Início Site Página 11799

O Dicionário de Fernando Santos: Pepe

Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

Pepe: Desarme.

É indiscutível: embora esteja já na fase descendente da carreira, Pepe é, por larga margem, o melhor central português da atualidade.

Fortíssimo no desarme, o defesa central reúne todas as qualidades dos seus parceiros de setor: A solidez de José Fonte, o domínio do espaço aéreo de Bruno Alves e, apesar da veterania, a velocidade e disponibilidade de Rúben Dias.

O jogador do Besiktas será absolutamente decisivo nas aspirações portuguesas na Rússia pela forma como vai conseguir, ou não, limpar com sucesso o seu raio de ação e, por vezes, compensar as falhas defensivas do coletivo.

Com um meio campo algo despovoado no miolo, um trinco mais lento na recuperação como William Carvalho e um parceiro habitualmente lento no eixo (José Fonte e Bruno Alves têm sido as opções), Pepe vê-se inúmeras vezes obrigado a defender em 1×1 em espaços alargados. Em vários lances, o central é mesmo forçado a reajustar rapidamente o seu posicionamento para dobrar um companheiro e roubar com sucesso o esférico.

Numa equipa onde a eficácia defensiva será sempre a prioridade, o papel do antigo jogador do Real Madrid ganha importância redobrada, mas nem isso parece assustá-lo: Em França, o defesa luso foi de forma indiscutível o melhor central da competição e foi um dos principais responsáveis pelo sucesso da Seleção Nacional.

Na Rússia, restará a Portugal esperar que Pepe repita o desempenho.

Haja Paciência!

0

Cada vez mais no futebol atual, a celeridade e a pressão em torno da carreira de um atleta é por demais evidente. A linha que separa o sucesso do insucesso é ténue e depressa passas de bestial a besta. Esta pressa instaurada no futebol manifesta-se também na longevidade da carreira de um futebolista. Aos 23 anos já não és um jovem com potencial, és sim um jogador já feito e tens de estar muito próximo do teu pico de capacidade enquanto profissional. No caso de Gonçalo Paciência, a dúvida permanece e é legítima: estará o jogador condenado ao banco de suplentes e a uma saída inevitável dos dragões ou ainda haverá tempo para que Gonçalo seja a referência ofensiva principal do FC Porto ou até mesmo da seleção?

Para tentar responder à questão feita em cima, vamos olhar para os números do atacante português. Em 106 jogos oficiais, Gonçalo leva um total de 26 golos marcados! Para um avançado são números pobres, muito pobres! Para seres o avançado titular de uma equipa como o FC Porto, tens de ter faro para o golo! Os golos são quase o único requisito que determinam o sucesso de um bom ponta de lança. Podes não ser o mais alto, o mais rápido nem o mais tecnicista, mas se marcares então cumpres o teu papel.

Relativamente ao ADN e sangue azul a correr nas veias, Gonçalo Paciência tem isso de sobra. Filho de Domingos Paciência, Gonçalo vive e respira o clube e o seu regresso a meio da época do empréstimo do Vitória SC permitiu ao atacante fazer parte do plantel vencedor do título de campeão nacional.

Apesar de ter disputado poucos jogos, Gonçalo cumpriu o seu papel e foi campeão ao serviço do FC Porto
Fonte: FC Porto

A ironia da alcunha de Gonçalo estará sempre presente na sua carreira. Tem de ser paciente para ter a sua oportunidade no onze titular, mas essa paciência nunca deverá ser confundida com displicência, caso contrário o jogador vai sofrer as consequências e terá de correr atrás do prejuízo. Também no seu empréstimo ao Vitória SC, Gonçalo Paciência deveria ter sido mais paciente. É certo que, com a conquista do campeonato nacional, o jogador viveu um momento único e especial na sua carreira, mas o melhor para o seu desenvolvimento profissional era ter permanecido em Setúbal onde estava a ter a melhor época da carreira

Não há dúvidas que Gonçalo Paciência é um jogador esforçado. É pena que isso não chegue! Faltam os golos! Caso o jogador continue no plantel na próxima temporada, não existem dúvidas de que Sérgio Conceição é o homem ideal para potenciar as capacidades adormecidas do ainda jovem atacante. Talvez precise de tempo, talvez precise de ainda mais paciência.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Revista do Mundial 2018 – Islândia

Contar com a Islândia num Campeonato do Mundo seria impensável há alguns anos. Uma seleção que hoje ainda conta com alguns atletas semi profissionais, ou seja, que não exercem a profissão de futebolista a tempo inteiro, e se qualificou no primeiro posto no grupo I de acesso à prova mais importante a nível de seleções nacionais, é obra! Além disso, é a nação com menor número de habitantes (335 milhares) a chegar a esta fase. Este “recorde” pertencia a Trindade e Tobago (1.3 milhões), que em 2006 tinha entrado para a história também.

Esta “surpresa” já se adivinhava desde a qualificação e consequente prestação no Euro 2016, em que deixaram uma excelente imagem não só em campo, mas também nas bancadas, em que a apaixonante coreografia encenada pelos seus congéneres ficou guardada na memória da história do futebol.

De niño a leyenda

0

Chegou como um menino, sai como uma lenda. No passado dia 20 de maio, o futebol voltou a ser cruel, e fez-nos assistir ao adeus ao Wanda Metropolitano de uma das figuras mais acarinhadas da história do Atlético de Madrid: Fernando Torres.

El Niño, como ficou conhecido desde bem cedo, realizou 404 jogos com a camisola do Atleti, um número que retrata bem a marca que o espanhol deixou no seu clube de coração. Mas o caminho de Torres pelo futebol não passou só pela capital espanhola, pelo que nos resta lançar um olhar atento sobre o seu percurso.

No dia 27 de maio de 2001, um jovem chamado Fernando José Torres Sanz fazia a sua estreia na equipa principal do Atlético de Madrid, em pleno Vicente Calderón, com apenas 17 anos, dois meses e sete dias. Num jogo frente ao Leganés, a contar para a 39ª jornada da segunda divisão espanhola, o avançado nascido em Fuenlabrada substituiu Luque (autor do único golo da partida) ao minuto 64. Uma semana depois, Torres marcava o seu primeiro golo com a camisola dos colchoneros, frente ao Albacete.

De 2001 a 2007, efetuou 244 jogos e 91 golos ao serviço do Atlético. Com apenas 19 anos de idade envergou pela primeira vez a braçadeira de capitão. A melhor época de Torres a nível individual aconteceu em 2003-2004, quando marcou 21 golos em 40 jogos. Foi convocado pela primeira vez para a seleção espanhola para um amigável com Portugal, que ocorreu a 6 de setembro de 2003, em Guimarães. Mais tarde viria a fazer parte do lote de jogadores que esteve presente em território luso para o Euro 2004.

Em julho de 2007, o Liverpool anunciou a contratação de El Niño por 36 milhões de euros; nunca os reds tinham pago tanto por um jogador. Foi ao serviço da equipa inglesa que Fernando Torres se transformou num dos números “9” mais temíveis do mundo. Aliando velocidade, poder físico, drible e um posicionamento letal dentro da área, apontou 81 golos num total de 142 jogos pelo Liverpool. Contudo, não venceu qualquer troféu pelo clube.

Após várias investidas em janelas de transferências anteriores, o Chelsea garantiu a contratação do espanhol no último dia do mercado de janeiro de 2011. Os 58 milhões de euros desembolsados por Roman Abramovich fizeram com que Torres se tornasse na altura no jogador mais caro da história da Premier League.

Fernando Torres foi decisivo na conquista do Campeonato da Europa de 2008, ao marcar o golo na final contra a Alemanha
Fonte: UEFA

No entanto, Fernando Torres não viveu os seus melhores dias com a camisola dos blues: em 172 jogos, marcou apenas 45 golos.

5 portugueses desconhecidos em Portugal e em destaque lá fora

0

É certo e sabido que existem muitos jogadores portugueses a darem a conhecer o futebol luso espalhados pela Europa fora. Mas a comunidade lusitana espalhada pelo Velho Continente não se resume apenas a Ronaldos e Bernardos. Essa comunidade é muito mais extensa do que muitos imaginam.

Como tal, irei aqui revelar cinco jogadores portugueses pouco conhecidos que estiveram em destaque nesta temporada.

Revista do Mundial 2018 – Argentina

É uma equipa que efetivamente dispensa apresentações. Quem não conhece algum destes jogadores ponha o dedo no ar: Messi, Otamendi, Mascherano, Higuaín,Ever Banega, Di Maria, Rojo… e a lista continua. Uma das seleções mais enigmáticas da América do Sul e do mundo. Eterna rival do Brasil conta com um palmarés invejável e uma constante ao longo do tempo, jogadores de qualidade. Este mundial não vai ser exceção. É um mundial para vencer!!

Tempo… o bem mais precioso que escasseia em Alvalade

O clube verde e branco precisa de muita coisa. Mas agora, o mais importante é o tempo. E tempo é coisa que escasseia!

Bruno de Carvalho teve algumas atitudes muito erradas e agora está a tentar corrigi-las. Terá tempo para mostrar aos adeptos essa mudança?

A equipa profissional de futebol masculino teve uma “má” época e tem de se preparar para o futuro. Com estas indecisões todas na estrutura directiva do Sporting Clube de Portugal, ter-se-á tempo para preparar um futuro de sucesso?

Os jogadores viveram um pesadelo no final da época e agora, para muitos deles vem o Mundial. Terão tempo para digerir tudo o que aconteceu e manterem a cabeça no Sporting Clube de Portugal?

A equipa técnica dos leões, encabeçada por Jorge Jesus também não teve tempo para processar tudo o que aconteceu nos últimos jogos e aparentemente não terá mais tempo para preparar o futuro.

Esta é uma imagem que se tem repetido em inúmeras modalidades, mas quando será o tempo de festejar com a equipa de futebol masculino?
Fonte: Sporting CP

O departamento médico da turma verde-e-branca necessita de tempo para se reestruturar após a saída do Dr. Varandas. Será que existirá tempo para construir um departamento igualmente forte?

Ao nível de novas contratações para o clube, existirá tempo suficiente para recuperar a imagem do clube perante novos jogadores?

Terá Augusto Inácio tempo para conseguir “colar” a equipa?

A AG de dia 23 de Junho, independentemente do que aconteça, vai tirar tempo ao Sporting Clube de Portugal para se preparar para o futuro.

Quanto tempo terão os adeptos leoninos de esperar para festejar o título de campeão nacional?

Foto de Capa: Sporting CP

Estratosférico Froome vence Giro d’Itália numa enorme reviravolta

Terminou o Giro d’Itália e com ele as emoções destas últimas três semanas onde Chris Froome fez história e repete proezas de Eddy Merckx e Bernard Hinualt ao vencer as três grandes provas de forma consecutiva – Tour 2017, Vuelta 2017 e Giro 2018. 

Numa prova que mais pareceu uma montanha russa, vários foram os protagonistas de prova transalpina, quer pelas melhores razões, quer pelas piores. Um Giro épico que mostrou as forças e fraquezas daqueles que lutaram até à exaustão por um lugar no Olimpo do ciclismo. Para isso também contribuiu o percurso que a organização desenhou para este ano, com várias etapas de montanha com elevada altimetria que contribuíram para que os ciclistas atacassem mais, e fruto disso a que houvesse mais quebras como não veem noutras voltas de três semanas.Tudo isso fez com que este Giro fosse considerado um dos melhores de sempre desta década

A inusitada partida, que este ano ocorreu em Israel, fez levantar muitas sobrancelhas sobre esta aposta no país do Médio Oriente mas a afluência do público e o traçado das etapas corresponderam às expectativas geradas pela organização.

A história deste Giro teve um antes e depois da terceira semana, semana essa de horror para Simon Yates que, mais uma vez, demonstrou que ainda não é ciclista para três semanas.

Até à terceira semana da prova, o britânico tinha mostrado que tinha tudo para discutir a prova, ainda para mais com Froome e Dumoulin a mostrarem não estar ainda em plena forma, perdendo tempo etapa sim, etapa não. Com três vitórias até então, Yates estava a realizar um Giro de sonho e conquistou muitos adeptos pela sua acutilância atacante.

Simon Yates enquanto pode deu espectaculo mas falta ainda um pouco para se tornar um ciclista para grandes voltas
Fonte: Giro d’Italia

Mas, certamente, nem Yates nem quem assistiu à última semana do Giro estava a prever a enorme quebra do britânico, que começou a dar sinais de não estar bem à 18.ª etapa onde perde cerca de 30 segundos para Froome e Dumoulin num curto espaço de tempo. Mas a machadada final veio na etapa seguinte, quando se iniciava a primeira grande subida do dia, o Colle delle Finestre e a Sky impunha um ritmo brutal na subida e o pequeno britânico da Michelton-Scott parecia que andava para trás ao não conseguir acompanhar o grupo principal. Foi o fim das aspirações de Yates e o início de uma etapa épica por parte de Froome e a sua “luta” com Dumoulin pela vitória final.

A queda de Yates trouxe várias questões. Por um lado, Dumoulin tornava-se virtualmente o novo líder; por outro, Froome embora atrasado na classificação geral, tinha uma oportunidade única para entrar na corrida. E foi a cerca de 80km ainda na subida de Finestre que Froome arranca sozinho, deixando para trás um já frágil Yates, e um Dumoulin que ia jogar com a vantagem que tinha na geral.

O ataque a solo a 80km da meta ficará marcado como uma das melhores vitórias de toda a história do Giro
Fonte: Team Sky

No final da subida a vantagem para o grupo de Dumoulin, que incluía Pinot, Miguel Angel Lopez, Richard Carapaz, era de 37 segundos e pensar-se-ia que Froome iria aguardar por este grupo mas não foi isso que aconteceu. Sabendo do atraso que tinha Froome, consegue ganhar mais de dois minutos ao grupo de Dumoulin que nunca conseguiu entender-se na perseguição a Froome, mesmo com os vários interesses que esse grupo tinha para a geral, nomeadamente a luta pelo pódio (Pinot era grande favorito depois de Pozzovivo ter ficado para trás na subida do Finestre) e a luta pela juventude (Carapaz e Angel Lopez, sexto e quinto na geral, respetivamente).

O Dicionário de Fernando Santos: Bruno Alves

Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

Bruno Alves: Jogo aéreo.

Não é utilidade única, mas é a caraterística mais considerável que o defesa tem para oferecer à turma de Fernando Santos. Do alto dos seus 1,89 metros, o domínio do espaço aéreo que Bruno Alves garante pode ser de utilidade extrema para Portugal.

É verdade que os restantes centrais da convocatória não lhe devem muito em altura (todos medem mais de 1,85m), mas a enorme capacidade de impulsão do atual jogador do Rangers será fundamental em jogos contra equipas fortes nas alturas.

Além disto, o jogo de cabeça de Bruno Alves pode ser igualmente útil do outro lado do campo. Sobretudo em cantos ou livres laterais, os cabeceamentos do central representam sempre um perigo na área adversária.

Por último, o entendimento com Pepe e a experiência serão também mais valias importantes do defesa de 36 anos. A caminho da sexta presença numa fase final (a que acresce a Taça das Confederações do ano passado), Bruno Alves pode garantir a frieza essencial para a posição.

 

Foto de Capa: FPF

Luís Castro – Um “senhor” treinador

Luís Manuel Ribeiro Castro, 3 de setembro de 1961, Mondrões (Vila Real).

Luís Castro é um treinador português que se tem vindo a demarcar dos seus pares tanto dentro como fora das “quatro linhas”. Adepto do futebol atrativo e de mentalidade ofensiva, o transmontano de 56 anos é já um dos nomes incontornáveis, no que a técnicos lusos diz respeito, devido ao percurso ascendente que a sua já longa carreira tem vindo a seguir.

Luís Castro fez a sua estreia como treinador principal ao serviço do FC Penafiel, em setembro de 2004. Ao serviço dos Durienses permaneceu não mais que um ano e meio, tendo alcançado um registo pouco positivo (15 vitórias; 13 empates e 38 derrotas).

Aos Rubro-Negros seguiu-se o FC Porto, clube no qual desempenhou a função de coordenador do departamento do futebol jovem, cargo que exerceu até 30 de junho de 2013. Seguidamente, regressou ao banco de suplentes, passando a orientar a equipa B do FC Porto. Ao comando da formação secundária dos Dragões, protagonizou um excelente registo (18 vitórias; seis empates e oito derrotas). O bom trabalho desenvolvido levou a que assumisse, de forma interina, as rédeas da equipa A, passando a ocupar a vaga deixada pela saída de Julen Lopetegui (atual selecionador de Espanha). Como treinador da equipa principal dos Azuis e Brancos, o técnico transmontano viria a totalizar 16 jogos obtendo o registo de nove vitórias, um empate e seis derrotas.

Em seguida, voltou para a equipa B e, por lá permaneceu, até novembro de 2016, dando sequência ao bom trabalho que iniciara, em 2013.

Luís Castro está preparado para dar mais um passo em frente na sua carreira
Fonte: Vitória SC

Regressou à primeira liga, pelas portas do Rio Ave FC, onde alcançou um honroso sétimo lugar, mas mais que isso deixou a “marca” do seu futebol, atrativo e, acima de tudo, “sem medo” de arriscar. A crença nestas premissas permitiu ao emblema vilacondense potenciar futebolistas como Filip Krovinovic, Hélder Guedes ou Gil Dias.

Na temporada passada, orientou o CD Chaves ao comando do qual, apesar do mau começo (alcançou, apenas, um ponto nas primeiras cinco jornadas da Liga NOS) se manteve fiel à sua ideia de jogo, concluindo a prova no sexto lugar com 47 pontos.

A este desafio em Trás-os-Montes segue-se um, ainda, mais exigente no “Castelo”, ao serviço de um dos mais prestigiados clubes portugueses, o Vitória Sport Clube.

Foto de Capa: Vitória SC