

Os 10 jovens jogadores que podem surpreender no Mundial
O Dicionário de Fernando Santos: Gonçalo Guedes


Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.
Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.
Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.
Gonçalo Guedes: Explosão.
Longe vão os tempos em que Guedes era visto como um extremo.
Depois de se ter estreado na equipa principal do Benfica como um jogador de faixa, o jovem só exponenciou verdadeiramente o seu futebol quando passou para o corredor central e hoje é esse o seu lugar natural.
Embora não se tenha conseguido afirmar no Paris Saint Germain, em Espanha brilhou e o Valência estará disposto a pagar algo como 50 milhões de euros para o contratar.
No contexto da Seleção Nacional, Guedes é o único jogador verdadeiramente parecido com Cristiano Ronaldo. Muito veloz e com uma enorme potência, o ainda jogador do PSG representa, sem ser um ponta de lança, um perigo real para as balizas adversárias.
A sua utilização na Rússia é ainda incerta, mas só o facto de colocar em causa a titularidade de André Silva já é ilustrador da sua evolução. A decisão, provavelmente, dependerá dos contextos e da vontade de Fernando Santos contar, ou não, com uma referência fixa na área. Mas da utilidade de Gonçalo Guedes já ninguém duvida.
Foto de Capa: Federação Portuguesa de Futebol
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro
Regressar para vingar


Bem-avisados deste facto estão os adeptos azuis e brancos. Depois de uma temporada onde os jogadores outrora emprestados foram essenciais, os adeptos do FC Porto sabem que, apesar das contas mais desafogadas e de uma disponibilidade maior para contratar, podem resgatar ativos importantes dos clubes onde os “pôs a rodar”.
De entre o universo dos emprestados que podem regressar a posições desfalcadas ou com necessidade de reforço destacam-se Miguel Layún, Mikel Agu, Jorge Fernandes, Chidozie Awaziem e Juan Quintero. Contudo, o tecnicista colombiano já foi por várias vezes associado a transferências definitivas para os clubes onde se encontra emprestado. Desta feita, foi o próprio presidente do CA River Plate a assumir a intenção de acionar a cláusula de compra. Seria, no entanto, uma alternativa a trabalhar para colmatar a cada vez mais provável saída de Yacine Brahimi. Miguel Layún e Jorge Fernandes, dois atletas da zona mais recuada do terreno, tiveram experiências diferentes esta época.
O lateral mexicano foi emprestado ao Sevilla FC e a possibilidade de atuar nos dois corredores deve ser argumento suficiente para suprir a venda de, até agora, dois excelentes laterais portistas, juntando-se ao já contratado João Pedro. Por sua vez, o central português, apesar de ainda jovem, fez uma segunda metade de época bastante regular no CD Tondela e aspira, juntamente com o nigeriano Chidozie (23 jogos pelo FC Nantes), a preencher a vaga deixada por Iván Marcano.
Por último, o médio defensivo, também ele nigeriano, parece estar no ponto desejável para render no plantel do Dragão. Após vários empréstimos (Club Brugge KV, Vitória FC e Bursaspor KD), Mikel pode ser a alternativa a Danilo que esta época não existiu. Aliás, à falta de um jogador com características semelhantes e com a venda de Rúben Neves, Sérgio Conceição teve de recorrer à dupla Herrera – Sérgio Oliveira.


Fonte: Cruzeiro EC
Depois de uma época em que a política de contratações – ou falta delas – foi muito criticada no reino das águias, os jogadores chegam em peso. Ainda a época decorria e já os encarnados se movimentavam e confirmavam novos atletas para a época que se avizinha. Até ao momento, os adeptos encarnados aguardam pelas estreias e bons pormenores do guarda redes Odysseas Vlachodimos, dos defesas Tyronne Ebuehi e Germán Conti e dos avançados Nicolás Castillo e Facundo Ferreyra. Além destes claros reforços para Rui Vitória, chegaram ainda Chiquinho, João Amaral e regressou Yuri Ribeiro, após boa época em Vila do Conde.
Desta forma, poucos são os emprestados que encontram a mínima abertura para entrar no novo plantel da Luz. Após sucessivos empréstimos, Anderson Talisca volta a ser emprestado, desta vez aos chineses do Guangzhou Evergrande FC.
Benfica no mercado: chegou um pitbull ao plantel, mas não veio só


Chiquinho:
Jogador do qual pouco se sabe, tirando que foi uma das figuras da Académica na época transata. Um médio que já passou por Leixões, Gondomar e pelo Lokomotiva, mas que tem currículo curto para um grande. A estratégia aqui parece clara. Agora só temos que arranjar alguém que tenha interesse em adotar Chiquinho.


Não é bebé, não faz truques fantásticos, mas pode encher as medidas de quem procura um companheiro calmo, competente, e que não desatina nem rói nada lá em casa. Que venha um Tondela, ou um Santa Clara.
CD Mafra 2-1 SC Farense: Emoção e vitória vinda dos céus ao cair do pano
O Clube Desportivo de Mafra sagrou-se, neste Domingo, Campeão do Campeonato de Portugal, ao bater a formação do Sporting Clube Farense por 2-1, após uma reviravolta que culminou com o golo da vitória a ser obtido no último lance do encontro.
Num ambiente de festa entre duas equipas que tinham já assegurada a subida à Segunda Liga, tanto do lado do CD Mafra, como do lado do SC Farense, foi muita a afluência de adeptos para assistir ao jogo que iria consagrar o campeão do Campeonato de Portugal 2017/2018.
O jogo começou com as duas equipas dispostas em sistemas tácticos diferentes: o CD Mafra apresentou-se num 4x3x3 que se desdobrava num 3x4x3 no momento ofensivo, enquanto que o SC Farense subiu ao relvado num 4x4x2.
O SC Farense entrou decidido a marcar cedo e foi, precisamente, aos seis minutos quando se adiantou no resultado. Canto de Neca desde a esquerda para o coração da área, com Fábio Gomes a aparecer sozinho e a cabecear à vontade para o fundo das redes e a colocar os algarvios em vantagem.
Os primeiros 20 minutos decorreram com o SC Farense a controlar o jogo, enquanto que o CD Mafra tentava reagir sem sucesso. Devido à boa organização algarvia – com um bloco compacto sem bola e a pressionar alto –, foi somente aos 22 minutos que os mafrenses remataram pela primeira vez à baliza adversária. O CD Mafra continuava a tentar ter bola e houve mesmo um período em que o conseguiu, mas sem materializar em oportunidades de golo; o SC Farense continuava a fechar bem o espaço central e a obrigar o adversário a jogar mais por fora, mantendo o perigo longe da sua baliza.
Entrados no último quarto de hora do primeiro tempo, foi quando o CD Mafra conseguiu as suas duas melhores ocasiões: aos 33 minutos, num livre descaído da esquerda após falta sobre Bruninho, Mauro Antunes a bater a bola puxada à baliza de Miguel Carvalho, mas este a antecipar-se e a afastar o perigo com uma boa defesa.
Passados cinco minutos, nova ocasião para a equipa comandada por Luís Freire: jogada de insistência de Rui Pereira na esquerda, a conduzir a bola até à linha de fundo e a cruzar, com o esférico a sobrevoar toda a grande área até sobrar para Bruninho, que puxa a bola para dentro e remata ao lado. Ao fechar a primeira parte, houve ainda espaço para uma tentativa de Neca, de longe, após livre que embateu na barreira e que sobrou para o veterano médio, a rematar de pé esquerdo à figura do guarda-redes João Godinho.
O quarto-árbitro levantou a placa e informou que se jogariam mais três minutos, fruto de algumas paragens para assistência a jogadores de ambas as equipas. Chegou o intervalo, com o SC Farense em vantagem no marcador e com mais posse de bola.


Fonte: FPF
O segundo tempo iniciou-se com o CD Mafra a fazer uma substituição: saída de Campanholo e Ricardo Rodrigues a entrar. E foi, precisamente, Ricardo Rodrigues quem abriu as oportunidades do segundo tempo com um remate bastante perigoso de fora da área, com a bola a passar muito rente ao poste esquerdo da baliza de Miguel Carvalho.
Apesar deste susto inicial, o SC Farense mantinha o controlo do jogo e aproveitava a circulação lenta e previsível do CD Mafra, que ia somando bastantes perdas de bola na sua primeira fase de construção devido à pressão alta e constante dos algarvios.
A meio da segunda parte ocorreram mais mexidas por parte dos dois treinadores, com Rui Duarte a fazer entrar Tavinho para a saída de Fábio Gomes e Luís Freire a retirar de campo Rui Pereira, substituído por Iniesta. O SC Farense dispunha-se agora num 4x3x3, com Fabrício Isidoro a abandonar a esquerda e a instalar-se no centro do terreno, enquanto que o CD Mafra decidiu arriscar e alterou o seu sistema para um 4x4x2 com extremos bem abertos, que se desdobrava num 3x2x5 no momento ofensivo.
A alteração táctica promovida por Luís Freire nutriu efeito, com o CD Mafra a empatar a partida aos 74 minutos. Lançamento longo de Hugo Ventosa desde o meio-campo para Iniesta, que domina bem a bola e, fazendo jus ao nome, mete-a de imediato nas costas da defesa do SC Farense, com Ricardo Rodrigues a desmarcar-se e a empurrar a bola para dentro da baliza, à saída do guarda-redes Miguel Carvalho. Aposta ganha do jovem treinador de 32 anos que, na próxima temporada, irá assumir o comando técnico do GD Estoril-Praia.
Volvidos dois minutos, um dos momentos-chave do jogo: grande penalidade a favorecer o SC Farense. Boa oportunidade para os algarvios se colocarem novamente em vantagem, mas que foi desperdiçada pelo veterano defesa-esquerdo Jorge Ribeiro, após remate forte ao poste direito da baliza de João Godinho.
Nos últimos dez minutos, houve ainda espaço para mais um lance por parte do CD Mafra, através de um bom remate de Guilherme Ferreira, com Miguel Carvalho a defender, mas com a bola a resvalar na luva e a ir para fora. Lance perigoso que poderia ter traído o guarda-redes algarvio. Também Jorge Ribeiro participou num lance de perigo para o SC Farense, cruzando tenso desde a esquerda com a defesa do CD Mafra batida, mas sem ninguém conseguir chegar à bola. Em cima dos 90 minutos, os mafrenses beneficiaram de um livre em cima da grande área, com a bola a bater na barreira sem causar perigo.
O árbitro deu três minutos de compensação e o CD Mafra era agora a equipa mais decidida a obter a vitória em tempo regulamentar, enquanto que o SC Farense ia tentando segurar o resultado com vista ao prolongamento. Em cima do apito final, grande balde de água fria para os comandados de Rui Duarte; livre na direita por intermédio de Mauro Antunes, a bater a bola para o coração da área e a encontrar a cabeça de Juary, que se antecipou a toda a gente, dando a vitória e o campeonato à sua equipa.
CD Mafra: João Godinho, Hugo Ventosa, Juary Soares, João Gomes, Guilherme Ferreira, Rui Pereira (Iniesta, 69′), Lucas Morelatto, Mauro Antunes, Bruninho, Leandro Borges (Alisson Patrício, 84′) e Campanholo (Ricardo Rodrigues, 46′)
Suplentes não utilizados: Rafael, Hugo Santos, Serginho e Forbes
Treinador: Luís Freire
SC Farense: Miguel Carvalho, Filipe Godinho, Cássio Scheid, Bruno Bernardo, Jorge Ribeiro, Fabrício Isidoro, André Vieira (Alvarinho, 83′), André Ceitil, Neca, Fábio Gomes (Tavinho, 68′) e Jorginho
Suplentes não utilizados: Bruno Costa, Delmiro, Irobiso, Leo Tomé, e Nuno Borges
Treinador: Rui Duarte
Sérvia 28-21 Portugal: Um passo em falso
A Seleção Nacional jogou hoje a 1ª mão do Play-Off de acesso ao Mundial de 2019. Mais uma grande oportunidade para o regresso aos grandes palcos.
Portugal começou o desafio com Alfredo Quintana na baliza, Wilson Davyes, Diogo Branquinho, João Ferraz, Gilberto Duarte, Carlos Martins e Alexis Borges. Um sete inicial forte, com quatro dos titulares a jogarem nas principais ligas europeias.
Ambas as equipas começaram a partida com uma defesa 6×0 clássica. Apesar do jogo ter começado equilibrado, a Sérvia conseguiu ganhar uma vantagem de dois golos cedo na partida (4:2). Por vários momentos, os comandados de Paulo Pereira conseguiram colocar-se a apenas um golo de distância, mas com um parcial de 3:0 a equipa Sérvia, treinada pelo ex-treinador do Porto Obradovic, conseguiu ganhar uma vantagem de sete golos. Paulo Pereira tentou alterar o rumo do jogo e a seleção portuguesa ainda conseguiu diminuir a desvantagem por volta dos 20 minutos, indo para o intervalo a perder 14:10.
Durante a segunda parte, as dificuldades defensivas mantiveram-se, apesar da boa exibição do guardião do Porto. A organização ofensiva portuguesa deixou muito a desejar e os laterais não se encontram com o habitual poder de fogo que os caracteriza.
A Seleção Nacional regressa a Portugal com um défice de sete golos que irá ser muito difícil de recuperar, principalmente porque as equipas de Obradovic costumam ser implacáveis quando no controlo das partidas.
Equipas Iniciais:
Portugal:
Quintana, Davyes, Diogo Branquinho, João Ferraz, Gilberto Duarte, Carlos Martins, Alexis Borges
Sérvia:
Cupara, Ilic,Vujic,Zelenovic,Marsenic, Pusica, Ilic
O Dicionário de Fernando Santos: Gelson Martins


Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.
Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.
Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.
Gelson Martins: Imprevisibilidade.
Não é esperado que seja um titular no certame da Rússia (será surpreendente se alinhar de início em algum jogo, até), mas nem por isso o extremo do Sporting deixará de ser útil à Seleção Nacional.
Ninguém coloca em causa a qualidade e o potencial de Gelson Martins. A pérola de Alcochete, pela sua velocidade e capacidade de drible, é uma dor de cabeça constante para qualquer defesa e tem um dom para desequilibrar.
Com Gelson em campo, qualquer momento de posse de bola pode tornar-se, num segundo, um lance de perigo, seja através de uma bola nas costas da defesa, seja através de um drible espontâneo.
No entanto, falta ainda alguma consistência para que o extremo possa atingir o patamar que o seu talento promete. Apesar de tudo o que oferece ao jogo, Gelson precisa de ganhar algum pragmatismo no seu futebol, sobretudo no que diz respeito aos números (apenas oito golos esta época).
Apesar disto, a imprevisibilidade do seu jogo, sobretudo quando lançado do banco, pode ser uma arma fundamental para a equipa das quinas, essencialmente quando for necessário mexer com o jogo.
Fonte: Federação Portuguesa de Futebol
Foi um prazer


Estreou-se pela Seleção Nacional no dia 28 de dezembro de 2011, precisamente na sua cidade natal, em Leiria. Em 2010, foi vice-campeão europeu de sub-20.
Pedro Portela esteve presente nas duas Challenge Cup conquistadas pelo Sporting, em 2010 e em 2017 – é um dos quatro jogadores que venceu ambas (juntamente com Bosko Bjelanovic, João Pinto e Pedro Solha. Foi uma peça fundamental nos campeonatos conquistados no ano anterior e já esta época, sagrando-se bicampeão. Um feito que não era alcançado pelo clube de Alvalade há mais de 30 anos.


Fonte: Sporting CP
Ainda no clube que representou tanto tempo, conquistou três taças de Portugal e uma supertaça. Foi ainda distinguido com os prémios Stromp na categoria especial Europeu, em 2010, e na categoria de atleta do ano, em 2014.
Com o lugar cimentado na seleção nacional, o ponta direita de 28 anos procura um novo desafio e vai rumar a França. Numa das melhores ligas do mundo, Pedro Portela vai jogar pelo Tremblay, equipa que acabou o campeonato francês em 11º, muito perto da despromoção. De qualquer forma, relançar a carreira em França abre a Pedro Portela novos horizontes e uma recompensa só ao alcance dos melhores jogadores de andebol portugueses – jogar numa das melhores ligas do mundo, como é o caso do campeonato francês.
Com certeza que se continuarão a ouvir muitas coisas boas deste magnifico ponta direita. Um jogador com atitude exemplar, de grande qualidade técnica, e que sai do Sporting CP pela porta grande – bicampeão nacional e indiscutivelmente um dos melhores pontas do campeonato nacional.
A despedida foi em lágrimas, no pavilhão João Rocha no dia 19 de maio. Foi um prazer para qualquer apreciador de andebol ver este Pedro Portela jogar em Portugal e ainda maior o de vê-lo dar o salto para o Tremblay. Espera-se agora que corresponda e continue a sua invejável carreira, agora, em terras gaulesas.
Foto de Capa: Sporting CP
Facundo Ferreyra: o “matador” sul-americano vindo do Leste


Mas quem é este argentino que chega rotulado de goleador? Ferreyra é um produto das escolas do Club Atlético Banfield, clube próximo da sua cidade natal – Lomas de Zamora, Buenos Aires. Estreou-se com apenas 18 anos na equipa principal, tendo feito seis jogos na sua primeira temporada e apontado um golo. Foram três as temporadas que cumpriu na equipa sénior do CA Banfield, transferindo-se em 2012 para o Club Atlético Vélez Sarsfield. Sendo aposta de Ricardo Gareca, actual seleccionador da Selecção Nacional do Peru, Ferreyra participou em 26 encontros e apontou 17 golos.
Mostrando toda a sua qualidade pelos relvados argentinos, destacou-se e chamou a atenção de Mircea Lucescu, que quis contar com ele na armada sul-americana do FC Shakhtar Donetsk. Apesar de ter cumprido 21 jogos na primeira temporada ao serviço do clube de Donestk, apontou somente três golos, tendo revelado algumas dificuldades de adaptação na sua primeira experiência fora da Argentina. De forma a tentar recuperar o jogador, o Shakhtar emprestou-o ao Newcastle United Football Club. Em termos pessoais, o empréstimo não terminou com um balanço positivo, pois o ponta-de-lança nunca chegou a alinhar pela equipa principal, tendo somado oitos jogos e um golo ao serviço da equipa das Reservas dos magpies.
Ainda assim, o empréstimo parece ter ajudado a nutrir algum efeito na adaptação de Ferreyra ao futebol europeu, uma vez que, regressado à Ucrânia, não mais deixou o Shakhtar. Agarrou a nova oportunidade de Lucescu e terminou a temporada de 2015/2016 com 23 jogos e sete golos. Pode não ser um registo muito vistoso para um ponta-de-lança, no entanto, os números poderão ser facilmente explicáveis pelo estilo de jogo que o treinador romeno impunha: um jogo com mais enfoque na organização defensiva e saídas rápidas em transição para o ataque, ou seja, um tipo de futebol que não beneficia as características que um ponta-de-lança como Ferreyra tem.


Fonte: FC Shakhtar Donetsk
Com a saída de Lucescu para a entrada de Paulo Fonseca, a influência de Ferreyra mudou completamente. Através de um jogo inteligente de combinações rápidas e apoiadas e de organização ofensiva promovido pelo treinador português, o instinto goleador de Ferreyra foi despertado, fazendo duas temporadas de alto nível que se traduziram em 70 jogos e 46 golos.
E é, precisamente, esta melhor versão de Ferreyra que o SL Benfica poderá e deverá aproveitar. Ponta-de-lança à moda antiga, elegante e de alto recorte técnico, o argentino é um jogador capaz de decidir jogos, não precisando de muitas oportunidades para fazer golo. Não sendo particularmente vistoso fora da grande área, é dentro dela que se torna completamente letal, demonstrando frieza finalizadora tanto com os dois pés, como por intermédio do seu excelente jogo aéreo. Adicionalmente, há que salientar que se trata de um ponta-de-lança rápido nas suas movimentações e com um fantástico jogo sem bola, o que o faz aparecer sempre no sítio certo para empurrar a bola para dentro da baliza.
No SL Benfica, cruzando-se com jogadores como Jonas, Krovinovic, Pizzi, Zivkovic, Rafa ou Cervi, Ferreyra tem tudo para continuar a brilhar e somar golos ao seu reportório. Sozinho na frente ou com Jonas a seu lado, o argentino poderá acrescentar ainda mais critério ao ataque encarnado. Aliás, uma dupla Jonas-Ferreyra na frente é algo que poderá fazer os Benfiquistas sonhar; a concretizar-se, com um a criar e outro a finalizar, esta poderá ser uma das duplas de pontas-de-lança mais notáveis da História do Glorioso.
Foto de Capa: SL Benfica
Sadio Mané: Tão perto e tão longe de Madrid


Quem ousa dar nas vistas pela positiva num clube como o Liverpool fica sujeito a despertar o interesse dos gigantes do futebol, que foi precisamente o que aconteceu com o avançado senegalês.
O clube em causa é o Real Madrid, que, apesar da conquista da inédita décima-terceira Liga dos Campeões, teve uma fraca campanha nas provas internas, com destaque para a derrota precoce na Liga Espanhola onde o Barcelona foi campeão com relativa facilidade. Em Madrid reina um sentimento de que é necessário mudar o plantel, isto é, se for necessário fazer alguma “limpeza” e fortalecer estrategicamente alguns setores onde os blancos se mostraram frágeis este ano.
De acordo com a France Football, o internacional pelo Senegal estava no topo da lista, à frente de outros alvos de longa data, como Harry Kane, David De Gea ou Eden Hazard, e já tinha mesmo acordado todas as questões contratuais de índole pessoal com o clube espanhol, ficando então, supostamente, a faltar apenas o acordo entre Real Madrid e Liverpool.


A mesma fonte afirma que este desejo de Zidane já existira, mesmo antes do destino proporcionar uma final da Liga dos Campeões que colocou frente a frente o Liverpool, de Mané, e o Real Madrid, onde o extremo foi o melhor jogador da sua equipa, ao criar diversas oportunidades e, inclusivamente, marcar um golo.
O negócio estava muito bem encaminhado, mas depressa tudo mudou graças á demissão de Zidane, alegando que: “É um momento estranho, mas a equipa necessita de uma mudança para continuar a ganhar”. O técnico francês desmentiu que houvesse qualquer desentendimento com Florentino Pérez, deixando por isso uma enorme dúvida acerca das motivações da sua saída.
Incógnitas à parte, focar-nos-emos no que é factual: Sadio Mané estava perto de se juntar ao Real Madrid antes de Zinedine Zidane, o principal mandatário desta contratação, renunciar ao cargo de treinador, o que logicamente veio complicar o processo. Os desenvolvimentos desta “novela” prendem-se sobretudo com o técnico sucessor de Zizou, e esta é uma transferência que ainda pode ter sucesso este verão.
Foto de Capa: UEFA
Artigo revisto por: Jorge Neves
