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Dar um passo atrás para… deitar tudo a perder

Caminhamos a passo largo para o final da época desportiva 2017/2018 e a principal novidade para o quadro competitivo da próxima época é, sem dúvida, a criação da liga sub-23 que pretende vir a substituir as atuais equipas B que atuam na Segunda Liga.

Esta medida na minha opinião é um claro passo no sentido errado e sinto-me bastante surpreendido com a grande adesão que a mesma tem tido dentro do futebol português. Será que os dirigentes portugueses já se esqueceram de como tudo era antes da adição das equipas B à Segunda Liga? Não havia a esperança de ter uma grande renovação de talentos na nossa seleção nacional. A nossa equipa sub-21, o último patamar antes da equipa A, era muito fraca e falhava constantemente a qualificação para o Europeu Sub-21.

Desde a implementação das equipas B na Segunda Liga a nossa seleção nacional já foi campeã europeia e a nossa seleção nacional sub-21 qualificou-se para dois campeonatos da Europa, sendo que num deles foi finalista. Toda gente parecia reconhecer a importância que a implantação das equipas B teve nesta mudança positiva no paradigma do futebol português. Talentos como Bernardo Silva, Renato Sanches, João Mário, Gelson Martins, André Silva e Nélson Semedo nunca teriam aparecido ou ganho a competitividade que ganharam sem as equipas B. A verdade é esta, a Segunda Liga é uma excelente realidade competitiva para os jovens portugueses crescerem como jogadores e ao mesmo tempo adquirirem novas capacidades competitivas ao nível sénior profissional.

Bernardo Silva e André Gomes são dois dos grandes talentos oriundos das equipas B Fonte: SL Benfica

E é exatamente neste ponto que para mim está a grande mudança, que o novo campeonato de sub-23 não será capaz de implementar: a competitividade.

Se num plano etário as coisas se mantêm praticamente iguais, as equipas B, de um modo geral, só usam jogadores jovens, e com raras exceções, o plano competitivo será drasticamente diferente. Os nossos jovens jogadores deixaram de jogar numa liga taticamente dura e cheia de jogadores experientes para passarem a jogarem numa liga com apenas jogadores de idades similares e onde o espaço de crescimento será muito menor. Outro ponto preocupante que eu gostaria de apontar nesta discussão é o facto de estarmos a “copiar” um sistema que é usado em Itália e em Inglaterra. Sim, a Itália e a Inglaterra, que têm tido problemas com a renovação geracional da sua seleção principal, são modelos a seguir pela nossa Federação? Onde está o sentido disto? Vamos mudar para pior porquê? Apenas pelo aspeto financeiro?

O fosso competitivo entre a Segunda Liga e a nova Liga sub-23 é por demais evidente e por esta altura já deveria ter sido alvo de discussão por parte da FPF junto dos clubes, mas o mal já está feito. A FPF e a Liga deixaram esta competição crescer e hoje já temos vários clubes comprometidos. Quem sofre é o futebol português e a nossa seleção nacional.

Não tenho dúvidas que estamos a dar um passo atrás para não dar mais nenhum à frente e os efeitos desta decisão irão começar a fazer-se sentir dentro de alguns anos, quando já não tivermos a mesma capacidade de renovação geracional nos sub-21 e na equipa A. Resta-me desejar que pelo menos o Benfica continue com a sua equipa B, e que a FPF e a Liga permitam que o clube encarnado mantenha a sua equipa secundária na Segunda Liga, se assim o entender.

Seria para mim bem mais importante falar-se numa atualização dos moldes em que as equipas B operam na Segunda Liga do que propriamente passarmos de imediato para a sua extinção.

Há coisas inexplicáveis no futebol português, e esta para mim é uma delas. Nunca irei perceber sequer a necessidade de se ter feito uma discussão à volta das equipas B, quando esta era apontada por todos como uma grande medida. Uma pena.

Foto de capa: SC Braga

SL Benfica 99-95 FC Porto: Brain Freeze de Gilbert dá apuramento encarnado

É sabido que qualquer jogo do clássico do Desporto nacional entre Benfica e Porto desperta sempre fortes emoções e que, não raras vezes, isso acaba por se descontrolar e criar situações desagradáveis. Ainda assim, regra geral estes momentos infelizes cingem-se ao futebol e, por isso, talvez se pudesse esperar que um jogo de basquetebol em campo neutro ficasse fora desse registo. Não ficou.

Ainda que não havendo incidentes da maior, houve algumas trocas de “galhardetes” no exterior do pavilhão entre adeptos acalorados que tentavam entrar. O espaço é que era reduzido para tanta gente e o milhar de lugares disponíveis rapidamente se esgotou, deixando muitos de fora.

Apesar de alguma desorganização momentânea pelos incidentes, rapidamente se recuperou a compostura e o gesto que ficou na retina foi o de deixarem entrar crianças assustadas para aérea VIP para poderem assistir à partida. Não bastasse o jogo, ainda puderam desfrutar da agradável companhia do lince Blitz, a mascote da Federação Portuguesa de Basquetebol e das mascotes da  Braga Cidade Europeia do Desporto 2018, o Gusto e a Diana.

Quanto ao basquetebol em si, foram os encarnados que entraram melhor e rapidamente alcançaram a vantagem e chegaram a dobrar os dragões com um 12-6. Chegariam mesmo a atingir os 19-11, mas foi nessa altura que os de azul e branco reagiram e aproveitaram alguns erros do Benfica para encurtar a diferença para 19-17. Nesta fase final do primeiro período, destacaram-se os vários falhanços de parte a parte em lançamentos triplos que acabariam por colocar o jogo em 23-19 ao primeiro descanso.

No reatamento, reagiram os azuis e brancos e logo chegaram ao empate e com vários pontos de Pedro Pinto e iguais falhanços de Carlos Andrade acabariam por chegar à liderança em 28-33. Entretanto, operou-se a mudança da noite, a do ambiente do pavilhão universitário com a entrada de uma claque do FC Porto, que rapidamente se ocupou de destruir algumas faixas dos patrocinadores para as substituir por uma sua. Se no campo, o Benfica aproveitou duas jogadas seguidas de lance livre para encurtar a diferença para um mero ponto, seguidos de um triplo de José Silva para recuperar a liderança (41-39), na bancada o espetáculo começou com insultos ao Benfica e atingiu o ponto alto com cadeiras arrancadas e arremessadas e confrontos com a polícia. Em baixo, não havia como escapar ao olhar perturbado das muitas crianças que assistiam à partida junto da quadra e que não sabiam como reagir às atitudes de quem devia ter mais cabeça que elas. O jogo é que não parava e Carlos Andrade acabaria por se destacar nos últimos instantes para ajudar a manter as águias na frente, liderando por 49-47 ao intervalo.

Festa a sério seria ao intervalo, ainda que mais longo que o habitual por questões de segurança, primeiro com alguns jovens a percorrerem um percurso de obstáculos e tentar marcar dois cestos no mínimo tempo possível e depois com um mini-jogo de exibição da equipa da APD Braga, uma das melhores do país de basquetebol em cadeiras de rodas.

A segunda parte começou com, novamente, o FC Porto a descobrir o caminho para inverter o resultado negativo e construir uma vantagem própria que atingiria um máximo de 5 pontos (55-60), assente muito nas exibições de Pedro Pinto e Marcus Gilbert. Já o Benfica até por duas vezes diminui a vantagem para um ponto através de triplos de Carlos Andrade, mas apresentava alguma inconsistência ofensiva. No entanto, como que se estivéssemos a ver um filme repetido, as águias voltaram a acabar o quarto em força para voltar a ir para a paragem de jogo na frente, desta vez por 73-72.

Gilbert esteve no melhor e no pior dos dragões
Fonte: FPB

Com tanto equilíbrio, haveria mesmo disputa cerrada até ao fim, mas o Porto não conseguiu repetir a entrada dos quartos anteriores e, quando podia ter passado logo para a frente do marcador a abrir, Marcus Gilbert falhou duplamente em lances livres e permitiu aos encarnados dilatar para 75-72. O Porto recuperaria e até chegaria a liderar por 1 ponto, mas o Benfica aproveitou novo falhanço de Gilbert, desta vez a tentar um triplo, para reconstruir a sua liderança para quatro pontos. Os dragões teriam uma última oportunidade quando Carlos Andrade falhou o cesto em duas jogadas seguintes, mas, como em tantas vezes nesta partida, houve lugar a uma repetição, Gilbert tentou o triplo e falhou. No contra-ataque, Soares não perdoou e o lançou os encarnados para uma diferença que parecia decisiva e que atingiu os 97-89, mas Gilbert tirou um coelho da cartola já no último minuto com triplo mais um lance livre para chegar aos 97-95. Na jogada seguinte, Pitts falhou e deixou o Porto com a possibilidade de ganhar o jogo, algo que parecia missão impossível apenas alguns segundos antes. Mas, Gilbert, quem mais poderia ser, teve um erro de autêntico principiante e tanto driblou que deixou passar o tempo de ataque do Porto e entregou o jogo às águias. A menos de um segundo do final, Pitts ainda converteu dois lances livres para fechar o resultado.

Fica o registo de um jogo com emoções fortes e que acabou por conseguir destacar-se mesmo depois dos incidentes com os adeptos. O equilíbrio registado de início a fim acabou por culminar num último quarto em cheio que deliciou os espectadores com as suas reviravoltas e muitos quases de parte a parte. Mas, como tudo no desporto, o que fica para a história é a passagem do Benfica às meias-finais, que disputará no sábado com o Terceira Basket.

Os 5 melhores defesas centrais que representaram o FC Porto

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Hoje voltamos ao passado e recordamos cinco defesas centrais que ficaram na história do FC Porto e deixaram muitas saudades nos adeptos azuis e brancos. Se existe posição na qual o FC Porto tem tradição é na posição de defesa central, e estes cinco nomes são a prova viva disso. A escolha não foi fácil, em virtude da abundância de qualidade, mas aqui ficam as minhas escolhas.

Bayern e Barcelona com um pé na meia-final? Sporting com vida complicada?

Os quartos-de-final da Liga dos Campeões apresentam-nos jogos dignos de uma final, bem como confrontos aparentemente mais desequilibrados. Estarão FC Bayern de Munique e FC Barcelona com um pé na meia-final?

O Sorteio da Liga Europa não podia ter sido pior para o Sporting CP, ao apanhar o Atlético de Madrid, que é só a equipa favorita a ganhar a competição. Será que os leões vão surpreender a Europa e afastar o gigante espanhol?

Lendas do “universo” leonino: Mário Jardel

Super Mário Jardel. 62 jogos. 67 golos. Um título de campeão nacional. Isto tudo só ao serviço do Sporting Clube de Portugal.

Num texto relativo a Super Mario Jardel, há uma palavra que não pode nunca faltar: golos. Ganhou a bota de ouro em dois anos só no nosso país (uma ao serviço do FC Porto e outra ao serviço do Sporting – 1998/99 e 2001/02, respetivamente) – um titulo pessoal marcante, que não está ao alcance de qualquer um.

Cruzamento de João Pinto e golo de Mario Jardel. Onde é que já vimos este filme, não é verdade? Ai quem me dera voltar a ter esta dupla. Segundo me contam, era ainda muito miúdo, dava um gozo enorme ver os cabeceamentos do avançado brasileiro.

Dono de um jeito único para cabecear, e sempre bem posicionado, Super Mário Jardel sabia sempre o que fazer quando chegava a hora do golo. Quer seja de cabeça, de pé direito ou até de pé esquerdo, o matador formado em terras brasileiras raramente vacilava.

Super Mário fazia questão de festejar sempre desta forma quando fazia o golo
Fonte: O Leão da Estrela

Esta fotografia demonstra ainda uma coisa que marcou a passagem de Super Mário pelo Sporting. O facto de exibir uma camisola branca com a pergunta “Será?” nunca será esquecido e deixou água na boca a todos os adeptos leoninos. Lá para o final da época, veio-se a saber que era do Guaraná. Ele sabia do que era, nós sabíamos o que era: golos.

Foto de Capa: Super Sporting

 

Joguem à bola!

O assunto tomou grande parte das discussões pós-jornada devido ao resultado negativo do FC Porto, no passado fim de semana. A luta pelo título fica assim relançada, e dissipa as dúvidas que existissem em relação à disputa do mesmo até ao final. Importa relembrar, no entanto, que o problema não é recente. O anti-jogo sempre existiu e tem vindo a tomar grande parte dos jogos de futebol nos últimos anos.

Neste último caso, o FC Paços de Ferreira – FC Porto mereceu destaque em todos os jornais e várias análises pelos piores motivos; confirmam-se, de facto, as queixas de Sérgio Conceição em relação ao tempo útil de jogo. Num total de sete minutos de compensação na segunda parte, apenas se jogaram pouco mais de dois e meio. Ou seja, a compensação de pouco serviu. Entre “lesões”, pontapés de baliza e outras reposições de bola em jogo, mal se jogou. Ainda na primeira parte, sob um temporal gelado e bem antes do golo de Miguel Vieira, já a equipa pacense fazia um pouco de tudo para resfriar ainda mais o que se passava no terreno de jogo. No entanto, nenhuma advertência foi feita nem nenhuma ameaça de cartão amarelo foi lançada. Curiosamente, ou não, o mesmo FC Paços de Ferreira foi alvo das mesmas contestações quando recebeu um dos outros candidatos ao título, o SL Benfica. Nessa altura, os encarnados viram-se no mesmo cenário, mas com desfecho diferente; perante um golo sofrido cedo, um adversário que se queixava bastante no chão e que demorava a repor a bola em jogo, a equipa de Rui Vitória não pecou tanto na finalização e conseguiu virar o jogo para um enganador 1-3.

Luiz Phellype fez o golo dos castores, mas um bis de Jonas e um golo nos descontos de Rafa garantiram os 3 pontos aos encarnados
Fonte: FC Paços de Ferreira

O problema não está no facto de ser o SL Benfica ou o FC Porto os clubes prejudicados. Certamente que noutras situações também o Sporting CP, o SC Braga, o CD Aves ou o próprio FC Paços de Ferreira foram prejudicados por este elemento extra futebol. O antijogo será sempre condenável, seja entre que equipas for, seja em que escalão for. O problema está na mentalidade do nosso campeonato e do nosso país. E por “campeonato” e “país”, refiro-me certamente às pessoas que neles atuam, interagem e integram. Numa análise cuidada da página de estatísticas goalpoint.pt, é apresentado um gráfico que traduz na perfeição a ideia que acima refiro; a Liga portuguesa tem demasiadas paragens por lesões. Ou melhor, “pseudo-lesões”. Nas Ligas espanhola e inglesa, para muitos as melhores do mundo, assistem-se apenas a cerca de uma ou duas paragens para assistência por jogo e cerca de seis e oito por cento dos jogos têm quatro ou mais paragens. Significa isto que em Espanha e Inglaterra, quando a assistência é forçada a entrar é porque realmente é necessária, uma vez que é um acontecimento tão raro. Em Portugal verifica-se uma estatística bem diferente; assistimos a cerca de três paragens para assistência por jogo e cerca de um terço dos encontros têm quatro ou mais paragens. Na Liga francesa, campeonato que muitos adeptos portugueses desvalorizam e caracterizam como inferior ao nosso, para-se o jogo apenas duas vezes para assistência e cerca de 14% dos jogos têm quatro ou mais interrupções.

Os melhores da Primeira Liga: Defesas-centrais

Depois de um mercado de Janeiro repleto de entradas e saídas, com a promessa de deixar os plantéis nacionais mais fortes e equilibrados, o campeonato está prestes a chegar à reta final onde todas as equipas vão definir a sua classificação.

Sendo certo que nem todas as equipas da Primeira Liga lutam pelos mesmos objetivos e, sobretudo, dispõem dos mesmos orçamentos, o Bola na Rede vai, ao longo das próximas semanas, elaborar um top 5 para cada posição, procurando destacar as figuras do nosso campeonato.

Para o efeito, foram consideradas as qualidades individuais de todos os jogadores da Primeira Liga, mas também o seu tempo de jogo e, sobretudo, o desempenho até ao momento e a forma como contribuíram para o sucesso das suas equipas.

Foto de capa: SL Benfica

FC Viktoria Plzeň 2-1 Sporting CP: À conquista da Europa

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O Sporting CP consumou neste final de tarde a passagem aos quartos-de-final da Liga Europa, apesar da derrota por 2-1 contra o FC Viktoria Plzeň, no Doosan Arena, República Checa.

Para esta jornada (décima em competições europeias da equipa portuguesa), o Sporting CP levou uma confortável vantagem de dois golos sem resposta, resultado obtido na primeira mão, em Alvalade.

Em relação ao onze apresentado na primeira batalha, Jorge Jesus fez as seguintes alterações: André Pinto e Petrovic para renderem os castigados Coates e William Carvalho (viram pela quinta vez a cartolina amarela em Alvalade), e colocou em campo Battaglia e Bas Dost em detrimento de Ristovski e Montero, respetivamente, com o objetivo de anular o poder ofensivo do adversário e tentar marcar o primeiro golo do jogo.

No lado oposto, Pavel Vrba (técnico da equipa checa) não contou com David Limbersky (suspenso) e Hubnik (síndrome gripal), fazendo entrar para os seus lugares Kovarik e Hajek respetivamente. Por opção técnica, ainda colocou no onze Havel, Kopic e Bakos, deixando no banco Hejda, Petrzela e Krmencik.

A equipa da casa beneficiou de um golo madrugador… e duvidoso
Fonte: FC Viktoria Plzen

Uma primeira parte muito atípica das duas equipas, com um golo da equipa da casa logo a começar a partida. Decorriam os seis minutos de jogo quando, após assistência de Kovarik pela esquerda do ataque, o capitão Bakos abre o marcador do encontro. Fica por assinalar um fora-de-jogo ao avançado da equipa checa, mal o juiz da partida Tobias Stieler.

A ocasião de golo mais evidente por parte da equipa portuguesa saiu dos pés de Bryan Ruiz, que recebeu a bola dentro da área e na cara de Hruska a atirou ao lado do poste direito.

O resultado não se alterou até ao apito do árbitro para descanso, partindo os checos para a segunda parte confiantes na passagem à próxima fase.

Arsenal FC 3-1 AC Milan: ‘Quartos’ reservados para os ‘gunners’

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Arsenal e Milan encontraram-se uma semana depois da vitória londrina em Milão, tendo os rossoneri ainda esperanças em virar a eliminatória. Para conseguir esse feito, Gattuso apostou no português André Silva a titular, ele que deu a vitória nos descontos à sua equipa, no passado domingo.

O jogo começou, precisamente, com uma oportunidade do português, mas este rematou às malhas laterais. Ainda nos primeiros dez minutos, infelicidade para Koscielny, a figura do jogo da primeira-mão, que teve de ser substituído. O Arsenal tentava gerir os ritmos de jogo, não deixando que este se agitasse muito, como era intenção dos italianos.

O jogo animou por volta da meia hora de jogo. Primeiro, num contra-ataque, Welbeck testou Donnarumma. O Milan ia respondendo, trocando a bola no meio campo dos Gunners e foi nesta sua melhor fase do jogo que inaugurou o marcador. Um remate potentíssimo de Çalhanoglu não deu a mínima hipótese a David Ospina, para gaudio dos milhares de adeptos rossoneri. No entanto, a resposta dos da casa não tardou e, já depois de uma tentativa de Ramsey, surgiria o momento do jogo: queda de Welbeck na área sem que Ricardo Rodriguez lhe tocasse, mas assim não entendeu o árbitro de baliza que ordenou o assinalar de uma grande penalidade a favor do Arsenal, que o próprio Welbeck não desperdiçou e restabeleceu a igualdade, apenas três minutos depois de se ver em desvantagem. No lance imediatamente a seguir, a bola foi ao braço de Chambers na área do Arsenal, mas o árbitro não entendeu que fosse intencional, o que deixou Gattuso furioso. Até ao descanso, uma oportunidade para cada lado: primeiro para os visitantes, com André Silva a cabecear para defesa de Ospina após um excelente cruzamento de Suso e, na resposta, um míssil de Wilshere foi travado por Gigi Donnarumma.

O intervalo chegava com um empate justo e com um Milan mais dinâmico e atrevido à procura da vitória, perante um Arsenal mais controlador e a apostar nas transições.

A segunda parte foi menos emocionante, na medida em que o Arsenal foi mais dominador e, a partir do momento em que chegou à vantagem, matou o jogo. Ainda nos cinco minutos iniciais, Mkhitaryan rematou para defesa apertada do guardião italiano. Na baliza oposta, talvez na melhor jogada do encontro, Cutrone rematou em vólei mas não deu o melhor seguimento ao excecional trabalho de André Silva, que rodou sobre si próprio e cruzou com conta, peso e medida para o italiano. O Arsenal ia adormecendo o jogo mas não se deixou adormecer e, à entrada dos vinte minutos finais, matou a eliminatória com um potente remate de Xhaka que Donnarumma defendeu de forma deficiente, colocando mal as mãos à bola e fazendo com que esta entrasse na sua própria baliza. Como se diz na gíria, “um frango” do transalpino.

 

O segundo golo do Arsenal sentenciou a eliminatória
Fonte: Arsenal FC

Este golo sentenciou o jogo, o Milan desacreditou e abriu espaços atrás, que foram aproveitados pelos Gunners para fazer o seu terceiro golo da noite num cabeceamento de Welbeck, ele que já tinha iniciado a jogada, apareceu na área para marcar na recarga a uma defesa incompleta de Gigi Donnarumma.

O jogo chegaria ao fim com o 3-1 no marcador, um resultado algo pesado para o Milan que deu uma boa imagem nesta segunda-mão, acreditando ser possível avançar na competição e procurando sempre a baliza adversária. O Arsenal acaba por ser um vencedor justo deste jogo e um justíssimo vencedor desta eliminatória, já que é mais equipa que o Milan, possuindo jogadores com mais cultura técnica e tática, que permite a Arsene Wenger jogar com os momentos do jogo. Fica na nossa imaginação o que poderia ser da eliminatória se o árbitro não tivesse inventado o penalti que deu o empate ao Arsenal, logo depois do golo rossoneri. No entanto, não deixou de ser uma eliminatória interessante e atraente, onde a maturidade dos ingleses prevaleceu ao sangue fervoroso dos italianos.

Foto de capa: Arsenal FC

Jonas: 33 anos e 31 golos

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Há textos que são difíceis de se escrever por ser um tema demasiado vago e há outros, como este, que são difíceis de escrever pois além de não estarmos a contar nada de novo, são já poucas as palavras disponíveis para o escrever. E porquê? Porque trata-se de falar do atual melhor marcador do campeonato nacional, do futebol português e da Europa: senhores e senhoras, apresento-vos Jonas “Pistolas”.

Jonas é, mais uma vez, uma maravilha de surpresa do futebol europeu. Com trinta e quatro anos e a cumprir a quarta temporada ao serviço do Benfica, encontra-se a dois golos de bater o seu recorde de maior número de golos no Benfica, isto na temporada 2015/16 onde marcou na totalidade trinta e seis golos. Nesse mesmo ano, apenas no campeonato, tinha marcado trinta e dois golos (um a mais dos marcados neste campeonato até ao dia de hoje). Agora, numa temporada sem nenhuma lesão até ao momento, Jonas destaca-se a jogar sozinho na frente a ser protagonista num número elevadíssimo de golos dos encarnados no campeonato. Com dois jogos a marcar três golos, muitos são os bis e muitas são as jornadas a marcar um golo e às vezes em jogos consecutivos.

Se no inicio podíamos duvidar das suas capacidades a jogar sozinho na frente, hoje podemos admitir que Rui Vitória acertou em cheio com a sua decisão, na altura na deslocação a Guimarães. Uma decisão que deu mais responsabilidades ao craque de trinta e quatro anos mas que foi a melhor decisão a tomar.

Para mim, e muito me custe dizer pois foram bastantes e bons, Jonas foi e é o melhor avançado ao serviço do Benfica nos últimos dez ou mais anos
Fonte: SL Benfica

Jonas destaca-se não só no campeonato nacional. Na luta pela bota de ouro europeia, o brasileiro está isolado nos melhores marcadores com os tais trinta e um contra os vinte e quatro de… Gomis, Cavani, Kane, Messi e Salah. O brasileiro está em plena forma no campeonato nacional e será muito complicado os concorrentes diretos como Marega e Bas Dost conseguirem bater o atual camisola dez do Benfica. Onde se destaca, no campo, Jonas? A pergunta tem resposta fácil. Em toda a zona do meio-campo para a frente com principal destaque no último terço do terreno.

O facto de ser um falso nove, podemos ver muitas vezes Jonas a dar inicio a jogadas mas a ser sempre ele a tentar finaliza-las da melhor forma. O brasileiro não tem uma grande velocidade mas tecnicamente não há melhor. A facilidade com que finaliza da melhor forma uma bola que chegue aos seus pés inveja qualquer avançado do futebol português e da europa.

A grande questão é: onde e quando vai parar Jonas? A idade já é o que é mas a verdade é que pouco interessa comparando com as surpresas que Jonas tem vindo a dar aos adeptos do Benfica. Será que dura mais um, dois, três, quatro anos? Não sabemos. Mas reforço, desde que continue a “carregar o Benfica às costas” desta forma, por mim podemos quase renovar o contrato de uma forma “vitalícia”.

Foto de Capa: SL Benfica