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Quem sucederá a Ronaldo como o melhor português?

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Cabeçalho Futebol NacionalCristiano Ronaldo acaba de vencer mais uma bola de ouro. Pela 5ª vez, o craque português está no topo do mundo, consagrado como o melhor dos artistas que pelos relvados do mundo inteiro praticam este apaixonante desporto que é o futebol. O lugar onde todos sonham chegar um dia, mas que só os predestinados conseguem alcançar. Já há mais de uma década que o madeirense está entre os três melhores do mundo, e que é considerado o melhor jogador português. Numa geração com talento em abundância, começa a olhar-se para a frente, e a pensar-se em quem no futuro poderá suceder a CR7 como o melhor futebolista de Portugal. Entre os vários jogadores portugueses com potencial para tal, destaco os cinco seguintes.

O mistério Casillas!

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fc porto cabeçalho

Os adeptos portistas são agora confrontados com a novela que rodeia a titularidade na baliza e parece-me essencial sublinhar, desde já, que não se encontra em causa a qualidade de José Sá.

Testemunhamos esta época o melhor arranque de sempre do guarda-redes espanhol de 36 anos: 360 minutos sem sofrer qualquer golo, ultrapassando a anterior marca de 322’ na época de 2010/11.

Em 2015/16, o espanhol defendeu 61 dos 88 remates enquadrados, uma taxa de eficácia de 68%, subiu esse valor para 78% e, já na presente época, além de mais de 500 minutos sem consentir qualquer golo, contava com uma taxa de eficácia de 81%.
Por outro lado, José Sá esteve dois anos nas camadas jovens do Benfica, depois disso foi para o Marítimo entre os juniores e a equipa B, até que, em 2013, se estreou na Primeira Liga contra o Benfica.

Qual deles vai defender no Bessa? Fonte: FC Porto
Qual deles vai defender no Bessa?
Fonte: FC Porto

Encontrou no Euro Sub-21 de 2015 a sua rampa de lançamento, foi vice-campeão e considerado o melhor guarda-redes da competição. Depois disso, chegou ao Porto para trabalhar com aquele que diz ser seu ídolo: Iker Casillas.
A primeira surpresa chegou-nos no onze frente ao Mónaco, com Sérgio Oliveira titular. Quando já não contávamos com novas surpresas (ou rezávamos para que elas não chegassem), Sérgio Conceição atirou-nos a maior de todas: José Sá titular em Leipzig e Iker no banco. Passado umas horas, o treinador conta-nos que sentar o guarda-redes com mais jogos na Liga dos Campeões foi uma «opção técnica».

Quase automaticamente, começaram a ganhar vida várias teorias, entre outras:

  • Iker foi castigado por ser demasiado ativo nas redes sociais. Sérgio Conceição terá advertido o plantel quanto à intervenção nas redes sociais e o guarda-redes espanhol não terá seguido essa recomendação;
  • Má relação com os colegas de equipa, só se dando com os restantes compatriotas (Iván Marcano e Óliver Torres);
  • Sendo Iker o jogador mais caro do plantel, o Porto quererá “livrar-se” dele para fazer face às regras de fairplay financeiro da UEFA (teoria que explicaria a aquisição de Vaná).

Na passada terça feira, frente ao Leixões SC num jogo da Taça da Liga, José Sá foi titular deixando tudo em aberto para o jogo frente ao Boavista no próximo Sábado.

A existência de competitividade dentro do plantel é essencial, em todas as posições. José Sá tem o talento e merece oportunidades para mostrar o que vale, mas merece também tempo para amadurecer e trabalhar esses talentos. Não me parece justificável atirar o jovem às feras num jogo da Liga dos Campeões frente aos vice-campeões alemães.
Resta-nos ter paciência e esperar que Sérgio Conceição volte à realidade, de preferência já no próximo sábado.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

A nova turma de Rui Vitória

sl benfica cabeçalho 1Depois do desaire na Luz frente ao Manchester United de Mourinho, deu-se o regresso às vitórias das águias na Primeira Liga. O Benfica foi à Vila das Aves vencer por 1-3, depois da derrota por 0-1 frente aos red devils na Liga dos Campeões e da vitória para a Taça de Portugal, em Olhão, frente ao Olhanense. Estes foram os três jogos dos encarnados após a paragem das competições que prometia trazer um novo Benfica para o campo. Rui Vitória admitiu que tinha dado grande utilidade ao tempo de paragem para limar as arestas pontiagudas que faziam o Benfica suar mais do que o necessário para vencer um jogo, e raramente com uma exibição a fazer jus ao clube em questão.

Ora, quanto aos termos exibicionais, ainda há margem para progressão, embora esteja melhor e já não se veja o tipo de jogo tão sôfrego que os jogadores de águia ao peito apresentavam nas partidas. No entanto, algo que se tem vindo a notar é a presença de Miles Svilar, Rúben Dias e Diogo Gonçalves em campo, quer seja no onze, quer seja a entrar cedo no jogo.

Svilar, a aproveitar a crise na baliza encarnada, saltou do banco para a titularidade em Olhão e, desde então, de lá não saiu. Mesmo depois do erro crasso frente ao United que deu a vitória aos ingleses, o jovem de 18 anos mereceu o contínuo apoio de todo o plantel, equipa técnica e até dos ingleses que vieram vencer ao Estádio da Luz, incluindo elogios de José Mourinho, ilibando-o do erro ao dizer que o cometeu por não ter medo de usar o espaço, tornando-o num fenómeno.

Quanto a Rúben Dias, a saída de Lindelöf trouxe uma indecisão na defesa benfiquista. Com Luisão, Jardel, Lisandro López e agora Rúben Dias para ocupar dois lugares no centro da defesa, muitas foram as combinações que Vitória tentou encaixar. Após a paragem, está visto que o jovem português está a agarrar cada vez mais o lugar ao lado do capitão Luisão. Mostra-se atento, rápido e taticamente bem posicionado com o quarteto defensivo. É forte e a cada jogo nota-se um crescimento e amadurecimento de Rúben Dias.

Diogo Gonçalves foi a surpresa no onze frente ao Manchester United, estreando-se na Liga dos Campeões Fonte: SL Benfica
Diogo Gonçalves foi a surpresa no onze frente ao Manchester United, estreando-se na Liga dos Campeões
Fonte: SL Benfica

Por fim, a maior surpresa no embate contra os encarnados de Manchester, foi a titularidade de Diogo Gonçalves. O português de 20 anos entrava aos poucos em algumas partidas e foi introduzido na pré época com alguma regularidade. Em Olhão, entrou aos 59 e notou-se que mudou o ritmo da equipa. Um extremo com margem de progressão, confiante para arrancar no jogo e muito rápido. Mais um jovem que Rui Vitória parece estar convencido que vai fazer parte do onze base deste Benfica em reconstrução. Frente ao United jogou 69 minutos e na Vila das Aves fez os 90 minutos.

O que fica então desta ponderação é que se volta a ver uma aposta nos jovens. Um guarda redes de 18 anos e um central e um ala de 20 fazem parte do plano que o treinador do Benfica tem para os encarnados esta época. Note-se que já vamos a 25 de Outubro e parece só agora terem saído da pré época. A esta altura não seria tempo para uma reestruturação do onze, mas sim um reforço no que de mais fraco se tem visto no onze base da equipa. Agora, Rui Vitória tem a difícil tarefa de encontrar um onze inicial que vá vencendo jogos enquanto, ao mesmo tempo, previne que mais percalços aconteçam, pois já vai com cinco pontos de atraso para o líder do campeonato.

Está visto que a juventude é do gosto do treinador das águias e que vai ser essa a estratégia que vai usar. Conciliar os veteranos Jonas, Luisão, Fejsa, Pizzi e mesmo Salvio com a juventude de Svilar, Rúben Dias e Diogo Gonçalves, preenchendo as restantes vagas com jogadores mais rodados e experientes que ofereçam algumas garantias como Filipe Augusto, Grimaldo, Seferovic, Raul, Douglas e André Almeida.

Resta saber se Krovinovic se vai chegar à frente, sendo ele também um jovem, para começar a ganhar espaço nesta visão que Vitória tem para o clube. Aos poucos tem jogado e sempre foi certo e decidido nos lances, mostrando qualidade e levantando sobrancelhas, deixando que pensar quanto às suas exibições.

Agora o Benfica enfrenta o Feirense na próxima jornada da Liga NOS, no Estádio da Luz e, pelos adeptos, espera-se uma vitória assertiva e sólida no seu reduto antes de visitar Manchester na 4ª. Jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Foto de Capa: SL Benfica

Jogadores que Admiro #82- Hugo Figueira

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O texto que se segue é uma pequena e simplória homenagem ao senhor que me fez apaixonar pela posição de guarda-redes, onde jogo há mais de dez anos.

Hugo Leandro Costa Figueira nasceu no Montijo há 38 anos. Começou por jogar Andebol no clube da sua terra, o “Palmeiras”, com o irmão mais velho em 1989. Devido à falta de força no remate, Hugo pediu ao seu treinador para ir para a baliza, uma decisão que iria mudar a sua vida e a do Andebol Nacional. Em 1992/1993, após conquistas do campeonato distrital de Setúbal em Infantis e Iniciados ingressou nos juvenis do Grupo Académico de Juventude de Alcochete, onde foi chamado pela primeira vez à Seleção Nacional do seu escalão. Um ano depois ingressaria no Sporting CP onde se formou até ao escalão sénior. Em 1995 conquistou uma medalha de bronze no Mundial de Juniores na Argentina.

Durante dois anos esteve emprestado no Maia e no Gaia, acabando por se transferir para o FC Porto, onde conquistou os primeiros títulos da sua carreira. Representou os azuis e brancos por três anos onde as suas exibições chamaram a atenção no país vizinho, que tem uma das melhores ligas de Andebol, a Liga Asobal. Em Espanha representou o Algeciras e o Villa de Aranda. Figueira só regressaria em Portugal em 2007/2008 para defender a baliza de o CF “Os Belenenses”. Foi nesta altura que começou a ganhar espaço de destaque na Seleção Nacional. Coincidentemente foi nessa altura que eu ingressei no Andebol e comecei a ver os jogos da Seleção, onde fiquei espantado pela qualidade do guarda-redes que parecia elástico. Na época seguinte voltou a norte, para o ABC de Braga.

A excelência de Hugo Figueira é a prova que “velhos são os trapos” Fonte: Carlos Santana
A excelência de Hugo Figueira é a prova que “velhos são os trapos”
Fonte: Carlos Santana

Finalmente, em 2010/2011 voltou ao Sporting CP onde fez a sua primeira época como sénior apesar de ter sido formado no clube. Nessa mudança esteve também envolvido Humberto Gomes, que também continua a fazer maravilhas no ABC. Passadas três épocas voltou à Maia, mas apenas lá esteve meia época, tendo assinado nesse mesmo ano pelo SL Benfica. Nessa altura já tinha perdido um pouco o contacto com a carreira de Hugo Figueira, mas foi um sonho tornado realidade ver um ídolo representar as cores do clube do meu coração.

Um dos objetivos da altura era recuperar o título de campeão nacional, mas quatro anos volvidos Hugo Figueira ainda não conseguiu concretizá-lo. No entanto, o guarda-redes que passou pelos maiores rivais do SL Benfica é completamente amado pelos adeptos. A raça, o querer, a ambição que deixa em campo aos 38 anos é contagiante. Poucos sentem e percebem a grandeza do Glorioso como o Hugo faz. Os seus níveis exibicionais têm estado em alta até conseguido regressar à Seleção Nacional. É gratificante ver esta segunda juventude deste grande ser humano…. Certamente não durará para sempre, mas enquanto durar estarei cá para apreciar e me deliciar com este ídolo.

Foto de Capa: Ricardo Rosado – Fotografia

artigo revisto por: Ana Ferreira

Até onde vai a magia dos feiticeiros?

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Cabeçalho modalidadesQuatro jogos. Três vitórias e uma derrota algo surpreendente no terreno dos Lakers. Bom basquetebol, bastante consistência, soluções ofensivas e intensidade defensiva. Os comandados de Scott Brooks levam um início de liga extremamente positivo mas até quando e, sobretudo, até que ponto estes Wizards têm tanta qualidade quando aparentam.

Os primeiros indicativos são esperançosos, a vitória em casa dos Nuggets demonstram apetência para outros voos e a profundidade do plantel é superior à de anos anteriores. Comecemos esta análise pelo cinco inicial, que não teria qualquer alteração, não a fosse a lesão de Markieff Morris.

Aliás, o bom rendimento da equipa da capital sem o seu Power Foward é outro dos excelentes indícios deixados nesta primeira semana. Marcin Gortat, o martelo polaco, continua a ser uma trave defensiva debaixo do cesto, produzindo razoavelmente em termos ofensivos e mostrando que não precisa de ser um dos Centers mais dotados tecnicamente da liga para ser um dos mais consistentes. Otto Potter Jr. está com médias muito perto do duplo-duplo, contribuindo nos dois lados do campo e mostrando um grande crescimento particularmente ao longo das últimas duas temporadas. A novidade da equipa titular tem sido Kelly Oubre Jr. O jogador de terceiro ano não tem desiludido em nada e tem tido uma importante participação que ofensiva quer defensiva, colocando grande intensidade em cada bola disputada.

Os dois últimos elementos que completam a armada principal dos Wizards são os suspeitos do costume e que, na minha opinião, formam o melhor backcourt da conferência Este. Primeiro, Bradley Beal. Continua a provar ano após ano que é uma das maiores armas ofensivas da liga, um dos seus melhores atirados e este ano junta-lhe uma intensidade diferente na defesa e que se têm sentido nestes primeiros jogos. E, por último, mas claramente a razão principal do sucesso desta equipa, John Wall. Os seus números são de candidato a MVP e o jogador continua a parecer ficar melhor época após época, sendo um dos bases mais completos da liga.

John Wall é a estrela maior do conjunto da capital Fonte: Garrett Ellwood/NBAE/Getty Images
John Wall é a estrela maior do conjunto da capital
Fonte: Garrett Ellwood/NBAE/Getty Images

É impossível não reparar que a segunda linha da equipa melhorou consideravelmente, algo que chegou a ser um problema no ano anterior. A chegada de Tim Frazier e Mike Scott contribuí para esta situação, onde Joodie Meeks, Ian Mahimi e, quando regressar de lesão, Jason Smith, dão soluções diversificadas a um treinador que, vai mostrando trabalho por onde passa.

Numa conferência fraca desde o tiro de partida, com o azar que se abateu sobre os Boston Celtics e consequente perda do Gordan Hayward, estes Washington Wizards mostram capacidade para chegarem às finais de conferência e, quem sabe, a uma troca de poderem competir por um lugar nas Finals.

Foto de Capa: Garrett Ellwood/NBAE/Getty Images

Dia de Sporting – Primeiro de muitos

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sporting cp cabeçalho 2Assim que começou a ver-se o Pavilhão João Rocha crescer, comecei a imaginar, e escrevi-o aqui, dias inteiros passados nos arredores do nosso estádio, a viver intensamente o nosso clube e tudo o que este representa.

Imaginei famílias a deslocarem-se, pela manhã, para Alvalade e aí poderem visitar o museu, apoiar o jogo de uma das modalidades, seguindo-se uma passagem pela loja verde. Já com mais uma recordação verde-e-branca, iriam confraternizar com milhares de Sportinguistas enquanto se beberia e comeria uma febra no pão.

Foi isso que o clube proporcionou, no passado fim de semana, aos adeptos e sócios do clube. Juntando o facto de as nossas equipas de futsal e futebol jogarem em casa, o Sporting organizou um dia de apoio desportivo e principalmente apoio social.

Recolha de alimentos para os bombeiros e as vitimas dos incêndios foi uma das iniciativas do dia Fonte: Facebook oficial do Sporting Clube de Portugal
Recolha de alimentos para os bombeiros e as vitimas dos incêndios foi uma das iniciativas do dia
Fonte: Facebook oficial do Sporting Clube de Portugal

Pudemos ir ver uma das mais bem-sucedidas modalidades do nosso clube a fazer mais uma bela exibição, com lances e golos apenas alcançáveis pelos melhores. Vimos Merlim, Fortino, Diogo a deliciarem-nos com golos de belo efeito, vimos também a raça do “capitão” João Matos, a irreverência de Varela, a consistência de Caio Japa e Pedro Cary, e a qualidade que todos juntos (incluindo os que não referi) colocam em cada lance e cada drible.

Com o fim desse belo espectáculo, pudemos satisfazer o nosso estômago com a tradicional Bifana, e terminada a satisfação de uma necessidade básica de vida pessoal e imediata, partir para ajudar a alimentar quem precisava bem mais que nós, com a iniciativa de recolha de alimentos para bombeiros e vitimas dos fogos que o nosso clube organizou e nos permitiu ficar de alma cheia de Sportinguismo e de satisfação por, com um pouco de nós, termos ajudado quem, em pouco tempo, tinha ficado com pouco mais que as roupas que tinha no corpo.

Tottenham: De olhos no título

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Cabeçalho Liga Inglesa

 

Desde que me lembro, sempre vi o Tottenham como uma das boas equipas da Premier. Porém, desde que me lembro, nunca a vi lutar por muito. Nunca a vi com grandes estrelas (salvo raras exceções), com grandes aparições europeias. Contudo, sempre foi daquelas equipas que colocava logo atrás dos “Manchesters”, Chelsea, Arsenal, Liverpool. No ano do milagre (Leicester campeão), esteve perto, mas nunca admitiu essa pretensão, no ano passado a mesma coisa. Este ano o mais difícil é o City, que parece não ter quem o trave.

 

Desde que Pochettino assumiu o comando dos norte londrinos, foi notória uma certa evolução em termos de intromissão, se assim o posso dizer, entre os eternos candidatos à conquista do campeonato inglês. Não sei se é coincidência ou não, já que o plano desportivo na área do futebol do clube, a médio longo prazo, planeado em meados da década anterior, só começaria a dar frutos neste momento, e o treinador em vigor poderia apenas constituir uma pequena parcela da responsabilidade pelo alcance de tal estatuto.

 

 

 

O Tottenham apresenta uma série invejável de grandes talentos. Os quais poderão facilmente ser atraídos pela sedução do clássico interesse dos colossos multimilionários. Harry Kane é a estrela maior, mas na sua órbita há mais meia dúzia delas: Dele Alli, Eriksen, Dier, Lamela, Son, Hugo Lloris. Erik Lamela não tem tido protagonismo, mas penso que ainda irá a tempo disso mesmo. Encontra-se no fim da longa recuperação de uma lesão (contraída há 1 ano!). Resta saber que forma irá atingir, e se a vemos no topo ainda esta temporada.

 

Quanto às hipóteses de lutar pelo título inglês na presente temporada, posso dizer que acredito que sejam poucas. Poderá vir a ser por demérito seu, mas o implacável Manchester City mete medo. Sinceramente, não vejo as tropas de Guardiola a recuar, antes pelo contrário. Sei que é bastante cedo, e que análises deste cariz numa competição do grau competitivo como a Liga Inglesa sejam pouco fiáveis, mas não podemos ser precipitados, afinal, recorrendo à História, em 1941 todos davam a vitória ao Eixo, mas a guerra durou mais quatro anos! Neste caso, a guerra ainda vai durar mais sete meses.

 

A realidade é que no lado do City, aliam-se a consistência e uma qualidade futebolística brilhante e inabalável. Até agora, na Liga, nada a apontar quanto às exibições realizadas. Quanto ao United estou mais cético. Primeiro, existem dúvidas em certos jogadores que terão de corresponder obrigatoriamente às exigências: Lindelof não está em forma (e inadaptado ainda), e tem falhado; a Lukaku muito dizem que “desaparece” nos jogos grandes. Chelsea em busca de uma consistência demonstrada no ano passado, derivado às caras novas que integraram o plantel na última janela de mercado (excelentes contratações, mas o entrosamento com os companheiros ainda se vai cimentando, como é natural), Arsenal e Liverpool, os restantes candidatos crónicos ao Inglês, como já nos habituaram, logo no início já fazem prever uma época a ver o título a léguas de distância. Esperar para tirar conclusões mais sóbrias.

 

Focando-me no Tottenham, o que posso dizer é que tem, neste momento, equipa para disputar o campeonato. Lesões ou outras condicionantes podem atrapalhar ou mesmo impossibilitar essa intenção. Peças chave lesionadas em Inglaterra podem muito bem deixar cair por terra isso mesmo. No caso concreto do Tottenham, Kane ou Dele Alli fora da equipa, já para não falar dos defesas Alderweireld ou Vertonghen, o primeiro que comete muitas poucas faltas. Revela-se um excelente central em termos técnicos, juntando-se a isso o facto de não recorrer muito a faltas para parar os adversários. Um dado indicador de uma extrema competência, pois pouco compromete.

 

A dupla mais talentosa de White Hart Lane, neste caso, de Wembley Fonte: Instagram Oficial de Harry Kane
A dupla mais talentosa de White Hart Lane, neste caso, de Wembley
Fonte: Instagram Oficial de Harry Kane

 

O Tottenham joga muito à base das alas. Laterais que fazem todo o corredor, apoiando os médios, como Dembélé, Eriksen e Dele Alli, Sissoko e Son; e colocam muita bola em zonas de finalização através de cruzamentos, onde Kane (em excelente forma e alvo das maiores cogitações de mercado, como nada mais, nada menos do que o Real Madrid), principalmente, costuma ser o homem procurado para corresponder aos mesmos. Enquanto este processo ofensivo acontece, existe Dier, que na minha honesta opinião me surpreendeu muito. No Sporting atuava, basicamente, a central, achava que iria dar jogador de equipa grande, como é o que está a acontecer, mas chegar a este nível confesso que não esperava. É uma torre de controlo que limpa tudo naquele meio campo. Sempre atento e ativo, permite ao Tottenham subir em profundidade, ao manter a equipa equilibrada e ocupando o espaço imediatamente na retaguarda da linha da bola. Deve ser dos jogadores preferidos de Maurício Pochettino, já que lhe dá essa segurança em zonas subidas do relvado. Ao mesmo tempo pode alinhar na defesa nas fases necessárias do jogo, constituindo o 4º defesa ao recuar.

 

Alderweireld e Eric Dier - dois pilares da defesa norte londrina Fonte: Tottenham Hotspur
Alderweireld e Eric Dier – dois pilares da defesa norte londrina
Fonte: Tottenham Hotspur

Falando em segurança, irremediavelmente terei de falar de Hugo Lloris. Atravessa o melhor momento da carreira. Também um dos grandes responsáveis deste sucesso que o Tottenham se pode gabar. Muito forte entre os postes e na saída dos mesmos, muito felino, já salvou muito ponto. Um guarda redes ao nível dos melhores, atualmente.

 

Pochettino, quando acima “atirei para o ar” se o sucesso desportivo do Tottenham se devia, primordialmente, ao plano para a área do futebol delineado há uns tempos, ou ao técnico argentino, o que me parece é que se devem às duas vertentes: primeiro, Pochettino sem ter à disposição estes jogadores, não conseguiria pôr em prática o seu esquema tático. Esquema esse que, quanto a mim, o caracteriza: defesa compacta e subida, alas que fazem todo o corredor, que apoiam os médios e servem os avançados, e um ataque criativo e letal. Contudo, ao analisar-mos bem esta equipa, reparamos que não foi muito cara para o Tottenham. O investimento, tendo em conta a qualidade apresentada, foi muito, mas muito baixo. Ao mesmo tempo, vendas como Modric e Bale permitiram ao clube organizar-se financeiramente e construir uma equipa como esta, ao invés de gastar logo tudo num só jogador. De louvar.

 

Aliado a este projeto está Pochettino. Sabe muito bem usar os jogadores que tem à disposição, ao ser pragmático: adequa a equipa ao oponente que enfrenta, não tem um onze pré definido para todos os jogos, e muito menos um sistema tático uno. Por exemplo, conhecido como franco utilizador dos três centrais, de modo a ter o campo mais povoado mais adiante no terreno, no jogo frente ao Real Madrid usou os quatro defesas. Ou seja, joga consoante contra quem joga! Um treinador numa fase inicial de carreira, mas ao que tudo indica, irá dar muitas alegrias aos adeptos do seu clube, que o adoram e pedem que a direção lhe ofereça um contrato de 10 ou 15 anos…

 

Bem, considero o Tottenham uma formação a ter muito em conta quanto à disputa do título inglês, mas como é habitual, não luta apenas contra os dois ou três adversários diretos, como Chelsea, Man. United e City, como aparenta que vai ser a corrida, mas contra mais as restantes equipas que constituem a Premier e que fazem dela a competição mais imprevisível do globo. Avanços e recuos são o que caracterizam as campanhas pelo campeonato de Inglaterra, e no final o que conta é quem recuou menos, e não quem avançou mais.

Foto de capa: Tottenham Hotspur

Comandante William

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sporting cp cabeçalho 2

Numa época em que o Sporting registou um recorde de aquisições, a inconsistência das escolhas para constituir a base do plantel originava o desequilíbrio que previa o insucesso. Neste leque de novidades incluía-se o Argentino Rinaudo, jogador não tanto aprumado na técnica como na intensidade, característica que nele mais se evidenciava. Na nobre posição de jogar à frente dos centrais, parecia Rinaudo ganhar protagonismo. Até que, de forma discreta, um menino da formação leonina promovido à equipa principal parecia ganhar preponderância de jogo para jogo, deixando adivinhar que a primazia das opções até poderia estar dentro de casa.

A história de William Carvalho começava com a garantia de uma titularidade ganha a pulso, e que se manteve com a passagem dos Treinadores que antecederam Jorge Jesus. Um processo de amadurecimento que começou cedo e que justificou o estatuto do jovem Capitão Leonino. Conjugado com o especial percurso ao serviço do Sporting, William de Carvalho integra a renovada geração que consolidou a selecção nacional Portuguesa. Ser Campeão Europeu é um privilégio curricular ao alcance de poucos, e foi também por isso que as portas da Europa se abriram para prestar atenção a este médio, que engana com a velocidade e a simplicidade da técnica. Mas ao contrário do que sucedeu com o caso de Adrien Silva, foi passada com resistência a pressão da época de transferências, e a braçadeira de capitão respeitou a ordem hierárquica. Agora, para além de ser o representante mais experiente da Academia de Alcochete na equipa principal do Sporting, William é também capitão de Equipa, o posto máximo da representação leonina dentro de campo.

William Carvalho fere como poucos os ritmos de jogo no meio campo Fonte: Sporting CP
William Carvalho fere como poucos os ritmos de jogo no meio campo
Fonte: Sporting CP

Jogar numa posição que interfere tanta vez no desenvolvimento táctico do jogo aumenta de igual forma a interferência do jogador em lances determinantes. Ser trinco poderá ser ingrato, porque entre as reduções de espaço e os passes longos que inventam uma nova jogada há sempre uma abordagem que não corre como esperado, e o William sabe disto. É tanta vez esta lucidez, que claramente lhe pertence por direito de experiência, que faz dele um jogador diferente. A forma como lida com o erro é notável, não deixando que uma escolha comprometedora afecte o resto do jogo. É por isto que gosto do William. Por isto, e por jogos como aquele que fez ao serviço da selecção contra a Suíça, deixando os amantes de futebol enternecidos por o ver mascarado de pêndulo que, de vez em quando, diz ao resto dos jogadores do campo que lhe apetece desacelerar o ritmo da coisa.

Confesso que nem sempre percebo as críticas que apontam à sua falta de velocidade, até porque quando se tem a zona nuclear do campo como habitat, a definição de velocidade transforma-se. Destituindo esta falácia, podemos dizer que há poucos jogadores com a inteligência de William na abordagem dos lances, até porque a sua resolução nem sempre está na capacidade de chegar primeiro à bola, mas sim na arte de prever a decisão dos adversários. Mas nos dias que correm é injusto falar de William sem falar da sua mania de começar a colocar a bola onde quer. Já não é a primeira nem a segunda vez que vemos este rapaz a telecomandar o esférico para o sítio certo, seja o pé do Gelson ou a zona do Corredor onde o Piccini estará três segundos depois. São gestos de um grande jogador, cuja evolução técnica aliada à cultura da assiduidade lhe oferece a chancela de Comandante. O Comandante William.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

A segunda pele da Seleção Nacional: Os 5 melhores equipamentos

Cabeçalho Seleção NacionalA moda assim como o futebol está em constante mudança. Pode parecer que estes dois temas não têm nenhuma relação, mas engana-se o leitor ao pensar assim. Ao longo dos anos os equipamentos da seleção nacional sofreram alterações e foram acompanhando os tempos. Há alguns que trazem boa memória (Euro 2016 à cabeça) e outros que nem tanto. O que é facto é que conseguimos, muitas vezes, correlacionar o equipamento ao momento e à prestação da nossa seleção naquele ano. Sem mais demoras, e numa escolha pessoal, ficam aqui aqueles que são os melhores equipamentos dos últimos anos da seleção nacional.

Erros cometidos na pré-época do SL Benfica

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sl benfica cabeçalho 1É verdade, e nem é preciso pensar muito para encontrar erros, demasiados erros, cometidos pelo Benfica na preparação da nova época do Benfica.

O Benfica inicia esta pré-época já com certezas relativas ao ano passado. Ederson estava já no Manchester City, Lindelof no rival Manchester United e sabíamos há muito que Luisão caminhava para a reforma a passos largos. Logo aqui vemos que nada foi feito para solucionar estas questões e tempo e dinheiro era coisa que havia em abundância na estrutura. Semedo, das mais bonitas revelações do Seixal, tinha ido para o Barcelona e não houve tentativa nenhuma de procurar um nome para o lado direito da defesa.

Mais na frente de ataque, o Benfica cometia outro erro de mercado: a saída de Mitroglou. O grego era já um ativo que tinha mostrado trabalho e que funcionava muito bem com Jonas ao seu lado e a sua saída deixava um ponto de interrogação sobre a eficácia do ataque do Benfica. Além disso, existiram questões no meio-campo que deixavam dúvidas como por exemplo o rendimento de Rafa e a falta de aposta, consequentemente insatisfação, de Zivkovic. A juntar a estas questões, o Benfica quando procurou alternativas, meteu agua na aposta ao mercado. Todos recordamo-nos da aposta em Bruno Varela quando sabíamos todos, até os adeptos, do risco que era em pedir ao jovem internacional português: “Olha, vê se fazes aquilo que o Ederson fazia, sim?”. Portanto ao nível do mercado o Benfica cometeu erros, erros que uma instituição como o Benfica não pode cometer, muito menos quando tem os cofres recheados e o maior mercado de transferências do ano.

Foi preciso grandes penalidades para conquistar pontos no último encontro Fonte: SL Benfica
Foi preciso grandes penalidades para conquistar pontos no último encontro
Fonte: SL Benfica

Além da falta de aposta no mercado, Rui Vitória mostrou na pré-época e também já durante a época, uma mudança de estilo de jogo. O Benfica perdeu aquele estilo de jogo onde sufocava os adversários no seu campo defensivo desde a saída de Jorge Jesus mas com Vitória, mesmo não jogando assim, vencíamos por um, recuávamos e nem assim sofríamos. Agora, o Benfica nem ataca e nem mostra organização defensiva na hora de defender o resultado, já que é isso que Rui Vitória pretende. Seja a sufocar os adversários ou a ganhar pela diferença mínima, os adeptos só pedem vitórias!

Por fim, a meu ver, o terceiro e último grande erro do Benfica foi a mudança de discurso e a tentativa de mostrar, nas conferências e entrevistas, a ideia de que era normal os dois erros acima referidos. Foi dito que tinha sido feito o investimento que bastasse para apostar na nova época e que o futebol praticado era suficiente. Estes dois pontos muito admitidos nos discursos de Rui Vitória iam contra aquilo que os adeptos e comentadores, nem precisam de ser especialistas em futebol, diziam sobre o Benfica.

O discurso de um treinador deve ser sempre sincero, mesmo que vá contra as filosofias da estrutura pois assim até os adeptos podem confrontar a estrutura dizendo: “O treinador não tem apoio, porque razão?!. Assim, só ficamos com a certeza que tanto a direção como o treinador querem esconder aquilo que está mais do que claro.

São erros que só podem ser solucionados muito com a ajuda do mercado de Inverno. Um mercado que pode trazer caras novas, energia ao plantel e que assim passemos a ver o Benfica bem diferente daquele que foi na pré-época e nesta já presente época. Deve ser mudado o estilo de jogo, deve ser deixado de ser normal o Luisão e o Rúben Dias passarem os jogos aos passes um para o outro. E deve ser mudado o discurso tanto da estrutura como do técnico e jogadores.

 

Foto de Capa: SL Benfica