Nota prévia: O funcionamento desta Liga das Nações, bem como as suas vantagens e desvantagens, estão explicados, em três episódios do podcast 120s de Bola, na página seguinte deste artigo.
Não nos podemos queixar da sorte. Tendo em conta os possíveis adversários da seleção portuguesa, o emparelhamento com Itália e Polónia (jogos a disputar entre Setembro e Novembro deste ano, um deles em casa, o outro fora) no grupo 3 da Liga A pode ser visto com optimismo.
É certo que os transalpinos têm na Liga das Nações uma óptima oportunidade para vingar o não-apuramento para o Mundial 2018 e que os polacos têm registado um crescimento assinalável nos últimos anos, mas estas seleções acabam por ser teoricamente mais acessíveis do que uma França (adversário teoricamente mais difícil do pote 2) ou uma Holanda (pote 3), pelo que o apuramento para a fase final desta competição (apenas assegurado pelo 1º lugar no grupo) está ao alcance de Portugal.
Caso se qualifique, a seleção lusa apurar-se-á para a Final Four, a disputar e Junho de 2019, com anfitrião a designar em Dezembro deste ano, onde encontrará os vencedores dos grupos 1 (Alemanha, França e Holanda), 2 (Bélgica, Suíça e Islândia) e 4 (Espanha, Inglaterra e Croácia) da Liga A. Caso vença a Liga das Nações, Portugal, para além de colecionar mais um título, garantirá o apuramento para o Euro 2020.
Eis o sorteio completo da Liga das Nações 2018/19 Fonte: UEFA
Quanto ao sorteio das outra Ligas (onde o primeiro lugar do grupo garante a subida de divisão e o último a despromoção, excepto na Liga D), e cujo sorteio completo deixamos na imagem acima, reina o equilíbrio na Liga B, com grupos previsivelmente muito renhidos, alguma vantagem teórica para Hungria e Grécia no grupo 2, Eslovénia no grupo 3 e Sérvia no grupo 4 da Liga C e ainda para a Bielorrúsia no grupo 2 e para o Azerbeijão no grupo 3 da Liga D.
Mas o favoritismo é apenas, lá está, teórico. Porque hoje em dia, como se ouve cada vez mais dizer, já não há jogos fáceis. E como esta Liga das Nações visa terminar com os jogos amigáveis, essa facilidade termina, definitivamente. A partir de agora será sempre a doer.
O Sporting Clube de Portugal disputa esta quarta-feira a meia-final da Taça da Liga, em Braga, diante do FC Porto. Na outra semifinal, Oliveirense e Vitória de Setúbal disputaram o acesso à final da Taça da Liga, o primeiro troféu da época que poderá ser conquistado pelos leões. Os sadinos saíram mais sorridentes, vencendo por 2-0 e assegurando a presença no jogo decisivo do próximo sábado. O segundo de cinco clássicos esta temporada, que opõe os dois primeiros classificados do campeonato, vale o acesso a uma final.
Para esta partida da Taça da Liga, Jorge Jesus tem praticamente todo o plantel à sua disposição, com excepção de Jonathan Silva devido a problemas físicos. Assim, o Sporting deverá alinhar com o seu melhor onze. O onze leonino deverá então apresentar Rui Patrício na baliza, a defesa composta por Piccini, Coates, Mathieau e Fábio Coentrão. No meio-campo, deverá alinhar, Rodrigo Battaglia e William Carvalho, com Gelson Martins à direita e à esquerda, jogará Marcos Acuña. Na frente, os leões devem apresentar a dupla composta por Bas Dost e Bruno Fernandes. Para esta conferência de líderes da Liga NOS, Sérgio Conceição tem também praticamente todo o plantel à sua disposição. Por isso, o Porto deverá apresentar o mesmo onze que defrontou o Tondela para o campeonato, na última jornada.
Rodrigo Battaglia deve voltar à titularidade no clássico Fonte: Facebook oficial de Rodrigo Battaglia
Para vencer esta partida, os leões tem de pressionar alto, ter a iniciativa de jogo, procurando desmontar o bloco defensivo do Porto, que é uma das características dos portistas, a sua consistência defensiva. A equipa tem de estar concentrada no momento defensivo, tendo em atenção a verticalidade e velocidade da equipa da invicta, no seu processo ofensivo. Para carimbar o passaporte para a final, é importante marcar cedo e, por isso, o Sporting tem de atacar e dominar o encontro desde início, sendo consistente em termos defensivos.
Este é um dos clássicos do futebol português, um dos duelos mais emblemáticos. Nestes jogos não há favoritos, no entanto, um Sporting ao seu melhor nível, poderá bater os portistas e seguir para a final da Taça da Liga. É um grande jogo do futebol português e os jogadores do Sporting têm de impor a sua qualidade, mas também a sua entrega, a sua intensidade e combatividade.
A Taça da Liga é um dos objetivos que o Sporting tem para conquistar e para isso, tem de ultrapassar o FC Porto, o primeiro obstáculo nesta “Final-Four”, que se realiza em Braga. Recorde-se que o Sporting está ainda na Liga Europa, onde irá defrontar o Astana, está na meia-final da Taça de Portugal e na luta pelo título nacional. Esta Taça da Liga poderá ser o primeiro título da temporada 2017/2018, sendo a primeira conquista para o palmarés leonino. Para isso, o Sporting tem de vencer os dragões, para marcar a terceira presença numa final da Taça da Liga.
O jovem holandês, com raízes no Gana, demonstra-se ao mundo do Futebol em pleno Mundial 2014, no Brasil, pela seleção da Holanda, então orientada por Louis van Gaal. Desconhecido pela grande maioria dos adeptos de Futebol, Memphis Depay havia feito uma temporada muito positiva no seu clube de formação, PSV Eindhoven, algo que mereceu a atenção do seu selecionador, que decidiu convocá-lo para o sempre especial Mundial.
O jovem Memphis Depay, como seria de esperar, não entrava no elenco inicial da poderosa laranja mecânica, mas terá tido mais oportunidades do que aquelas que, porventura, imaginaria inicialmente. Depois de ser suplente não utilizado no primeiro jogo frente à Espanha, o jovem holandês teve a sua oportunidade frente à Austrália, entrando no início da segunda parte, vingando, desde logo, no jogo coletivo holandês. Depay marcou mesmo o golo que valeria o triunfo da laranja mecânica frente à Austrália por 3-2, um golo que foi marcado aos 69 minutos.
Mas Depay não se ficaria por aqui e, imediatamente no jogo a seguir, frente ao Chile, volta a sair do banco para marcar um golo tardio, aos 92 minutos. Sinais muito positivos que revelavam uma maturidade incrível para um miúdo de 20 anos que estava na maior montra do mundo. Louis van Gaal, impressionado pelas exibições de Depay, volta a apostar nele no jogo seguinte frente ao México, novamente saído do banco, e no jogo dos quartos de final, frente à Costa Rica, onde Depay foi mesmo aposta no onze titular.
Depay fez uma demonstração da sua qualidade em pleno Mundial de Futebol Fonte: Zimbio
Apesar do interesse que se gerou no verão do Mundial de 2014 em volta de Depay, o PSV conseguia, ainda assim, segurar esta pérola no seu plantel por mais um ano, uma escolha bastante acertada, pois a época 2014/2015 revelou-se como uma época “explosão” para Depay, com 28 golos marcados e um título holandês que lhe fugia, a si e ao PSV. Depois da hegemonia do Ajax de Frank de Boer, a equipa orientada pelo mítico internacional holandês Phillip Cocu quebrou esta hegemonia e com estrondo, uma diferença pontual de 17 pontos!
O então selecionador holandês que havia apostado em si no Mundial 2014, Louis van Gaal, mudou-se imediatamente a seguir para Manchester, mais concretamente para o Manchester United, e, depois de uma época para esquecer com um 4.º lugar e sem qualquer título, o holandês fez questão de apostar novamente no seu compatriota para ajudá-lo a levar ao sucesso em Manchester. Memphis Depay mudava-se também para Manchester. O Manchester United pagava um montante de 34 milhões de euros ao PSV.
A imprensa inglesa, tão bem conhecida por ter um gosto especial de colocar rótulos em tudo aquilo que é jogador, desde cedo fez questão de colocar a pressão extra no jogador holandês ao anunciá-lo como o próximo Cristiano Ronaldo. Expectativas muito elevadas, não?
Desde despedimentos a problemas no balneário, passando por lutas dentro do campo ou nas redes sociais, a NBA tem estado animada nos últimos tempos. Porém, não por aquilo a que estamos habituados. A tensão está alta no basquetebol norte-americano e não parece que vá parar tão cedo.
Começando pelos Milwaukee Bucks, que despediram esta semana o treinador Jason Kidd. Os Bucks têm estado abaixo do seu potencial e a rutura para com o treinador era há muito esperada pelos adeptos, mas a estrela Giannis Antetokounmpo não parece ter ficado nada agradado com a saída de Kidd, tendo sido o próprio treinador a informar a imprensa dessa situação. Como cereja no topo do bolo, os Bucks festejaram o seu aniversário no dia em que despediram Jason Kidd, algo que significou que quem visitasse a página de twitter da equipa de Milwaukee nesse dia seria recebido com a notícia do despedimento de Kidd, com balões e confetti a percorrerem o ecrã.
Ainda no Este, a química dos Cavs e a dos Wizards não está sequer perto do desejável. A equipa de Cleveland simplesmente não defende e, numa reunião de equipa, foi questionada a atitude de Kevin Love, que falhou o jogo com os Thunder (no qual os Cavaliers sofreram 148 pontos) por estar doente. Na capital, a reunião que os jogadores tiveram devido aos maus resultados teve o efeito contrário ao desejado. As estrelas John Wall e Bradley Beal saíram mais chateadas do que quando entraram e no jogo frente aos Mavericks, depois de Wall ter chamado “anão” a JJ Barea, o base dos Mavs respondeu com um “ninguém na tua equipa gosta de ti”, algo que poderá não estar muito longe da verdade.
Damian Lillard não está satisfeito com o rumo dos Blazers Fonte: NBA
Ainda durante os últimos dias, Damian Lillard e Kawhi Leonard terão demonstrado desagrado com as suas equipas. Lillard reuniu-se com os diretores dos Trail Blazers para saber qual é o futuro que pretendem para a equipa e a resposta não parece ter sido a mais animadora. Em San Antonio, um franchise habituado a estar longe das luzes da ribalta, Leonard está cansado da maneira como a sua lesão tem sido tratada pelos responsáveis dos Spurs.
Por fim, as lutas têm aumentado. Dentro de campo, James Johnson e Serge Ibaka tentaram resolver os seus problemas com outro tipo de desporto e o mesmo aconteceu quando Arron Afflalo puxou o seu braço atrás e tentou socar Nemanja Bjelica. Fora do campo, vários têm sido os casos de jogadores a deixarem “gosto” em publicações online, deixando no ar algum tipo de guerra. Por exemplo, Kyrie Irving fê-lo num vídeo de LeBron James a gritar com os colegas e Isaiah Thomas num vídeo de Jalen Rose a criticar Paul Pierce por não querer que os Celtics façam uma homenagem ao pequeno base na noite em que a sua camisola será retirada.
Alguns destes acontecimentos são normais durante uma temporada, mas é difícil recordar uma época em que tenham acontecido todos e num tão curto espaço temporal. Dentro ou fora de campo, a temporada da NBA está a ser recheada de pequenas guerras e desentendimentos que acabam por nada ter a ver com o jogo e que desviam algumas das atenções.
Este sábado disputou-se a grande maioria dos jogos referentes à jornada 20 do Campeonato Nacional de Voleibol. Em duelo entre os dois últimos classificados, levou a melhor o Clube K, vencendo por 3-0 o São Mamede. O Clube K soma 14 pontos e o São Mamede encontra-se em último, apenas com 4 pontos. Só um milagre pode tirar a equipa de São Mamede de Infesta da última posição desta fase regular.
O Leixões recebeu e venceu por 3-2 um importante duelo frente ao VC Viana, fugindo, assim, aos lugares que dão origem ao play-off de despromoção. Algo que o VC Viana ainda não conseguiu fazer, encontrando-se no 11º lugar, com 16 pontos.
O Sporting Espinho, a jogar em casa frente ao Sporting Clube das Caldas, não facilitou e venceu o encontro por 3-0, reforçando o seu estatuto de terceiro classificado. Na luta pelo play-off de campeão encontra-se também o Castêlo da Maia, que venceu o seu jogo de sábado por 3-0 frente ao Esmoriz, ultrapassando, assim, a Fonte do Bastardo, que não jogou este fim-de-semana.
Por último, o dia de sábado ficou concluído com a deslocação do Sporting CP ao terreno do Vitória de Guimarães. Os leões não tremeram, obtiveram uma vitória clara por 3-0, com parciais de 19×25, 18×25 e 15×25, e assumiram a liderança do campeonato, tendo agora 46 pontos, resultantes de 16 vitórias em 17 jogos.
O Sporting não facilita nesta luta pela liderança do Campeonato Fonte: Sporting Clube de Portugal
No domingo, tinha a palavra o Campeão Nacional, Benfica, que acabou por ser derrotado na sua própria casa, em jogo frente ao Castêlo da Maia. Os encarnados perderam os dois primeiros sets da partida, conseguindo, depois, recuperar e empatar o encontro 2-2. Na negra, acabou por ser o Castêlo da Maia a entrar mais forte e a conseguir uma vantagem, que acabaram por conseguir gerir até final do encontro.
A equipa do Benfica tem vindo a alternar uma brilhante campanha europeia (voltou a ganhar a meio da semana na Roménia, num jogo a contar para os Oitavos-de-Final da Challenge Cup) com uma pobre participação no Campeonato Nacional. Com a derrota sofrida este fim-de-semana frente ao Castêlo da Maia, o Benfica soma já 4 derrotas nesta fase regular (Sporting CP (x2), Sporting Espinho e Castêlo da Maia). Para que se tenha uma noção do quão incomum são estes números, considerando apenas estatísticas referentes às fases regulares, nas últimas três edições do campeonato, o Benfica tinha sofrido um total de apenas três derrotas (invicto na edição 2016/2017, uma derrota frente à Fonte do Bastardo em 2015/2016 e duas derrotas na edição 2014/2015, também elas frente à Fonte do Bastardo). Quer isto dizer que, nos 18 jogos disputados nesta edição do campeonato, o Benfica tem mais derrotas do que nas 66 jornadas referentes às últimas três épocas.
Com mais este percalço, começa a ser difícil para o Benfica sonhar com a liderança desta fase regular, estando o Sporting já com um ponto de avanço, tendo ainda um jogo em atraso face aos seus rivais.
Se a classificação final da fase regular, por si só, pode não ser significativa no que ao Campeão Nacional diz respeito, sendo esta decisão tomada após serem disputados play-offs, certo é que a performance do Benfica neste Campeonato tem deixado algo a desejar e os adeptos encarnados não sentem os mesmos níveis de confiança na sua equipa que já sentiram noutras edições do campeonato, fruto também da maior concorrência existente nesta edição, com um Sporting CP em grande forma.
Tudo a postos para a primeira das duas meias finais da Taça da Liga. Vitória, sendo um histórico no nosso futebol (venceu, inclusive, a primeira edição desta competição) é já um clube mais do que habituado a estas andanças das taças e das finais. Por sua vez, a equipa da Oliveirense fez história e, por isso mesmo, estava mais do que motivada para este embate.
Ambas as equipas não estão bem nas respetivas classificações e, como tal, viam esta competição como a forma ideal para salvar a temporada. Tendo isso em conta, ambos os treinadores optaram por lançar os seus habituais titulares. Tanto José Couceiro como Pedro Miguel queriam, definitivamente, chegar à final.
Ainda antes do quinto minuto de jogo já se andava perto do golo. Num livre ainda distante da baliza, João Teixeira rematou para uma boa intervenção de Coelho. Estava feito o aviso sadino!
Logo de seguida, dois minutos volvidos, a Oliveirense também cheirou o golo. Numa jogada rápida, João Amorim lançou e isolou Riascos. Este, bastante pressionado e com Pedro Trigueira já a seus pés, atirou para uma boa intervenção do guarda redes.
Por volta do décimo minuto, de novo a Oliveirense a tentar o golo. Numa rápida e simples jogada, Riascos voltou a aparecer com liberdade na área e tentou o golo. Estava lá Trigueira para sorte dos sadinos.
Um minuto depois, novo livre perigoso, desta feita para a equipa do segundo escalão. Ricardo Tavares rematou com efeito e atirou a bola às malhas laterais. A Oliveirense demonstrava assim que estava melhor e que não temia a equipa do Vitória.
Gonçalo Paciência foi um dos jogadores mais influentes da partida Fonte: FPF
Grandes primeiros vinte minutos em Braga. Embora com maior destaque por parte da equipa da Oliveirense, o jogo estava vivo e mexido. Previa-se, assim, um bom espetáculo típico de taça e de eliminatória.
Vinte minutos passados surgiu a melhor oportunidade da primeira parte. Num contra-ataque rapidíssimo, o ataque dos vermelhos assustou os sadinos. Piascos assistiu João Amorim que atirou, de fora da área, a bola ao poste. Na ressaca do lance Sérgio Ribeiro enviou a bola ao outro poste. Já se cheirava a golo para a Oliveirense e o Vitória pouco ou nada mostrava.
Sem merecer e contra a corrente do jogo, o clube primodivisionário colocou-se a ganhar (minuto vinte e sete). Num canto bem batido no lado direito, Gonçalo Paciência apareceu sozinho e de rompante junto da pequena área, atirando ao poste. Quase como um matraquilho, o próprio cabeceou de novo e atirou a contar. Estavam abertas as hostilidades na Pedreira.
A bola foi ao centro e rapidamente chegou à área sadina. Ricardo Tavares centrou e, já dentro da área, um defensor sadino cortou a bola com a mão. Manuel Mota não hesitou e assinalou penalti. Na cobrança do mesmo, Diogo Valente atirou com força sem qualquer tipo de hipóteses para Pedro Trigueira. Contudo, a bola embateu com estrondo na barra e o resultado manteve-se.
O episódio comemorativo dos 25 anos do RAW iniciou-se com Shane e Seth MacMahon a darem as boas vindas ao público de Brooklyn e a chamarem ao ringue o criador e pai da WWE, Vince MacMahon. Debaixo de gritos de apoio, Vince subiu ao ringue e dirigiu palavras pouco agradáveis aos fãs que responderam também com cânticos contra o fundador da WWE. A meio destas palavras, a arena de Brooklyn entrou em delírio ao ouvir a música de entrada de Stone Cold Steve Austin que, sem dizer uma única palavra ao microfone, atacou Shane e Vince Macman com o seu conhecido finisher, Stone Cold Stunner, algo que, no passado, já o tinha feito! Começou-se assim a homenagear os 25 anos do RAW!
O primeiro combate da noite foi um combate de equipas entre 8 lutadoras. O combate começou com as 8 lutadoras a agredirem-se antes de se ouvir a campainha numa espécie de “cheirinho” daquilo que acontecerá no Royal Rumble: Sasha, Miki James, Bayle e Asuka contra Nia Jax, Alicia Fox, Mandy Rose e Sonya Deville. Estas foram as primeiras superstars a entrarem oficialmente em ação neste episódio do RAW. O combate terminou tal como começou: com uma grande confusão da maior parte das lutadoras, mas com Sasha a obrigar Alicia Fox a desistir. A grande surpresa chegou no final do combate com o ataque inesperado de Asuka às restantes lutadoras da sua equipa. Um ataque que, a meu ver, serviu para enviar uma mensagem a todas as lutadoras sobre o que a asiática poderá fazer no Royal Rumble. Será esta lutadora a vencedora do primeiro Royal Rumble feminino?
Os McMahons abriram o show Fonte: WWE
Dentro de muitas figuras conhecidas que retornaram no momento seguinte (e dentro dos bastidores), nota para Teddy Long e Boogyman a surgirem inesperadamente. Este episódio não podia ter começado da melhorar maneira, com momentos nada previstos pelos fãs da WWE.
E o mais esperado por todos: o regresso de Undertaker. O retorno do Deadman aconteceu na arena de Nova Iorque onde a WWE emitiu um episódio paralelo com todos os adereços do primeiro episódio do RAW. Um momento arrepiante que levou às lágrimas alguns fãs, pois foi o regresso de Taker aos ringues depois da última Wrestlemania. O ex-campeão mundial proferiu palavras sobre o ringue que pisava e sobre a história do próprio na marca vermelha. Uma curta promo, com poucas palavras, mas bastante diretas ao assunto. Continua a dúvida: Taker terá mesmo dito adeus aos ringues? Parece que sim.
APA Protection com Rhyno e Heath Slater? Sim, aconteceu, num jogo de poker com The Million Dollar Man a juntar-se ao convívio e a apostar alto no jogo de mesa. Logo de seguida John Lourinarius, William Regal, Eric Bischoff e Daniel Bryan “Yes Movement” surgiram na entrada da rampa, mas com The Miz a interromper o “Yes Movement”. Os nomes referidos estavam a ser homenageados pela sua história no RAW. Com a interrupção de The Miz, Roman Reigns surgiu também para o Intercontinental Championship anteriormente anunciado.
Arrancam as decisões na Taça da Liga. A “Final Four” terá lugar em Braga, no Estádio Municipal de Braga, e terá como prato forte um grande clássico do nosso Futebol: Sporting CP – FC Porto.
A Taça da Ligatem vindo, ao longo dos anos, a ser menosprezada e desdenhada por FC Porto e Sporting CP, por via do discurso das direções, mas é cada vez mais um objetivo, tendo em conta as opções técnicas e táticas dos treinadores. Este ano, e com uma meia-final a disputar entre ambos, parece-me claro que, embora não façam da prova uma prioridade, FC Porto e Sporting CP apostam forte numa hipotética vitória final na competição.
Verdade seja dita, não poderia ser de outra forma! É um troféu que falta nas vitrinas dos museus destes dois grandes clubes e o facto de existir uma prova disputada em Portugal que ainda não foi conquistada por FC Porto e Sporting CP não é condicente com esse tal estatuto de “grande”. Com a agravante, claro está, de o SL Benfica já contar com um considerável número de conquistas.
A jornada da Liga Portuguesa trouxe sortes distintas aos dois clubes e, por isso, é normal que exista a tentação de assumir um FC Porto animicamente mais forte. Porém, quem já acompanha o fenómeno há algum tempo saberá que num “Clássico” pouco conta o passado e que os níveis motivacionais se encontram sempre nos píncaros.
Assim, resta antever aquele que poderá ser o comportamento dos treinadores. Com formas de jogar, em teoria, substancialmente diferentes, apenas após o conhecimento das peças que serão lançadas para o relvado na batalha de amanhã se poderá fazer uma previsão mais assertiva sobre o desenrolar do jogo.
No Sporting CP, a grande dúvida reside na hipótese de Jorge Jesus adicionar Battaglia ao onze inicial para subtrair Rúben Ribeiro à equipa que alinhou no Estádio do Bonfim. Desta forma, em tese, o treinador leonino garante maior consistência no meio campo, avançando Bruno Fernandes para o apoio a Bas Dost.
Sérgio Oliveira tem sido aposta de Sérgio Conceição para os grandes palcos Fonte: Facebook de Sérgio Oliveira
No FC Porto, as dúvidas serão mais acentuadas. A primeira será perceber qual o central (Felipe ou Reyes) que acompanha Marcano no centro da defesa. Depois, e acima de tudo, importa perceber qual o desenho tático que Sérgio Conceição irá escolher. O passado diz-nos que em jogos de grau de dificuldade mais elevado o treinador do FC Porto opta, sistematicamente, por adicionar um médio (com Sérgio Oliveira na pole position) e retirar um extremo/avançado (Corona deverá ser o sacrificado). Nota, ainda, para a previsível presença de Casillas na baliza do FC Porto. Aguardemos pelas decisões dos técnicos.
No plano individual, julgo pertinente salientar Brahimi e Bruno Fernandes como os jogadores “mais” de FC Porto e Sporting CP na presente temporada e aqueles de quem se espera que façam a diferença. Como quem desdenha quer comprar, está marcada para amanhã a primeira de duas finais rumo à vitória na competição que ninguém quer mas que todos desejam.
Nota final: Não quero deixar de mencionar o Vitória FC e o CD Oliveirense pelo meritório percurso na prova e deixar claro que, embora pelo que se vai lendo pareça que sim, o “Clássico” de amanhã não decide o vencedor da prova mas apenas o finalista que terá que enfrentar uma, seguramente, dura final contra um destes briosos adversários.
O Futebol é um desporto que atrai milhares de pessoas de todas as raças, de todos os povos e nações. Um desporto que traz união e que diverte quem a ele assiste. Apesar disso, com o passar do tempo, o Futebol tem criado anticorpos e falhas dentro do seu próprio sistema. Uma delas, e é desta que vamos tratar, é o anti-jogo.
O anti-jogo é uma atitude que dá origem a um anti desportivismo, tornando o jogo monótono, planeado e pouco espontâneo. Ou seja, a principal ideia de um jogo de Futebol é que duas equipas pratiquem bom futebol. Ainda que, por vezes, a qualidade não seja a melhor, importa sempre manter a premissa de assumir o jogo, de querer vencer. Aquilo que é certo é que, muitas vezes, equipas com menos argumentos financeiros ou mesmo humanos acabam por utilizar o anti-jogo como principal arma para o jogo. Muitas vezes, esta atitude é tomada quando a equipa está em vantagem ou até mesmo quando está a empatar. Seja por meio de ofensas verbais, simulações, faltas constantes, nas entradas ou saídas de jogadores, todas essas práticas põem em causa a essência do desporto e do Futebol, no geral.
Vamos comparar o anti-jogo a uma gripe forte. Normalmente, o surto da gripe surge num primeiro indivíduo, depois o vírus acaba por se propagar muito facilmente, deixando mais pessoas contaminadas. Muitos são os casos, seja na primeira ou na segunda liga, de bons jogadores com más atitudes como estas. Pode-se dizer que são como a gripe. Algo que pode ser preocupante para o Futebol Português é o fato de equipas pequenas praticarem algo assim e as grandes aproveitarem-se de situações assim para tentar manter a vantagem e dominar o jogo. Esta crítica ao anti-jogo pode até ser vista como um romantismo pelo Futebol, como uma utopia, mas não nos esqueçamos que são estas pequenas coisas que têm contaminado o nosso Futebol. Se o Futebol é um jogo, deve ser jogado. Praticar o anti-jogo é evitar praticar Futebol. É, também, desrespeitar os adeptos que pagam bilhete para ir ao estádio.
Mas, assim como uma gripe, é preciso atacar e procurar eliminar por completo o vírus. Como é que esse vírus poderia ser eliminado do Futebol Português? Uma das formas mais comuns de anti-jogo é a demora nos passes, tanto do guarda redes como em situações de canto, ou até mesmo quando algum jogador é substituído. Talvez seja necessário uma dose de sanções para quem assim o faz como forma de extinguir o vírus.
Normalmente, um simples comprimido não ajuda a passar a gripe. Muitas vezes, é necessário algo mais forte, um antibiótico, para que possamos recuperar a vitalidade. Pois bem, é de um antibiótico que o Futebol precisa neste momento. Cada vez mais, o vírus do antijogo propaga-se e vai-se perdendo aquilo que era um espetáculo bonito, livre de situações programadas.
O Anti-Jogo também acontece noutros campeonatos Fonte: Confederação Brasileira de Futebol
Outra situação muito comum são as falsas lesões. E é aqui que entra a expressão “queimar tempo”. Quanto mais tempo se “queima” mais difícil é fazer recuar a doença. E, por entre este teatrinho de lesões, os minutos passam e quando damos conta já 10 minutos de jogo se foram e o que se fez? Nada. Será que pode ser feito alguma coisa para melhorar isso? Para além do antibiótico e do comprimido para as dores, também são necessárias umas vitaminas. É destas vitaminas que estas lesões momentâneas precisam. Será que os árbitros poderiam ter isso mais em conta? Sim. E não é dando mais minutos de compensação que este problema se vai resolver.
Parte dos clubes, dos órgãos ligados ao Futebol, da Liga, da Federação e de todos os dirigentes esta mudança de paradigma. São várias as alternativas. A aplicação de coimas (elevadas) aos jogadores que tomem estas atitudes, a própria punição com jogos de castigo podem ser alternativas para que este problema fique sanado. Uma alternativa mais radical pode passar, à semelhança daquilo que acontece no Futsal, por uma paragem de tempo. Assim, sempre que algum jogador tivesse de ser assistido, a contagem de tempo do jogo parava. Sendo que o tempo de compensação deixava de ter uso.
Alternativas à parte, urge que os clubes possam pensar em alternativas que credibilizem e valorizem o nosso Futebol. Não é pelo anti-jogo que o Futebol Português, nem os jogadores nem os treinadores nem os adeptos, vão sair beneficiados. Porque um jogo de Futebol é para ser jogado, sempre.
Ao longo dos últimos anos o Benfica teve jogadores inesquecíveis, mas nem todos são lembrados com a mesma saudade que Aimar, Saviola, Cardozo ou Matic. E são esses que vamos, hoje, trazer de volta.