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Miguel Oliveira: Um nome para a história

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Cabeçalho modalidadesNo passado domingo, o piloto da Red Bull KTM Ajo voltou a fazer história, depois de, há dois anos, ter sido o primeiro português a vencer uma prova de Moto3. Completou as 25 voltas do circuito de Phillip Island, na Austrália, em Moto2, com um tempo total de 39.25,920 e fez soar “A Portuguesa”.

Com esta vitória, Miguel Oliveira sobe novamente ao terceiro lugar da geral, com mais um ponto do que Alex Márquez, depois de 16 provas do campeonato concluídas e a faltar apenas duas para acabar.

Num circuito que começou algo molhado, Oliveira saiu do terceiro lugar da grelha de partida, mas com um bom arranque conseguiu chegar à curva um em primeiro lugar e nunca mais de lá sair. Com um ritmo imparável, sendo várias vezes o piloto mais rápido em pista, não deu qualquer hipótese ao seu companheiro Brad Binder, que ficou com o segundo lugar, e ao líder do campeonato, Franco Morbidelli, que acabou em terceiro.

Obviamente que o piloto português estava muito feliz: “Estou muito feliz, com um sentimento de pura felicidade, não podia estar mais grato por esta vitória. A três voltas do final, quando começou a chover um pouco, tinha uma liderança de seis segundos e fui bastante cauteloso, por isso, a distância encurtou, foi um momento stressante. Foi a corrida mais longa da minha vida. Estou muito contente pela minha equipa, pela minha primeira vitória na categoria, a primeira de muitas, esperemos, para a KTM.” Miguel Oliveira #44.

Miguel Oliveira fez história Fonte: Moto GP
Miguel Oliveira fez história
Fonte: Moto GP

No seu segundo ano em Moto2, mas num ano de estreia da equipa Red Bull KTM nesta categoria, o dentista almadense consegue a primeira vitória nesta temporada, onde também já conta com sete pódios e um total de 191 pontos. A luta pelo terceiro lugar do mundial está ao rubro e Miguel Oliveira vai ter de lutar muito para manter este posto. Morbidelli lidera com 272 pontos, Luthi segue em segundo com 243 pontos, Oliveira em terceiro com 191 pontos e, logo atrás, em quarto, segue Alex Márquez com 190 pontos.

Para o fim ficam a faltar apenas duas corridas, o Grande Prémio da Malásia, no dia 29 de Outubro, e dia 12 de Novembro, o Grande Prémio de Valência.  De recordar que enquanto piloto de Moto3, Miguel Oliveira, em 2015, já venceu o circuito de Sepang e o circuito de Valência. Vamos esperar que repita o mesmo resultado, agora em Moto2. Numa época bastante regular, apenas em três vezes falhou acabar entre os dez primeiros, todos esperamos que o português consiga o terceiro lugar do pódio na classificação geral.

Foto de Capa: Moto GP

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

“Acham que eu sou bom? Esperem pelo Paim…”

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Foi com esta frase que Ronaldo chegou a Manchester ao falar do seu Sporting e de um ex-colega seu da “academia” do Sporting!

Passados catorze anos nada podia estar mais errado! A única certeza é que o “menino” Cristiano Ronaldo já não é mais um jovem irreverente, mas sim um pai extremoso de três crianças, um homem ligado à família e é pela QUINTA vez considerado o melhor do Mundo pela FIFA!

Nunca esqueceu e escondeu o amor pelo seu Sporting e, sempre que pode, lá está ele em Alvalade na bancada e a ajudar o Sporting Clube de Portugal no seu marketing desportivo. A constante referência e agradecimento de Ronaldo à Academia do Sporting, o marco de ser o sócio 100.000 do clube verde e branco na campanha de angariação de mais sócios pagantes, faz com que a gratidão quer do clube, quer dos adeptos seja eterna! Até o Cristianinho, o pequeno Ronaldo, ao vestir a camisola dos leões faz com que as luzes da ribalta apontem para o Sporting e tornem o clube ainda mais apetecível.

A única pena que podemos ter é não conseguir fazer o mesmo com tantos outros que espalham magia pelo mundo. Que pena o Figo (também “Bola de Ouro”) e outros jogadores que equiparam pelos rivais não serem mais utilizados para elevar ainda mais o nome do clube de Alvalade.

Qualquer um destes jogadores podia e deveria ser também uma bandeira do Sporting espalhados pelo mundo inteiro Fonte: Sporting CP
Qualquer um destes jogadores podia e deveria ser também uma bandeira do Sporting espalhados pelo mundo inteiro
Fonte: Sporting CP

Nunca antes um jogador português atingiu este patamar de excelência e foi reconhecido como tal! E numa época que também contava com outro astro do futebol, o argentino Messi, que apesar de ter talento (sem dúvida) não tem metade da dedicação, da paixão e da vontade de ganhar que o nosso português mostra! Ronaldo ganhou a Quinta Bola de Ouro e voltou a elevar o nome do nosso país ao quebrar o protocolo e falar em português, língua não oficial da FIFA.

Nunca antes um português conseguiu tanto no mundo do futebol… e é um dos nossos! Não é nosso neste momento, mas será eternamente nosso! O nosso Ronaldo, contra tudo e contra todos, ganhou cinco Bolas de Ouro e conseguiu capitanear a Selecção para uma grande vitória internacional!

Obrigado Ronaldo!

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Futebol

A orquestra e o gigante

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Como habitual, o Rei da Pastilha preparou uma equipa bem à sua imagem nos jogos da Champions. Desta vez, estava pela frente a Juventus, finalista vencida da última edição. Os jogadores cumpriram com clara exatidão o trabalho estudado. Aquele golo, em contra-ataque logo no início, tem sido a etiqueta da equipa nesta competição. Só não estavam preparados para lances de bola parada, como foi o caso de execução brilhante de Pjanic.

O empate em Turim seria um resultado quase perfeito para a equação matemática da prova. Mas o que o treinador construiu, Jonathan Silva destruiu. Não por culpa própria, é evidente! Retirar Gelson Martins de campo permitiu a Allegri colocar Douglas Costa com liberdade relativa e fazer um cruzamento teleguiado para a cabeça de Mandzukic, mesmo com oposição infeliz de Jonathan, o menino da catequese. A orquestra, quase afinada, prometeu muito e quase foi premiada pelo tamanho jogo, resultante da coragem e entrega que a equipa colocou em campo. Mas um estratega audaz não cumpriu na totalidade a sua supremacia. Baixou as armas quando a equipa pedia força, permitindo a reviravolta e nova derrota agoniante num palco de estrelas.

A orquestra esteve afinada, faltando apenas pontuar Fonte: UEFA
A orquestra esteve afinada, faltando apenas pontuar
Fonte: UEFA

Após a jornada europeia, seguiu-se o Chaves de Luís Castro. Os adeptos pediam uma reacção imediata depois do FC Porto ter trucidado a capital do móvel. O Sporting começou por vencer o jogo na equipa inicial. Podence apareceu como “vagabundo” na frente de ataque da equipa, deixando o meio-campo entregue a William e Bruno Fernandes. O pequeno português voou como uma borboleta e o gigante holandês picou que nem uma abelha. Foram três picadas certeiras e uma mensagem para quem duvidava das suas capacidades.

No meio desta dupla diabólica, esteve um pequeno argentino com uma técnica apurada e uma repreensão táctica em campo capaz de maravilhar qualquer amante do desporto rei. Acuña completou o trio que desfez a muralha nortenha e deliciou a massa verde e branca com pormenores, golos e jogadas bem ensaiadas no laboratório de Alcochete. Ao mestre da táctica só lhe falta completar com êxito o capítulo das substituições – frente ao Chaves voltou a pecar neste item. Quando completar, com sucesso, estes contínuos falhanços, irá também atingir o cume tão aguardado da glória.

Acuña estreou-se a marcar pelo Sporting Fonte: Sporting Clube de Portugal
Acuña estreou-se a marcar pelo Sporting
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O Sporting continua a sua caminhada feroz ao topo do campeonato. Se na orquestra de Turim faltou um gigante decisivo, já em Alvalade não poderão faltar títulos para adoçar todos os adeptos famintos de conquistas.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Está aí a época de inverno com os olhos postos nas Olimpíadas

Cabeçalho modalidadesCom o chegar do inverno, principia-se a época dos desportos de inverno e esta temporada 2017/2018 tem um gosto especial, já que é o culminar do ciclo olímpico. Após quatro anos de trabalho e preparação, de 8 a 25 de fevereiro os melhores da atualidade rumam a Pyeongchang, na Coreia do Sul, para disputarem o mais ambicionado título desportivo. Em jogo estarão 102 medalhas de ouro, divididas por 15 disciplinas.

As Olimpíadas são o expoente máximo da competição desportiva e inspiram todos os que se dedicam ao desporto. Para uns, é o momento em que se define o legado que deixam da sua carreira e passam quatro anos a preparar-se para se apresentarem ao mais alto nível. Para outros, só a participação já o cumprir de um objetivo de vida. Por esta importância que os Jogos têm, as Federações ajustam o seu calendário para se adaptarem a essa realidade.

A maior parte das disciplinas são da responsabilidade da Federação Internacional de Ski (FIS) e o padrão é o de organizar a maioria das provas das Taças do Mundo antes das Olimpíadas, fazendo uma pausa para estas e retomando depois a competição com um pequeno número de etapas para findar a competição em março.

Algo semelhante acontece na patinagem de velocidade, a disciplina que mais medalhas atribui. Também aqui grande parte das provas da Taça do Mundo são disputados no período de preparação para os Jogos, sendo organizado de tal forma que ficam reservadas para depois apenas a última etapa da Taça do Mundo e os Campeonatos do Mundo.

No entanto, a grande polémica dos Jogos deste ano prende-se com o Hóquei no Gelo. Nesta modalidade em que o Canadá tem dominado as últimas edições, ganhando as últimas duas competições masculinas e as quatro mais recentes femininas, o lado feminino deverá providenciar uma interessante disputa entre Canadá e Estados Unidos. Nesta vertente, em que os Campeonatos do Mundo não são organizados nos anos Olímpicos, os EUA venceram a seleção do Canadá na final dos últimos três Mundiais e quererão levar agora também o ouro olímpico.

Os craques da NHL ficam de fora de Pyeongchang 2018 Fonte: Pittsburg Penguins
Os craques da NHL ficam de fora de Pyeongchang 2018
Fonte: Pittsburg Penguins

Já no lado masculino, a prova ganhou todo um novo grau de imprevisibilidade porque a NHL, a liga conjunta de Canadá e EUA, não só não vai parar para os Jogos Olímpicos, como proibiu os atletas que nela competem de participar. Esta decisão muda o figurino e dá outro favoritismo a equipas menos dependentes dos atletas da NHL. Uma tomada de posição deste género reflete bem a forma como o desporto é visto nos Estados Unidos, em que há primazia para as competições nacionais e de clubes, mas também uma grande aposta e confiança nos atletas que não se encontram no escalão mais alto do desporto, especialmente através da influência do desporto universitário.

A situação do hóquei no gelo é uma exceção que tira alguma espetacularidade aos Jogos, já que este é um dos desportos de inverno com mais apreciadores em todo o mundo e as grandes estrelas vão estar em falta. Ainda assim, não faltarão motivos de interesse e nas outras modalidades veremos que esse será o objetivo primordial da época e o que se encontra na altura do clímax da temporada desportiva, não deixando de haver no período pós-Olímpiadas ainda mais um mês de competição para aqueles que não corresponderam salvarem a época ou para os campeões confirmarem um ano de glória.

Foto de Capa: FIS

 

Chamem-lhe o que quiserem

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Cabeçalho modalidadesA sorte não existe. Aprendi isso ao longo dos anos em que, pelos clubes de ténis deste país, ora ia ganhando, ora perdendo, semana após semana, torneio após torneio. Um dia, num treino com aquele que foi um dos Quatro Mosqueteiros da Geração de Ouro do ténis português, e o treinador com quem mais gosto tive em trabalhar, Bernardo Mota disse-me a sua fórmula do Sucesso: Trabalho X Horas.

Retive essa equação até hoje e vejo-a como uma verdade do desporto, seja ele qual for. E quando se fala desta fórmula, é também matemático o recurso às comparações de sempre: Nadal precisa de trabalhar muito mais do que Federer (um pouco à semelhança da comparação entre o “talento” de um “predestinado“ como Lionel Messi e o “mérito” de um trabalhador incansável como Cristiano Ronaldo).

Fonte: ATP World Tour
Fonte: ATP World Tour

Não posso estar mais em desacordo com estes “rótulos” que muitos (e, em grande parte, por culpa dos media) teimam em colocar nos Grandes deste mundo do desporto. Se o termo “Talento”, aplicado ao desporto, é habitualmente objeto de conversa para largas horas, para mim resume-se à capacidade de sacrifício total pelo sonho. Talentoso não é aquele que executa amorties e half-volleys habilidosos. Esse é o tecnicista, muitas vezes apurando essa técnica ao mais alto nível. Vejo o talentoso como aquele que com 12 anos chorava todas as noites em Alcochete com saudades da mãe e dos irmãos. Aquele que, com a mesma idade, ouvia centenas de vezes o tio Toni gritar “aguenta!” enquanto os colegas de treino se divertiam naquele clube de ténis em Manacor. Ou aquele que com 36 anos, 19 títulos do Grand Slam, 94 títulos ATP e uma família já numerosa continua a acordar cedo todas as manhãs para pegar na sua raquete e entregar tudo o que tem, dentro do court.

Moreirense FC 0-1 SC Braga: A vitória premiou a persistência

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Cabeçalho Futebol NacionalMoreirense FC e SC Braga defrontaram-se este final de tarde no Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em jogo a contar para a nona jornada da primeira liga. A persistência dos arsenalistas acabou por ser recompensada já perto do final da partida, com Fábio Martins a desbloquear o marcador e a fazer o 0-1 final. Depois da derrota na Liga Europa, o SC Braga voltou às vitórias, frente a um Moreirense que continua sem conseguir vencer em casa.

Com uma entrada forte na partida, foi o SC Braga que dominou os primeiros minutos. Abel Ferreira apresentou em Moreira de Cónegos o mesmo onze titular que perdeu no jogo de quinta feira para a Liga Europa, frente ao Ludogorets, numa demonstração de confiança nos jogadores, que se esforçaram por retribuir. Com pouco mais de 1500 adeptos na bancada, foram os visitantes os primeiros a criar perigo e a dar sinais de querer desbloquear o marcador. João Carlos Teixeira, aos 10 minutos de jogo, remata por cima da baliza de Jhonatan, com o guarda redes a ser mesmo chamado a intervir aos 19 minutos, defendendo um remate de Paulinho, que saiu à figura. No entanto, foi Fransérgio que, no minuto seguinte, obrigou o guardião a aplicar-se e a fazer uma grande defesa, evitando o golo dos guerreiros do minho.

Depois de uma entrada forte e a pressionar do SC Braga, foi a vez do Moreirense, aos 25 minutos de jogo, chegar à baliza defendida por Matheus, com um remate de Zizo a ser desviado e a passar por cima da trave, dando canto à equipa da casa. À passagem da meia hora de jogo, foi novamente Paulinho que criou perigo na área dos cónegos, cabeceando por cima após passe de João Carlos Teixeira. Já perto do intervalo foi o Moreirense que voltou a dar mostras de querer chegar à vantagem, com Koffi a cair na área com Matheus. Equipa e adeptos pediram grande penalidade, mas Jorge Sousa mandou seguir e a primeira parte terminou mesmo com o nulo no placard.

Fonte: Moreirense FC
Fonte: Moreirense FC

E da mesma forma que dominou e criou mais perigo na primeira parte, foi também o SC Braga a primeira equipa a criar perigo no segundo tempo. Aos 55 minutos, Hassan rematou forte, com a bola a desviar em Abarhoun e a dar canto aos arsenalistas. O Moreirense não se deixou intimidar e seguiu para o ataque, acabando por beneficiar de um livre perigoso à entrada da área, cobrado por Rafael Costa e com defesa de Matheus e, aos 60 minutos, na sequência de um novo livre, Abarhoun cabeceia por cima. Com as oportunidades a serem mais escassas para ambos os lados, foi o SC Braga que, aos 70 minutos e por intermédio do recém-entrado Ricardo Horta, voltou a chegar-se à frente, num remate que saiu por cima do ferro da baliza. A grande oportunidade do segundo tempo chegou a cerca de um quarto de hora para o final, com Fábio Martins a tirar um cruzamento certeiro para a cabeça de Ricardo Horta, com Jhonatan a fazer uma grande defesa e, na recarga novamente por intermédio de Horta, a evitar o primeiro da partida.

Aos 82 minutos os arsenalistas voltaram a ameaçar com o golo, num lance em que Esgaio aparece na cara do guardar redes do Moreirense, que consegue defender com os pés e evitar que a bola sobrasse para os visitantes. O golo acabaria mesmo por chegar aos 89 minutos da partida, acabando por premiar a persistência dos guerreiros do minho. Fábio Martins, lançado na segunda parte, atirou para o fundo das redes de Jhonatan, que não conseguiu evitar o 0x1.

As mexidas de Abel Ferreira no segundo tempo, com as entradas de Ricardo Horta e Fábio Martins, conseguiram melhorar o ataque do SC Braga, que pressionou e criou oportunidades que acabavam por esbarrar em Jhonatan, principal figura do Moreirense. O nulo acabou por desfazer-se muito perto do final, dando a vitória aos arsenalistas e deixando os cónegos no fundo da tabela, com apenas seis pontos e sem nenhuma vitória no seu reduto.

‘The Best’: Cristiano Ronaldo outra vez, pois claro

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Cabeçalho Futebol Internacional

 

Em Londres, a noite foi condimentada com lampejos de glamour e uns salpicos sonoros de ambiente de estádio de futebol (trazidos pela franja do público fora dos convidados de honra, situados dois degraus acima da elite do futebol) dado o esforço da FIFA em tornar a atribuição do prémio de melhor jogador do mundo num espetáculo mais ajustados aos olhos (e ouvidos) dos adeptos de futebol mais novos… e mais velhos, como Patrick Stewart, que se confessou mais deslumbrado com esta cerimónia que com as dos Óscares.

Por entre atuações musicais, grafismos atrativos e vídeos de fazer ir à lágrima, o espetáculo fluiu pela mão do ‘playmaker’ Idris Elba, mestre de cerimónias, que foi chamando ao lendas do futebol para anunciar os vencedores das diversas categorias de prémios. Giroud foi o primeiro a subir ao palco para receber o prémio Puskas, seguiram-se outros que disponibilizamos na página seguinte.

Para o fim ficou o prémio de melhor do ano. Era para isso que toda a gente lá estava. Para ver coroar o melhor do ano… mesmo que já se soubesse quem era. Cristiano Ronaldo, pois claro.

A previsibilidade, porém, não tirou brilho nem peso histórico ao troféu erguido pelo internacional português. Somou o segundo “The Best” e o quinto prémio de melhor jogador do ano recebido pela FIFA (o mesmo deve acontecer na “Ballon D’Or”), igualando, finalmente, Messi neste particular duelo de… extra-terrestres.

 Foto de capa: The Guardian

Os eSports em Portugal

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Cabeçalho modalidadesOs eSports são um fenómeno global. O top 30 de jogadores mais bem pagos conta com jogadores de 15 países diferentes, o que ajuda a mostrar que o sucesso, a exemplo do que sucede com outros desportos, parte muito do individual, muito embora se trate de um desporto colectivo. São números que incluem apenas os valores recebidos em prémios de jogo, após participação em eventos. Estes valores são públicos, ao contrário dos salários, pelo que são estes que temos em consideração aqui. No topo da lista, está Kuro “Kuroky” Takhasomi. O alemão, com mais de 3,3 milhões de dólares em carteira, lidera a lista desde Agosto, após a vitória num evento que pagou 23 milhões de dólares às equipas que nele participaram. Seguem-se mais de 40 jogadores na lista com ganhos acima de um milhão de dólares.

Wings a receberem o certificado Guinness como equipa com maior prémio nos eSports até à data fonte: WWG
Wings a receberem o certificado Guinness como equipa com maior prémio nos esports até à data
fonte: WWG

Desenganem-se se pensam que a lista é dominada pelos países que estamos habituados a ver. Oh, sim, está lá a Alemanha, os Estados Unidos, a China… mas está também a Jordânia, o Paquistão, o Líbano, a Estónia e outros. E Portugal? Portugal está longe, bem longe neste aspecto. Embora haja por cá alguns bons porta estandartes da comunidade portuguesa, a verdade é que nenhum logrou atingir os 100 mil dólares em prémios ainda. Pode ser visto como um problema e extrapolar-se por esse caminho. Mas pode, também, ser visto como uma tremenda oportunidade. Números de jogadores não faltam. Falta o investimento financeiro, de tempo e de trabalho, para que os números subam também.

Mesa aberta sobre os eSports, com representantes de equipas, patrocinadores e organizadores de eventos, na Lisboa Games Week Fonte: Rubber Chicken Games
Mesa aberta sobre os eSports, com representantes de equipas, patrocinadores e organizadores de eventos, na Lisboa Games Week
Fonte: Rubber Chicken Games

O cenário nacional tem, de momento, duas grandes competições. A LPLOL e a LPGO. As ligas Portuguesas de League of Legends e de Counter-Strike: Global Offensive, respectivamente. A LPLOL já conta com uns anos de actividade e é a maior liga Nacional, crescendo gradualmente de ano para ano. A LPGO nasceu recentemente e procura trilhar por um caminho semelhante, num jogo que, em Portugal, granjeia mais espectadores. Regra geral, o cenário  português vai sendo dominado por três equipas: K1ck, For the Win e Alientech.

Nasceram dez vezes, e agora?

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Em meados de 2014, e aquando da saída de Matic do clube encarnado, Jorge Jesus disse que para se encontrar substituto para o sérvio os jogadores da formação tinham de nascer mais 10 vezes.

Entretanto já vários jogadores nasceram dez vezes, o que os levou a grandes palcos do futebol europeu. Lembro-me de Bernardo Silva à cabeça – ainda que seja da altura em que Jesus era o treinador encarnado -, de Nelson Semedo, Lindelof, Ederson, Gonçalo Guedes e até mesmo Renato Sanches. Até ao final da época passada Rui Vitória corroborou a ideia deixada por Jesus, no entanto parece agora partilhar da opinião do técnico do rival da 2ª circular.

Rúben Dias está a ganhar espaço no 11 de Rui Vitória Fonte: UEFA
Rúben Dias está a ganhar espaço no 11 de Rui Vitória
Fonte: UEFA

O treinador encarnado tem no plantel jogadores que já nasceram as tais dez vezes, mas agora é preciso apostar neles, tal como fez com os jogadores que atrás referi. Há na juventude do plantel qualidade suficiente para colmatar as lacunas na equipa, mas Rui Vitória parece estar a querer adiar o inadiável. Dar espaço à nova geração será fulcral para que possam, num futuro próximo, garantir o presente e o futuro do clube.

Rúben Dias, depois do jogo contra o Manchester United, mostrou ser a solução para um dos problemas da defesa. Com capacidade para liderar no jogo aéreo, rápido nas transições e nos movimentos defensivos, pode ser ele o próximo Lindelof. Competitividade e regularidade podem ser a chave para a sua afirmação absoluta.

No meio campo, Diogo Gonçalves está pronto para assumir um lugar com maior importância, ainda que não de forma tão clara como Rúben Dias. Contudo, pelo facto de jogar numa posição em que a inspiração, aliado á qualidade técnica, em determinados momentos do jogo pode ser marcar a diferença, percebo que Rui Vitória apenas lhe vá possibilitando somar mais minutos de jogo para que, com isso, possa ganhar mais experiência. Krovinovic parece-me ser um bom jogador, porém não com capacidade para se destacar dos demais, e nomeadamente de Pizzi. Volta, André Horta. Estás perdoado. Um pequeno à parte com total relevância para o tema.

Svilar já assumiu a baliza do SL Benfica Fonte: SL Benfica
Svilar já assumiu a baliza do SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Contudo, o problema não termina na defesa ou no meio campo. A baliza também tem sido das posições mais vulneráveis da equipa. Júlio César já não tem a agilidade de outros tempos, e as lesões têm afetado o jogador com alguma frequência. No entanto, a chegada de Mile Svilar pode vir a ser o tranquilizante de que os adeptos precisam em relação à posição. Demonstra confiança, tanto entre os postes como fora da baliza, é algo atrevido – no bom sentido da palavra – e pode permitir à equipa defender mais à frente no campo. Porém, e para os mais esquecidos, reitere-se o facto de ter apenas 18 anos, com tudo o que isso poderá trazer tanto de bom quanto de mau.

As soluções, embora não sejam as de outras épocas, existem, mas para corresponderem ao desejado é preciso que tenham oportunidades para o demonstrar.  E oportunidades regulares, não de tempos a tempos e apenas quando os jogadores com mais minutos necessitam de descansar.

Foto de Capa: SL Benfica

O Fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. Em clara evidência, o Andebol e o Voleibol pelas vitórias “arrancadas a ferros” em jogos perante adversários fortes, que conduziram ambas as formações à liderança isolada das respectivas provas, embora no caso do Andebol seja à condição. Nota ainda para os arranques distintos do Pólo Aquático e do Hóquei em Patins, assim como para mais um troféu conquistado pelo Goalball, que apesar de o mesmo já ser uma certeza, tem obrigatoriamente de ser alvo de destaque!

Futebol | Diante da hexacampeã Juventus, o Sporting fez um jogo interessante, mas a maior acutilância e assertividade da formação transalpina foi determinante na derrota leonina por 2-1. Deste jogo fica a ideia que o Sporting poderá discutir o segundo lugar do grupo com a “Vecchia Signora”, até porque o próximo jogo da competição é precisamente a recepção à turma de Turim. No Domingo, o jogo para o Campeonato foi uma recepção ao Desportivo de Chaves, com os comandados de Jorge Jesus a confirmarem o favoritismo (5-1) com uma entrada bastante autoritária e esclarecida. Segue-se o jogo em Vila do Conde já na próxima sexta-feira.

Andebol | Os campeões nacionais fecharam o mês de Outubro com um importante triunfo no dérbi lisboeta, ao vencer o SL Benfica, na Luz, por 24-27. Frente a frente, duas equipas vindas de desaires europeus, um Sporting CP a procurar aproximar-se do topo (os Leões são primeiros, mas com mais uma partida disputada) perante um SL Benfica até então 100% triunfante nas lides domésticas. Num bom jogo de andebol, nem sempre bem jogado, a primeira parte foi jogada ao ritmo das defesas, e de várias falhas técnicas, chegando o descanso com uma vantagem tangencial para os pupilos de Hugo Canela (11-12), onde o Sporting teve maior ascendente, chegando inclusive a uma vantagem de três golos (7-10). No segundo tempo, o SL Benfica equilibrou as operações, conseguiu por algumas vezes estar na frente do marcador com margens mínimas, mas o Sporting CP soube sempre reagir e responder, estando tudo em aberto à entrada dos últimos dez minutos, altura em que se destacam dois nomes: Matej Asanin e Pedro Valdes. O primeiro entrou para o lugar de Cudic, que havia tido até então algumas boas intervenções, e conseguiu parar vários remates das águias, nomeadamente dois livres de sete metros (mais um numa fase mais recuada do encontro); e o segundo atingiu a marca dos sete golos, fruto de um poder de fogo que a desgastada defesa encarnada não conseguiu contrariar. Nota ainda para a boa exibição de Tiago Rocha e para o nível já habitual e constante de Edmilson Araújo. As competições de clubes sofrem agora uma paragem, em virtude dos trabalhos das selecções, regressando a um de Novembro.

Andebol termina Outubro com triunfo na Luz, alcançando a liderança à condição Fonte: Sporting Clube de Portugal - Andebol
Andebol termina Outubro com triunfo na Luz, alcançando a liderança à condição
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Andebol

Goalball | Como referi no resumo, a Supertaça já era uma certeza, isto porque a mesma opunha duas equipas do Sporting Clube de Portugal: a equipa A, vencedora da Taça de Portugal, e a equipa B, vencedora do Campeonato Nacional. Acabaram por ser os primeiros a levar a melhor, precisando apenas de dois jogos (15-7 e 11-1). É o quarto troféu nacional consecutivo conquistado pelos Leões!