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SL Benfica 34-27 FC Porto: De olho no 1.º lugar

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Este sábado, Benfica e Porto, 2.º e 3.º classificados respetivamente, defrontaram-se no pavilhão da Luz. Entraram em campo em igualdade pontual (43 pontos) para disputar a 4ª jornada do campeonato nacional de andebol. O jogo terminou 34-27, resultado que permite ao Benfica continuar a perseguição ao campeão em título, Sporting, que recebeu e venceu o Avanca por 30-21.

O jogo começou com grande intensidade e equilíbrio. As equipas sabiam a importância da vitória e procuraram não correr riscos desnecessários. Alfredo Quintana entrou inspirado e fez três boas defesas nos primeiros 5 minutos (uma delas a um remate da marca de sete metros). O Benfica foi crescendo e alcançou a primeira vantagem por dois golos aos sete minutos (6-4). A equipa do Benfica apresentou boa dinâmica, a conseguirem chegar à baliza do Porto através de diferentes soluções. O Porto conseguiu melhorar e dar a volta ao resultado (8-9) mas aos 15 minutos o jogo estava empatado (9-9).

Destaco a quantidade de golos marcados até esta fase do encontro – as equipas apostavam mais nos ataques rápidos. Nem Porto nem Benfica queriam ficar para trás na luta pelo título. Grandes demonstrações dos guarda redes, Hugo Figueira e Alfredo Quintana, com boas defesas para ambos.

Aos 20 minutos, o Benfica vencia por 13-10 e dominava o jogo como conseguia, mas, em apenas dois minutos, o Porto conseguiu empatar (13-13) fruto da exclusão de Nuno Grilo. Ainda antes do intervalo Paulo Moreno, foi expulso num lance lamentável em que atingiu o atacante, Miguel Martins, com o braço – boa decisão do arbitro. As equipas foram para intervalo com o Benfica por cima (18-15).

Na segunda parte, entrou Miguel Espinha para o lugar de Hugo Figueira na baliza do Benfica. O Porto entrou mal na segunda parte e deixou o Benfica ter uma vantagem de quatro golos aos 5 minutos (21-17). Depois de uma primeira parte frenética, o jogo acalmou no início da segunda parte – maiores dificuldades para encontrar soluções de remate e maior número de falhas. Belone Moreira ia comandando a sua equipa com uma fantástica exibição. Aos 15 minutos o Benfica aproveitava várias desconcentrações do Porto e vencia por cinco golos (25-20). O Benfica conseguiu explorar muito bens os passes para o pivot – isto foi uma das chaves para a vitória dos encarnados.

Hugo Laurentino trocou com Alfredo Quintana, um dos melhores do Porto, por volta dos 17 minutos da segunda parte.

Fonte: SL Benfica

A cinco minutos do fim, o jogo parecia decidido para o Benfica, que vencia por cinco golos, 30-25, mas o Porto, com um parcial de 2-0, relançou o jogo. Nos últimos três minutos o Porto apostou numa defesa 3×3, o que acabou por sentenciar o jogo – o Benfica conseguiu aproveitar os espaços criados pela defensiva portista e, a um minuto do fim, o jogo estava decidido (33-27). Acabou com a vitória do Benfica por 34-27 e grande festa dos adeptos do clube da Luz.

Enorme exibição de Belone Moreira. O jogador de 27 anos marcou uma dezena de golos, e liderou a equipa do Benfica a lateral direito – passes de génio e remates fulminantes do canhoto.

Com este resultado, o Benfica continua na luta pelo título a quatro pontos do rival Sporting e à espera de um deslize. Já o Porto, que fica a sete pontos do primeiro lugar, vê o campeonato cada vez mais longe.

Equipas iniciais

SL Benfica:

Hugo Figueira, João Pais, Pedro Marques, Paulo Moreno, Alexandre Cavalcanti, Belone Moreira, Davide Carvalho.

FC Porto:

Alfredo Quintana, Miguel Martins, Rui Silva, Angel Zulueta, António Areia, Diogo Branquinho, Victor Alvarez.

Nada se jogou e tudo se ganhou

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Esta semana trago-vos um texto sobre o clássico que mais me marcou. É difícil escolher visto que muitos foram importantíssimos, determinantes para o momento, tristes, inesquecíveis e até inimagináveis.

A minha escolha vai para uma vitória, por dois a zero, no Estádio do Dragão. Estávamos no dia catorze de Dezembro e o Benfica ia visitar o terreno do FC Porto que, na altura, tinha uma equipa recheada de craques: Casemiro, Tello, Óliver, Jackson, Danilo e tantos outros. O Benfica chegava ali para mostrar que, mesmo com jovens promessas riquíssimas em qualidade, seria o símbolo maior do futebol português a triunfar.

Eu, vinha a correr de Lisboa para Aveiro para tentar chegar a tempo de ver o jogo de início. Vi num café, numa pequena tasca recheada de adeptos dos dois clubes. O Benfica, esse, abriu o marcador logo na primeira parte com um golo de joelho por parte de Lima. Lembro-me que Maxi lançou a bola da linha lateral, ela lá foi saltando e o último toque foi o joelho do avançado brasileiro. O golo silenciava as bancadas daquele Estádio e em particular daquele topo, o topo da claque dos Super Dragões. Lima festejava e o Benfica mostrava ali que queria vencer. No geral, o Benfica não sufocou o Porto.

Lima foi um dos pesadelos do FC Porto
Fonte: SL Benfica

Aliás, jogou muitas vezes na retranca e a tentar apostar no contra-ataque. Foi assim que, na segunda parte, Lima bisava na partida e fechava o marcador. Fabiano não defendeu um primeiro remate de um jogador do Benfica e Lima apenas teve de encostar para dentro das redes do guardião brasileiro. O Benfica mostrava ali que naquele ano seria um coletivo unido e superior ao FC Porto que tinha apostado tudo na estruturação de uma quase nova equipa.

Nessa equipa estava um jogador pouco agradado para os adeptos encarnados: Quaresma. O extremo não foi escolha inicial de Lopetegui para este jogo e, com o primeiro golo sofrido, acabou a descarregar tanta raiva no banco de suplentes que o danificou. Uma das imagens mais agressivas do encontro no Dragão.

Este foi o (um dos) clássico que mais me marcou pois provou aquilo que muitos não queriam acreditar: que o Benfica era superior ao FC Porto. Desejo assim que no próximo Domingo, desta vez em nossa casa, acabemos por voltar a provar que os campeonatos se ganham com união. E este ano, também a par do Porto, somos um grupo como aquele de 2014, muito unido!

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva

O Sprint Final

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Já se sente no ar aquele nervosismo miúdo, aquele aperto no peito e uma sensação de impaciência para que chegue domingo. É tempo de Clássico. É tempo de decisões!

O desafio deste domingo apresenta-nos três cenários e desfechos possíveis: o SL Benfica vence e fica com uma vantagem confortável de quatro pontos, o jogo termina empatado e fica tudo em aberto ou o FC Porto vence e fica com dois pontos de avanço com o SL Benfica ainda a ter uma deslocação complicada a Alvalade.

Frente-a-frente estarão duas equipas em momentos de forma distintos. O SL Benfica chega ao Clássico com a moral e a motivação em alta. A última vez que os encarnados perderam pontos foi num empate no Restelo e desde então, as águias só sabem vencer. A deslocação dos encarnados ao Bonfim no último jogo, foi de extrema dificuldade e, não só sofreram o primeiro golo nos últimos cinco jogos, como também só alcançaram o triunfo final nos últimos minutos de jogo na conversão de uma grande penalidade. Por sua vez, a nível de golos marcados, a turma de Rui Vitória tem sido exemplar nesse capítulo com treze golos nos últimos cinco jogos.

Últimos cinco jogos do SL Benfica no campeonato:

Para os lados da Invicta, o momento de forma não está tão favorável. Os dragões chegam ao Clássico com duas derrotas nos últimos cinco jogos, o que permitiu a ultrapassagem do SL Benfica na tabela classificativa. Por sua vez, as duas vitórias por dois golos frente ao Boavista FC e CD Aves deixaram um pouco a desejar comparado ao que a equipa de Sérgio Conceição habituou os seus adeptos ao longo de todo o campeonato.

Últimos cinco jogos do FC Porto no campeonato:

A nível de confrontos diretos, o FC Porto leva vantagem nos últimos anos. O empate continua assim, a ser o resultado mais frequente nos últimos cinco encontros disputados, mas o FC Porto leva de vencida nas restantes duas partidas e assim sendo, o SL Benfica não vence um Clássico desde 2014.

Os momentos de forma atuais relembram o Clássico na Luz na época de 2015/16, num jogo em que o SL Benfica era líder e pouco ou nada se dava pelos azuis e brancos liderados por José Peseiro. No entanto, o FC Porto foi à Luz vencer com os golos a serem apontados por Aboubakar e Herrera (que ainda hoje atuam no FC Porto).

Confronto Direto nos últimos 5 jogos:

Em relação às baixas, as únicas certezas de jogadores indisponíveis, são as de Krovinovic do lado do SL Benfica e de Danilo Pereira do lado do FC Porto. Restam dúvidas ainda se os encarnados podem contar com Grimaldo e Jonas e se os dragões poderão contar com Corona e Marega.

CD Aves 1-0 CD Feirense: Respira-se melhor em Vila das Aves

O CD Aves venceu esta tarde o CD Feirense por uma bola a zero e carimbou o regresso aos resultados positivos na liga. Os avenses somam neste momento 28 pontos e, com esta vitória, deixaram a equipa de Santa Maria da Feira no último lugar da tabela.

A Vila das Aves foi o palco do duelo de aflitos desta 30ª. jornada do campeonato. Frente a frente duas equipas na luta pela manutenção e a precisar de pontuar para ganhar fôlego nesta reta final da competição. Os avenses vinham de quatro derrotas consecutivas, sendo a última registada no Estádio do Dragão, enquanto que a formação de Santa Maria da Feira vinha de um empate a dois, conquistado frente ao SC Braga.

E a jogar em casa, o CD Aves entrou praticamente a ganhar. Aos seis minutos Mama Baldé, uma das quatro novidades no onze titular lançado por José Mota, abriu o marcador. O golo foi inicialmente anulado por Carlos Xistra mas, após análise do vídeo árbitro, foi validado e colocou os avenses em vantagem.

A precisar de pontos para deixar os lugares de despromoção, o CD Feirense foi obrigado a rever a estratégia que trazia estudada para a partida e arriscar mais. Aos 17 minutos Edson Farias protagonizou uma boa arrancada pela esquerda do ataque, ganhou no um para um a Baldé mas viu o remate ser desviado para canto por Braga. À passagem do minuto 25 foi a vez de João Silva ter o empate nos pés. Luís Machado cruzou para o avançado ex-CD Aves que, em frente à baliza, atirou por cima. Na resposta Baldé podia ter ampliado a vantagem, pouco depois da meia hora, com um pontapé de bicicleta que saiu à figura de Caio Seco.

E se dentro das quatro linhas se procuravam os golos, também na assistência o ambiente era de jogo de decisões: as bancadas bem compostas por parte dos adeptos da casa e a boa moldura humana que se deslocou desde Santa Maria da Feira davam mostras da importância da partida para as duas equipas. O intervalo acabou mesmo por chegar com o 1-0 no marcador e a segunda parte começou com o CD Feirense a entrar por cima e em busca da igualdade.

O CD Aves saiu para intervalo em vantagem na partida, beneficiando do golo de Mama Baldé
Fonte: Bola na Rede

Aos 50 minutos a equipa às ordens de Nuno Manta Santos beneficiou de um livre perigoso em posição frontal mas na cobrança Tiago Silva atirou ligeiramente ao lado. Três minutos depois nova oportunidade para os visitantes, com Kakuba a obrigar Adriano Fachini a mostrar-se atento e, ainda antes dos 60, foi Lenho a ter de se aplicar com um corte providencial ao remate de Farias, que levava selo de golo.

O CD Aves apenas conseguiu chegar com perigo à área adversária aos 65 minutos. Baldé arrancou pelo lado direito do ataque e, perto da linha de fundo, cruzou para Guedes, que falhou por pouco a emenda. Já com Amilton em campo, lançado por José Mota para o lugar de Mama Baldé, Nildo beneficiou de um livre descaído para a direita, mas Caio Seco agarrou sem dificuldade.

O CD Feirense não voltou a conseguir criar oportunidades de golo mas a vantagem do CD Aves pela margem mínima não permitiu que se respirasse de alívio antes do apito final. Os cinco minutos de compensação dados pela equipa de arbitragem deixaram todos os adeptos avenses em pé, em claro apoio à equipa, com os jogadores a corresponderem em campo e a controlarem os instantes finais.

O CD Aves deu assim um passo importante para a manutenção com esta vitória por um a zero sobre o CD Feirense e vai agora preparar a deslocação às Caldas da Rainha, já na próxima quarta feira, para tentar atingir o outro objectivo da equipa: a passagem à final da Taça de Portugal.

Estrelas da Formação: Ronaldo Tavares

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A Academia dos leões continua a “dar frutos”, com mais jovens a mostrarem potencial para poderem vingar no futebol profissional, sempre com a meta de chegarem à equipa principal do Sporting.

Ronaldo Rodrigues Tavares, um jovem natural de Amora – Seixal, representou o Paio Pires FC antes de chegar a uma das melhores academias do mundo. Em 2013, ingressou no Sporting Clube de Portugal (na altura com quinze anos) para evoluir e se tornar numa promessa do futebol nacional.

O avançado português alia a sua estatura à sua capacidade de enquadramento com a baliza, fazendo do jogo aéreo o seu principal atributo dentro das quatro linhas. O “novo” Ronaldo da academia gosta ainda de receber a bola em profundidade e com espaço, causando alguns problemas de marcação aos defensores adversários… como os sportinguistas gostam disto.

Ao longo do seu percurso na Academia de Alcochete, ainda esteve durante uma temporada (2014/2015) no AD Oeiras na condição de empréstimo. Tendo regressado a Alcochete na temporada seguinte para integrar o plantel da equipa B do Sporting Clube de Portugal que contava com jogadores como Gelson Martins, Daniel Podence e Paulo Oliveira, às ordens de João de Deus.

O “novo” Ronaldo da academia leonina com a verde e branca
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Na presente temporada, o jovem avançado de vinte anos está inserido na equipa B dos leões, orientada por Luís Martins e começa a dar nas “vistas” no desporto nacional e internacional. Nos treze jogos realizados até ao momento, conseguiu contribuir com dois golos.

Como reconhecimento do bom trabalho desenvolvido ao longo da presente temporada, foi chamado por Jorge Jesus para a convocatória da equipa principal dos leões, em jogo a contar para a primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa, em Alvalade contra o Viktoria Plzen, e mais recentemente viu também o seu nome fazer parte da lista de eleitos para os jogos de qualificação do europeu sub-21, plantel às ordens de Rui Jorge. Apesar de não ter sido opção para nenhum dos técnicos, certamente que foram momentos marcantes e o sonho continua bem vivo para o jovem português.

Avizinha-se um futuro risonho para esta “pérola” da Academia de Alcochete – é este o meu pensamento em relação a este jovem jogador. Seguindo os princípios do nosso clube: esforço, dedicação e devoção, poderá muito bem chegar à tão desejada Glória, ou seja, chegar à equipa principal.

Foto de Capa: Facebook de Ronaldo Tavares

Artigo revisto por: Beatriz Silva

GP China: Ferrari arrasa Mercedes

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A Ferrari confirmou o sucedido de há oito dias atrás no Bahrain, que está, finalmente, melhor que a Mercedes quer em ritmo de corrida quer em qualificação. Sebastian Vettel conquistou a sua 52ª Pole Position da carreira, com Raikkonen a partir da segunda posição e Bottas em terceiro a superar o campeão em título Hamilton.

Os treinos livres demonstraram um Hamilton com um bom ritmo, não tivesse ido o próprio a conquistar o primeiro lugar da primeira e segunda sessão. A realidade apareceu na terceira sessão de treinos livres, quando Vettel e Raikkonen deram mais de 0,7s a Bottas, naquele que era o melhor dos Mercedes!

1ª linha Ferrari pela 2ª vez consecutiva este ano
Fonte: Fórmula 1

Na qualificação, nas três fases, os Ferraris foram sempre superiores quando foram chamados para tal. Sendo Raikkonen mais veloz que o alemão até então, Vettel superou-se a si mesmo naquela que foi a última volta rápida para garantir a Pole. Os Mercedes nunca conseguiram, de facto, estar ao nível da equipa Transalpina e o resultado até foi pior do esperado, com Bottas a se posicionar à frente do inglês. 

Sem argumentos para contrariar o favoritismo Italiano, a Red Bull conquistou o quinto e sexto postos, com Verstappen a ser melhor que Ricciardo. Depois do fim-de-semana caótico do Bahrain, a Red Bull não está até ao momento a ter razões para sorrir, os mecânicos tiveram de mudar o sistema de energia do monolugar do australiano, a tempo de iniciar a Q1. 

No resto do Top 10, destaque para a Renault a conquistar o sétimo e nono lugares, com Hulkenberg a ser o melhor dos franceses. Sergio Perez num Force India alcançou o oitavo lugar e Grosjean a fechar o Top 10, com a Haas. 

Sebastian Vettel conquista a sua 52ª Pole numa volta canhão, a destronar Raikkonen, e a deixar o melhor Mercedes a mais de meio segundo. Dobradinha Italiana sem espinhas, a deixar os Germânicos em alerta vermelho, pois a Ferrari é e está superior e 14 anos depois, volta a conquistar o primeiro lugar da grelha em Xangai.

Foto de Capa: Fórmula 1 

Liga Espanhola: A luta pela Europa

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Para os apaixonados pelo futebol, um campeonato não se resume somente à luta pelo título, mas também ao apuramento para as competições europeias assim como à disputa intensa para fugir aos lugares de despromoção.

Em Espanha, à entrada para a 32º jornada da La Liga, o motivo de interesse concentra-se sobretudo em saber quais equipas marcarão presença na Liga Europa da próxima época. Há dois lugares para esse efeito, o quinto e o sexto que, respetivamente, garantem presença na fase de grupos e no play-off, que estão em disputa por cinco equipas: Betis, Villareal, Sevilha, Girona e Celta de Vigo.

Atendendo ao facto que faltam sete jogos há ainda muitos pontos por disputar e por isso está aberta a possibilidade de outras equipas que não as referidas de conseguirem carimbar passaporte para a segunda maior prova de clubes da Uefa, contudo, estas são as favoritas e a luta está ao rubro.

Analisamos o momento de forma das equipas e os jogos que lhes faltam para tentar concluir quais são os favoritos ao apuramento. O que sobressai desde logo é a dificílima missão do Celta de Vigo, que mesmo estando a atravessar uma boa fase após três resultados positivos, vê aliada à sua desvantagem pontual jogos teoricamente complicados onde terá que ser considerado como não favorito. Das jornadas que restam, pelo menos quatro advinham-se extremamente difíceis, as receções a Barcelona e Valência e ainda a deslocação aos redutos do Villareal e do Real Madrid.

Bétis venceu em Girona e pode ter dado passo decisivo rumo à Liga Europa
Fonte: La Liga

Já o Sevilha e o Villareal apesar de melhor classificados, em melhor momento de forma e de possuírem mais argumentos coletivos e individuais têm também um calendário complicado a começar pela próxima jornada, na qual se defrontam no Ramón Sánchez Pizjuán, mas também por terem ainda de jogar contra Real Madrid e Barcelona. No caso particular do “Submarino Amarelo” resta também uma partida com o Valência, já o Sevilha terá ainda a final da Taça do Rei no próximo dia 21 diante o Barcelona.

Falta “vislumbrar o futuro” tanto do Bétis como do Girona, duas equipas que têm de certa forma proporcionado bons momentos de futebol e são por isso as supressas espanholas deste ano, e é sensato afirmar que são os conjuntos mais privilegiados nesta luta visto que, teoricamente, resta-lhes apenas, respetivamente, dois jogos muito difíceis logo à partida: Atlético Madrid e Valência. O Real Bétis terá ainda de disputar o grande clássico de Sevilha que poderá assumir elevada importância na luta pelos lugares na Liga Europa.

Os dados estão lançados e podemos esperar certamente grandes jogos de futebol sempre que estas equipas entrem em campo pois todas têm a possibilidade de marcar presença na Liga Europa, o que é desde do ponto vista económica ao do prestigio muito importante para estes clubes!

A luta fica especialmente interessante não só pela proximidade pontual entre este conjunto de equipas mas também por colocar frente a frente clubes com história na Liga Europa com outro que há quatro anos não consegue apuramento e ainda com um restante que nunca marcou presença em nenhuma competição europeia.

Foto de capa: La Liga

Lendas do “universo” portista: Pavão

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Hoje recuamos uns (bons) anos na história do futebol português e, concretamente, do FC Porto, para recordarmos o inesquecível Fernando Pascoal Neves. Dito assim fica difícil de perceber de quem se trata, mas se tivermos em conta a alcunha, Pavão, tudo se torna mais claro. Corria de braços abertos, pelo que ficou assim conhecido no mundo do futebol.

O talento e a visão de jogo eram inegáveis, mas o que deixa o nome de Pavão gravado, dramaticamente, na história portista, remonta ao minuto 13 da jornada 13 do campeonato de 1973, quando o FC Porto recebia nas Antas o Vitória FC. Na altura com 27 anos, Pavão era o capitão dos azuis e brancos e nada, mesmo nada, faria prever o fim trágico da vida do futebolista que cedo se afirmara como um dos melhores jogadores portistas.

“Vi-o mandar avançar a equipa, a passar a bola ao Oliveira e a cair de bruços na relva. Quando cheguei ao pé dele, tinha os olhos a revirar, estava todo encolhido e percebi que era muito grave”, conta Rodolfo Reis, o companheiro com quem dividia o corredor e, por conseguinte, o primeiro a socorrê-lo.

Fernando Pascoal Neves, mais conhecido por Pavão
Fonte: Dragão do Porto

No intervalo da partida os jogadores foram informados de que Pavão estaria estável, no hospital. Pura mentira já que, no final do jogo, pelos altifalantes do estádio, todos souberam que o pior cenário se confirmaria. Pavão havia mesmo falecido em campo, a 16 de dezembro de 1973, com 27 anos.

Natural de Chaves, chegara ao FC Porto em 1966 para integrar a equipa de juniores, mas cedo fez saber, por via do talento que espalhava em campo, que o seu lugar era nos seniores. Na altura o acompanhamento médico aos jogadores era quase nulo e a ingestão de suplementos vulgarmente designados de doping uma constante. Com base nesse pressuposto, atualmente são poucos os que creem na teoria de morte natural.

Ao fim de 179 jogos e 16 golos na I Divisão, ao serviço do FC Porto, e seis internacionalizações ao serviço de Portugal, o país não estava pronto para ver partir um dos seus melhores futebolistas da época.

Foto de Capa: Blog “Memória Portista”

Artigo revisto por: Jorge Neves

A um passo da final

Realizou-se, esta sexta-feira, o último sorteio das presentes edições das duas maiores competições de clubes europeus, a UEFA Champions League e UEFA Europa League. Sem clubes portugueses em competição, os quatros finalistas de ambas as competições são de alto gabarito e prometem fazer de tudo para alcançar um lugar na tão ambicionada final, em Kiev e em Lyon, respetivamente.

FC Bayern Munchen vs. Real Madrid CF

Fonte: UEFA

Este será, sem dúvida, o melhor jogo das meias finais da Liga dos Campeões. Um duelo que colocará frente a frente, aqueles que antes do sorteio eram os dois candidatos mais fortes a marcar presença na final em Kiev: FC Bayern Munchen e Real Madrid FC.

Em perspetiva temos um jogo muito animado onde iremos ver uma equipa que conta com o melhor jogador da competição, o português Cristiano Ronaldo, e uma equipa com uma vontade enorme de voltar a estar numa final desta competição.

Nesta edição ambas já provaram que estão em grande forma e que querem disputar o troféu na grande final. Se, por um lado, o FC Bayern deixou para trás equipas como o BJK Besiktas da Turquia e o Sevilha FC de Espanha para ser um dos quatro finalistas, o atual detentor do troféu teve uma tarefa bem mais complicada, conseguindo ainda assim eliminar o Paris Saint-Germain e a Juventus FC, dois fortes candidatos a levantar a taça no inicio da competição.

Este vai ser o jogo grande e vamos ver, de certo, muitos golos, algo que já é habitual nos confrontos entre estes dois colossos europeus. Será que o Real e o CR7 conquistam pela terceira vez consecutiva o troféu? Ou será que o Jupp Heynckes volta a fazer aquilo que fez em 2012/2013?

Carta Aberta ao Plantel do Benfica

Olá rapazes,

Peço, tão somente, dois minutos da vossa atenção. Eu sei que, com o aproximar dos momentos decisivos, o vosso foco e concentração são de tal forma elevados que pouco ligam ao mundo exterior, com excepção às vossas famílias.

Quero começar por dizer que vocês são especiais. Vocês estão na pele em que milhões de almas gostariam de estar. É costume dizer-se que nem todos os heróis usam capas; mas vocês, rapazes, têm o privilégio de usar o Manto Sagrado e não existe melhor capa de Super-Herói do que esta. Podem vir a vestir outras camisolas e, quiçá, conquistar troféus a um nível mais elevado do que o nosso, mas nunca nenhuma outra camisola terá o significado que esta tem.

A nossa História é imensa, como perceberam nas primeiras horas em que pisaram o recinto do Estádio da Luz. Na visita ao Museu Cosme Damião, tiveram a oportunidade de ver os grandes feitos do Passado, bem como uma colecção infindável de Taças e fotografias de gloriosos momentos… Enfim, toda uma Mística que conquistámos e que merecemos, não fossemos nós o Sport Lisboa e Benfica. Mas isso vocês já sabem.

Vou deixar-me de rodeios, pois prometi ser breve. Escrevi estas palavras, que estão agora a ser lidas na pessoa do nosso Capitão Luisão, para vos pedir que façam tudo pelo Penta. Esta sucessão de conquistas tem sido tremendamente épica. Quem diria que, depois do primeiro Campeonato, viria o Bicampeonato? E, a seguir, o Tri, que já não era alcançado há 39 épocas?

E, finalmente, o tão sempre desejado Tetra? Sabem o que significou já termos atingido esta meta, rapazes? Significou História. Fizemos História! Juntos! Todos juntos! Fizemos aquilo que Espírito Santo, Rogério “Pipi”, Eusébio, Coluna, José Augusto, Simões, Humberto Coelho, Shéu, Toni, Nené, Bento, Chalana, Veloso e tantos outros nunca conseguiram. Vocês já viram os nomes que acabei de invocar? Lembram-se de há uns segundos atrás me ter referido ao Passado que está retratado no nosso Museu? Pois bem, vocês também lá estão. Vocês já fazem parte da nossa História.

A luz da nossa Luz, a guiar a “Onda Vermelha”
Fonte: SL Benfica

É isto que temos vindo a reivindicar desde o final da temporada passada. Este Penta pelo qual tanto sonhámos. Nós queremo-lo e eu sei que vocês também! Eu consigo ver nos vossos olhos, consigo ver na expressão que fazem quando festejam um golo, quando olham cumplicemente uns para os outros, cada vez que executam uma assistência para colocar a bola no fundo das redes. A vossa determinação está bem patente e nós sentimos isso na bancada. Conquistar o Penta significaria igualar um feito que um clube como o Sport Lisboa e Benfica tem de ter.

Porém, tudo isto só fará sentido se nos concentrarmos no imediato, rapazes. De nada vale falarmos na conquista sem primeiro batalharmos. Temos cinco finais para jogar e cada uma delas vai sendo mais difícil do que a anterior. É desta forma que temos de encarar o que temos pela frente, assim como unir-nos numa simbiose indestrutível. Adeptos e equipa, de todos, um – como diz o nosso lema. A “Onda Vermelha” continua a crescer e nós sabemos bem que se torna muito difícil parar-nos quando isso acontece.

Já para o próximo jogo, queremos ver a Determinação no vosso olhar, a Chama Imensa nos vossos corações e um Orgulho muito nosso com o Manto Sagrado vestido. Façam a vossa parte dentro de campo, que nós iremos fazer a nossa nas bancadas.

Lembrem-se de tudo aquilo que já ficou para trás e que merece ser recordado com orgulho. Lembrem-se das vossas famílias e dos nossos pais e avós, que esperaram uma vida inteira para ver o Benfica atingir esta sequência de conquistas, sendo que poderão já não ter muitas mais oportunidades para tal. Lembrem-se dos que já cá não estão. Vençam por Nós!

“E vós, ó rapazes, com fogo sagrado,

Honrai agora os ases

Que nos honraram o passado!”

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva