Esta carta foi escrita por Rui Almeida, capitão da equipa do Caldas SC. O defesa da equipa caldense aceitou a proposta do BnR e decidiu escrever uma carta aberta a todos os portugueses, na véspera do encontro da 2.ª mão da meia-final da Taça de Portugal entre o Caldas SC e o CD Aves.
Permitam-me que saúde cada um de vós, afinal somos todos – e muitos que não eram, passaram a ser – Caldas. É impossível ficar indiferente a este percurso, à história que escrevemos e a tudo o que temos vivido JUNTOS. JUNTOS porque hoje o Caldas Sport Clube pode orgulhar-se de ter trilhado um caminho em conjunto com os seus adeptos. JUNTOS porque se estabeleceu uma ligação, porque se mobilizou uma cidade, os concelhos vizinhos e se tocou tanta gente por este país fora.
Hoje é com orgulho que se fala das Caldas e do Caldas. Cada um de nós transporta consigo o orgulho de fazer parte desta história e de transmitir a verdadeira essência do desporto, do futebol e da vida.
Escrevo aos adeptos na qualidade de capitão da equipa de futebol sénior do Caldas Sport Clube, mas também eu sou um adepto, e também eu me sinto o capitão não só desta equipa mas também de todos aqueles que se sentem Caldas e que fazem parte desta história.
Muitos aprenderam agora a gostar, outros sempre acompanharam de uma forma especial, permitam-me que considere cada um de vós como mais uma força e mais uma fonte de energia positiva em torno desta equipa e desta bela história de humildade, competência, superação e esperança. Uma prova viva de que com foco, fé e dedicação tudo pode acontecer, não há limites e os sonhos são possíveis de alcançar!
Neste dia não há impossíveis Fonte: Caldas SC
Dia 18 voltamos, JUNTOS, a acreditar que não há impossíveis, com a esperança de que esta história não acabe aqui, e que o melhor ainda esteja para vir. Dia 18, vamos unir as nossas forças, e independentemente do resultado final, vamos, de uma forma indelével, escrever mais uma bonita página na história deste clube especial e na história da prova rainha do futebol português.
Vamos continuar a marcar a diferença pelo respeito, pelo apoio à equipa, pela forma como vivemos cada lance e cada momento no nosso Campo da Mata. Lugar esse que JUNTOS tornámos encantado, e onde vivemos momentos que perdurarão nas nossas memórias pela eternidade. Vamos acreditar, lutar, e gritar até não termos mais forças, é o nosso compromisso… JUNTOS!
Pedro Farromba é o Presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal e tem levado a cabo a difícil tarefa de fazer crescer modalidades ainda pouco divulgadas no nosso país. Nesta entrevista de rescaldo das Olimpíadas de PyeongChang 2018 e projeção do futuro dos Desportos de Inverno lusitanos, fala-nos do caminho ainda a percorrer para chegarmos às medalhas.
Bola na Rede: Comecemos pelo tema mais atual, os Jogos Olímpicos 2018. O primeiro português a competir foi o Kequyen Lam, que tem uma impressionante história de vida e até se tornou o mais velho representante nacional nos Jogos de Inverno. Partilha da visão de que, neste caso, só a participação já foi uma vitória?
Pedro Farromba: Bem, se nós olharmos para os milhares de atletas em todas as modalidades que tentam a qualificação e não conseguem, aqueles que se conseguem qualificar é, de facto, já uma vitória. Porque, grosso modo, os dois mil e tal atletas que estão nuns Jogos Olímpicos são aqueles que já se conseguiram superar e já conseguiram ter melhores resultados que muitos outros para se conseguirem qualificar. Desse ponto de vista, eu diria que sim, que já é uma vitória.
Agora, obviamente, quando nós sentimos que estamos a fazer um trabalho sólido e positivo no desenvolvimento das modalidades, começamos a querer mais um bocadinho, portanto, queremos começar a olhar também para a classificação com outros olhos. Agora, realmente concordo, o facto de um atleta chegar aos Jogos Olímpicos, pela quantidade de desafios que ele tem de superar, pela quantidade de outros atletas que tentaram, já é uma vitória.
A comitiva nacional nos Jogos de PyeongChang 2018 Fonte: Pedro Farromba
BnR: O outro represente foi o Arthur Hanse que já é um repetente e que teve resultados positivos para o que é o panorama nacional. Como é que estes resultados se comparam com os objetivos que haviam delineado?
PF: Nós tínhamos definido, grosso modo, dois objetivos. Ou eu diria até três se considerarmos um objetivo mais lato, o de representarmos dignamente o nosso país. Se considerarmos esse, acho que o fizemos muito bem feito. Os outros dois objetivos mais quantitativos eram o de melhorar a classificação da última vez que um português tinha participado em Cross-country e o outro objetivo era que o Arthur ficasse, numa das duas provas, nos 50 primeiros. E, portanto, conseguimos os dois objetivos. Foram os objetivos que foram definidos junto do Comité Olímpico e conseguimos fazê-lo.
Quanto ao Kequyen, a última vez que Portugal tinha participado nessa competição tinha ficado em último e não foi isso que aconteceu desta vez. E o Arthur conseguiu ficar em 66º no slalom gigante e em 38º no slalom, portanto, cumprimos aquilo que tinham sido os objetivos que tínhamos definido e, nesse ponto de vista, a missão foi um sucesso, porque cumprimos aquilo que tínhamos delineado como objetivos para a nossa participação.
BnR: Uma constante destas últimas participações portuguesas tem sido o recurso a luso-descendentes, o que, por vezes, divide a opinião do público em geral. Explique-nos o racional adjacente a esta aposta.
PF: Eu respondo-lhe da seguinte maneira, com o devido respeito: William Carvalho, Adrien Silva, Anthony Lopes, Raphael Guerreiro, Éder. São jogadores de futebol que ganharam o campeonato da Europa de futebol. Nós hoje vivemos num mundo global, por isso, o nome ou a forma como dizemos o nome… nós hoje temos muitos portugueses que põe nomes estrangeiros aos filhos.
Não vejo que seja por aí. No futebol é assim, o Ronaldo se tivesse continuado a jogar em Portugal seguramente não seria o melhor do mundo. Foi o melhor do mundo porque foi jogar para os melhores campeonatos do mundo, o Nelson Évora treina em Espanha. Portanto, eu não vejo mal de no ski, que ainda por cima tem uma especificidade de só poder ser praticado em locais onde há neve, onde há pistas, onde há extensão, onde há declive, onde estão reunidas as condições, não vejo qual o problema dos nossos atletas serem luso-descendentes.
BnR: Nesse contexto, abrindo um bocado o horizonte, como Presidente de uma Federação, sente que há um Portugal a duas velocidades e que, quer por mediatismo, quer por melhor capacidade de lobby, as várias modalidades são tratadas de forma diferente pelo Estado?
PF: Eu não diria pelo Estado, eu diria que é uma consequência daquilo que é o gosto que as pessoas têm pelas modalidades. Se nos Estados Unidos o Futebol Americano e o Basebol representam muito mais que o nosso Futebol, o Soccer, se no Canadá o Hóquei no Gelo representa mais que o Futebol, se na Áustria ou na Suíça o Ski representa mais que as outras modalidades, tem a haver com aquilo que as pessoas, que os locais, que os residentes nesses países mais apreciam.
E, portanto, é natural que sendo Portugal um país do Futebol, este tenha sempre um relevo que não têm as outras modalidades, mas a nós que temos estas responsabilidades em modalidades com menos aceitação popular, digamos assim, com menos representatividade popular, cabe-nos também fazer esse trabalho, de darmos mais credibilidade aos nossos projetos, de conseguirmos maior notoriedade.
Mas é sempre uma pescadinha de rabo na boca, não é? Porque se nós não tivermos notoriedade, não conseguimos apoios. Mas também se não tivermos apoios, não conseguimos notoriedade. E se não tivermos as duas coisas juntas, não conseguimos resultados. Portanto, é óbvio que é sempre um desafio que nós vamos tendo que ter ao longo da vida, mas é daquelas coisas que nós podemos chorar por elas ou podemos usá-las como forma de nos auto-superarmos e eu acredito mais na segunda.
Passaram-se dois anos após aquela que foi a maior conquista da seleção portuguesa de futebol, onde aqueles 23 jogadores que fizeram parte da equipa se tornaram verdadeiros heróis nacionais e conquistaram o seu lugar na história. Passado este tempo, muita coisa mudou. Vários jogadores mudaram de clube, uns conseguindo impor-se e garantir regularidade competitiva, outros perdendo o espaço que outrora tiveram.
Um deles, Ricardo Carvalho, terá já terminado a sua carreira, após ter representado Portugal no Euro já com 38 anos completados. Danilo Pereira é outro jogador que se sabe já que não fará parte dos eleitos, pois contraiu uma lesão grave que o afastará da competição durante alguns meses.
Além destes, outros há, que por diversos fatores dificilmente irão repetir a convocatória e estar presentes na competição mais importante do mundo do futebol.
Mais uma semana, mais um resumo. Destaque para o Râguebi que venceu mais uma etapa do Circuito Nacional, cimantando a liderança da prova, para os dois triunfos do Andebol e para a liderança isolada conquistada pelo Voleibol feminino neste fim-de-semana. Pela negativa, surge o Voleibol masculino pela derrota no jogo um da final do Campeonato Nacional. Eis o resumo, o mais completo possível:
Andebol | Os campeões nacionais cimentaram a liderança do Grupo A da Fase Final com dois triunfos no Pavilhão João Rocha: 31-25 frente ao Madeira SAD e 30-21 diante da AA Avanca, duas partidas onde a nota comum foi o domínio Verde e Branco. A turma orientada por Hugo Canela segue assim no primeiro lugar da tabela classificativa com cinquenta pontos averbados, mais quatro que o SL Benfica, segundo classificado, e seis que o FC Porto, terceiro classificado. Segue-se a deslocação ao Dragão Caixa para defrontar o FC Porto, estando o encontro marcado para as dezoito horas de Sábado, 21 de Abril.
Andebol segue na liderança isolada de forma destacada Fonte: Sporting Clube de Portugal – Andebol
Carambola | O Sporting CP terminou a final-six do Campeonato Nacional no segundo lugar, com 26 pontos somados, fruto de sete vitórias, dois empates e uma derrota.
Futebol feminino | Vitória por 1-0 na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal frente ao GD Estoril Praia. O único tento da partida surgiu na sequência de um pontapé de canto, com Mariana Azevedo a cabecear para o fundo da baliza dos forasteiros. Segue-se novo duelo com o GD Estoril Praia, agora para o Campeonato Nacional, com as Leoas a visitarem a formação estorilista no dia 22 de Abril, Domingo, pelas dezasseis horas.
Futebol masculino | Dois triunfos com significados diferentes: a vitória por 1-0 na recepção ao Atlético de Madrid foi insuficiente para reverter a desvantagem de dois golos trazida de Madrid, e como tal os Leões acabaram por ser eliminados nos quartos-de-final da Liga Europa; mas a vitória por 3-4 frente ao CF Os Belenenses coloca a turma de Alvalade mais perto do segundo classificado, o SL Benfica. Segue-se semana de duplo confronto caseiro, para a segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, frente ao FC Porto na quarta feira, dezoito de Abril (na primeira mão o Sporting CP perdeu 1-0), e para o Campeonato Nacional frente ao Boavista FC no Domingo, 22 de Abril.
Futsal feminino | As Leoas carimbaram o passaporte para a final-four da Taça de Portugal com um triunfo frente ao CRC Quinta dos Lombos por 1-3, após prolongamento, sendo que no tempo regulamentar não se registou qualquer golo. Pelo Sporting CP marcaram Taninha, Cátia Morgado e Débora Lavrador. O regresso ao Campeonato Nacional traz a recepção à Novasemente, actual líder da prova, uma partida marcada para as dezassete horas de 21 de Abril, Sábado, no Pavilhão António Feliciano Bastos, em Loures.
A 10.ª jornada do Girabola’18 jogou-se no passado fim-de-semana, 14 e 15 de abril, e foi repleta de muita ação e festa nos diferentes estádios, onde se jogaram os encontros da ronda que assinalou o fim do primeiro terço do principal campeonato de Angola.
O jogo grande da jornada ocorreu na capital: 1.º de Agosto e Petro de Luanda encontravam-se no Estádio 11 de Novembro, para disputar o dérbi de Luanda. Frente-a-frente, estavam dois crónicos candidatos ao título que procuravam subir alguns lugares na classificação, e nada melhor que vencer o rival para atingir esse objetivo. Apesar da espetacular atmosfera criada pelos adeptos nas bancadas, numa das equipas teve a perspicácia necessária para marcar, e o jogo terminou como havia começado: um nulo no marcador.
O Interclube, após decorridas as dez primeiras jornadas, continua firme na liderança da prova: o conjunto comandado pelo português Paulo Torres tinha uma difícil deslocação até Cabinda, para defrontar o Sporting local. Contudo, os “Polícias” não tiveram dificuldades e conquistaram os três pontos, graças a uma vitória por 1-3. Com este resultado, o Interclube chegou aos 22 pontos e lidera com uma vantagem confortável.
O dérbi de Luanda terminou sem golos Fonte: CD 1º de Agosto
O Kabuscorp também venceu o seu compromisso. A jogar em casa, o clube do bairro do Palanca estava um pouco pressionado pelas duas derrotas sofridas nas jornadas anteriores. Cientes desse facto, o Sagrada Esperança tentou aproveitar o momento delicado dos visitados, mas não conseguiu parar o seu adversário: a equipa de Sérgio Traguil foi a mais forte, e ganhou por 2-0 (os golos foram marcados por Nary e Ebuga, durante a primeira parte).
Quem continua a desiludir os seus apoiantes é o Recreativo do Libolo. Na receção ao Domant FC, a turma liboliense queria regressar aos triunfos, após cinco jogos consecutivos sem sentir o sabor da vitória. Mesmo incentivados pelos adeptos, os homens de Kito Ribeiro não foram além de um empate a zero no final do encontro, naquele que foi a quarta partida sem marcar qualquer golo – o último tento apontado pelo ataque do Libolo foi frente ao JGM do Huambo, que terminou empatado a um golo.
Nos outros encontros, os Bravos do Maquis bateram por 3-2 o Progresso do Sambizanga, ao passo que o 1.º de Maio de Benguela goleou o Recreativo da Caála por 4-1. A Académica do Lobito venceu pela margem mínima o FC Casa Militar (1-0), e JGM do Huambo empatou em casa com o Desportivo da Huíla (1-1).
E assim, se já jogou um terço do Girabola! Em jeito de balanço, até agora tem sido um campeonato com muitas surpresas pela positiva, como o top-3 da classificação a ser ocupado por Interclube, Académica do Lobito e Desportivo da Huíla, respetivamente, ao fim das dez primeiras jornadas, e, também, pela negativa, como os atrasos pontuais do 1.º de Agosto, Rec. do Libolo e Petro de Luanda face ao topo. Mas será assim até ao final do campeonato? Creio que não, mas iremos descobrir nas próximas jornadas!
Turim e a Europa do futebol renderam-se a seus pés. Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, no passado dia 3 de abril, protagonizou, frente à Juventus, um dos golos mais incríveis da história da Liga dos Campeões, e que ficará para sempre na memória dos adeptos do desporto-rei.
Mas, tal como a bicicleta de Cristiano, houve outros momentos que acabaram com a “redondinha” dentro das redes a merecer uma especial atenção. Vejamos a lista dos 10 golos mais memoráveis da Liga dos Campeões no século XXI.
Nota: Foram tidos em conta apenas golos marcados a partir dos quartos-de-final da competição.
Rio Ave e Tondela empataram a um golo no fecho da jornada 30. No Estádio dos Arcos, a equipa da casa começou a vencer, mas viu Guedes, no seu jogo 100, desperdiçar o 2-0 de penálti e acabou por sofrer o empate.
Depois de Miguel Cardoso, na conferência de antevisão, ter anunciado uma candidatura oficial ao quinto lugar, o Rio Ave entrou em campo com o objetivo de ultrapassar o Marítimo na classificação.
Já o Tondela, num sólido 12º lugar, procurava vencer para ampliar para 8 pontos a distância da linha de água.
Com ambos os conjuntos a repetirem os onzes da 29ª jornada, o jogo começou, como esperado, com a equipa da casa a assumir o domínio da posse de bola. Instalado no meio-campo adversário, o Rio Ave circulava à procura de desmontar a organização defensiva da formação orientada por Pepa.
Após um período inicial sem oportunidades, o primeiro lance de perigo surgiu aos 14 minutos do encontro. Na sequência de um bom passe de rotura, Guedes apareceu bem na cara de Cláudio Ramos, mas o guarda-redes forasteiro fez bem a mancha e negou o golo ao avançado.
O jogo voltou a arrefecer e foi preciso esperar mais dez minutos para novo lance de destaque, sendo eu desta feita houve mesmo golo. Na sequência de uma bola longa, Guedes recebeu já na área e, de costas para a baliza, serviu de apoio frontal a Diego Lopes, que disparou forte para o primeiro da noite.
A equipa da casa não ficou satisfeita com o golo apontado e, quatro minutos depois, podia ter ampliado a vantagem. Numa boa jogada no meio campo rioavista, Diego Lopes descobriu Tarantini que, ainda fora da área, rematou forte e, sem pedir licença, com a bola a passar muito perto da baliza de Cláudio Ramos.
Adivinhava-se novo golo e, aos 34 minutos, deu-se o momento do jogo. Guedes, após um grande trabalho sobre David Bruno, sofreu falta do defesa do Tondela na grande área e conquistou um castigo máximo para a equipa da casa.
Foi um jogo agridoce para o número 7 vilacondense Fonte: Rio Ave FC
O avançado, a cumprir o jogo 100 pelos vilacondenses, avançou para a cobrança, em detrimento do habitual marcador, Pelé, e arriscou um panenka, mas Cláudio Ramos não caiu na armadilha e negou o 2-0.
Descontente com a atitude, Miguel Cardoso optou por retirar o número 7 de campo, fazendo entrar Gelson Dala. Guedes, descontente, seguiu direto para o balneário, perante aplausos dos adeptos, a quem ofereceu a camisola.
Até ao intervalo, destaque apenas para um tiro de meia distância de Tyler Boyd, travado por uma bela defesa de Cássio, com as equipas a recolherem aos balneários com 1-0 no marcador. À entrada para o túnel, Miguel Cardoso ouviu assobios dos adeptos da própria equipa, visivelmente descontentes com a saída de Guedes.
A segunda parte começou praticamente com o golo da igualdade. Numa bola longa pelo corredor direito, Tomané conseguiu fugir à defesa vilacondense e aparecer nas costas de Marcelo, que acabou por fazer penálti. Na cobrança, o mesmo Tomané enganou Cássio e fez o 1-1.
Após a igualdade, o Tondela voltou a baixar as linhas e o Rio Ave foi obrigado a tentar correr atrás do resultado. Já com Nuno Santos em campo, por troca com Diego Lopes, Marcelo ficou perto do 2-1 na sequência de um canto de João Novais, mas o desvio do defesa saiu ligeiramente ao lado.
O Tondela defendia bem e a equipa da casa só voltou a criar perigo em cima do minuto 80: Francisco Geraldes combinou bem com Nuno Santos, que devolveu ao médio emprestado pelo Sporting, para um remate que Cláudio Ramos só agarrou à segunda.
Do outro lado do terreno, numa transição rápida, foi a vez do Tondela ficar perto do golo. Após um cruzamento bem tirado pela esquerda, o recém-entrado Pedro Nuno ganhou nas alturas e cabeceou para uma enorme defesa de Cássio. Na recarga, foi Tomané a rematar para mais uma boa intervenção do guarda-redes brasileiro.
Até ao final, o Rio Ave ainda procurou o golo da vitória, apostando até num jogo direto pouco habitual, mas o resultado manteve-se e as equipas dividiram os pontos.
A formação portista tem, ao longo dos últimos anos, criado jovens talentos com um potencial elevado. Um destes casos, que está agora a florescer, é Afonso Sousa, médio português de 17 anos que alinha atualmente nos juniores do FC Porto que passaram à meia-final da Youth League e estão a dois pontos do líder no campeonato nacional.
O médio internacional português conta já com várias internacionalizações repartidas pelas seleções de sub-15, sub-16 e sub-17. Iniciou a formação no SC Beira-Mar mas rapidamente deu nas vistas e mudou-se para a Invicta com apenas 10 anos. Afonso Sousa é filho e neto de Ricardo Sousa e António Sousa, respetivamente, este último campeão europeu pelo FC Porto em 1987.
O jovem, com características para se posicionar em praticamente todas as posições do meio-campo, apresenta maturidade, equilíbrio e rapidez no meio-campo da equipa júnior, e épeça fundamental na equipa orientada por João Brandão, somando já 27 jogos e quatro golos apontados esta época.
Afonso Sousa é “filho de peixe” e sabe nadar Fonte: FC Porto
Afonso Sousa é um jogador que procura criar espaços e adequar-se no campo à posição em que sabe que pode dar mais ao jogo. É excelente em termos táticos e muito bom a gerir os ritmos de jogo.
O médio procura, por agora, evoluir nos juniores do Dragão e perspetivar uma estreia com a camisola da equipa principal num futuro que, tudo indica, não será muito distante, visto que é uma das promessas mais valiosas da formação portista. Afonso tem contrato com os azuis e brancos até junho de 2019 e é-lhe perspetivado um grande futuro pela frente.
Foi, sem dúvida, um dos jogos mais aguardados das últimas semanas. Depois do deslize do nosso rival direto frente ao Belenenses, deslize esse que nos permitiu alcançar a liderança de um campeonato dado por muitos como perdido, o sonho de conquistar o penta não demorou a instalar-se no coração de todos os benfiquistas.
O nosso presidente pediu para termos os “pés na terra” pois nada estava ainda ganho, mas a vontade de fazermos história mais uma vez fez-nos pensar que, ganhando ao FC Porto, o penta estava quase garantido. Por esta razão é que estava tudo em jogo neste clássico na luz: a liderança e, quiçá, o próprio campeonato.
Mas, num jogo estatisticamente bem disputado pelas duas equipas, saímos a perder e o sonho de conquistarmos o inédito pentacampeonato ficou ainda mais difícil de alcançar. E agora, Benfica?
A verdade é que, apesar do sonho de acabarmos com a 37ª na mão ser bastante difícil de atingir devido ao número reduzido de jogos que faltam, não significa, contudo, que seja um sonho impossível. São quatro as jornadas que faltam para o fim deste escaldante campeonato e tudo pode acontecer. Analisando os próximos adversários de ambas as equipas, muitos são os cenários possíveis.
Apesar de complicado, o “penta” ainda não foi posto de lado Fonte: SL Benfica
Apesar de o FC Porto ter um calendário mais acessível do que o SL Benfica, nada garante que os azuis e brancos não vacilem neste sprint final, quer seja frente ao Vitória FC ou ao Marítimo, quer seja frente ao CD Feirense ou ao Vitória SC. É certo que, feitas as contas, apenas uma derrota do FC Porto (ou mais que um empate) fará o SL Benfica voltar à liderança do campeonato.
Não estando, portanto, dependentes de nós próprios para sermos felizes no fim, resta-nos apenas uma tarefa pela frente: ganhar os quatro jogos que nos faltam, incluindo o jogo da penúltima jornada frente ao Sporting CP, e esperar que os nossos rivais escorreguem como aconteceu no Restelo. Estamos, portanto, obrigados a vencer o dérbi em Alvalade frente a um Sporting que espera ainda alcançar um segundo lugar e fugir da pressão do SC Braga.
Escusado será dizer que sair com uma derrota deste dérbi decisivo para as contas finais do campeonato é dizer um adeus definitivo ao 37 e implica também esperar um considerável período de tempo por outra oportunidade de ganharmos um pentacampeonato na nossa história.
Uma coisa é certa: com o SL Benfica nunca é fácil e sofrer até ao último segundo faz parte do muito particular ADN de todos os benfiquistas. Apesar de termos sido atropelados por esta gigante onda de desilusão (ou pelo golo do Herrera aos 90 minutos vá), faz parte da alma de um adepto do Benfica acreditar que, no fim, sairemos felizes, levando a taça do 37 debaixo do braço.
Quando há Jogos da Commonwealth, todos os olhos se centram na Austrália. Este ano, isso acentua-se porque a edição de 2018 decorre na terra dos cangurus, na Gold Coast, mas, regra geral, deve-se apenas à enorme vantagem que sempre alcança na tabela de medalhas, fruto da divisão do Reino Unido nas suas quatro nações.
E onde se nota mais essa diferença é na pista. Habituados que estamos a ver Austrália e Reino Unido lutarem nas finais dos Mundiais, aqui limitamo-nos a ver os aussies dominar. Ainda assim, só conquistaram três das quatro provas coletivas, já que a Nova Zelândia conseguiu surpreender no Sprint por Equipas Masculino. Também nas provas individuais os da casa mostraram que não estavam para brincadeiras, liderados por Stephanie Morton (Sprint e Keirin) e Matt Glaetzer (Keirin e Contrarrelógio).
Stephanie Morton foi a principal figura no Velódromo Anna Meares Fonte: Cycling Australia
Não se ficariam, ainda assim, por aqui, levando ainda mais três ouros por Kaarle McCulloch (Contrarrelógio), Sam Welsford (Scratch) e Amy Cure (Scratch). Quem mais se aproximou foi a Escócia, em que a estrela Katie Archibald apenas venceu a Perseguição, mas esteve perto de fazer história com o seu irmão John Archibald, que na mesma disciplina só perdeu na final para o inglês Charlie Tanfield. Mark Stewart daria o outro ouro aos escoceses na Corrida por Pontos. As outras duas nações a conquistar ouros nas provas individuais de pista foram o País de Gales por Elinor Barker (Corrida por Pontos) e a Nova Zelândia por Sam Webster (Sprint).
No ciclismo de montanha, houve domínios diferentes em masculinos e femininos, com os favoritos a não perdoarem. Nos homens, o duo neozelandês de Sam Gaze e Anton Cooper confirmou o estatuto prévio de maiores candidatos, com Gaze, duplo campeão do mundo em sub23, a ficar com o ouro ao bater ao sprint Cooper, vencedor nos Jogos da Commonwealth em 2014, que assim conquistou a medalha de prata. O sul-africano Alan Hatherly chegou pouco depois e fechou o podium.
As inglesas dominaram a prova feminina de Mountain Bike Fonte: Team England
Já nas mulheres, não havia como apostar contra Annie Last e a inglesa mostrou o porquê e foi mesmo a primeira a cortar a meta. A sua compatriota Evie Richards, jovem estrela em ascensão no ciclocrosse, ainda deu alguma luta, enquanto o bronze foi para Haley Smith do Canadá que ficou já a mais de dois minutos. A outra representante do Canadá, Emily Batty, desiludiu ao falhar as medalhas, tendo-se ficado pelo quarto posto.