O comunicado emitido no passado domingo pelo Watford como que ecoou os boatos que se ouviam pelo mundo do futebol nos dias anteriores. A relação de Marco Silva com a direção passava por momentos de crise.
O divórcio consumou-se e as explicações dadas pelo clube, não sendo totalmente explícitas, foram até ao ponto de se dizer que o “foco” do treinador se havia desvanecido após a abordagem de um “rival” da Premier League, o que se presume ter sido o Everton após a saída de Ronald Koeman.
O início de época foi fulgurante para os ‘hornets’ que chegaram a ocupar a quarta posição. Todavia, os resultados foram piorando e, nesta altura, a equipa está no 11º lugar, o que não é necessariamente negativo, mas o começo do campeonato tinha elevado fasquia.
Depois de Hull City e Watford, que futuro para Marco Silva? A Premier League, novamente Fonte: Telegraph
Depois do Hull City em 16/17, onde, entrando a meio da navegação, quase levou o barco ao bom porto da permanência, a segunda etapa na melhor liga do mundo chegou ao fim.
Já não é a primeira vez que a saída de Marco Silva de um clube se reveste de alguma polémica. Por outro lado, não podemos nem devemos negar a sua competência, tendo o técnico subido a pulso desde o Estoril na Segunda Liga portuguesa em 2011/12 à Premier League em 2017/18. Ainda não ouvimos a versão do treinador sobre os factos, mas acredito que um dia falará sobre a sua carreira e sobre este caso…um pouco..estranho…
A imprensa inglesa fala da possibilidade Southampton e, não esqueçamos, o enamoramento do Everton ainda deve estar aceso e Sam Allardyce não é solução a médio-longo prazo. Tudo parece crer que a Premier League dará a conhecer uma terceira paragem para o treinador português. Será caso para dizer, então, que a perspetiva é que consiga concluir pelo menos uma época e gozar de sucesso de forma mais efetiva. Marco, à terceira será de vez?
Martin Fourcade é hoje a figura incontornável do Biatlo e, mesmo em toda a história da modalidade, só Ole Einer Bjorndalen está ao seu nível. Ambos ganharam por seis vezes a Calssificação Geral da Taça do Mundo, mas o francês fê-lo consecutivamente. Fourcade conta ainda com recordes como as 21 Taças do Mundo de Disciplinas ou as três vezes em que venceu todos os cinco Globos de Cristal na mesma época. Só no número de vitórias em provas individuais da Taça do Mundo continua a ter muito que andar, as suas 66 dão para segundo melhor registo, mas ainda distante das 94 do norueguês.
Com apenas 29 anos, Fourcade é já o grande dominador desta geração e tem tudo para expandir ainda mais o seu palmarés. Convém aqui recordar que venceu as suas Taças do Mundo em sequência e precisou apenas de dez participações para alcançar as tais seis vitórias ( e um terceiro lugar), enquanto Bjorndalen só lá chegou à 17ª. participação (juntando-lhes 6 segundos e um terceiro). Em França, é um dos mais respeitados desportistas do país o que lhe valerá a honra de ser o porta-bandeira gaulês nos próximos olímpicos e o lhe permitiu lançar o seu primeiro livro em novembro passado.
Na preparação para os seus terceiros Jogos Olímpicos, Fourcade continua imparável. Na última prova antes de viajar para a Coreia do Sul, foi o grande vencedor dos 15Km de partida em massa em Antholz-Anterselva e encontra-se agora na liderança da Taça do Mundo, bem como de três das quatro disciplinas, Sprint, Perseguição e Partida em Massa. Quanto à outra disciplina, a Individual, já não há mais provas e está definida a classificação final, com Fourcade a vencer o Globo de Cristal, mas partilhado com outro atleta que alcançou os mesmos pontos.
Será Thingnes Bo capaz de destronar Fourcade? Fonte: IBU
Resta, então, saber quem se poderá chegar à frente para quebrar este ciclo vitorioso de Fourcade. É aí que entra o homem que partilhou com o esquiador de Perpignan o título da Taça do Mundo na Disciplina Individual desta temporada, Johannes Thingnes Bo. O norueguês de apenas 24 anos tem-se mostrado entre os melhores do mundo nas últimas temporadas e conta já com três ouros em Campeonatos do Mundo e dois terceiros e um segundo na Geral da Taça do Mundo. Este ano, ganhou pela primeira vez um Globo de Cristal, o já mencionado e partilhado com Fourcade, e está a colocar grande pressão sobre o francês, sendo segundo em todas as restantes disciplinas. Na Classificação Geral, então, há um fosso que separa os dois primeiros do resto: Fourcade tem 834 pontos e Bo tem 780, enquanto o terceiro, Jakov Fak, soma apenas 467.
Por isso, parte para os Jogos Olímpicos como o homem a ter debaixo de olho para destronar o super-favorito Fourcade. E, se o francês tem um historial de quatro medalhas, duas de ouro e duas de prata, o norueguês tem como arma secreta para saber como chegar aos melhores resultados: o irmão Tarjei Bo foi medalhado de ouro em Vancouver 2010 em estafetas, além de ter no seu palmarés oito medalhas de ouro em Mundiais e ter vencido a Geral da Taça do Mundo em 2010/2011.
O que torna este momento realmente interessante é que se Fourcade aguentar a liderança da Taça do Mundo e brilhar nas Olimpíadas poderá, finalmente, ter argumentos para se declarar o melhor da história da modalidade e destacar-se de Bjorndalen, mas se for Thingnes Bo a sair por cima, marca o surgimento de uma nova estrela com muito anos pela frente para colocar o seu nome na história. É certo que, em todos os desportos, quando há um atleta demasiado dominador, procura-se sempre quem será capa de o destronar. Os próximos tempos mostrarão se Thingnes Bo será capaz de destronar o atual dominador da modalidade ou se se terá de contentar com ser mais um na lista dos derrotados por Martin Fourcade.
Com o Europeu aí à porta, parece-me pertinente recordar quais foram os melhores jogadores portugueses de futsal desde que eu me lembro, uma vez que ainda sou jovem e como tal não me lembro da geração que conquistou a melhor classificação de sempre em campeonatos do mundo, o terceiro lugar na Guatemala, em 2000. De seguida vou expor o meu top com os melhores jogadores, que apresenta uma mistura entre jogadores reformados e ainda em atividade.
10.
Fonte SL Benfica
André Lima – Um grande jogador, daqueles que não enganam e têm muito futsal nos pés. Contudo, não foi só um exímio jogador mas também um grande técnico, que levou o SL Benfica à conquista da UEFA Futsal Cup em 2009/10. No fim dessa temporada aventurou-se pela China, com passagens pelo Ko Wong Meng e Guangzhou Lixun e inclusivamente pela seleção nacional feminina daquele país. Atualmente orienta os chineses do Guangzhou Lixun, clube pelo qual já passou enquanto jogador. Mas o que fica na retina de um qualquer adepto é a qualidade e as saudades que este jogador nascido no Porto deixa entre os apoiantes do Benfica e outros clubes por onde ele passou.
O futebol sempre fez parte da minha vida, tal como a música; Essas duas coisas foram-me incutidas desde que me lembro de ser gente, quase como se fosse uma herança que tinha de ser passada para mim. Claro que depressa descobri que não era apenas uma herança ou educação, mas sim algo que me corria no sangue, que estava nos genes.
A minha mãe sempre me ensinou a ver futebol, a percebê-lo e a amá-lo, mesmo quando achamos já não haver razões para tal. E, claro, todos esses ensinamentos foram passados à luz do Benfica. Miúda, pouco percebia daquilo e não compreendia o porquê de alguém viver tão intensamente aquilo que era “um simples jogo”. Até que, no dia 23 de Março de 2003, ela me levou ao velhinho estádio da Luz, para assistir ao último jogo que lá se realizaria, frente ao Santa Clara, dando origem à minha primeira memória futebolística. Não me lembro de tudo, afinal, tinha apenas cinco anos, mas quem visita a velhinha Catedral, não esquece.
Bilhete do último jogo realizado na velhinha Luz Fonte: Bola na Rede
Muita coisa se desvaneceu com o passar do tempo e, pouco menos de um ano depois sim, a minha memória ficou marcada para sempre. Os jogos em Guimarães são sempre duros e nunca me irei esquecer da felicidade lá em casa quando o Benfica fez o 0-1 em cima dos 90 minutos. No entanto, o jogo estava longe de terminar e a alegria do golo desapareceu minutos depois. Miki Fehér.
Se há algo que ninguém esquece é o seu último sorriso. Não vale a pena descrever toda a cena: o amarelo, o sorriso, a queda. Todos nos lembramos e todos fazem questão de o recordar pormenorizadamente.
Todos nos apercebemos da gravidade da situação quando Sokota começa a gritar e a gesticular desesperadamente para o banco, virando o seu colega de equipa de lado e colocando-lhe a mão na boca. Numa questão de segundos, tudo se tornou real. Irei sempre recordar aquela noite, fria e chuvosa. Quando penso do dia 25 de Janeiro, as primeiras imagens que me vêm à cabeça são a da minha mãe, com o meu irmão ao colo (na altura com apenas um ano), a passarinhar no corredor, com um olhar de pânico, ou talvez medo; um qualquer coisa que, até hoje, não voltei a ver. A Outra é de Tiago, desolado. Sim, eu sei, todos estavam, mas foi ele que me ficou na memória, num choro inconsolável e de mãos na cabeça. Na altura, na modéstia dos apenas seis anos que tinha, a primeira coisa que fiz foi desenhar o Fehér, junto a Tiago (crianças…). Hoje, relembro toda a noite como se tivesse sido ontem.
Ainda bem que não fui para artes Fonte: Bola na Rede
14 anos depois, ainda ouço o primeiro silêncio ensurdecedor a Fehér no estádio do Vitória.
14 anos depois, ainda ouço os aplausos a Fehér nas bancadas de Guimarães.
14 anos depois, ainda ouço a união de toda uma massa adepta a gritar, em uníssono “Miklos Fehér”.
14 anos depois ainda sinto o pânico da minha mãe, o choro de Tiago e os gritos de Sokota.
14 anos depois, recordo mais facilmente o dia em que Portugal esqueceu a cor e chorou junto, do que o dia em que vi o Benfica sagrar-se campeão pela primeira vez (em 2005).
14 anos depois, o futebol e as picardias são esquecidas, ainda que apenas por momentos, para se relembrar o último sorriso do eterno camisola 29.
Não há forma de negar que o golo é a essência de um jogo de futebol. Sendo o único caminho para a vitória, só através dos golos uma equipa pode rentabilizar toda a sua qualidade de jogo, uma vez que boas exibições não garantem por si só pontos.
Assim, numa altura em que cada vez mais todos os jogos são decisivos, importa averiguar o sucesso das equipas da Primeira Liga na missão de marcar e que caminhos percorrem para o fazer.
Numa altura em que estão completas 19 jornadas, foram já disputados 170 jogos nesta edição do campeonato, aos quais acrescem uma primeira parte ainda suspensa do FC Porto – Estoril. Nestes referidos 170 encontros, a bola já bateu nas redes por 451 vezes, número consideravelmente superior aos 403 golos apontados no mesmo período na época transata.
Importa ainda perceber que, caso todas as equipas tivessem o mesmo número de golos marcados, cada uma teria finalizado com sucesso em 25 ocasiões, mais três vezes do que o registado há um ano atrás. Mas, afinal, como chegam as equipas ao golo?
Olhando, primeiramente, para o topo da classificação, assim como para a tabela dos melhores marcadores, um dado salta a vista: a única equipa com dois jogadores com mais de 10 golos no campeonato é o FC Porto. Com Marega e Aboubakar com, respetivamente, 14 e 16 golos, os avançados assumem grande parte da concretização dos dragões, mas ficam, ainda assim, distantes do total de 46 tentos apontados pela equipa de Sérgio Conceição.
Marega e Aboubakar já apontaram, em conjunto, 31 golos para o campeonato Fonte: FC Porto
Este dado pode ajudar a perceber aquela que é uma das principais vantagens dos azuis e brancos em relação aos rivais: no FC Porto de Sérgio Conceição existem vários caminhos para o golo. Seja através da exploração da profundidade, muito bem aproveitada pela dupla africana, pela largura, pelas diagonais dos extremos ou até mesmo das bolas paradas, a democracia do golo parece imperar no Dragão, sendo que, até ao momento, e descontando as contratações de inverno, apenas Óliver Torres e Sérgio Oliveira não fizeram ainda o gosto ao pé.
Já do lado dos rivais, o cenário é algo diferente. No caso do Benfica, Jonas é rei e senhor dos golos e leva já 23 para o campeonato, números verdadeiramente impressionantes. No entanto, o segundo melhor marcador do clube da Luz na Primeira Liga é Salvio, e o argentino apenas fez balançar as redes por sete vezes.
Jonas é atualmente o melhor marcador do campeonato com 23 golos Fonte: SL Benfica
A dependência do brasileiro da equipa de Rui Vitória parece evidente, e nos jogos contra equipas em que a sua inteligência, qualidade técnica e movimentação não sobressaem os encarnados têm dificuldades gritantes.
Já no Sporting, Bas Dost é o responsável por aproximadamente 45% dos golos da sua equipa (Jonas assina metade dos do Benfica) e o jogo exterior da equipa, nomeadamente os cruzamentos de Gelson, de Acuña e dos laterais, parecem ser uma arma demasiado exclusiva da formação orientada por Jorge Jesus.
A presença de Bruno Fernandes em zonas mais adiantadas do terreno, muitas vezes beneficiando dos excelentes apoios frontais do ponta de lança holandês, e toda a melhoria que este representa no jogo interior do conjunto leonino, são por vezes a única forma do Sporting fugir ao inevitável cruzamento. Mas subir Bruno Fernandes no terreno é retirar criatividade à primeira fase de construção, e são notórias as dificuldades da equipa de Jorge Jesus na ligação do jogo quando o médio se encontra mais subido.
Vale ainda apena olhar para mais abaixo na classificação e atentar nos casos de Sporting de Braga e Rio Ave, respetivamente quarto e quinto classificados do campeonato. No caso da formação de Abel, a amplitude não só do número de marcadores, mas, sobretudo, do número de opções, é uma das imagens de marca do plantel. Os minhotos são, provavelmente, o conjunto em que é mais difícil apontar um onze titular, tal é o equilíbrio entre as várias opções ao dispor do seu treinador.
Já na equipa de Vila do Conde, Guedes, com todas as qualidades que lhe são reconhecidas, está longe de ser um homem-golo, mas nem por isso a formação de Miguel Cardoso deixa de ser o sexto melhor ataque da liga. Com uma manobra ofensiva muito forte, que começa com o guarda-redes e envolve toda a equipa, qualquer um pode marcar no Rio Ave, sendo que o atual melhor marcador da equipa, João Novais (a par de Guedes), joga preferencialmente no meio campo e até começou mesmo a época como suplente.
João Novais é o melhor marcador do Rio Ave, a par de Guedes, com 7 golos Fonte: Rio Ave FC
Apesar desta inegável importância do golo, convém nunca esquecer que, mais do que marcar muito, o essencial será sempre sofrer menos, já que uma vitória por 1-0 garante mais pontos do que um empate a 3. Estoril e Marítimo ilustram bem esta premissa, já que o conjunto de Daniel Ramos, atual sexto classificado, tem apenas mais dois golos marcados do que os estorilistas.
A diferença está, evidentemente, nos golos sofridos. A consistência defensiva é a principal marca dos insulares, que concederam sensivelmente apenas metade dos golos sofridos pelo conjunto agora orientado por Ivo Vieira.
A análise parece, assim, não deixar dúvidas: fruto da diferença de orçamentos e qualidade nos plantéis para as restantes equipas, os conjuntos que ambicionam chegar ao título devem, acima de tudo, encontrar soluções ofensivas variadas para chegar ao golo. Já no caso das restantes equipas, o golo não deve, nunca, deixar de ser procurado, mas a organização defensiva parece ser a solução para uma temporada sem sobressaltos.
Com a entrada no novo ano cresce o entusiasmo e a ansiedade sobre o draft que chega apenas no mês de junho. Com a evolução da tabela classificativa e com o cair definitivo de algumas equipas para a zona da lotaria, começa a desenhar-se o que poderão ser as escolhas sobre os novos talentos que chegam à liga. Mas a questão principal é só uma: quem é mesmo o melhor jogador da classe de 2018? Quem é realmente o número um?
É preciso dizer que, dada a qualidade disponível no lote deste ano, o número um vai depender muito da equipa que obter essa escolha e das suas necessidades, muito mais do que em épocas anteriores. É de referir igualmente que a opinião divide-se entre o que se pensa na Europa e o que se pensa nos Estados Unidos da América. Com isto quero dizer que para os europeus não existem dúvidas que Luka Doncic, o fenómeno esloveno que joga atualmente no Real Madrid, seria a primeira escolha independentemente da equipa a escolher na posição número um.
Por outro lado, nos EUA, a questão cai mais para o lado do poste da Universidade do Arizona Deandre Ayton ou para o versátil big-man da Universidade de Duke Marvin Bagdley III. Ayton é um jogador à imagem de Karl-Anthony Towns, um center capaz de colocar a bola no cesto com facilidade, com tiro exterior e com capacidade de obter ressaltos facilmente. No caso de Bagdley, como disse, o jogador é mais versátil e pode jogar quer na posição quatro como na cinco. Tem um excelente post-play, grande capacidade no ressalto ofensivo e é forte nas transições ofensivas.
Deandre Ayton é um forte candidato a primeira escolha no draft de 2018 Fonte: Bleacher Report
Em termos de equipas da NBA nas quais Bagdley encaixaria na perfeição, os Sacramento Kings não podem deixar passar a oportunidade de obter o jogador casa esta venha a surgir, embora um small-forward à imagem de Michael Porter Jr. encaixasse igualmente bem. Apesar disso, este último não joga mais esta temporada, portanto nem sequer é um caso para número um. O fenómeno esloveno Doncic estará mais talhado quer para a posição de base, quer como um shooting-guard, apresentando já uma mentalidade ganhadora para a idade e tendo vencido, no último verão, o EuroBasket. Algumas equipas podem ainda olhar para Doncic como um três. Mas as dúvidas sobre quem pode mesmo sair em número um são ainda maiores devido ao caso de Trae Young e do medo de deixar escapar o Steph Curry número dois.
Os scouts do draft de 2009 deixaram que Curry caísse para a sétima posição, argumentando que o mesmo nunca passaria de um bom atirador. Ora, o ano é 2018, Tare Young faz números e exibições muito semelhantes ao base dos Golden State Warriors e todos tem medo de o deixar fugir, podendo isto levar a que o point-guard da Universidade de Oklahoma seja um forte candidato a sair como número um, dependendo sempre se a equipa com essa escolha precisa de um jogador para esta posição. Young apresenta média de 30 pontos por jogo e quase 10 assistências. Um caso sério que surgiu repentinamente.
Muito semelhante ao último draft, a classe de 2018 apresenta grande qualidade, podendo ainda ser referido o nome de Mohamed Bamba ou de Jaren Jackson Jr. A questão final é a mesma do ponto de partida: quem é o melhor e quem é o número um? A minha aposta vai para Deandre Ayton.
Os desejados reforços acabaram por chegar: Paulinho e Waris já se encontram à disposição de Sérgio Conceição. Como já referi em artigos anteriores, sou defensor de plantéis curtos (20 jogadores de campo), principalmente quando existe uma equipa B de qualidade e competitiva como a que tem o FC Porto. Isto não implica que, no mercado de janeiro, não se possa fazer algum ajuste em virtude de lesões ou do calendário ainda existente até ao final da época.
Com as sucessivas lesões de Otávio, o meio-campo ofensivo precisava de um reforço. A solução encontrada foi, na minha opinião, excelente. Paulinho é um jogador que conheço particularmente bem, acompanho a sua carreira desde os tempos do SC Beira-Mar. É um grande talento que pode ser muito importante no que resta desta época e nas épocas seguintes. Paulinho é um médio criativo que pode jogar como “10” ou partindo de uma ala. Tecnicamente muito evoluído, muito forte no último passe, tem uma excelente capacidade de finalização. Acredito que, dentro de pouco tempo, Paulinho vai ser uma das figuras da Liga Portuguesa.
Paulinho vai brilhar no Dragão Fonte: FC Porto
Com o 4-4-2 estabilizado, Sérgio Conceição quis aumentar as opções no setor ofensivo para conseguir manter a intensidade com que o FC Porto atua. A velocidade e a intensidade têm sido as grandes armas dos azuis e brancos. Jogando com dois avançados, as opções eram um pouco escassas. A solução encontrada foi o empréstimo com opção de compra de Waris.
O internacional ganês foi o melhor marcador do campeonato sueco em 2012, com apenas 21 anos, ao serviço do BK Hacken (23 golos em 29 jogos) e, na Liga Francesa, representando o Valenciennes FC e o FC Lorient, apresentou uma interessante marca de 31 golos em 87 partidas. Para além da Suécia, já experimentou as Ligas Russa (FC Spartak Moscovo, entre 2012 e 2014) e Turca (Trabzonspor K, em 2014 e 2015). Marcou ainda presença no Mundial do Brasil, em 2014, competição na qual defrontou Portugal. Um jogador explosivo, bom finalizador, que pode ser muito útil no modelo de jogo de Sérgio Conceição.
Outro dado interessante é que os dois jogadores chegam ao Dragão por empréstimo com opção de compra, o que significa que, possivelmente, o investimento já será feito no próximo exercício (2018/19). Este dado é mais uma demonstração da boa gestão que tem sido feita esta época.
Até 31 de janeiro ainda é possível alguma movimentação no mercado, e talvez possa até chegar mais um reforço. Mas com este plantel acredito que esta possa ser uma época de muitas conquistas.
Os guarda-redes são bichos estranhos, cada um tem as suas manias muito pessoais, mas todos eles são corpos externos à equipa. Há o mundo da equipa, onde todos trabalham em conjunto, e depois há o mundo solitário do guarda-redes, que luta a sua luta individual, contra os seus vilões individuais. Por isso, quando um guarda-redes tem algo a dizer sobre o desempenho dos seus colegas, eles ouvem com atenção. É porque alguma fizeram para perturbá-lo no seu mundo.
Primeiro Período: Frustração em Toronto.
Fredrik Andersen, o estoico guarda-redes dos Toronto Maple Leafs, não mediu as palavras no fim da dececionante derrota por 3-2 frente aos Philadelphia Flyers, um jogo em que os Leafs deixaram escapar uma vantagem de dois golos no terceiro período. “Temos que perceber quem se quer comprometer a jogar para a equipa”, disse o dinamarquês sem apontar nomes. Deixou também no ar a ideia de que há mais jogadores descontentes no balneário. “Sim, não sou só eu, há outros no banco também. É frustrante não estar no powerplay e ver aquele tipo de jogada”, uma alusão clara ao segundo golo dos Flyers, em shorthand, que deu início à reviravolta. Quem é que não estava nesse powerplay? Auston Matthews.
A frustração já se espalhou para fora do balneário. Os resultados não ajudam. A vitória sobre os Ottawa Senators, no passado sábado, foi a primeira registada no tempo regulamentar desde 28 de Dezembro. Mas o que custa mais a processar é a falta de golos de uma equipa que, no início do ano, parecia ser imparável do ponto de vista ofensivo. No mês de Janeiro, os Leafs só marcaram três ou mais golos duas vezes, as duas contra os Senators. Desapareceu a velocidade, a magia e a criatividade. Os Leafs são agora uma equipa previsível e passiva. O pior é que parece ser intencional.
Mike Babcock, treinador dos Toronto Maple Leafs Fonte: NHL
Leo Komarov é o terceiro jogador com mais minutos no mês de Janeiro, subindo quase três em relação ao início da temporada, apesar de ter apenas 13 pontos em 49 jogos. Roman Polak está de pedra e cal na defesa e a jogar minutos importantes. Não é só por aí que se percebe que há intenção, é também pelas declarações de Babcock. Após a derrota no prolongamento frente aos St. Louis Blues, jogo em que os Leafs marcaram apenas um golo, Babcock disse sobre o lance que decidiu a partida: “If you cheat for offense, you lose.” Perdeste 2-1, Mike. O problema é o um, não o dois.
Felizmente para os Leafs, a concorrência pelo terceiro lugar na Divisão Atlântica está bem longe, mas a tendência não deixa de ser preocupante. Se a esterilização do ataque dos Leafs é intencional, qual é o objetivo? Ensinar a equipa a defender melhor? Como é suposto os jovens aprenderem se estão a ser preteridos em favor dos veteranos? São perguntas a que Babcock terá que responder até ao fim da época regular. Ele pode ser o treinador mais bem pago da liga, mas não está imune a críticas, especialmente se os adeptos acharem que a equipa não está a aproveitar todo o seu potencial.
Já são conhecidos os finalistas da quinquagésima segunda edição do superbowl. Os Philadelphia Eagles e os habituais New England Patriots. Sem surpresas, os primeiros cabeças-de-série de cada conferência chegaram à final embora com caminhos e trajetórias muito diferentes.
Se no caso dos Patriots estamos a falar da oitava superbowl desde 2001 (com cinco vitórias), os Eagles terão a terceira presença na final. Os Eagles procuram o seu primeiro título, podendo este jogo vingar a derrota da final de 2005 às mãos destes mesmos Patriots.
Mas olhemos para as finais de conferência:
New England Patriots 24 – Jacksonville Jaguars 20
Foi um jogo de duas metades.A primeira parte foi dominada pelos Jags, com um ataque a conseguir converter múltiplos terceiros downs garantindo a posse de bola e uma defesa que com um pass rush quase limitado aos quatro homens da frente conseguiu perturbar o experiente Tom Brady (a primeira conversão de terceiro down aconteceu no terceiro período) até uma vantagem de 14-10 que se verificava ao intervalo. Uma vantagem talvez curta para o que se viu na primeira parte e que em parte se deveu a algumas decisões de arbitragem um pouco “caseiras”.
Na segunda parte, a defesa dos Jags foi perdendo gás e as lesões de Myles Jack, Calais Campbell e Marcell Dareus só ajudaram Brady a fazer o que sabe fazer melhor, dissecar defesas no quarto período. E embora um fumble de Dion Lewis parecesse ter deitado tudo a perder, a verdade é que o QB dos Jags (Blake Bortles) não conseguiu replicar a mesma compostura da primeira parte dando hipótese aos Patriots de conquistarem mais um título da AFC. Amendola marcou touchdown a 2 minutos e 50 do fim colocando o resultado em 24-20. No entanto, os Jags tiveram ainda uma oportunidade de converter uma jogada de quarto down já no meio campo dos Patriots mas Stephon Gilmore fez uma excelente jogada defensiva impedindo alterações no marcador.
Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto encontraram-se na segunda meia final da Taça da Liga Portuguesa, para disputar o acesso à final de sábado com o Vitória Futebol Clube. Os leões acabaram por sair mais sorridentes nos penáltis, marcando lugar na final da competição.
Jorge Jesus manteve o mesmo onze que começou a partida da passada sexta feira, em que os leões empataram em Setúbal a uma bola. Battaglia continuou assim no banco de suplentes, com William e Bruno Fernandes no meio campo, e um trio constituído por Gelson Martins, Rúben Ribeiro e Marcos Acuña atrás do goleador holandês Bas Dost. Já Sérgio Conceição voltou à fórmula normalmente utilizada nos jogos teoricamente mais difíceis, com Sérgio Oliveira a acompanhar Danilo Pereira e Héctor Herrera no centro do meio campo. A destacar ainda a titularidade de Tiquinho Soares em detrimento de Aboubakar e o regresso de Iker Casillas à baliza azul e branca, por troca com José Sá. Nos bancos, destaque para as presenças de Majeed Waris nos suplentes portistas e de Fredy Montero entre as opções de Jorge Jesus, com a surpresa de Doumbia ficar fora da ficha de jogo.
Os verde e brancos entraram melhor num encontro pautado por muitos duelos físicos nos primeiros minutos. Aos cinco minutos, aconteceu logo um lance polémico na área azul e branca. Após livre batido por Bruno Fernandes, Bas Dost foi puxado e “abraçado” por Danilo Pereira, mas a extensa equipa de arbitragem não considerou haver motivo para assinalar grande penalidade. Logo depois, Danilo Pereira apresentou queixas musculares e teve de sair das quatro linhas, sendo substituído por Óliver Torres. Curiosamente, foi depois da saída de um dos seus elementos mais influentes que os dragões conseguiram reequilibrar as forças da partida. Ainda assim, era através de transições rápidas e de Brahimi que o FC Porto conseguia chegar ao meio campo leonino. Pelo contrário, a equipa de Jorge Jesus conseguia ter um jogo mais fluído e aparentemente mais confiante nas suas ideias.
Aos dezoito minutos, Bruno Fernandes teve uma receção excelente a cruzamento de Fábio Coentrão, mas Alex Telles foi imperial no corte e evitou que o médio leonino conseguisse faturar. Mais ação de golo iminente apenas aos 36 minutos, quando Soares balançou as redes de Rui Patrício. Num lance onde a defesa leonina esteve mal, Sérgio Oliveira assistiu o avançado brasileiro dos dragões que, isolado, bateu Rui Patrício. Contudo, o golo foi anulado com recurso ao vídeo-árbitro, devido a posição irregular de Tiquinho Soares aquando da assistência de Sérgio Oliveira. Depois de um início mais autoritário dos verde e brancos, era agora o FC Porto que estava melhor na partida.
Até ao intervalo, registo apenas para a lesão muscular de Gelson Martins, que obrigou à sua saída, por troca com Rodrigo Battaglia. Bruno Fernandes derivou para a ala direita, com Rúben Ribeiro a manter-se nas costas de Bas Dost.
O jogo foi pautado por enorme equilíbrio ao longo dos noventa minutos Fonte: Liga Portugal
Na segunda parte, o FC Porto entrou melhor, com o Sporting a não ser capaz de conseguir orientar o seu jogo em ataque apoiado. Acresce a enorme liberdade que era dada a Brahimi até aos últimos vinte, trinta metros. O argelino conseguiu gizar muitos lances ofensivos dos dragões, sem que o Sporting conseguisse encontrar grande antídoto. Apesar disso, Brahimi não conseguiu criar grande perigo devido à atenção de que foi alvo por parte de Piccini e até Battaglia, que derivou muitas vezes para o flanco direito, com o objetivo de ajudar o seu lateral. O jogo teve imensas faltas (53 infrações assinaladas ao longo de todo o encontro) e foi muito equilibrado, sem que nenhuma equipa conseguisse dominar claramente o adversário. Yacine Brahimi e Bruno Fernandes davam outro toque de magia quando tinham a bola em sua posse, mas o jogo foi marcado por muita luta e muito confronto físico. As lesões de dois elementos fulcrais na manobra de ambas as equipas (Danilo Pereira e Gelson Martins) alteraram o rumo dos acontecimentos e podem ter sido determinantes para o jogo algo descaracterizado de ambos os conjuntos.
Uma das melhores ocasiões de golo ocorreu aos 65 minutos. Num canto curto, Fábio Coentrão cruzou e Coates cabeceou forte, mas ao poste esquerdo da baliza de Casillas, que já estava batido. Logo a seguir, Aboubakar entrou para o lugar de Soares e o FC Porto melhorou, ficou mais incisivo na procura do golo. À entrada para o último quarto de hora, o camaronês esteve pertíssimo do golo mas Rui Patrício foi gigante na baliza verde e branca, com uma grande mancha a evitar o golo.
Os técnicos esgotaram depois as alterações: Jorge Jesus colocou Bryan Ruiz e Fredy Montero (em estreia) nos lugares de Marcos Acuña e Rúben Ribeiro. Já Sérgio Conceição também estreou um reforço, Waris, tendo retirado Sérgio Oliveira. Enquanto Jesus manteve o desenho tático, Conceição acabou por arriscar mais. Até ao fim, os dragões estiveram sempre ligeiramente por cima, mas sem conseguir materializar em grandes oportunidades. Exceção feita ao minuto 90+3, quando Marega rematou ao lado da baliza de Patrício. Valeu ao Sporting que o maliano não viu Brahimi completamente sozinho no lado esquerdo da grande área, senão poderia ter sido fatal.
Nas grandes penalidades, Rui Patrício e Casillas brilharam, defendendo ambos dois penáltis. Coates, William Carvalho, Herrera e Aboubakar foram os homens que falharam. Na morte súbita, Brahimi rematou ao poste e Bryan Ruiz concretizou, finalizando a partida. Os leões carimbam assim o passaporte para a final, a disputar no próximo sábado à noite, frente ao Vitória de Setúbal. De registar ainda que foi o quarto clássico da temporada do futebol português, e todos terminaram sem golos.