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WWE Greatest Royal Rumble: A maior Royal Rumble de todas!

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A WWE realiza esta sexta-feira a Greatest Royal Rumble, em Jeddah, na Arábia Saudita. Pela primeira vez na história, acontecerá a maior Royal Rumble de todas, com a participação de 50 lutadores.

Mas não se fica por aqui! Todos os títulos masculinos serão defendidos, uma vez que as lutadoras femininas não têm direito a competir na Arábia Saudita, Undertaker regressa para um combate de caixão contra Rusev; John Cena e Triple H defrontam-se pela primeira vez em oito anos.

Avizinha-se um evento interessante que, apesar de toda a controvérsia que possa gerar, promete ser histórico, com bom wrestling à mistura.

O título é dos Sixers

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Há uma equipa na NBA que ameaça quebrar a norma – os Philadelphia 76ers são a primeira equipa do Este a apurar-se para a próxima ronda dos playoffs.

Tudo parece alinhado para que tenham sucesso imediato: Joel Embiid regressou em boa forma da lesão, Toronto voltou a mostrar fragilidades em momentos decisivos, LeBron encontrou problemas irresolúveis com os seus Cavaliers, Boston sente – e vai continuar a sentir – a falta que Kyrie Irving faz.

Vários analistas já anteveem uma final com a presença dos Sixers. Eu sou pessimista e não acredito. Aliás, Ben Simmons e companhia até podem provar que estou errado e, mesmo nesse caso, não vou dar total mérito aos Sixers.

Atenção, se chegarem à final terei todo o gosto em dar-lhes os parabéns, contudo, nem vão ganhar o título, nem têm tanta excelência como se faz parecer. Reconheço que praticam bom basquetebol, que têm muito bons jovens talentos, que são, como afirmou Dwyane Wade, o “futuro da NBA”, só que, este ano, os principais candidatos da conferência Este estão cheios de deméritos e de adversidades – a deficiente gestão da situação em Cleveland e as lesões em Boston deram espaço para os Sixers brilharem, caso contrário, este alarido não existia.

Joel Embiid tanto cativa pelo seu basquetebol como pela sua personalidade – um Shaq 2.0
Fonte: NBA

Obviamente que uma boa equipa é aquela que sabe aproveitar as fraquezas dos adversários. Aplausos para os Sixers nesse e noutros tantos departamentos. Porém, os Raptors, para mim, ainda são equipa favorita a ir à final. Veremos se asfixiam nos próximos jogos, visto que já é fetiche nos playoffs.

Portanto, Philadelphia 76ers, desculpem o meu modo de “hater”. Gosto muito de vocês, mas tenham calma. Têm muitos anos pela frente, não se queiram apressar. O melhor rookie do ano é vosso. Foram a equipa que mais melhorou desde a última época – estatisticamente e exibicionalmente. Por favor, saboreiem o momento.

De facto, o título deste artigo é vosso – contentem-se com ele porque será o único este ano.

Até chegar a vossa hora continuem a confiar no processo. Vai vos saber bem melhor no futuro. Bendito seja o Sam Hinkie. Amén.

Foto de Capa: NBA

Domínio verde limão

O verde limão da Kawasaki voltou ao topo. A marca nipónica ganhou as duas corridas do fim-de-semana em Assen, na Holanda. Mas não se enganem se acham que só Jonathan Rea venceu. Na primeira, o campeão do mundo superiorizou-se a Michael Van der Mark em Yamaha. Na segunda, a vitória foi para Tom Sykes, com um domínio absoluto da corrida.

Mas antes das corridas, na qualificação, a surpresa apresentou-se sob a forma de Alex Lowes, que conquistou a superpole, a primeira da sua carreira no mundial de Superbikes. Juntamente com Lowes, ficaram Rea e Xavi Fores, o melhor piloto das motas Ducati. Este ficou à frente dos pilotos oficiais, que partiram de quinto (Marco Melandri) e de oitavo (Chaz Davies).

Fores tem vindo a mostrar o seu talento e a Barni Racing Team tem mostrado que consegue preparar muito bem uma moto. Nesta qualificação, destacamos o acidente de Jake Gagne. O americano ficou desta forma de fora das corridas de sábado e domingo, deixando a única presença de uma moto Honda para outro americano, PJ Jacobsen, da Triple M Racing.

Sábado chegou e Assen viu o espanhol Xavi Fores a ter uma partida esplendorosa, garantindo o holeshot, mas sendo logo ultrapassado pelo campeão mundial, Rea, e pelo menino da casa, Michael Van der Mark. Mais atrás, Lorenzo Savadori numa Aprilia, fez um arranque impressionante, conquistando o nono lugar. Na frente, Rea imponha o seu ritmo, mas sempre seguido de perto pela Yamaha de Van der Mark.

Já Tom Sykes se encontrava em sétimo, numa corrida em que parecia que o britânico iria perder outra vez o comboio dos primeiros. Davies vinha endiabrado, tentando recuperar o máximo de lugares e a honra da Ducati oficial, já que Fores estava à sua frente. Na quarta volta, Van der Mark faz uma excelente ultrapassagem na última chicana, um sítio que nos proporcionou grandes imagens ao longo do fim-de-semana, passando a liderar a corrida. Já mais atrás, Lowes, encontrava problemas com a Yamaha YZF-R1, que acabou entrando em modo de segurança. Uma má escolha de pneus por parte da sua equipa viu Lowes descer na corrida, conseguindo ao menos salvar pontos, terminando-a no 12.º posto da geral.

Após a ultrapassagem a Fores, Davies começou a aproximar-se dos líderes da corrida, Rea e Van der Mark. As últimas seis voltas viram um pressing de Davies sobre Van der Mark, mas o holandês conseguiu suster o britânico, terminando a ronda caseira na segunda posição. Já Rea ganhou e Davies completou o pódio. Xavi Fores conseguiu mais um bom resultado com o quinto lugar. A grande surpresa foi na quarta posição e chama-se Tom Sykes. O britânico teve um início de corrida não muito impressionante, mas pareceu ter colocado a sua cabeça no sítio e marchou até ao quarto posto da geral e quase chegando ao pódio.

Xavi Fores tem brilhado aos comandos da Ducati Panigale da Barni Racing Team
Fonte: Barni Racing Team

Domingo viu Tom Skykes fazer o que não fazia há muito tempo. Partir de primeiro e dominar por completo a corrida. Será caso para dizer: Bem-vindo, Tom! Gostamos de te ver nos bons resultados!

A partir daqui o que resta é a luta pelas restantes posições. Na primeira curva, destaque para Rea, que partiu de nono e ganhou imensas posições nessa parte do circuito. Já Chaz Davies alargou na primeira curva e fez o contrário de Rea, perdendo tempo. Penso que se não fosse esta excursão do piloto britânico da Ducati, este estaria numa posição final mais elevada. Já o seu companheiro de equipa, Marco Melandri, teve um início discreto, mas a 18 voltas do final cometeu dois erros, o que lhe fez perder algumas posições, ficando a lutar mais atrás do previsto.

Mesmo assim acabou por ter uma luta interessante com Jordi Torres da MV Augusta, que se prolongou até à linha de meta, onde o espanhol ganhou ao italiano, ficando assim em sexto e Melandri em sétimo. Na luta pela segunda posição, debateram-se os mesmos pilotos da primeira corrida, Rea e Van der Mark. Mais uma vez o britânico foi superior ao holandês. Na quarta posição ficou Xavi Fores, isolado. Este está a levar a Ducati da Barni Racing Team a novos voos esta temporada. Este foi seguido de Chaz Davies, que com o erro inicial perdeu algum tempo, não conseguindo lutar por lugares mais cimeiros. Alex Lowes teve outra vez azar, caindo na corrida, mas conseguindo terminá-la em 14.º da geral.

Michael Van der Mark correu em casa e foi o melhor da Yamaha nas corridas desta ronda em Assen
Fonte: WSBK

O mundial de Superbikes está ao rubro. Na liderança temos Jonathan Rea com 159 pontos seguido dos dois pilotos da Ducati, Chaz Davies com 129 pontos e Marco Melandri com 115 pontos. Tom Sykes com a vitória subiu ao quinto posto com 101 pontos. A próxima ronda realiza-se de 11 a 13 de maio no Autódromo Internacional Enzo e Dino Ferrari, em Imola, Itália.

Foto de Capa: WSBK

Revisto por: Rita Manique

Carta aberta à FPF: Modelos competitivos… que de competitivos nada têm

Caríssima Federação Portuguesa de Futebol,

Como é do vosso conhecimento, o Campeonato de Portugal, vulgarmente conhecimento por CP ou Campeonato Nacional de Séniores- antiga designação, acabou este fim de semana (pelo menos a fase regular). Ora, esta pausa na competição devia servir para se tirarem ilações daquilo que as alterações no modelo competitivo da prova veio trazer e do que se pode vir a fazer num futuro próximo.

É impossível pensar num futebol português mais competitivo, mais equilibrado, mais forte, se continuarmos a ignorar a base, se continuarmos a ignorar os campeonatos não profissionais, neste caso o CP. É inconcebível que, dentro de um lote de 80 equipas, divididas em cinco séries, só oito possam verdadeiramente lutar para subir para o escalão de futebol profissional no futebol português. Mais importante, é injusto existirem equipas que acabaram o seu campeonato em segundo lugar que não têm sequer oportunidade de poder lutar por uma subida de divisão – visto que só são apurados para a fase final três de cinco melhores segundos classificados.

É que, a ideia de premiar os três melhores segundos classificados acaba por ser um contra-senso, na medida em que dois dos segundos melhores classificados ficam de fora… por estarem inseridos em séries competitivas. Mais: destas 16 equipas de cada série, seis descem automaticamente, sem existirem playoffs, sem existir mais competição para as equipas que não têm capacidade para investir a sério. Dá que pensar. É bom que dê para pensar e é bom que dê para alterar todas estas questões.

O SC Espinho foi um dos segundos classificados que ficou de fora do playoff de subida
Fonte: SC Espinho

Explorando ainda mais o assunto, se uma série do CP tem 16 equipas e se destas 16 vagas só duas dão acesso direto à competição, qual é o estímulo competitivo que as equipas vão ter? Se, mesmo alcançando um segundo lugar, uma equipa poderá acabar por ficar sem oportunidade de subir, qual é o estímulo competitivo que vamos ter? Nenhum. Pelo contrário, surgem os desinvestimentos, surgem os plantéis mais magros, com contenção de custos e com as equipas a perceberem que o risco de se apostar num plantel mais equilibrado e competitivo é grande… porque nem assim há uma probabilidade razoável de se poder subir de divisão. Daí advém uma série de elementos que prejudicam o futebol português. Se não há investimento, não há interesse dos adeptos, não há desenvolvimento dos jogadores, não há promoção do futebol espetáculo, do futebol que deveria ser primordial.

O que se pede é que se encontre um modelo que estimule a competitividade, o investimento, a potenciação de jovens elementos. Como alavancou Silas, treinador do Belenenses, seria necessário implementar um novo modelo. E aqui surgem várias alternativas: reduzir o número de séries e aumentar o número de equipas que se apuram para a fase final – ou seja, implementar quatro séries de 20 equipas onde se apuram quatro a seis equipas para uma fase final a eliminar.

Caso a FPF não queira uma medida tão profunda, o problema poderia resolver-se se dentro das 16 equipas de cada série pudessem ser apuradas quatro equipas para uma fase final de subida, a eliminar. Em relação às equipas que lutam para não descer, seria importante reduzir o número de equipas que descem de divisão. Ainda assim, uma liguilha entre os últimos classificados ou uma fase a eliminar podiam ser pensadas para o caso.

Mais do que nunca, é altura de promover verdadeiramente o futebol português. A promoção passa por aí. Falta que a FPF olhe com olhos de ver para o Campeonato de Portugal. O futebol português agradece.

Foto de Capa: FPF (adaptada à FPF)

Texto revisto por: Teresa Lopes

Sporting a uma vitória do título

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No passado fim-de-semana, o Sporting Clube de Portugal recebeu o Benfica, em dois jogos a contar para o “play-off” do campeonato nacional. Nas duas partidas, os leões venceram por 3-0 e 3-2, com destaque para a enchente de domingo, no Pavilhão João Rocha, com mais de 1700 sportinguistas.

Com estas duas vitórias, o Sporting, liderado por Hugo Silva, coloca-se em vantagem no “play-off”, podendo sagrar-se campeão nacional no Pavilhão da Luz no próximo fim-de-semana. Caso não vença fora de portas, os leões terão ainda a oportunidade de se consagrarem campeões nacionais, no Pavilhão João Rocha na próxima semana, no derradeiro quinto jogo.

O segundo jogo deste “play-off” foi marcado pelo domínio do Sporting, tendo aliás vencido os três sets. No entanto, no domingo assistimos a um grande jogo de voleibol. Com a duração de duas horas e meia, a partida foi extremamente equilibrada, tendo sido necessário recorrer ao quinto set, onde os leões foram mais fortes e somaram a segunda vitória neste “play-off”.

A equipa de voleibol está muito perto de coroar o regresso à competição com o principal título nacional
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Voleibol

Uma equipa liderada por um treinador experiente, Hugo Silva, capitaneada pelo nome mais sonante do voleibol português, Miguel Mais e que conta com talentos como Hugo Ribeiro, Liberman Agámez, Luke Smith, Robinho, Kibinho, “La Bomba” Ivan Márquez, entre tantos outros. Este é um regresso muito feliz do voleibol ao Sporting Clube de Portugal, cerca de 22 anos depois. Os leões estão na luta pelo título, com atitude e compromisso, na busca da glória, em cada jogo, cada set e cada ponto.

O Sporting fez uma época brilhante e por isso, com a qualidade que apresenta em campo, sendo uma equipa muito unida, é possível vencer no Pavilhão da Luz. Vencendo no Pavilhão da Luz, ou no Pavilhão João Rocha, o Sporting conquista o título nacional e confirma a qualidade, apresentada ao longo da temporada. Será uma enorme alegria para os sportinguistas, um verdadeiro regresso de campeão.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Voleibol

Os 5 maiores contra-sensos sportinguistas

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Todos temos direito à opinião, e todos temos também direito a mudar essa mesma opinião. Já não é tão aceitável é que numa mesma conversa se defenda uma coisa e o seu oposto. E mesmo quando mudamos de opinião devemos ter um argumento consistente sobre o que provocou essa mudança, e não apenas porque sim, ou porque se ouviu dizer.

Algo que também pode provocar estas incongruências e contra-sensos é a falta de conhecimento de determinado assunto, ainda que isso não iniba ninguém de opinar, correndo-se depois o risco de errar, e entrar em contradições para tentar emendar.

Outra razão para se entrar em contra-sensos é a mentira. É que, como se costuma dizer, mais facilmente se apanha uma mentira que um “coxo”. E ao inventar-se algo, se a ideia não estiver devidamente enraizada na tua cabeça, e bem estruturada e encartilhada, pode levar-te a inconsistências nos argumentos.

Para terminar, pode-se cair em contra-sensos apenas por conveniência, ou por se achar que se pode, e saber que não será censurado por isso. É que, tudo o que possa servir para produzir matéria que possa criar noticia, nem que seja a notícia em si e o desmentido (dois é melhor que um), é mais valorizado que a verdade.

Mas concentremo-nos nos Sportinguistas, que muitas vezes, por se deixarem enganar, ou porque lhes convém para defender os seus argumentos ou preferências, reproduzem tudo o que sai nos meios de comunicação. Assim, nós, sportinguistas, deixamo-nos cair em contra-sensos, para regozijo de quem faz esse tipo de comunicação.

E esses contra-sensos resumem-se aos seguintes tópicos:

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

FC Bayern Munique 1-2 Real Madrid CF: Merengues dão lição alemã

Um Bayern perdulário bem pode se queixar de si e da sorte após o jogo desta noite do Allianz Arena, por outro lado, o Real Madrid mostrou mais uma vez que, na sua inteligência com que encarou o jogo ao longo dos 90 minutos, nasceu para este tipo de competição.

Logo ao primeiro minuto, o Bayern mostrou atitude ofensiva bem agressiva com James a pressionar Carvajal e a beneficiar da tentativa de alívio do espanhol, pois a bola sobra para Lewandowski que serviu Muller, mas o alemão, dentro da área, falhou o golo.

Aos 8’, os bávaros foram primeiro visitados pelo azar quando Robben saiu lesionado para dar o lugar a Thiago Alcantara. Por volta dos 20 minutos, o jogo voltou a ter ocasiões perto das balizas com Rafinha a tentar a sua sorte de fora da área e do lado espanhol Carvajal também alvejou a baliza, mas, em ambos os exemplos, os guarda-redes encaixaram a bola.

A formação de Jupp Heynckes, que era a que tinha mais bola e procurava os espaços na defesa contrária, acabaria por inaugurar o marcador numa transição ofensiva. James (28’) soltava Kimmich ao longo do flanco direito beneficiando do espaço deixado por Marcelo que havia subido ao ataque, e Isco também não chegou a tempo da dobra…foi Varane que tentou parar o alemão, mas o lateral fez o golo, surpreendendo Keylor Navas que esperava o cruzamento.

Os galáticos acusaram um pouco o tento inaugural e logo a seguir a terem ficado em desvantagem, Casemiro perdeu a bola para Lewandowski, que, quase isolado, não conseguiu esboçar o remate. Até que, contra a corrente do jogo, Marcelo, assinou o golo do empate: bola lançada para a direita, Carvajal cabeceou para zona central, Ronaldo ainda ensaiou a sua bicicleta, mas o esférico acabou por chegar ao lateral brasileiro que, com um remate cruzado, bateu Ulreich. Redenção do 12 madrileno depois de ter ficado mal na figura no golo alemão.

Até final da etapa inicial, note-se também o perigo causado pela equipa da casa nos lances de bola parada com Hummels, Lewandowski e Muller a protagonizar três diferentes ocasiões. Entratanto, Jupp Heynckes já se tinha visto obrigado a mexer pela segunda vez: Boateng, lesionado, saiu para o lugar de Niklas Sule (34’).

O golo de Marcelo, em cima do intervalo, deu outra tranquilidade ao Real Madrid
Fonte: Real Madrid CF

Madrid entrou mais solto e com a vontade de gerir os tempos de jogo. Ribery, pela esquerda, esteve sempre ativo, mas a desinspiração do francês foi tónica desta noite. Abriu a segunda parte com um passe de golo para Muller que o alemão falhou e viu Navas negar-lhe dois tentos (59’ e 63’).

O golo da vitória dos merengues acabaria por nascer num canto ofensivo do Bayern. Aos 57’, Rafinha, que tinha ficado atrás com Kimmich, pressionado por Lucas Vásquez, precipita-se e entrega a bola a Asensio, deixando o colega de equipa numa situação de 2×1. O extremo espanhol que tinha entrado ao intervalo deu a bola em Vázquez, que lha devolveu, e o 20 do Real Madrid, frente a frente com Ulreich, não perdoou.

O hexacampeão alemão foi claramente abaixo com o segundo golo sofrido e o bicampeão europeu até podia ter feito o terceiro por Benzema, mas Ulreich impediu (76’). Defensivamente, os madrilenos mostraram-se muito sólidos e só permitiram que o polaco Lewandowski, servido por Tolisso, tivesse no pé direito a hipótese de chegar ao empate, mas o polaco não conseguiu desfeitear Navas (88’).

O Real Madrid sorriu na Baviera com uma exibição que até teve o seu quanto de alemã – fria, calculista e eficaz. Mas está tudo em aberto, até porque há um fantasma que ficou dos quartos-de-final para exorcizar e que paira sobre o Bernabéu…

Rui Vitória pôs todos a ler a Dica da Semana

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Já lá vão três jogos a vencer nos descontos. Feito histórico para o Benfica. Mas não se pense que isto é uma marca fácil de atingir.  O Benfica é hoje, e depois de muito trabalho, uma equipa que se poupa à frente da baliza adversária durante os 90min, sabendo que os descontos apareceram. E é aí que deve marcar.

Existe já hoje um nome específico para pessoas que aderiram a esta febre dos descontos. Promoholics. Pessoas que , tal como os jogadores encarnados, se preparam semanas para quando chegar o momento da verdade, atacar os descontos como se mais nada existisse. Mas se no caso dessas pessoas, a poupança traz felicidade, no nosso caso deixar tudo para os descontos dá, entre outros, ataques cardíacos e desespero.

Fonte: SL Benfica

Não me querendo alongar muito sobre uma exibição que esteve perto de me fazer acreditar que a finalização é um conceito que nunca dominei e que significa precisamente o contrário daquilo que julgava, aproveito apenas para dizer ao nosso Benfica que por vezes o barato sai caro. E que muitas vezes esperamos pelos descontos mas, aquela garrafa de whisky que tanto queriamos para os dias pós clássico esgotou antes de lá chegar.

Para termos um Rafa poupadinho em frente à baliza precisamos de contratar com um Jonas esbanjador. Que nos faz muito mais felizes. A economia merece mais Jonas e menos Rafas, na hora do golo. E afinal de contas com tanta poupança ao longo dos mercados de transferência, onde se suplicou por contratações, esperar pelos descontos agora parece-me já um bocado de show-off. Olhem para nós tão poupadinhos.

De um benfiquista preocupado.

Académica OAF 1-0 FC Porto B: 11 mil espectadores com liberdade para sonhar

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São de cenários cinematográficos como o que se viveu no Estádio Cidade de Coimbra que se fazem subidas de divisão. O recinto dos estudantes foi brindado com com um ambiente digno de Primeira, proporcionado por cerca de onze mil espectadores (um recorde na Segunda Liga) e uma tarde primaveril que ajudou a Briosa a alcançar a terceira vitória consecutiva e o terceiro posto na classificação em igualdade pontual com o segundo, o Santa Clara.

Tarde soalheira no Cidade de Coimbra
Fonte: Bola na Rede

Como seria de esperar, a Académica entrou com vontade de mandar no jogo, pressionando o FC Porto B no seu último terço e Djoussé esteve perto de inaugurar o marcador logo aos 3 minutos. Este domínio, porém, foi-se desvanecendo com o passar dos minutos. O FC Porto recompôs-se e conseguiu tapar as vias de acesso à sua baliza até aos 40 minutos, altura em que a Académica voltou a conseguir criar perigo. Alan Júnior, porém, não conseguiu concretizar nenhuma das duas oportunidades de que dispôs.
Na segunda parte o FC Porto B manteve a boa organização defensiva e até pertenceu aos dragões a primeira situação de golo da etapa complementar – Djim, isolado, atirou às malhas laterais da baliza defendida por Ricardo Ribeiro. A Briosa, porém, não se ficou e respondeu através de Alan Júnior. O avançado cedido pelo Benfica, porém, não estava com a mira afinada.

A Académica continuou a pressionar a baliza contrária (que passou a ser defendida por Diogo Costa, devido à lesão de Mbaye), teve a bola, mas era o FC Porto que ia tendo o jogo, conseguindo controlar as intenções da Briosa… que ficaram mais complicadas com a expulsão de Diogo Ribeiro.

Duvidou-se do sonho da subida. Os estudantes, porém, não desistiram de o manter vivo. E tiveram a felicidade com que, normalmente, são brindados aqueles que a procuram: num lançamento em profundidade, Djoussé antecipou-se a Diogo Costa e não enjeitou a hipótese de se tornar no herói do jogo, ao desviar a bola do guardião portista e ao marcar o golo no sétimo dos oito minuto de descontos dados pelo àrbitro Carlos Espadinha.

Segundos depois o jogo terminaria, o Cidade de Coimbra incendiou-se de alegria e o sonho da subida voltou a estar vivo.

Como jogou a Académica OAF:
Ricardo Ribeiro; Mike, João Real, Brendon e Nélson Pedroso; Ricardo Dias, Chiquinho, Luisinho e Femi Balogun; Alan Júnior e Djoussé;
Substituições: Marinho (Alan Júnior, 55′), Traquina (Luisinho, 76′) e Diogo Ribeiro (Nélson Pedroso, 88′)

Como jogou o FC Porto B:
Mbaye; Rui Pires, Rui Moreira e Bidi ; Yahaya, Luizão, Bruno Costa, Oleg; Chikhaoui, Madi Queta e Djim;
Substituições: 
Diogo Costa (Mbaye, 55′), Luís Mata (Madqui Queta, 81′) e Tony Djim (Danúbio, 90′)

Pedro Machado

Das Caldas para Portugal: O agradecimento do Capitão

Depois da Carta Aberta antes do jogo frente ao CD Aves, Rui Almeida, capitão da equipa do Caldas SC, volta ao BnR. O defesa da equipa caldense voltou a responder ao desafio do Bola na Rede e escreveu uma carta aberta a todos os portugueses. Um agradecimento depois da prestação notável do Caldas SC na Taça de Portugal, que terminou nas meias-finais da prova.

E não acabou… (uma história que nunca acabou)

E não acabou porque, esta história, ultrapassou o limite de qualquer desfecho. E não acabou porque os amadores do Caldas imortalizaram os seus nomes na história do clube, da cidade, da taça de Portugal e do futebol português. E não acabou porque, em cada ano que se disputar a prova rainha do futebol português, se vai falar da história do Caldas e do feito dos seus improváveis heróis.

Heróis esses que voltam agora a tocar o chão, heróis esses que se intrometeram noutra realidade e que a atingiram por mérito próprio. Heróis que deixaram um legado, que influenciaram positivamente uma cidade, uma região e um país. Um exemplo da verdadeira essência do futebol e um exemplo para o futebol português que, muitas vezes, insiste em refugiar-se nos erros dos outros e não no que realmente importa para o desenvolvimento da modalidade e da sua imagem.

O último capítulo do sonho do Caldas SC na Taça de Portugal
Fonte: Caldas SC

O contributo é inegável, a inspiração para que cada um lute pelos seus sonhos e ultrapasse barreiras é impossível de não tocar cada um dos que partilhou e contribuiu para esta história de sonho. Moveram-se milhares, tocaram-se corações e sonhou-se em conjunto, sem limites, sem medos nem receios de se ser feliz, e com a humildade de conseguir aproveitar, disfrutar e valorizar cada segundo deste percurso hercúleo.

Fiéis a si próprios, com respeito pela sua identidade, pela sua condição de criadores de sonhos, os heróis vão prosseguir as suas vidas, influenciados por este sonho e por tudo o que atingiram e proporcionaram aos que, de perto ou de longe, viveram e sentiram esta história. O pequeno grande clube que se agigantou continua e com a consciência de que a responsabilidade é e será cada vez maior.

Todos os que se sentiram parte desta história contam para continuar a sonhar e a provar que o clube tem muito mais para dar. Temos esse compromisso, esse dever pelo respeito a tudo o que aconteceu e para provar que… não acabou!

Obrigado, Caldas Sport Clube!

O capitão, Rui Almeida

 

Foto de Capa: Caldas SC