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Problemática das renovações!

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A luta pela conquista do título continua ao rubro mas a preparação da próxima época também já está em marcha. O FC Porto tem vários dossiers pendentes no que diz respeito às renovações de contratos.

Não deixa de ser curioso que a esmagadora maioria desses casos sejam no setor defensivo da equipa. Casillas, Marcano, Reyes e Maxi terminam contrato esta época e, na minha opinião, dificilmente continuarão no FC Porto. Casillas tem realizado uma excelente época, e o peso que tem no balneário e a empatia com os adeptos devia levar o clube a fazer um esforço para manter o internacional espanhol. Porém, o elevado salario é um grande obstáculo, sendo que convencer Casillas a reduzir esse valor em cerca de 50% é a missão da SAD.

Marcano tem sido um dos pilares da equipa, mas as tentativas da administração em renovar contrato com o central não têm sido bem sucedidas e o cenário da saída (a custo zero) é o mais provável. A conquista do título e, consequentemente, a entrada direta na Liga dos Campeões fará com que o clube tenha um pouco mais de desafogo financeiro e isso pode fazer com que uma última proposta seja aceite por Marcano.

Reyes tem sido um jogador útil na rotação da equipa ao longo da época, mas não sendo um titular dificilmente o clube vai entrar em “loucuras” para manter o jogador. O mesmo acontece com Maxi, tendo este ainda em seu desfavor a idade avançada e o altíssimo salário.

Maxi Pereira dificilmente se vai manter de dragão ao peito
Fonte: FC Porto

Existem outros quatro casos que urge resolver: Diogo Costa, Diogo Dalot, Ricardo Pereira e Herrera vão entrar no último ano de contrato e, ou renovam agora, ou então a melhor solução é vender no próximo mercado e, com isso, conseguir colocar as contas da SAD positivas.

Herrera talvez seja o caso mais simples de resolver. Com a influência que tem na equipa, quer no aspeto desportivo quer na gestão do balneário, e o amor que sempre demonstrou pelo clube, acredito que a renovação seja uma questão de dias. Seria importante renovar antes do Mundial da Rússia para evitar contratempos.

Ricardo Pereira está a ser seguido por vários clubes de topo do futebol europeu e dificilmente ficara no Dragão. Com uma cláusula de 25 milhões de euros o mais provável é continuar a sua carreira noutro campeonato e os cofres do Dragão ficarem mais recheados.

Diogo Costa e Diogo Dalot são, na minha opinião, os dois maiores talentos do futebol português. Estão a ser seguidos por todos os “gigantes” do futebol europeu e as suas renovações continuam sem desenvolvimentos. Estes são dois casos nos quais a administração da SAD tem que colocar todas as fichas e fazer o maior esforço possível para segurar estes dois jovens talentos. Não será uma tarefa fácil, mas a conquista do título pode ser decisiva para “segurar” os dois jogadores.

Existem muitos dossiers para serem resolvidos rapidamente pela Administração, mas o caminho seguido no último defeso tem de ser mantido para que rapidamente o FC Porto volte a ter a saúde financeira desejada. Importa ainda não esquecer que a formação do FC Porto é, na minha opinião, a que possui mais talento em Portugal.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

10 conclusões que tiramos da Maratona de Londres

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No domingo passado realizou-se uma das Maratonas mais aguardadas da história. Dois elencos recheados de estrelas e de homens e mulheres capazes de desafiar os limites do corpo humano. Já muito se falou sobre o que em Londres aconteceu e que resultou na vitória de dois quenianos no masculino e no feminino. No entanto, há conclusões a tirar de uma prova que poderá marcar o ano desportivo em estrada e nós aqui as apresentamos.

1. Kipchoge é o Rei

Parece incontestável neste momento. Eliud Kipchoge correu dez Maratonas na sua carreira, venceu nove. A única que “perdeu” foi o segundo lugar na primeira Major da carreira em Berlim. Tirando a Maratona do Rio (onde correu em 2:08:44, tempo que é facilmente explicado pelo clima da cidade brasileira), sempre correu igual ou abaixo de 2:05:30. É uma máquina que parece não falhar. Em termos de regularidade a este nível, apenas Wilson Kiprotich parece ser um nome a entrar na discussão de quem é o maior de todos os tempos. Mas Kipchoge caminha para ser o líder incontestado e parece focado em não deixar margem para dúvidas. No domingo começou com os pacers mais rápidos, “respeitando” o absurdo ritmo imposto de início. Bekele no final da prova revelou que foi o próprio Kipchoge a pedir esse ritmo e que ele não concordou. O queniano correu em ritmo de recorde mundial até onde deu (o parcial de meia foi corrido a 61:00, o mais rápido de sempre!), mas a tempo percebeu que as condições climatéricas de Londres aconselhavam alguma prudência.

A lenda Kipchoge
Fonte: Virgin Money London Marathon

Não é que um tempo de 2:04:17 seja um tempo lento (é na verdade, o terceiro mais rápido de sempre em Londres), mas a dada altura Kipchoge controlou a prova, agarrou-se à liderança, entendendo que não era dia de tentar o recorde mundial, sendo “apenas” mais um dia para cimentar a sua superioridade. Entrou como favorito e saiu como vencedor e sabemos como isso na Maratona não é uma tarefa fácil. Especialmente aqui, esta semana, onde tantos queriam a glória. Kipchoge alcançou a sua terceira vitória em Londres, algo antes alcançado apenas por Dionicio Cerón, Martin Lel e pelo nosso António Pinto.

2. Mo Farah pode ser competitivo entre os grandes

As dúvidas existiam antes do começo da prova. Mo Farah, um dos maiores nomes da longa distância em pista, nunca foi um atleta extraordinariamente rápido (comparado com os maiores) nessas distâncias, optando tradicionalmente por ser mais tático. Sabia-se que Mo poderia ser rápido, pelas indicações que chegou a dar em determinadas alturas da sua carreira (não esquecer a sua habitual ponta final nos 5.000 e nos 10.000 e que correu os 1.500 em 3:28.81, recorde europeu). Mas não se sabia até que ponto um ritmo altíssimo em Londres, aliado às expectativas criadas sobre si e com os holofotes sobre si, poderia afectar o atleta na primeira vez que apostava exclusivamente na estrada. A dada altura da prova, confesso que cheguei a pensar que Mo Farah estava a morder o isco. Pensei que era uma “armadilha” de Kipchoge para o quebrar através do ritmo elevadíssimo e que o britânico estava a ir na conversa. Ainda não estou convencido que não o fosse. Mas na verdade, Mo Farah surpreendeu. Manteve-se no grupo da frente, aguentou até onde pôde numa luta que foi durante largos minutos a três, mas depois deixou ir Kipchoge e Kitata. Não deixou de ser competitivo, mas soube perceber que aquela não era a sua batalha (para já) e o próprio admitiu ter terminado totalmente de rastos.

Mo Farah no final da sua prova, satisfeito e esgotado
Fonte: Virgin Money London Marathon

Acabou em 2:06:21, naquele que é um novo recorde britânico (que demorou 33 anos a cair, sendo que pertencia a Steve Jones), no terceiro lugar do pódio e, mais importante do que isso, passando uma mensagem clara que não vem para a estrada apenas para fazer dinheiro. Vem para ser competitivo ao mais alto nível. Como o agente de Mo Farah tão bem o disse no final da prova “nunca trabalhei com alguém com maiores “bolas” do que Mo  Farah”. Para bom entendedor.

O que se retira da série surpresa da primeira ronda?

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A 14 de abril tiveram início os playoffs da NBA. Exatamente uma semana depois, os terceiros classificados do Oeste, Portland Trail Blazers, disseram adeus à temporada 2017/18, varridos pelos Pelicans em quatro jogos. O acontecimento, totalmente imprevisto pelos analistas, trouxe à baila algumas verdades difíceis de aceitar para a malta de Portland e inesperadas forças do contingente de New Orleans.

Anthony Davis é subvalorizado. Todos aqueles que seguem a NBA conhecem bem Anthony Davis. O miúdo que antes de chegar à NBA já ia aos Jogos Olímpicos e que se transformou num dos “unicórnios” da liga, um jogador com uma tremenda presença física, que ali dominância interior à capacidade de drible e lançamento exterior de fazer corar vários bases. Mas quando se chega à altura de o colocar na conversação para MVP, há sempre um “mas…”. Está na altura de parar com isso. Davis transportou uma equipa que perdeu um All-Star a meio da temporada para os playoffs. E se isso, mais o facto de ser o segundo melhor marcador da fase regular, o quinto melhor ressaltador e o líder em desarmes de lançamento, não chegava, o poste dos Pelicans colocou o seu nome na discussão com o que está a fazer nos playoffs. São 33 pontos, de média, nos quatro jogos que fez contra os Pelicans, para além de ter mantido o nível do lado defensivo. Anthony Davis é uma das grandes estrelas da liga, domina por completo qualquer zona onde esteja e vai colocando, época após época, os Pelicans no melhor lugar possível.

Não se esqueçam de “Playoff Rondo”. A carreira de Rajon Rondo começou a todo o gás, ajudando os Celtics de Paul Pierce, Kevin Garnett e Ray Allen a vencer o único título deste milénio. Porém, uma saída motivada pela reconstrução dos Celtics, mais as passagens problemáticas por Sacramento e Dallas fizeram com que se começasse a pensar num Rondo acabado. O base respondeu aos críticos, ia levando os oitavos classificados Chicago Bulls a derrotarem os líderes Celtics na temporada passada (até se lesionar) e foi magistral na vassourada dos Pelicans aos Blazers nesta primeira-ronda. Porque Rondo pode parecer algo distante durante os primeiros seis meses da temporada. Mas quando é “a doer”, Rondo é o general que qualquer treinador quer em campo. As assistências aparecem jogada sim, jogada sim. Os lançamentos que ele, supostamente não consegue concretizar, entram sempre nos playoffs. Porque Rondo foi feito para estes momentos e, aparentemente, para estes momentos apenas.

É altura de separar o “backcourt-maravilha” dos Blazers?
Fonte: Portland Trail Blazers

Defesa precisa-se! Em Portland, a cada época que termina com uma eliminação em quatro ou cinco jogos, surge sempre a pergunta: está na hora de separar Lillard e McCollum? A pergunta está sempre lá e a resposta é sempre a mesma: não! Mas 2018 trouxe um tipo de 4-0 diferente. Os Blazers não foram eliminados pelos Warriors, mas sim por uma equipa que ficou três lugares abaixo. Não há Curry, Thompson, Durant e Green para dominarem uma equipa de apenas duas estrelas. Lillard foi completamente obrigado a ver-se livre da bola pela defesa dos Pelicans, o que desde logo diminuiu a capacidade dos Blazers. Para além disso, Dame e CJ são auto-estradas sem portagem do lado defensivo e os Pelicans, com Rondo e Holiday, souberam usar muito bem esse fator. Há uns anos atrás, os Warriors tomaram a decisão de separar a dupla Curry-Ellis, que lhes oferecia ataque mas que comprometia defensivamente. E a aposta resultou. Provavelmente, os Blazers terão que fazer o mesmo para passarem de bons a excelentes. Porque por muito que o GM da equipa de Portland goste de se focar mais na viagem do que no destino, ninguém gosta de terminar uma boa viagem a ligar para o reboque com o carro desfeito numa qualquer árvore…

Cousins é necessário? Por muito boa que tenha sido esta primeira ronda para os Pelicans, decisões complicadas aproximam-se para este verão. Quando DeMarcus Cousins se lesionou, antes do jogo All-Star, muitos pensaram que esta seria mais uma temporada perdida para New Orleans. Mas Alvin Gentry soube contrariar as probabilidades e, com a ajuda do reforço Nikola Mirotic, fez desta uma bela equipa de playoff. Com Cousins, a história seria diferente. Talvez não em termos de resultado, mas de estilo de jogo. Nunca os Pelicans seriam capazes de defender tão agressivamente e com tanta capacidade para trocar e manter a pressão nos melhores jogadores dos Blazers, fator decisivo para estas vitórias. Talvez Mirotic não estivesse em New Orleans a distribuir triplos e Jrue Holiday não estivesse a ser o perfeito Robin do Batman Anthony Davis. Cousins é um All-Star, um jogador móvel e ao mesmo tempo dominante no interior. Mas, com o contrato a terminar, os Pelicans podem muito bem estar mais perto do sucesso sem ele…

Foto de Capa: NBA

Primeiro passo para a Final Four

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HBC Nantes (FRA) vs Skjern Handbold (DEN) 33:27 (18:12)

Sendo esta a primeira vez que estas equipas se encontram a este nível sentia-se o nervoso inicial em ambas as equipas. Apesar disso, os visitantes entraram melhor na partida, conseguindo um parcial de 0-2. Com o passar do tempo, a sólida defesa do Nantes e a (mais uma) boa exibição do guarda redes Cyril Dumolin permitiram que a equipa da casa conseguisse o controlo do jogo, obtendo a maioria dos golos através de ataques rápidos. O Skjern apresentou algumas dificuldades a nível ofensivo, mas nos momentos em que conseguiam circular a bola a um ritmo mais alto surgiam espaços na defesa francesa que eram aproveitados. A meio da primeira parte o Nantes ganhava 9:5. Para tentar inverter o sentido do jogo, a equipa forasteira arriscou jogar sem guarda-redes, decisão que não resultou e apenas facilitou a chegada ao golo da equipa da casa.

A equipa francesa está muito próxima de fazer história
Fonte: EHF Champions League

A pausa ao intervalo não trouxe qualquer alteração no desenrolar da partida e o Nantes chegou a ter uma vantagem de dez golos (28:18). No entanto, o Skjern tinha noção que todos os golos contam, logo não desistiram da partida e conseguiram reduzir a desvantagem para seis golos.

THW Kiel (GER) vs HC Vardar (MKD) 28:29 (12:14)

Encontro entre duas equipas históricas, mas em momentos muito diferentes a nível interno. Enquanto por um lado o Vardar já garantiu o titulo de campeão, o Kiel encontra-se em quinto lugar, fora dos lugares de acesso das competições europeias. Essa diferença espelhou-se na melhor entrada em campo do Vardar. A equipa da casa chegou ao empate (8:8) aos 17 minutos, altura em que se encontrava em superioridade numérica. Apesar disso, vários falhanços no lado ofensivo do campo por parte da equipa alemã permitiram que os forasteiros voltassem ao comando da partida. De notar que o Kiel nunca teve em vantagem ao longo da primeira parte.

Apesar da eficácia de 100% Wiencek, o Kiel tem muito que fazer para chegar à Final Four
Fonte: THW Kiel

Chegada a segunda parte, pouco mudou. O Kiel, mesmo estando em inferioridade numérica, empatou a partida aos 39 minutos, passando para a frente do marcador quando faltavam apenas 15 minutos para o final do encontro. A principal fonte de golos do Vardar eram os pivots: Rogerio Moraes e Stonjache Stoilov marcaram cinco golos cada um. Chegados ao fim da partida e com o jogo empatado a 28 golos, o Kiel teve oportunidade para o jogo, mas perderam a bola no ataque, ao falhar um passe, e permitiram que o Vardar marcasse o golo da vitória na marcação do lançamento lateral.

O fim-de-semana verde e branco

Mais uma semana, mais um resumo. Nota positiva para as vitórias muito importantes do Andebol, Hóquei em Patins, Futebol masculino e Voleibol masculino. Além disso, o Pool Português sagrou-se tricampeão distrital, o Futsal feminino alcançou uma reviravolta moralizadora e o Ténis de mesa atingiu a final do Campeonato Nacional, onde irá procurar alcançar o terceiro êxito consecutivo na prova. No “meio da tabela” surge o Futebol feminino com um empate que permite ao rival SC Braga aproximar-se, contudo as Leoas continuam a depender apenas de si para a revalidação do título. Sentimento misto quanto ao Futsal masculino, que viu adiado o Sonho Europeu, depois de uma exibição positiva diante do Inter Movistar na final da competição do Velho Continete. Pela negativa surge o Futebol de Praia que perdeu a final da Liga de Inverno.  Eis o resumo, o mais completo possível:

Andebol | Os campeões nacionais foram até ao Dragão Caixa vencer o FC Porto por 27-30 no fecho da primeira volta do Grupo A da Fase Final do Campeonato Nacional. Foi uma partida onde os comandados de Hugo Canela conseguiram ganhar algum ascendente na primeira parte, chegando mesmo a vantagens de três golos na recta final (9-12 e 10-13), contudo a turma da casa viria a conseguir reagir, alcançando o empate a catorze golos, resultado que se verificava ao intervalo. Na etapa complementar o ascendente verde e branco foi mais evidente, com a turma de Alvalade a chegar a nova vantagem de três golos ainda antes dos primeiros dez minutos (18-21); o FC Porto reagiu, reduzindo para a margem mínima, contudo os Leões viriam a descolar novamente no marcador, atingindo uma vantagem máxima cifrada em cinco golos à maior (23-27 e 24-29) já nos últimos dez minutos do encontro. Cláudio Pedroso foi o melhor marcador dos verde e brancos, com seis golos anotados, seguido por Frankis Marzo e Tiago Rocha com cinco golos cada, sendo que o pivot destacou-se pelos cem por cento de eficácia! Aljosa Cudic e Skok estiveram em bom nível na baliza verde e branca com 28% e 50% de eficácia, respectivamente. Com este triunfo os Leões reforçam o primeiro lugar da tabela classificativa, com 53 pontos somados. Na próxima jornada os comandados de Hugo Canela deslocam-se a Braga para defrontar o ABC, estando o encontro marcado para as quinze horas de 28 de Abril, Sábado, no Pavilhão Flávio Sá Leite.

Andebol vence no Dragão e mantém liderança isolada
Fonte: Federação de Andebol de Portugal

Futebol feminino | As Leoas não conseguiram desfazer o nulo no reduto do Estoril Praia, somando o segundo empate no Campeonato Nacional. As campeãs nacionais têm agora 53 pontos, mais três que o SC Braga, segundo classificado. No dia 29 de Abril, Domingo, a formação orientada por Nuno Cristóvão recebe o Futebol Benfica pelas dezasseis horas na Academia do Sporting Clube de Portugal.

Liverpool FC 5-2 AS Roma: Podia ter sido perfeito, mas foi “só” muito bom

O estádio de Anfield recebeu a primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões, colocando frente a frente duas equipas, que são as surpresas da prova, o Liverpool e a Roma. Esperava-se um jogo equilibrado, tanto pelo equilíbrio entre os dois conjuntos como pela importância da partida, uma meia-final da maior competição de clubes da Uefa, e verificou-se um jogo louco e uma chuva de golos.

A equipa da Roma entrou forte em campo e exerceu domínio sobre os ingleses nos primeiros 20 minutos, sendo protagonista da primeira oportunidade perigo por intermédio de Kolarov que atirou à barra. Desde este momento até aos últimos instantes da partida, os reds banalizaram a equipa romana e, como nos têm habituado, com pragmatismo e eficácia adiantaram-se no marcador, chegando mesmo a atingir uma vantagem de cinco golos. Ao intervalo, o marcador indicava 2-0 para os britânicos muito por culpa do suspeito do costume, Mohamed Salah, que aos 36 minutos num lance brilhante, fletiu e com um remate monumental atirou para o fundo da baliza da Roma e já em cima do minuto 45 volta a bater Alisson desta feita ao picar a bola sobre a bola do guarda-redes brasileiro.

A equipa da Roma acusou a desvantagem, sobretudo pelo facto de sofrer um golo já em cima do intervalo, e não foi capaz de se restabelecer e recuperar o jogo apresentado no ínicio da partida. Tornou-se um adversário frágil e vulnerável que foi dando cada vez mais espaços na retaguarda da linha defensiva e era por isso ideal a esta equipa do Liverpool que se revela letal com o seu rápido e vertical movimento ofensivo. Assim foi: primeiramente, aos 56 minutos, num lance em que ficam algumas dúvidas acerca de um eventual fora-de-jogo, Salah surge solto pela linha e com conta peso e medida passou a bola a Mané, que correspondeu com um remate colocado fazendo assim o 3-0. O Liverpool não tirou o pé do acelerador e apenas cinco minutos depois aumentou para 4-0 com Salah a assistir de novo, mas para Firmino que se limitou apenas em empurrar a bola para a baliza. Reinava a desorientação e a descrença na equipa romana e os reds não tiveram qualquer misericórdia, por isso, aproveitando o facto da Roma estar completamente arrasada o Liverpool continuou e após canto, aos 69 minutos, Firmino seguiu a tendência de Salah e bisou também, fazendo o 5-0, lançando a ideia de que estava carimbada a primeira presença na final de Kiev.

Contudo, restavam jogar algum tempo no qual a equipa comandada por Di Francesco teria que arriscar e tentar a todo o custo diminuir a desvantagem. Aumentou a posse de bola, fez regressar o discernimento com que iniciou a partida e conseguiu fazer dois golos: Dzeko, aos 81 minutos, que ao aproveitar um erro de Lovren, não perdoou; Perotti, aos 85 minutos, na conversão de uma grande penalidade resultante de mão de Milner.

Qualidade, emoção e golos, não se pode pedir mais para uma meia-final da Liga dos Campeões. O Liverpool desaproveitou uma vantagem de cinco golos e vai a Roma com apenas três golos de diferença, naquela que foi precisamente a mesma condição em que a equipa do Barcelona jogou no Olímpico de Roma. Todos sabemos o desfecho… Haverá nova surpresa?

Foto de capa: Liverpool FC

Andrés Iniesta: o toque final da batuta

Andrés,

É difícil saber por onde começar, numa altura em que a despedida parece estar mais perto do que nunca. Começo a chegar a uma altura em que sei que todos os meus ídolos irão dizer adeus mais tarde ou mais cedo, mas confesso que o teu adeus, pelo menos do nosso clube, é dos poucos para o qual não estou preparada. Falar-se em Iniesta é mencionar-se inúmeras qualidades e nem sempre serem suficientes para demonstrar o génio que é.

Era uma miúda quando comecei a ver a pôr os olhos no Barcelona, a ver os jogos daquela equipa da qual ouvia tão bem falar, onde foi a primeira vez (e, pelos vistos, a primeira vez marca mesmo, já que é a única equipa que defendo com unhas e dentes depois daquela que prefiro em Portugal) que vi o porquê de a Liga Espanhola ser tão bem cotada. Jogaste numa altura em que os nomes que te rodeavam eram épicos: tinhas a idade que tenho agora e vias “miúdos”, como Messi e Piqué, a começarem a explodir; tinhas o mágico Ronaldinho a jogar na tua frente, mas sempre com o Puyol a dar-te segurança na defesa e o apoio de Xavi na construção de uma das melhores linhas de meio-campo que eu me lembro. Abidal, Henry e Eto’o- que entrou após a saída de Ronaldinho- foram outros dos nomes que começaram a ficar gravados na memória.

Foi depois no dia dois de Maio de 2012 que viria a concretizar o meu sonho: encontrámo-nos em Camp Nou. Já eras treinado por Pep Guardiola- aquele que diziam que só vingava no Barcelona, apesar de essa história ficar para outro conto- e eras dono e senhor do meio-campo. Apesar de ter sido na mítica altura dos sete dias, sete golos de Messi, sempre me ficaste na retina pela qualidade de passe que tinhas. É preciso mesmo falar daquela desmarcação para o golo de Puyol? E daquele passe em desmarcação para o chapéu de Messi? Podia dizer que eras um visionário, mas não; eras tu próprio, o mágico que, com a sua humildade, ia espalhando rasgos de genialidade, para os quais me foste habituando ao longo do tempo.

Poucos meses depois, vieste a Lisboa. Novamente, continuava a ser uma miúda completamente deslumbrada pelo tipo de jogo do Barcelona e, mesmo assim, tive a oportunidade de me encantar mais um pouco. Não foi preciso entrares de início; aliás, entraste já a meio da segunda parte e, contudo, mostraste o teu perfume habitual. Mostraste que, como sempre, o jogo poderia passar por um elemento que, com um sentido de antecipação alarmante, conseguia construir o jogo de Pep, em que sempre foste o distribuidor de jogo do famoso Tiki-Taka.

O último beijo de Andrés
Fonte: FC Barcelona

Três, pelos vistos, foi mesmo a conta que Deus fez. Este ano, provavelmente o teu último de símbolo culé ao peito, pude-te ver jogar da forma mais próxima que alguma vez estive. Nunca senti um misto de emoções tão grande mas, ao mesmo tempo, nunca me senti tão satisfeita a ver um jogo de futebol. Apesar de o sistema tático aplicado ser o de um futebol mais direto, nunca quiseste deixar de pensar três segundos à frente, manter o nível altíssimo e, sempre que possível, a bola junto do pé, tentando ser feliz, mas encontrando uma equipa demasiado motivada para que pudesses festejar quatro ou cinco tentos em noventa minutos; tentaste fazer o que te foi permitido, sendo ovacionado de pé por todos os que estavam ali, em Alvalade. Era o mínimo que merecias; é o mínimo que em todos os jogos mereces.

Agora, mais maduro, dá para perceber que o fulgor não é o mesmo; que nem sempre é preciso jogar os noventa minutos para fazer a diferença. Tu, tal maestro de batuta, continuas a ter a calma suficiente para a equipa tocar a sinfonia perfeita.

Neste momento, pelas contas do campeonato, estás a um ponto de ser campeão, provavelmente a última liga com o símbolo blaugrana ao peito. Espero que o ganhes, como desejaria que ganhasses tudo o que fosse possível e imaginário esta época, apesar de ambos sabermos que é impossível.

Irás sair de cabeça levantada, pela porta grande e de lágrima fácil no canto do olho- o que sei que já acontece, mas acredita, não é só a ti- e com as costas cheias de títulos, que nunca serão suficientes para o que deste ao mundo do futebol.

Assim, quero-te agradecer, de corpo e alma, por me mostrares sempre o que é futebol. Por mostrares que nem sempre é preciso jogar bonito, que existe sempre um meio-termo entre a racionalidade e o coração.

Prometo e prometerei falar aos meus filhos que houve um (i)mortal que me mostrou a beleza do futebol. Que a vida no Oriente te corra tão bem ou melhor por aqui, como contam os rumores; afinal, também a parte oriental tem direito de te ver jogar a horas decentes. Uma coisa é certa: qualquer homenagem que te será feita, será sempre insuficiente para o que deste ao desporto. Não me resta muito mais a dizer a não ser:

Obrigada, Capitão.

Foto de capa: FC Barcelona

Petro de Luanda em dificuldades e Interclube em alta na 11ª jornada do Girabola

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Mais um fim-de-semana, mais uma ronda do Girabola! A 11.ª jornada jogou-se entre os dias 21 e 22 de abril, e com ela decorreram muitos jogos, repletos de ação e incerteza até ao apito final do árbitro, como tem sido habitual de jornada em jornada em Angola.

O destaque pela negativa da jornada vai para o Petro de Luanda: apontado como o principal adversário ao campeão 1.º de Agosto na luta pelo título, o conjunto de Beto Bianchi não está a conseguir corresponder às expectativas no início da época, e tem vindo a desiludir os seus adeptos. Desta vez, e na visita à província do Huambo, a equipa petrolífera perdeu frente ao Recreativo da Caála por 1-0. Apesar de ter controlado grande parte do encontro, os visitantes não conseguiram materializar o seu controlo em golos, e foram surpreendidos pelo Rec. da Caála: o único golo do jogo foi marcado por Deco, no início da segunda parte.

Em sentido inverso, está o Interclube! O clube treinado pelo português Paulo Torres está em alta no campeonato, e nesta ronda não teve dificuldades em vencer o seu encontro: a jogar em casa, os “Polícias” atropelaram o JGM do Huambo por cinco golos sem resposta. O destaque individual vai para dois jogadores – Kaporal e Mano bisaram frente ao atual último classificado do Girabola’18.

Depois da vitória (1-0 frente ao Bravos do Maquis) a meio da semana num jogo em atraso para o campeonato, o 1.º de Agosto venceu novamente. Na casa do Domant FC, o bicampeão exibiu-se a um alto nível e não deu quaisquer hipóteses à equipa da casa: triunfo por 1-3, com os golos dos “Militares” a serem apontados por Geraldo, Jacques e Ibukun. Zizi foi o autor do tento de honra do Domant. Com este resultado, o conjunto de Zoran Maki subiu ao sexto posto da classificação.

 

O Petro perdeu pela margem mínima na visita ao terreno do Recreativo da Caála
Fonte: Petro de Luanda

A seca de golos na equipa do Calulo parece não ter fim à vista. O Recreativo do Libolo voltou a desperdiçar uma boa oportunidade para subir uns lugares na classificação, ao empatar a zero fora frente ao surpreendente Desportivo da Huíla. Com este novo empate, os comandados de Kito Ribeiro estão no 9.º lugar com 14 pontos conquistados, e há cinco jogos que os seus adeptos não celebram um golo marcado!

O Kabuscorp não teve uma tarefa fácil, mas conseguiu terminar a jornada a sorrir. O clube do bairro do Palanca foi até ao terreno do FC Casa Militar, na província do Cuando Cubango, vencer pela margem mínima (0-1, com Arouna a ser o herói para os visistantes). Assim, os comandados do português Sérgio Traguil estão no segundo lugar com 18 pontos, em igualdade pontual com a Académica do Lobito.

Nos restantes encontros, houve um resultado comum: o empate. O Sagrada Esperança empatou em casa com o Sporting de Cabinda a um golo, ao passo que o Progresso do Sambizanga e Académica do Lobito anularam-se ao fim dos noventa minutos (0-0). 1.º de Maio de Benguela foi a exceção à regra, e venceu por 1-0 o Bravos do Maquis.

Em conclusão, o principal motivo de interesse passa por perceber se o Petro conseguirá recuperar deste desaire e voltar às boas exibições e, consequentemente, vitórias o mais rápido possível. Além disso, também será interessante ver até quando o Interclube irá continuar a liderar com uma boa margem o Girabola. Iremos descobrir nas próximas jornadas!

 Foto de capa: Girabola ZAP

E agora, Rui Vitória?

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Depois do desastre na Luz, o FC Porto assumiu a liderança da Primeira Liga, agora com dois pontos de vantagem sob os encarnados e escassos jogos para terminar a temporada. Na jornada seguinte, frente ao Estoril, o Benfica voltou a tremer para arrecadar os três pontos, alcançando-o apenas aos 92 minutos após cabeceamento de Salvio. Depois das críticas a que foi submetido pela abordagem que fez na segunda parte do clássico, além das substituições mal conseguidas, o último jogo não veio aliviar os adeptos nem dar mais confiança no treinador das águias. Assumindo o pior desfecho, ficará a seguinte pergunta no ar “E agora, Rui Vitória?”

Começando pela primeira parte do clássico entre águias e dragões da 30ª. jornada, a ideia que fica é que os encarnados queriam mais ganhar a partida, que estavam dispostos a dar tudo para sair dali mais líderes. Jogaram mais e melhor, tentaram mais o perigo e dominaram os primeiros 45 minutos. Via-se uma equipa com vontade de ser campeã e elogios não faltariam a Rui Vitória se a equipa mantivesse o ritmo na segunda parte e conquistasse a vitória. Mas isso não aconteceu.

De regresso dos balneários, a palestra do timoneiro encarnado pareceu ser tudo aquilo que os adeptos não queriam que acontecesse. Os jogadores recuaram, dando o espaço e liberdade aos azuis e brancos, perderam velocidade, perderam a posse, a dominância e, no fim de tudo, perderam o jogo. No futebol, o limite entre herói e vilão está sempre a roçar um no outro, e Rui Vitória passou de um lado para o outro desde o intervalo até ao fim do jogo.

Muita contestação houve devido ao facto de Rafa ter saído para entrar Sálvio, e pior foi quando Samaris entrou e saiu Cervi, dando a ideia à restante equipa de que era para defender o empate. O contrassenso veio de seguida, ao colocar Seferovic em campo, longe de ser uma carta debaixo da manga (mas também, pouca opção existe devido ao pouco investimento no mercado) que parecia estar só a enganar e ver se o pessoal caía na ideia de que o Benfica ainda estava a discutir o resultado. Por fim, o azar surgiu no pontapé do meio da rua de Herrera. Noite desastrosa que podia ter corrido tão bem.

O golo de Herrera aos 90 minutos deixou o Benfica a depender de outros para ser campeão
Fonte: SL Benfica

Pegando agora nas estatísticas, Rui Vitória ainda não conseguiu vencer o FC Porto na sua carreira como treinador e o Benfica perdeu quatro, empatou três e venceu apenas um dos últimos oito encontros frente aos dragões e Vitória não demonstra ser o indicado a fazer quebrar esse ciclo. Demonstra medo, receio, cautela e demasiado pânico em perder o encontro – e a liderança como no passado fim de semana -, que depois acaba mesmo por fazer com que isso aconteça.

A depender dos resultados de outros, o Benfica pode agora vir parar ao terceiro lugar, falhando a classificação para a Liga dos Campeões caso perca em Alvalade, ou pode ser campeão caso vença todas as partidas e beneficie de pelo menos uma derrota do FC Porto (ou dois empates).

Supondo a não concretização do tão aclamado penta, estará Rui Vitória em perigo? A resposta é: provavelmente não. Se Luís Filipe Vieira segurou Jorge Jesus depois de perder tudo e após anos sem ganhar o campeonato, segurará também um tricampeão que deixou escapar o penta por pouco. No entanto, a rédea ficará curta. A dúvida quanto à capacidade do treinador de lidar com a pressão de ter de vencer depois de um ano em jejum ficará sempre presente e a cada falhanço a contestação deve crescer.

Rui Vitória merece todo o respeito. Quer seja pelo que já alcançou pelo Benfica no passado, quer seja pelo presente, ao ter conseguido erguer uma equipa que foi colocada fora da luta ainda antes de dezembro, com a falta de investimento que houve esta temporada, encontrando um sistema que fez o Benfica estar na luta pelo pentacampeonato até ao fim. Quando duvidarem dele, é preciso lembrar isso.

Agora resta esperar pelo resto do campeonato, pelas restantes decisões de Rui Vitória e pelo seu futuro. Que ele fique, pois é sinal que levantamos o troféu pelo quinto ano consecutivo!

Foto de Capa: SL Benfica

Os 5 melhores futebolistas do FC Porto na temporada 2017/18

A época 2017/18 está perto de findar e começa a ser tempo de fazer os primeiros balanços. Sem estar ainda atribuído o título e sem se saber qual a posição final do FC Porto no presente campeonato, já é possível ressalvar aqueles jogadores que mais se destacaram numa temporada de grande brilhantismo de uma equipa que, a confirmar-se, conquistará o campeonato nacional com inteira justiça.

Assim sendo, o top que se segue enunciará aqueles que, na minha opinião, mais se evidenciaram com a camisola azul e branca vestida. Correndo o risco de cometer alguma injustiça, estes são os jogadores que demonstraram maior qualidade e consistência ao longo de todo o ano.

Nota: Este top não contempla qualquer tipo de restrição. Qualquer jogador de qualquer posição poderia estar aqui.