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Benfica 116-71 Terceira: Açorianos jogaram de preto e entraram em luto

Às 18h de sábado, dia 17 de março, deu-se o segundo jogo das meias finais, que punha, frente a frente, a equipa do Terceira e do SL Benfica. Desta vez, ao contrário do que se sucedeu no jogo frente ao Porto, o ambiente estava pacífico e, embora a presença da equipa de intervenção no pavilhão, não foi necessária nenhuma intervenção.

A partida começou com posse de bola por parte do Terceira, que inaugurou o marcador. Após ceder os primeiros 3 pontos, o Benfica assumiu a liderança com um parcial de 7-3. Não foi muito difícil para a equipa das águias conseguir afirmar o seu favoritismo desde o início, uma vez que, quando a equipa do Terceira pediu o primeiro desconto de tempo, o Benfica vencia por 14-5.

O Terceira mostrou-se incapaz de trabalhar tanto o seu ataque como a sua defesa e, desde os sete minutos ao minuto e meio para o final do primeiro quarto, a equipa açoriana esteve, efetivamente, sem encestar. Terminado o primeiro quarto, o placar marcava 27-16 a favor do SL Benfica.

Nuno Oliveira particularizou um momento bonito com esta bandeja
Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol

Após um momento bastante divertido, proporcionado pela mascote da Federação Nacional de Basquetebol, o segundo quarto mostrou-se tudo menos alegre para o Terceira. O Benfica aumentou drasticamente a vantagem que garantiu no primeiro quarto. Destaque para a discussão acesa entre Daniel Brandão e Isaiah Johnson, treinador e jogador do Terceira, após substituição do americano, que se mostrou bastante indignado pela decisão do seu mister.

Já o Benfica não abrandou o ritmo de jogo e garantiu uma vantagem máxima de 25 pontos. A equipa dos Açores tentou reduzir a diferença, porém, o segundo período terminou com um parcial de 56-30 para o Benfica.

O Terceira parecia voltar a ter o ânimo com o qual tinha iniciado a partida, porém, foi apenas fogo de vista, uma vez que voltou a ir abaixo. O Benfica aproveitou esse momento de rotura para ampliar a vantagem para 30 pontos. Era notória a qualidade ofensiva e a química da equipa das águias, com um excelente jogo rotativo e uma qualidade de passes exímia.

O último período foi o apagar total da equipa açoriana que, mesmo com um bom início e após a saída em aplausos de Carlos Andrade, permitiu que o Benfica ampliasse cada vez mais a vantagem. A equipa coordenada por José Ricardo não deu tréguas e acabou por vencer o Terceira por 116-71. O Benfica garantiu assim a segunda vaga para a final, onde defrontará o Illiabum.

Illiabum 100-93 Galitos: Falta por assinalar dá vitória ao Illiabum no prolongamento

O espetáculo começou com a habitual animação do Blitz, mascote da Federação Nacional de Basquetebol.

No começo do jogo, a posse de bola inicial foi garantida pela equipa do Galitos, que dominou a fase inicial da partida. A equipa do Barreiro garantiu, desde cedo, uma vantagem de cinco pontos perante o Illiabum, muito devido à excelente qualidade defensiva, que não permitiu o Illiabum marcar nas zonas mais interiores.

O Illiabum não conseguiu responder ao forte poder ofensivo do Galitos, equipa que dominou fortemente um primeiro quarto bastante intenso durante a maior parte da sua duração e chegou a garantir um parcial de oito pontos.

Entre reações efusivas dos adeptos, vaias ao Galitos e após um desconto de tempo pedido por Pedro Monteiro, treinador do Illiabum, a equipa de Ílhavo conseguiu reduzir a vantagem e, posteriormente, ganhar a liderança da partida nos 20 segundos finais, o que fez com que terminasse, assim, o primeiro quarto com um parcial de 19-18, a favor do Illiabum.

Já o segundo quarto foi marcado por constantes trocas de liderança por parte de ambas as equipas, nos minutos iniciais. Porém, a equipa do Illiabum não aguentou o ritmo a que se encontrava e, entre falhas consecutivas de comunicação dentro da quadra, a equipa do Illiabum cedeu, mais uma vez, perante o Galitos, que assumiu a liderança do marcador e chegou a estar com uma margem pontual de 11 pontos. Filip Simic tentou, efetivamente, reduzir a vantagem da equipa de André Martins, embora sem sucesso.

A primeira parte ficou, assim registada pelo desaire defensivo do Illiabum e pela sua falta de eficácia, da qual o Galitos conseguiu aproveitar de forma bastante eficaz.

No intervalo, o Blitz deu ares da sua imensa graça. Proporcionou um momento de dança e animou o público, que reagiu com um forte aplauso.

Cedric Isom foi uma das principais figuras do Galitos no jogo frente ao Illiabum
Fonte: FPB

À entrada do terceiro período, o jogo parecia não ter mudado. O Galitos continuou com um jogo forte ofensivamente e aumentou a vantagem (que já era significativa) para dois dígitos. A meio do terceiro quarto, o Illiabum ripostou e impôs uma forte pressão defensiva à equipa barreirense, que permitiu a redução da vantagem para apenas quatro pontos até ao desconto de tempo pedido pelo treinador do Galitos. Após trocas constantes de pontos e uma sucessão de faltas técnicas por parte da equipa barreirense, Jeffrey Jr. faz o pavilhão vibrar com um excelente afundanço, para reassumir, desta forma, a liderança do Illiabum no placar e no final do período, com um parcial de 63-59 a seu favor.

O último quarto mostrou-se muito mais interessante. Após o Illiabum aumentar a vantagem que tinha do período anterior, o Galitos conseguiu reduzir a diferença de pontos para a equipa adversária. O ambiente começou então a aquecer. Os adeptos encontravam-se fervorosos e torciam fortemente a favor da sua equipa e o ambiente no banco estava ao rubro. No meio desse calor humano, o Galitos recupera a vantagem no marcador e, a 4 minutos do fim da partida, esta equipa aumentou essa mesma vantagem para uns sólidos 11 pontos.

Nisto, com dois minutos para o final da partida, o Illiabum aumentou de forma repentina a intensidade do jogo e marcou 12 pontos consecutivos, que ajudaram (e muito) a reduzir a diferença pontual.

Foi, então, nos últimos 10 segundos, que se concretizou o lance mais polémico do jogo. Numa transição ofensiva de um jogador do Galitos, existiu, aparentemente, uma falta que o árbitro não assinalou. Foi esta mesma jogada que permitiu o contra-ataque e do Illiabum e o consequente empate do jogo, momento protagonizado por Filip Simic, que levou o jogo a fase complementar.

Já no prolongamento, o Illiabum mostrou-se a equipa mais sólida e, sem qualquer possibilidade de resposta do Galitos, o Illiabum garantiu o primeiro lugar da final da Taça de Portugal, com um resultado final de 100-93.

FC Porto 2-0 Boavista FC: Dragão de cara lavada

O “dragão” entrou no dérbi com a postura que se lhe exigia. Marcou cedo mas a tranquilidade só chegou na segunda parte, fruto de uma oferta de Vagner que Herrera não desperdiçou. A postura boavisteira reforça o mérito e a dificuldade da vitória dos portistas. A diferença de dois pontos para o segundo classificado foi reposta com uma exibição alicerçada num espírito e numa garra muito grandes.

À vitória do SL Benfica em Santa Maria da Feira o FC Porto respondeu com a mesma dose. Felipe, aos dois minutos, começou por indicar o caminho que levaria os portistas a esquecer a desilusão da semana passada, em Paços de Ferreira. Tudo parecia encaminhado para uma noite tranquila, não fosse o rival do Bessa partir para cima dos dragões, repartindo muitas vezes o domínio do jogo, exibindo uma postura agressiva e de grande personalidade. Sérgio Conceição mexeu no onze, fez regressar Herrera, como era esperado, e lançou também Maxi. Em sentido contrário seguiram Waris e Corona. Do outro lado, Jorge Simão montou o seu Boavista no habitual 4-3-3, com Yusupha na frente bem apoiado por Mateus e Renato Santos.

A resposta da “pantera” obrigava o “dragão” a um recuo que não lhe era confortável e da bancada saíam os primeiros sinais de impaciência. Felipe, novamente de cabeça, tentou cravar na baliza de Vagner o 2-0, mas o guardião brasileiro estirou-se para uma grande defesa. A partir daí, os homens de Jorge Simão pareceram autênticas carraças sempre em busca da recuperação da bola o mais rapidamente possível, com agressividade q.b. e um cinismo que os foi aproximando perigosamente da baliza de Casillas. O guardião espanhol haveria de ter o seu momento alto quando Mateus, aproveitando uma bola morta na área azul, rematou rasteiro e colocado, para boa estirada de Iker.

As duas equipas proporcionaram um dérbi bem “rasgadinho”
Fonte: FC Porto

A sensação de que o resultado não estava seguro terá levado Sérgio Conceição a pensar em alterações para o segundo tempo. Acabaram por entrar os mesmos e face à falta de melhorias, logo Otávio deu o seu lugar a Óliver, que seguramente ofereceria maior critério e controlo da posse de bola. Coincidência ou não, os azuis e branco registaram melhorias e submeteram o rival da ‘rotunda’ à sua supremacia. Herrera, primeiro, não aproveitou a excelente abertura de Ricardo, mas cinco minutos depois, aos 62’, não perdoaria um erro crasso de Vagner, que tentou servir Idris num pontapé de baliza. O passe ficou curto, o mexicano apercebeu-se de que facilmente chegaria à bola primeiro que o adversário e foi com naturalidade que aumentou a vantagem.

O golo causou danos na estrutura dos boavisteiros, que não mais incomodaram de forma evidente a formação azul e branca. O resultado só não ganhou outra dimensão porque Sérgio Oliveira, chamado a converter uma grande penalidade por falta sobre Maxi, escorregou no momento de bater a bola e chutou contra o pé esquerdo. A bola entrou mas, avisado pelo videoárbitro, Manuel Oliveira rapidamente sancionou a infração. Refira-se que este foi um jogo em que a ajuda do sistema de videoarbitragem teve muita relevância já que, ainda na primeira parte, permitiu a continuidade de Vitor Bruno em campo, que havia sido erradamente admoestado com o cartão vermelho.

Os dragões vencem justamente depois de superarem um complicado e aguerrido conjunto boavisteiro, bem à imagem do que prometera Jorge Simão. Seguem na liderança isolada, com mais dois pontos do que o SL Benfica, quando faltam disputar sete jogos.

 

Como jogou o FC Porto

Titulares – Casillas, Maxi, Felipe, Marcano, Dalot, Sérgio Oliveira, Herrera, Otávio, Brahimi, Ricardo e Aboubakar

Suplentes – Vaná, Reyes, Óliver, Corona, Hernâni, Gonçalo Paciência e Soares

Substituições – Óliver por Otávio aos 52’, Gonçalo Paciência por Aboubakar aos 80’ e Corona por Maxi aos 84’

Cartões amarelos – Herrera aos 37’e Marcano aos 66’

Cartões vermelhos – nada a registar

Golos – Felipe aos 2’e Herrera aos 62’

 

Como jogou o Boavista FC

Titulares – Vagner, Mesquita, Henrique, Rossi, Talocha, Idris, Fábio Espinho, David Simão, Renato Santos, Mateus e Yusupha

Suplentes – Assis, Robson, Rochinha, Kuca, Sparagna, Ruiz e Vitor Bruno

Substituições – Vítor Bruno por David Simão aos 33’, Sparagna por Mateus aos 68’ e Kuca por Yusupha aos 81’

Cartões amarelos – Henrique aos 22’, Vítor Bruno aos 40

Cartões vermelhos – nada a registar

Golos – nada a registar

Stuart HC Massamá 4-7 CP Gijón: Stuart vende passagem ao Gijón a peso de ouro

No segundo encontro das meias-finais da Euroliga feminina, o Stuart de Massamá deu uma enorme réplica ao Gijón, equipa das atuais campeãs da OK Liga e vice-campeãs da europa, mas acabou por perder por 7-4.

O Gijón, equipa teoricamente mais forte, entrou melhor, tal como se poderia antever, e ia criando dificuldades a Cláudia Vicente. O Stuart, apesar de não ter grandes oportunidades, tentava ter bola e manter o esférico afastado da sua baliza, procurando aproveitar possíveis erros das espanholas.

A primeira grande oportunidade de golo pertenceu ao Stuart que, com cerca de oito minutos jogados, viu Sofia Moncóvio, a passe de Tânia Freire, ficar isolada perante Elena González que impediu as pretensões da jogadora do conjunto de Massamá.

Os minutos iam passando e o marcador continuava a zeros. No entanto, numa situação que poderia resultar em contra-ataque para o Gijón, Tânia Freire acabou por ver um cartão azul. María Díez, com uma enorme oportunidade para abrir o ativo, não conseguiu bater Cláudia Vicente.

Em situação de superioridade numérica, o Gijón teve algumas chances para marcar, mas a guarda-redes do Stuart manteve o marcador sem nenhuma alteração.

Tânia Freire, capitã do Stuart, foi um dos principais destaques da equipa de Massamá ao apontar dois golos
Fonte: BnR/Carlos Silva

O Gijón estava claramente por cima, mas o Stuart, sempre que conseguia, ia aproveitando alguns erros cometidos pelas catalãs na circulação do esférico. Faltava concretizar essas oportunidades.

Com pouco mais de seis minutos para jogar, o Stuart voltou a ter uma enorme chance para abrir o marcador, mas Ana Catarina não conseguiu marcar. Pouco depois, Tânia Freire, isolada, também não conseguiu finalizar. Não muito depois, num contra-ataque de dois para um, Tânia Freire voltou a perder um novo duelo contra Elena González.

A faltarem menos de cinco minutos para a pausa, num lance onde Cláudia Vicente é mal batida, Sara Roces fez o primeiro golo da partida. A resposta não demorou muito. Com três minutos e dezanove para o intervalo, através de um livre-indireto, Ana Catarina redimiu-se e restabeleceu o empate. Passados dois minutos, o Stuart aproveitou uma das várias bolas perdidas na defensiva do Gijón e a passe de Tânia Freire, Ana Catarina bisou no encontro.

Pouco depois, num lance que obrigou a haver conversa entre os dois árbitros, o Gijón beneficiou de uma grande penalidade. María Díez ainda stickou por cima, mas na recarga voltou a igualar o jogo. Ainda antes da saída para as cabines, Ana Catarina poderia ter chegado ao “hacttrick”, mas Elena González, com uma enorme parada com a luva esquerda, impediu o terceiro golo da equipa do concelho de Sintra.

Terminada a primeira parte, o marcador ditava um empate a 2-2. Resultado surpreendente, tendo em conta a diferença de forças, teoricamente falando, entre Stuart e Gijón. No entanto, o Massamá, a jogar de forma partida, ou seja, em dois-dois, conseguia defender bem, contando, também, com uma bela exibição de Cláudia Vicente, assim como aproveitar algumas das várias oportunidades que teve. Muitas delas precedidas de erros defensivos das jogadoras do Gijón. Equipa que atacava bem, mas deixava muito a desejar no ponto de vista defensivo.

A eterna carta de Peyroteo

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No passado dia dez de março de 2018 comemorou-se o centenário do nascimento de Fernando Peyroteo. Alguns profetas do escárnio e do maldizer apregoaram logo aos sete ventos que não importa falar das glórias do passado, que o que importa é o presente e o futuro. Dizem eles que “Peyroteo passou à história” e olham de soslaio quando celebramos o nascimento de um verdadeiro sportinguista. Mas quando falam das suas “lendas”, aí o assunto já é outro. Quando são os nossos rivais a pensar assim, tanto se me dá como se me deu. Mas que sejamos nós, sportinguistas, a tecer esse tipo de comentários, a coisa torna-se, para mim, mais difícil de digerir.

Não vou destacar aqui a importância de Peyroteo para o futebol nacional, europeu ou mundial. Apenas me focarei na sua carta de despedida entregue ao Sporting Clube de Portugal (editada a quinze de março de 1949 no Jornal Sporting e re-editada na última edição deste jornal, a oito de março de 2018). Essa carta de Peyroteo, apesar de ser de finais dos anos quarenta, é de uma atualidade enorme: identifica os “inimigos” dentro do clube e critica severamente a “clubite” que os assola. A sua carta de despedida será também para sempre eterna no Universo Leonino. Deixemo-nos de palavras, das nossas, e passemos já às de Fernando Peyroteo:

“É duro, estimados consócios, ter de ouvir comentários que estão longe, mesmo muito longe, da verdade, e que completamente desvirtuam a realidade. Há no Clube, “inimigos” dos jogadores de futebol. Proclamo, bem alto a existência de tais elementos, que podem alegar as suas razões. Eles próprios o declaram, sem parcimónia, numa ostentação, a todos os títulos, digna de lástima. (…) Gerou-se à volta da minha despedida – igual a tantos casos ocorridos no Sporting – uma lenda perniciosa, um mal-estar que só prejudica o Sporting. Bem sei que a minha retirada chocou alguns. Eu próprio sinto o coração a sangrar, e sei também quanto custa admitir a realidade de um facto, quando ele nos é penoso. Nisto falo com mais propriedade, porque sei sentir. (…) Mas um futebolista como eu e orgulhosamente o proclamo – deixou de pertencer ao seu clube para pertencer ao desporto nacional. Tinha de ser lato nas palavras que proferi – tinha de ser grato a todos. Portanto, os comentários, os insultos que alguns agora me dirigem, magoaram-me muito. Ferem o meu brio de homem. Maculam o meu clubismo” – Fernando Peyroteo, 1949.

Peyroteo foi um dos “cinco violinos” que espalharam melodia nos relvados nacionais e internacionais nos anos 40
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Não houve nem há ninguém que tivesse ou tenha representado a camisola verde e branca com um sentido de responsabilidade e amor ao clube maior do que aquele que teve Fernando Peyroteo. Nunca se “vendeu”, falemos claro, apesar de ter sido muito assediado para que representasse outros clubes, tão ou maiores do que o Sporting. Para todos eles, a resposta de Peyroteo foi sempre a mesma: “O meu clube é o Sporting Clube de Portugal”. Frase simples mas carregada de esforço, dedicação, devoção e glória. Em tempos como os de hoje no futebol, em que o dinheiro fala mais alto do que os valores pessoais e clubísticos dos atletas, a atitude de Peyroteo tem de ser recuperada por esses “desportistas” que vestem camisolas e menosprezam os símbolos que envergam.

Por todas estas e outras razões serás sempre o eterno sócio número nove, e terás um lugar perpétuo no desporto nacional e mundial. Tal como permanecerá para sempre eterna a carta que escreveste a despedir-te dos relvados e dos “inimigos” que tão bem identificaste provenientes do interior do nosso Clube.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

CD Feirense 0-2 SL Benfica: Rafa e Jiménez moveram terras!

No Estádio Marcolino de Castro, em Santa Maria da Feira, jogou-se a jornada 27 da Liga NOS. Um Benfica que tinha Pizzi de volta para comandar o meio campo de Vitória enfrentou um Feirense que, do seu 16º lugar, se via obrigado a pontuar depois de ter perdido 2-1 com o Rio Ave na última jornada.

A formação da luz entrou muito forte e com um jogo lateralizado. A turma de Nuno Manta parecia ineficiente no momento de subir no terreno – só dava Benfica, as águias dominavam os primeiros minutos.

Os suspeitos do costume – Rafa, Zivkovic, o regressado Pizzi e Cervi – trocavam a bola como queriam: tabelas, passes a rasgar no flanco, iniciativas individuais – mas que esbarravam, fatalmente, ora nos centrais Luís Rocha e António Briseño, ora naquele que foi o melhor jogador em campo, o guardião Caio Secco. Foi um duelo empolgante aquele que os adeptos presentes no Marcolino de Castro puderam ver: Rafa versus Caio Secco – quando não foi o guarda-redes brasileiro a defender, Rafa, por ação do brasileiro (perturbando o atacante do Benfica), atirou ao poste da baliza dos fogaceiros.

Sucediam-se os lances de perigo das águias, jogadas rápidas que não permitiam reação aos defesas do Feirense mas que, contudo, findavam sem finalização. Jonas teve uma noite pouco inspirada no ataque encarnado.

O relvado foi, por infelicidade, um fator negativo que dificultou a finalização em ambas as áreas: sentiu-se muito mais a condição miserável da relva, misturada com terra, na área do Feirense.

Antes do fim da primeira parte, o camisola 8, Tiago Silva, é expulso de forma acriançada – alguns minutos após ver amarelo, decide esbarrar contra Rafa, impedindo uma jogada perigosa.

Fonte: SL Benfica

No início da segunda parte, Rui Vitória toma a decisão correta: colocar mais um ponta de lança, formando um 4-4-2, com Cervi na lateral-esquerda, Zivkovic a encostar-se na ala oposta à de Rafa. Entrou, assim, o famoso suplente de luxo: Raúl Jimenez. Primeiros toques na bola e golo. Um passe a rasgar de Jonas, uma falha de marcação de Luís Rocha, e Raúl não perdoou.

Depois foi mais fácil. O Benfica soube gerir o jogo com calma e com maturidade. Rafa, após várias tentativas e sucessivas falhas na cara do golo, acaba por ampliar a vantagem para dois golos de diferença: um passe soberbo de Jiménez que solta o pequeno Rafa – após uma recessão de classe, contorna Caio Secco e faz o segundo golo no campeonato.

Ainda é importante destacar que António Briseño é expulso ao minuto 86 da partida – a segunda parte foi o oposto pela negativa do central mexicano.

O SL Benfica soma mais 3 pontos e coloca pressão no primeiro classificado, FC Porto, e o CD Feirense soma a segunda derrota consecutiva no campeonato.

GD Estoril-Praia 1-1 FC Paços de Ferreira: Empate com sabores diferentes

Jogo importantíssimo no que diz respeito à luta pela manutenção- uma final. O Estoril-Praia, último classificado com 21 pontos, recebeu o Paços de Ferreira, décimo quinto classificado com 24 pontos.

Ivo Vieira, técnico dos canarinhos, operou três mexidas no XI inicial comparativamente à ultima jornada (derrota no Bessa por uma bola): Allano, Víctor Andrade e André Claro cederam os respetivos lugares as Eduardo, a Bruno Gomes e a Ewandro.

Por sua vez, e ainda na ressaca da vitória frente ao Futebol Clube do Porto, João Henriques, timoneiro dos castores, optou por uma única alteração: Bruno Moreira entrou para o lugar de Luiz Phellype.

O jogo começou e de que maneira! Logo aos vinte segundos, o Estoril Praia adiantou-se no marcador. Numa bela jogada desenhada por todo o flanco esquerda, Ewandro desbloqueou já junto à área e assistiu Bruno Gomes. Este, solto de marcação e com a baliza escancarada, não vacilou e atirou a contar – grande jogada ofensiva por parte dos homens da casa. É ainda de destacar o facto de este golo ser, até ao momento, o golo mais rápido da Primeira Liga.

O Estoril ganhou confiança e rapidamente se superiorizou no jogo. Ao sexto minuto, voltou-se a cheirar o golo no António Coimbra da Mota. Ewandro cabeceou na perfeição e Felgueiras brilhou ao sacudir a bola para canto.

A partir daqui, a equipa da linha mandou por completo no jogo. Não houve oportunidades a destacar, mas os comandados por Ivo Vieira estiveram impecáveis em todos os aspetos do jogo: muito coesos defensivamente, pausavam bem o jogo e percebiam os seus momentos. Estava a ser uma primeira parte perfeita para o último classificado.

Porém, os homens que hoje jogavam de branco adormeceram e o Paços espreitou o golo. Ao minuto trinta e oito, num canto batido no lado esquerdo, Quiñones cabeceou à barra. Foi a melhor oportunidade pacense na primeira parte. Dois minutos depois, e após cruzamento de João Góis, Bruno Moreira quase que faturou: atirou ao lado a rasar o poste. Logo de seguida, um minuto depois, Rúben Micael assistiu de forma sublime Xavier. Este atirou de primeira e Renan brilhou – que defesa do guardião brasileiro.

O jogo foi para o intervalo e o Estoril estava em vantagem. Foi a melhor equipa em campo na primeira parte, mas, mal adormeceu, o Paços esteve perto da igualdade. Em suma, o Estoril foi superior, mas ficou provado que o Paços está mais do que vivo.

A segunda parte começou e não foi preciso esperar muito para ver uma oportunidade de golo. À passagem do minuto 52, o António Coimbra assistiu àquele que foi, muito provavelmente, o maio falhanço nesta época. Ewandro recuperou a bola e serviu Bruno Gomes. O ponta de lança brasileiro ganhou a ala e assistiu Eduardo. O médio, com tudo para fazer o golo (sozinho, de baliza aberta e a menos de 5 metros da linha de golo), conseguiu falhar e atirou ao lado.

Dois minutos depois, o Estoril provou da velha máxima do futebol: quem não marca sofre. Num canto batido pelo lado direito, a bola foi rasteira e Miguel Vieira aproveito o facto de a defensiva estorilista estar a dormir: atirou a contar e igualou o marcador.

À passagem da hora de jogo, o Paços estava melhor do que o Estoril. Contudo, o golo sofrido despertou os canarinhos e, em busca da vitória, Ivo Vieira lançou Allano e Kyriakou para os respetivos lugares de Ewandro e de Pêpê.

Fonte: Bola na Rede

O resultado satisfazia mais aos homens da capital do móvel. O antijogo dos pacenses começava e a equipa de João Henriques limitava-se a defender e a segurar o jogo cá atrás.

Por outro, o Estoril lutava mais, mas lutava mal. Havia pouca cabeça e muito coração. Os canarinhos falhavam passes e o discernimento já era pouco.

O jogo terminou e o Estoril só se podia queixar de si próprio. Jogou apenas na primeira parte, decidiu não voltar do intervalo e pagou caro esse adormecimento. O Paços, mal empatou a partida, voltou àquilo a que nos tem habituado: um jogo altamente defensivo e com excessivas perdas de tempo. Este foi um empate com dois sabores bem distintos: para os homens do Norte, e tendo em conta a classificação e o facto de estarem a jogar fora, soube a um ponto ganho; para os homens da linha, soube mais a dois pontos perdidos e a manutenção fica assim muito mais difícil.

 

SL Benfica 5-4 CP Voltregà: Reviravolta nos instantes finais coloca Benfica na final

No jogo que deu início ás meias-finais da Euroliga feminina, o Benfica e Voltregà proporcionaram um bom espetáculo de hóquei em patins. Numa partida onde as espanholas estiveram grande parte do tempo na frente, uma grande parte final das jogadoras encarnadas colocou o Benfica na final de amanhã.

O Benfica até parecia ter entrado melhor, mas com pouco mais de um minuto jogado, num lance de contra-ataque, Berta Tarrida inaugurou o marcador.

A perder, as encarnadas tentavam reagir ao golo sofrido muito cedo, mas a tarefa de entrar na defensiva espanhola não estava a ser nada fácil. A única oportunidade realce, foi uma bola que o Voltregà não cortou e Inês Viera enrolou para a defesa de Teresa Bernadas.

Perto dos seis minutos de jogo, Marlene Sousa arrancou ainda antes do meio campo e, atrás da baliza, enganou a defensiva espanhola e deixou o esférico para à marce de Rute Lopes que não desperdiçou. Na resposta, o Voltregà não perdoou e por intermédio de Berta Tarrida voltar a passar para a frente. Pouco depois, um novo empate esteve perto, mas Teresa negou o segundo tento das águias.

Inicio de jogo complicado para o Benfica, pois, embora fosse a equipa com mais chances de golo, a bola não estava a entrar. Por outro lado, o Voltregà estava a ser muito mais eficaz, tendo conseguido aproveitar as reais oportunidades de perigo de que dispôs.

Não esteve bem durante grande parte do jogo, mas na parte final da partida, quando a equipa mas precisava, a magia de Marlene Sousa apareceu, tendo sido determinante
Fonte: BnR/Carlos Silva

Jogados pouco mais de dez minutos de jogo, Marlene Sousa recuperou a bola a meio campo e seguiu isolada para a baliza espanhola, mas não conseguiu fazer o golo do empate. Quase de seguida, “Maca” Ramos apostou numa stickada de meia distancia, mas Bernadas voltou a impedir a igualdade. As oportunidades sucediam-se e logo depois, foi a vez de Marlene Sousa voltar a falhar o empate. Marlene continuava a tentar e segundos depois, enviou o esférico à barra.

O Voltregà estava a sofrer, mas nas poucas vezes em que conseguir sair para a meia pista adversária, alguns ressaltos, por pouco, não as faziam chegar ao terceiro golo. Numa dessas situações, após um lance em que Inês Viera poderia ter criado muito perigo para a baliza espanhola, Adriana Gutierrez ganhou a bola na sua meia pista e fez o 3-1.
Com dois golos por recuperar, Paulo Almeida pediu um “time-out” para dar instruções ás suas atletas e essa pausa quase que resultava, mas Rute Lopes não conseguiu bater Bernadas. Sem conseguirem marcar, as jogadoras das águias pareciam começar a demonstrar algum stress, pois, estavam a usar e abusar, cada vez mais, de stickadas de meia distancia que, das duas uma, ou passavam por cima ou eram facilmente paradas pela guardiã espanhola. Faltava critério.

Chegado o intervalo, o Benfica era quem tinha tido mais oportunidades e quem estava por cima, mas a grande eficácia do Voltregà e, sobretudo, Teresa Bernadas, estavam a fazer diferença no desfecho da primeira semifinal.

Uns verdadeiros e prestigiantes monumentos estão a chegar…!

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Estão aí as clássicas da Primavera e com elas chegam os incríveis Monumentos para todos apreciarmos da melhor forma como alguns dos melhores ciclistas do mundo preparam esta fase. A primeira chega já agora, com a 109.ª edição da italiana Milan-Sanremo. Com 291 quilómetros, é a maior clássica do calendário e uma nota importante sobre esta corrida, é que ela primeira vez a UCI utilizará um juiz de vídeo que acompanhará a prova de um camião repleto de monitores conectados a RAI (rede de TV italiana que transmitirá a prova). Esse juiz acompanhará a prova e analisará, em tempo real, todas as situações da prova, desde a má conduta até a mudanças de bicicleta suspeitas.

Esse ano, como já é costume, o tricampeão do mundo é o claro favorito. Peter Sagan vem forte e deve ter aprendido muito com a chegada do ano passado onde acabou por não conseguir corresponder às elevadas expetativas que havia sobre ele. Greg Van Avermaet não teve o inicio de ano que gostaria, mas tem trienado muito e tem nas clássicas os seus maiores desafios este ano. Outro ciclista que se mantém forte é o belga Philippe Gilbert, que será um dos capitães, juntamente com Alaphilippe, da Quick-Step-Floors, umas das melhores equipes nas clássicas. Entre os velocistas teremos a presença dos bem conhecidos Marcel Kittel (que faz a sua estreia na prova) e Elia Viviani. Para esses resta esperar que que consigam estar no grupo depois das montanhas com mais dificuldade do dia. Se ainda estiverem no pelotão depois disso, poderemos ter. Além destes nomes, outros que já ganharam aqui podem ser acrescentados à lista: Mark Cavendish (2009), Simon Gerrans (2012), Alexander Kristoff (2014), John Degenkolb (2015), Arnaud Démare (2016) e Michal Kwiatkowski (2017). Uma teórica lista com vários nomes interessantes para perceber que realmente poderá haver muito espetáculo no meio destas provas.

Na Clássica que se segue, como se o paralelo não bastasse para fazer sofrer os ciclistas, o Tour de Flandres junta-lhe as subidas, daquelas curtas e explosivas que tanto espetáculo dão. Depois de uma edição decidida num ataque de (muito) longe por Gilbert e numa queda de Sagan & Co., este ano os favoritos deverão ser os mesmos, com Peter Sagan em busca de aumentar o seu curto palmarés nos Monumentos e Greg van Avermaet a tentar finalmente conquistar aquela clássica que ele até diz ser a que mais lhe assenta.

Naesen tens os olhos postos no seu primeiro Monumento
Fonte: AG2R La Mondiale

No entanto, há outras figuras. Um claro destaque é Oliver Naesen, o Campeão Belga que deverá querer dar à camisola o mesmo uso que o seu predecessor, Gilbert. O ciclista da AG2R tem vindo a crescer nos últimos anos e em 2017 esteve na seleção feita por Sagan, mas que viria a ir ao chão, e este ano junta-se aos dois já mencionados no topo das apostas. Entre os outros, além do sempre candidato – mas que nunca realmente ganhou – Sep Vanmarcke, o prodígio Tiesj Benoot e as várias lanças da Sky (Kwiatkowski, Moscon, Stannard e Van Baarle) também são nomes a ter em conta.

Final-Four da Euroliga feminina apresentada

Na tarde de sexta-feira, numa conferência de imprensa realizada no auditório do Museu Cosme Damião, foi apresentada a Final-Four da Euroliga feminina de hóquei em patins, que se realiza a partir de amanhã no pavilhão nº1 do complexo desportivo do Benfica.

Esta Final-Four é histórica para o hóquei em patins feminino português, pois, conta com a presença de duas equipas portuguesas. O Benfica, atual pentacampeão nacional e clube a quem foi atribuída a organização desta fase final, e o Stuart de Massamá, equipa que está a participar pela primeira vez na competição, sendo o único conjunto a ser orientado por uma mulher, Andreia Barata. Contudo, no caminho de Benfica e Stuart estão o Club Patín Gijón e o Club Patín Voltregà, que são duas principais equipas espanholas e que, de forma conjunta, contabilizam um total de 9 Euroligas (Voltregà-5/Gijón-4).

Nas meias-finais de amanhã, o Benfica vai defrontar o Voltregà, as atuais bicampeãs europeias, mas que não guardam boas recordações da luz. Isto, porque na temporada de 2014/2015, na altura nos quartos de final, foram goleadas por 8-3, numa partida onde pareceram ter subestimado o valor das encarnadas, resultado que acabaram por não conseguir anular no jogo em Espanha.

Este é o trofeu que todos querem levar para casa
Fonte: BnR/Carlos Silva

A fazer a estreia nesta competição, o Stuart de Massamá quer repetir o feito conseguido pelo Benfica em 2014/2015, que foi vencer a Euroliga na primeira vez em que participou. Contudo, a tarefa que lhe espera nas meias-finais não é nada fácil. Do outro lado da pista vai estar o Gijón, as atuais campeãs espanholas, que na última temporada eliminaram o Benfica nas semifinais, num jogo que foi decidido no prolongamento com um golo de ouro, mas acabaram por perder a final, ainda para mais em casa, contra o Voltregà por 1-0.

O calendário para as meias-finais é o seguinte:
15:00h-SL Benfica vs CP Voltregà
18:00h-Stuart de Massamá HC vs CP Gijón

Todos os jogos desta Final-Four vão ser transmitidos através do canal de Youtube da CERH TV.

Vídeo completo da conferência de imprensa abaixo:

Foto de Capa: BnR/Carlos Silva