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Portugal 3-2 Bielorrússia: Seleção nacional entra com o pé direito na Liga Europeia

Na partida de estreia na edição da Liga Europeia de Futebol de Praia de 2018, Portugal teve pela frente uma sempre difícil seleção da Bielorrússia. Apesar de ter começado a perder e ter tido problemas no ataque, nomeadamente durante os dois primeiros períodos, os comandados de Mário Narciso conseguiram virar o jogo a seu favor, vencer por 3-2 e garantir os três pontos.

A Bielorrússia entrou bem no encontro, procurando, desde cedo, atacar a baliza de Andrade, mas não conseguiu criar lances de muito perigo. O principal lance foi um remate que o guarda-redes português “socou” para longe. Contudo, o conjunto bielorrusso continuou a carregar e após um lance de insistência, Mikita Chaicouski, com um pontapé de bicicleta, fez o 1-0.

Em desvantagem, Portugal foi à procura do golo do empate e de forma extremamente eficaz e com muita sorte à mistura, um remate de Andrade, que ainda sofreu um desvio, assim como uma ação, não faltosa, de Coimbra, fizeram a seleção portuguesa chegar à igualdade. Contudo, pouco depois, Ihar Bryshtel, através de uma bicicleta, assistiu Ilia Savich que, solto ao segundo poste, voltou a colocar a Bielorrússia na dianteira.

Novamente a correr atrás do resultado, Portugal voltou a ter mais posse bola, mas não criou nenhuma chance de golo que deixasse a equipa das quinas perto de uma nova igualdade. Sem que a seleção portuguesa conseguisse construir oportunidades de finalização, foi a Bielorrússia a ficar perto do terceiro. Todavia, um cabeceamento de Ihar Bryshtel passou ligeiramente ao lado do poste esquerdo da baliza de Andrade. Volvidos alguns instantes, foi a vez um cabeamento de Torres quase ter dado o empate a Portugal.

Finalizado o primeiro período, a Bielorrússia vencia, de forma justa, por 2-1, pois, havia sido a equipa que mais perigo tinha criado junto da baliza adversária, mas, também, defendido bem e fechado todos os caminhos para as suas redes. Portugal, com um jogo lento, não conseguia penetrar na defensiva bielorrussa.

Neste lance, a Bielorrússia ficou perto de marcar, mas Andrade e Bê Martins conseguiram impedir o golo de Ihar Bryshtel
Fonte: Beach Soccer

Nos primeiros minutos do segundo tempo, Portugal teve algumas oportunidades para marcar, mas nem Leo Martins, que não conseguiu chegar a tempo a um passe de Bê Martins, ou Jordan, com um forte remate de pé esquerdo, conseguiram concretizar. A seleção portuguesa insistia e passados alguns minutos, Dzianis Samsonov fez uma falta sobre Leo Martins, numa zona do campo extremamente favorável. Uma espécie de penalti, mas um pouco mais recuado. Leo Martins, com uma enorme oportunidade para restabelecer o empate, rematou à figura de Valery Makarevich, que defendeu sem dificuldades.

Portugal estava melhor, uns valentes “furos acima” comparado com o desempenho no primeiro período, mas não conseguia criar chances de golo. Porém, a faltarem cerca de cinco minutos para uma nova pausa, Coimbra recuperou o esférico a meio campo e rematou para 2-2. Mais uma vez, “do nada”, os comandados de Mário Narciso voltavam a marcar e a empatar a partida.

Já dentro do último minuto antes do intervalo, Portugal, por intermédio de um novo remate de Andrade, ficou perto de passar para frente, mas Valery Makarevich, com uma bela defesa, não o permitiu. No respetivo canto, a seleção portuguesa voltou a ficar perto de marcar, mas o guarda-redes bielorrusso, com as pernas, disse não ao terceiro tento português.

Terminado o segundo período, Portugal e Bielorrúsia empatavam a 2-2. Resultado que se adequava ao que era demonstrado em campo e que justificava o crescimento português nos areais de Baku. Contudo, apesar da superioridade notória, o conjunto lusitano continuava sem conseguir criar oportunidades de golo com frequência e foi com alguma sorte que voltou a igualar o encontro.

O terceiro e derradeiro tempo de jogo começou da melhor maneira para as cores nacionais, pois, após uma recuperação do esférico a meio campo, Jordan e Leo Martins foram trocando a bola e este último, com um remate rasteiro, colocou Portugal na frente. Pouco depois, Ivan Kanstantsinau, com um pontapé de bicicleta, ficou perto voltar a empatar o encontro, mas Andrade esticou-se todo e com o braço esquerdo, defendeu para canto.

A seleção nacional continuava por cima e aos vinte e sete minutos da partida, esteve quase a fazer o quarto, em virtude de um remate de Coimbra que passou ao lado da baliza adversária. Instantes depois, Jordan, através de um livre direto, viu Valery Makarevich negar-lhe o golo. Todavia, a Bielorrússia não baixava os braços e num curto espaço de tempo, criou duas oportunidades que quase deram em golo. Contudo, Andrade conseguiu resolver e manter Portugal em vantagem.

A perder, a Bielorrússia voltou a crescer e foi criando, cada vez mais, mais trabalho para a defensiva portuguesa. No entanto, Andrade estava numa tarde sim e com uma bela série de defesas, impediu o golo dos bielorrussos e segurou a vitória da seleção nacional.

Chegado o fim do encontro, Portugal levou de vencida a seleção da Bielorrússia por 3-2. Vitória justa da equipa das quinas que, mesmo tendo realizado um primeiro e segundo períodos algo abaixo daquilo que pode e deve fazer, realizou um grende terceiro período e apesar de ainda ter sofrido na fase final, conseguiu aguentar o forcing bielorrusso e segurar os três pontos.

Portugal: 12-Elinton Andrade (GR), 2-Coimbra, 3-Leo Martins, 5-Jordan e 11-Bê Martins; Jogaram ainda: 4-Torres, 7-Madjer (CAP.), 9-Bruno Novo e 13-Ricardinho; Banco: 1-Tiago Petrony

Bielorrússia: 1-Valery Makarevich (GR), 2-Vadzim Bokach, 8-Ihar Bryshtel (CAP.), 13-Ilia Savich e 18-Ivan Kanstantsinau; Jogaram ainda: 5-Dzianis Samsonov, 7-Ivan Miranovich, 14-Aleh Hapon, 19-Mikita Chaicouski; Banco: 22-Kanstantsin Kitashou (GR)

Brasil 2-0 Costa Rica: O samba demorou mas chegou à Rússia

Naquele que foi um jogo que se revelava bastante decisivo para as contas do grupo E, o Saint Petersburg Stadium foi palco do duelo entre Brasil e Costa Rica. Ambas as seleções não obtiveram bons resultados na primeira jornada: os brasileiros numa exibição pobre não foram além de um empate diante da Suíça e os costa-riquenhos saíram derrotados do confronto com a Sérvia. Nenhum dos selecionadores promoveu grandes mudanças no XI inicial, registando-se apenas uma alteração para cada lado. Com Danilo lesionado, Tite lançou a jogo Fágner e do lado da Costa Rica, Óscar Ramirez trocou Francisco Caldo por Bryan Oviedo.

A história do primeiro tempo é curta e fácil de se contar. O Brasil, que, como já era expectável, assumiu as despesas do jogo desde início e tentou criar oportunidades para se colocar na frente do marcador, todavia as intenções brasileiras esbarravam invariavelmente na muralha defensiva da Costa Rica que se apresentou coesa e segura. A canarinha dominou na posse de bola, mas nunca conseguiu passar disso mesmo! É certo que contabilizou um bom número de remates, mas não podem ser considerados oportunidades dado que Keylor Navas não foi realmente posto à prova. O melhor momento do Brasil deu-se à passagem do minuto 27, quando, num movimento de rotura, Neymar surge sozinho na cara do golo, mas nem sequer conseguiu rematar. No reverso da medalha, a Costa Rica mesmo sem investir muito no ataque, limitando-se à segurança no setor defensivo, dispôs provavelmente da melhor oportunidade do primeiro tempo: Celso Borges atirou a arrasar o poste, ainda dentro do primeiro quarto de hora.

Foi uma primeira-parte que na perspetiva brasileira soube a muito pouco, contrastando com uma Costa Rica que ia sobrevivendo, valendo-se da sua força nos duelos individuais e de várias tentativas de sair em contra-ataques perigosos.

O Brasil regressou ao relvado com uma mudança notória na sua atitude, aumentaram o ritmo, deram primazia ao jogo apoiado e suprimiram os individualismos, potenciando assim um jogo mais dinâmico que lhes permitiu dominar por completo a segunda parte. É verdade que os brasileiros já tinham dominado a partida nos primeiros 45 minutos, contudo com a tal mudança de atitude vieram as oportunidades dignas de serem caracterizadas como perigosas. O conjunto brasileiro foi crescendo e estava cada vez mais próximo do golo, mas do outro lado estava uma Costa Rica que não se “desmanchava” defensivamente e parecia ser venenosa quando saia em contra-ataques rápidos.

Neymar não teve a vida facilitada
Fonte: FIFA

O pressing brasileiro sobre Keylor Navas começou logo aos 50 minutos com Gabriel Jesus a cabecear à barra e na recarga a bola sobrou para Philippe Coutinho que rematou forte, mas viu o seu remate ser bloqueado por um defesa adversário. Mais tarde, e ao fim de muito tempo, surge Neymar com um remate potente à entrada da área, ao qual Navas correspondeu com uma bela defesa em mergulho. Poucos minutos depois, Neymar ao beneficiar de um erro do adversário recuperou a bola e “quase que num livre em movimento” dispara pertíssimo do poste esquerdo da baliza de Navas.
A 10 minutos do fim, algo inédito nas histórias dos mundiais aconteceu: pela primeira vez o VAR retira um penalty assinalado a uma equipa. Neymar fintou um adversário e deixa-se, sem margem para dúvidas, simplesmente cair no chão e o árbitro assinalou grande penalidade, aconselhado a recorrer às imagens inverteu a sua decisão.
O Brasil continuou na busca pelo golo e finalmente conseguiu: aos 91 minutos Coutinho recebeu a bola já dentro da área e atirou por baixo das pernas de Navas e fez respirar de alívio toda uma nação brasileira.

A vantagem iria aumentar já nos momentos finais da partida, quando a Costa Rica já se mentalizava que teria sido eliminada, e Douglas Costa ofereceu a Neymar um golo que pode ser importante para o avançado do PSG, fixando o resultado final em 2-0.
Foi um triunfo justo, mas muito sofrido. Há um antigo ditado português que reflete aquilo que foi esta segunda parte e o principal motivo da vitória brasileira: “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, e assim foi, o Brasil soma 3 pontos e fica bastante bem encaminhado para se qualificar para a próxima fase. A Costa Rica vê o seu sonho na Rússia terminar e jogará na próxima jornada com a Suíça meramente para cumprir calendário.

10 combates memoráveis do NXT Takeover

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A escolha dos dez combates foi difícil e classificar cada um deles também! Desde 2014, quando Triple H anunciou eventos especiais para o NXT, o Takeover tem surpreendido pela qualidade exibicional dos seus atletas e rivalidades, em comparação com a WWE, que nem sempre entrega o esperado. 

Ao contrário da casa-mãe, a marca preta e amarela prima pela diferença, simplicidade das histórias e a total liberdade concedida aos lutadores, que quase sempre nos surpreendem com boas exibições em ringue. 

Para quem não vê NXT, aconselho, pelo menos, a ver um destes ou mais do que um combate. Acreditem que não vão ficar arrependidos! Para quem assiste regularmente, é mais uma oportunidade para se deixarem levar por dez combates que entraram para a história da marca e que prometem não deixar ninguém indiferente. 

Os 5 melhores equipamentos do SL Benfica: 60 anos de História a duas cores

Como entendido que não sou em estilismo e sentido estético, decidi, de uma forma orgulhosamente totalitarista, escolher os 5 melhores equipamentos do Benfica. E, na minha opinião, mais uma vez, as escolhas são de tal qualidade, que num canto qualquer do mundo alguém estará disposto a premiar o meu dedo. Porque foi assim que foram escolhidos.
Já tivemos rosas, amarelos pálidos, cinzas demasiado arrojados, mas como estes… Como estes esperemos que venha a ver mais alguns. Por agora, são os meus melhores! E se não forem os vossos, escolham vocês a dedo.

Hirving Lozano: Uma arma à solta pela Rússia

O Mundial da Rússia ainda agora começou e já saltam à vista alguns nomes que vão fazer as delícias dos adeptos do desporto-rei num futuro próximo. Um desses nomes é, sem margem para dúvidas, o de Hirving Lozano.

Nascido na Cidade do México a 30 de julho de 1995, Lozano é um dos futebolistas mais promissores a aparecer nos últimos tempos no futebol mexicano. Estreou-se em 2014 pelo Pachuca com apenas 18 anos, num jogo frente ao América, no qual saltou do banco aos 83 minutos para, cinco minutos depois, desbloquear o 0-0 com um grande golo. E de muitos golos tem sido feita a ainda curta carreira do jovem jogador.

Entre 2014 e 2017, o mexicano apontou 43 golos em 149 jogos ao serviço dos tuzos. O auge destas primeiras pisadas pelo mundo do futebol terá acontecido mesmo na conquista da Liga dos Campeões da CONCANAF, em 2016/2017. Numa época em que já tinha o estatuto de grande figura da equipa, o então número 8 do Pachuca foi o melhor marcador da competição, tendo sido eleito o melhor jovem da mesma.

Estas boas exibições no continente americano valeram a Hirving Lozano a chegada à Europa. Após ter sido associado ao Manchester City, e até mesmo ao Benfica e Porto, o craque azteca assinou até 2023 pelo PSV no dia 19 de junho de 2017. A transferência para o clube holandês rondou o valor de oito milhões de euros.

Hirving Lozano é uma das principais estrelas do PSV
Fonte: UEFA

Com 19 golos e 11 assistências na primeira época em Eindhoven, Lozano foi um dos principais intervenientes no caminho traçado até ao tão ambicionado título holandês. O PSV terminou a Eredivisie 2017/2018 no primeiro lugar da tabela, com mais quatro pontos que o Ajax, e em muito o deve ao extremo mexicano.

Contra o nosso melhor rival na nossa melhor modalidade

Mais um ano, mais uma final no futsal, mais uma final contra o Sport Lisboa e Benfica. É um privilégio ver este espetáculo: a nossa equipa, na nossa melhor modalidade, contra o nosso melhor rival. O futsal português está já num patamar elevado (somos campeões europeus) e é certo dizer que muito se deve à mais antiga rivalidade no desporto português.

Os números falam por si: o Sporting está, pela nona vez consecutiva, na final do campeonato e o Benfica encontra-se na sétima derradeira eliminatória nos mesmos nove anos (em 13/14 o finalista foi o Fundão e na época transata foi o Braga quem mais perto esteve de ser campeão).

Porém, para o lado emocional da modalidade, há um outro fator ainda mais importante: a verdade é que o futsal é a melhor modalidade dos dois emblemas e ver jogos entre as duas equipas é um espetáculo digno de se tirar o chapéu.

Fortino fez um hat-trick no Jogo 1 e ajudou a desequilibrá-lo para o Sporting
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal

Se tabelarmos pelos últimos treze anos (altura em que o esquema do campeonato alterou drasticamente), o Sporting foi campeão sete vezes e o Benfica seis. Os números são equilibrados e, por isso, ilustram na perfeição aquilo que os jogos entre os emblemas da Segunda Circular representam: jogos emocionantes, de espetáculo e de “nervos à flor da pele”.

Para o adepto sportinguista, este jogo é muito mais do que um mero jogo. É o jogo da nossa melhor modalidade contra aquele que é, indiscutivelmente, o nosso melhor adversário.

A final está empatada (1-1: o Sporting venceu no Pavilhão João Rocha e o Benfica levou a melhor no Pavilhão Fidelidade) e o resultado é incerto. Porém, podemos afirmar como toda a certeza: vem aí espetáculo… e do bom!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Futsal

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Argentina 0-3 Croácia: Croatas deixam Messi em maus lençóis

No jogo de abertura da segunda jornada do Grupo D, os jogadores argentinos entraram em campo sabendo que uma derrota dificultaria  imenso a passagem aos oitavos de final e sujeitaria os albicelestes a uma precoce e humilhante eliminação. Já os croatas procuravam uma vitória que asseguraria a sua continuação na competição.

E Jorge Sampaoli procurou fazer alterações que melhorassem o desempenho da sua seleção, após o sofrível empate com a Islândia (1-1). Deixou a linha defensiva de cinco homens e apresentou uma de quatro, com Salvio e Acuña a deixarem de agir como laterais para passarem a assumir a posição de alas. Di María, um dos piores em campo no primeiro jogo, fiou no banco.

Ainda assim, foi a Croácia a começar melhor, dando os primeiros sinais de perigo – ainda que mínimos – num quarto de hora inicial pouco mexido. Os europeus faziam pressão alta sobre a defensiva argentina, obrigando os latinos a fazer passes longos, com os quais os defesas croatas lidavam com facilidade.

A Argentina começou a ganhar espaço no jogo, em grande parte graças a iniciativas de Acuña, Mesa e Messi. Mas Dejan Lovren e Domagoj Vida iam lidando com as bolas que entravam na sua grande área. No centro do campo, Luka Modric ia puxando os cordelinhos da sua equipa, trabalhando tanto ofensiva como defensivamente para manter a Seleção Croata coesa.

Só aos 30 minutos é que surge a primeira grande oportunidade de golo: Acuña não desiste de uma bola que Rebic tantava guardar para Subasic agarrar, passa o esférico para Enzo Peréz e o médio do River Plate, com a baliza aberta, remata ao lado.

Daí até ao fim da primeira metade da partida, aconteceu muito pouco digno de registo: se os adeptos argentinos não tinham ficado convencidos com o jogo contra a Islândia, estes 45 minutos também não lhes tinham mudado as ideias. Os croatas voltaram aos balneários sabendo que este era um resultado mais que favorável, podendo bastar-lhes (consoante o resultado do Isândia – Nigéria, de sexta feira) apenas outro empate contra a Islândia para chegarem aos oitavos de final.

Fonte: FIFA

No início da segunda parte, a Croácia retomou a pressão alta, tomando as rédeas da partida. E, aos 53 minutos, “Willy” Caballero comete um erro impensável: após atraso de Tagliafico, o guardião argentino do Manchester City tenta picar a bola de volta para o lateral, mas faz uma rosca, deixando Ante Rebic (um dos melhores em campo da Croácia) isolado para fazer um remate de primeira, que acaba por encontrar o canto superior direito da baliza albiceleste. Estava feito o 1-0 e estava feita a cama em que a Argentina se deitava: ao não apresentar uma ideia definida de jogo, a histórica seleção sul-americana sujeitara-se a um golpe destes.

Logo após o golo, Sampaoli retirou Sergio Aguero (que aparentava estar lesionado) e fez entrar Gonzalo Higuaín, e tirou Salvio para dar lugar a Pavón.

Mas nada parecia mudar, e os rostos incrédulos e apreensivos dos adeptos argentinos espelhavam o que se passava em campo: os jogadores de azul claro e branco não conseguiam reagir, acusavam o golo e a ameaça de uma derrota que dificultaria a sua continuação no Mundial. Faziam circular a bola, mas raramente mostravam alguma intenção, perante uma Croácia que não mostrava dificuldades em conter as investidas do adversário. Modric continuava com um ritmo de trabalho impressionante, reciclando constantemente a posse de bola, encarregando-se de recuperar o esférico e de o lançar para Mandzukic ou Kramaric (que entrara para o lugar do lesionado Rebic).

Os minutos passavam e o discernimento dos argentinos diminuía. E se a situação já era má, aos 81 minutos piorou: Luka Modric recebe a bola de Brozovic, dança à frente de Otamendi e, de fora da área, desfere um verdadeiro foguete com o pé direito. Caballero havia errado no primeiro golo da Croácia, mas desta vez pouco podia fazer. Estava feito o 2-0 e consumada uma derrota que confirmava a situação extremamente precária da Argentina neste Mundial.

Antes do fim, a miséria dava lugar à humilhação: contra-ataque rápido da Croácia, que termina com Kovacic a dar calmamente a bola para Rakitic – numa imagem assutadoramente parecida à de um golo da Alemanha contra o Brasil em 2014 – e o médio do FC Barcelona faz o 3-0.

Quando o árbitro apitou, acabou por parecer mais um golpe de piedade para os argentinos, que, de cabeça perdida, começavam a ser cada mais faltosos e a arriscar uma ou outra expulsão.

A Croácia vai para o último jogo desta fase de grupos, contra a Islândia com o apuramento para os oitavos de final garantido, enquanto uma Argentina de orgulho ferido terá de enfrentar a Nigéria, num jogo que decidirá o seu futuro na competição.

França 1-0 Peru: Gauleses ultrapassam fase de grupos sem charme

A França entrava em campo como favorita e, apesar de estar provado que neste Mundial o favoritismo não garantia nada, sabia que, em caso de vitória, carimbava a passagem à fase a eliminar. Por consequência, caso o Peru perdesse a partida, estaria eliminado do torneio. Matuidi entrou para o onze substituindo Tolisso e, na outra equipa, Tapia, por lesão, deu lugar a Aquino.

A equipa peruana entrou em jogo com mais necessidade de vencer e, talvez por isso, subiu as suas linhas de pressão, tentando chegar perto da baliza de Lloris. Por sua vez, a França respondeu com dois lances bastante perigosos, primeiro através de um remate de Pogba que passa muito perto do poste de Gallese e depois, de pontapé de canto, Varane sobe mais alto que os seus adversários, mas a bola passa ao lado. Também Griezmann, após uma bela combinação com Giroud, rematou à baliza, com o guarda-redes a fazer uma excelente defesa.

Por sua vez, à meia hora de jogo e numa altura que a partida estava bastante equilibrada, o Peru dispôs de uma grande oportunidade de golo: Guerrero desvia Umtiti da frente e remata à queima-roupa para uma defesa com as pernas de Lloris. Já na resposta, Mbappé, que momentos antes tinha ameaçado com um lance de calcanhar, acabou mesmo por colocar a França em vantagem: Giroud remata à baliza de Gallese, a bola ressalta em Rodríguez e sobra para o jovem francês do PSG, que encosta para golo.

Se o Peru não foi para o intervalo com uma desvantagem maior, bem que o podia agradecer ao seu guarda-redes, que negou por diversas vezes as ofensivas francesas para golo.

Mbappé colocou a Feança em vantagem na primeira parte
Fonte: FIFA

O jogo recomeçou e a equipa sul-americana protagonizou logo duas substituições, entrando Farfan e Santamaria para os lugares de Yotun e Alberto Rodríguez. O extremo entrou muito bem na partida, estando presente numa jogada de bastante perigo para o Peru, em que desviou a bola para Aquino, que armou um portentoso remate fora da área e que deixou Lloris completamente batido, só sendo salvo pelo poste.

Os peruanos mostraram-se bem mais ofensivos neste segundo tempo, tendo sido suas as principais oportunidades de golo. Apostando principalmente em remates de meia distância e no apoio de Advíncula no ataque, conseguiam encostar durante diversas vezes os franceses ao seu meio-campo.

Do lado gaulês, a oportunidade mais perigosa chegou pelos pés de Dembelé (que entretanto substituiu Mbappé), que rematou ao lado da baliza de Gallese, que tinha ficado pregado ao chão.

A França acabou por garantir assim a passagem à fase seguinte, deixando o Peru cair por terra na segunda jornada, de uma forma inglória. Talvez fosse mais justo o empate para uma equipa que deixou tudo em campo e que, muitas vezes, encostou o favorito às cordas.

 

ONZES INICIAIS:

França: Lloris, Pavard, Varane, Umtiti, Lucas Hernandéz; Kanté, Matuidi, Pogba (N’Zonzi); Mbappé (Dembelé), Griezmann (Fekir), Giroud.

Peru: Gallese, Advíncula, Ramos, Rodríguez (Santamaria), Trauco; Aquino Sanchéz, Yotun (Farfan), Carrillo, Cueva (Ruidíaz), Flores; Guerrero.

Foto de capa:FIFA

José Boto – uma perda que parece não preocupar

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Está confirmada a saída de um dos grandes responsáveis pelo sucesso recente do Sport Lisboa e Benfica: ao fim de dez anos, José Boto termina a sua ligação com o clube e abraça um novo desafio na Ucrânia, no Football Club Shakhtar Donetsk, onde irá trabalhar de perto com o treinador português Paulo Fonseca.

Quando se fala de José Boto, fala-se de competência, de visão e de entendimento do que é o jogo e de onde um determinado jogador poder-se-á encaixar. Para quem não conhece o profissional em questão, este trata-se do ex-Chief Scout do SL Benfica, ou seja, era quem estava responsável por toda a secção de Observação e Recrutamento do clube.

Tal como falado anteriormente num artigo sobre o Mundo do Scouting, o Futebol atravessa uma fase onde as redes de Observação e Recrutamento dos clubes tornam-se essenciais e são cada vez mais consideradas como o grande catalisador para o sucesso. É este departamento que busca soluções para as necessidades de uma equipa segundo determinados parâmetros, como as características de um certo jogador encaixadas num sistema táctico ou modelo de jogo, sendo igualmente responsável pelo recrutamento de jovens jogadores ainda em fases de iniciação e pela observação de adversários, fornecendo relatórios às equipas técnicas com informações sobre como os adversários se comportam em campo, que sistemas tácticos utilizam e quais os seus jogadores-chave.

Como abordado no parágrafo anterior, o Scouting possui várias vertentes, no entanto, foi precisamente através da vertente da observação e recrutamento de jogadores profissionais (ou jogadores já em fase terminal da sua Formação) onde José Boto mais se destacou. Cada decisão que tomou, influenciou sobremaneira o destino do clube e teve um peso enorme no seu sucesso.

Axel Witsel foi um dos jogadores descobertos por José Boto que mais rentabilidade trouxe ao SL Benfica, tanto desportiva como financeiramente
Fonte: SL Benfica

Jan Oblak, Axel Witsel, Rodrigo Moreno, Nemanja Matić, Lazar Marković, Ljubomir Fejsa, Victor Lindelöf, Álex Grimaldo ou Andrija Živković foram vários nomes que José Boto descobriu, indicou e ajudou a trazer para o SL Benfica, ao longo dos últimos dez anos. Logicamente que alguns deles já estariam nos blocos de notas de outros scouts, no entanto, a visão de que estes jogadores poderiam vir, acrescentar valor no plano desportivo e, mais tarde, serem rentabilizados em dezenas de milhões de Euros foi, essencialmente, de José Boto. É de conhecimento público que o SL Benfica tem sido um clube vendedor, pelo que a estratégia passa por encontrar activos que possam fazer a diferença dentro de campo, ajudando o clube nas suas conquistas e, ao mesmo tempo, valorizando-se e tornando-se em alvos apetecíveis para os tubarões europeus.

Mas, antes de pensar no plano financeiro, há que pensar no plano desportivo, pois só assim é que os jogadores poderão tornar-se rentáveis. Na sua mensagem de despedida, Boto dizia que “o que faz a verdadeira diferença entre os jogadores é a capacidade técnica, a inteligência e a forma como um jogador toma decisões em campo”. Este foi o pensamento que ajudou ao sucesso e era este tipo de pensamento que gostava de continuar a ver no SL Benfica.

A solução que tem vindo a ser veiculada pela Imprensa é que a Estrutura tem pensado numa empresa externa – uma espécie de outsourcing – para substituir o ex-Chief Scout. Ora, a meu ver, esta solução não se aproximaria em nada à qualidade do trabalho deixado por Boto, uma vez que iriamos trocar uma forma de pensar e ver o jogo por uma prestadora de serviços que não iria ter a mesma sensibilidade no momento da escolha.

A sensação que me dá, é que esta questão está a ser tratada com alguma leviandade por parte da Direcção, sendo vista como um “mal menor”. Foram vários os sócios que, na Assembleia Geral do passado dia 11 de Junho, demonstraram a sua preocupação com esta saída, não tendo havido em algum momento uma palavra de tranquilização por parte da Direcção.

Este não pode ser considerado um “mal menor”, pois trata-se da perda de um profissional de excelência. Arrisco-me a dizer, sem qualquer incerteza, que José Boto é o melhor a nível nacional na sua função. E como é que se substituem os melhores? É certo que é difícil, mas o caminho a seguir deveria ser o mesmo que trouxe este profissional ao SL Benfica: olhar para o factor diferenciador, apostar em quem não só observa como entende o jogo e, acima de tudo, apostar no gosto com que se trabalha.

Para finalizar, temos de agradecer a José Boto por tudo isto. Que tenha todo o sucesso do Mundo neste novo projecto.

 

Foto de Capa: FC Shakhtar Donetsk

Dinamarca 1-1 Austrália: Decisões adiadas para a última jornada

A segunda jornada do grupo C opôs Dinamarca e Austrália. Depois de duas boas exibições na jornada inicial do torneio, os técnicos optaram por manter os onzes, com exceção de Kvist. O médio dinamarquês lesionou-se, não joga mais neste Mundial, e foi substituído por Schone.

O jogo dificilmente podia ter começado melhor para os dinamarqueses com o 1-0 logo aos seis minutos. Boa recuperação de bola perto da grande área, bola a sobrar para Jorgensen que assistiu Eriksen para um excelente golo.

A Austrália ia tentando responder, mas tinha alguma dificuldade em ultrapassar a defensiva contrária, sendo que apenas quando conseguiam ultrapassar a primeira zona de pressão e meter velocidade pelos flancos é que causavam algum perigo.

Aos 37’ minutos penálti para a Austrália depois de, na sequência de um canto a bola embater na mão de Poulsen. Mais uma decisão patrocinada pelo VAR e mais um golo de Jenidak de grande penalidade a repor a igualdade no marcador.

No final dos 45’ verificava-se igualdade a uma bola no marcador. Resultado justo perante uma entrada forte e muito pressionante dos dinamarqueses que durou até aos 25’, altura em que a Austrália pegou no jogo e acabou por se superiorizar.

Eriksen marcou primeiro golo da partida
Fonte: FIFA

Os segundos 45’ começaram bem para a Dinamarca com um lance de entendimento em que Schone dá de calcanhar, mas Poulsen desperdiça em boa posição. O jogo foi muito mais aberto e partido em comparação com o primeiro tempo, só que com o passar do relógio os socceroos voltaram a superiorizar-se e a procurar muito mais o golo do que o adversário. Remates de Mooy, Rogic e excelentes iniciativas de Arzani – entrou muito bem – fizeram tremer por várias vezes a defensiva nórdica.

No final do jogo manteve-se o 1-1 e são os Australianos que ficam com mais razões de queixa. Depois de um início muito pressionante e de um bom jogo interior na primeira meia-hora da partida, pouco mais se viu desta Dinamarca. Do outro lado tivemos uma Austrália que soube anular Eriksen, apresentou-se novamente bem organizada e com excelentes saídas para o ataque, a explorar muito bem as alas – principalmente através de Leckie – e podia perfeitamente ter acabado os 90’ minutos com os três pontos.

Onzes iniciais:

Dinamarca: Schmeichel, Dalsgaard, Kjaer, Christensen e Larsen; Delaney, Schone e Eriksen; Sisto, Poulsen (Braithwaite 59’) e Jorgensen (Cornelius 68’)

Austrália: Mathew Ryan; Josh Risdon, Sainsbury, Milligan e Behich; Jedinak, Mooy e Rogic (Irvine 82’); Leckie, Kruse (Arzani 68’) e Nabbout (Juric 75’)