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O Fim-de-Semana em Análise: Das enormes performances de Sporting e Benfica até Eugene

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Foi mais um daqueles fins-de-semana em que difícil mesmo foi dar atenção a algo mais que não fosse o Atletismo. De Eugene a Birmingham, passando até por outros meetings europeus ou pelos universitários norte-americanos, o Atletismo teve momentos de interesse em praticamente cada hora deste fim-de-semana. Recordes, grandes resultados, grandes marcas, grandes feitos, surpresas, tudo isso iremos abordar neste artigo que pretende revelar o que de mais relevante aconteceu pelo mundo do Atletismo no último fim-de-semana de Maio. 

1. O Sporting voltou a sagrar-se campeão europeu de clubes no feminino. O Benfica igualou a sua melhor classificação de sempre no masculino. 

Já por demais falado, não é demais recordar o feito dos clubes portugueses pela capital do Atletismo britânico. Pela cidade inglesa passaram nomes consagrados como Ivet Lalova-Collio, Yasmani Copello, Andrius Gudzius ou Patrícia Mamona e todas as provas apresentaram, pelo menos, emoção a rodos.

O grande destaque deverá ser mais um título europeu do Sporting que conta neste momento com 19 títulos europeus no Atletismo no seu palmarés, sendo claramente a modalidade mais bem-sucedida no palmarés do clube. Este ano está a ser especialmente bom porque é o terceiro título europeu que o clube conquista, depois das conquistas no Corta-Mato.

O clube nunca tinha sequer conquistado dois títulos europeus no mesmo ano e por isso percebe-se a relevância de 2018 no palmarés do Atletismo do clube leonino. Em Birmingham, tudo parecia muito complicado no primeiro dia com a desqualificação nas estafetas 4×100, mas um segundo dia, verdadeiramente impressionante e de luxo, levou os leões à revalidação do título. Já o Benfica superou a sua classificação da última edição, fez uma prova de enorme valor e quase que se pode dizer que se não fossem as ausências forçadas e (nalguns casos) inesperadas teria hoje a sua primeira Taça dos Campeões Europeus no museu.

Entrou para a última prova ainda com esperanças de obter esse título, mas não conseguiu bater os turcos do Enka, um dos grandes favoritos à conquista. O Benfica fica com a certeza de ter uma equipa de elite que poderá muito bem conquistar o troféu num futuro muito próximo, tendo para já igualado a melhor classificação de sempre com o segundo lugar de Birmingham. 

2. Recordes Nacionais Sub-23

Foram dois os Recordes Nacionais Sub-23 que caíram neste fim-de-semana e os dois foram alcançados por atletas do Sporting, embora em competições e contextos totalmente diferentes. Evelise Veiga, no Comprimento, tornou-se a segunda atleta da história nacional a saltar mais longe, apenas atrás de Naide Gomes, depois de saltar uma distância de 6.54 metros em Birmingham.

Evelise Veiga, a segunda melhor portuguesa
Fonte: Sporting CP

Evelise já vinha ameaçando uma marca do género e consegue obter o recorde no seu último ano nessa mesma categoria, embora exista a perspetiva de que a atleta, a continuar a evoluir desta forma, possa superar essa marca este ano. Aliás, a atleta certamente quererá isso, de forma a obter os mínimos de qualificação para os Europeus (definidos nos 6.60 metros). O recorde anterior pertencia a Teresa Vaz Carvalho, que havia saltado 6.52 metros quando ainda tinha apenas 19 anos, mantendo-se essa marca como o recorde júnior da disciplina.

Em Halle, na Alemanha, foi a vez de cair o recorde sub-23 do Disco que durava desde 2004 e que pertencia a Jorge Grave com 57.28 metros. O autor do feito foi Edujose Lima que lançou 57.65 metros e continua na senda de somar recordes, depois de ter conseguido o recorde júnior do disco de 2kg em 2015. Os mínimos do Disco para os Europeus situam-se nos 63.50 metros.

Não houve surpresas nos quartos-de-final

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Já se iniciou a fase decisiva do campeonato nacional da primeira divisão do futsal português, nomeadamente com a realização dos jogos referentes aos quartos-de-final e não houve qualquer tipo de surpresa, com os quatro primeiros classificados da fase regular a seguirem para as semifinais, e apenas uma das quatro eliminatórias a ser decididas em terceiro jogo, mas já lá iremos.

Em primeiro lugar, vou falar sobre a vitória esperada e natural do Sporting Clube de Portugal sobre o oitavo classificado, o CCRD Burinhosa. Pese embora o parcial de 2-0 favorável aos leões, a equipa de Pataias bateu-se muito bem nos dois jogos, tendo inclusivamente forçado um prolongamento no segundo jogo, em pleno pavilhão João Rocha, pertencente ao atual bicampeão nacional. Inclusivamente chegou-se a pensar que poderia haver uma surpresa, pois a “bury” entrou muito forte e decidida no encontro, chegando ao intervalo a vencer 0-1.

Logo no início da segunda metade os verde e brancos reagiram, só que a Burinhosa voltou a alcançar a vantagem, desta feita 1-2. Os italo-brasileiros Cavinato (já tinha apontado o primeiro da sua equipa) e Fortino ainda viraram o resultado para 3-2, só que Filipinho ( já depois de Porfyrio ter abanado as redes contrárias por duas vezes) forçou mais dez minutos de jogo, onde os comandados de Nuno Dias finalmente levaram a melhor, com mais um golo de Cavinato e outro de Pany Varela, fixando o placard final em cinco três e descansando os adeptos leoninos.

Na próxima fase, o Sporting CP enfrenta o MODICUS, que sofreu muito para eliminar a Desportiva do Fundão, na eliminatória que se antevia mais imprevisível e equilibrada.

Nas meias-finais, o Sporting enfrenta o MODICUS, em dois (ou três, se necessário) jogos muito equilibrados
Fonte: SCP Futsal

A teoria, desta feita, confirmou-se, com os emblemas a ganharem os jogos nos seus respetivos pavilhões, só sendo selado o apuramento da formação de Sandim no prolongamento do terceiro e decisivo jogo, numa negra onde os nortenhos contaram com um inspirado Joel Queiroz, autor do golo que levou o jogo para tempo extra e de outro nos dez minutos suplementares, golo esse que consumaria o virar do jogo favorável aos homens da casa, o MODICUS, que conforme já disse vai jogar contra o Sporting na fase seguinte.

A outra meia-final discute-se entre Sport Lisboa e Benfica e Sporting Clube de Braga, apurados após levarem de vencida respetivamente a Quinta dos Lombos e o Futsal Azeméis, em jogos relativamente tranquilos, pese embora a equipa de Azeméis ter pregado um valente susto aos guerreiros do minho, forçando a equipa bracarense a um prolongamento no primeiro jogo, em solo oliveirense. Mas nos dez minutos extra a formação de Paulo Tavares não se deixou surpreender e ganhou por 4-6, confirmando com um expressivo 7-0 em casa.

O triunfo dos encarnados foi um pouco mais tranquilo, com o play-off a cair para o lado das águias nos 80 minutos regulamentares, com um resultado apertado de quatro bolas a duas em terreno alheio e uma vitória mais expressiva de 6-1 no pavilhão da Luz, para selar um reencontro com os bracarenses nas meias-finais, onde o SLB procura vingar a derrota nesta mesma fase da temporada passada. 

Foto de Capa: SLB Modalidades

Portugal 2-2 Tunísia: Desatenções pagam-se caras

Foi com um empate desenxabido que Portugal iniciou a caminhada para o Mundial. Frente a uma equipa de menor valia, Fernando Santos teve a oportunidade de dar ritmo a todos os jogadores disponíveis e ver em prática as suas ideias, pese embora o resultado negativo.

O jogo começou equilibrado e aberto, com as duas equipas à procura do golo, tendo o primeiro remate pertencido mesmo à seleção visitante. A primeira grande oportunidade de golo apareceu aos dez minutos, quando Quaresma não aproveitou um erro clamoroso de Hassen na saída a jogar. O ‘mustang’ quis-se redimir da oportunidade perdida e aos 22’ foi à direita sacar um cruzamento com conta, peso e medida para André Silva cabecear fulminantemente para o fundo das redes.

A Tunísia ainda esboçou uma tentativa de reação, mas quem viria a marcar seria novamente a equipa lusa. Estavam decorridos 34 minutos quando João Mário, na ressaca de um canto, rematou cruzado para o fundo das redes. Grande golo no Municipal de Braga!

A seleção do Note de África não quis ficar atrás no que a golos de belo efeito diz respeito e a cinco minutos do descanso, aproveitou uma descompensação da defesa lusitana para reduzir, por intermédio de Badri.

 

O intervalo chegava e a superioridade portuguesa era por demais evidente, faltando um nível de eficácia maior para a demonstrar no marcador. A seleção tunisina optava pela saída a jogar desde o guarda-redes e a pressão portuguesa obrigava os africanos, invariavelmente, a errar. Porém, quando conseguiam ultrapassar esta primeira fase de pressão, atormentavam uma desacertada defesa portuguesa.

Ao intervalo, os selecionadores mudaram várias peças no xadrez. Quem entrou melhor foi a nossa seleção, tendo, aos 55 minutos, desperdiçado uma oportunidade clamorosa: primeiro Bernardo Silva rematou ao poste, a bola sobrou para João Mário que tardou o remate e permitiu a mancha do guardião e, por último, foi novamente Bernardo a rematar para as nuvens.

Por volta da hora de jogo, Wlliam viu ser-lhe anulado um golo por fora-de-jogo, na sequência de um livre de Quaresma. Pouco depois, num lance de extrema desatenção da defensiva portuguesa, Bem Youssef apareceu solto na área para desviar para o golo da igualdade, quando todos estavam de braço no ar a pedir fora-de-jogo.

A seleção nacional acusou muito o golo e não mais foi capaz de criar uma jogada com início, meio e fim. As sucessivas substituições e muitas desatenções impossibilitaram levar de vencido um jogo que parecia acessível.

Depois de uma primeira parte maioritariamente bem conseguida, uma desatenção defensiva fez com que os tunisinos reduzissem e acreditassem num resultado positivo. Uma segunda parte negativa deixou uma má imagem e muitas dores de cabeça para Fernando Santos, principalmente devido ao desacerto defensivo e à forma como foram sofridos os golos. Porém, se é para errar, que seja nestes jogos e não na Rússia!

Foto de capa: FPF

 

Revista do Mundial 2018 – Peru

O Peru disputará na Rússia a sua sexta Copa do Mundo na história. Após 36 anos ausente em Mundiais, a seleção peruana retorna para maior competição de futebol do mundo com muita animação de seus torcedores. Porém, nem tudo é alegria para os peruanos. O maior ídolo da seleção, o avançado Paolo Guerrero, foi suspenso por doping pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) por 14 meses. A seleção sem o Guerrero perde a sua maior referência no ataque e, evidentemente, a sua ambição de chegar às oitavas de final da Copa diminuem.

Revista do Mundial 2018 – Dinamarca

O feito mais “heróico” da seleção da Dinamarca foi ter ganho o Europeu de 1992. A “dinamáquina” como ficou conhecida no mundo do futebol contava com a presença dos irmãos Laudrup (Michael e Brian), sendo o guarda-redes Peter Schmeichel a principal “estrela” desta equipa. Richard Nilson era o timoneiro desta formação nórdica.

Mais um ano de dragão ao peito

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Manter os principais pilares na conquista do campeonato nacional será certamente uma das prioridades do FC Porto. Até agora, temos já a certeza que o internacional espanhol vai, pelo menos por mais uma época, defender as cores da baliza portista.

Após uma época que nem sempre correu da melhor maneira, com um início da temporada marcado pela perda da titularidade devido a um desleixo nos treinos, afirmado por Sérgio Conceição, voltou a ser titular após o desaire contra o Liverpool FC a contar para a Liga dos Campeões.

Por muita qualidade que José Sã tenha mostrado durante as suas exibições, é claramente diferente quando se tem na baliza um dos maiores guardiões de sempre a nível mundial, e Casillas consegue dentro de campo, mostrar a confiança digna de um jogador que já ganhou praticamente tudo o que havia para ganhar.

Casillas foi uma das peças-chave na conquista do título
Fonte: FC Porto

A entrar na quarta época de dragão ao peito, e finalmente com um título no seu palmarés de azul e branco, o espanhol mostrou vontade de continuar na Invicta, sobretudo devido à estabilidade familiar e ao apoio dos adeptos que encontrou na cidade do Porto.

A juntar aos mais diversos fatores, Iker Casillas foi figura em muitos dos jogos da equipa portista, com defesas decisivas que permitiram aos dragões caminhar a passo largo para o regresso aos títulos, algo que esperemos que continue a acontecer durante a próxima época.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Isto assim não Ata nem desAta

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Nunca fui apologista da abertura completa e sem regras dos assuntos que se passam no interior de uma organização. Considero que “quem não deve não teme” e é nessa segurança que deve residir não uma atitude de “mostrar tudo e mais alguma coisa” mas antes uma atuação que, respeitando as regras da transparência, divulgue para o exterior apenas e só as coisas que são verdadeiramente importantes e essenciais de se discutir na praça pública.

Se penso assim para qualquer organização – política, desportiva, financeira ou económica – penso também o mesmo para o Sporting Clube de Portugal. O Conselho Diretivo (CD) do Sporting achou por bem, na sequência do lamaçal em que o clube de Alvalade se encontra divulgar a ata da reunião dos órgãos sociais do passado dia 24 de maio de 2018 para todos os associados do clube.

A Direção justificou a sua decisão da seguinte forma: “A bem da transparência e da verdade dos factos, e porque estamos a viver tempos de exceção, vimos por este meio facultar a ata da reunião, realizada na passada quinta-feira, dia 24 de maio, no Estádio José Alvalade, entre os Órgãos Sociais. Cremos ser esta a única forma de pôr cobro a um conjunto de especulações e mentiras inaceitáveis, postas a circular no espaço público, que penalizam e prejudicam os superiores interesses do Sporting” (consultado no site do Jornal O Jogo de 26 de maio de 2018).

Os sportinguistas devem saber (re)agir nas alturas de crise. E, sobretudo, perceber que os rivais estão de “setas apontadas” para o Reino do Leão nos nossos momentos mais difíceis
Fonte: Sporting CP

Como sócio do clube, recebi, na minha caixa de email, a referida ata. Vou abster-me de fazer qualquer consideração acerca dos conteúdos da mesma, muito menos se o que lá consta foi o não foi verdade, se foi ou não objeto de manipulação. Se o quiser fazer, faço-o internamente, no seio da família sportinguista e em sede própria. Ponto final. Se todos os sportinguistas reservassem aquilo que é do foro interno do clube para si e para os seus consócios talvez evitar-se-iam os tristes papéis que alguns pseudosportinguistas fazem nalguns programas televisivos ridículos de horário nobre.

Nesse aspeto, Bruno de Carvalho, tem razão, quando refere que é nas Assembleias Gerais, e só lá, que se devem discutir os assuntos internos. Mas, como se costuma dizer, dá “uma no cravo e outra na ferradura”: como entender que um assunto tão “interno” como uma ata de uma reunião entre os órgãos sociais “resvale” assim na praça pública? Como entender que se preste a diretos de horas a fio pelos canais televisivos, falando de coisas que são do foro interno do nosso clube? Cabe aos órgãos diretivos, aos atuais ainda em funções e aos outros que sucederão, pensar na definição sobre o que deve e não deve “saltar” para o espaço público, sob pena do Sporting ficar ferido na sua alma e identidade.

A partir do momento em que uma organização – desportiva ou não – se “manda”, sem dó nem piedade, para a praça pública, para que todos discutam os seus assuntos internos, sem qualquer tipo de filtro ou regra, só pode estar doente. E é caso para dizer que isto assim não Ata nem Desata. E, no que à doença diz respeito, só resta uma solução: fazer um diagnóstico, identificar o(s) elemento(s) patogénico(s) e ataca-lo(s) com a intervenção mais eficaz. Mas para isso o Sporting terá de voltar a ser, apenas e só, dos sportinguistas.

 

Foto de Capa: Sporting CP

Giro 2018: 8 ciclistas derrotados por José Gonçalves

O barcelense José Gonçalves, que estamos habituados a ver brilhar em provas menos montanhosas, foi uma das grandes surpresas da 101.ª edição do Giro d’Italia, terminando num excelente 14.º posto, que iguala André Cardoso como melhor prestação nacional na Geral de uma Grande Volta nesta década. 

Para celebrar este feito, olhamos para alguns dos ciclistas com nome no panorama internacional e de quem se esperava mais, mas que acabaram por não conseguir fazer melhor que o ciclista da Katusha. De fora ficam atletas como Fabio Aru e Louis Mentjes, cuja forma sofrível os viu abandonar ainda antes dos momentos decisivos.

Montpellier é Campeão Europeu

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Realizou-se este fim-de-semana, em Colonia, mais uma edição da FinalFour da EHF Champions League. Encontravam-se a lutar pelo troféu o Paris-Saint Germain (FRA), o Montpellier (FRA), o Nantes (FRA) e o Vardar (MAC).

Meias-Finais
HBC Nantes (FRA) vs Paris Saint-Germain Paris (FRA) 32:28 (17:14)

Os fãs do Nantes fizeram a festa ao ver a sua equipa a chocar o mundo do Andebol e vencer o todo poderoso PSG
Fonte: EHF Champions League

O PSG entrava em campo como os favoritos nesta partida e criou uma vantagem logo nos momentos iniciais. Mas poucos minutos depois, o Nantes recuperou a desvantagem e passou para a frente do marcador, devido a uma forte defesa e a um excelente guarda-redes. Cyril Dumoulin esteve, mais uma vez, a alto nível entre os postes, enquanto Titi Omeyer esteve longe daquilo que nos veio habituando.A equipa da capital francesa apresentava muitas dificuldades a nível ofensivo, algo muito pouco habitual na equipa de Karabatic. Entretanto o Nantes, por sua vez, estava com muita eficácia nos seus ataques e o apoio dos seus adeptos era enorme. Do lado do Nantes, ao intervalo, Lazarov tinha quatro golos, Tournat tinha feito um trabalho fantástico a pivot e Balanguer estava com a “mão quente”.

No começo da segunda parte, era de esperar uma entrada forte do PSG, mas o Nantes começou de forma magnifica a segunda parte e apenas Rodrigo Corrales impediu a sua equipa de estar a perder por mais de seis golos (20-14). Ainda durante o jogo, Kyril Lazarov assumiu o lugar de melhor marcador de sempre da Final4 da Champions League. Dumoulin estava a fazer o jogo da sua vida, mas a cinco minutos do final da partida o Nantes começou a diminuir o ritmo e o PSG aproveitou para recuperar a desvantagem (29-28), muito devido a boas defesas por parte de Titi Omeyer. Nessa altura, Dumoulin defendeu um livre de sete metros enquanto a sua equipa tinha menos dois jogadores, permitindo que a sua equipa recuperasse o controlo do jogo e cumprisse o jogo de chegar à final da Champions League.

HC Vardar (MAC) vs Montpellier HB (FRA) 27:28 (11:14)

Valentin Porte voou com o Montpellier para a Final
Fonte: EHF Champions League

Mais um jogo, mais um confronto entre dois dos melhores guarda-redes do Mundo, mas nenhum deles teve grande impacto na partida. Pelo contrário, ambas as defesas estavam muito fortes: Vardar com uma defesa muito agressiva e Montpellier com uma defesa muito “fluida”. O jogo começou equilibrado e o Vardar até conseguiu assumir o comando da partida (7-6), pela primeira e única vez. A partir desse momento, Valentin Porte assumiu o controlo do jogo, marcando seis dos catorze golos da sua equipa na primeira parte. Durante a primeira parte, do lado do Vardar, apenas Ivan Cupic teve ao nível habitual.

Na segunda metade da partida, o Vardar teve um começo fortíssimo, cortando a desvantagem para apenas um golo (13:14), devido ao bom momento de Milic e Maqueda. O jogo continuou equilibrado e quando faltavam apenas sete minutos para o final da partida os franceses venciam 22:21, nessa altura Melvyn Richardson assumia as responsabilidades para a equipa francesa. No entanto, pela primeira vez desde o 7:7, o Vardar conseguiu empatar a partida (27:27) a 90 segundos do final. Diego Simonet foi o herói, marcando quando faltavam apenas a 19 segundos do final, colocando o Montpellier na final da Champions League 15 anos depois.

O Dicionário de Fernando Santos: José Fonte

Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

 

José Fonte: Solidez.

Quatro jogos, 450 minutos, um golo sofrido. É este o balanço do desempenho da defesa portuguesa no Euro 2016 desde a entrada de José Fonte na equipa.

É certo que o passado não joga, que já passaram dois anos e que o desempenho na Taça das Confederações já não foi o mesmo, mas a solidez que a defesa da equipa das Quinas ganhou com a entrada de José Fonte é difícil de esquecer.

A quebra física do atual defesa do Dalian Yifang é inegável e, mais do que isso, natural: aos 34 anos é normal que Fonte não tenha a mesma velocidade ou disponibilidade de outrora.

No entanto, a sua experiência e assertividade podem ser trunfos importantes, sobretudo em jogos em que um eventual bloco baixo da Seleção Nacional reduza o espaço nas costas da defesa e dispense o central de grandes correrias.

Uma alternativa totalmente diferente de Rúben Dias, por exemplo. As caraterísticas de cada um estão à vista e caberá a Fernando Santos lançar os trunfos em função do contexto. Quando a estratégia for defender baixo e sólido, Fonte parece ser a opção.

Foto de Capa: FPF