacilou e atirou bem colocado, de nada valendo ao brasileiro ter adivinhar o lado para onde a bola ia.

Os braguistas não se deixaram abater pelo revés e rapidamente procuraram regressar à liderança do marcado. Dyego não acertou à primeira, com um pontapé de bicicleta desajeitado, mas pouco depois redimiu-se, aproveitando uma recuperação de bola no centro do campo para bisar ao voltar a levar a melhor no cara-a-cara com Daniel.

As duas figuras maiores da estreia dos Guerreiros na Liga 2018/2019
Fonte: SC Braga

Se isto já parecia emoção suficiente para a primeira parte, os atletas ainda tinham mais reservado para os 12.387 adeptos nas bancadas. Aos 37 minutos, após canto, Matheus aliviou mal a bola e esta sobrou para Rochez que, à meia-volta, igualou Dyego e fez também o seu bis.

No recomeço, continuou a intensidade e, fazendo do desenrolar do marcador uma rotina, o SC Braga voltou a assumir a dianteira. Desta vez, Dyego Sousa trabalhou para assistir Ricardo Horta que, com espaço, girou sobre si mesmo dentro da grande área e atirou a contar.

Desta feita, os madeirenses já não conseguiram responder de pronto e o jogo entrou na sua fase mais parada, o que favoreceu os arsenalistas, mais tranquilos com a vantagem e menos ameaçados pelo opositor. Daniel ainda teve uma grande defesa aos 64 minutos, mas, aos 71, uma excelente jogada coletiva viu Ricardo Horta aparecer isolado para também ele bisar no encontro.

Até ao fim, os arsenalistas ainda voltariam a estar perto do golo por mais que uma vez, mas o resultado já não sofreria mais alterações. Assim, o SC Braga entra a ganhar no campeonato e, apesar das dificuldades no primeiro tempo, começa a época em igualdade com os outros candidatos ao título. Já ao Nacional, dificilmente se poderia pedir mais que causar problemas aos da casa e conseguiram-no fazer. Apesar da derrota e de alguns erros defensivos, têm razões para ficar satisfeitos com a exibição.

 

Varzim SC 0-1 CD Mafra: Eficácia no regresso à Segunda Liga

Na ronda inaugural da Segunda Liga, o Mafra foi à Póvoa vencer o Varzim por 1-0. Num jogo que terminou com 10 unidades de cada lado, a equipa visitante somou os três pontos graças a um golo de Flávio.

Depois de uma época atípica, o Varzim entrou para a nova temporada com o objetivo de melhorar o décimo lugar de 17/18. Já o Mafra, regressado do Campeonato de Portugal, arrancou para a nova época com o objetivo de ficar na Segunda Liga.

A equipa de Capucho, mais forte e a jogar em casa, desde cedo procurou assumir as despesas do jogo. Com o lateral Rui Coentrão a empurrar a equipa para a frente e Ruan Teles a tentar desequilibrar, a equipa da casa ia dominando o encontro.

Já a equipa do Mafra, a sentir muitas dificuldades com a bola, ia procurando condicionar as ações de Ruan Teles, mas lidava mal com a pressão alta imposta pela formação de Capucho.

Sem surpresa, após 20 minutos de controlo a primeira oportunidade do encontro pertenceu aos homens da casa, através de Rui Coentrão e Ruan Teles. O lateral esquerdo apareceu bem no ataque e cruzou largo, mas o extremo não teve a pontaria necessária para desviar com sucesso ao segundo poste.

O Mafra sentiu o aviso e, aos 28 minutos, procurou responder. O médio Zé Tiago deixou Flávio na cara de Paulo Vítor, mas o remate do avançado saiu muito ao lado.

Ciente da preponderância de Rui Coentrão e de Ruan Teles na partida, Capucho passou o extremo brasileiro para o corredor esquerdo, colocando os dois jogadores no mesmo flanco.

O Mafra entrou com o pé direito na Segunda Liga
Fonte: Varzim SC

O Varzim passou a carregar pela esquerda e, aos 34 minutos, Júlio Alves recebeu na pequena área, mas, num lance confuso, acabou por se deixar cair sem concluir a jogada.Os adeptos do Varzim pediram penálti, mas o árbitro Fábio Melo optou por advertir o avançado com o cartão amarelo por simulação.

A equipa da casa continuava a controlar, mas acabou por sofrer uma enorme contrariedade a dois minutos do descanso. Num lance ainda no meio campo do Mafra, Júlio Alves procurou roubar a bola a Guilherme Ferreira, mas acabou por cometer uma falta violenta sobre o defesa e ver o segundo amarelo.

No segundo tempo, a equipa do Varzim, a jogar com menos uma unidade, entrou remetida ao seu meio campo. Já o Mafra, em vantagem numérica, procurou subir no terreno, sobretudo através dos ataques à profundidade de Flávio.

O avançado dos visitantes, de resto, esteve nos poucos lances do Mafra no segundo tempo e, aos 58 minutos, ofereceu o golo a Rui Pereira, mas o remate do médio saiu ao lado.
No entanto, numa altura em que o Mafra começava a dominar o encontro, Guilherme Ferreira viu o segundo amarelo por entrada sobre Haman e devolveu a igualdade numérica à partida.

Apesar da contrariedade, a equipa visitante ia mesmo chegar ao golo aos 72 minutos, novamente por Flávio. Depois de um cruzamento largo da direita, o camisola 9 do Mafra surgiu no meio dos centrais do Varzim e cabeceou para o golo da vitória.

Até ao final, a equipa de Capucho tentou responder e Chérif ainda testou o guarda-redes contrário, mas Godinho respondeu com uma grande defesa e o resultado não se alterou.