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A importância do subestimado Paulinho no Barcelona

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Cabeçalho Liga Espanhola

A contratação mais comentada do futebol mundial nessa semana foi a do volante Paulinho pelo Barcelona. Porém, todo esse “reboliço” na contratação do jogador está sendo visto mais pelo lado negativo. O volante titular da Seleção Brasileira consegue ser um jogador superestimado e subestimado ao mesmo tempo.

Um jornal catalão comparou o jogador com o ex-jogador do Barcelona, Edgar Davids. Essa comparação não tem que existir. Basicamente pelo fato do holandês ser uma lenda no futebol mundial, algo que o brasileiro nunca será. Outra diferença é no jogo em si. A qualidade de saída de bola do Davids era infinitamente melhor que a do Paulinho.

Além desse tipo de comparação não contribuir em nada com o início da carreira do jogador no Barcelona, o brasileiro tem outras questões que acabam pesando sobre a sua contratação. Entre essas questões está o valor que o clube catalão investiu para tirar o jogador do Guangzhou Evergrande da China. Pra ter o atleta o barça pagou a multa rescisória contratual do jogador que era de 40 milhões de euros. Esse valor é muito acima do que realmente vale o jogador no mercado mundial – segundo o transfermarket o Paulinho está avaliado em 20 milhões de euros – e certamente o clube não terá retorno financeiro com uma possível venda do atleta no futuro, pois o volante já tem 29 anos. A Juventus, por exemplo, contratou o ótimo meio campista Matuidi do PSG por 20 milhões de euros.

O Paulinho foi a primeira contratação do clube pós a saída do Neymar. O Barcelona vive uma temporada de reconstrução. Neymar era considerado o futuro do clube e o herdeiro direto do reinado do argentino Messi. Porém, a saída do atleta coloca em dúvida o futuro do clube. A diretoria recebeu uma quantia financeira fascinante pelo atacante e precisava agir rápido no mercado para suprir as necessidades do elenco. Porém, a torcida esperava alguma contratação mais impactante do que a do Paulinho. Se o clube tivesse contratado o Coutinho ou o Dembelé, por exemplo, antes de anunciar o Paulinho a contratação do volante não seria tão negativa por parte da imprensa.

O meio campista da Seleção Brasileira terá uma nova chance no futebol europeu Fonte: Goal.com
O meio campista da Seleção Brasileira terá uma nova chance no futebol europeu
Fonte: Goal.com

Contudo se pensarmos apenas na contratação do jogador em termos de futebol – dentro de campo – a sua aquisição junto ao Barcelona pode ser boa para ambas as partes. Lamentavelmente meios de comunicação denigrem a imagem do jogador por questões banais. Como por exemplo, divulgarem um vídeo de sua apresentação onde o jogador deixa a bola cair durante as tradicionais embaixadinhas. Muitos meios apenas divulgaram a parte final do vídeo e não ele por completo onde fica claro que o jogador fez uma boa apresentação.

O jogador pode ser muito útil ao Barcelona. No atual elenco não existe um jogador com as suas características e nos dois jogos contra o Real Madrid, pela Supercopa da Espanha, vimos claramente o meio de campo do Barcelona sem poder para anular as ofensivas madridista. É certo que o jogador “foge” das características originais do estilo de futebol do Barcelona, mas nesse momento de transição que o clube vive o jogador será importante. Na verdade o problema atual do Barcelona vai muito além do que a simples contratação do jogador brasileiro.

Para a Seleção Brasileira será ótimo ter um jogador titular atuando em um dos principais clubes do mundo na temporada que antecede a Copa do Mundo. Paulinho terá mais ritmo de jogo ao atuar em competições muito mais “pesadas” do que o Campeonato Chinês.

O balanço final de sua contratação é positivo. Claro que agora depende do atleta ter outra imagem no futebol europeu para apagar a má passagem que teve na Inglaterra quando defendeu o Tottenham. Paulinho pode significar mais equilíbrio ao meio campo barcelonista que após a saída do Xavi – não estou comparando os dois jogadores – não encontrou um titular absoluto e se frustrou com algumas tentativas.

 Foto de Capa: FC Barcelona

Portugal 24-34 França (Sub 19): Les bleus são implacáveis

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Cabeçalho modalidadesPortugal defrontou ontem a França, nos quartos de final do Campeonato do Mundo de Sub-19. Sendo a França um dos países com mais sucesso e tradição no panorama do Andebol europeu, esperava-se um jogo muito complicado para os jovens lusos, onde os franceses eram claramente favoritos.

O jogo teve um começo intenso, com muita vontade, garra e velocidade de ambas as equipas. No entanto, a equipa das quinas apresentou dificuldades em concretizar os ataques de que dispunha. Por outro lado, os campeões europeus na categoria aproveitavam as oportunidades, tirando partido das falhas técnicas dos jogadores portugueses e aproveitando para sair rapidamente para o contra-ataque. Apesar das dificuldades com que Portugal se deparou, aos 20 minutos da primeira parte o resultado era 8-10. O resultado ao intervalo era 12-16.

Por mais que o andebol nacional evolua, seleções como a francesa estarão sempre noutro “nível” Fonte: Handballgeo2017
Por mais que o andebol nacional evolua, seleções como a francesa estarão sempre noutro “nível”
Fonte: Handballgeo2017

Na segunda parte, as dificuldades portuguesas aumentaram. Portugal não conseguiu continuar na luta pelo resultado, devido, principalmente, à falta de soluções ofensivas para superar o 5×1 apresentado pela França e para a boa exibição do guarda-redes francês Bastien Soullier. Os comandados de Paulo Pereira lutaram até ao último instante, de forma a conseguirem o melhor resultado possível. O resultado final foi 24-34.

Portugal vai agora jogar para ficar entre o 5º e o 8º lugar. Amanhã há jogo com a Rússia ao meio dia.

Foto de Capa: Handballgeo2017

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

O Melhor Onze de Sempre do FC Porto: João Pinto

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fc porto cabeçalhoMística e amor à camisola: João Domingos da Silva Pinto, mais conhecido no mundo do futebol simplesmente por João Pinto, sempre elevou estas duas palavras ao seu expoente máximo durante os largos anos em que envergou a camisola do FC Porto. O “capitão” é um verdadeiro homem da casa, um futebolista que ao longo de toda a sua carreira profissional, entre 1980 e 1997, nunca vestiu outra camisola a não ser aquela que, segundo ele, tinha apenas uma cor: azul e branca.

Foram 587 jogos ao longo dos quais construiu um dos mais prestigiantes palmarés alguma vez alcançados por um futebolista português. João Pinto conquistou nove Ligas Portuguesas, quatro Taças de Portugal, oito Supertaças Cândido de Oliveira, uma Taça dos Clubes Campeões Europeus, uma Supertaça Europeia e uma Taça Intercontinental. Com 70 jogos realizados pela seleção portuguesa de futebol, foi apenas ao serviço da mesma que lhe ficou a faltar a conquista de títulos. Ainda esteve perto quando, em 1984, integrou a equipa dos “Patrícios” que atingiu a meia-final do Campeonato Europeu de Futebol que teve lugar em França; porém, Platini e companhia não permitiram que tal se concretizasse.

Com apenas 1,73m de altura, nunca foi no apoio aos defesas centrais que João Pinto se destacou, mas antes pela concentração defensiva, pela atitude guerreira com que lutava por cada bola como se fosse a última e pelo pulmão inesgotável que lhe permitia, durante 90 minutos, fazer intermináveis incursões ofensivas ao longo do corredor direito. Nascido em Oliveira do Douro, João Pinto trabalhou como encarregado de chapeiro na Salvador Caetano até lhe ser oferecido, em 1980, o seu primeiro contrato profissional. Já a auferir 50 contos por mês, quando José Maria Pedroto lhe abriu as portas da titularidade, João Pinto continuava a deslocar-se para os treinos no seu Fiat 127. Afinal, o dinheiro era preciso para outras coisas, como para acabar de pagar o apartamento que havia comprado para viver com Mary, filha de um industrial gaiense com quem casara em 1983.

Dentro do campo, a humildade e a dedicação eram as mesmas que apresentava na sua vida pessoal. Sentia-se, a cada minuto, que João Pinto tinha um profundo orgulho em representar o seu clube do coração. Bobby Robson, treinador do “capitão” já próximo do final da sua carreira, descreveu-o de uma forma irrepreensível: “Tem um caráter invulgar, uma enorme vontade de vencer, uma atitude irrepreensível. Até parece que tem dois corações e quatro pernas. É muito difícil encontrar um jogador como João Pinto, com tanta motivação, com tanta ambição. Mesmo quando se lesiona, não há dores, não há nada.”

João Pinto a segurar a Taça da Liga dos Campeões  Fonte: Blog “Tribuna Portista”
João Pinto a segurar a Taça da Liga dos Campeões
Fonte: Blog “Tribuna Portista”

São vários os episódios ilustrativos da emoção que o defesa direito sentia por representar o FC Porto mas há um, em particular, que ficará para sempre na memória dos adeptos. Foi em 1987, no Estádio do Prater (Viena), quando o FC Porto venceu a Taça dos Clubes Campeões Europeus após derrotar, na final, o FC Bayern Munchen. João Pinto, capitão de equipa, recebeu o troféu, correu lacrimejante pelo relvado e não mais largou aquele que era, para ele, o título de uma vida. Quando finalmente os seus colegas de equipa conseguiram tocar na taça conquistada, João Pinto sorriu para eles, abraçou Pinto da Costa, chorou novamente de emoção e disse: “Meu Deus, um rapaz como eu com a Taça dos Campeões nas mãos”.

Foto de Capa: “Soccer, Football or Whatever”

 

Uma Vuelta para todos os gostos

Cabeçalho modalidadesA Vuelta a Espanha 2017, que vai na sua 72ª edição, é a última grande volta da época. Considerada por muitos adeptos do ciclismo como a prova menos importante das três grandes voltas, não deixa de ser curioso que tanto o desenho do percurso como a startlist deste ano surpreendam pela qualidade apresentada. Nomes como Froome (vencedor do Tour 2017) , Contador, Bardet, Fabio Aru, Nibali,Rui Costa, Estaban Chavez, entre outros deixam-nos esperançados para ver grandes duelos na montanha.

La Vuelta conta com um sortido variado de etapas que vai agradar a todos os adeptos de ciclismo, à cabeça está o regresso da chegada ao Angliru, mítica subida que será um inferno para muitos ciclistas!!

Começando por analisar o percurso da prova, podemos dividir as 21 etapas nos seguintes moldes, seis etapas planas, sendo que uma delas termina em subida, descartando assim alguns sprinters.

Oito etapas de média montanha, ideal para punchers e para que algum favorito tente a sua sorte, cinco etapas de alta montanha, onde destaco as chegadas a Sierra de La Pandera, Sierra Nevada e, claro, a subida ao Angliru e duas etapas de contra-relógio, um deles contra-relógio por equipas.

Perfil da etapa rainha com chegada ao Angliru Fonte: La Vuelta
Perfil da etapa rainha com chegada ao Angliru
Fonte: La Vuelta

A organização não deixou nada ao acaso e a colocação da ascensão ao Angliru na penúltima etapa será muito provavelmente onde se dará a decisão da prova. A etapa rainha conta com duas contagens de 1ª categoria, antes da subida final, subida essa com 12.5km de extensão e que terão rampas com mais de 20% de inclinação. Depois, teremos a dupla etapa 14ª e 15ª, com ascensões a Sierra de La Pandera e Sierra Nevada, que vão pôr à prova a capacidade dos líderes em atacar, ou não, nas dificuldades que se apresentam. A etapa três, com duas contagens de 1ª categoria e uma de 2ª a sensivelmente 7km da meta, também pode ser uma agradável etapa de se ver.

Posteriormente, temos as etapas de média montanha, que para mim serão as que mais espectáculo vão dar, onde a imprevisibilidade irá reinar e serão talvez as etapas onde o nosso melhor ciclista, o português Rui Costa, poderá ter grande destaque.

Por fim, os contra-relógios.

Se no prólogo inicial as diferenças serão poucas, visto que irá ser um contra-relógio por equipas, no esforço individual poderemos ter os ciclistas mais fortes a destacarem-se, e neste campo Froome leva vantagem sobre a concorrência.

Depois da vitória no Tour, Froome quer a Vuelta Fonte: La Vuelta
Depois da vitória no Tour, Froome quer a Vuelta
Fonte: La Vuelta

Virando agora agulhas para a startlist, e começando pelos homens mais rápidos do pelotão, a lista não apresenta os nomes sonantes que aparecem, por exemplo, no Tour, mas mesmo assim a luta pode ser interessante, isto porque não há um nome que se destaca dos demais. Assim, nas chegadas ao Sprint, e atendendo à forma apresentada até então, existem nomes que irão aparecer no pódio nas etapas planas, nomeadamente Magnus Cort Nielsen, John Degenkolb, Matteo Trentin, José Joaquin Rojas.

Pese embora a lesão que o apoquentou desde a Vuelta ao País Basco, saúda-se o regresso de Julian Alaphilippe às grandes provas. Com um percurso que tem tiradas ao seu estilo, é de apostar no francês para algumas vitórias em etapas acidentadas.

A curiosidade fervilha entre os apaixonados adeptos de El Pistolero depois deste ter anunciado o fim da sua carreira, após o término da La Vuelta.

A decisão do espanhol surge depois de um Tour em que, apesar das quedas, mostrou que muito dificilmente conseguirá seguir os melhores e a sua decisão mostrou-se, quanto a mim, acertada. Esperemos ver Contador a dar o seu máximo, como sempre, e a acrescentar no seu currículo algumas etapas, ou quiçá a geral, apesar de achar muito complicado.

Para a luta na geral, Froome aparece como o grande favorito, dependendo da forma com que aparecer no pós Tour, o britânico tem a ambição de juntar outro grande tour ao seu currículo e no mesmo ano. Para isso, terá de estar no seu melhor e bater a concorrência.

A encabeçar essa concorrência teremos Nibali, o tubarão apresenta-se fresco na Vuelta e será, a seguir a Froome, o grande candidato à vitória.

Mas devido à imprevisibilidade da prova, há nomes que podem surpreender e juntar-se a Nibali e Froome na lista de candidatos. Atendendo a que podem juntar as suas características de trepadores/contra-relogistas a um percurso diversificado e apostarem na surpresa, saltam à vista os nomes de Bob Jungels, Wilco Kelderman, Steven Kruijswijk, Zakarin e os irmãos Yates. Nunca descurando trepadores que se defendem bem no contra-relógio, Contador e Aru, por exemplo, e trepadores que, ganhando uma boa vantagem na montanha, também podem levar a sua avante – Estaben Chavez, Warren Barguil, Bardet, Marc Soler e Maijka.

Contador vai deixar saudades Fonte: La Vuelta
Contador vai deixar saudades
Fonte: La Vuelta

Quanto à armada lusa, o cabeça de cartaz vai ser Rui Costa, que, com algumas etapas ao seu jeito, nos faz crer que poderá ter algum sucesso. Resta saber se o ciclista luso, muito conhecido por preferir dias mais frescos, irá lidar com o calor em estradas espanholas. Nélson Oliveira tem na etapa de contra-relógio uma oportunidade de brilhar, não sendo de descartar um top5. Com José Gonçalves, podemos esperar muitos ataques e escapadas para vitórias em fugas. Já Rafael Reis e Ricardo Vilela vão depender muito do que a sua equipa pedir deles, se terão liberdade para ataques ou se serão meros gregários.

Misturando todos estes condimentos, esta Vuelta promete muito porque junta de tudo um pouco, e talvez seja essa a essência que permita que esta prova cresça e se torne uma melhor alternativa ao Tour e Giro!

Foto de Capa: La Vuelta

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

NXT Takeover: Brooklyn III – A aposta no futuro continua em Brooklyn!

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Cabeçalho modalidadesEm semana de SummerSlam, o NXT apresenta mais um grande evento. A procura pelas estrelas do futuro continua e, à semelhança das anteriores edições, as expetativas estão elevadas. Os títulos principais estão em jogo, bem como a invencibilidade e honra dos lutadores, que esperam sair em grande do Barclays Center. Tudo pode e certamente vai acontecer!

Jogadores que Admiro #76 – Carli Lloyd

jogadoresqueadmiroDuas vezes campeã olímpica. Campeã do mundo. Melhor jogadora do mundo dois anos consecutivos. Segunda jogadora de sempre (homem ou mulher) a marcar um hat-trick numa final de um campeonato do mundo. 240 jogos pela selecção dos Estados Unidos. 90 golos. Ladies and gentleman, Carli Lloyd.

Ainda é complicado – para alguns – imaginar que todos os títulos referidos no parágrafo acima são de uma mulher. Mas é verdade. A actual capitã da selecção americana de futebol feminino já tem o nome escrito nas páginas da história. Com 35 anos, Carli Lloyd é uma das melhores de sempre.

Nasceu em New Jersey. Nunca quis brincar com as meninas e intrometia-se no meio dos rapazes para poder jogar à bola. Começou a jogar mais a sério no liceu e nunca mais passou despercebida: ganhou prémios atrás de prémios, desde jogadora do ano a melhor médio-centro do país. Continuou a jogar na universidade e foi considerada a melhor atleta do ano na Rutgers University por quatro anos consecutivos – a primeira aluna a conseguir este feito.

Fez toda a carreira nos Estados Unidos e nunca precisou de grande alarido para se tornar a instituição que é hoje. Partilhou o relvado com muitas caras mais conhecidas do público, jogadoras que se tornaram uma referência do futebol feminino: Alex Morgan, Abby Wambach ou Hope Solo, por exemplo. Passou muitos anos atrás das camisolas mais famosas e demorou a atingir o estatuto de estrela. Até ao dia em que tudo mudou.

Uma das melhores de sempre Fonte: Facebook Oficial de Carli Lloyd
Uma das melhores de sempre
Fonte: Facebook Oficial de Carli Lloyd

No dia 5 de Julho de 2015, os Estados Unidos defrontavam o Japão na final do Campeonato do Mundo de futebol feminino, no Canadá. Lloyd era a capitã de equipa, a líder, e tinha feito uma fase final absolutamente brilhante. Mas as coisas iam melhorar. Em 16 minutos, Lloyd marcou três golos. Um deles da linha do meio-campo. Este terceiro golo foi considerado pela Reuters “um dos golos mais incríveis alguma vez visto num Campeonato do Mundo”. Valeu-lhe a nomeação para o Prémio Puskas. Para além disso, foi considerada a melhor jogadora do torneio e levou para casa a Bota de Prata (tinha os mesmo golos de Celia Sasic, mas a alemã jogou menos minutos e ficou com o primeiro prémio.)

A partir deste dia, o nome Carli Lloyd nunca mais vai ser esquecido. E eu, que fiquei acordada até de madrugada para ver aquele jogo, nunca me vou esquecer da vitória dos EUA por 5-2 e da exibição da n.º 10.

Lloyd joga actualmente no Houston Dash e esteve emprestada ao Manchester City de Fevereiro a Junho (onde ganhou uma Taça de Inglaterra.) No fim da passagem por terras de Sua Majestade, disse que gostava de voltar e tentar ganhar a Liga dos Campeões. Aos 35 anos, as chances já não são muitas. Mas era uma prenda para os fãs de futebol feminino no mundo inteiro – Lloyd merece estar numa equipa que participe nas competições europeias e, acima de tudo, merece juntar uma dessas competições ao seu palmarés.

Escreveu um livro, em 2016, a que deu o nome “When nobody was watching”. Porque when nobody was watching, ultrapassou as críticas que diziam que perdia muitas bolas e tornou-se uma jogadora cheia de segurança. Porque when nobody was watching, intrometeu-se no meio de Morgan e Wambach e tornou-se a jogadora mais popular da selecção norte-americana. E porque when nobody was watching, tornou-se na melhor jogadora de futebol do mundo.

Foto de Capa: Facebook Oficial de Carli Lloyd

Grande torneio de pré-epoca a sul do país

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Cabeçalho modalidadesNo fim deste mês, mais concretamente no fim-de-semana de 26 e 27 de Agosto, Portimão vai receber os melhores jogadores que atuam na Península Ibérica, na segunda edição da Masters Cup, um torneio relativamente embrionário mas que promete ser um dos principais torneios da pré-temporada.

As quatro equipas presentes dificilmente poderiam oferecer melhores jogos para quem pretenda assistir ao torneio na cidade algarvia: para além do bicampeão nacional, o Sporting CP, e de um revigorado SL Benfica, pronto a melhorar a prestação menos conseguida na edição anterior do campeonato, onde sucumbiu nas meias-finais do playoff perante o SC Braga, temos um dos conjuntos mais poderosos do mundo, o Inter Movistar FS, que conta com grandes executantes nos seus quadros, mas no qual se destaca o melhor do mundo, o português Ricardinho. Para além desta equipa, temos um outro representante do país vizinho, cujo nome chega para impor respeito aos adeptos que acompanham o Futsal há algum tempo, o FC Barcelona – foi campeão espanhol apenas três vezes, entre 2011 e 2013 (ou seja, consecutivas), e ganhou a UEFA Futsal Cup em duas ocasiões (2012 e 2014). Portanto, é, sem dúvida, uma das melhores equipas de Espanha e ainda o ano passado provou o seu valor, ao chegar à final do campeonato na fase a eliminar, após ter terminado a fase regular no terceiro lugar.

O elenco dificilmente poderia ser mais forte e há um fator extra de interesse a acrescentar, que já no ano passado se verificou e este ano, caso o astro lusitano não sofra qualquer imprevisto, irá acontecer no Domingo às 19 horas: o reencontro de Ricardinho com o clube que ele representou durante vários anos e pelo qual demonstra bastante respeito, o SL Benfica. Na anterior edição deste troféu, ele mostrou toda a sua preponderância no clube madrileno, veremos se este ano volta a suceder.

Em 2015, Ricardinho marcou seis golos e mostrou a sua importância. Será igual em 2017? Fonte: Ricardinho
Em 2015, Ricardinho marcou seis golos e mostrou a sua importância. Será igual em 2017?
Fonte: Ricardinho

Falando em calendário, cada equipa realiza dois jogos. No sábado, o Sporting joga com o Inter Movistar, o Benfica enfrenta o Barcelona e, como já referi anteriormente, no Domingo, os encarnados jogam com o Inter e os leões defrontam os blaugrana. O elenco é bastante prometedor, mas temos que esperar pelo fim do mês para ver os jogadores em ação no Sul do país, na Arena de Portimão.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

CS Marítimo 0-0 FC Dínamo de Kiev: Faltou um bocadinho assim

Cabeçalho Futebol NacionalO CS Marítimo bateu o pé ao poderoso FC Dínamo de Kiev e segurou o nulo, em jogo da primeira mão do play-off de acesso à fase de grupos da Liga Europa, disputado nos Barreiros. Num encontro em que até podia ter ganhado, a formação verde-rubra deixou uma boa imagem frente ao atual primeiro classificado do campeonato ucraniano.

Os madeirenses chegavam a esta fase depois de terem deixado para trás o PFC Botev Plovdiv, enquanto a equipa ucraniana fora relegada para a Liga Europa pelo BSC Young Boys, na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Face ao favoritismo dos visitantes, começou a partida conforme o expectável, com o Dínamo de Kiev a assumir as despesas do jogo, embora o Marítimo tentasse também fazer por merecer um bom resultado. A equipa da casa concedia o domínio ao adversário, ao mesmo tempo que afastava o jogo da sua baliza, tirando partido da sua boa organização defensiva. Fruto disso mesmo, os ucranianos tinham dificuldades para impor o seu poderio ofensivo, fosse pelo corredor central ou pelas alas.

Apesar da prioridade defensiva, no entanto, o Marítimo conseguia ocasionalmente furar e esticar o jogo até à área dos azuis de Kiev, com Ricardo Valente a ser um dos mais irrequietos jogadores verde-rubros. Do encontro transparecia, assim, um Marítimo bem organizado, que criava muitas complicações ao jogo ofensivo do Dínamo e que até rematava mais que os forasteiros, que apenas por duas vezes lograram ameaçar as redes de Charles.

Ao fim dos primeiros 45 minutos, havia mais Dínamo, porém com muitas dificuldades para transpor a muralha defensiva montada por Daniel Ramos. Terminava assim uma primeira parte sem grandes ocorrências de maior relevo, mas com boas indicações deixadas pelos madeirenses, que batiam o pé e limitavam ao máximo a superioridade dos ucranianos.

O Marítimo conseguiu uma excelente exibição, adiando a discussão da eliminatória para Kiev  Fonte: CS Marítimo
O Marítimo conseguiu uma excelente exibição, adiando a discussão da eliminatória para Kiev
Fonte: CS Marítimo

À entrada para a etapa complementar, mantinha-se a toada da primeira parte: um Dínamo algo perigoso, mas pouco desembaraçado, e um Marítimo a espreitar as subidas rápidas e, sobretudo, as bolas paradas.

A estratégia de Aliaksandr Khatskevich revelava-se demasiado passiva, esperando pelo golo, sem no entanto, fazer muito por isso, redundando num jogo um tanto ou quanto apático do lado ucraniano. O Dínamo evidenciava alguma surpresa com a audácia e assertividade dos insulares, enquanto os homens da casa, por seu turno, foram crescendo e ganhando confiança ao longo do encontro, beneficiando da excelente exibição defensiva.

Com o aproximar dos minutos finais, o Marítimo foi rondando com mais frequência a baliza de Koval e somando algumas ocasiões de perigo, especialmente por intermédio de Éber Bessa e Rodrigo Pinho. Valia aos ucranianos, contudo, a qualidade e atenção do jovem guarda-redes internacional.

O Marítimo acreditava e a expulsão de Evgen Khacheridi aos 89 minutos elevou ainda mais o élan madeirense, mas, apesar da boa réplica, o marcador permaneceu inalterado. Um jogo sem golos, mas interessante e com uma boa exibição da turma insular.

O zero a zero traduz-se, assim, num resultado perigoso, mas nem por isso negativo, mantendo vivas as esperanças maritimistas para a deslocação à Ucrânia para a segunda mão. O Marítimo deu provas de ter capacidade para discutir a eliminatória, defendendo de forma quase perfeita, e revelando capacidade para incomodar o adversário, pecando apenas a finalização.

10 transferências que podem fazer a diferença em 2017/18

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Cabeçalho Futebol Internacional

Se achavam que 100 milhões era astronómico, digam agora o que acham de 222 milhões de euros?! Um negócio que pode ascender (facilmente) ao bilião de euros… Jogadores normais a serem vendidos por 20, 30 milhões, é lógico que numa competição também fora das quatro linhas, os valores aumentem e aumentem.

Todos os verões temos a janela de transferências, parece monótono. Mas não. Muita expetativa em ver novos jogadores brilhar na nossa equipa, fazer dela mais forte. No caso concreto do futebol português, as transferências não servem para isso. Em primeira instância servem, neste modelo de negócio, para atenuar a perda do jogador exportado, e ao mesmo tempo se tornar a próxima exportação a curto/ médio prazo. Mesmo assim, as equipas do nosso campeonato, de forma razoável, mantêm o nível apresentado na temporada passada. Contudo, competir fora de portas torna-se quase impossível, pois numa competição europeia, por exemplo, são requeridos jogadores completamente adaptados, com todos os processos assimilados, e um grau de entrosamento com os colegas muito elevado. O próximo clube português a erguer uma Liga dos Campeões, terá de ter acertado em cheio nas apostas que fez, apostas essas que certamente seriam exportadas logo na noite da hipotética celebração do troféu. Mas isto sou eu a divagar…

Estou ansioso pelo início da Liga dos Campeões 2017/18! Numa era em que os poderosos não olham a meios, e continuam a elevar a já alta fasquia de valores envolvidos em transferências, e constroem uma super equipa. Ainda bem que existem mais super equipas, senão não tinha piada… Real Madrid, Manchester United, Juventus, PSG, Mónaco, City, Bayern, Dortmund, Chelsea, Barcelona, Atlético de Madrid, equipas que são capazes de muito num jogo de futebol, constituem a elite na atualidade. Dotadas de poderio financeiro, ao contrário dos nossos emblemas, não sentem a necessidade de vender, e conseguem, com menor dificuldade, manter as suas principais armas.

Muitas viagens se fizeram este Verão, com jogadores e agentes a negociarem possibilidades contratuais; dirigentes, treinadores e presidentes a trabalharem na renovação do plantel, e além disso, em perspetivarem um plano para a secção, obviamente, do futebol, a médio prazo. Afinal, uma equipa não se monta em pouco tempo.

E quais foram as viagens mais marcantes deste Verão? A de Lukaku, não muito longa, até Manchester? Ou a de Paulinho para o Barça? Claro que o método de avaliação, em termos de preponderância que o jogador terá, não se mede através dos quilómetros de distância efetuados até ao seu novo lar…

A arte de complicar

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Quando eu era pequenino, acabado de nascer, ainda mal abrira os olhos e já exasperava pai e mãe no mais quotidiano e corriqueiro passeio ao pôr-do-sol. Contra as altas recomendações progenitoras, pese o tom e o conteúdo das advertências, era incapaz de seguir caminhando em linha recta, optando sempre, por razões que ainda hoje ignoro, pela alternativa mais longa, mais lenta e mais cheia de obstáculos.

Deparando-me com um trajecto rectilíneo, com suficiente largueza e visibilidade, agradáveis sombras de dia e bem iluminado à noite, daqueles sempre a direito, que praticamente levam ao colo todo e qualquer caminheiro, resolvia, invariavelmente, dificultar a tarefa, ziguezaguear por ali, subir ou descer de patamar, arranjar um ou dois obstáculos com que me entreter; e assumia-o como uma insondável questão de honra.

A fórmula não variava muito: se bastassem dois passos, subia ao muro, fazia um pouco de equilibrismo, saltava ao pé-coxinho, ou cumpria o resto do passeio de costas para a meta ou com os olhos bem cerrados; se bastassem dois degraus, subia-os de uma só vez, de pés muito juntinhos, ou contornava a escadaria pela rampa escorregadia de relva ou de terra batida; se houvesse poças saltava-lhes para cima; se existissem buracos ou fendas ia-lhes ao encontro; num dia recusava pisar os quadrados pretos; noutro não calcava os brancos.

Esta característica, tão própria da infância, nunca representou verdadeiramente qualquer dissabor. O risco assumido, ingénuo e porquanto moderado, tinha somente o efeito – para além de enfadar os pais – de me fazer perder o dobro (por vezes o triplo) do tempo que os demais, de me ser mais trabalhoso, suado e dorido chegar finalmente à meta. Concebia obstáculos à minha volta, demorava-me em contendas evitáveis, apenas e só movido por um ingénuo desejo de aventura; conclui sempre tais caminhadas com nota positiva – mas expunha-me positivamente ao erro, proporcionava a falha, e quando assim é o sucesso torna-se mais difícil de alcançar.

Chegamos finalmente ao ponto que motiva o leitor a frequentar estas páginas – agradeço-lhe desde já a paciência demonstrada e prometo explicar-me rapidamente: é natural, até mesmo um sinal de saúde desportiva e financeira, ver cobiçados e contratados por milhões, pelos mais poderosos clubes do mundo, os jovens e talentosos jogadores capazes envergar com sucesso a pesada camisola do Benfica; é o preço da glória e ninguém, do topo à base (esta última feita dos sócios e adeptos), rejeita tal fórmula. Parece-me, porém, mais incompreensível a falta de capacidade demonstrada pelos responsáveis do clube em colmatar, chegados a este ponto, essas mesmas saídas. Recorde-se que neste defeso foram vendidos Ederson, Nelson Semedo e Lindelof, três pilares do sector defensivo tetracampeão, o que motivaria, obviamente, a uma ida ao mercado objectiva e responsável, numa lógica de preenchimento directo das vagas. Entretanto, cumprida a Supertaça e mais duas jornadas da Liga, essas lacunas continuam por solucionar.