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Vlachodimos chegou, viu e o lugar de titular é seu!

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Ponto prévio antes de começar este texto: o SL Benfica precisava urgentemente de reforçar a baliza, com um rosto que fosse capaz de aguentar o ritmo alucinante de uma época inteira, com competições internas e externas a acontecer ao mesmo tempo.

Partindo desta premissa, Vlachodimos tem se revelado essa figura, com a boa resposta em campo, ou não fosse contratado diretamente para ser o titular da baliza encarnada.

Com carimbo de estrela adquirido nas passagens pelo Estugarda e Panathinaikos, fez esquecer Bruno Varela, que não deixou saudades aos benfiquistas, e afastou Svilar, apesar do belga ainda ter (poucas) hipóteses de poder brilhar no plantel benfiquista. Ainda assim, o facto de ser jovem e de ainda não ter experiência suficiente não fazia querer que pudesse ser o substituto de Varela.

Nos jogos de pré-temporada, Vlachodimos foi o mais utilizado por Rui Vitória. Somou quatro jogos, contra os dois de Svilar e apenas um de Bruno Varela. Seguindo a mesma lógica, foi o guarda-redes que somou mais minutos, com 316.

As exibições consistentes de Vlachodimos valeram-lhe o lugar de titular na baliza encarnada
Fonte: SL Benfica

Mostrou segurança e firmeza entre os postes, com um bom jogo de pés e foi decisivo em resolver situações de maior perigo. Entre os jogos que disputou, obteve maior destaque na partida frente à Juventus, em que foi o principal responsável pelo empate no tempo regulamentar, ao salvar os encarnados de três ocasiões de claro perigo por parte do novo clube de Cristiano Ronaldo.

Assim que ocupou o lugar, nunca mais o largou e Rui Vitória teve tudo isso em conta, de modo a tomar a importante decisão de quem seria o guardião titular em 2018/2019.

É verdade que o guardião precisava de mais rotação, por ser uma cara nova no plantel. E teve direito a isso! Porém, ao contrário de muitos outros que não vingam, Vlachodimos foi diferente e ganhou a concorrência a Svilar e Bruno Varela.

Perante o que vimos na pré-época e na partida contra o Fenerbahçe, acredito que a temporada que se avizinha será deveras interessante e desafiante para mostrar e consolidar Odysseas Vlachodimos como a estrela que é.

Espero não me desiludir e que o guardião não desiluda. Também espero que traga muitas alegrias aos benfiquistas e que possamos contar com uma presença assídua e eficaz nas nossas redes. Não quero com isto dizer que Bruno Varela foi mau, muito pelo contrário, isto porque Vlachodimos foi e será muito melhor.

Foto de Capa: SL Benfica

CD Feirense 2-0 Rio Ave FC: Feirense deu fogaça a cheirar

Feirense e Rio Ave iniciaram mais uma época no principal escalão do futebol português com um jogo animado e interessante de seguir, pese embora nem sempre bem jogado.

Para o seu segundo jogo oficial da época, Nuno Manta Santos optou por um onze mais rodado, com apenas três reforços. Por sua vez, José Gomes, depois da eliminação da Liga Europa e do apuramento para a fase de grupos da Taça da Liga, apresentou sete caras novas desta época no onze inicial.

Os primeiros minutos foram equilibrados, com as equipas a estudaram-se mutuamente e a dividirem momentos de maior domínio. O primeiro lance de perigo foi para os vilacondenses, tendo Caio sentido dificuldades para parar um remate de Gelson Dala.

Aos 20 minutos surgiu o primeiro golo da partida: Tiago Silva rematou à entrada da área, com a bola a desviar em Leandrinho e a não dar hipóteses a Leo Jardim. Mais confortável com a vantagem, o Feirense ia aproximando-se com cada vez mais perigo da baliza adversária, expondo as muitas debilidades da defensiva do Rio Ave. Numa dessas investidas, Luís Machado quase marcava um golo de belo efeito, com a bola a tirar tinta ao poste.

Foi pouco depois da meia hora que os fogaceiros aumentaram a vantagem. Na sequência de um livre muito bem batido por Tiago Silva, Edinho apareceu solto para cabecear para o fundo das redes. Terceiro golo em dois jogos para o internacional português. Foi com o resultado em 2-0 que chegamos ao intervalo, justificado pela maior acutilância ofensiva da equipa da casa.

Edinho voltou a marcar com a camisola do Feirense
Fonte: CD Feirense

O segundo tempo começou como acabou o primeiro, com um Feirense autoritário quase a dilatar a vantagem logo aos 47’, com um cabeceamento falhado de Crivellaro já dentro da pequena área. Do outro lado, nota para uma tentativa de Gelson Dala de cabeça. Insatisfeito com a sua equipa, José Gomes lançou Bruno Moreira para dar maior pujança ofensiva e conseguiu equilibrar a contenda.

As oportunidades eram escassas e surgiam sobretudo através de cabeceamentos: aos 70 minutos, João Silva quase colocava um ponto final no resultado. Cinco minutos volvidos e na outra área, Nelson Monte cheirou o 2-1.

O jogo arrastou-se até final sem mais oportunidades, com muito cansaço de parte a parte e algumas perdas de tempo dos da casa. A primeira parte dos comandados de Nuno Manta Santos encheu o olho e justificou a vitória, deixando os adeptos confiantes para o que aí vem. Já o Rio Ave continua a desiludir, com muitos problemas defensivos que não deixam a equipa alcançar melhores resultados.

Onzes iniciais:

CD Feirense: Caio Secco; Edson Farias (Diga), Bruno Nascimento, Briseño, Vitor Bruno; Babanco, Tiago Silva, Crivellaro (M.Soares); Luís Machado, Sturgeon, Edinho (João Silva).

Rio Ave FC: Leo Jardim, Nadjack, Buatu, Borevkovic, Afonso Figueiredo; Leandrinho, Tarantini, João Schmdit (Bruno Moreira); Gabrielzinho (Damien Furtado), Galeno, Gelson Dala (Miguel Rodrigues).

Uma época de luta por uma semana de destruição

Acredito que um tema desta natureza desperte sentimentos mistos nos leitores. Por isso, vamos por partes. Sim, eu sei que o Rio Ave FC perdeu quase a totalidade da sua equipa, em relação à época passada. Sim, também sei que os clubes fora da órbita dos “três grandes” têm uma tarefa muito mais árdua no que ao planeamento de época diz respeito. Tenho todos os fatores em conta para vincar a minha opinião, e a minha opinião é de que o Rio Ave FC, e a pessoa do seu presidente, António da Silva Campos, falharam e há aspectos merecedores de critica.

Muito bem, depois de ter informado os leitores, que me viessem a julgar de ser desconhecedor da realidade, de que estou bem a par daquilo que se passa no futebol português, está na altura de ir direto ao ponto.

O Rio Ave FC lutou uma época inteira, desde Agosto até Maio, por um lugar na Europa em 2018/2019, fazendo uma temporada muito positiva sob a liderança do treinador Miguel Cardoso, que decidiu partir para uma nova aventura. A equipa vila-condense ganhou o direito de estar na presente edição da Liga Europa depois do Clube Desportivo das Aves ter falhado o seu licenciamento prévio junto da Federação.

Sou sincero, desde o inicio que disse que preferia ter o CD das Aves apurado diretamente na fase de grupos e o Sporting CP a disputar as pré-eliminatórias de acesso. Porquê? Tudo por uma questão de ranking. Numa época em que já perdemos uma equipa europeia, era de todo importante amealhar o máximo de pontos possíveis e ir conseguindo manter ao máximo as cinco equipas europeias. No entanto, reconheci, na altura, um projeto interessante ao Rio Ave FC, capaz de chegar à fase de grupos da Liga Europa, para onde iria o CD das Aves.

Apesar dos maus resultados, os adeptos do Rio Ave proporcionaram uma excelente moldura humana
Fonte: Rio Ave FC

Esqueci-me completamente de algo bastante importante e que seria, talvez, merecedor de uma reflexão: o dirigismo desportivo português. Mais uma vez, os clubes pequenos têm todo o meu respeito e admiração pelo trabalho que conseguem alcançar com poucos recursos, mas isto não pode ser a eterna desculpa. O dirigismo desportivo português é limitado e mesquinho. Vários são os exemplos de equipas portuguesas que depois de uma excelente temporada decidem desinvestir ou mudar a estratégia do projeto a meio. O Rio Ave FC é o exemplo desta temporada.

José Gomes foi uma escolha, no minimo, surpreendente, para o lugar de treinador do Rio Ave FC
Fonte: Rio Ave FC

Parece-me que o presidente António da Silva Campos convenceu-se de que o “piloto automático” e alguma ajuda do empresário Jorge Mendes diga-se, seria suficiente para chegar à fase de grupos da Liga Europa. Não encontro outra explicação. Qual a razão para depois de ter um treinador com um modelo de jogo bem definido e de sucesso, como foi Miguel Cardoso, escolher-se um treinador com um currículo bastante pobre a nível de treinador-principal e com um modelo de jogo diferente? Falo claro de José Gomes. Não há um fio-condutor que me ajude a encontrar a razão pela qual o presidente do Rio Ave FC escolheu José Gomes para seu treinador.

O presidente do Rio Ave (à esquerda) é o principal responsável pela eliminação precoce do Rio Ave nas competições europeias
Fonte: Rio Ave FC

O resultado está à vista de todos. A equipa de Vila do Conde tinha uma equipa perfeitamente ao seu alcance, e quem viu os jogos pode testemunhar as enormes fragilidades que os polacos do Jagiellonia Białystok possuem. Ainda assim, o Rio Ave não conseguiu ganhar um jogo ao vice-campeão polaco. Pior que isso, sofreu cinco golos no total da eliminatória. E Portugal perde um dos seus cinco representantes europeus logo ao primeiro aceno. É caso para perguntar: tanta luta pela Europa ao longo de uma temporada para que?

Provavelmente na próxima temporada estaremos aqui outra vez para falar de uma outra equipa que lutou arduamente pela Europa e depois por incompetência dos seus dirigentes decidiu desinvestir ou mudar o projeto, e por isso, falha a qualificação para a Liga Europa.

Urge-se a mudança de mentalidades, quem fica mal visto é o futebol português. Acreditem em mim, quando o quinto classificado da nossa liga não consegue ganhar ao vice-campeão polaco, liga que está classificada no 21.˚ lugar do ranking da UEFA,  a imagem que fica do nosso futebol é muito má. E desculpem-me, mas para o caso do Rio Ave FC, não há desculpas que ajudem. Nem a questão dos orçamentos aqui se coloca, visto que os vila-condenses até possuem um orçamento maior que os polacos.

As perspectivas para a nova época europeia não são nada animadoras.

Foto de Capa: Rio Ave FC

Bons resultados nas finais com olhos no futuro

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No sábado, Portugal contou com duas atletas nos 20 km Marcha e três atletas em finais do período da tarde. 

Portugueses em competição

No Lançamento do Disco, com Irina Rodrigues lançou exatos 58 metros ao segundo lançamento, estando na altura na zona de qualificação (no quarto lugar). As outras atletas em concurso foram melhorando, mas Irina mantinha-se na zona de qualificação para os últimos três lançamentos. Até que Liliana Cá, que até aí tinha dois nulos, lançou o Disco a 58.01 metros e por um centímetro ultrapassou Irina Rodrigues, tirando-a dos últimos três lançamentos! Bom para uma, mau para a outra, o que não invalida que ambas tenham tido uma excelente participação nestes Europeus de Berlim. Liliana Cá ainda continuou no concurso e viria mesmo a lançar mais, no seu quinto ensaio com um lançamento de 58.91 metros, fechando na sétima posição e Irina na nona. No final ambas as atletas confessaram que é uma situação que queriam evitar (apenas uma se qualificar para a finalíssima), mas que o desporto é assim e ambas estavam a tentar fazer o seu melhor. Liliana Cá reconheceu que a entrada no Programa de Preparação Olímpica será bastante importante para ela e para as suas condições de trabalho, afirmando que estava feliz por voltar à competição com um ano tão positivo, enquanto que Irina Rodrigues referiu que esta sua primeira participação em finais lhe dá mais motivação para o futuro. 

Na prova do Salto em Comprimento, Evelise Veiga abriu com 6.47 metros (+0.6) e isso viria a ser suficiente para ser finalista com o oitavo lugar a nível europeu! Ainda teve mais 5 tentativas após esse salto mas não viria melhorar. Evelise Veiga fechou assim de forma espetacular uma época em que bateu o recorde nacional sub-23, tornando-se a segunda atleta da história do Comprimento nacional, época em que foi também dupla medalhada nos Campeonatos do Mediterrâneo Sub-23. 

Uma época fantástica a fechar como a oitava europeia
Fonte: Evelise Veiga

No final, a atleta estava visivelmente feliz com a sua participação nos Europeus de Berlim, revelando que cumpriu todos os objetivos traçados para este ano, mas afirmando que os objetivos para 2019 serão ainda mais ambiciosos.

Nos 20 km Marcha, Ana Cabecinha terminou a prova em 1:29:49, ficando na oitava posição. A atleta ainda acompanhou o grupo da frente nos primeiros quilómetros, mas confessou que não esperava uma mudança de ritmo tão repentina, acusando também algum desgaste decorrente do tempo que esteve à espera para iniciar a prova – ver mais na informação relativa à final. Edna Barros participou na mesma prova e não terminou a mesma por limitações físicas, sentindo dores no joelho direito desde bastante cedo. A última passagem foi aos 11 km e no final, a atleta revelou que tudo tentou – incluindo a utilização de analgésicos – mas nada resultou, lamentando a sua estreia, mas prometendo mais e melhor para o futuro.

Ana Cabecinha terminou na 8ª posição nos 20 km Marcha
Fonte: FPA

FC Porto 5-0 GD Chaves: O Campeão voltou!

O FC Porto venceu o GD Chaves por cinco bolas a zero. Com casa cheia no Dragão para a estreia na liga, os azuis e brancos impuseram uma derrota pesada à formação flaviense e garantiram os primeiros três pontos da época. Aboubakar bisou e Brahimi, Corona e Marius fecharam o resultado com contornos de goleada.

Com a missão de defender o título conquistado na época passada, o FC Porto entrou forte e de olhos postos na baliza adversária. Do outro lado, um GD Chaves que conseguiu um surpreendente sexto lugar na passada temporada e que, agora sob o comando de Daniel Ramos, procurava uma estreia positiva na visita ao Dragão.

Do lado esquerdo do ataque azul e branco, Brahimi apareceu disposto a criar desequilíbrio. Na frente, os primeiros minutos mostraram um Aboubakar de pontaria pouco afinada. Logo aos quatro minutos o argelino serviu o ponta de lança, que adiantou demasiado a bola na recepção e permitiu a intervenção de Ricardo. Aos sete, foi a vez de Sérgio Oliveira servir o camaronês que, de cabeça, atirou por cima.

Ainda assim, ainda antes do quarto de hora, Aboubakar encontrou o caminho para o fundo das redes do GD Chaves. Ghazaryan demorou a completar o alívio, viu-se desarmado por Sérgio Oliveira, que aproveitou para fazer o cruzamento e servir Aboubakar. À terceira, o ponta de lança não vacilou e abriu o marcador no Dragão.

Cinco minutos depois, o 2-0, com nova jogada a envolver Sérgio Oliveira. O médio passou a rasgar para Otávio e o brasileiro aproveitou para servir Aboubakar, que bisou e ampliou a vantagem na partida. Pela esquerda, continuava Brahimi decidido a chegar perto da baliza adversária. Aos 22 minutos atirou ao lado e, aos 26, depois de um passe irrepreensível de Sérgio Oliveira, atirou quase sem ângulo, mas a rasar o poste.

A persistência do argelino foi premiada já em cima do intervalo, ao assinar o três a zero. Desta vez inverteram-se os papeis no ataque portista e foi Aboubakar que serviu Brahimi golo. Do lado do GD Chaves, a primeira parte passou sem qualquer lance de perigo e Casillas apenas foi chamado a intervir no jogo pelos seus colegas. O FC Porto ainda baixou o ritmo após o dois a zero, mas os flavienses não conseguiram lançar-se no ataque e incomodar o guardião azul e branco.

Nas bancadas era bem visível a alusão ao “regresso” do campeão
Fonte: Bola na Rede

Com 46.509 na bancada, o ambiente era de festa e de entusiasmo com o regresso do campeão nacional aos relvados. Depois de uma primeira parte de grande volume ofensivo, o FC Porto voltou para o segundo tempo com novo lance de perigo. Marcão evitou o quarto golo com um corte providencial em cima da linha de baliza e, já em esforço, Aboubakar acabou por cabecear por cima.

Sem nunca perder o domínio do jogo mas a diminuir a intensidade ofensiva, os dragões não permitiram que o GD Chaves incomodasse e, em cima do minuto 70, voltaram mesmo à carga. Aos 68, dois minutos depois de ter entrado, Corona atirou à malha lateral da baliza de Ricardo e, aos 69, foi Brahimi a rematar forte, com a bola a passar a rasar o poste. Em cima dos 70’, Corona fez mesmo o gosto ao pé, com um remate forte à entrada da área, e estabeleceu o 4-0.

Reduzido a dez elementos aos 80 minutos, com a expulsão de João Teixeira, o conjunto flaviense ainda sofreu o quinto golo. Marius aproveitou a sobra de um pontapé acrobático de Sérgio Oliveira e teve uma estreia de sonho de Dragão ao peito.

Os dragões disseram “presente” nesta primeira jornada do campeonato e impuseram a primeira goleada desta época. Sempre de olhos postos na baliza, o conjunto às ordens de Sérgio Conceição voltou a mostrar veia goleadora e entusiasmou os milhares presentes na bancada. Da parte do GD Chaves, mais trabalho terá de ser feito para alcançar os resultados da edição passada da liga.

Onze inicial FC Porto: Casillas, Maxi, Felipe, Diogo Leite, Alex Telles, Herrera, Sérgio Oliveira, Otávio (Adrián López, 73’), Brahimi, André Pereira (Corona, 66’) e Aboubakar (Marius, 80’)

Onze inicial GD Chaves: Ricardo, Filipe Melo, Avto, Eustáquio, Ghazaryan (Niltinho, 66’), William (Platiny, 78’), Luís Martins, Maras, Marcão, Bruno Gallo (João Teixeira, 74’), Brigues

Thibaut Courtois: “Cheguei ao melhor clube do mundo”

O guarda-redes internacional belga Thibaut Courtois disse esta quinta-feira estar a cumprir “um sonho” com a chegada à capital espanhola para representar o Real Madrid CF.

Com apenas 26 anos, Courtois atinge o auge da sua carreira e logo na sua apresentação deixou bem patente a sua felicidade e o que sente em relação aos Merengues: “Cumpro um sonho ao estar no Real Madrid. Não podem imaginar o quanto estou feliz. Só os que me conhecem sabem o que trabalhei para chegar até aqui e a responsabilidade e orgulho que tenho em estar no melhor do clube do mundo”, começou por dizer o belga na apresentação.

Courtois representou o Genk, clube onde se formou e esteve durante seis temporadas, chegando mesmo a alinhar pela equipa principal onde conquistou um campeonato e uma Taça da Bélgica. Na época 2011/2012, o seu passe é adquirido pelo Chelsea, mas acabaria por ser cedido a título de empréstimo ao Atlético de Madrid, assumindo a titularidade na baliza dos colchoneros por três anos, numa experiência que ficou marcada por várias conquistas nacionais e internacionais: um campeonato e uma taça espanhola e no capítulo europeu, uma Liga Europa e uma Supertaça Europeia.

Declarações de Courtois
Fonte: Real Madrid CF

Courtois tinha dado provas tanto do seu elevado valor como potencial e por isso mesmo seguiu para Londres sob a denominação “The new Petr Čech”, ficando dono e senhor das redes dos blues nas últimas quatro temporadas. Enriqueceu o seu palmarés com duas Premier League e uma Taça de Inglaterra.

O guardião belga tinha apenas mais um ano de contrato com o clube londrino: o Real Madrid viu este cenário como uma oportunidade magnífica e o Chelsea não quis correr o risco de perder um ativo de valor a custo zero, pelo que houve acordo entre ambas as partes a troco de 35 milhões de euros e do empréstimo, sem opção de compra, do croata Kovacic, que há muito demonstrava interesse em abandonar o colosso espanhol fruto do pouco tempo de jogo resultante do facto de ter estado constantemente na sombra do trio centrocampista composto por Casemiro, Toni Kroos e Luka Modric.

Do lado madrileno, a principal reação foi a do presidente, Florentino Pérez, que qualificou Courtois “como um dos melhores guarda-redes do mundo, ou mesmo o melhor”.
O guardião belga regressa assim a Madrid, mas desta vez, segundo o próprio, para representar o melhor clube do mundo.

Foto de Capa: Real Madrid CF

As 10 contratações com maior impacto na Premier League

Quinta-feira, 9 de agosto, 17h: o mercado de transferências fechava em Inglaterra. Num ano em que a janela de transferências da Premier League fechou antes da primeira jornada (ao contrário do habitual final de agosto), os milhões movimentados foram muitos – mas mesmo muitos.

O famoso deadline day foi, como era esperado, de loucos. O Everton de Marco Silva foi o clube mais dispendioso neste último dia de mercado: foi buscar Yerry Mina e André Gomes a Barcelona (o segundo por empréstimo), Bernard a custo zero e ainda Kurt Zouma ao rival Chelsea (também por empréstimo).

Olhando para o que se passou no país de Sua Majestade, chega-se ainda à conclusão de que o Liverpool foi a equipa que mais investiu (182,2 milhões de euros), enquanto o Tottenham não realizou qualquer transferência.

Em mais uma época da melhor liga do mundo, os grandes nomes desta continuam a merecer a atenção dos adeptos do futebol. Analisemos, então, aquelas que serão, à partida, as 10 contratações com maior impacto na Premier League

#Reconquista

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Esta semana foi o arranque da temporada dos encarnados nos jogos “a sério”. Depois de uma pré-temporada contra equipas de nível de Champions, a nova época do Benfica iniciou-se precisamente com a luta para entrar na fase de grupos dessa competição, frente ao Fenerbahçe, para a primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. De seguida, passados três dias, foram as águias que inauguraram a Primeira Liga 2018/19, contra o Vitória SC.

O que se viu nestes dois jogos foi o culminar do que se viu a ser trabalhado ao longo da pré-época. Quer contra os turcos, quer contra o Vitória SC, o onze foi o previsível, ou não fossem poucas as falhas no onze inicial em comparação à época transata. Odysseas Vlachodimos, que é o eleito para a baliza, Ferreyra, o eleito para a frente de ataque, e Gedson a fazer companhia no meio campo a Pizzi e Fejsa, são os três jogadores “estranhos” ao onze inicial. De resto, mantém-se o núcleo duro: quarteto defensivo com André Almeida, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo; Fejsa e Pizzi no meio campo; Cervi e Salvio nas alas.

Notou-se um futebol bem ensaiado, bastante ofensivo e bem trabalhado em ambos os jogos. No primeiro, a equipa visitante fez o seu jogo e deixou-se encostar às cordas para levar da Luz um resultado que conseguisse resolver na Turquia, conseguindo sofrer apenas um golo e levar para a segunda mão uma derrota pela margem mínima. Houve excelentes anotações no Benfica, mas faltou qualquer coisa para que se conseguisse concretizar as jogadas com maior facilidade. A entrada de Castillo para o lugar de Ferreyra ajudou nas movimentações e nas estatísticas de remates à baliza – o chileno tem remate fácil, mesmo em situações complicadas e apertadas -, mas apenas o tento de Cervi chegou a balançar as redes dos jogadores comandados por Phillip Cocu. Talvez faltou a veia goleadora de Jonas para descomplicar o jogo e permitir alargar a vantagem. Boas anotações, mas pouca concretização.

Foi Cervi o autor do tento solitário que dá a vantagem na eliminatória de acesso à Liga dos Campeões
Fonte: SL Benfica

No segundo jogo, o onze manteve-se inalterado – até porque uma possível entrada a titular de Castillo estava posta de parte devido à expulsão no último jogo do Campeonato Mexicano -, mas o jogo foi diferente. Foi mais fácil desbloquear o resultado, chegando ao primeiro golo em 10 minutos, e ao terceiro antes do intervalo. Ferreyra ainda pareceu um pouco perdido e chegou a falhar um penalti, não se servindo do golo para ganhar confiança e mostrar serviço. Parece que está com dificuldade em se adaptar, mas mostra uns toques de qualidade que são o suficiente para dar paciência aos adeptos benfiquistas. Pizzi, Cervi, Salvio e Grimaldo estão a combinar entre si de forma exímia, Vlachodimos trouxe segurança à baliza e Fejsa continua a fazer o que sempre fez. Gedson faz o brilho nos olhos dos encarnados, querendo ver nele uma ascensão à la Renato Sanches. Porém, a entrada de Alfa Semedo para o lugar de Fejsa e de Zivkovic para o lugar de Salvio, tornando a equipa num 4-3-3, mais do que o 4-2-3-1 inicial, enfraqueceu por uns minutos a equipa. A adaptação valeu dois golos ao Vitória SC que aproveitou para disputar o resultado quando todos pensavam que estava decidido. O Benfica recuperou a cabeça e segurou os primeiros três pontos da Primeira Liga, vencendo a primeira jornada – algo que não tem sido propriamente a tradição nos últimos anos.

O Benfica arrancou bem na temporada, com duas vitórias, a jogar bom futebol, ofensivo e pressionante, com bons indicadores, mas a mostrar ainda algumas fragilidades que têm de ser resolvidas para permitir a passagem ao Play-off da liga milionária e continuar a vencer na principal prova em Portugal.

Saudações Benfiquistas! #Reconquista

Foto de Capa: SL Benfica

 

Carta aberta ao futuro presidente do Sporting Clube de Portugal

Excelentíssimo senhor Presidente do Sporting Clube de Portugal,

As eleições estão marcadas para sensivelmente de hoje a um mês. E hoje, enquanto lhe escrevo esta carta aberta, tenho de não só vestir a pele de redator do Sporting aqui no Bola na Rede, mas também a pele de sócio e adepto do Sporting. E deixe que lhe diga que é com muita tristeza que assisti aos últimos acontecimentos em torno do nosso clube. Acho que nem o facto de termos ficado em sétimo lugar há uns anos atrás me deixou a sentir tão triste como agora. Primeiro o falhar redondamente no final do campeonato, passando ao lado do acesso a um dos nossos maiores objectivos: a Liga dos Campeões. Depois o ataque à Academia e tudo o que se sucedeu devido a esse ataque, onde nove jogadores quiseram rescindir por justa causa. Na altura perguntei-me várias vezes: podem mesmo cerca de 50 adeptos estragarem o futuro de um clube? E penso que a resposta é inequívoca: Sim!

Há vários dados em relação ao ataque que têm de ser esclarecidos porque penso que ainda se vive e se trabalha muito na base do “diz que disse” e não há certezas de nada. A verdade é que nenhum jogador formado na Academia do Sporting regressou após a justa causa e podemos considerar apenas que Gelson foi para um clube melhor. Mas quero reforçar – e espero que no seu mandato – possa fazer coisas muito boas, é tomar medidas em relação a isto. Para mim provavelmente apenas Bas Dost tem razões de justa causa.

Bas Dost foi um dos principais visados no ataque à Academia
Fonte: Sporting CP

Mas os restantes? Que justa causa? E mesmo Bas Dost que foi agredido e voltou? Não temem mais os assaltantes? Posto isto, nenhum jogador poderá alegar justa causa, isto foi um golpe de teatro bem montado e aproveitaram-se do nosso clube, do Sporting, para ter benefícios, principalmente financeiros. Por outro lado, temos jogadores que sentem o clube, que querem vestir a nossa camisola mais do que tudo, como Francisco Geraldes que reclamava por uma oportunidade merecida e que é “corrido” do clube e os que regressam são depois beneficiados com a braçadeira de capitão e mais salários? Isto é grave.

Com isto quero-lhe dizer que é importante os jogadores não terem este tipo de acções no futuro do clube, onde os jogadores são as pessoas que decidem o futuro deles e do clube. O clube tem uma hierarquia e o senhor Presidente é a entidade máxima, que deverá defender os superiores interesses do Sporting, sem deixar que alguém lhe diga o que deve fazer. Sem ir em esquemas de empresários ou fundos. O Sporting terá de zelar sempre pela verdade desportiva, pelos valores éticos e morais, coisa que neste caso não foram respeitados.

Como disse, zero jogadores da formação regressaram, pergunto: formamos jogadores na Academia como Ronaldo ou Figo, mas andamos a regredir nisso? Ou formamos jogadores e não formamos homens? Não sei qual será a melhor solução para o caso, se é necessário um maior apoio psicológico regular junto dos jogadores ou apoio familiar de modo a que os jogadores se sintam mais motivados, mas a verdade é que andamos a falhar redondamente neste capítulo. Portanto quero-lhe dizer que espero que o senhor, enquanto entidade máxima do nosso clube, leve os casos para a FIFA para o Sporting ser ressarcido do que tem direito por dever e que melhore também toda a estrutura da Academia, para mudar este paradigma e este modus operandi.

Vitória FC 2-0 CD Aves: Nova esperança no Bonfim

O Vitória FC começou a temporada no Bonfim frente ao Desportivo das Aves, num jogo debaixo de um sol quente. A estreia de Lito Vidigal na primeira liga ao comando dos sadinos não podia ter começado melhor.

A equipa da casa entrou em campo com uma atitude há muito perdida na terra do Sado e tal se refletiu no golo madrugador de Costinha, que, logo aos três minutos, não falhou depois de uma grande assistência de Mendy. A vantagem não fez o Vitória recuar. Sempre superior ao Aves, com mais posse de bola e maiores ocasiões de algum perigo, foram diversas as vezes que Beunardeau tremeu. Mendy foi uma surpresa positiva e rapidamente cairá na graça dos vitorianos. Com raça e vontade, foi um dos jogadores mais influentes na primeira parte a par do já conhecido Costinha.

Com os sadinos a não permitirem que os homens de José Mota criassem oportunidades claras de golo, o jogo começou a aquecer. Muitas faltas, mas poucos cartões levaram as duas equipas, traçadas ao perfil dos seus treinadores, exaltarem os ânimos. Com quatro minutos de compensação dados, o calor do jogo culminou na expulsão, através de vermelho direto, de Falcão aos 45+6′, depois do juiz da partida recorrer ao VAR e considerar tentativa de agressão sobre Costinha.

O Vitória foi sempre a equipa mais perto do golo
Fonte: Bola na Rede

As equipas regressaram ao relvado na segunda metade com o Vitória de novo por cima e, desta vez, em superioridade numérica. Tudo corria bem para a equipa sadina que, debaixo de 33º centígrados, voltou a madrugar. Jhonder, numa altura em que o estádio recuperava do intervalo, atirou a bola para o fundo das redes fazendo, no entanto, o VAR voltou a intervir e os sadinos viram aquele que seria o seu segundo golo anulado. Jhonder encontrava-se ligeiramente adiantado.

Se com onze a tarefa do Aves já não era fácil, a jogar com menos um os homens de Vila das Aves sentiram ainda mais dificuldades em construir jogo e criar oportunidades. Já o Vitória continuou a somar pontos, a crescer e, acabou mesmo por chegar ao golo. Aos 62 minutos Zequinha não perdoou e assistiu Cádiz, que atirou para o fundo das redes.

A desconcentração era muita e o jogo duro continuou, o que acabou por resultar em mais uma expulsão para o Desportivo das Aves. Aos 66 minutos, Felipe, amarelado desde o final da primeira parte, faz uma falta pouco inteligente sobre Zequinha à entrada da área. Reduzido a nove jogadores, restava ao Aves tentar não sofrer mais golos. Beunardeau foi o melhor jogador avense tendo negado por diversas vezes o terceiro aos homens de Lito Vidigal.

Depois da segunda expulsão o jogo arrefeceu, as oportunidades foram diminuindo bem como a intensidade. Avançou-se até aos 90′ a passo de caracol, com apenas mais um lance de grande perigo a favor do Vitória aos 87 minutos, aquando de um grande remate de Allef que por sorte (ou azar) não entrou na baliza.

Estava então consumada a primeira vitória da época no Bonfim, com nota muito positiva para o Vitória. Resta saber se os sadinos irão conseguir manter a vontade e raça que mostraram hoje durante o resto da temporada.

Onzes iniciais:

Vitória FC: Cristiano, Mano, Vasco Fernandes (C), Nuno Reis, Nuno Pinto (SC), Costinha, R. Micael, Semedo (Pedrosa, 65′), Zequinha, Jhonder (Allef, 80′), Frederic Mendy (Alex, 70′).

CD Aves:  Beunardeau, Rodrigo, J. Felipe, Diego Galo, N. Lenho, V. Gomes, Braga (Fariña, 62′), Falcão, Nildo P. (Oliveira, 54′), Derley (Ponck, 70′), Amilton.

Foto de Capa: Bola na Rede