O ano de 2017 termina em grande para a WWE com o Clash of Champions, o evento em que todos os títulos estarão em jogo. Uma vez que a promotora se encontra dividida em duas marcas, a segunda edição deste novo evento, que no ano passado foi do Raw, está agora a cargo do Smackdown Live.
Muita coisa estará em jogo no próximo domingo, ou não fosse esta a maior empresa de entretenimento a nível mundial. No final, espera-se bons combates e a satisfação de todos os que vão assistir, ainda que isso dependa de cada um de nós.
Espera-se um evento consistente, à semelhança dos anteriores da marca azul. Todos os títulos serão defendidos, num teste difícil para todos os campeões. Por outro lado, para dois lutadores, este pode ser o último evento das suas carreiras na WWE, já que irão lutar para não serem despedidos da empresa. Muita coisa irá acontecer, mas para já é tempo da habitual antevisão a mais um evento da WWE.
Nem todas as promessas do futebol português começam a dar nas vistas nas camadas jovens. O extremo de raízes cabo-verdianas Heriberto Tavares, é um desses casos. Actualmente com 20 anos, Heriberto começou a jogar futebol no Estrela da Amadora, clube da cidade de onde é natural. Mas em 2007 foi recrutado pela Academia de Alcochete, jogando durante oito anos no Sporting Clube de Portugal.
Na transição para o seu segundo ano de sénior, acabaria por ser dispensado pelo clube leonino e rumaria ao CF “Os Belenenses”, onde se exibiu em grande nível e despertou o interesse do Sport Lisboa e Benfica, clube que o acabaria por contratar na época seguinte para jogar na equipa B.
Heriberto chegaria ao futebol profissional como um desconhecido, mas a verdade é que não demorou muito tempo para se perceber que estava ali mais uma grande promessa do futebol nacional. No seu primeiro ano de sénior, contribuiu de forma importante para a equipa comandada por Hélder Cristóvão fosse a equipa B melhor classificada na Segunda Liga com 11 golos marcados em 41 jogos. Nesta temporada, o nível aumentou ao já igualar o registo da época passada, mas em 18 jogos.
Heriberto já marcou 22 golos na Segunda Liga Fonte: Facebook Oficial de Heriberto Tavares
Heriberto Tavares um jogador ambidestro e pode jogar em ambas as faixas, embora actue preferencialmente na ala direita, de onde é frequente vê-lo aparecer em zonas interiores do terreno de jogo, seja com a bola nos pés de modo a causar desequilíbrios, ou para aproveitar um passe nas costas da defesa. Para além de ser um jogador rápido, também é tacticamente inteligente, sabendo aparecer no sítio certo para finalizar. É também um bom executante de lances de bola parada.
A meu entender, o seu ponto fraco é a sua tomada de decisão. Se por um lado ele é um bom executante, por outro, a definir os lances é um jogador que deixa a desejar. Apesar de ser um jogador que gosta de tomar a iniciativa de finalizar, às vezes ainda se mostra um pouco perdulário na hora H. Nada que não se resolva com mais trabalho e maior serenidade.
El Capitan (alcunha que lhe é atribuída pela forma como festeja os golos) é um jogador que tem tudo para singrar no futebol português e europeu. E tendo em conta o nível que tem mostrado na equipa B dos encarnados, creio que é urgente que este dê o próximo passo, seja um empréstimo a um clube da Primeira Liga, ou até mesmo a promoção directa à equipa principal. De preferência, já na reabertura do mercado em Janeiro.
Foto de Capa: Facebook Oficial de Heriberto Tavares
A época de 2017 não foi a melhor para Rui Costa. O ciclista poveiro até começou bem com uma vitória de etapa no Tour de San Luis e a conquista da etapa rainha e da Classificação Geral da Abu Dhabi Tour, nova prova do World Tour de especial importância para a sua equipa que estava a correr em casa. No entanto, a partir daí, o rendimento entrou em decréscimo e não só não voltou a vencer como até as suas exibições deixaram a desejar.
Rui Costa continua a ser o melhor ciclista português da atualidade – mesmo na história da modalidade a nível nacional só encontra par em Joaquim Agostinho – e a sua vitória na Geral de uma prova World Tour, bem como outros lugares de destaque no escalão mais alto do ciclismo comprovam-no, mas a sua seca de resultados consistentes pode indiciar que estará a entrar na fase descendente da carreira, mesmo que com apenas 31 anos tenha ainda muitos anos para dar ao ciclismo.
No entanto, mais credível que uma simples falta de pernas é a explicação de que Rui Costa não se adaptou ao papel de líder de equipa. Com a saída da Movistar em 2014, logo a seguir ao seu título mundial, começaram a sentir-se algumas diferenças. Só que uma primeira época menos vitoriosa, mas com bons resultados ao longo de todo ano não indicava o que se veio a passar a seguir e que transformou o português de um ciclista conhecido pela sua regularidade durante todo o ano em alguém incapaz de corresponder às expectativas e com os resultados positivos a aparecerem de forma mais espaçada.
Rui Costa tem demonstrado alguma irregularidade nas últimas temporadas Fonte: Rui Costa
Este ano, era o líder da UAE Team Emirates, com apenas Louis Mentjes e Diego Ulissi como colegas com estatuto semelhante, mas tirando os bons dois primeiros meses, acabou por passar ao lado do que se pretendia dele, especialmente nas clássicas das ardenas, o seu terreno predileto. Ao analisarmos as prestações do português percebemos que grande parte da culpa é de o correr como líder o tornar um ciclista com mais responsabilidades na corrida e mais marcado pelos adversários, o que prejudica o seu estilo oportunista.
Ora, para a próxima temporada, a equipa aproveitou a injeção do dinheiro dos patrocinadores do Médio Oriente para se reforçar em força com as estrelas Daniel Martin, Fabio Aru e Alexander Kristoff, que sobrepõe algum do seu calendário com o de Rui Costa, especialmente o irlandês nas clássicas, e que o obrigarão a trabalhar em seu prol em alguns momentos. Só que o que à primeira vista parece péssimo para o ciclista luso que desce bastante de posição na estrutura, pode acabar por ser uma benção que lhe permita voltar a correr de forma mais livre e com menor pressão, o que tantos bons resultados lhe proporcionou no passado.
Os últimos tempos não têm sido bons para o ciclista que até no nosso país tem sido alvo de muitas críticas dos seus exigentes fãs e, por isso, tem algo a provar. Com a nova ambição e novas caras da equipa pode continuar a ser líder em provas menores e noutras beneficiar de não ser a primeira aposta para, tal como acontecia nos seus anos nos espanhóis da Movistar, aproveitar uma maior liberdade para chegar aos que resultados que todos queremos que alcance.
É imensa a responsabilidade de ir ao baú das memórias e recuperar algumas das mais belas lendas que brindaram os adeptos com a sua inestimável qualidade, tudo porque corremos sempre o risco de não ser justos o suficiente para retratarmos na perfeição e corresponder, na exata medida, à espetacularidade daqueles que foram e serão sempre os nossos heróis. É nesse sentido que me tremem as mãos quando me convidam a escrever sobre o grande Aloísio. Não fui contemplado com a fortuna de assistir aos tempos gloriosos deste fenómeno no centro da defesa ao serviço do FC Porto, pelo que me servirei dos registos presentes por essa Internet fora para prestar a devida homenagem àquele que é por muitos considerado o melhor central da história do clube.
Corria o ano de 1963 quando o município de Pelotas, da região Sul do Estado de Rio Grande do Sul, no Brasil, pôde testemunhar o nascimento de Aloísio Pires Alves, mais precisamente no 16º dia do mês de agosto. A vida para o futebol conheceu os primeiros desenvolvimentos aos 18 anos de idade, em 1981, com a inclusão no clube local, o Brasil de Pelotas. Seguiram-se seis épocas no SC Internacional de Porto Alegre antes da entrada no futebol europeu, em 1988, pela porta do FC Barcelona, onde atuou durante dois anos. Depois, caros amigos, vieram os anos dourados pintados a azul e branco: 11 épocas ao serviço do FC Porto, num total de 476 jogos oficiais disputados e 18 golos apontados. Ao longo da sua carreira Aloísio conquistou 22 títulos, 19 dos quais com a azul e branca vestida. Contam-se sete Campeonatos Nacionais, sete Supertaças e cinco Taças de Portugal, sendo também ele um dos responsáveis pela conquista do inédito pentacampeonato. Foram anos gloriosos, aos quais apenas faltou juntar um título internacional.
Aloísio faz parte do melhor onze da história do FC Porto Fonte: FC Porto
Durante a sua estadia nas Antas foi atuando ao lado de jogadores como Geraldão, José Carlos, Paulo Pereira, Fernando Couto e Jorge Costa, e é hoje parte integrante, com grande destaque, do Museu do FC Porto, figurando no melhor onze da história portista e recolhendo a preferência da maioria dos adeptos. “É uma honra enorme e é difícil de exprimir em palavras a emoção de fazer parte do melhor onze do clube, sabendo que, ao longo da história, por aqui passaram grandes jogadores”, reconheceu.
Aloísio será sempre lembrado pela liderança, classe, serenidade e eficácia com que adornava os lances. O FC Porto e os portistas estar-lhe-ão eternamente gratos por todo o profissionalismo e qualidade que emprestou ao clube ao longo dos anos que por cá esteve.
Como em qualquer desporto e em qualquer país, o futebol, enquanto paixão, começa bem cedo. Geralmente, no seio da maior parte das famílias, as crianças são criadas de acordo com as cores clubísticas do pai, da mãe, dos avós, dos padrinhos… É de acordo com quem tiver mais força para influenciar! E logo aos seis ou sete anos, as crianças são arrastadas para a prática do futebol. Quer seja pela aptidão que aparentam ter ou pela simples prática de desporto e preocupação com a saúde.
Nos dias que correm, um dos argumentos a que mais se recorre para esgrimir os dos rivais é o da formação. A equipa “x” não vence regularmente, mas orgulha-se dos jovens que ensina. A equipa “z” vence quase sempre, mas não tem nenhum jogador dos seus quadros. Ou seja, a questão da formação aparece quando mais se precisa dela e desvaloriza-se quando não é positiva. Mas antes de se procurar medir a pertinência da formação na discussão, é urgente rever a formação em si. Não os moldes em que é executada, as competições que a servem ou outra coisa qualquer. É urgente mudar o fator humano na formação; o papel de qualquer adulto deve ser revisto. Afinal, é de ensinar crianças que se trata, os futuros adultos.
Traquinas B da Associação Académica de Coimbra Fonte: Facebook oficial Associação Académica de Coimbra
Desengane-se quem pensa que qualquer treinador serve para liderar uma equipa sub-11, sub-15 ou sub-19. Não basta a autorização ou o diploma de treinador, o lado humano do líder também influencia, e de que maneira, os jovens. É preciso ter a noção de que num jogo entre equipas sub-12, por exemplo, vale mais o treinador que repreende a equipa no treino seguinte do que aquele que o faz em pleno terreno de jogo, em frente ao público e em altos berros. Deve ter-se em consideração a maturidade (ou falta dela) de uma criança desta idade que ainda encara os treinos e os jogos como uma extensão do recreio da escola. Claro que lhes deve ser explicado que já começam a ter certas responsabilidades e compromissos, mas não aos gritos e fora do ambiente de treino que, supostamente, é mais reservado e propício à aprendizagem. E se falo disto é porque conheço estas realidades. Joguei bastante tempo, nos vários escalões, e passados alguns anos, ao acompanhar o meu irmão, esta realidade em nada se alterou. Pena que algumas das crianças contra quem joguei não tiveram a sorte de encontrarem treinadores como os meus.
Em muitos casos, o facto de se construir um homem antes de um jogador é esquecido. São atirados para o banco aqueles miúdos mais gordinhos, aqueles que não têm tanto jeito ou aquele guarda-redes que se desvia dos remates mais fortes. É inadmissível que nestas idades sejam sempre os mesmos jogadores a entrar em campo. Nesta fase tão prematura das suas vidas, a ideia é de incutir nestas crianças o espírito de grupo, o sacrifício e esforço por um objetivo comum e a busca da prática de um estilo de vida saudável.
É preciso também ter em conta que, provavelmente, acima de 90% dos treinadores das camadas jovens em Portugal, fá-lo depois do trabalho e sem as condições ideais para si e para os seus aprendizes. E uma grande parte não recebe qualquer remuneração por isso, muitas vezes por dificuldades económicas dos clubes onde prestam auxílio. Mas nem só nos treinadores reside a “culpa”. Ainda que sejam eles quem lida com as crianças no terreno de treino e jogo, são muitas vezes os pais que contribuem para a fraca formação dos seus próprios filhos. É expectável que queiram que os seus rebentos brilhem pelos sintéticos do distrito e lhes derretam o coração com beijinhos atirados para a bancada, golo após golo. Mas essa primeira forma de pressão, em certa medida saudável, quando excedida é extremamente prejudicial para o ser humano que ainda está a desenvolver a sua personalidade.
O ano 2017 foi rico em grandes encontros de ténis, sobretudo no circuito ATP. Roger Federer e Rafael Nadal regressaram ao seu melhor nível, tiveram confrontos diretos e, como tal, a dificuldade passaria sempre por decidir qual deles o melhor. Porém, aquele que consideramos como “O Encontro do Ano” até nem tem o suíço como protagonista, mas antes baby Fed, tido por muitos como o seu legítimo sucessor.
Foi precisamente no Australian Open, torneio que contou com uma super-final “Fedal”, que na meia-final se encontraram Rafa Nadal e Grigor Dimitrov. O espanhol mostrava ao mundo, no início da época, que estava ainda bem vivo para o ténis e que as suas recorrentes dificuldades físicas se encontravam aparentemente ultrapassadas; o búlgaro, inconsistente de longa data, parecia finalmente estar a caminho de uma época ao nível que todos sempre lhe reconheceram.
Perante uma Rod Laver Arena repleta de público, aquilo a que todos tiveram a oportunidade de assistir foi a quatro horas e 55 minutos de intensidade tenística e drama, num encontro épico que jamais será esquecido pelos adeptos da modalidade. Nos primeiros sets o equilíbrio foi nota dominante: Nadal entrou melhor na partida e venceu o primeiro parcial por 6-3, mas Dimitrov reagiu no segundo, que acabaria por vencer por 7-5. Daí em diante pouco ou nada mudou: Nadal levou a melhor no terceiro set, vencendo por 7-6(5), e Dimitrov reagiria no parcial seguinte, fechando-o em 7-6(4).
Chegados ao terceiro set, com 3-3 no marcador, o nível de ténis apresentado de parte a parte era ainda impressionante: se num momento os jogadores pareciam em dificuldades físicas, no momento a seguir estes iam “buscar bolas” aparentemente impossíveis e realizavam extraordinários passing shots. 4-4 no marcador, Dimitrov a servir e Nadal, finalmente, conseguiria quebrar o serviço do opositor. Com 5-4 e Nadal a servir, o espanhol não tremeu: fechou o quinto set e marcou encontro com Roger Federer na final à qual todos desejavam assistir. Dimitrov jogou muito bem, fez 20 ases e 79 winners mas, ainda assim, não conseguiu vencer. Os 70 erros não forçados do búlgaro, face aos 43 de Nadal, acabariam por sentenciar o encontro.
O encontro foi selado com um sentido cumprimento à rede Fonte: grigor-dimitrov.com
No cumprimento à rede, Rafa terá dito a Dimitrov que se este continuasse a jogar daquela forma, certamente um dia iria vencer um título do Grand Slam. Se por um lado, com esta derrota, o búlgaro acabaria por não conseguir concretizar o sonho de uma vida (disputar uma final de um torneio do Grand Slam frente a Roger Federer), por outro lado Nadal mostrou-se parcialmente acertado na sua profecia: ainda que não tenha vencido qualquer dos torneios seguintes do Grand Slam, Dimitrov acabaria por fechar a época com a conquista do ATP Finals.
Esta época, o Sporting já realizou oito jogos nas competições europeias, tendo defrontado o Steaua de Bucareste, o Olympiacos e duas das melhores equipas da Europa, o Barcelona e a Juventus.
No play-off de acesso da Liga dos Campeões, o Sporting enfrentou os romenos do Steaua de Bucareste, com um nulo em Alvalade e uma goleada por 5-1 na Roménia, os leões carimbaram o passaporte para a fase de grupos. Ditou o sorteio que o Sporting iria fazer parte do grupo D, um grupo verdadeiramente de Liga dos Campeões, com Barcelona, Juventus e Olympiacos. Neste exigente grupo, os leões foram um dos melhores terceiros lugares, tendo confirmado o lugar nos dezasseis avos de final da Liga Europa. Os leões somaram sete pontos na fase de grupos da Liga dos Campeões, mas sobretudo surpreenderam pelo excelente futebol que praticaram, verdadeiras exibições de gala diante da Juventus e Barcelona, tendo vencido por duas vezes o Olympiacos.
Na Liga Europa, o Sporting irá defrontar uma equipa do Cazaquistão, o Astana F.C., clube fundado em 2009, tetracampeão do seu país. Nas competições europeias, o Astana não é um clube com grande tradição. No entanto, esta temporada já realizou doze partidas, seis na qualificação para a Liga dos Campeões e seis na Liga Europa. Na Liga dos Campeões, os cazaques defrontaram o Spartaks da Letónia, os polacos do Legia Varsóvia, sendo depois eliminados pelo Celtic Glasgow.
Calhou ao Sporting o adversário mais distante Fonte: Sporting Clube de Portugal
Na fase de grupos da Liga Europa, o sorteio ditou que o Astana viria a disputar o grupo A, composto pelos espanhóis do Villarreal, que venceram o grupo com onze pontos, mais um do que o Astana, tendo ficado de fora das competições os checos do Slavia de Praga e os israelitas do Maccabi Tel Aviv. Na caminhada do Astana na Liga Europa, os cazaques somaram três vitórias, um empate e duas derrotas frente ao vencedor do grupo, o Villarreal.
No que diz respeito às competições nacionais, o Astana lidera a Liga do Cazaquistão e está nos oitavos da Taça. O plantel é liderado pelo búlgaro Stanimir Stoilov, o ex-avançado que passou pelo futebol português entre 1995 e 1997, pelo Campomaiorense. O treinador búlgaro já foi seleccionador do seu país, tendo ainda passado pelo Botev Plovdiv, Anorthosis, Litex Lovech e o Levski Sofia. O Astana é um plantel sem nomes sonantes, tem no entanto nos dianteiros Patrick Twumasi e Junior Kabananga, as suas melhores unidades.
Nesta eliminatória o Sporting é favorito com naturalidade, mas terá de o provar nos 180 minutos. Com a qualidade das exibições realizadas esta época, pela equipa de Jorge Jesus, o Sporting pode efectivamente chegar longe na Liga Europa. Sendo que o principal objectivo é ser campeão nacional.
Os dragões receberam o Vitória SC para jogar os oitavos de final da Taça de Portugal sem grandes surpresas nos jogadores titulares.
Logo aos cinco minutos de jogo, o Porto teve, na sequência de um pontapé de canto, uma grande oportunidade para marcar mas a bola cabeceada por Danilo foi de encontro ao poste.
Imediatamente a seguir, o Vitória ganhou um canto, mostrando logo desde o início que estava no Dragão para dar lutar, ou pelo menos tentar.
Aos doze minutos aparece o primeiro golo dos azuis e brancos, quando Aboubakar converte a grande penalidade assinalada por mão de um adversário.
O Vitória ainda assim não se deixava abalar e pouco depois mostra-se perigoso com um cabeceamento de Sturgeon. Aos 25 minutos, mais uma grande oportunidade para a equipa da casa, com Danilo a, uma vez mais, acertar no poste da baliza de Miguel Silva.
Jogava-se no Dragão um jogo muito partido, com o Vitória a saber aproveitar os espaços abertos e a pressionar alto.
Fonte: FC Porto
Já na segunda parte, depois de duas tentativas falhadas, Danilo lá conseguiu fazer o golo, confirmando a superioridade da equipa caseira no jogo. Oito minutos depois, André André faz o terceiro golo da equipa da casa na sequência de uma jogada genial de Herrera.
Um FC Porto muito mais dominante nesta segunda parte, que assumiu o jogo e, a seis minutos dos 90’, pôs o ponto final no marcador com mais um golo de André André.
Assim, depois de uma goleada em casa a uma equipa que nunca se vergou, o FC Porto passa aos quartos de final da Taça de Portugal, cujo sorteio está agendado para segunda-feira, dia 18, às 12 horas.
O Sporting é um clube que, à semelhança de outros clubes nacionais, muito tem contribuído para a exportação dos principais jogadores da Liga portuguesa, promovendo, valorizando e, sobretudo, potenciando a carreira dos melhores jogadores e a sustentabilidade financeira do clube. Destacam-se, de seguida, quatro ex-leões que se passeiam atualmente por três dos principais campeonatos europeus e mundiais: inglês (Rojo), espanhol (Rúben Semedo e Paulo Oliveira) e alemão (Emiliano Insúa).
Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 estiveram longe de ser perfeitos e uma das várias polémicas deu-se com a exclusão da participação de atletas russos no atletismo e no levantamento de pesos. Tudo começou em julho do mesmo ano com a apresentação da Primeira Parte do Relatório McLaren, um documento da autoria do jurista Richard McLares, contratado pela Agência Mundial Anti-Dopagem (WADA) para investigar alegações de doping sistemático e organizado estatalmente pela Rússia. Em resposta, o Comité Olímpico Internacional (COI) ameaçou excluir a Federação Russa das Olimpíadas como um todo, mas acabou por deixar a decisão nas mãos das entidades reguladoras de cada modalidade.
Este foi o primeiro erro na forma como todo este caso tem sido conduzido pelo COI, já que o mais sensato seria assumir os resultados do relatório e decidir um castigo em concordância ou esperar pela Segunda Parte do mesmo para tomar uma decisão final sobre qual era a punição adequada. Ao invés, o COI enveredou por um caminho de se desresponsabilizar e deixar a batata quente nas mãos de outros, acabando permitir injustiças e tratamentos desiguais dos atletas. Atitude bem diferente foi a do Comité Paralímpico Internacional que tomou uma posição firme e baniu a Rússia dos seus Jogos em 2016.
Em julho do mesmo ano, seria publicada a Segunda Parte do Relatório McLaren que se debruçava sobre a forma como o Estado russo tinha controlado o sistema de testes anti-dopagem no período dos Jogos Olímpicos de Inverno que decorreram no seu país, em Sochi 2014, confirmando a influência estatal nos mecanismos de fraude desportiva a que os atletas recorriam.
O relatório McLaren forçou o COI a tomar medidas contra a Federação Russa Fonte: Comité Olímpico Internacional
Ora, entretanto, o COI pediu às Federações das modalidades que procurassem alternativas à Rússia para os eventos internacionais a realizar nesta. Também aqui se viu a relevância que diferentes modalidades dão ao combate ao doping. Se, por um lado, a Federação Internacional de Ski suspendeu vários atletas e retirou ao país dos czares a organização de alguns eventos, por outro, a FIFA nem sequer considerou a hipótese de realocar a Taça das Confederações de 2017 ou o Mundial de Futebol de 2018.
Em seguida, foi a vez da Comissão Disciplinar do COI se inteirar da situação e se debruçar a fundo sobre as várias acusações enfrentadas pela Rússia. Assim surgiu o Relatório Schmid, liderado pelo antigo Presidente da Suíça Samuel Schmid e que confirmou as descobertas do Relatório McLaren, nomeadamente que havia sido desenvolvido um sistema que permitia a um laboratório moscovita alterar constantemente resultados positivos para negativos em controlos anti-doping e que este sistema era financiado estatalmente.