Dez grandes jogos são trazidos para esta semana. Passamos como sempre por Inglaterra, Itália e Espanha mas, desta vez, também vamos espreitar jogos decisivos na Turquia, Holanda e no outro lado do Atlântico.
Três campeões que podem ser consagrados e um derby eterno que trará uma equipa galvanizada das provas europeias, consegues adivinhar?
Nos primeiros encontros de carácter particular disputados com o estatuto oficial de campeões continentais, Portugal venceu as duas partidas perante um adversário complicado, como é o caso da Sérvia.
Depois do glorioso dia 10 de Fevereiro, na semana passada voltámos a ter a nossa seleção na quadra, refém do melhor jogador do mundo, o sobejamente conhecido Ricardinho. Não obstante, e sendo dois jogos de elevada dificuldade, pela pressão de jogar com este título que vamos carregar durante quatro anos, e claro, pela valia da turma balcânica, esperava-se uma dupla jornada muito complicada, e o equilíbrio no marcador dos jogos espelha isso mesmo.
Foram partidas com histórias muito díspares as disputadas no Pavilhão Municipal de Sines. A primeira partida foi muito suada, tal como o apertado parcial de 3-2 indicia, e foi fruto de uma reviravolta nossa, de 0-1 para 3-1, com os golos lusos a aparecerem por intermédio do herói do Europeu, Bruno Coelho, André Coelho e Fábio Cecílio apenas no espaço de três minutos. Pela Sérvia marcaram Rakic, que abriu o marcador e Peric, que marcou o quinto e último golos do jogo.
A primeira barreira estava ultrapassada, faltando um reencontro com este poderoso rival, no dia seguinte, num jogo onde se pretendia uma nova vitória, desta vez um pouco mais folgada. Os jogadores nacionais cumpriram com este desejo e alcançaram uma vitória mais tranquila, ainda mais comparativamente ao dia anterior, ao ganhar por três bolas a uma. Curiosamente, os golos portugueses foram apontados pelos mesmos protagonistas e na mesma ordem: Bruno Coelho abriu o marcador, André Coelho apontou o segundo e Fábio Cecílio fechou as nossas contas neste jogo. Ramic ainda reduziu a desvantagem, mas já nada impediu mais uma vitória lusa.
Bruno Coelho (número sete) mantém o pé “quente” do Europeu, mais dois golos em dois jogos Fonte: Seleções de Portugal
Tirando o placard final favorável às nossas cores, o que estes dois jogos tiveram em comum foi a entrada personalizada dos comandados de Jorge Braz no campo, a mostrar que a conquista do Campeonato Europeu em Fevereiro passado não foi um mero engano. Mais, conseguimos provar que mesmo sem o nosso maestro em campo conseguimos ser uma equipa muito competitiva, com qualidade e capaz de ombrear com as melhores seleções da Europa.
Isto porque a Sérvia não está na primeira linha de formações mais fortes do Velho Continente, mas entra claramente numa segunda vaga de equipas, ocupando o 14º lugar no ranking da FIFA, décimo entre as equipas do nosso continente. No primeiro teste à valia da nossa seleção, sobretudo a capacidade de jogar como campeã da Europa, esta passou. Agora resta ver nos jogos de qualificação para o Mundial 2020, mas este primeiro (duplo) obstáculo está contornado!
Em qualquer edição de uma liga nacional é costume haver uma surpresas como, por exemplo, um clube que supere as expetativas descritas para o seu desempenho significativamente. Mas não é daquelas coisas que aconteça naturalmente. Afinal, trata-se de suprimir a lógica teórica.
No início desta temporada o Watford, na altura comandado por Marco Silva, parecia ser a equipa sensação. Uma equipa que ia colhendo pontos em terrenos difíceis, contra adversários teoricamente mais fortes e contava com um espírito coletivo muito interessante, incutido pelo português. Porém, a lógica teórica venceu e, a certo ponto, os jogadores começaram a dar mostras do esforço, ou com lesões, ou com perda de frescura física, que afetou a sua forma de jogar e abordar certos jogos.
O Burnley, logo no início, também: arrancou o campeonato com uma vitória bem conseguida em Stamford Bridge. Ir ao terreno do então campeão e vencer é um excelente começo. Contudo, como é óbvio, nunca pode servir de explicação para a excelente época que estão a realizar. A ida à europa é bem possível!
O bloco defensivo dos Clarets tem como elementos centrais dois jogadores que têm estado ao mais alto nível. James Tarkowski e Bem Mee têm assinalado excelentes exibições atrás de excelentes exibições, têm sido sólidos e muito competentes. Atrás de si, o internacional inglês, Pope, um guarda redes com um belo futuro no horizonte.
O processo defensivo é muito trabalhado pelo seu técnico. Apesar de não ser italiano, parece-me ser inspirado por tais ideais. Sean Dyche orienta os seus jogadores a jogar com critério no ato de defender. Penso que é o que todas as equipas que lutam pela manutenção fazem quando defrontam uma equipa mais forte ou perigosa. Mas o Burnley tem esta mesma forma de jogar em todos os jogos.
Partindo do princípio de que o resultado é o mais imprevisível, qualquer equipa pode ganhar a outra, já que o nível é mais elevado, os atuais sétimos classificados abordam a partida sempre partindo de uma extraordinária estratégia defensiva, que passa por definir os espaços que quer que o adversário tenha num lance de ataque. Cerca de oito jogadores, formando dois blocos paralelos, protegem a baliza à guarda de Pope, e condicionam muito essa mesma zona.
Apesar de não terem os melhores dados a nível atacante (segundo o site da Premier League, o Burnley apenas marca 0.97 golos por partida, 31 no total; apresentam 33% de precisão de remate e apenas criaram 27 chances de maior em toda a campanha na Liga deste ano), através de uma compostura defensiva rigorosa e bem preparada conseguem estabelecer-se num sólido 7.º lugar e estar em condições de arriscar, já que a manutenção está mais do que assegurada.
Onze jogos sem sofrer qualquer golo, apenas 28 golos concedidos, 66% de sucesso em cortar a bola, mas principalmente, os 84 remates bloqueados, as 347 interceções e os 1030 “alívios” são os indicadores que mais espelham e caracterizam este Burnley. De realçar ainda que a equipa ainda não viu nenhum dos seus jogadores ser admoestado com cartão vermelho durante toda a época!
Lennon veio acrescentar não só velocidade, mas experiência para este final de época Fonte: Burnley FC
Num sistema 4-4-1-1, o Burnley ameaça ir à Europa. Alas velozes como o islandês Gudmundsson, e o tão conhecido Aaron Lennon (contratado em Janeiro), comprometem-se a espoletar o ataque, a serem os homens a agitar a transição de defesa para ataque. Com 31 jogos contabilizados em 32, sete golos marcados, Barnes é o ponta de lança. Sam Vokes, quando joga, é habitual vermos Barnes a jogar junto à ala, fruto da sua mobilidade; ou então fazendo dupla como homens mais próximos da área contrária.
Porém, o Burnley, apesar de ter a componente defensiva como fator mais trabalhado e “orquestrado”, não me coibo a dizer que é uma equipa bem completa no seu todo, não é uma equipa ou estritamente defensiva ou ofensiva, é uma equipa que sabe como jogar. Claro que não ganha sempre, mas Dyche soube como otimizar o jogo dos seus pupilos, otimização que utiliza em todos os jogos (mediante variáveis, claro).
Para ir à Liga Europa no próximo ano, o Burnley não apenas depende da sua prestação, mas espera deméritos ou de Chelsea, ou de Arsenal, clubes que ocupam o 5.º e 6.º posto, respetivamente. O campeão será coroado em pouco tempo, portanto será pouco o tempo que teremos de esperar para saber quem irá disputar competições europeias no próximo ano!
A época regular acabou. Na última madrugada ainda esteve em disputa o último lugar de acesso aos playoffs, neste caso, na conferência Oeste. Minnesota Timberwolves e Denver Nuggets lutaram por este último lugar, quase literalmente. Os senhores responsáveis por organizar o complicadíssimo calendário da NBA acertaram na chave do Euromilhões: duas equipas, uma vaga, um jogo winner takes it all.
Os Timberwolves levaram a melhor numa partida que até precisou de prolongamento, só para alongar o sofrimento dos fãs. Ao fim de 13 anos sem se qualificarem para os playoffs, lá conseguiram coroar a boa época que fizeram, deixando o Nuggets, mais uma vez, no sôfrego do nono lugar.
Nem tudo são más notícias. Os Denver têm alguns jovens talentosos no plantel: Jokic está a evoluir a passos largos; Murray já é uma grande ameaça da linha de três pontos; Harris mostra um bom equilíbrio defesa-ataque. Falta qualquer coisa, e a resposta é um jogador de outro nível. Caso nenhum queira fazer as malas e ir para Denver, existe futuro nos jovens da casa, basta dar tempo.
Os Timberwolves vão, de certeza, dar luta aos Houston Rockets na primeira ronda dos playoffs, mas não passará disso. É bastante positivo para esta equipa, principalmente depois de muitos onde não foram ao encontro das expetativas criadas. Nessa altura víamos um Oeste menos bipolar, e uma equipa de Minnesota muito mais frágil. Hoje contam com Jimmy Butler, Karl Anthony Towns e Andrew Wiggins, todos consagrados com prémios individuais na NBA. Como equipa ainda lhes falta algo.
Depois de 82 jogos, a estrutura da primeira ronda dos playoffs está definida Fonte: NBA
Dos playoffs que se avizinham esperam-se grandes jogos. Uns Warriors desfalcados podem, perfeitamente, ceder alguns jogos aos Spurs. Os Pelicans, apesar de teoricamente não serem favoritos, vão levar, por certo, a série até ao derradeiro sétimo encontro, onde tudo pode acontecer. Os Sixers terão de comprovar que esta sequência de 16 vitórias consecutivas para fechar a época não é só fogo de vista contra uns Miami Heat com mais experiência nestas lides.
Os Boston Celtics estarão ocupadíssimos ao defrontarem Giannis Antetokounmpo – sabor especial neste confronto depois de, na semana passada, no final do jogo entre Celtics e Bucks, os fãs terem expressado a sua previsão caso defrontassem os Celtics nos playoffs ao entoarem “Bucks in Six”. Engraçado será testemunharem a resiliência dos Celtics, tenho dito.
Os playoffs começam dia 14 de abril. Prognósticos? Só no fim do jogo – que é como quem diz – só depois dos Warriors ganharem.
O Sporting CP venceu hoje o Club Atlético de Madrid por 1-0, sendo, contudo, eliminado da Liga Europa. Em jogo a contar para a segunda-mão dos quartos-de-final da competição, os “leões” precisavam de marcar pelo menos dois golos para empatar a eliminatória, o que não aconteceu. Os motivos? As ausências de alguns jogadores-chave podem ter ajudado, mas Jorge Jesus usou as suas melhores peças para atacar a partida: apostou em três centrais na zona defensiva e em Montero, a grande novidade, para substituir Bas Dost no ataque leonino. Já Diego Simeone apenas alterou um jogador do onze titular, trocando Ángel Correa por Vitolo.
O jogo começou a todo o gás, mesmo apesar de muita chuva! Dois cabeceamentos, duas ocasiões para cada uma das equipas: primeiro foi Marcos Acuña, ao segundo minuto, a atirar por cima da baliza de Oblak; depois foi Diego Costa, a cabecear perto do chão, ao lado do golo. Um grande início de jogo, principalmente para a equipa leonina.
Notava-se, de longe, a vontade de vencer do Sporting. Boa gestão de jogo, posse de bola, e futebol ofensivo. Tanto que, ao minuto 10, iam explodindo as bancadas do José de Alvalade: canto batido, Coates sobe ao quarto andar e de lá ia fazendo o primeiro. A bola só não entrou porque Oblak fez uma defesa incrível, a meias com o poste. Domínio em Alvalade, sempre em crescendo, com Fredy Montero igualmente perto do golo, mas com dois remates por cima.
Os adeptos acreditavam e, mais importante, os jogadores também. E quem acredita fica mais perto. Muito mais perto. Nem mesmo perante obstáculos pontuais: Mathieu saiu lesionado e foi rendido por Petrovic, logo após nova ocasião falhada de Bruno Fernandes. Mas mesmo assim, a fé manteve-se. Bruno Fernandes vai à linha. Cruza. A bola descreve um arco tão perfeito que nem Oblak a conseguiu sacudir. O único que o fez foi Montero. Cabeceamento quase no chão e golo do Sporting! Explodiu Alvalade!
Os “leões” não abrandaram e continuaram por cima. Mas mais oportunidades só em cima do intervalo: primeiro foi Bryan Ruiz, com um “míssil” defendido por Oblak; depois com Gelson Martins a cabecear, sozinho e à beira da baliza, por cima. Intervalo com vantagem leonina e domínio da partida, com os leões a terem mais que motivos para acreditarem na vitória. Faltava um golo para empatar a eliminatória.
O momento do golo de Fredy Montero, que ainda deu esperança aos adeptos leoninos Fonte: Bola na Rede
Estando um pouco insatisfeito com a prestação da sua equipa no primeiro tempo, Diego Simeone fez logo uma alteração no retomar do jogo: Vrsaljko entrou para o lugar de Lucas Hernández. O Atlético entrou melhor, e ia empurrando a equipa leonina para a zona defensiva, até que veio uma má notícia: ao minuto 51, na disputa de um lance, Diego Costa lesionou-se e saiu do jogo – para o seu lugar, entrou Fernando Torres.
Gelson voltou a tentar marcar um golo de cabeça, ao minuto 53 e na sequência de uma canto marcado por Bruno Fernandes, mas a bola voltou a ir por cima da baliza de Oblak. Poucos minutos depois, foi Coates, num remate acrobático (a tentar imitar Cristiano Ronaldo frente à Juventus), embora não tenha causado calafrios ao guardião esloveno.
Para a última meia hora da eliminatória, o jogo parecia cair na seguinte toada: o Sporting a carregar em busca do segundo golo, com o Atlético à espera de uma perda de bola a meio-campo para lançar um contra-ataque venenoso, aproveitando o espaço vazio na defesa leonina.
Bruno Fernandes no seu típico remate fora de área obrigou Oblak a aplicar-se, ao minuto 69. De seguida, Jorge Jesus fez a primeira alteração: Rúben Ribeiro foi lançado, substituindo Bryan Ruiz, com o intuito de dar mais criatividade à frente de ataque. Os adeptos leoninos iam incentivando os seus jogadores, dando mostras de acreditar que era possível ultrapassar este difícil obstáculo.
Num livre direto muito bem marcado, Griezmann quase fez o empate, ao minuto 76, mas a bola passou por cima do travessão da baliza de Rui Patrício. Já à entrada dos últimos dez minutos, o treinador do Sporting retirou um defesa e pôs mais um elemento no ataque: Doumbia foi chamado para o lugar de Ristovski.
O Atlético teve duas excelentes ocasiões consecutivas para “matar” o jogo: Griezmann, nas duas vezes e cara-a-cara com o guarda-redes do Sporting, não teve discernimento suficiente para marcar.
Até ao final do encontro, o Sporting não baixou os braços, em busca do golo que levasse o jogo para o prolongamento, mas não conseguiu fazer o 2-0. O jogo terminou com a vitória pela margem mínima dos “leões” sobre os “colcheneros”, embora quem passou às meias foi o Atlético. Uma despedida inglória da turma de Alvalade da Europa, numa partida que merecia ter terminado com um desfecho diferente.
Como jogou o Sporting: Rui Patrício, Coates, Bruno Fernandes, Acuña, Ristovsky, Battaglia, Bryan Ruiz, Mathieu, Montero, André Pinto e Gelson Martins.
Como jogou o Atlético de Madrid: Oblak, Godín, Koke, Griezmann, Saúl Ñiguez, Gabi, Savic, Diego Costa, Lucas Hernández, Juanfran e Vitolo.
Numa altura em que o responsável máximo do Sporting Clube de Portugal anunciou retirar-se da rede social Facebook, através da qual inúmeras vezes “incendiou” as bancadas (e não só) de Alvalade, recordamos os momentos mais polémicos de Bruno de Carvalho ao leme do Sporting Clube de Portugal.
Jonas é tão bom em tanta coisa diferente que parece impossível ser um só indivíduo. Este artigo pretende desconstruir, através de 5 substantivos, um dos melhores jogadores da história do Benfica.
Schalke04 e Borussia Dortmund defrontam-se no Veltins arena num jogo que poderá ditar já a classificação final do campeonato.
A Liga alemã é das mais competitivas de toda a europa. apesar de haver uma discrepância entre um clube e todos os outros (Bayern Munique). Continua a ser uma das principais ligas a ter sucesso em competições europeias. A luta está ao rubro pelo segundo lugar com Borussia Dortmund e Schalke04 colados na tabela classificativa e com o Bayern Leverkusen à espreita.
O facto do Bayern Munique ser de uma competição diferente, sendo que já é praticamente campeão e está bem encaminhado para continuar nas fases finais da liga dos campeões, não impede esta liga de ser animada. Considero a liga mais competitiva de todas se excluirmos o já praticamente campeão.
Ao longo das jornadas da Bundesliga, foi surpreendente como os clubes ao longo da tabela se mantinham tão juntos uns aos outros, deixando a sensação que um clube de fim de tabela, apenas com uma vitória, podia chegar à champions, tirando assim toda a previsibilidade da liga. Para quem ficou surpreso com a classificação desta Bundesliga aconselho a não ver a segunda divisão da liga alemã.
Uma verdadeira salganhada em que, até agora, só um clube garantiu a permanência na divisão sendo que todos os outros estão numa luta frenética entre segundo e ultimo lugar, com médias de golos e resultados muito incomuns. Uma confusão de liga, que neste caso é bom porque mostra a competitividade da competição.
Domenico Tedesco é a peça chave desta equipa do Schalke, o treinador tem sido muito aplaudido pelos adeptos esta época Fonte: Schalke 04
Neste momento os mais fortes vêm ao de cima e a luta pelo pódio está a três.
O Schalke tem feito um bom campeonato, mostrando ser uma equipa consistente e com alguns nomes que, com certeza, valerão alguns milhões daqui a poucos anos como Goreztka ou Max Mayer que estão em grande forma.
Quem te escreve é o Bruno Carvalho. Agradecia que não confundisses com o outro senhor que tem a sorte de ter um nome idêntico ao meu. Não. Ainda não te estão a contactar para ires treinar o clube da segunda circular, e, da forma como tens andado a treinar, duvido que lá chegues.
Podia ter publicado estas linhas na internet, numa qualquer rede social, ou onde quer que fosse. Ao contrário do que têm dito por aí, às vezes essa é a melhor forma de fazer entender algumas coisas que de outra forma parece que “não passam” ou não são realmente entendidas e absorvidas.
Não imaginas a cara de parvo com que ficámos no Domingo. Eu e toda a família! Quando ouvimos as tuas “sábias declarações” após o final do jogo.
– “Quando não podemos ganhar os jogos, não podemos é perder.” – palavras tuas. Porque raio não podias ganhar o jogo ontem? Talvez porque não jogaram quase nada?
Achas que não tens vindo de uma sequência negativa? “É sempre importante pontuar”? Contra o Belenenses? “Uma equipa muito difícil de contornar”? Achas que sim? Se o teu pensamento é assim tão “pequenino” então se calhar errámos na avaliação que fizemos da tua pessoa.
Luís Castro, depois do Rio Ave FC, tem demonstrado a sua qualidade no GD Chaves Fonte: Rio Ave FC
– “Chegámos aos 37 pontos a faltar cinco jornadas, logo é uma pontuação simpática e que nos pode levar a uma sequência mais positiva daqui para a frente.” – mais uma tirada tua daquelas que ficam para a posterioridade. Uma pontuação simpática??? Que nos pode levar a uma sequência mais positiva daqui para a frente? Sabes fazer contas ou tens estado pouco atento à classificação? É que caso não te lembres, há cinco jornadas atrás já tinhas 36 pontos. E não vimos nenhuma sequência positiva depois disso.
Depois de atingir esses pontos o que é que vocês têm andado a fazer? Já estão de férias? Que vergonha é esta? Ganhávamos em todo o lado e agora não se ganha a ninguém? Perder em estádios de equipas que não têm comparação com GD Chaves e a jogar de forma ridícula como tem acontecido?
Infelizmente, é impossível acreditar num apuramento europeu, que em dado momento da época nos pareceu estar mesmo ali ao virar da esquina, o qual deveria ter sido conseguido de forma mais ou menos fácil, perante um Rio Ave FC e um CS Marítimo que estavam a perder gás.
Os adeptos do GD Chaves não sabem o que é ganhar em casa desde 25 de Fevereiro Fonte: Valentes Transmontanos
Assim sendo, para que esses meninos percebam que ninguém brinca com o GD Chaves e com o nosso dinheiro, podes informar os mesmos que estes últimos cinco jogos, mesmo não contando para nada ou quase nada em termos classificativos (por vossa inteira culpa), contarão em muito para que se perceba afinal quem quer ficar por aqui e quem anda a brincar com o enorme emblema quer trazem ao peito.
Querer ficar aposto que todos devem querer, porque aqui vivem quase como reis quando afinal nem príncipes são, recebendo ordenados “milionários” que afinal são bem exagerados quando comparados com a categoria que têm demonstrado.
Mas isso vai mudar em breve. Estamos fartos de dar tudo e receber pouco. Não foi para isso que se investiu. Foi para se ter um grupo que quer sempre mais e que nunca fica satisfeito, muito menos quando ainda havia tanto para ganhar.
Avisa esses “meninos de coro” que queremos homens como já foram em outros momentos da época e anteriores à mesma. Chega de andar a fazer tudo para não fazer quase nada. (Esta aqui tem direitos de autor).
Termino, desejando-te em meu nome e em nome sabes bem de quem, que acordes e que não nos “obrigues” a tomar medidas mais drásticas.
Bruno Carvalho
Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência