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O melhor do ano é nosso!

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fc porto cabeçalho

Depois do que foi a época azul e branca, depois de todas as conquistas, batalhas ultrapassadas e vitória final, já todos tínhamos a certeza de que o melhor treinador do ano era o nosso. Ainda assim, a distinção oficial sabe sempre bem! Sérgio Conceição foi o melhor treinador da passada temporada.

É usual ouvirmos dizer, na gíria popular, que não se fazem omeletes sem ovos. Aplicando a mesma lógica aquilo que é o futebol, todos disseram que Sérgio Conceição não tinha à sua disposição os ingredientes necessários para construir uma equipa vencedora. A sua missão era provar que todos estavam errados, e conseguiu.

Depois de ter demonstrado o “sangue azul” quando vestiu de dragão ao peito, o treinador chegou disposto a devolver a mística ao dragão. Para além da sua função e daquilo que seriam as suas obrigações profissionais, o Sérgio sempre foi mais… mais dedicação, mais emoção, mais sentir e mais acreditar! Acreditar que o grupo que tinha podia chegar onde todos esperavam e poucos acreditavam. Jogo após jogo, quando as coisas corriam bem ou menos bem, lá estava ele, a transmitir esperança.

Sérgio renovou o vínculo com o FC Porto
Fonte: FC Porto

Conseguiu colocar em prática uma ideia de jogo que fez de Marega um dos jogadores mais influentes da equipa. Percebeu a fragilidade na lesão de Soares, logo no primeiro jogo, e soube adaptar o plantel aos recursos que tinha e que, no caso, não eram mais do que o avançado maliano. Perdeu Danilo quando todos o davam como intocável e fez crescer Herrera e Sérgio Oliveira num meio campo que se tornou imperial. Lançou José Sá, deixou Casillas no banco, desfez essa opção quando achou que o devia fazer. Tomou decisões que, enquanto adeptos, pouco entendemos, mas soube dar a volta e dar-nos, a todos, o campeonato.

Para além do que foram as opções dentro do campo, Sérgio Conceição marcou a época pelo que fez e disse para lá dos 90 minutos. Protagonizou conferências de imprensa das quais todo o país falou durante dias. Foi genuíno, falou com o coração, disse coisas que provavelmente podia não ter dito, foi assertivo quando tinha que ser. Defendeu a equipa para lá do que era o jogo, deu o corpo às balas e manteve-se sempre fiel a si próprio.

Quando todos previam que o dragão não tivesse sido mais do que uma passagem de um ano, Sérgio Conceição renovou o seu vínculo ao clube e vai manter-se, pelo menos, mais um ano. Não podemos prever o que aí vem, apenas esperar (já menos de um mês), para ver o que está a ser preparado. No entanto, podemos ter a certeza de que, aconteça o que acontecer, o banco não podia estar melhor entregue!

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

As 8 caras novas que podem surpreender na próxima temporada

São oito reforços, alguns mais e outros menos conhecidos do grande público! O simples facto de integraram o plantel encarnado para a próxima época é um forte motivo para poderem surpreender o universo benfiquista em Portugal e além-fronteiras.

Em 2018/2019, além dos que renovaram, as atenções estão viradas, de igual forma, para os que chegaram à formação da segunda circular pela primeira vez.

Croácia 2-1 Inglaterra (a.p): A vitória de quem mais mereceu

O Luzhniki Stadium vestiu-se de vermelho e branco e foi o palco da segunda meia-final do Campeonato do Mundo 2018, colocando frente a frente Croácia e Inglaterra. Gareth Southgate não promoveu qualquer alteração no conjunto inglês, fazendo assim alinhar o Xi inicial que derrotou a Suécia. Por outro lado, Zlatko Dalic, em comparação com o jogo diante da Rússia, efetuou apenas uma mudança: lançou Brozovic para o lugar de Kramaric, apostando num jogo mais seguro.

A Croácia queria fazer história e marcar presença pela primeira vez naquele que é jogo mais importante do futebol mundial, já a Inglaterra procurava repetir o feito de 1966, data em que, curiosamente, a Croácia ainda não existia.

Os dados estavam lançados e esperava-se um jogo disputado, que seria um confronto de estilos,mas que prometia futebol espetáculo.

A primeira parte foi totalmente controlada pela Inglaterra, que exerceu total domínio em todos os setores do campo, e muito ficou a dever-se ao excelente início de partida. Logo aos cinco minutos, na primeira oportunidade de que dispôs, Os Três Leões adiantaram-se no marcador por intermédio de Trippier, que na conversão exímia de um livre à entrada da área, estreou-se a marcar pelo seu país e fez o 1-0 para os ingleses.

A Croácia não conseguiu responder devidamente ao rude golpe que é sofrer um golo logo nos instantes iniciais, e só deu um ar de sua graça à passagem do minuto 19, quando Perisic, num remate que ainda desviou em Walker, atirou perto da baliza de Pickford, naquela que foi a única oportunidade da Croácia na primeira parte. A Inglaterra baixou um pouco as linhas e desfez o pressing inicial, e apostou num jogo em contra-ataque, nunca desvirtuando a solidez centrocampista e defensiva que lhe é característica e que tantas dificuldades criou aos criativos croatas.

O brilhante livre de autoria de Trippier
Fonte: FIFA

Até final do primeiro tempo, destaque apenas para um momento: dupla oportunidade de Harry Kane, que primeiramente surge sozinho na cara de Subasic, rematando para defesa do guardião e na recarga já de ângulo apertado, Kane remata ao poste e a bola ressalta em Subasic e vai para fora, protagonizando um momento bizarro.

Na segunda parte, o jogo demorou a sair da toada lenta e sem interesse, tendo por isso assistido a 20 minutos de futebol pouco dinâmicos, entusiasmantes e com um ritmo baixo. A Croácia procurava ainda a sua identidade e tentava reentrar na luta pelo resultado. A Inglaterra aparentava ter o jogo controlado, mas o talento dos jogadores croatas estava por surgir e isso era uma ameaça.

À hora de jogo o cerco croata começava a apertar e começava a cheirar a golo. Perisic primeiro ameaçou com um remate fortíssimo que levava selo de golo, mas Walker deu o corpo ao manifesto e evitou a igualdade. Contudo, a Croácia estava melhor e já fazia por merecer e Perisic chegou mesmo ao golo: após cruzamento da direita, antecipou-se a Walker e com um salto fulminante desvia para golo, perfazendo 1-1 no marcador.

Desta feita, foi a Inglaterra quem não soube fazer das fraquezas forças e não reagiu nada bem ao golo. Havia a necessidade de mudar o “chip” da equipa, dado que desde cedo esteve em vantagem e focou-se sobretudo em não sofrer golos e defender. Todavia, neste momento o estilo de jogo teria de mudar porque não sofrer golos não era garantia de vitória., mas tal não aconteceu e a Inglaterra passou por momentos de aflição.

Por vezes a garra não chega…

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André André já não é jogador do FC Porto. Depois de três anos de dragão ao peito, conquistando apenas um campeonato nacional, André André regressa a uma casa que já conhece bem, o Vitória SC.

Quando André André chegou ao dragão na época de 2015/16, a expetativa estava em alta! Afinal, não é todos os dias que chega ao clube da Invicta um médio português goleador (18 golos em duas épocas ao serviço do Vitória SC), com uma Taça de Portugal no palmarés ganha ao SL Benfica e, mais importante de tudo, um jogador com sangue azul. Pois é, André André tinha coração azul e branco e todo o seu ADN portista foi bem transmitido pelo seu pai, António André, lenda do clube e membro do famoso plantel vencedor da primeira Taça dos Campeões Europeus de 1986/87 dos dragões. Tinha tudo para ser a harmonia perfeita entre clube e jogador. E a princípio assim foi!

André André chegou ao FC Porto com a chama de dragão bem viva e acesa, mas aos poucos a chama foi apagando. Mas vamos por partes. A primeira e melhor época de André André com a camisola azul e branca foi acima da média, seis golos apontados em 37 jogos. Pelo caminho, fez golos e jogos memoráveis nessa época de estreia, com golos decisivos e sucessivos no Dragão, primeiro frente ao SL Benfica assinalando o golo da vitória e depois frente ao Chelsea FC para a Liga dos Campeões.

O desempenho de André André foi caindo aos poucos com a camisola dos dragões
Fonte: FC Porto

Apesar da boa época de estreia, André André nunca convenceu verdadeiramente e mais tarde, viria a dar razão a essa desconfiança. A alma, a raça e a dedicação, típica de um jogador à Porto, estavam lá. Mas não era suficiente! Sempre olhei para André André como um jogador…limitado. Pouca técnica, poucos rasgos, pouca imprevisibilidade. No fundo, um jogador dedicado mas pouco dotado.

Ao olhar para o plantel dos dragões, consigo identificar um caso semelhante ao de André André, e esse jogador é Sérgio Oliveira. Ambos com uma característica que lhes é transversal: são bons mas não suficientemente bons para o FC Porto. Não me levem a mal. Face à crise financeira que os dragões viveram nas últimas épocas, estes dois jogadores cumpriram bem o seu papel. Mas foi só isso, cumpriram! Foi preciso vir um super Sérgio Conceição para “espremer o sumo” de Sérgio Oliveira, quanto a André André já pouco havia a fazer e as sucessivas lesões não ajudaram.

André André tem agora uma nova etapa pela frente e sinceramente parece-me ter feito a escolha mais acertada. Regressa a uma casa onde já foi e feliz e aonde é ainda acarinhado. Aliado a isso, será orientado por um dos melhores técnicos a treinar em Portugal, Luís Castro. Com todos estes ingredientes, tanto André André como o Vitória SC têm tudo para fazer uma excelente temporada. Obrigado André André por estes três anos dedicados de dragão ao peito e boa sorte para o futuro.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Pedrosa, vens?

O WSBK chegou às “férias”. Mas vamos olhar ao que se passou até agora e ao que se pode passar a partir daqui. Uma coisa não mudou, a Kawasaki, nas mãos do atual campeão, Jonathan Rea, continua a ser extremamente dominante, mas outras marcas já conseguiram fazer frente à moto japonesa limão-verde.

A Kawasaki Racing Team tem dominado o WSBK nos últimos anos
Fonte: Kawasaki Racing Team WorldSBK

O campeonato começou no mundo dos cangurus. Marco Melandri venceu as duas corridas do fim-de-semana australiano e começou bem a temporada de WSBK. 

Na Tailândia as coisas foram um bocadinho diferentes. Melandri nem conseguiu subir ao pódio, mas agora estava na perseguição ao campeão, Jonathan Rea que ganhou a primeira corrida. A segunda corrida viu a terceira vitória da Ducati, e a primeira do britânico Chaz Davies, que tem sido o grande opositor de Rea ao longo destes três anos. A partir daqui Jonathan Rea começou a dominar novamente o campeonato. A única corrida que o britânico não conseguiu vitória foi, curiosamente, a ronda britânica do WSBK, disputada no circuito de Donington Park Circuit. Ai, quem venceu foi o holandês Michael Van der Mark, na Yama YZF R1 da Pata Yamaha, equipa oficial da marca dos diapasões japoneses. 

Portanto, este ano já tivemos três marcas diferentes a vencer no WSBK, a Kawasaki, Yamaha e Ducati. Já houve também 6 pilotos diferentes, sendo que todos destas três marcas venceram.

Michael Van der Mark foi o piloto que mais me surpreendeu este ano. O ponto alto até agora são as duas vitórias na pista de Donington Park, na Inglaterra
Fonte: PATA Yamaha WSBK

Mas antes das “férias” correu-se em Itália, na Riviera Di Rimini, no Circuito Mundial De Misano “Marco Simoncelli”. 

Portugal e os heróis do Tour de France 2018

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Hoje em dia, com a Volta ao Algarve, é comum ver em Portugal as grandes estrelas do ciclismo. Tanto assim é que no Tour de France 2018, encontramos no pelotão cinco vencedores da Algarvia, Geraint Thomas (2015 e 2016) e Michal Kwiatkowski (2014 e 2018) na Sky, Richie Porte (2012) na BMC, Primoz Roglic (2017) na Team LottoNL-Jumbo e Tony Martin (2011 e 2013) na Team Katusha-Alpecin.

Ainda mais são os vencedores de etapas na Região mais a Sul de Portugal Continental. Aqui fica a lista deles, organizado por número de etapas conquistadas:

Quatro etapas – Michal Kwiatkowski (Sky); Andre Greipel (Lotto Soudal)

Três etapas – Tony Martin (Katusha)

Duas etapas – Geraint Thomas (Sky); Heinrich Haussler (Bahrain Merida); Richie Porte (BMC); Luis Leon Sanchez (Astana); Marcel Kittel (Katusha); Dylan Groenewegen (LottoNL-Jumbo)

Uma etapa – Jonathan Castroviejo (Sky); Daniel Martin (UAE); Philippe Gilbert (Quick-Step), Fernando Gaviria (Quick-Step), Edvald Boasson Hagen (Dimension Data), Mark Cavendish (Dimension Data); Paul Martens (LottoNL-Jumbo); John Degenkolb (Trek-Segafredo)

Se no Algarve, é habitual ver os craques internacionais, o mesmo não se pode dizer da Volta a Portugal. Dos vencedores de etapa na Grandíssima presentes um é da Direct Energir e os outros dois da Dimension Data. O ano passado, Damien Gaudin venceu o prólogo e assumiu a liderança da prova. Em 2012, Jay Robert Thomson conquistou uma etapa e vestiu de amarelo e Reinhardt Janse van Resnsburg venceu duas etapas e a classificação dos Pontos. 

Agora a controlar o pelotão no Tour, Jay Robert Thomson já vestiu de amarelo na Grandíssima
Fonte: Volta a Portugal

Nessa mesma edição, Darwin Atapuma, agora na UAE Team Emirates, foi nono à geral. Curiosamente, já um seu colega de equipa havia dado boas indicações na Volta, já que Daniel Martin, sexto no Tour do ano passado, foi décimo na Volta a Portugal de  2008.

O Alentejo também tem histórias a contar. Maxime Bouet, da Fortuneo-Samsic, venceu uma etapa e a Geral em 2009 e Jasper Stuyven, da Trek-Segafredo, fez exatamente o mesmo em 2013, edição em que relegou para o segundo posto Chad Haga da Sunweb. 

Ainda nas camadas jovens, o antigo GP de Portugal da Taça das Nações também tem histórias para contar. Em 2008, Rein Taaramae (Direct Energie) venceu duas etapas e em 2010 foi Tom Dumoulin (Sunweb) a conquistar uma etapa e a Geral final.

De resto, é preciso recuar 15 anos até 2003 para encontrar os últimos resultados a merecer menção. O veterano Alejandro Valverde da Movistar Team já nessa altura vencia, triunfando em duas etapas e sendo terceiro da Geral do GP Joaquim Agostinho. 

Curiosamente, nesse mesmo ano, um outro veterano deste Tour andava por Portugal. Simon Gerrans, agora na BMC, correu nessa temporada na Carvalhelhos-Boavista.

E quanto ao grande nome do Tour, Chris Froome? O britânico nunca venceu em terras lusitanas, mas também já por cá esteve e foi além de participar na Volta ao Algarve. Em 2008, a correr na Barloworld, fez várias provas do calendário nacional, com destaque para o sexto posto alcançado na Geral da Volta ao Distrito de Santarém.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ciclismo

Deuses Novos ou fé no Espírito Santo?

Ponto prévio: não fui à AG de destituição de dia 23 de Junho. Não pago as minhas quotas de sócio do Sporting desde Abril e não o tenciono fazer nos próximos tempos; pelo menos até a Comissão de Gestão em funções explicar aos sócios se o dinheiro da quotização continuará a ir para as modalidades e não, por exemplo, para uma Sporting TV que depois está em directo do seu próprio estádio usando imagens de outra estação televisiva.

Também, e pela primeira vez em seis anos, não renovei a minha Gamebox; apesar de ser o Sporting a jogar no José de Alvalade, este “Novo Sporting” não será o meu Sporting, por muito que me custe dizê-lo e admiti-lo. Quando penso em novo associo a um banco em concreto, um dos seus gestores e outro personagem que de lá tirou milhões, e qualquer falência de BdC é childs play comparado com o que esse gestor ou qualquer filho de seu irmão fez ao leme desse banco, levando-me quase a rezar à Santíssima Trindade que nunca isso aconteça no meu Sporting.

Provavelmente, para 71% dos sportinguistas, tudo o que acabei de dizer levará a uma simples conclusão: “Tu não és Sportinguista, és um Brunista e vives com os olhos tapados”.

Compreendo quem siga esta linha de raciocínio, é perfeitamente legítimo que se pense dessa forma. Contudo, se as eleições fossem hoje (e se estivesse habilitado a votar), dificilmente iria votar em BdC, e a razão é simples: o Bruno de hoje não é o mesmo de 2013. Seja por cansaço psicológico – burnout segundo alguns – seja pela teimosia extrema ou por querer travar sozinho todas as batalhas do Mundo, investindo qual Don Quixote contra os moinhos de vento, BdC acabou por cometer erros graves de gestão. Elogiarei sempre o trabalho que desempenhou à frente do meu clube, mas acredito que neste momento a solução não poderá ser um regresso, porque será uma perpetuidade deste clima de guerra interna no Sporting, e que infelizmente só neste clube acontece.

O Pavilhão João Rocha foi um dos bons trabalhos de BdC
Fonte: Sporting CP

Um pequeno aparte: poucas são as coisas que invejo nos dois rivais do Sporting, mas gosto de pensar no que seria o Sporting se existisse uma união e um objectivo comum a todos os Sportinguistas como existe no SL Benfica e no FC Porto. Nesses rivais, já existiram ou ainda existem casos de corrupção desportiva e até judicial, em que as evidências foram/são demasiado fortes para que não se perceba que, em algum nível, esses clubes (ou pessoas relacionadas com o mesmo) cometeram crimes e assim ganharam uma vantagem dentro de campo derivada dessas mesmas acções criminais. Ainda assim, a quase totalidade dos adeptos, decerto mais de 71%, continuam a apoiar as direções e unidos para o bem comum, os seus clubes e respectivo sucesso desportivo.

Voltando ao que interessa, o Sporting e o seu futuro, é com enorme tristeza que vejo um excelente trabalho da anterior direcção ser apagado e ouvir alguns “notáveis” dizer barbaridades como o Sporting enfrentar o período mais negro da sua história. Será que toda esta gente é assim tão Sportinguista? Porque eu lembro-me e bem do que foi o mandato do Eng. Godinho Lopes e do estado em que ficou o clube aquando da sua demissão.

San Antonio está numa realidade paralela

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Desde a primeira vez que ouvi falar dos Spurs, as palavras “classe” e “estabilidade” sempre apareceram numa espécie de pack. Conheci-os pelo trio de Duncan, Manu e Parker, numa versão “low-profile” que punha em cheque os melhores conjuntos de super-estrelas, desde os Lakers de Kobe e Shaq ao Big 3 de Miami. Tudo parecia pacífico nesta zona do Texas até que um rapaz se lesionou, se recusou a jogar uma, duas, três vezes e deu a entender que nem tudo é perfeito na equipa de Gregg Popovich. Há uma era a acabar em San Antonio e isso só pode estar a acontecer numa realidade paralela.

Tim Duncan já terminou a carreira, repleta de títulos e de jogadas que nos faziam pensar que também nós podíamos ter sido jogadores da NBA com uma capacidade atlética abaixo da média. Bastava saber mexer os pés. O argentino Manu Ginobili e o francês Tony Parker começaram a cair de rendimento. Mas foi com a toda a confusão da lesão de Kawhi Leonard que as nuvens negras se abateram sobre San Antonio. Os sempre calmos Spurs viram Leonard pedir para sair. Ou é trocado agora, ou sai quando o seu contrato acabar. Mas Kawhi não voltará a vestir a camisola nº 2 de San Antonio.

Habituado a andar às voltas dos adversários (literalmente), Tony Parker deu a volta ao cérebro de toda a gente ao assinar pelos Charlotte Hornets. Faz sentido? Não, nenhum. É possível algum “Spur” de sucesso terminar a carreira noutro lado? Aparentemente. Esta saída é uma estranha maneira dos Spurs dizerem a Kawhi Leonard que o amam mais que tudo, deixando sair uma lenda da equipa que, aparentemente, lhe criava problemas? Com certeza! Irá Leonard voltar atrás e mostrar que o seu problema era com o francês e não com Popovich e toda a estrutura texana? Não me parece.

Do trio maravilha, resta apenas Manu Ginobili
Fonte: San Antonio Spurs

Tudo isto é confuso para quem sempre olhou para os Spurs como uma equipa à parte na NBA. Sim, o comportamento de Leonard durante todo este processo não é apenas estranho, é bizarro. Mas os Spurs não saem nem nunca sairão desta situação com a mesma reputação que sempre tiveram. A cada dia, as perdas desportivas vão aumentando e a possibilidade de verem o seu franchise player sair sem receber nada em troca aumenta exponencialmente. Tudo isto enquanto vamos ter de assistir, várias vezes por semana, ao estranho momento em que Tony Parker entra em campo com uma camisola dos Charlotte Hornets…

Foto de Capa: San Antonio Spurs

Ewerton: o 3.º reforço dos dragões

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No dia do regresso do FC Porto aos trabalhos, para dar início à pré-temporada, Sérgio Conceição recebeu o terceiro reforço para a nova época. Depois dos laterais-direitos João Pedro e Saidy Janko, o brasileiro Ewerton chega para somar ao meio campo portista, proveniente do Portimonense SC.

Nesta fase é, ainda, difícil prognosticar a real importância que este jogador pode vir a ter. À primeira vista parece mais um jogador para fazer plantel do que um titular indiscutível. Sendo jogadores ligeiramente diferentes, Ewerton vem um pouco na senda de Paulinho (que também trocou o Portimonense SC pelo FC Porto), sendo que acredito que este último tem mais qualidade e mais possibilidades de se vir a destacar de azul e branco.

Ewerton já não é propriamente um jovem (25 anos de idade) e, portanto, não se pode dizer que tenha uma enorme margem de progressão. Começou o seu percurso futebolístico nas camadas jovens do Fluminense, de onde saiu para representar alguns clubes modestos no Brasil (América-RN, Desportivo Brasil, Paulista e Madureira) antes de assinar pelo Portimonense em 2014. Pode jogar a 8 ou a 10 e tem uma habilidade técnica acima da média. Tem, ainda, facilidade em percorrer o campo de uma área à outra.

Ewerton já se juntou ao plantel às ordens de Sérgio Conceição
Fonte: FC Porto

Na temporada passada o seu percurso foi algo irregular (fez um total de 29 jogos e marcou 1 golo). Tendo começado a época a titular, uma lesão acabou por retirá-lo do onze e desviar Paulinho da esquerda para o centro. Até à saída deste último precisamente para o FC Porto, não mais Ewerton conseguiu obter um papel de destaque. Em Janeiro voltou a pegar de estaca e fez uma segunda metade de época a um nível bastante interessante.

Com a saída de André André, Ewerton parece seguro no plantel e terá, forçosamente, alguns minutos de competição numa época que se avizinha longa. No entanto, parte atrás de Óliver, Sérgio Oliveira e, até, Paulinho (que também pode jogar a partir de uma ala), de quem tenho bastantes expectativas depois de 6 meses de adaptação à realidade do clube. Herrera e Danilo, caso permaneçam no clube, serão, sem grande margem para dúvidas, as primeiras opções. Há, ainda, Mikel para completar as opções à disposição de Sérgio Conceição no que ao meio campo diz respeito. Eu diria que, salvo alguma saída, é um setor que está fechado.

Assim, Ewerton é mais uma boa oportunidade de negócio e mais um jogador de qualidade que surgiu no futebol português e no Portimonense SC e que fez por merecer a chegada a um grande. Terá, no entanto, que mostrar um valor diferenciado se quiser-se intrometer nas primeiras escolhas do treinador do FC Porto. Não será fácil!

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

França 1-0 Bélgica: Gauleses repetem presença em final internacional

Dois países vizinhos disputavam um lugar de acesso à final do Campeonato do Mundo 2018, na Rússia. França e Bélgica opuseram-se, frente-a-frente, no estádio Stadion Krestovskyi, em São Petersburgo.

A França em busca do seu segundo Mundial, depois da conquista em 1998, em casa, e com a oportunidade de “vingar” o malvado dia 10 de Julho, como um dia triste para o futebol francês, o dia que perdeu a final do Euro 2016 para Portugal. Já a Bélgica entrava em jogo literalmente em busca do sonho, o seu primeiro Mundial. Esta seria provavelmente a última oportunidade para esta geração de ouro belga conseguir o primeiro Campeonato do Mundo para a Bélgica.

Roberto Martinez, selecionador nacional da Bélgica, viu-se obrigado a fazer uma alteração, por acumulação de cartões amarelos. Meunier saiu do 11 inicial e para o seu lugar entrou Moussa Dembélé. Martinez voltou também a apostar 3x4x3 como seu sistema tático.

Didier Deschamps, selecionador nacional francês, fez também uma alteração ao 11 inicial, Matuidi regressou ao 11 francês, depois de ter estado indisponível no jogo frente ao Uruguai, por acumulação de cartões amarelos. Foi relegado para o banco, Tolisso. O sistema tático francês era o 4x2x3x1.

Uma meia-final do Campeonato do Mundo gera sempre enorme expectativa, é o último degrau até chegar ao sonho dos sonhos: a final do Campeonato do Mundo. A França tinha a vantagem de ser uma equipa já habituada a estes grandes palcos depois da final do Euro 2016, os belgas, por outro lado, são “novos” nestas andanças e poderiam acusar alguma pressão dando o jogo aos franceses. Na verdade, aquilo que vimos na primeira-parte foi um jogo bastante divido e interessante. Tanto belgas como franceses mostraram vontade de marcar desde logo e adiantarem-se no marcador.

Os franceses foram os primeiros a chegar à baliza com perigo, mas os belgas não quiseram deixar-se ficar e tentaram também eles a sua sorte. Depois Mbappé e Matuidi testarem a atenção do guarda-redes Courtois, a Bélgica quase inaugurava o marcador na resposta. Hazard a rematar e Varane a cortar para canto uma bola que ia direitinha para dentro da baliza. Lloris viu o seu colega Varane salvar a honra dos franceses e pensou “eu também faço isso” e praticamente no seguimento da jogada, a fazer aquela que foi, provavelmente, a defesa da noite. Alderweireld num grande gesto técnico a rematar bem e colocado, só mesmo um grande guarda-redes como Lloris iria buscar aquela bola, e foi.

O confronto de dois astros, Griezmann levou a melhor esta noite
Fonte: FIFA

Estava na hora da França responder aos ataques belgas e quem melhor para o fazer senão Giroud? Duas grandes oportunidades perdidas pelo ponta de lança francês. Lukaku via o seu colega de posição a falhar tanto e queria mostrar como se faz, mas a verdade é que também ele falhou uma oportunidade clamorosa. Um pouco antes do final da primeira parte. Erro de Umiti e o ponta de lança belga, provavelmente surpreendido pelo erro do central francês, deixou-se encantar com a oportunidade e falhou incrivelmente.

A segunda parte veio com golos. A França adiantava-se no marcador, com uma bola parada. Canto marcado por Griezmann e Umtiti corresponde de cabeça da melhor maneira, sem hipóteses para o guardião belga e os franceses rejubilavam de alegria com este avanço no marcador.

O jogo tornou-se num jogo de paciência, a França apostava agora em mais precaução e em ataques rápidos, já a Bélgica instalava-se no meio-campo francês, procurando a melhor oportunidade para criar perigo.

Os belgas não conseguiram reagir da melhor forma ao golo francês. Ainda assim, Hugo Lloris voltou a brilhar nesta partida e a impedir a Bélgica de chegar ao golo do empate. A Bélgica não conseguia ter o discernimento para contrariar a estratégia francesa após a vantagem. Acaba por ser normal visto ser o acesso a uma final que está em jogo. A França segurou muito bem a vantagem, usou e abusou da paciência dos belgas que começavam a perder a cabeça e a perder tempo que os franceses agradeciam.

A França chega assim à sua segunda final internacional consecutiva e à terceira final de um Mundial, depois da final perdida em 2006 para a Itália.

ONZES INICIAIS
França: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernandez; Kanté e Pogba; Mbappé, Matuidi (Tolisso ’86) e Griezmann; Giroud (N’Zonzi’85).

Bélgica: Courtois; Aderweireld, Kompany e Vertonghen; Chadli (Batshuayi’90), Fellaini (Ferreira-Carrasco’80), Dembélé (Mertens ’60) e Axel Witsel; De Bruyne, Lukaku e Hazard.