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Alemanha 0-1 México: Tricolor sem medo do campeão

No jogo de abertura do Grupo F, a atual Campeã do Mundo mediu forças contra uma selecão mexicana determinada a quebrar o enguiço que, desde 1986, não a tem deixado passar dos oitavos de final da competição.

E que partida que foi esta. Nos três primeiros minutos, já se tinha visto uma boa hipótese para cada equipa, graças a um canto para o México e a um remate de Timo Werner para a Alemanha. Criou-se um jogo intenso e pouco característico numa fase tão madrugadora do torneio: tanto uma equipa como outra procurava exercer pressão alta. No entanto, os mexicanos mantinham-se calmos mesmo perante este ritmo elevado. Cada jogador tricolor encontrava-se sempre com duas linhas de passe e surgiam várias triangulações com Herrera, Lozano e Carlos Vela no centro das atenções.

Claramente, os alemães não esperavam esta qualidade de jogo do México, e prova disso foi ver Toni Kroos a perder a sua calma característica e ir protestar com o árbitro após uma decisão da qual discordou. Os Campeões do Mundo não estavam a conseguir fazer o seu jogo. Aliás, era precisamente Kroos quem melhor espelhava a frustração coletiva, renunciando à sua qualidade de passe e recorrendo a remates de longe, que Guillermo Ochoa ia encaixando com facilidade.

Os mexicanos eram muito compactos a defender, com uma linha de três homens a tornar-se numa de quatro sempre que a Alemanha tinha a bola. E, se estavam a ter grande sucesso nas jogadas construídas, mostravam-se igualmente aptos no contra ataque: a velocidade de Lozano e Vela estava a ser um problema para Hummels e Boateng, que acabavam por beneficiar de algumas más decisões dos latinos no último terço.

Mas aos 36 minutos isso já não aconteceu: outro contra-ataque incisivo, liderado por Javier Hernandéz, Carlos Vela e Hirving Lozano, que terminou com este último a pôr o esférico para lá de Manuel Neuer. Estava feito o 1-0 e consumada a superioridade do México.

Ao longo desta primeira parte, houve algo verdadeiramente insólito: com cada passe de um jogador tricolor, ouviam-se “Olés” vindo das bancadas. Com razão? Talvez. Afinal de contas, ver a Alemanha sob estas dificuldades era algo com que nem o mais otimista dos mexicanos teria sonhado antes do jogo.

A Alemanha foi surpreendida pelo México
Fonte: DFB

No regresso aos balneários, havia uma palavra para descrever a exibição do México: irreverência. Quem não soubesse nunca diria que aqueles jogadores de verde, branco e vermelho estavam a jogar contra um dos favoritos do Mundial. Fizeram o seu jogo, não mostraram respeito pelos alemães nem os deixaram tomar as rédeas da partida. Héctor Herrera parecia encher o campo inteiro e Vela parecia capaz de correr de Moscovo até Lisboa se ninguém o parasse. 45 minutos de excelência da Tri devidamente recompensados.

Ao intervalo, Joachim Löw não mexeu na equipa, ao contrário daquilo que se esperava. Na segunda parte, o México acabou por deixar de parte a construção ofensiva: recuou, formou um bloco à frente da área e apostou na rapidez dos seus atacantes. Os passes já não saíam tão bem mas a Alemanha continuava incapaz de fazer o seu jogo: muitas bolas bombeadas para a área, muitas tentativas a longa distância e uma intranquilidade pouco comum na Mannschaft.

A meia hora do final, entrou Marco Reus para o lugar de Khedira (teve um dia para esquecer: foi engolido por Herrera e Andrés Guardado no centro do campo). Do lado do México, as saídas de Carlos Vela e Hirving Lozano confirmaram a orientação defensiva da Tri. A linha da defesa era agora composta por cinco homens.

A meia hora final foi pautada por sucessivos cruzamentos dos alemães, interrompidos pelo ocasional contra-ataque mexicano, agora sem o mesmo fulgor. Os alemães faziam circular a bola, mas esta parecia nunca chegar aos homens mais adiantados – Timo Werner e Mario Gómez (que, entretanto, havia entrado para o lugar do lateral esquerdo, Plattenhardt). Neuer ainda fez uma das suas e subiu à área mexicana, mas já não foi suficiente.

Na primeira parte, o México soube jogar; na segunda, soube sofrer. Para a história fica a primeira derrota alemã num jogo de abertura do Mundial desde 1982 e uma vitória memorável da Selecão Mexicana; para o futuro ficam muitas dúvidas quanto à revalidação do título da Mannschaft e um entusiasmo por aquilo que os latinos ainda podem mostrar.

Foto de Capa: Twitter oficial da Seleción Nacional de México

Portugal 5-4 Espanha (GP): Portugal conquista Mundialito na despedida de Alan

No encontro de todas as decisões da 22.º edição do Mundialito de Futebol de Praia, que este ano se realizou pela primeira vez na Costa da Caparica, Portugal necessitou de recorrer aos penaltis para garantir a conquista do Mundialito pela 6.ª ocasião, numa partida que ficou marcada pela despedida de Alan da seleção nacional. No outro jogo da prova, o Japão goleou o México por 6-2, terminando a competição no terceiro lugar.

O jogo teve um inicio morno, contrastando com o calor que se fazia sentir na Costa da Caparica, sem que nenhuma das equipas tivesse conseguido criar grandes chances de golo. Com o principal destaque a ir para um pontapé de bicicleta de António.

Com o andamento do relógio, a Espanha passou a ser o conjunto com mais tempo de posse de bola, mas a mesma era pouco efetiva. Portugal, ao contrário daquilo que havia feito nas duas primeiras jornadas do Mundialito, para além de quase não ter a bola em seu poder, não conseguia construir jogadas de golo. A única exceção foi uma bicicleta de Madjer, a cerca de três minutos de meio da pausa, que foi à figura de Dona.

Nos últimos cento e vinte segundos do período inicial, Portugal começou a equilibrar os pratos da balança, tendo o esférico mais tempo em sua posse, mas não era nada fácil entrar na defensiva espanhola. Von, de bicicleta, e Alan, através de uma iniciativa individual, foram os únicos a conseguir aquecer, ainda mais, as luvas de Dona.

A instantes do intervalo, a Espanha esteve prestes a inaugurar o marcador, mas Andrade, com uma grande defesa, e Llorenç, com um enorme desperdício, impediram movimentações no marcador.

Terminado o primeiro período, Portugal e Espanha empatavam a 0-0. Resultado concordante com o que havia ocorrido nos doze minutos iniciais, onde foram raras as oportunidades de golo.

Logo nos primeiros instantes da segunda parte, Coimbra rematou de longe, tentando surpreender, e ficou muito perto do golo, pois, remate foi “direitinho” à barra da baliza de Dona.

Portugal estava melhor, mas a máquina ofensiva parecia estar com areia espanhola na engrenagem, por isso, os jogadores nacionais iam começando a apostar, por algumas vezes, em remates de meia distância, mas sem qualquer tipo de sucesso.

A meio da segunda metade, a seleção portuguesa ficou a milímetros do golo, mas Alan não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe de Von. Pouco depois, Llorenç dispôs de muito espaço, mas o remate, apesar de forte, saiu à figura de Andrade.

Praticamente com três minutos para se jogar até uma nova pausa, Portugal beneficiou de um livre direto em excelente posição. O remate de Bê Martins ainda sofreu um desvio na areia, mas Dona conseguiu tocar no esférico com a sua mão esquerda e defender para canto. Minutos depois, foi a vez de Andrade tentar a sua sorte, mas o guardião espanhol voltou a impedir a abertura do marcador.

Chegado o final do segundo período, o resultado continuava sem quaisquer modificações. Portugal esteve melhor, mas faltava criar reais chances de golo com maior frequência.

Alan estreou-se nos Mundialitos em 1998 e terminou a sua carreira na seleção nacional hoje, vinte anos mais tarde
Fonte: Beach Soccer Photo Archive

No terceiro período, Portugal voltou a começar melhor e após uma oportunidade de Coimbra nos primeiros segundos, pouco depois, Bê Martins sofreu uma falta de Antonio para grande penalidade. Bê Martins, com uma grande chance de abrir o ativo, disparou para o centro da baliza espanhola e fez o 1-0. Volvido um minuto e meio, Antonio teve uma grande ocasião para se redimir, mas Coimbra colocou-se à frente da bola, bloqueando um remete que levava selo de golo. Logo a seguir, Jordan aproveitou um mau atraso de Llorenç e acabou por ser travado em falta Dona que viu um cartão vermelho direto. Jordan, com possibilidade de fazer o segundo, não desperdiçou e rematou cruzado para o fundo das redes. No retomar do jogo, a Espanha reduziu por intermédio de Eduard Molin.

Costa Rica 0-1 Sérvia: O jogo da bela adormecida

As seleções da Sérvia e da Costa-Rica defrontaram-se esta tarde, naquele que foi um encontro inédito entre ambas as equipas. Este jogo marca o regresso da Sérvia ao mundial, depois de não ter comparecido na competição em 2014. Já a Costa Rica vem da melhor participação de sempre na competição que decorreu no Brasil. A seleção costa-riquenha conseguiu alcançar os quartos-de-final, tendo sido eliminada pela Holanda.

Se o jogo foi um espetáculo de futebol fulgurante e que entusiasma qualquer um? Não, de todo! O Costa Rica-Sérvia foi um duelo muito contido de ambas as partes, com um futebol muito cauteloso. Basicamente, tudo aquilo que um amante de futebol dispensa.

Apesar de o jogo ter começado bem animado, com ambas as equipas a apresentaram-se bastante atrevidas e com várias oportunidades, este cenário foi sol de pouca dura: o jogo acabou por baixar de ritmo e tornou-se um autêntico duelo tático e de, certa forma, entediante.

A seleção dos Balcãs deteve mais posse de bola mas o bloco defensivo da seleção costa-riquenha não permitiu que o seu adversário se adiantasse no marcador. Enquanto os sérvios detiveram mais bola e mais iniciativa, a Costa Rica foi controlando o jogo em termos defensivos, num estilo em que se sente bastante confortável.

O meio-campo da Sérvia esteve um pouco aquém, com Matic e Milivojevic a assumir pouco do jogo ofensivo. A equipa mostrou-se um pouco lenta nos lances de transição e com bastante dificuldade em furar o bloco defensivo da Costa-Rica que se exibiu, mais uma vez, irrepreensível neste domínio. Bryan Ruiz, como de costume, assumiu o comando e foi a principal alavanca nos ataques da sua equipa, estabelecendo uma excelente ligação com Urena.

A segunda parte começa com uma Sérvia mais competente e atrevida, com os seus laterais a subirem mais no terreno de jogo. Chega a marcar aos 56 minutos com um golo de Kolarov.

Depois disto, a Costa-Rica teve de adotar uma outra postura. Teve de ir à procura do resultado para inverter a desvantagem no marcador. As entradas de Joel Campbell e de Bolanos mexeram com o jogo. Os dois avançados vieram dar frescura ao ataque e foram peças-chave nos movimentos ofensivos da sua equipa assim que entraram.

O resultado de 1-0 para a equipa da Sérvia premeia a equipa que primeiro  teve a iniciativa de controlar o jogo. Apesar disso, depois de se ver em desvantagem, a Costa Rica teve uma boa reação ao golo sofrido e controlou a partida a partir daí. O esforço dos costa-riquenhos não foi suficiente, principalmente porque faltou critério no último passe.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Costa Rica: Navas, Gamboa, Gonzalez, Acosta, Duarte, Calvo, Venegas (Subst. Bolanos), Guzman (Subst. Colindres), Borges, Ruiz, Urena (Subst. Joel Campbell).

Sérvia: Stojkovic, Ivanovic, Tosic, Kolarov, Matic, Milivojevic, Tadic (Subst. Rukavina), Sergej, Ljajic (Subst. Filip Kostic), Mitrovic (Subst. Prijovic)

Foto de capa: FIFA

1 italiano + 1 português = Uma Champions para o PSG?

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Desde outubro de 2011, quando Nasser Al-Khelaïfi assumiu o cargo de presidente do Paris Saint-Germain e pôs em prática um enorme investimento financeiro, a equipa do Parque dos Príncipes tem sido soberana a nível doméstico, ganhando cinco campeonatos em sete épocas. Mas a nível europeu os resultados são parcos, e o gasto de 238 milhões de euros da época passada, que garantiu aos parisienses os serviços de Neymar e Mbappé (emprestado por uma época; em julho, o negócio tornar-se-à permanente a troco de mais 180 milhões de euros), não mudou o panorama. Já se parece ter tentado tudo para resolver este problema, mas talvez a solução derradeira passe pela contratação de um certo craque português e um “quarentão” italiano.

Começando pelo craque, não é um segredo para ninguém que Cristiano Ronaldo já não se sente bem em Espanha: a questão da fuga ao fisco veio azedar a situação do português nas terras de nuestros hermanos. As declarações feitas após a final da Liga dos Campeões refletiram o seu estado de espírito. “Foi muito bom estar no Real Madrid”; “nos próximos dias darei uma resposta aos adeptos, que sempre estiveram do meu lado”, disse “CR7” em declarações à BeinSports. Isto pareceu deixar bem patente que esta seria a última época do extremo lusitano no Santiago Bernabéu.

Fonte: UEFA

Mas tudo o resto que poderá estar por trás deste descontentamento será pura especulação. Manu Sainz, do AS, fala no facto de o salário que Ronaldo aufere no Real Madrid – 21 milhões de euros por ano – ser muito inferior àquele que Neymar (PSG) e Messi (FC Barcelona) recebem: 35 milhões e 40 milhões de euros, respetivamente.

A vontade de sair parece existir, mas o que adicionaria Cristiano Ronaldo ao atual campeão francês? Golos, como é óbvio. Mas será que é mesmo disso que o PSG precisa? Estamos a falar de uma equipa que marcou 108 golos em 38 jogos da Ligue 1 na época passada. 47 desses 108 foram repartidos entre Edinson Cavani e Neymar. O problema não parece ser na vertente ofensiva.

João Carvalho e Diogo Gonçalves: O Seixal continua a ser rentabilizado

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Desde a sua inauguração em 2005, que são vários os jogadores que têm saído do clube a troco de milhões. O centro de formação e estágio no Seixal, tem sido fundamental para as camadas jovens do clube. Hoje em dia, o SL Benfica é conhecido mundialmente pela a sua enorme qualidade na formação de jovens futebolistas. Muito se deve, ao forte investimento por parte do clube, em transformar o Caixa Futebol Campus, num verdadeiro centro de alto rendimento.

João Carvalho vendido e Diogo Gonçalves emprestado por uma época com opção de compra. Estes dois atletas são os últimos exemplos do muito trabalho que tem sido feito na formação. A rentabilização e a prosperarão, são temas de muita importância para os responsáveis do clube. Gasta-se menos em contratações e mais na formação.

João Carvalho fez formação no clube. Chegou à equipa B onde realizou vinte e dois jogos e logo a seguir foi emprestado a meio da época ao Vitoria FC. Ganhou destaque na primeira liga e logo despertou o interesse de Rui Vitoria que quis contar com ele na temporada seguinte.

A sua integração no plantel encarnado foi vista com bons olhos pelos dirigentes encarnados, que já viam nele potencial para render na equipa principal, para mais tarde valer uma futura venda. Mas no começo foi intercalando pela equipa B e a equipa principal.

Foram poucos os minutos rentabilizados em campo ao longo da época. O seu impacto na equipa ficou aquém das expectativas. Não foram de todo más exibições, mas também não executou na perfeição, aquilo que o treinador pretendia dele.

Previa-se um novo empréstimo do médio ofensivo, ou uma provável venda. E foi isso que aconteceu. Tal como foram outros casos de Bernardo Silva, Ivan Cavaleiro, André Gomes, o Benfica conseguiu junto do superagente desportivo, Jorge Mendes, a venda para o Nottingham Forest a troco de quinze milhões de euros (valor que é pré-definido a contar pelas comissões).

O Caixa Futebol Campus é uma referência no mundo do futebol
Fonte: SL Benfica

O caso de João Gonçalves não é muito diferente. O jovem português de vinte e um anos, andou durante duas épocas a saltar da equipa B para a equipa principal. Sem muito espaço no onze titular, foram poucas as oportunidades dadas para mostrar todo o seu valor. E esta época, provavelmente, ainda seriam menos as chances de somar minutos.

Foi então que mais um negócio já premeditado deu-se como consumado. Empréstimo para um clube onde pudesse crescer enquanto jogador e ganhar experiência num campeonato diferente. Aos olhos do clube, é sempre um ativo a ser rentabilizado, e caso os responsáveis do clube inglês fiquem satisfeitos com as prestações em campo, pode ser confirmada mais uma venda de um jovem português formado no Benfica, no Caixa Futebol Campus.

Resumindo, não é novidade e nem seria de estranhar, este tipo de política desportiva e financeira. Pode não ser da opinião de todos, mas a verdade é que os jovens portugueses têm tido oportunidades, cada vez mais, de se mostrarem na equipa principal e prosperarem no futebol estrangeiro. Tendo ou não espaço no plantel, acabam por ser emprestados ou vendidos, o que facilita e bastante a carreira futebolística dos atletas tanto a nível financeiro como desportivo.

Foto de Capa: Nottingham Forest FC

NXT Takeover: Chicago – Simplesmente, obrigado!

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As palavras começam a ser poucas para descrever tudo aquilo que acontece num NXT Takeover. A quem não vê NXT ou mesmo WWE, aconselho a pensarem duas vezes e a tentarem dar uma oportunidade a este produto.

O Takeover: Chicago voltou a ser mais um grande especial de entretenimento e de wrestling. Dois dos cinco combates são claros candidatos a exibição do ano; e os restantes três marcaram a diferença pela consistência e qualidade apresentadas.

No fim de três horas de espectáculo, é impossível ficar indiferente! A marca NXT veio para ficar e, enquanto durar – e vai durar muito tempo – vai nos fazer muito felizes!

GD Chaves: Será esta a chave para o sucesso?

O GD Chaves anunciou, no passado dia 8 de junho, o seu novo treinador para a época 2018/2019. E, como um bom filho a casa torna, a escolha pautou-se pelo ex-treinador do CS Marítimo – Daniel Ramos. Recorde-se que o treinador orientou a equipa transmontana no ano 2004/2005, quando o clube ainda estava a competir na segunda liga.

Daniel Ramos entrou no mundo do futebol como jogador nos quadros de formação do clube da sua terra natal: o Rio Ave FC. Teve um percurso algo tímido como jogador profissional, tendo feito apenas seis jogos pelo Rio Ave FC e três pelo SC Beira-Mar.

Em 2001, começou a atividade profissional como treinador no último clube que havia representado como jogador: o Vilanovense FC. Depois disso, orientou clubes na segunda e na terceira divisão do campeonato. O técnico esteve à frente de clubes como o CD Santa Clara, FC Famalicão, CF União da Madeira, FC Vizela e Moreirense FC.

O seu trabalho teve grande destaque no comando do FC Famalicão, depois de alcançar a promoção à 2.ª liga. No ano seguinte, assinou contrato com o CD Santa Clara, onde viria a disputar apenas sete jogos, dos quais conseguiu levar seis vitórias e um empate.

Daniel Ramos chega, assim, ao Desportivo de Chaves com vontade de fazer mais e melhor
Fonte: GD Chaves

O seu bom trabalho à frente da equipa dos Açores chamou à atenção dos dirigentes do CS Marítimo que o contrataram de imediato. Daniel Ramos conseguiu, então, subir na sua carreira e passou a estar no comando, pela primeira vez na sua carreira, num clube de primeira liga no ano de 2016/2017.

A sua época de estreia foi bastante positiva: o técnico português conseguiu um sexto lugar com a equipa insular e, deste modo, garantiu a participação do CS Marítimo na Liga Europa nesse mesmo ano. A época passada conseguiu alcançar um sétimo lugar em igualdade de pontos com a equipa que irá treinar agora: o Grupo Desportivo de Chaves.

A cobrir o lugar de Luís Castro, um treinador que conseguiu alcançar a melhor prestação do clube na principal competição de futebol em Portugal a níveis pontuais, Daniel Ramos mostra-se com vontade de abraçar o projeto de modo a alcançar resultados ainda melhores e a manter o futebol atrativo a que o seu antecessor habituou os adeptos.

Foto de Capa: GD Chaves

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Croácia 2-0 Nigéria: Bom arranque de Mundial para a equipa dos Balcãs

Em Kaliningrado, jogou-se o encontro mais interessante do terceiro dia de competição do Mundial: Croácia frente à Nigéria.

Os croatas apresentaram-se com um 11 de caráter ofensivo, onde se destacava a presença do avançado Kramaric, no apoio ao jogador mais adiantado da equipa, Mandzukic.

Os nigerianos têm uma equipa perigosa sobretudo em termos ofensivos, e foi com um 4x3x3, onde se assinalava a mobilidade e a velocidade do seu trio da frente, constituído por Ighalo, Iwobi e Victor Moses, que os africanos entraram em campo.

A primeira parte iniciou-se, e as duas equipas concentraram-se naquilo que sabem fazer melhor: atacar. No entanto, foram os croatas quem fez mais por inaugurar o marcador nos primeiros 20 minutos, tendo dois remates perigosos, primeiro por Perisic, depois por Kramaric, que podiam ter resultado em golo.

Os nigerianos responderam aos 22 minutos, com um remate de Ighalo e outro de Etebo. A partida ganhava intensidade, com faltas de parte a parte. Aos 32 minutos, a Croácia ganha um canto, e surge o 1-0: após o cruzamento de Modric, Strinic cabeceia, Mandzukic mergulha e dá de novo de cabeça, a bola toca em Etebo, e acaba na baliza dos nigerianos. A Croácia adiantava-se no marcador através dum auto-golo.

Após o golo, foram os croatas que continuaram por cima do jogo: aos 39 minutos, Kramaric cabeceou por cima da baliza. Aos 42, Vrsalijko tem uma oportunidade para fazer o 2-0, mas remata muito desviado.

Depois de dois remates da Nigéria, aos 46 minutos, através de Iwobi e Moses, o árbitro apitou para o intervalo.

A Nigéria tentou reagir ao golo sofrido, mas sem grande sucesso
Fonte: FIFA

No início da segunda parte, os nigerianos apresentaram-se mais fortes. Com o objetivo de igualar o resultado, a equipa africana ganhou três cantos consecutivos, e, aos 49 minutos, tem um remate que não passa longe da baliza croata, por parte de Moses.

A Nigéria continuou a atacar, e neste momento, dominava a partida. Para tentar pôr cobro aos ataques nigerianos, o selecionador croata Zlatko Dalic fez entrar o médio Brozovic, para o lugar do avançado Kramaric.

A Nigéria respondeu, e, aos 62 minutos, entrou Musa, saíndo Iwobi. No entanto, a Nigéria não conseguiu traduzir em oportunidades de golo a superioridade que demonstrou neste período do jogo.

Aos 69 minutos, é assinalado penalty a favor da Croácia, por agarrão de Ekong a Mandzukic. Na cobrança, Modric não desperdiçou, e aumentou para 2-0.

O golo acabou com o jogo: a Nigéria não conseguiu reerguer-se, e, tirando um remate de Iheanacho, que acabara de entrar para o lugar de Ighalo, aos 78 minutos, os nigerianos não voltaram a chegar com perigo à baliza de Subasic.

A Croácia, por sua vez, teve duas oportunidades para aumentar o resultado: primeiro por Perisic, aos 79 minutos, com um cruzamento perigoso; depois, com Kovacic, que tinha entrado também no final da segunda parte. Aos 92 minutos, o médio ficou cara a cara com o guarda-redes nigeriano, mas rematou fraco e permitiu uma defesa fácil.

Depois de quatro minutos de compensação, o árbitro apitou para o final da partida.

A Croácia foi uma justa vencedora: criou mais oportunidades de golo, e geriu bem a partida assim que se colocou em vantagem.

Leões Sub-23 com garras afiadas

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É já na próxima temporada – 2018-19 – que se disputará, pela primeira vez, o campeonato nacional de futebol de Sub-23. Recorde-se que o Sporting Clube de Portugal acabou, na temporada passada, com a sua equipa B, referindo que apostaria numa formação de Sub-23 para atacar o campeonato nacional deste escalão. Esse abandono, por estranho que possa parecer, não se deve apenas ao fracasso da prestação dos leões B na II Liga: ela deve-se também à integração da equipa de Sub-23 na estrutura do futebol profissional e não no futebol de formação como estava até então a equipa do Sporting B.

Ao que tudo indica, o staff leonino, juntamente com a Direcção do clube de Alvalade, já tem praticamente fechada os jogadores que integrarão a equipa de sub-23. O grupo de trabalho será constituído por Luís Maximiliano, Thierry Correia, Carpintier, Demiral, Daniel Bragança, Diogo Brás, Elves Baldé, Jovane Cabral, Pedro Marques e Miguel Luís. Trata-se de uma equipa que está com as garras bem afiadas para atacar a primeira edição do campeonato nacional deste escalão.

João Queirós chega para reforçar a equipa de Sub-23 do Sporting CP e está, tal como os outros leões, de garras bem afiadas
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O clube de Alvalade garantiu mais um reforço para a sua equipa de sub-23: o português João Queirós. Trata-se de um jogador de vinte anos e estava actualmente ao serviço dos alemães do Colónia B. O defesa central, que também já atuou na formação do SC Braga não escondeu a sua satisfação e ambição quando assinou pelo Sporting: “De mim podem esperar garra e um enorme esforço. Tenho como objectivo assumir-me nos sub-23 e, depois, mostrar o melhor na equipa principal”.

A crise que se abalou sobre Alvalade deve orientar-se pelo reforço da sua formação, seja aproveitando os seus pupilos da Academia, seja na contratação de jovens promessas, como é o caso de João Queirós. Como se costuma dizer a propósito da palavra “crise”, enfim, de que ela significa “oportunidade” em mandarim, então o Sporting tem aqui mais uma boa oportunidade: reforçar a aposta nos seus escalões de formação, tal como vem sendo o seu apanágio ao longo dos anos.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

5 jogadores que o FC Porto pode fazer regressar na próxima época

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fc porto cabeçalhoNa época passada, poucos diziam que a política de transferências adotada pelo FC Porto, que consistia no aproveitamento da prata da casa, bem como o regresso de jogadores emprestados, iria ter tão bons resultados como os que se vieram a verificar. Apesar de nesta temporada o FC Porto estar mais folgado financeiramente, ficam aqui algumas sugestões de jogadores emprestados, que os dragões podem vir a reaproveitar.