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Commonwealth Games 2018: O Atletismo virado do avesso!

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A Jamaica não venceu uma única prova de velocidade sem barreiras. A Jamaica venceu os 3000 Metros Obstáculos. O Quénia não colocou um único atleta no pódio das Maratonas. O Uganda foi o país com mais vitórias na longa distância em pista. 

Todas estas afirmações pareceriam mentira há pouco tempo atrás. Mas tornaram-se realidade e descrevem alguns dos momentos que marcaram estes jogos da Commonwealth. 

Realizando-se na Gold Coast, na Austrália, a data escolhida para os campeonatos – Abril – impossibilitaria, à partida, a obtenção de grandes marcas. É o início da temporada Outdoor no Atletismo – aliás só em Maio arranca a Diamond League – não sendo propriamente a altura ideal para competições ao ar livre, como fizeram questão de relembrar algumas estrelas do nosso desporto, como Michael Johnson comentando os Jogos para a BBC inglesa. Ainda assim, as marcas superaram as melhores expectativas, sendo que foram quebrados 13 (!) recordes dos campeonatos. Tendo em conta que não é comum os campeonatos se realizarem tão cedo, dá para entender a relevância destes resultados. 

Em termos individuais, o grande destaque dos campeonatos, o que ficará para a posteridade, será provavelmente um resultado que nem sequer foi recorde. Aisha Praught-Leer conquistou o Ouro para a Jamaica nos 3000 metros obstáculos, conquistando a primeira medalha da história jamaicana nesta distância, que sempre foi território dominado pelas quenianas. Como nota, refira-se que nas 2 últimas edições, o Quénia conquistou as 6 medalhas desta prova. Aisha nasceu nos Estados Unidos, é filha adoptiva de dois pais norte-americanos, mas o seu pai biológico é jamaicano, país que escolheu representar. Residindo nos EUA, Aisha é companheira de treinos de…Emma Coburn!

Ela mesmo, a norte-americana que em Agosto também surpreendeu o mundo ao sagrar-se campeã mundial nesta mesma distância! A equipa parece ter descoberto a receita para bater as quenianas! 

Mas nem tudo foram rosas para a Jamaica. Com o segundo lugar no medalheiro do Atletismo (atrás da Austrália), dos 7 Ouros nem um veio da velocidade sem barreiras a nível individual. Se com barreiras, Levy (nos 110) e Janieve Russell (400) trouxeram a ambicionada medalha, sem barreiras, Yohan Blake (Bronze), Elaine Thompson (4ª) ou Stephenie McPherson (Bronze) estiveram longe do esperado. Temos que recuar até 1994 para encontrar os últimos Jogos em que a Jamaica não venceu pelo menos uma prova individual de velocidade sem bareiras no feminino ou no masculino (100/200/400). Felizmente, como demos conta no nosso recente artigo – – o futuro parece bem promissor para a nação caribenha. 

Portugal MXGP: Os melhores do mundo estiveram em Águeda

Ocorreu no passado fim de semana, dias 14 e 15 de Abril, a etapa portuguesa do Campeonato do Mundo de Motocross, a 5.ª etapa desta temporada. Para além do Campeonato do Mundo das classes de MX2 e MXGP, disputavam-se o WMX, Mundial feminino, e o Europeu de 250, EMX250. O Bola na Rede esteve por lá e conta-vos agora o que de melhor se passou nestes dois dias de acção no Crossódromo Internacional de Águeda.

CF “Os Belenenses” 3-4 Sporting CP: No Restelo manda o Rei Leão

Após a vitória, se bem com um sabor agridoce, na quinta-feira frente ao Atlético de Madrid, o Sporting vinha para este jogo com o objectivo de se aproximar dos seus rivais diretos, que jogaram horas antes. Por sua vez, o Belenenses, já confortável na tabela, empatou na jornada anterior com o Chaves. Ambas as equipas fizeram algumas alterações ao onze inicial: do lado da turma de Belém, Silas colocou Gonçalo Silva no lugar de André Geraldes, emprestado pelos leões, e Licá trocou de posição com Nathan. Do lado dos visitantes, Jorge Jesus devolveu a titularidade a Fábio Coentrão e Bas Dost, que não jogaram por castigo na Liga Europa. É ainda de destacar o facto de André Pinto ser o substituto do lesionado Jéremy Mathieu.

O jogo, que se iniciou 13 minutos depois da hora estipulada, começou praticamente com uma grande penalidade a ser marcada a favor do Belenenses.  Licá recebe a bola dentro da grande área e remata para uma defesa de Patrício, que não agarra à primeira e na disputa de bola com Yazalde acaba por fazer falta sobre o avançado do Belém. Depois de consultar o VAR, Bruno Paixão acaba por assinalar penálti; Yebda, na conversão, não falhou: rematou para um lado e o guarda-redes dos leões atirou-se para o outro.

Este foi o despertador dos leões, que tinham entrado bastante adormecidos na partida. Numa grande jogada, que começou com uma recuperação por parte de Bryan Ruiz, a bola ressaltou para o pé direito de Bruno Fernandes e, tal e qual um míssil teleguiado com as devidas coordenadas, foi ao encontro de Bas Dost, que estava isolado na ala. Este recebeu, avançou e atirou para o poste mais distante, repondo a igualdade.

Já cheirava a golo para os forasteiros: Acuña lançou para a velocidade de Gelson e o extremo português na passada atirou à baliza de André Moreira, que encheu as medidas e negou o tento. Contudo, não conseguiu parar o ímpeto leonino e o segundo golo não tardou em aparecer. Battaglia ganha a falta, Bryan Ruiz marca-a logo de seguida para Bruno Fernanades, que progrediu no terreno e lançou Gelson que, à segunda, atirou a contar.

O Sporting não tirou o pé do acelerador e o terceiro acabou por aparecer naturalmente pelos pés de Acuña. Ristovski faz o cruzamento do lado direito que desvia num adversário e o jogador argentino, em esforço, recebe a bola e encosta para o 3-1.

Até ao intervalo não se observaram mais jogadas de perigo. O Belenenses tentava segurar, a todo o custo, as investidas impetuosas dos leões.

O Sporting partiu para a segunda parte bem mais descansado
Fonte: Bola na Rede

O segundo tempo começou de forma completamente distinta do primeiro. As duas equipas demonstravam-se sem ideias e pouco faziam para merecer o golo. Foi preciso esperar até aos 64 minutos para ver um momento ofensivo digno de registo: e que momento! Fredy, no corredor esquerdo e em habilidade, tocou para Nathan. O avançado progrediu e assistiu o isolado Licá, que fez o segundo da turma do Restelo.

Dois minutos depois, o Belenenses empatou a partida. Licá foi lançado na corrida e, já dentro de área, quando se preparava para finalizar, foi carregado por Acuña. Bruno Paixão não hesitou e apontou para a marca de grande penalidade. Rui Patrício ainda adivinhou o lado, mas Fredy atirou não facilitou. Estava reposta a igualdade.

Contudo, o jogo foi de loucos e logo aos 71 minutos houve novo golo na partida. Num canto batido por Acuña, e num lance muito confusa na área, André Pinto atirou de forma espontânea para uma enorme defesa de André Moreira. Todavia, Bruno Paixão interrompeu a partida e foi analisar o caso ao VAR. Já depois de ver as imagens, expulsou Yebda e apontou, novamente, para a marca de grande penalidade. Bruno Fernandes não perdoou e colocou o Sporting novamente em vantagem.

Já na reta final da partida, Florent rematou forte do lado esquerdo e de fora de área e tentou bater Rui Patrício. Este, atento, desviou para a barra.

Já nos descontos, o Sporting fez mais um golo. Numa grande jogada de contra ataque, Acuña apareceu isolada e da baliza aberta e, sem tremer, atirou a contar. Os adeptos leoninos festejaram, mas Bruno Paixão anulou o golo por fora de jogo.

O Sporting acabou por vencer a partida com dificuldade e a sentir alguns apertos no final, mesmo jogando contra 10 jogadores. Consegue-se aproximar do seu principal rival, o SL Benfica, que saiu derrotado no Clássico jogado no seu reduto por 0-1 .

Como jogou o CF “Os Belenenses”: André Moreira, Vicent Sasso, Diogo Viana, Fredy, Yazalde, Licá, Hassan Yebda, Florent, Gonçalo Silva, Bakic

Substituições: Nathan (Yazalde, 45′), Pereirinha (Persson, 58′) e Maurides (Diogo Viana, 64′)

Como jogou o Sporting CP: Rui Patrício, Coates, Fábio Contrão, André Pinto, Bruno Fernandes, Acuña, Ristovski, Battaglia, Bryan Ruiz, Bas Dost, Gelson Martins.

Substituições: Wendel (Fábio Coentrão,45′), Lumor (Bryan, 85′) e Petrovic (Bruno Fernandes, 88′)

Paris Saint-Germain FC 7-1 AS Monaco: Deixem passar o novo campeão francês

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Há jogos que representam campeonatos e o encontro que garantiu o sétimo título francês aos Paris Saint-Germain foi isso mesmo, ao revelar uma autêntica máquina de golos que chegou aos 103 tentos na Ligue 1!

Os parisienses entraram com o pé no acelerador e, aos 14’, Dani Alves cruzou para o centro da grande área onde surge o argentino Giovani Lo Celso a finalizar com firmeza. A primeira meia hora de pesadelo para os monegascos estava apenas a começar, isto porque, três minutos depois, Edinson Cavani, artilheiro-mor do campeonato gaulês, concluiu da melhor forma um cruzamento da esquerda de Yuri Berchiche.

Aos 20’, começou o show Di María, Cavani solicita-o nas costas da defesa e o argentino, no frente a frente com Subasic, picou a bola sobre o guardião, desenhando um golo de bandeira e, se dúvidas houvessem que o jogo estava resolvido, Lo Celso, de cabeça, corresponde da melhor forma a um cruzamente de Javier Pastore. 4-0!

A parte final da etapa inicial mostrou alguma reação do agora ex-campeão francês e o português Rony Lopes, um dos jogadores em melhor forma na formação do principado, reduz após incursão de Traoré no flanco direito.

Para a segunda parte, o Monaco entrou a espreitear um golo que podia fazer acrescer alguma réstia de esperança, mas a máquina trituradora de finalização parisiense voltou a fazer das suas. Aos 58’, Di Maria bisou, castigando um atrasado Subasic.

O resultado assumia contornos escandalosos e a noite para esquecer dos monegascos também tocou a Falcao quando, aos 76’, o avançado colombiano, um pouco caprichosamente, introduziu a bola na própria baliza.

Mas não estava tudo contado sobre este jogo…Aos 86’, servido por Meunier, o alemão Draxler não perdoou e assinou o sétimo golo!

Et c’est fini! Paris SG est champion!

 

Foto de capa: Paris Saint-Germain FC

SL Benfica 0-1 FC Porto: Com um pé no título

Com as surpresas nos onzes titulares de Jonas (fora) e de Marega (dentro), ambas equipas entraram em campo seguras, mas pouco agressivas. Um primeiro quarto de hora muito tático, equilibrado (apesar de se notar um Benfica um pouco superior) e sem riscos de parte a parte.

Grande oportunidade para o Porto aos 18′, mas é assinalado fora de jogo a Felipe e, aos 25′ com Soares a atirar ao lado após combinação de Marega. Pouco antes do intervalo, aparição de San Iker após a mais clara oportunidade de golo do Benfica. Vale a pena registar o amarelo mostrado a Sérgio Oliveira como resultado de uma intervenção desleixada, arriscada e desnecessária.

Iniciada a segunda parte do clássico, via-se um Benfica adormecido e um Porto a crescer no jogo.

O momento do golo portista
Fonte: FC Porto

Um jogo muito sofrido, com um Porto que, ainda que superior, voltou a não exibir um futebol de qualidade.

O Benfica bem que aguentou até aos 90′, mas Herrera apanhou a bola e nem hesitou nem falhou.

Aos 92′ os jogadores encarnados ainda pediram falta sobre Zivkovic na área do Porto mas Artur Soares Dias nem precisou de assistência do VAR para nada assinalar.

SL Benfica 0-1 FC Porto: 92′ aos 90′

Ao contrário do expectável, o clássico começou sem Jonas e com Marega. O Benfica alinhou com o mesmo onze que jogou frente ao Vitória FC na última jornada, com Raúl Jimenez a assumir o controlo do ataque. O FC Porto, por sua vez, viu-se brindado com o regresso de Moussa Marega à equipa titular.

O grande jogo da jornada revelou-se, desde o primeiro minuto, bastante intenso. Ambas as equipas procuraram jogar rápido e eficaz. Apesar disso, não houve oportunidades de golo flagrantes de parte a parte.

O Benfica apresentou-se confiante na primeira metade. Ao contrário do que aconteceu em Setúbal, deu gosto ver o jogo dos encarnados. O FC Porto, não ficou atrás, mas a equipa da casa foi ligeiramente superior: mais bola, mais remates e mais oportunidades (ainda que poucas).

Os jogadores recolheram ao balneário com a promessa de uma segunda parte vibrante, mas, talvez, mais agressiva. A registar um amarelo mostrado, e bem, a Sérgio Oliveira aos 36 minutos, depois de agarrar Rafa pelo peito.

Fonte: SL Benfica

Aconteceu o contrário. O Benfica entrou dormente na segunda parte e o FC Porto cresceu. Bem como o número de faltas. Otávio e Alex Telles viram o amarelo e Sérgio Oliveira, num lance parecido com o da primeira parte, viu o segundo cartão perdoado.

Rui Vitória, aos 66′, mexeu pela primeira vez na equipa, tirando Rafa para dar lugar a Salvio. De pouco ou nada serviu, pois os encarnados continuaram desconcentrados, sem capacidade de construir jogo e de finalização. Na segunda metade, os dragões foram a equipa mais perigosa.

Posto a pressão do Porto, o técnico do clube da Luz resolveu colocar Samaris em jogo, de maneira a reforçar o meio campo, saindo, assim, Cervi. Sérgio Conceição aproveitou a deixa e tirou de jogo o amarelado Sérgio Oliveira, de maneira a prevenir males maiores, e o espanhol Oliver Torres foi o escolhido.

Sofrido, o Benfica aguentou até aos 90 minutos. Herrera, com espaço para rematar, não hesitou e… não falhou. O FC Porto fez o 0-1 e o tetra campeão desperdiçou a oportunidade única de pisar o penta.

Aos 90+2, pediu-se falta sobre Zivkovic, na área do Porto, mas Artur Soares Dias nada assinalou e nem pensou duas vezes – nem solicitou intervenção do VAR.

O jogo acabou aos 94′, o Porto ficou com um pé no título e o Benfica longe do sonho.

Wolverhampton FC: Deu trabalho subir com sorte

Dizem que a sorte se procura e encontra no meio do trabalho. Por isso, sim, pode-se falar em sorte se olharmos para a subida do Wolverhampton através de um golo apontado aos 93 minutos num jogo que não foi por si disputado.

Porque fazê-lo implica olhar para o trabalho desenvolvido pela equipa técnica e jogadores ao longo do ano. Implica lembrar o longo e difícil caminho percorrido (42 jogos até agora, no Championship, que é um dos campeonatos mais competitivos do mundo) até aqui, e que contempla uma série de três vitórias consecutivas com que o Wolverhampton abriu o campeonato e a forma se reergueu de uma goleada sofrida em Villa Park (4-1), vencendo cinco dos seis jogos, com exibições convincentes que se seguiram numa demonstração de carácter que lhes deu acesso ao pequeno luxo de poder festejar a subida 18 horas antes de entrar em campo.

A (merecida) festa do Wolverhampton
Fonte: Wolverhampton FC

Nuno Espírito Santo (o treinador), Rúben Neves (fez um golaço no último jogo desta série e fez o tento que decidiu o jogo frente ao rival Cardiff), Diogo Jota (o goleador da equipa), Ivan Cavaleiro (o jogador com mais jogos neste Wolves), Hélder Costa ou Roderick, por exemplo (falando apenas dos portugueses) trabalharam para que, juntos, pudessem celebrar, efusivamente, o golo de Maupay (Brentford). Um cabeceamento que morreu nas redes do Fulham e que ditou a passagem do Wolverhampton à liga onde todos ambicionam jogar.

Sorte? Sim, sorte. Mas com muito trabalho.

Foto de capa: Wolverhampton FC

Boavista FC 3-3 GD Chaves: E a história repete-se

Boavista e Desportivo de Chaves empatam a 3 golos num jogo bastante equilibrado entre as equipas. Já o ano passado, ambas não tinham passado além do empate a duas bolas. Neste momento, os dois clubes ocupam as posições de 7º e 8 lugar com o mesmo número de pontos na tabela classificativa.

Os jogadores dos dois emblemas tiveram direito a uma boa casa com um número simpático de espectadores. As equipas entraram em campo com o mesmo número de pontos (37 p.) e ambas vinham de uma série de jogos sem vencer (seis no caso do Desportivo de Chaves e três no caso do Boavista). Foi um duelo entre duas equipas com um meio-campo muito técnico e com jogadores que tendencialmente gostam muito de atacar.

Foi um início de jogo equilibrado com um ligeiro ascendente da equipa visitante que foi tomando controlo do jogo com mais posse de bola. Logo aos 11 minutos, o Desportivo de Chaves materializa esta superioridade com um golo de Davidson que descai para o corredor central e remata para dentro da baliza de Vagner. Faltou cobertura no remate por parte dos defesas da equipa da casa.

A reação dos axadrezados ao golo foi positiva. O Boavista realiza três contra-ataques perigosos, sendo que um deles foi aos 22 minutos. O lance foi protagonizado por uma corrida desenfreada de Rochinha desde o meio-campo. O jogador remata com força mas a bola vai parar ao poste. António Felipe não tem a mesma felicidade, aos 25 minutos, quando faz a defesa ao remate de Carraça mas a bola acaba por entrar à mesma na baliza. Está, então, feito o empate: marca a equipa da casa.

No resto da primeira parte, o Boavista mostra-se superior e impõe o seu jogo, muito graças a um dos seus médios criativos, Fábio Espinho. Acaba mesmo por dar a volta ao marcador, no final da primeira parte, aos 42 minutos. Arranque de Rochinha pelo lado esquerdo que assiste para o golo de Renato Santos.

Começa a segunda parte e entram as mesmas equipas dentro de campo. O Desportivo de Chaves entra pressionante, conseguindo chegar mais vezes à área do seu adversário. Apesar de não ter tido oportunidades flagrantes. Já o Boavista baixa o seu bloco e começam a surgir algumas falhas nas marcações. A equipa de Jorge Simão começa a resguardar-se e aposta apenas em contra-ataques rápidos com jogadores que acabam de entrar (Tahar e Rui Pedro). E é isso mesmo que acontece: aos 77 minutos, Renato Santos bisa e dilata a vantagem no marcador para o Boavista.

A resposta da equipa minhota não podia ter sido a melhor. A bola entra a pingar para a entrada da área. No seguimento do lance, existe um corte da defesa axadrezada e, de seguida, remate de primeira de Stephen Eustáquio abana as redes da baliza do Boavista. A equipa visitante diminui assim a desvantagem para 3-2.

A partir daí, o Desportivo de Chaves abdica de um dos seus médios e aposta tudo para chegar ao empate num 4-4-2. A equipa de Luís Castro chega mesmo ao empate dois minutos antes do tempo regulamentar. O golo tem origem de uma grande jogada, iniciando-se nos pés de William. Vágner defende o primeiro remate de Bressan, mas não consegue repetir a proeza quando Platiny vem de trás e encosta.

Tottenham Hotspur FC 1-3 Manchester City FC: City de volta à normalidade e pode ser campeão

Spurs e Citizens eram os protagonistas do jogo cabeça de cartaz da ronda 34. O jogo começou com ascendente dos vizitantes, e, logo aos três minutos, Wembley tremeu com um remate de Sané ao poste. Ainda nos primeiros dez minutos, Sterling e De Bruyne enviaram bombas a rasar a baliza.

Aos 21’ surgiu o primeiro golo da partida: grande passe de Kompany para a desmarcação de Gabriel Jesus, o brasileiro rececionou, correu para a baliza e, no cara-a-cara com Lloris, não desperdiçou.

Três minutos depois, lance polémico em Wembley: Lloris sai da baliza de forma arriscada, atinge Sterling e o árbitro aponta para a marca de penalti. A polémica resulta do facto de a falta ter sido cometida fora da área. Imune à polémica, Gundogan não desperdiçou e fez o segundo dos visitantes.

Foi um início de jogo fulminante dos comandados de Pep Guardiola, como já tinha acontecido frente ao Liverpool a meio da semana. A partir da meia hora, os Spurs começaram a acordar, adaptaram-se à pressão e velocidade dos rivais e começavam a fazer investidas perigosas. Foi já a caminho do intervalo e com alguma sorte à mistura, que Eriksen conseguiu chegar ao golo, fruto de um ressalto furtuito.

O golo de Eriksen adoçou o jogo
Fonte: Tottenham Hotspur

O jogo estava aberto, agradável e fluído, com oportunidades de um lado e de outro. A segunda parte começou com domínio caseiro, com várias sondagens interessantes à baliza de Ederson, mas sem oportunidades claras.

Do outro lado, a velocidade dos dianteiros continuava a fazer estragos e, aos 64 minutos, Gabriel Jesus falhou o terceiro golo quando estava isolado. Cinco minutos volvidos, foi Sterling a falhar um golo cantado, já depois de ter tirado Lloris do caminho e de ter sentado um defesa, permitindo um corte providencial. Este desperdício não trouxe problemas de maior já que, na cobrança do canto, Sterling redimiu-se e fez o 3-1 final, num remate depois de uma primeira defesa de Lloris para a frente.

O resultado não se viria a alterar, sendo justo, face à superioridade do Manchester City. Foi um dos melhores jogos desta Premier League, entre duas das melhores equipas. O City retoma o caminho das vitórias, depois de três derrotas seguidas e pode sagrar-se campeão já amanha, caso o United escorregue na receção ao WBA. Se não, para a semana levanta o caneco.

Foto de Capa: Tottenham Hotspur FC

FC Porto 5-2 SL Benfica: Porto volta a vencer encarnados e está na Final-Four

Uma semana depois do clássico para a Liga Europeia, o Porto e o Benfica voltaram a defrontar-se no Dragão Caixa, desta feita numa partida a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Os encarnados deram uma boa réplica, mas os dragões venceram por 5-2 e garantiram a presença na Final-Four da prova rainha do Hóquei em Patins português.

Quarenta segundos de jogo depois, Hélder Nunes iria seguir isolado para a baliza benfiquista, mas foi travado em falta por João Rodrigues que acabou por ver um cartão azul. Foi o próprio Hélder Nunes a encarregar-se da marcação do livre-direto, mas Pedro Henriques, com as caneleiras, impediu a abertura do marcador.

Em superioridade numérica, o Porto teve duas chances para marcar e Rafa, apesar de ter desperdiçado a primeira, teve sorte no ressalto da segunda e fez o 1-0. Quase de seguida, Gonçalo Alves tentou uma iniciativa individual, mas o guardião das águias impediu o segundo. Contudo, não muito depois, Gonçalo Alves, completamente solto no interior da área benfiquista, recebeu um excelente passe de Hélder Nunes e aumentou a vantagem para 2-0.

Uma semana depois de ter sido eliminado da Liga Europeia, o Benfica voltou a entrar em falso no encontro, não conseguindo criar oportunidades de golo, nem ter uma boa prestação a nível defensivo. Assertiva, a equipa do Porto tapava os espaços para a sua baliza e, quando em posse, ia variando entre um jogo mais pausado ou mais direto.

Atravessada a fase inicial de domínio portista, a partida equilibrou e à passagem dos oito minutos, o Benfica dispôs de uma situação de contra-ataque de dois para um e Adroher, a passe de Nicolia, reduziu a desvantagem para 2-1.

O tempo ia passando e o equilíbrio mantinha-se, sendo que as posturas defensivas estavam a levar a melhor perante as ofensivas. Assim, apenas através de stickadas de meia distância ou alguma iniciativa individual o esférico incomodava Nelson Filipe ou Pedro Henriques.

Na parte final do primeiro tempo, após um time-out pedido por Guillem Cabestny, o Porto melhorou e começou a impor mais intensidade na circulação do esférico, o que colocou Henriques em dificuldades. Contudo, foi o Benfica a ter a melhor oportunidade de golo, quando, a cerca de três minutos da pausa, Miguel Rocha surgiu isolado diante de Nelson Filipe mas acabou por enrolar a redondinha ao lado da baliza azul e branca.

Terminado o primeiro tempo, o Porto vencia justamente por 2-1, pois voltou a entrar muito forte em pista e só não marcou por mais ocasiões porque Pedro Henriques não deixou. O Benfica, por sua vez, teve mais um começo de jogo para esquecer, mas com o passar dos minutos reequilibrou o encontro e reduziu a diferença. Até ao intervalo, ambos conjuntos tiveram ainda algumas chances de golo, mas o marcador não se alterou.

Mais uma tarde, mais uma grande exibição. Sofreu cinco golos, mas evitou muitos mais
Fonte: FC Porto

As duas equipas regressaram dos balneários com vontade de marcar e, bem cedo, Gonçalo Alves disparou um “míssil” que Pedro Henriques parou com a sua luva esquerda. Em cima da marca dos três minutos da segunda parte e com o jogo em andamento, Nicolia fez falta sobre Hélder Nunes e viu um cartão azul. Hélder Nunes, a querer redimir-se da falha no começo da partida, assumiu a marcação do livre-direto e com uma excelente “picadinha” fez o 3-1. Que classe!

O Porto estava por cima e o golo de Hélder Nunes confirmou isso mesmo. Balançada pelo golo e pela vantagem no marcador, os dragões iam carregando e só Pedro Henriques ia evitando novas comemorações no dragão-caixa.

Em cima da marca dos oito minutos do segundo tempo, Jordi Adroher viu um cartão azul por impedir que Reinaldo Garcia saísse para o ataque. Hélder Nunes, de regresso à marca do livre-direto, voltou a realizar um excelente gesto técnico, retirando Pedro Henriques do lance, aumentado a vantagem azul e branca para 4-1. Pouco depois, surgiu a 10ª falta do Porto, devido a uma falta de Reinaldo Garcia sobre Miguel Rocha. Nicolia, chamado à conversão do livre-direto e a ter obrigatoriamente que marcar, tentou “imitar” Hélder Nunes, mas Nelson Filipe respondeu com uma enorme intervenção.

À procura de reduzir a desvantagem, o Benfica ia conseguindo criar algumas oportunidades de golo, mas Nelson Filipe, que estava numa tarde sim, ia negando novos golos ao conjunto de Pedro Nunes. A destapar os terrenos defensivos, o Porto, em várias situações, ia estando perto de marcar. Porém, o marcador não mexia. A menos de oito minutos do fim, Nicolia cometeu a 10ª falta encarnada após uma falta sobre Jorge Silva. No quarto duelo entre Hélder Nunes e Pedro Henriques, o guardião das águias voltou a levar a melhor diante do capitão portista.

A cerca de seis minutos do fim, Gonçalo Alves, totalmente isolado, teve uma enorme chance para fazer o quinto, mas não conseguiu bater o guardião encarnado. De seguida, Rafa, também isolado, enviou o esférico à barra. Todavia, acabou por ser o Benfica a marcar. Miguel Rocha, em posição frontal, recebeu um passe de Nicolia e atirou a contar, fazendo o 4-2. O Porto não sentiu o golo e Hélder Nunes apontou o 5-2, repondo a vantagem de três golos.

Com a partida cada vez mais perto do final, o Benfica começou a apostar num estilo de jogo mais direto, o que ia colocando alguns problemas à defensiva portista. Contudo, com mais ou menos dificuldade, Nelson Filipe segurou a vantagem portista e garantiu a passagem dos dragões à Final-Four da Taça de Portugal pela terceira época consecutiva.

Duas semanas de clássicos e duas vitórias justas do Porto, que foi sempre a melhor equipa em rinque e, apesar de o Benfica ter estado melhor no encontro desta tarde, nunca conseguiu fazer frente aos comandados de Cabestany. Este resultado permite ao Benfica conquistar apenas o campeonato nacional, enquanto que o Porto ainda pode fazer o pleno.

Nos restantes jogos dos quartos-de-final, o Riba d’Ave, conjunto da 2ª divisão norte, fez história e derrotou, em casa, o Valença por 5-4, após a marcação de grandes penalidades, regressando à Final-Four da Taça de Portugal vinte anos depois da última presença que ocorreu na cidade de Lousada, no ano de 1998. Também no norte, o Tomar foi até à Maia bater o clube local por 7-2 e carimbar a passagem à Final-Four.

Com ainda uma partida por se disputar, as meias-finais da Taça de Portugal de Hóquei em Patins são as seguintes:

Riba d’Ave HC-FC Porto

SC Marinhense/AD Valongo-SC Tomar

 

Equipas

FC Porto: 10-Nelson Filipe, 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes

Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 8-Ton Baliu, 15-Jorge Silva

Banco: 1-Carles Grau e 47-Alvarinho

 

SL Benfica: 1-Pedro Henriques, 2-Valter Neves, 4-Diogo Rafael, 5-Carlos Nicolia e 9-João Rodrigues

Jogaram ainda: 7-Jordi Adroher, 14-Tiago Rafael e 44-Miguel Rocha

Banco: 10-Guillem Traball e 74-Vieirinha