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Equipa do distrito de Aveiro com excelente início

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Chegou a hora de fazer um ponto de situação relativamente à tabela classificativa da Liga Sport Zone 2017/18. Olhando para o pódio não há qualquer tipo de surpresa, pois Sporting CP, SL Benfica e SC Braga/AAUM ocupam, respetivamente, a primeira, segunda e terceira posições. Mas, até à jornada deste último fim-de-semana, tínhamos por lá uma surpresa. A brava equipa do Futsal Azeméis, que está atualmente no quarto lugar em virtude da derrota com o Braga no último jogo.

Ao cabo de sete jogos, a equipa aveirense soma quatro vitórias, um empate no terreno da AD Fundão e duas derrotas, contra o Sporting CP e Sporting de Braga. A conclusão imediata é que nenhum dos pontos perdidos até à data foi em jogos ditos “do seu campeonato”, talvez o empate no centro do país perante a Desportiva do Fundão, algo que ganha ainda mais destaque se pensarmos que essa mesma formação chegou à final do play-off na época 2013/14.

Não sabemos se a temporada vai correr de feição aos comandados de Ricardo Cannavarro, pois ainda estamos obviamente numa fase muito precoce, mas o início está a ser muito bom e prometedor do coletivo de Azeméis, que apenas na temporada passada logrou subir ao principal escalão. Claro que esta boa fase não implica que o Futsal Azeméis se estabilize como uma das grandes potências, mas este brilhante arranque permite que as outras formações ganhem bastante mais respeito quando tiverem este obstáculo pela frente.

O camisola 13, Paulinho Roxo, já leva nove golos em sete jogos e tem sido peça chave na manobra ofensiva do Futsal Azeméis Fonte: Futsal Azeméis
O camisola 13, Paulinho Roxo, já leva nove golos em sete jogos e tem sido peça chave na manobra ofensiva do Futsal Azeméis
Fonte: Futsal Azeméis

A razão explicativa de todo este sucesso prende-se com a mescla entre jogadores muito experientes e que trouxeram muita qualidade à equipa, para além do seu vasto conhecimento do campeonato português, como são os casos do guarda-redes Cristiano, de Israel ou do brasileiro Paulinho Roxo, que é neste momento o melhor marcador da equipa com um total de nove golos em sete partidas, com a inclusão de jogadores muito novos, com um futuro bastante promissor e que encontram um balneário que os acolhe de braços abertos.

Esta mistura de juventude com experiência costuma produzir ótimos resultados e estamos perante um deles, sem dúvida nenhuma. O mérito do timoneiro da equipa não pode ser menosprezado, como é óbvio, e só posso desejar muita sorte ao projeto do Futsal Azeméis e ao técnico Ricardo Cannavarro, para que consigam encontrar o seu espaço na Liga Sport Zone e que por lá fiquem por muitos e longos anos.

Foto de Capa: Futsal Azeméis

Gala Dragões de Ouro

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A primeira edição dos Dragões de Ouro foi a 17 de Janeiro de 1986. Esta gala já foi festejada no Hotel Infante de Sagres, Pavilhão de Treinos das Antas, Palácio da Bolsa do Porto, Casino de Espinho, Casino da Póvoa, Alfândega do Porto, Coliseu do Porto e no Dragão Caixa.

Em 29 edições da Gala, já foram entregues 467 Dragões de Ouro, sendo Fernanda Ribeiro a atleta mais “dragonada”, com 4 galardões (em 1985, 1987, 1995 e 1996). Sérgio Conceição recebeu o Dragão de Ouro para Futebolista do Ano de 1997.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Nesta edição dos Dragões de Ouro foram distinguidos:

Atleta do Ano: Raúl Alarcón (Vencedor da Volta a Portugal)
Futebolista do Ano: Brahimi
Jovem Atleta do Ano: Diogo Dalot (Futebol)
Treinador do Ano: Guillem Cabestany (Hóquei em patins)
Atleta de Alta Competição do Ano: Hélder Nunes (Hóquei em patins)
Atleta Amador do Ano: Daniel Sánchez (Bilhar)
Atleta Revelação do Ano: Wenderson Galeno (Futebol)
Dirigente do Ano: Eurico Pinto e Alípio Jorge Fernandes (ex aequo)
Funcionário do Ano: Francisco J. Marques (diretor de comunicação e informação)
Sócio do Ano: Artur Santos Silva (sócio desde 1954, recebeu a Roseta de Ouro em 2005)
Projecto do Ano: App FC Porto
Parceiro: Banco Carregosa

Casa do FC Porto Nacional: Póvoa de Lanhoso (delegação nº 78 tem 347 sócios)
Casa do FC Porto Internacional: Bruxelas  (delegação nº11 tem 218 sócios)
Carreira: José Mário
Recordação: Américo Lopes

A Gala contou com atuações d’Os Azeitonas, Mundo Segundo, GNR, Berg e dos humoristas Óscar Branco e Joana Marques. Como já é costume, o presidente Pinto da Costa encerrou a Gala com um discurso: “Este grande edifício tem de continuar a assentar em quatro pilares: competência, rigor, ambição e paixão.”

Foto de Capa: FC Porto

Real Betis Balompié: O pequeno “tubarão” espanhol!

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Cabeçalho Liga EspanholaQuem é este Real Bétis de que hoje ouvimos falar tanto?

É uma das, experientes, equipas de Sevilha que tem surpreendido o futebol espanhol como seu estilo de jogo conhecido como o famoso “tiki taka”, implementado pelo treinador espanhol Quique Sétien, num grande arranque de época. A equipa que pratica bom futebol, de posse, de controlo, de basculação com a intervenção preciosa dos seus habituais três médios, Javi Garcia, Andrés Guardado e Víctor Camarasa, um meio campo que une a experiência e a vitalidade em jogo, e que cria bastantes situações de finalização no ataque, que conta com grandes jogadores que já passaram por clubes europeus com história, tal como, Joaquim, Cristian Tello, Joel Campbell, Sanabria e Sergio León.

O Bétis, que, no último verão, se reforçou “em peso” e que gastou uma boa quantia para a constituição deste plantel, como já referido, bastante experiente. A formação de Sevilha tem praticado, desde o início, um futebol que respeita os princípios do jogo ofensivo, produzindo muitas ocasiões de golo por jogo, e que por conseguinte, concretiza muitas dessas ocasiões. Contudo é uma equipa que peca muito na defesa, demonstrando, habitualmente, várias fragilidades defensivas, que acabam por custar caro, sendo que sofre, também, muitos golos.

Conta com 19 golos marcados, sendo o quarto melhor ataque da liga, mas que, ao mesmo tempo sofreu 17 golos no início de época, o que demonstra as tais fragilidades no sector defensivo. A equipa que alinha, listada, de verde e branco, tem neste grande início de época recebido o retorno pelo elevado investimento realizado durante o mercado de transferências, contando com cinco vitórias em nove jornadas, entre elas, frente ao Real Madrid FC, no Barnabéu, por 2-1, e frente ao Celta de Vigo, em Sevilha, pelos mesmos 2-1, ocupando, assim, o sétimo lugar da La Liga, disputando com os habituais grandes o acesso às competições europeias, um dos grandes objetivos estabelecidos pela direção.

António Sanabria, avançado centro, tem estado em grande forma com seis golos marcados no início de época Fonte: Real Bétis Balompié
António Sanabria, avançado centro, tem estado em grande forma com seis golos marcados no início de época
Fonte: Real Bétis Balompié

Este Bétis que se mostra “quase” imbatível, no Benito Villamarím, com o apoio fervoroso dos seus adeptos, perdendo apenas um de cinco jogos realizados em casa, jogo esse, épico, frente ao Valência, tem condições para manter o bom momento de forma, e que no seguimento da época vai continuar a dar bastantes “cartas” juntos dos tubarões espanhóis, esperando que o seu goleador-mor, António Sanabria, mantenha ele também o excelente momento de forma.

 

Foto de Capa: Real Bétis Balompié

 

Ser lateral ou ser defesa? Eis a questão

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Relata Angel Cappa, no livro “E o futebol onde está?”, que, quando Tano Rizzo, velho colega e amigo, o veio visitar nos anos 90, houve uma noite, na hora do jantar, em que parecia ter visto algo fora deste mundo. – “Amigo, estive esta tarde na Cidade Desportiva do Real Madrid, e nem vais acreditar, vi Panucci sair do treino… num Porsche!”, disse ainda incrédulo. – “Sim, e depois?”, perguntaram todos. – “E depois? Se até os laterais já têm Porsches, então o futebol está mesmo perdido!”, exclamou.

Mais do que terras e países diferentes, o velho Rizzo vinha de outro tempo. Quando o futebol eram dos homens da frente, “dos que fazem golos”, no tempo em que os jogos eram decididos só quando se tinha a bola e atacava. A defesa, isso… bem, ajudava quando era preciso. Entretanto o futebol mudou, e o pensamento dele também. O jogo tornou-se, seja de um modo instintivo ou premeditado, mais defensivo. A arte de se saber defender tornou-se tão imperativa como a de atacar e, no contexto tático, originou o nascimento dos extremos. Por consequência lógica, surgiram também os laterais ofensivos. Dentro desse processo posicional, a palavra “lateral” e “defesa” tornou-se cada vez mais distinta no seu significado. A um lateral exige-se qualidade técnica, velocidade e precisão no cruzamento, enquanto um defesa significa um jogador que saiba mesmo os processos defensivos. Veja-se o caso de Roberto Carlos, por exemplo. Pela sua acutilância a atacar, para não falar do remate, tornou-se, sem sombra de dúvida, um dos melhores laterais da história, se não o melhor. Mas seria errático retratá-lo como um dos melhores defesas de sempre.

Piccini esteve em bom plano no jogo em Turim, para a Liga dos Campeões Fonte: Sporting Clube de Portugal
Piccini esteve em bom plano no jogo em Turim, para a Liga dos Campeões
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Numa galáxia bem distante, mas onde a bola continua a ser o centro de tudo, observo Piccini a jogar. Com um nome que, de início, assustou e muito os adeptos sportinguistas – foneticamente complexo, pelo que teve automaticamente alguma semelhança com Schelotto – e, depois de uns primeiros jogos tremidos (vinha também de uma longa lesão, onde é normal que a bola “queime” no início), eram muitas as dúvidas na posição de lateral direito, onde Jesus tinha ainda algumas dificuldades em encontrar alguém do seu perfil. A verdade é que, passado sensivelmente dois meses, o italiano ganhou confiança e índices físicos que o fazem ser hoje um jogador em quem Jesus pode confiar. Não é um lateral que pegue a bola e faça o corredor todo, nem faz de falso extremo nos jogos com equipas mais pequenas, mas é, sim… um defesa, no seu verdadeiro valor da palavra. Concentrado, sabe bem tapar os caminhos da bola e raramente se deixa ultrapassar no um contra um, seja em drible ou em velocidade. Depois, as cavalgadas para a baliza, a nota artística… essa fica para outros.

O golo de Mandzukic, nos últimos minutos do jogo em Turim, salientou bem qual a diferença entre um lateral (Jonathan Silva)… e um defesa. Parece a mesma coisa, mas não é. Independentemente do carro que usam.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Beatriz Silva

 

Os emails não revelados: A resposta de Jorge Simão a Pedro Emanuel

Cabeçalho Futebol Nacional

Se não leste o e-mail de Pedro Emanuel para Jorge Simão, podes fazê-lo AQUI, de forma a que seja mais fácil entender as palavras do técnico axadrezado neste e-mail secreto enviado na madrugada de Sábado a Pedro Emanuel. Aquando do e-mail, Pedro Emanuel era ainda o treinador da equipa canarinha.

Olá, Pedro. Não deves estar a estranhar o e-mail que agora te envio como resposta ao que me havias enviado esta semana. A verdade é que pensei em não responder ao teu e-mail, até porque o resultado foi a resposta mais correcta ao mesmo.

Ainda assim, e mesmo cansado (sim, são quase 4 da manhã), não consegui evitar. Já que não deu para trocar umas palavras no fim do jogo… (o que iria a imprensa especular se nos visse mais que trinta segundos a conversar? Dava logo para inventarem aí umas seis ou sete histórias diferentes).

Pois é, por falar em seis ou sete, esse era o teu número de derrotas até hoje não era? Afinal agora são oito. Desculpa lá mas esta estava mesmo a jeito. Já a minha mãe me dizia quando eu era pequeno: “quem muito fala, pouco acerta”.

Durante o jogo lembrei-me das tuas palavras sobre os “calmeirões” e a “besta”. E tens razão Pedro! Eu adoro sempre ter no onze uns calmeirões, uma besta no meio campo, e também uma Carraça e um Espinho para ir picando o adversário de vez em quando. Engraçado que hoje até a Carraça picou as redes adversárias.

É pá ó Pedro… Explica-me lá uma coisa. Não achas que é muito brasileiro do meio campo para a frente? Não sou ninguém para te dar dicas, mas aquele pessoal todo, quase todos idênticos na forma de tratar a bola, fazem-me lembrar os gajos que passam os dias a fazer peladinhas nas areias das praias brasileiras, e com os quais eu me fartava de rir quando tive a sorte de ter visitado esse belo país.

Não sei se reparaste que, quando fizemos o 3-0 (se calhar não e, se tiveres hipótese, vê na TV),  senti que os três pontos estavam no bolso; se bem que nunca, desde o 2-0, acreditei que os não levávamos da Amoreira. Pois é, quando foi o terceiro golo eu festejei bastante, e não com um ar altivo ou superior como consideraste que às vezes demonstro.

Sabes, na realidade eu não estava só a festejar: estava a rir. Porque logo me recordei do teu e-mail a dizer que o Estoril ia ganhar aquele jogo. E não consegui evitar, foi mais forte que eu.

Kuca, passou em Portugal por clubes como Arouca, o Rio Ave e também o Estoril a quem marcou na passada sexta-feira um golo de belo efeito Fonte: Boavista Futebol Clube
Kuca, que já passou pelo GD Estoril-Praia, marcou na passada sexta-feira um golo de belo efeito no regresso ao Coimbra da Mota
Fonte: Boavista FC

E assim me preparo para ir dormir que já são horas. Deixo-te um abraço, desejar que tenhas sucesso no teu Estoril, que aguentes esta má fase como tenho a certeza que o farás, e que consigas dar a volta por cima. E dizer-te que foi um prazer esta “mini” troca de e-mails. Espero que um destes dias possamos “dar dois dedos de conversa” ou até beber um copo; eu prometo que não te vou trocar por uma miúda que que possa lá estar sozinha a beber um copo… Hahahaha.

Agora que falei nisso lembrei-me de uma coisa: naquela história que contei na época passada na sala de imprensa sobre a tal gaja que estava comigo a beber copos? Lembras-te? É pá… Eu acho que desta vez tu é que podias ser o Jorge Simão e eu o gajo que apareceu lá às tantas. Afinal quem marcou golo hoje fui eu. Ou golos. Vocês só andaram ali à volta, à volta e nada. Nem um golinho.

Bom, agora é que vou mesmo.

Foi um gosto

Jorge Simão

Foto de Capa: SC Braga

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Jogadores que Admiro #81- Peter Sagan

jogadoresqueadmiro

Este artigo é sobre um dos melhores ciclistas da actualidade, que me dá um grande gozo em ver correr. Tem 27 anos, já deixou a sua marca na história do ciclismo e não vai ficar por aqui.

Foi no passado dia 24 de Setembro que aconteceu algo inédito no mundo do ciclismo: Peter Sagan acabara de vencer, pela terceira vez consecutiva, o mundial de ciclismo, algo inédito nesta modalidade (houve outros que venceram o mesmo número de vezes, mas não de forma consecutiva).

Peter Sagan, é um nome que, desde cedo, foi sendo associado a grandes vitórias e conquistas.

Tendo começado a sua carreira profissional na equipa continental Dukla Trencin – Merida, em 2009, e obtendo algumas vitórias, foi no ano seguinte nos italianos da Liquigás que a lenda se começou a formar, com algumas vitórias em provas com algum relevo no seu primeiro ano na equipa italiana, mas foi nos anos seguintes que Sagan começou a conquistar os adeptos.

Tripla! feito inédito no ciclismo, com Sagan a vencer três mundiais seguidos  Fonte: Facebook Oficial de Peter Sagan
Tripla! Feito inédito no ciclismo, com Sagan a vencer três mundiais seguidos
Fonte: Facebook Oficial de Peter Sagan

Em 2011, começa por vencer a classificação geral do Giro di Sardegna, onde venceu três etapas. Mais tarde, viria também a vencer o Tour de Pologne, conquistando a geral individual; pelo meio, torna-se campeão pelo de estrada pelo seu país. A estreia em grandes voltas ocorreu nessa mesma época, conseguindo três vitórias em etapas da La Vuelta,  culminando a temporada com uma vitória em solo italiano e vencendo a clássica GP Industria & Commercio di Prato.

Dono de uma técnica invejável em cima da bicicleta, fruto da sua passagem pelo cyclocross, explosivo em chegadas ao sprint, rolador e capaz de disputar também provas em pavê e em terreno acidentado, Sagan não é um ciclista que se possa chamar de normal, com qualidades raras e inatas para os vários terrenos. As suas conquistas futuras vieram a provar e mostrar a sua versatilidade, conseguido resultados históricos em provas diferenciadas.

Jogo Limpo: Análise à 9.ª Jornada da Primeira Liga

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Cabeçalho Futebol Nacional

Damos início esta semana a uma rubrica semanal sobre a arbitragem portuguesa. Uma rubrica que não pretende vir a ser mais uma polémica dentro da polémica que já é o nosso futebol português, mas onde o que é pretendido é explicar possível aos nossos leitores, através da minha experiência na arbitragem, as leis de jogo aplicadas no jogo jogado, e se são ou não corretamente aplicadas.

Não sou nem serei sempre o dono da razão, pelo que está será sempre a minha visão pessoal, aberta à não concordância, sobre os casos da semana. E tendo sempre como base a experiência pessoal que tive como árbitro, durante três épocas desportivas na AF Castelo Branco.  

FC Porto 0-0 Leixões SC: Muita Posse de Bola, Poucas Ideias

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Estreia do FC Porto na Taça da Liga frente a um Leixões SC que vinha moralizado de uma vitória na primeira jornada da competição contra o FC Paços de Ferreira e de uma temporada até então extremamente positiva. Frente a pouco mais de 26 mil espetadores presentes no Estádio do Dragão, Sérgio Conceição fez uma verdadeira revolução na equipa deixando apenas, de entre os habituais titulares, José Sá, Felipe e Aboubakar no onze inicial apresentado. A equipa estruturou-se, inicialmente, num 4-3-3 com Aboubakar na frente de ataque ladeado, nas laterais, por Hernâni e Galeno.

A primeira parte do encontro foi muito disputada a meio-campo e com poucas ocasiões de verdadeiro perigo para ambas as equipas. Num bocejo em 45 minutos, sempre disputados em ritmo lento, a primeira oportunidade de golo acabaria por pertencer ao FC Porto e, em particular, a Galeno. Aos 14 minutos Óliver fez um cruzamento atrasado e, na grande área, o brasileiro apareceu solto mas a rematar para longe da baliza. Aos 39 minutos de jogo foi a vez do Leixões SC, por intermédio de Breitner, criar perigo junto à baliza dos azuis e brancos. Num livre direto apontado pelo brasileiro, este rematou pouco ao lado da baliza à guarda de José Sá. Fim da primeira parte e, na segunda, esperar pior seria quase impossível!

 

O FC Porto apresentou défices ao nível da dinâmicas coletivas  Fonte: FC Porto
O FC Porto apresentou défices ao nível da dinâmicas coletivas
Fonte: FC Porto

O FC Porto regressou do intervalo com o mesmo onze mas, nos primeiros minutos, com uma atitude diferente. O ritmo de jogo elevou-se, embora a organização ofensiva do FC Porto fosse sempre muito pobre em ideias, e logo aos 49 minutos Galeno voltou a estar perto do golo. Em resposta a passe de Óliver, o brasileiro cabeceou por cima num lance dividido com o guarda-redes André Ferreira. Aos 51 minutos, cruzamento perigoso de Hernâni para Galeno mas o brasileiro, em posição privilegiada, acabaria por falhar o cabeceamento. Aos 73 minutos de jogo, já com Jesús Corona, Marega e Brahimi em campo, o mago argelino recebeu a bola dentro da grande área, serviu o mexicano mas este, de pé esquerdo e em excelente posição, acabaria por rematar ao lado da baliza do Leixões SC. Tendo alguns dos habituais titulares em campo os azuis e brancos começavam a apresentar dinâmicas coletivas mais interessantes e, aos 79 minutos, Maxi Pereira ganhou a bola na direita, entrou na grande área e serviu Reyes; o mexicano, à entrada da pequena área mas já desequilibrado, acabaria por rematar ao lado. O FC Porto carregava na reta final do encontro e, aos 86 minutos, Jesús Corona cruzou a partir da esquerda para Marega e o maliano, após vencer o defesa central leixonense nas alturas, acabaria por cabecear com perigo, ligeiramente por cima da baliza à guarda de André Ferreira.

Ponto final no encontro e, a seguir ao Besiktas JK, o Leixões SC tornou-se na segunda equipa a conseguir não sair derrotada do Estádio do Dragão na presente temporada. O FC Porto apresentou uma equipa repleta de “segundas linhas” e pagou cara a fatura da ausência de dinâmicas coletivas entre os futebolistas. Os azuis e brancos tiveram muita posse de bola mas sempre com pouca criatividade no momento ofensivo; mérito também para o Leixões SC que, com uma excelente organização defensiva mas nunca abdicando dos momentos de transição ofensiva, conseguiu mostrar às equipas da Primeira Liga que é possível trazer pontos do Estádio do Dragão sem “estacionar um autocarro” à frente da baliza.

Os 5 treinadores para o Pós-Rui Vitória

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sl benfica cabeçalho 1Demasiado previsível. É assim que o futebol que o Benfica pratica pode ser descrito. Ataque pouco ou nada criativo, onde Jonas representa a muleta imprescindível (e já nem o camisola 10 é o que era), assim como Pizzi, no meio campo (este, esgotadíssimo, depois de uma época extenuante e de umas férias muito curtas); André Almeida vai cumprindo, mas o Benfica precisa de mais (e melhor); já para não falar da constante insistência em Salvio, que, mesmo sendo um jogador muito individualista, só sai do onze à conta de uma lesão. Com derrotas sucessivas na Liga dos Campeões e pontos desperdiçados de forma pateta no campeonato, assim vai o tetracampeão nacional na luta pelos ‘canecos’…

A questão que se tem vindo a impor é: estará na altura de Rui Vitória fazer as malas e deixar a Luz? Aqui fica uma lista de cinco possíveis alternativas ao treinador natural de Alverca do Ribatejo para orientarem o plantel encarnado.

Os 10 Piores avançados do SL Benfica dos últimos 20 Anos

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A verdade é que estes top’s nunca são fáceis e se, ao nível do lado esquerdo tive dificuldade em escolher e ordenar 10 dos piores, com os avançados não foi melhor. Depois de os conseguir reduzir apenas a 10, e com a certeza que me esqueci de alguns que vocês se irão lembrar, ordenei-os numa “escala de qualidade”, uma vez que a saudade que deixaram foi a mesma: nenhuma.

10.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Paulo Nunes – Como todos, Paulo Nunes chegou ao Benfica como grande promessa, entusiasmou muitos naquela horrível década de 90. Claro que disso não passou.