Um ano antes de Éder dar o pontapé mais importante da história do futebol português, a seleção nacional viveu uma espécie de prenúncio do sucesso que estava para vir. Com prestações que ficaram na memória, os sub-21 da equipa das quinas encantaram na República Checa e caíram apenas na final no europeu do escalão.
O conjunto, muito heterogéneo, juntava jogadores a quem se augurava um grande futuro, alguns já titulares em equipas competitivas, com jovens que procuravam ainda ganhar o seu lugar na elite do futebol.
Após uma fase de qualificação irrepreensível (oito vitórias em igual número de jogos) e de um play-off quase perfeito contra a Holanda (aglomerado de 7-4, com vitórias em ambas as partidas), Rui Jorge manteve a base da equipa e não teve problemas em chamar atletas já internacionais A, como Raphael Guerreiro, Bernardo Silva, João Mário ou William Carvalho.
Com todo o elenco à sua disposição (durante a qualificação teve de prescindir de alguns elementos várias vezes por compromissos da seleção A), Rui Jorge manteve o sistema, mas definiu, finalmente, uma equipa-base, com oito dos 11 elementos a repetirem a titularidade em todos os jogos da fase final. As exceções foram a dupla de ataque, Ricardo Pereira e Ivan Cavaleiro, suplentes no encontro frente à Itália, e Tiago Ilori, afastado da meia-final por lesão.
Fonte: Uefa.com
Assim, é legítimo nomear aquela que foi a equipa titular de Portugal no Euro sub-21 de 2015, coincidente com as escolhas de Rui Jorge para a final perdida frente à Suécia: José Sá; Ricardo Esgaio, Tiago Ilori, Paulo Oliveira e Raphael Guerreiro; William Carvalho, Sérgio Oliveira, João Mário e Bernardo Silva; Ricardo Pereira e Ivan Cavaleiro.
Deste elenco, saltam de imediato à vista os quatro nomes já citados: João Mário e William Carvalho, na altura ambos no Sporting, e Bernardo Silva e Raphael Guerreiro, que atuavam na Ligue 1, ao serviço de Mónaco e Lorient, respetivamente.
Na tarde de domingo e perante mais de dois mil espetadores nas bancadas do pavilhão número um do complexo desportivo das águias, Benfica e Gijón disputaram uma final extremamente equilibrada e de grande promoção ao hóquei em patins feminino. Naquele que foi o primeiro jogo decisivo entre portuguesas e espanholas, o Club Patín Gijón levou a melhor, tendo vencido por 4-3.
O Benfica, tal como acontecera na meia-final, não começou bem e num lance de insistência, que aparentou ser precedido de falta sobre Marlene Sousa, Julieta Fernández fez o 1-0. As encarnadas responderam e quase que chegavam ao empate. Valeu Elena González.
Disputados cerca de seis minutos de jogo, Marta González viu um cartão azul por ter feito um enganchamento sobre Inês Vieira. Marlene Sousa, encarregada da marcação do livre-direto, não desperdiçou e empatou a partida.
Rubén Muñoz, a cumprir a segunda temporada ao serviço do Gijón, conquistou a sua primeira Euroliga desde que chegou à equipa catalã Fonte: BnR/Carlos Silva
Num encontro que se demonstrava equilibrado, as duas guarda-redes iam brilhando, mas devido a um ressalto ganho pelas espanholas junto da baliza encarnada, María Díez fez o 2-1. Logo a seguir, María Díez viu um cartão azul por uma falta dentro da sua grande área. “Maca” Ramos, com uma grande chance para restabelecer o empate, stickou por cima.
Em situação de superioridade numérica, o Benfica não teve nenhuma oportunidade de realce, tendo até sido o Gijón a dispor da melhor chance, que foi negada por Maria Vieira.
O tempo ia correndo e o Benfica ameaçando, mas a bola não entrava. “Maca” Ramos, Marlene Sousa e as irmãs Lopes iam deixando as águias perto do empate.
A faltarem cerca de nove minutos para o intervalo, “Maca” viu-lhe um golo ser anulado devido a uma falta cometida antes do esférico ter feito balançar as redes de Elena González. Por seu lado, o Gijón, mais tranquilo em rinque, apenas atacava pela certa, mas isso não impedir as espanholas de criar perigo. Por duas vezes, a equipa da região da catalunha ficou perto do terceiro golo da tarde.
Finalizada a primeira parte, o Gijón foi a vencer por 2-1 para os balneários. Contudo, consoante o que ambos os conjuntos haviam apresentado em pista, o empate seria o resultado mais justo. Porém, as bolas que contam são as que entram e as espanholas fizeram as redes balançar em duas ocasiões e o Benfica apenas numa.
Na ressaca do jogo frente ao Viktoria Plzen, na República Checa, o Sporting Clube de Portugal recebeu, em jogo a contar para a 27ª jornada, o Rio Ave Futebol Clube.
Jorge Jesus optou por atribuir a titularidade a Piccini e a Rúben Ribeiro, deixando assim Acuña no banco. É ainda de destacar o regresso de Coates, a titularidade de Battaglia e o facto de Wendel começar o jogo no banco.
Por sua vez, Miguel Cardoso deixou sete titulares em campo, comparativamente com o último jogo (vitória por 2-1 frente ao Feirense). O técnico lançou assim, para este jogo, Diego, Leandrinho, Nadjack e Marcão.
O jogo começou com o pontapé de saída do filho de Fernando Peyroteo, jogador que foi homenageado aos nove minutos, em que os milhares de adeptos presentes no estádio colocaram os cachecóis no ar, simbolizando o número que utilizava na camisola leonina. Pode-se mesmo dizer que este foi o momento mais emocionante nos primeiros vinte minutos, em que ambas as equipas jogaram com muita cautela e não abriram muitos espaços para ataques perigosos.
Contudo, o vigésimo minuto entusiasmou os adeptos: Bruno Fernandes, através de um livre direto, atirou a bola à barra; Dost, na recarga, cabeceou para o atento Cássio sacudir a bola para canto. Gelson, preparando o que se viria a seguir e, na ressaca de um canto, rematou rasteiro para defesa fácil do guardião vila-condense.
Se três é o número da perfeição, o minuto 23 foi de pura magia. Bruno Fernandes colocou o esférico na grande área, onde se encontrava Bas Dost. O holandês passou de forma sublime para Gelson, que apareceu nas suas costas, e levou o Estádio José Alvalade ao rubro: com pés de lã, tirou dois adversários do caminho e atirou ao poste mais afastando; a bola beijou-o e só parou no fundo das redes.
Coentrão, embalado pelo golo do colega, quis dar o ar da sua graça e, depois de ultrapassar um adversário do caminho, e numa tentativa de cruzar, acabou mesmo por estar perto de festejar. A bola foi à barra e acabou por ser sacudida pela defensiva do Rio Ave.
O Rio Ave tentou responder a este ímpeto atacante do Sporting. Yuri Ribeiro avançou no terreno, sem oposição, e rematou em direção à baliza. A bola ainda sofreu um desvio mas Rui Patrício estava atento.
Antes do intervalo, ainda houve tempo para mais um ataque importante do Sporting. Bruno Fernandes recebe a bola no meio, faz uma finta com o corpo e atira para uma enorme intervenção de Cássio.
Gelson Martins, depois de 120 minutos em Plzen, ainda conseguiu ter pernas para fazer maravilhas no José Alvalade Fonte: Sporting Clube de Portugal
O jogo foi para intervalo com os leões em vantagem por uma bola, quando poderiam ser muitas mais. Por sua vez, a equipa visitante não conseguiu criar muitas jogadas de perigo, sendo o seu guarda-redes o homem do jogo até ao fim dos primeiros 45 minutos. Nota ainda para o árbitro Rui Costa, que não teve discernimento para deixar o jogo rolar com mais frequência.
O segundo tempo foi bem mais calmo. O Sporting continuava por cima no jogo, contudo com menos intensidade do que aquela que apresentou na primeira metade. Quando batia a hora de jogo, os leões acabaram por estar perto do golo. O lance foi levado a cabo através de um entendimento entre Gelson e Coentrão. O defesa triangulou com o extremo e atirou de novo ao ferro; Coentrão voltava a ser travado pelo poste, deixando transparecer a sua frustração.
À passagem do minuto 67, William levou tudo à frente e assistiu Bruno Fernandes e este, com tudo para fazer o golo, atirou a rasar o poste.
Foi preciso esperar mais um quarto de hora para que a emoção inundasse o campo e as bancadas: Sporting mole e defesa dura, tanto tenta até que fura! Gelson, novamente, retirou o coelho da cartola e desnorteou a defesa vila-condense, cruzou para a área e o resto… bem, o resto é a lengalenga a que já nos habituaram: Dost, de cabeça, fuzilou Cássio, que ficou pregado ao chão a olhar para a bola a entrar.
O tempo de jogo ainda deu para que Fábio Coentrão, que deixou mais uma vez a alma de leão, fosse ovacionado pelos cerca de 42 000 adeptos presentes nas bancadas, depois de estar presente em grande parte das jogadas importantes do jogo.
O Sporting acabou por vencer com tranquilidade e passar com distinção ao teste colocado pela equipa de Miguel Cardoso. Afasta assim o Sporting de Braga, o próximo adversário para o campeonato, num jogo que se adivinha muito complicado. Apesar disso, a pressão está do lado dos bracarenses.
Por sua vez, o Rio Ave apenas se pode queixar de si próprio. Entrou em jogo com uma mentalidade muito acanhada e pouco trabalhou para que esta se fosse desenvolvendo mais além. Beneficiou de algumas faltas marcadas por Rui Costa, mas que acabou por não conseguir aproveitar.
Pedro Marques iniciou a sua carreira como defesa, nos escalões de formação, ainda no futebol de sete. Hoje é uma das esperanças como ponta de lança, do futebol português e do futebol leonino.
O jovem leão, que atua na equipa “B”, deu os seus primeiros passos no futebol ao serviço do Estoril-Praia e do Belenenses. Posteriormente, chegou ao Sporting Clube de Portugal, com idade de júnior. Na temporada passada, ao serviço da equipa sub-19 do Sporting, sob a liderança do treinador Tiago Fernandes, Pedro Marques foi decisivo no título nacional.
Na época 2016/2017, Pedro Marques realizou 39 partidas e marcou 29 golos, alinhando pela equipa “B” e Sub-19. Esta temporada, aos dezanove anos, soma vinte jogos e três golos na Ledman LigaPro, ao serviço da equipa “B”. Um campeonato extremamente competitivo e que irá contribuir para o jovem leão ganhar minutos e experiência competitiva.
Pedro Marques marcou três golos nos últimos dois jogos da equipa B Fonte: Instagram de Pedro Marques
O jovem avançado é letal dentro da grande área, um finalizador nato, joga bem com os dois pés e também é eficaz no jogo aéreo. Tecnicamente evoluído, não tem receio de encarar os defesas no um contra um, tendo ainda qualidade de passe. Mas sobretudo, destaca-se pela inteligência nas suas movimentações, sendo um avançado com golo.
Estamos perante mais um talento do futebol português, “made in Sporting”, que poderá um dia chegar à equipa principal dos leões. Um jovem atleta que vale a pena seguir com atenção.
O caso prolongar-se-á indefinidamente. Há toda uma rede de “exímios” profissionais das suas áreas que é acusada de participar em crimes de violação do segredo de justiça, de dívidas ao fisco, branqueamento de capitais, entre outros. O amontado de casos análogos (Casos dos e-mails, Operação Lex, E- toupeira) faz com que o público não tenha bem noção do que realmente difere entre cada caso. Isto tudo acontece porque muitos órgãos de comunicação social de renome aplicam a máxima de “sermos os primeiros”: mal se vê um advogado do SL Benfica à porta de um tribunal ou um elemento da estrutura encarnada a dar um passeio pelo Terreiro do Paço, a notícia aporta nos sites dos respetivos meios de comunicação social.
A imundice é já tanta e a quantidade de factos que poderão comprovar os alegados crimes são tão abundantes, que é natural que sejam colocados todos no mesmo saco: Luís Filipe Vieira e, infelizmente, irremediavelmente, Sport Lisboa e Benfica. E esta é a parte grave, porque não afeta só um Presidente e todos os alegados cúmplices, prejudica milhões de pessoas.
Quais poderão ser as consequências de todos estes casos para a instituição SL Benfica? Fonte: SL Benfica
Deixando de lado o discurso “romântico-clubístico”, no qual se reveem a maioria dos adeptos benfiquistas, é elementar conferir quais as consequências para a marca Benfica, cuja popularidade foi vangloriada pelo Presidente encarnado.
O “faz tudo”, Soares Oliveira, que foi o mesmo senhor que já veio falar da compra de um clube da Premier League, que já surgiu ao público afirmando que o Benfica é um dos clubes mais vanguardistas da europa, que já se reuniu com investidores chineses, pronunciou-se sobre os efeitos desta desonra: «Estudamos tudo o que pode afetar a marca Benfica». Depois desta declaração tudo fica em águas mais brandas, até porque a prestigiada Fly Emirates nem está a ponderar afastar-se das camisolas vermelhas dos jogadores do Benfica: antes não fosse ironia. De acordo com o jornal “O Jogo”, os patrocinadores do Benfica estão preocupados com as consequências para as suas marcas, devido à exposição mediática do Benfica com os casos que afetam o clube encarnado – empresas como Emirates, Sagres, Coca-Cola, NOS e Huawei, “querem ouvir explicações sobre tudo o que tem sido tornado público e sobre a responsabilidade do Benfica em cada processo e as soluções pensadas para proteger a marca do clube e, por inerência, os seus investidores” – escreveu o jornal “O Jogo”.
A Roma chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões. Não me parece anormal, já que apresentou um excelente desempenho no grupo em que calhou em sorte, e nos oitavos derrubou uma equipa igualmente bem orientada, mas sem as pretensões de clubes de posses maiores. É um clube assim que lhe calhou “em sorte”, os culés, o FC Barcelona.
Antevendo este embate, qualquer casa de apostas dá como favoritos os blaugrana. Quer em casa, quer fora. Não é fácil jogar em Roma, atenção, mas Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique, ou City seriam também apontados como favoritos. Clubes que não são imbatíveis, mas batê-los seria algo mais do que a “simples” passagem às meias.
Outra curiosidade é o facto de termos duas equipas da Seria A nos quartos de final. Estes últimos seis a Juventus foi sempre campeã, e mais curioso ainda foi o bem modesto 7º lugar na classificação na temporada que antecedeu o primeiro título nacional conquistado neste série que se mantém, e parece continuar, se bem que o Nápoles está vivo. A Liga Italiana, que já foi a melhor do mundo, após uma quebra a nível competitivo interno, deixa o indício de voltar a colocar equipas num contexto competitivo externo.
Voltando à Roma, e às suas hipóteses na presente edição da Liga dos Campeões, que me parecem muito mínimas, não se lhe permite dar a eliminatória por perdida. Característica bem conhecida de qualquer italiana é a sua capacidade em defender. Chamam-lhe a “arte de defender”. Não é só isso, mas pode começar aí a abordagem aos dois jogos contra um Barcelona que não facilita.
Levar o jogo vivo para o Stadio Olimpico pode não ser a solução, mas pode ser fator a ter em conta Fonte: AS Roma
A primeira mão joga-se no Camp Nou. Sendo a equipa, teoricamente, que irá cair aos pés dos catalães, e Di Francesco não deverá encarar o jogo como se fosse frente ao Shakhtar, mas segundo as mesmas intenções: mas agora, no máximo dos máximos, trazer a eliminatória ainda remediável para terras transalpinas. Muita contenção defensiva em Camp Nou, ou atrevimento ofensivo? Prevejo as duas, o Barça assim o obriga.
É muito difícil ver o Barcelona cair. É improvável que a equipa romana o consiga fazer. Mas vêem-se muitos jogadores a subir de nível, como por exemplo, de equipas como a Roma para equipas como o Barcelona, e corresponderem ao que o nível “elite” exige. Vejo em Dzeko um ponta de lança mortífero, que condiz com o passado do calcio: com defesas mais impenetráveis, melhores pontas de lança são precisos. Em tempo os reais matadores fizeram lá escola, como Crespo, “Pippo” Inzaghi, Adriano, Ibra, Shevchenko, Toni, Di Natale, Vieri, Trezeguet, Totti, Batistuta, Del Piero… Dzeko é um ponta de lança que resolve. A defesa romana, que nele mesmo começa, já que será o primeiro da equipa a defender, pressionando o possante meio campo blaugrana, terá o bósnio sempre no seu horizonte. A estratégia romana dependerá não apenas de si, mas também do demérito de jogadores adversários, pois em situações normais já apontamos quem seguirá em frente na competição.
Atualmente, no futebol português, reside um mistério que mesmo os mais entendidos ainda têm dificuldade em explicar. Este mistério tem como ponto de origem a cidade Invicta e manifesta-se sob a forma do extremo mexicano Jesús Corona. Teoricamente, a Jesús Corona não falta nada! O mexicano é dotado de uma técnica acima da média, é rápido e temível no um-para-um. No entanto, esta época não tem conseguido render. Alguém consegue desvendar este mistério?
A chegada de Jesús Corona ao FC Porto, em 2015, por uma verba a rondar os 10 milhões de euros, despertou o olhar dos mais atentos e desde cedo os focos se viraram para o mexicano. Corona não desiludiu, e logo na estreia bisou! Nos jogos que se seguiram Tecatito continuou a deslumbrar, sendo que a sua aquisição foi mesmo uma das poucas positivas na “Era Lopetegui”. Na época de estreia, Corona terminou com o registo interessante de oito golos marcados em 35 jogos.
Terminada a época de adaptação de Corona ao futebol português toda a gente esperava uma segunda época de explosão e afirmação no reino do Dragão. Apesar de a sua época ter sido positiva, com um registo de seis golos em 41 jogos, não correspondeu totalmente às expetativas que os adeptos tinham depositado em Corona. Os adeptos queriam mais e Corona podia dar mais!
A contratação de Jesús Corona é condicente com uma das fases menos positivas do FC Porto nos últimos anos. Durante esta seca de títulos, Corona foi orientado por Julen Lopetegui, José Peseiro e Nuno Espírito Santo. O mexicano não foi capaz de sobressair realmente com nenhum deles, algo muito negativo já que os verdadeiros craques vêm ao de cima quando a sua equipa mais precisa. No entanto, com a chegada de Sérgio Conceição esta época, esta inconsistência “crónica” de Corona parecia finalmente ter cura.
Sérgio Conceição era e é um treinador diferente de todos os outros e conseguiu, de forma inequívoca, potenciar algum dos talentos adormecidos do plantel, tal como Herrera e Brahimi. Todos os adeptos ansiavam em ver o que é que o “toque mágico” do técnico português era capaz de fazer com Corona, mas pelos vistos não surtiu qualquer efeito.
Jesús Corona foi aposta de Sérgio Conceição desde o início da época e todos pensavam que o extremo fosse capaz de acompanhar e de se moralizar com o excelente momento da equipa. Tal não aconteceu e Corona está a ter, atualmente, a pior época de dragão ao peito com apenas dois golos em 37 jogos.
Corona tarda em cumprir aquilo que “prometeu” aquando da sua chegada ao FC Porto Fonte: FC Porto
A inconsistência do mexicano é inacreditável! Por cada jogo bom, Corona faz uma série de jogos maus. Um jogador que reúne tantas caraterísticas invejáveis, que qualquer extremo almeja possuir, e não é capaz de aproveitar o dom e o talento que tem. É uma pena!
Jesús Corona já foi decisivo esta época, com um golo isolado na Pedreira, em Braga, num dos jogos mais difíceis da época, em que o FC Porto bateu os minhotos por uma bola. Desde então, o extremo baixou e muito de forma e o seu nome no onze inicial vai variando de jogo para jogo. Ora joga de início, ora entra e cumpre alguns minutos, como aconteceu neste último embate frente ao Boavista FC. O nome de Corona deixou de ser temido pelos defesas adversários. Cada vez mais, o mexicano é só mais um em campo e não aquele jogador capaz de desequilibrar e destruir defesas adversárias como prometeu ao início.
É um mistério difícil de explicar. O jogador tem oportunidades, talento não lhe falta e, a juntar a isso, a equipa vive um excelente momento de forma, praticando um futebol atrativo. Será que Corona não consegue sair da sombra de Brahimi? Será que ele está insatisfeito de dragão ao peito? Quem saberá?
Jogo grande no Municipal de Arouca, que colocava frente a frente o melhor ataque (Académica) e a melhor defesa (Arouca), duas equipas envolvidas na luta pela subida.
A primeira parte foi muito disputada, mas longe das balizas. O primeiro quarto de hora foi de maior domínio dos da casa, registando-se uma perdida de Roberto, que não acreditou que ambos os centrais da Briosa falhassem a interceção. Responderam os forasteiros ainda antes dos vinte minutos, num livre de Chiquinho, que Bracali sacudiu.
A partir daí, assistiu-se a um verdadeiro deserto de oportunidades, com o jogo muito disputado a meio-campo e com a qualidade que o relvado permitia. O que ia animando os adeptos eram as provocações e as discussões entre dirigentes rivais, que contrastavam com a correção dos jogadores em campo. A Académica teve a sua melhor oportunidade ainda antes do intervalo, quando Luisinho apareceu solto no lado direito da área mas rematou por cima.
O intervalo chegava com um nulo no marcador, que traduzia na perfeição aquilo que se passava em campo.
A festa dos arouquenses, que compareceram em massa Fonte: Bola na Rede
A segunda parte não destoou muito da primeira, tendo animado apenas nos quinze minutos finais. No entanto, a equipa da casa teve sempre mais iniciativa e era a mais inconformada com o empate. Aos 49 minutos, Bukia entrou bem na área, mas o remate de trivela saiu ao lado. Ainda nos dez minutos iniciais, o Arouca desperdiçou uma enorme oportunidade para se colocar em vantagem: Barnes Osei, lançado na profundidade, tinha tudo para tocar ao lado em Roberto para este só ter que encostar para o fundo das redes, mas atrapalhou-se e, quando o fez, apareceu João Real a tirar o pão da boca ao avançado português. Que corte do central da Briosa!
O Arouca era a equipa mais perigosa e os estudantes estavam a acusar a fadiga do jogo a meio da semana, perdendo, invariavelmente, os duelos no meio do terreno. Roberto, num cruzamento remate venenoso e Ericson na sequência de um canto, visaram a baliza de Ricardo Ribeiro, respondendo Chiquinho, o mais inconformado dos estudantes, para boa defesa de Bracali. Até que chegamos aos últimos dez minutos do tempo regulamentar, altura em que Miguel Leal trocou de pontas-de-lança, fazendo entrar Areias para o lugar do desinspirado Roberto. A entrada do ponta-de-lança português teve efeito imediato, tendo combinado com o também vindo do banco Erick Salles, que foi derrubado por João Real dentro da área. Na cobrança do castigo máximo, Palocevic não tremeu e fez o golo da vitória arouquense, quando o relógio marcava 84 minutos.
Palocevic não tremeu da marca dos 11 metros Fonte: Bola na Rede
Até final, a Briosa, com mais coração do que cabeça, ia despejando bolas na área arouquense, mas sem perigo relativo. Mais perigo tiveram as investidas de Areias e de Bukia que, com a Académica toda balanceada para o ataque, poderiam ter sentenciado o jogo.
O resultado não se alteraria e foi muito festejado pelo Arouca, que conseguiu vencer novamente em casa, algo que já não acontecia há três jogos. A Académica perdeu uma boa oportunidade para se afastar dos rivais diretos, mas continua em boa posição para alcançar a subida de divisão. Nota ainda para a grande moldura humana presente no Municipal de Arouca, quer no apoio à equipa da casa, quer as centenas de adeptos que viajaram desde Coimbra para apoiar a equipa forasteira.
A bola está quase a rolar e o Bola na Rede não quer que percas nada: damos hoje o pontapé de saída para a cobertura das Fases Finais dos Campeonatos Universitários de Lisboa da ADESL. E haveria melhor forma de começar que não fosse com uma entrevista exclusiva ao seu presidente? O presente e o futuro dos Campeonatos Universitários de Lisboa, bem como a antevisão das Fases Finais deste ano, pela boca de Gonçalo Rosmaninho, que nos recebeu no Estádio Universitário de Lisboa.
Bola na Rede (BnR): O que é a ADESL?
Gonçalo Rosmaninho (GR): A ADESL é a associação que organiza os campeonatos universitários em Lisboa. É a responsável por não só fazer o apuramento do campeão regional, mas também fazer o apuramento para os campeonatos nacionais, conforme o número de participantes. O número de equipas influencia a participação no campeonato nacional.
BnR: O teu mandato começou no início deste ano letivo: quais eram os seus objetivos?
GR: Os objetivos para este mandato basearam-se na comunicação e na melhoria da comunicação interna e externa da Associação. Seja com fotografias, com meios multimédia: o objetivo é que a imagem de marca da ADESL comece a ser reconhecida neste meio. A nível dos media também tínhamos a ambição de começar a entrar por essa via, bem como a nível de formações de dirigentes associativos. Queremos formar não só os dirigentes, como jogadores e treinadores, tudo o que houver por aí. Esses são os pilares principais. Fazer também a ligação com os centros de poder, como o IPDJ, e renovar o contrato de programa com a Câmara Municipal de Lisboa são muito importantes. Todos esses apoios são fundamentais para uma estrutura que depende financeiramente por parte da FADU [Federação Académica de Desporto Universitário] e dos seus associados. E se queremos crescer, tem de haver um maior quadro a nível de funcionários, a nível organizativo, e isso só é permitido se crescermos a nível financeiro. Por isso, também é um financiamento na parte dos parceiros e patrocinadores, que dão maior visibilidade aos campeonatos.
BnR: Têm cumprido a maior parte dos objetivos?
GR: Sim, todos os objetivos têm sido cumpridos. O feedback por parte dos atletas e dirigentes tem sido bastante positivo.
Gonçalo Rosmaninho levou-nos a conhecer o Estádio Universitário antes da entrevista Fonte: Bola na Rede/Magda Cruz
BnR: Que lacunas identificas ainda no desporto universitário em Portugal e, mais propriamente, em Lisboa?
GR: Falta muita coisa, se calhar. A começar pelo nível de organização interna das associações, falta trabalhar muito esse parâmetro. Se calhar é uma falha também da ADESL, que não dá o apoio total e necessário. Estamos a falar de cerca de 200 equipas e 64 clubes. São 3500 atletas, é muita gente. Muitas equipas, muitos clubes. A nível de orgânica é complicado gerir tudo. Mas, se tivermos uma orgânica forte, acredito que seja possível haver um crescimento no número de atletas e da qualidade e mérito dos campeonatos.
BnR: Quantos estudantes é que têm neste momento sob a vossa alçada?
GR: São cerca de 3000, 3500 atletas. Se contarmos com outros agentes desportivos (dirigentes, delegados, etc), falamos de cerca de 3500. Só atletas, cerca de 3000, 3200.
BnR: O número tem vindo a aumentar?
GR: Tem-se mantido de há uns anos para cá. Quando tens um decréscimo em algumas modalidades, acabas por ter um decréscimo noutras. Mas a nível de números físicos tem-se mantido. O objetivo é começar a trabalhar para que haja um crescimento a nível de números e também uma preparação dos atletas que competem aqui em Lisboa para os campeonatos nacionais.
Realizaram-se hoje os Campeonatos Nacionais de Corta-Mato Longo em Monforte, com a vitória completa do Sporting, tanto no feminino quanto no masculino!
No Feminino, o Sporting já era o claro favorito para revalidar o título, sendo que tinha 5 das 10 primeiras atletas dos campeonatos transactos. Sara Catarina Ribeiro, em 29:46, venceu pela primeira vez o campeonato nacional de crosse, num percurso marcado por muita lama e duras condições para as atletas.
Fonte: Federação Portuguesa de Atletismo
O pódio, todo ele foi verde e branco, com o segundo lugar a pertencer a Sara Moreira, correndo os 8km em 29.52, bem próximo da primeira classificada. Mais uma vez, Sara volta a ficar tão próximo do primeiro lugar do pódio…o dia chegará! Mais atrás, a completar o pódio, Inês Monteiro, em 30 minutos e 40 segundos. No entanto, não foi uma vitória fácil e sem drama: Jessica Augusto (que era a campeã em título) apresentou problemas físicos – pareceu uma entorse – e foi obrigada a abandonar a prova mais cedo quando a liderava, sendo que a atleta do Sporting que fechou a equipa, Sandra Teixeira terminou fora do top-10, tornando este triunfo leonino bem mais apertado do que o previsto!
Sara Catarina Ribeiro Fonte: Federação Portuguesa de Atletismo
Já no masculino, foi o oposto! Esperavam-se maiores dificuldades colectivamente para o conjunto leonino e tal não se confirmou. Começando pela vitória inédita no individual para o experiente Rui Teixeira, que já na temporada passada havia terminado no pódio e que agora, aos 35 anos, conseguiu mesmo tornar-se o novo campeão nacional, correndo o percurso de 10km em 32.16 minutos.
Rui Teixeira Fonte: Federação Portuguesa de Atletismo
Rui Pinto (Benfica), o campeão da época passada, parecia ter começado bem lançado para revalidar o título, mas terá pago o forte arranque num complicado peso, quedando-se pela segunda posição do pódio, em 32.38. A fechar o pódio, Samuel Barata (também do Benfica), próximo de Rui Pinto em 32.48.
De resto foi um festival do Sporting, que colocou 6 outros atletas (!) no top-10, num total de 7, não tendo quaisquer problemas para revalidar um título que se previa mais complicado.
Fonte: Federação Portuguesa de Atletismo
Recorde-se que o Sporting, ao vencer a Taça dos Campeões Europeus deste ano, já tinha garantido a participação na prova, no feminino e masculino, para o próximo ano. Desta forma, o RD Águeda no feminino e o SL Benfica no masculino irão também marcar presença na próxima edição da competição europeia de clubes, por terem ficado em segundo nos Nacionais.