Os primeiros minutos do jogo contam com a Argentina a exercer pressão alta e a Islândia a apostar num estilo de jogo mais longo, direto e capaz de surpreender a defesa adversária com lances muito rápidos. A Islândia mostrou ter o jogo bem estudado e explorou as falhas que a Argentina demonstrou na fase de qualificação, com algumas lacunas defensivas e sem capacidade para resolver facilmente alguns lances.
No entanto, quem se posicionou na frente do marcador foi mesmo a Argentina, com um golo de Aguero aos 19 minutos. A fazer lembrar o golo de Diego Costa frente a Portugal, em que é necessária muita técnica e experiência para encontrar espaço no meio dos defesas e conseguir descobrir o caminho certo para a baliza. No entanto, a Islândia não se deu por vencida e fez história com Finnbogason a ser o primeiro jogador a marcar um golo pela sua seleção num campeonato do mundo, repondo a igualdade na partida três minutos depois. Termina a primeira parte com uma disputa equilibrada do jogo a nível de oportunidades.
A Argentina tem passado muitas dificuldades para bater esta curiosa Islândia. Este país que cada vez mais tem investido no futebol, vê esse investimento compensar e de que maneira. Há seis anos estava em 132º no ranking da FIFA e agora está em 22º. Uma equipa que conta com muitos jogadores semi-profissionais e que têm outros trabalhos sem ser o futebol, estão aqui a bater-se de frente com alguns dos melhores jogadores do mundo como Messi, Mascherano ou Higuaín.
A segunda parte não destoa muito da primeira. A Argentina com posse de bola e com o domínio do jogo contra uma Islândia muito organizada defensivamente e unicamente a tentar aproveitar as oportunidades que a Argentina permitia. Há um lance que marca esta segunda parte: Messi falhou um penalti aos 63 minutos, deixando assim o guarda-redes islandês brilhar mais uma vez. Sampaoli viu que tinha de mexer na equipa é colocou Pavón por Di Maria (possivelmente a melhor coisa que fez). Pavón veio animar o jogo, veio trazer garra e vontade de vencer e isso refletiu-se noutros jogadores que a 15 minutos do fim finalmente acordaram. Mas já era tarde demais e a Islândia adotou uma estratégia altamente defensiva tentando tirar partido deste resultado e ganhar um ponto frente a Argentina.
O Money in the Bank deste ano oferece, uma vez mais, um cartaz de luxo e todos os ingredientes necessários para uma boa noite de wrestling.
Em destaque, um Last Man Standing entre AJ Styles e Shinsuke Nakamura pelo título da WWE; Nia Jax e Ronda Rousey lutam pelo título feminino do Raw; e os Money in the Bank Ladder Matches masculino e feminino, que garantem aos vencedores a oportunidade de desafiar um campeão mundial em qualquer altura do ano.
Quem serão os dois lutadores contemplados com uma oportunidade que pode mudar as suas carreiras? Nos restantes embates, quem vence? Teremos novos campeões? Haverá algum cash-in? Conheçam as nossas previsões e partilhem as vossas nos comentários.
Julgo já me ter pronunciado sobre este tema em artigos anteriores. Ainda assim, a performance de CM Punk no evento UFC 225 não deixou ninguém indiferente. Era a narrativa perfeita, envolvendo um veterano sem experiência em MMA, uma antiga estrela do sports entertainment, com milhões de fãs espelhados por todo o mundo. CM Punk era o underdog que iria, com coragem e empenho, superar todas as adversidades.
CM Punk iria provar que nunca somos velhos demais para conquistarmos os nossos sonhos, para superarmos as adversidades, que podemos fazer aquilo que queremos se trabalharmos, se nos atirarmos de cabeça com empenho e determinação calando as vozes pessimistas que teimam em agastar-nos com comentários ofensivos e desencorajadores. Esta era uma narrativa que podia ter sido concebida por um dos mais experientes guionistas da WWE. No entanto, caros leitores, UFC não é WWE.
Os focos da polémica são inúmeros. Desde logo, o próprio CM Punk. Depois da sua derrota frente a Mickey Gall, rapidamente se percebeu que Philip Brooks (CM Punk) não teria forma de contrariar a sua própria veterania e inexperiência. Portanto, muitos estranharam a inclusão do seu nome no main card do evento, quando haviam combates como o de Alistair Overeem vs Curtis Blaydes. Por que razão CM Punk e Mike Jackson haveriam de merecer tal reconhecimento?
CM Punk sem argumentos para a troca de golpes Fonte: UFC
A incapacidade de encontrar uma resposta plausível a esta pergunta, motivou fortes críticas à administração da maior promotora de eventos de MMA do mundo. Muitos consideram que este combate desvirtua tudo aquilo que o desporto representa. Outros considerarão que é uma falta de respeito para com todos aqueles que lutam há vários anos por uma oportunidade de competir no octógono da UFC, por um contrato que mudasse as suas vidas. Não nos esqueçamos que por todo o mundo existem atletas a competir em pequenas organizações de MMA. Muitos destes atletas não são profissionais e conciliam o treino e a competição com as suas profissões.
Este é um assunto que me é bastante caro. Pratiquei artes marciais durante vários anos. Pratiquei judo quando era criança e já adolescente tive o privilégio de treinar muay thai. Nesta minha última experiência pude constatar o sacrifício de ser atleta profissional numa modalidade com pouca expressão. Vi com os meus próprios olhos atletas que corriam dos seus trabalhos para o clube, dispostos a treinar várias horas sem uma recompensa financeira ajustável à dimensão do seu esforço.
No jogo de abertura do grupo C enfrentaram-se França e Austrália. No percurso até à Rússia, a selenção Francesa ficou em primeiro lugar na fase de grupos da qualificação, já os australianos tiveram que assegurar o passaporte no play-off.
Para este jogo, os gauleses são os claros favoritos à vitória, como também são uma das seleções com algum favoritismo no que à conquista do Mundial 2018 diz respeito. Depois de serem finalistas vencidos no Campeonato da Europa 2016, os franceses apresentam-se na competição com uma das seleções mais jovens.
Como era expectável os gauleses tiveram o controlo da partida, tendo sido dos pés do avançado Mbappe que surgiu a primeira ocasião de golo, a surgir nas costas da linha defensiva australiana e a rematar para defesa apertada do guardião Ryan.
No primeiro ¼ de hora, os australianos iam tentando chegar à baliza adversária sem surtir efeito, em sentido contrário os gauleses iam criando várias oportunidades junto à baliza australiana. No entanto, foi a equipa da oceania a beneficiar da grande e melhor ocasião de golo do primeiro tempo, após um livre descaído para a esquerda do ataque, Sainsbury cabeceia à boca da baliza para uma grande intervenção de Lloris.
No regresso do descanso, ambos os selecionadores optaram por não fazer qualquer alteração nos “onzes” definidos para iniciar esta partida.
Depois de um ataque rápido dos gauleses, o videoárbitro é “chamado” a intervir para assinalar penalti, num toque sobre Griezmann. E foi neste lance que se desfez o nulo do encontro, através do próprio jogador que sofreu falta, depois de um remate forte e colocadissimo para a esquerda do guarda redes australiano.
Em resposta ao golo gaulês, Umtiti faz falta tocando com a mão na bola dentro da área, depois de um livre descaído para a direita do ataque…o árbitro assinala penalti para os australianos. Na marca dos onze metros Jedinak remata para o fundo das redes, restabelecendo novamente a igualdade na partida.
Num lance feliz, depois de uma triangulação entre Pogba, Fekir e Giroud, foi o centrocampista Pogba que ao minuto 81 numa carambola remata com a bola a embater no travessão e a ultrapassar a linha de golo.
Até final do encontro o jogo ficou “partido” e ambas as equipas poderiam ter finalizado com sucesso. Uma vitória justa para os gauleses.
O Benfica tem sido um clube que investe muito nos mercados de transferências. Salvo algumas exceções, como o caso da época passada – e, por ventura, uma decisão de desinvestimento muito contestada e dada como uma das causas do falhanço do pentacampeonato -, os encarnados costumam ser sempre muito ativos no que toca a contratações e vendas. Porém, é bem mais que sabido que apenas vão a jogo onze titulares e que um plantel não pode ter 40 atletas ao dispor durante a época, ficando necessário vender ou emprestar. Neste último, o Benfica tem-se mostrado muito ativo, levando a cabo uma quantidade enorme de empréstimos nos últimos anos, para “despachar” os jogadores excedentários e limitar o número de jogadores no plantel principal.
Atualmente (durante a época 2017/18), o Benfica tem cerca de 35 jogadores a vestir outras camisolas de forma temporário. Sim, os encarnados têm mais de um plantel a cumprir empréstimos a outras equipas. Vamos dar uma olhadela a estes 35 nomes.
Começando por aqueles que, a princípio, foram apenas ganhar experiência, minutos ou para rodar enquanto não tem espaço na equipa principal. Nesta secção, temos nomes como Talisca, Cristante, Jovic, Carrillo e Taarabt. Estes cinco, na verdade, devem acabar mesmo por não regressar à Luz, partindo diretamente para outros clubes.
Alguns até já confirmaram isso mesmo, como Talisca – que foi emprestado aos chineses do Guangzhou Evergrande-CHI até ao final do ano, com opção de compra – e Cristante – que foi adquirido pelo Atalanta por 5 milhões de opção de compra, e posteriormente vendido ao AS Roma por 25 milhões de euros. Os restantes são assuntos pendentes, mas provavelmente não terão o futuro a passar pela Luz, sendo provável novo empréstimo ou mesmo uma venda definitiva.
Passando para aqueles que podem aspirar a regressar com sucesso, temos o caso de Yuri Ribeiro, que agora regressou para fazer pelo menos a pré temporada com os encarnados. Deste grande lote, parece ser dos poucos que pode realmente regressar à Luz e ficar no plantel principal. Além do lateral esquerdo, está também Lisandro Lopéz na calha, mas depende do Inter de Milão, pois no caso dos italianos acionarem a opção de compra, ficará em definitivo em Itália.
Outro nome é o de Rakip, que foi contratado em janeiro e prontamente emprestado ao Crystal Palace. Deverá ter a sua oportunidade para impressionar na pré-época, assim como Mato Milos que está numa situação semelhante, embora tenha sido contratado no último dia do mercado de verão.
Cristante ainda jogou e marcou pelo Benfica, mas foi emprestado ao Atalanta e agora vai figurar no AS Roma Fonte: SL Benfica
Temos três nomes que continuarão emprestados, sendo eles Filipe Augusto – que termina o empréstimo em janeiro – e Marcelo Hermes e Pedro Pereira que só regressam da condição de emprestados no final da próxima temporada.
Por fim, falta falar em 23 jogadores, ainda ligados ao Benfica, mas que estão emprestados e, num horizonte próximo, não deverão jogar de vermelho e branco vestido assim tão cedo. Desta lista, houve quem já tivesse jogado de vermelho, mas também alguns que nem um relvado pisaram a representar o clube de águia ao peito.
Estes são os casos de: Pedro Nuno, Dálcio Gomes, Hamdou Elhouni, Carlos Ponck, Reinildo Mandava, André Ferreira, Patrick Vieira, Salvador Agra, Pawel Dawidowicz, Igor Rodrigues, Zidane Banjaqui, Fali Candé, Thabo Cele, Matheus Leal, Aurélio Buta, Pêpê, Alan Júnior, Ivan Saponjic, Cristián Arango, João Teixeira, Óscar Benítez, César e Jhon Murillo. Estes são os nomes daqueles que já ninguém se lembra que estão ligados ao clube encarnado, apesar de já terem participado num jogo pela equipa principal. A longa lista de atletas que nunca voltarão – ou nunca irão – a vestir o manto sagrado, mas continuam ligados ao clube, cumprindo empréstimos atrás de empréstimos até, por fim, serem vendidos de forma definitiva sem nunca terem brilhado pelo Benfica.
Esta janela de transferências, o Benfica já contratou sete atletas, além do regresso de Yuri Ribeiro. Esperam-se algumas saídas, mas provavelmente não tantas quanto o número de entradas. Será que se irão juntar mais nomes ao lote de emprestados? Irão alguns do atual lote ver o seu futuro decidido em definitivo?
O número de jogadores no plantel mantém-se o mesmo. Só podemos esperar para saber como será o Benfica 2018/19, e que será desta longa lista de jogadores excedentários e emprestados.
Por norma os golos são o momento alto de qualquer jogo de futebol. Por isso, neste artigo vamos apresentar os melhores marcadores em mundiais, eles fazem a diferença entre uma vitória e uma derrota e o que mais na memória das pessoas fica (estou a escrever isto e não deixo de pensar no golo do Éder na final do Europeu, que delírio). O mundial de futebol não é exceção e, nas 20 edições deste torneio, já foram marcados mais de 2300 golos. No entanto, nem todos podem dizer que marcaram um golo no campeonato do mundo e, neste caso, vamos ver quais as pessoas que mais vezes realizaram essa proeza.
Top 10 melhores marcadores em Mundiais
10.
Batistuta (à direita) num reencontro com outro grande goleador argentino Hernán Crespo (à esquerda) Fonte: Twitter Oficial de Gabriel Batistuta
Gabriel Batistuta – A abrir a lista está o mítico jogador argentino Gabriel Batistuta. Este é um dos principais artilheiros de sempre deste país, um país recheado de sucesso e avançados de qualidade. Vê aqui o seu único representante neste top, 10 golos marcados entre 1994 e 2002.
A equipa das quinas já deixou a sua marca naquela que é a competição mais importante do mundo. Apesar de ter apenas participado em seis dos 20 Mundiais já disputados, todos eles tiveram uma história para contar, seja com alegria, emoções ou com muita polémica. Irei então aqui recordar as prestações da selecção nacional nos mundiais em que já participou.
A última vez que Portugal e Espanha se encontraram no mesmo grupo aconteceu no Euro 2004. Portugal venceu e Nuno Gomes foi o herói desse jogo, ao marcar o único do jogo. 14 anos depois, mudou o resultado … e o protagonista. Foi Cristiano Ronaldo (quem mais?) que, com três golos, ajudou a resolver o jogo a favor da seleção lusa.
Tudo começou a ser construído por volta do segundo minuto de jogo. Cristiano Ronaldo, sobre a esquerda da àrea espanhola, trabalhou sobre Nacho e ganhou uma grande penalidade que viria, ele próprio, a converter.
A Espanha tremeu, cedeu espaços nas costas e Portugal esteve mais perto do segundo que La Roja do empate por via da velocidade de Gonçalo Guedes e da impetuosidade de Crisitano Ronaldo, porém, foi La Roja a alcançar a igualdade – aos 24 minutos, numa bola longa, Diego Costa ganhou (em falta, reclamou-se) sobre Pepe, trabalhou sobre a oposição de José Fonte e atirou para o fundo das redes.
Portugal conseguiu recompôr-se (com sustos pelo meio, como o remate Isco à trave). E, depois de um período em que Iniesta, David Silva e Isco fizeram a bola fluir alegremente no meio-campo português, Ronaldo e companhia conseguiram chegar ao último terço do terreno com algum critério. Numa dessas incursões, conseguiram recuperar a vantagem. Um remate de Cristiano Ronaldo, cheio de crença, à entrada da àrea, foi mal abordado por De Gea e a bola terminou no fundo das redes espanholas. Portugal conseguia o 2-1 à beira do intervalo.
Um livre para a história do Mundial Fonte: FIFA
No regresso dos balneários, a Espanha entrou determinada em virar o encontro a seu favor e o que é certo é que conseguiu. Aos 55′, Diego Costa bisou – finalizando um lance de bola parada trabalhado por Iniesta, Isco e Busquets – e, três minutos depois, num forte disparo fora da área (que bateu em ambos os postes da baliza de Rui Patrício antes de entrar), Nacho confirmou a reviravolta no marcador.
O jogo estava quente, mas arrefeceu – a Espanha tratou de o congelar com a posse de bola. Portugal soube estar no jogo perante este contexto. Geriu as emoções à espera do momento certo para voltar a acercar-se da baliza espanhola. Aconteceu ao minuto 88′, num livre direto que aterrou na baliza espanhola em forma de ponto. O ponto conquistado por Portugal, o ponto final no jogo e o ponto final no trauma dos jogos contra os espanhóis. Hoje ninguém se lembra do golo marcado por David Villa no Mundial de 2010 nem dos penaltis do Euro 2012. Daqui em diante, encontrar Espanha vai significar lembrar o hat-trick de Cristiano Ronaldo
Portugal: Rui Patrício; Cédric, Pepe, José Fonte, Raphael Guerreiro; Bernardo Silva (Quaresma 69′), William Carvalho, João Moutinho, Bruno Fernandes (João Mário 68′); Gonçalo Guedes (André Silva 80′) e Cristiano Ronaldo
Espanha: De Gea; Nacho, Sérgio Ramos, Piqué, Jordi Alba; Busquets, Koke, Iniesta (Thiago 70′); Isco, David Silva e Diego Costa (Iago Aspas 77′)
No jogo de estreia da 22.ª edição do Mundialito de Futebol de Praia, que este ano se realiza na Costa da Caparica, Portugal não defraudou as expetativas e venceu o México por 3-1, num encontro onde pecou muito na finalização.
Portugal entrou bem e disputados cerca de cinquenta segundos do jogo, Coimbra esteve perto de fazer o primeiro da tarde, mas não conseguiu dar o melhor seguimento a uma bicicleta de Madjer.
Sempre no comando da partida, a seleção portuguesa não estava a conseguir criar grandes lances de perigo para a baliza mexicana, a não ser através de alguns livres de meia/longa distância de que ia dispondo. Foi exatamente de um livre da zona da linha de meio campo, que Portugal voltou a ficar perto de marcar. Jordan rematou rasteiro e um ressalto na areia quase traiu Diego Villaseñor, que conseguiu desviar para canto.
Já com menos de cinco minutos para o final do primeiro período, canto para Portugal e Coimbra, forte no jogo aéreo, cabeceou para o fundo da baliza do México, fazendo o 1-0. Logo seguir, Bê Martins pegou na bola, arranjou espaço e disparou cruzado para o 2-0. Pouco depois, Madjer combinou com Bê Martins e o capitão português, apenas com o guarda-redes mexicano pela frente, esteve perto do terceiro por duas vezes, valeu Villaseñor. Segundos depois, Alan, que faz a sua despedida da seleção neste Mundialito, viu Madjer solto à entrada da área do México e colocou-lhe o esférico, mas Madjer não acertou bem na bola.
A segundos da buzina para o intervalo, Alan teve uma grande oportunidade para marcar, mas preferiu não ser egoísta e dar a bola a um colega de equipa. No entanto, o passe de cabeça acabou por ir “direitinho” ao encontro das luvas do portero mexicano.
Finalizado o primeiro período, Portugal vencia, apenas, por 2-0. Vantagem justa, tendo em conta a superioridade demonstrada na areia, nomeadamente nos últimos cinco minutos, e que por azar não era superior.
O México recomeçou melhor e Benjamín Mosco foi mais forte do que Coimbra e reduziu a desvantagem para 2-1. Volvidos alguns segundos, após insistência de Bê Martins, o número onze da seleção nacional recuperou o esférico e tentou assistir Madjer, que ficou a milímetros do golo.
Portugal continuava por cima e com cerca de quatro minutos disputados no segundo período, Torres, solto no interior da defensiva mexicana, ensaiou uma bicicleta, mas o remato acabou por passar por cima. Todavia, não muito depois, numa nova jogada de insistência de Bê Martins, o próprio, após ter tentado um primeiro remate, “apanhou” a bola em excelentes condições e atirou para o 3-1.
A seleção portuguesa continuava a colecionar oportunidades para aumentar o score, mas o guarda-redes mexicano mostrava estar bem e ia negando o quarto golo a Portugal. Exemplo disso, foram as grandes paradas aos fortes remates de Jordan e Madjer.
Nos últimos instantes antes de uma nova pausa, Ricardinho teve uma enorme chance para marcar, mas preferiu dar o golo a Von que, ao querer marcar de fora artística, acabou por desperdiçar o lance.
Terminado o segundo período, Portugal continuava na frente, desta feita por 3-1. Resultado que se adequava ao que era apresentado na areia e tal como aconteceu nos primeiros doze minutos, a equipa das quinas poderia e deveria estar a vencer por uma margem mais confortável. O México reentrou bem, mas para além do golo, foi pouco o perigo criado junto à baliza de Andrade.
Alan, que está a fazer a despedida da seleção neste Mundialito, ainda teve algumas oportunidades para marcar, mas terminou o jogo em branco Fonte: BeachSoccerWorldWide
Logos nos primeiros segundos do derradeiro período, Jordan ficou perto de marcar, mas uma tentativa de bicicleta saiu ao lado da baliza adversária. No seguimento do lance, foi a vez do México ter ficado perto do golo, em virtude de um remate do seu guarda-redes, que embateu no poste direto da baliza portuguesa.
Portugal continuava a criar várias oportunidades para visar a baliza mexicana, mas por algum motivo, não estava a conseguir marcar. Se em alguns lances poderia apontar-se alguma displicência dos jogadores lusitanos, ao complicarem o que era fácil, noutras situações havia uma manifesta falta de sorte, com os desvios na areia favorecerem a equipa mexicana ou com os remates saírem mal.
A meio do período, a seleção portuguesa voltou, por mais uma vez, a ficar perto do quarto tento, mas uma bicicleta de Von foi parada pela luva esquerda de Villaseñor.
O fim do jogo estava cada vez mais próximo e com Portugal sem conseguir marcar o golo da tranquilidade, o México acreditava e através de um lance de lançamento lateral, Benjamín Mosco voltou a ficar perto de marcar perto do golo, mas o seu cabeceamento a passou ao lado do poste direto da baliza de Andrade.
Até ao final, o México teve somente uma oportunidade para marcar, que foi facilmente resolvida por Tiago Petrony que, entretanto, entrou para substituir Andrade que se lesionou na mão esquerda. Portugal, por seu lado, dispôs de várias chances para fechar o encontro com chave de ouro, mas a mira da finalização continuou extremamente desafinada e o marcador não mais voltou a mexer.
Concluído o terceiro período, Portugal venceu, de forma clara, o México por 3-1. Numa partida onde esteve quase sempre por cima, o conjunto orientado por Mário Narciso apenas pecou pela fraca capacidade de finalização. As movimentações estão lá, mas faltou ser mais certeiro na concretização.
No outro jogo do dia, o Japão ainda deu uma boa réplica, para acabou por ser derrotado pela Espanha por 6-1.
Amanhã, no segundo dia do Mundialito de Futebol de Praia de 2018, o calendário da competição é o seguinte:
Ficou já consumada a transferência por empréstimo de Raúl Jiménez para o Wolverhampton Wanderers Football Club. A cedência será por uma temporada, sendo que os ingleses pagaram desde já três milhões de Euros e têm a possibilidade de adquirir a título definitivo o avançado mexicano no final da temporada, accionando a cláusula de compra fixada nos 38 milhões de Euros.
Numa temporada em que a Estrutura do Sport Lisboa e Benfica pretendeu renovar o sector mais avançado do plantel, após as contratações de Nicolás Castillo e de Facundo Ferreyra, Raúl perdeu o seu espaço e, por isso, optou-se por ceder os seus serviços à equipa recém-promovida à Premier League e orientada pelo treinador português Nuno Espírito Santo. Neste sentido – e dando a minha opinião pessoal –, tendo em conta o leque de avançados que temos neste momento, o empréstimo com opção de compra acaba por ser uma boa opção. Adicionalmente, terá sido algo acessível para o SL Benfica negociar este dossier, uma vez que detém boas relações com o empresário Jorge Mendes que, por sua vez, possui influência sobre a política de contratações e vendas dos ingleses do Wolves.
O que é facto é que Raúl abandonou a Luz após três temporadas com o Manto Sagrado ao peito e, para a História, ficam as suas 120 presenças em jogos oficiais e os seus 31 golos apontados. Na nossa memória, estarão para sempre os golos que marcou em alturas cruciais e que tanto nos ajudaram na conquista do Tricampeonato, do Tetracampeonato, na temporada passada enquanto lutávamos pelo Pentacampeonato e, ainda, noutras competições. Assim de cabeça, lembro-me dos golos contra o Moreirense FC em 2015 (a sua estreia a marcar pelo SL Benfica), contra a Académica de Coimbra (que consumou a reviravolta no marcador aos 85 minutos), contra o FC Bayern München (na Luz, para a Champions League, a fazer o 1-0), contra o Rio Ave FC (em dois jogos emotivos nas temporadas de 2015/2016 e 2016/2017, com as vitórias a serem obtidas por intermédio de um golo do mexicano), contra o Sporting CP na Luz (a fazer o 2-1), na Final da Taça de Portugal contra o Vitória SC ou mesmo os dois golos que marcou na vitória suada por 1-2 frente ao Vitória FC, nesta temporada que passou.
Raúl não foi um marcador de golos profícuo, porém, assinou momentos de grande brilhantismo com a camisola do SL Benfica Fonte: SL Benfica
Raúl nunca foi consensual nas opiniões dos Benfiquistas. Se olharmos somente para os seus números, chegamos à conclusão que ficaram aquém daquilo que é exigido a um ponta-de-lança. Ainda assim – e apesar de não ter sido um profícuo marcador de golos –, assinou momentos de grande brilhantismo com a nossa camisola. Quem não se lembra daquela assistência “de letra” que está na imagem acima, para o golo de Jonas, na Luz, frente ao Vitória SC? Esse lance diz tudo sobre o jogador que Raúl é: apaixonado pelo espectáculo, quis fazer algo tão bonito e arriscado ao mesmo tempo, que poderia ter posto em risco a sua integridade física. Mas isso, para ele, não importa; o que lhe importa é ir para dentro de campo e deixar lá a vida.
Não sabemos o que o futuro reserva. Se voltará a vestir a camisola do SL Benfica ou se esta terá sido a última temporada em que tal aconteceu. Seja como for, a entrega que o mexicano sempre demonstrou não poderá nunca ser esquecida. Numa equipa como o SL Benfica, para além de jogadores de qualidade inegável, temos também de ter jogadores que não amuam por não jogar, que são profissionais e que sabem respeitar o seu espaço e o dos outros. Apesar de nunca ter escondido que gostava de jogar mais – até para ir cumprindo a sua ambição de vestir a camisola mexicana –, Raúl foi sempre um exemplo de dedicação ao longo das três temporadas que por cá passou.
Quem dá tanto pela camisola do SL Benfica tem de ter o nosso maior respeito. E é por isso que gosto de Raúl. É por isto que digo: ¡Gracias, Raúl!