O campeonato ainda agora começou. No entanto, nos adeptos do futebol reina sempre aquela curiosidade quanto aos jogadores que se irão destacar neste campeonato. Entre jogadores estreantes na Primeira Liga e outros que procuram relançar a carreira, entre jogadores que chegam sob expectativas elevadas e outros que chagam como desconhecidos, são vários os nomes que prometem dar que falar nesta edição da Liga NOS.
Andy Roddick: Caso se possa associar o serviço a um jogador de ténis, esse jogador será certamente Andy Roddick. O texano, que tinha também um excelente segundo serviço, curvava todo o seu corpo para cima da bola aplicando na mesma uma potência tremenda. Ás após ás, Roddick baseava o seu jogo, acima de tudo, na potência do seu serviço e nas dificuldades que o mesmo causava aos adversários.
Durante alguns anos o tenista norte-americano foi o autor do serviço mais rápido da história do ténis ao, em 2004, em encontro da Taça Davis frente à Bielorrússia, servir a uns incríveis 249 Km/h. Daí acabou por não resultar um ás, mas um ponto ganho para Roddick. Ainda assim, melhor do que descrever, é recordar o momento.
O adepto mais desatento está desculpado se o nome de BinckBank Tour não lhe trouxer qualquer recordação, é que apenas este ano a prova adoptou esta designação, após anos respondendo por Eneco Tour. Aquele que é conhecido na gíria como o Tour do Benelux – ainda que este ano se tenha ficado apenas por Bélgica e Países Baixos – mudou de patrocinador principal, da Eneco para o BinckBank, e o nome foi atrás.
Num desporto cuja fonte de receita são os patrocínios, esta ideia de nomear a prova com a marca parceira é interessante de analisar, especialmente acontecendo numa corrida do mais importante escalão do ciclismo, o World Tour. Parece, sem dúvidas, uma boa forma de garantir exposição ao patrocinador e, mesmo em Portugal, temos a Volta a Portugal Santander Totta, mas neste caso há o adicional facto de não haver uma identidade da prova, o nome desta é exclusivamente o de quem paga. É verdade que talvez lhe retire alguma capacidade de se afirmar historicamente, mas se esta é a forma encontrada de proporcionar um bom desafio aos ciclistas e um espetáculo aos adeptos, não há forma de sermos contra.
Desportivamente, este é um oásis para os classicómanos no meio do verão, tradicionalmente mais dedicado às provas mais montanhosas. Durante uma semana, somos transportados de volta para o cenário das clássicas de início de época – até pelo rigoroso clima do norte europeu – e vemos nomes como Peter Sagan, Philipe Gilbert e Greg van Avermaet de volta aos desafios das colinas, das estradas estreitas e do paralelo no lugar do asfalto. É claro que animação não falta e esta é uma prova que dá gosto acompanhar.
Por uma semana, os ciclistas voltaram ao cenário das clássicas Fonte: BinckBank Tour
Este ano, Peter Sagan foi a estrela principal e ainda que um furo na altura errada o tenha arredado da luta pela vitória final foi dos que mais deu à corrida a par de Tim Wellens cuja combatividade não lhe permite pedalar sem desferir inúmeros ataques. O vencedor final foi Tom Dumoulin, tendo o homem que ganhou o Giro em maio voltado a demonstrar a sua classe e polivalência. E até houve espaço para polémica quando Lars Boom venceu a 5ª etapa e celebrou com um manguito para a própria equipa, por esta o ter deixado de fora da seleção para a Vuelta a España.
Foi, mais uma vez, bonito de se ver e os fans de ciclismo de todo o mundo puderam desfrutar de sete etapas recheadas do que de bom a modalidade tem para oferecer. E quanto ao nome, que, como diria Fernando Pessoa, “primeiro estranha-se, depois entranha-se”, dá-se agora uma associação positiva, ao pensar em BinckBank, pensa-se em espetáculo. O financiador sai satisfeito e o ciclismo continua saudável de contas, que mais se poderia querer? Ora aí está, marketing bem feito.
Cheguei em Portugal há pouco mais de uma semana. Vim passar dois meses no país com a intenção de visitar a minha namorada e é claro como um bom amante do futebol, aproveitar a oportunidade de conhecer mais o esporte na Europa e em especial em Portugal. Minha morada é no Porto. Planejei essas férias para coincidirem com o calendário do futebol local, afinal que graça teria eu estar em Portugal sem que houvesse campeonato em disputa!? Nesse momento faço uma ressalva e digo que a minha namorada sabe disso e compreendeu. Pelo menos eu creio nisso.
Pisei em solo português justamente no dia do primeiro jogo do campeonato. Desde o Brasil eu já havia programado alguns jogos para ir e o primeiro jogo que assisti foi da equipe de maior torcida da cidade do Porto, o Futebol Clube do Porto. Porto e Estoril se enfrentaram no Dragão apenas três dias após a minha chegada.
Fui cedo para o jogo, cerca de três horas antes de começar a partida. Geralmente sempre chego muito cedo aos jogos, gosto de presenciar, gravar e conversar com os torcedores que vão chegando. Se tratando do meu primeiro jogo na Europa aí que eu teria que chegar cedo mesmo. Peguei o metro no centro da cidade do Porto e desci na “Estação Estádio do Dragão”. Ao subir as escadas rolantes me deparei com o majestoso estádio crescendo em meus olhos. O Dragão é lindo.
Visita ao Dragão foi marcante
Com todos os ingressos vendidos antecipadamente a estreia do Porto no Campeonato Português se fazia muito esperada entre os adeptos. Presenciei muitos turistas com a camisa do Porto e animados em terem a oportunidade de irem ao jogo. Claro eu era um deles. Entretanto, não fui como adepto e sim como um apaixonado por futebol. Profissionalmente tentei extrair questões que envolvem o jogo que vão além da visão de um adepto.
Após algumas conversas com os adeptos resolvi que era o grande momento de entrar no estádio e me dirigir à cabine de imprensa do Dragão. Os portões se abriram uma hora e meia antes da bola rolar. A cada minuto que se passava a minha ansiedade aumentava e pensava a todo o momento, “É o meu primeiro jogo na Europa.” Parece banal, mas quem mora na América do Sul e ama o futebol sabe o que isso significa. Ainda mais se tratando de acompanhar um jogo do Porto que possui uma rica história e disputa anualmente as fases principais da UCL.
Quando os times entraram em campo, os bandeirões – proibidos em vários estádios no Brasil – foram erguidos. Os adeptos Portistas cantavam seus cânticos sem cessar. Os adeptos do Estoril – em menor número evidentemente – também estavam presentes para apoiar a sua equipe. O resultado final foi quatro a zero para os donos da casa. Mas para mim o resultado não importou. Nesse jogo não fui para analisar a partida e sim para me certificar do quanto eu sou apaixonado por esse esporte e do quanto o futebol é importante em uma sociedade.
Numa altura em que o mercado aproxima-se do final, parece cada vez mais claro que Rui Vitóia vai contar com um ataque cheio de qualidade e soluções. Com 4 homens na frente do terreno, o mister pode optar por fazer imensas duplas de ataque todas com características diferentes umas para as outras.
Com Jonas “obrigado” a estar no 11 por ser o melhor jogador a ligar o meio campo com o ataque, o Benfica dispõe de mais 3 unidades com faro para a finalização:
– Seferovic, o reforço de verão que chegou a custo 0 mas já mostrou que vale bastante mais que esse preço. Muita calma na hora de decidir o momento do remate o suíço parece estar a convencer Rui Vitória e a conquistar o espaço que até ao momento pertencia a Mitroglou e Jimenez. O novo camisola 14 traz consigo algumas mais valias em comparação com o camisola 11. Este mostra-se ser mais móvel com a possibilidade de auxiliar as outras posições enquanto que o grego tem características que limitam-no ao papel de finalizador.
Terá Mitro perdido o lugar para Seferovic Fonte: Metro.uk
– Mitroglou é um jogador que tenho um especial carinho porque dá-me uma satisfação imensa ver o jogador frio a transbordar-se em emoções quando marcar de águia ao peito. Pé esquerdo com mira acertada e bom jogo de cabeça mostrou até ao momento ser um jogador que cumpre com as exigências do clube. Precisava agora de lutar ainda mais por um lugar no 11 encarnado.
– Jiménez tem sido um dos jogadores mais fundamentais nos momentos de decisão das temporadas. Na época passada marcou em duelos com os grandes, abriu o marcador da vitória no Jamor e este ano marcou o terceiro e mais importante golo da super-Taça. Na época passada esteve em grande ao ser importante nas horas difíceis e foi assim que na reta final ganhou o lugar a Mitroglou. Esta época, tal como para os restantes 2 já falados, o trabalho vai ser árduo e a concorrência de luxo para atacar o 37.
Não podemos esquecer um quinto avançado e jovem da formação: José Gomes. O menino que se estreou na temporada passada numa partida frente ao Arouca vai continuar às ordens da equipa B continuando assim o trabalho de formação no Seixal. Vitória tem muito por onde escolher e não se pode queixar de falta de qualidade individual e coletiva na frente de ataque do Sport Lisboa e Benfica.
O SummerSlam celebra 30 anos e é, para muitos, considerado a Wrestlemania do Verão. É neste evento que as grandes rivalidades planeadas para esta altura têm lugar e grandes nomes se defrontam. Para homenagear a história do evento, apresentamos os 10 momentos mais marcantes dos últimos anos.
Início da Authority (SummerSlam 2013)
Fonte: WWE
Numa era em que a WWE parecia demasiado “neutra” e cheia de storylines bastante básicas e aborrecidas, Triple H decidiu dizer chega e instituiu um clima de opressão no Raw e Smackdown. Tudo isto começou após o combate de Daniel Bryan e John Cena, no qual o American Dragon se tornou campeão da WWE. Enquanto Triple H, árbitro do combate, declarava o vencedor, aplicou um Pedigree em Bryan e chamou o Mr. Money in the Bank Randy Orton, que fez o cash-in com sucesso.
Isto iniciou uma brilhante história entre Bryan e a Authority, que culminou com a conquista de Daniel Bryan na Wrestlemania 30.
O Estádio de Alvalade recebia na noite desta terça-feira o encontro referente à 1.ª mão do Play-Off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões: o Sporting tentava aproveitar o “fator casa” para construir um resultado positivo frente ao Steaua, de modo a poder viajar confortavelmente até a Bucareste na próxima semana.
Relativamente aos onzes iniciais, Jorge Jesus apenas trocou Fábio Coentrão por Jonathan Silva, que foi titular na última jornada frente ao Vitória de Setúbal. Do lado visitante, Nicolae Dica fez bastantes alterações em relação ao último jogo (empate 1-1 frente ao Astra Giurgiu para o campeonato), e apenas manteve de início Florin Nita, Ovidiu Popescu e Filipe Teixeira, o único português da formação romena.
Perante uma boa moldura humana, o jogo começou a um bom ritmo e com o Sporting a querer desde logo assumir o controlo, perante um Steaua que ia certamente passar os 90’ bastante recuado no terreno e a tentar aproveitar as recuperações de bola a meio-campo para lançar contra-ataques rápidos e perigosos para a defesa leonina. O primeiro remate do encontro pertenceu a Daniel Podence aos 5’, mas passou longe da baliza de Nita. Pouco tempo depois, foi Bas Dost que podia ter feito o 1-0, num lance de insistência, mas a bola não levou o destino desejado. Os primeiros 15 minutos do encontro foram de total domínio do Sporting, embora o golo não tenha aparecido. O primeiro remate dos romenos surgiu aos 22’ por Alibec, contudo Rui Patrício defendeu bem. Na resposta, Acuña enviou a bola ao poste da baliza do Steaua. Os romenos voltaram a ameaçar a baliza de Rui Patrício aos 28’ pelo seu capitão, mas o guardião português voltou a resolver bem a ofensiva adversária. Aos 34’, Acuña teve um livre direto frontal à baliza para inaugurar o marcador, mas a bola embateu na barreira e não causou grande perigo ao guarda-redes do Steaua. Os últimos minutos da 1.ª parte não trouxeram nada de importante a registar, e o intervalo chegou com um nulo no marcador.
O jogo chegou ao intervalo empatado 0-0, mas com o Sporting por cima no encontro Fonte: EPA
A 2.ª parte começou sem alterações táticas nos dois lados. A entrada do Sporting nos segundos 45 minutos não foi tão forte como se observou na 1.ª parte, o que foi benéfico para o Steaua, que assim aproveitou para estabilizar o seu jogo e até podia ter feito o primeiro golo da partida aos 56’ por Filipe Teixeira, após um livre batido para a área leonina. Seydou Doumbia entrou para o lugar de Daniel Podence aos 60’, com o objetivo de auxiliar Bas Dost na tentativa de quebrar a resistência defensiva romena. Na sequência de um pontapé de canto, aos 61’, Jérémy Mathieu cabeceou ao lado da baliza de Florin Nita. Nesta altura do encontro, o Sporting voltou a estar por cima do Steaua, contudo o marcador mantinha-se inalterado, o que fazia aumentar a impaciência dos adeptos sportinguistas. O Steaua ia aproveitando as desconcentrações ofensivas do Sporting para tentar visar a baliza de Rui Patrício, e aos 76’ podia ter gelado as bancadas de Alvalade, mas o remate fez a bola passar ao lado do poste. Na resposta, Bruno Fernandes obrigou o guardião romeno a aplicar-se para manter o 0-0. A 5 minutos do fim, Jorge Jesus colocou em campo Iuri Medeiros, com vista a ter mais elementos na frente de ataque do Sporting. Bruno Fernandes voltou a querer fazer o 1-0, embora o seu remate tenha saído bastante ao lado. Os Leões tentaram o tudo por tudo no tempo de compensação, mas sem o efeito desejado. O árbitro alemão apitaria para o final, e 0-0 foi o resultado final, que castiga a falta de assertividade da frente de ataque leonina e premeia os romenos, que assim levam a discussão da eliminatória para Bucareste.
O futebol está recheado de momentos que, seguramente, nunca abandonarão a memória do mais aficionado dos adeptos. A Liga dos Campeões, em particular, tem sido palco de diversas batalhas com contornos épicos sendo que, provavelmente, aquela que todos recordarão melhor (por ser a mais recente) é a da final que opôs o AC Milan ao Liverpool FC, em 2005, com vitória dos britânicos após a marcação de grandes penalidades.
Contudo, há um outro jogo que fica para a história por diversas razões: pelo estádio em que foi disputado, pelo árbitro que dirigiu o encontro, pelas qualidade dos futebolistas que pisaram o relvado e, acima de tudo, pela incerteza no resultado e pela verdadeira loucura dos adeptos nas bancadas. Foi em 1999, no mítico Camp Nou, que Pierluigi Collina dirigiu uma final relativamente à qual acabaria por descrever o ruído dos adeptos no fim do encontro como “o rugido de um leão”. Frente a frente, duas das melhores equipas do mundo, Manchester United FC e FC Bayern Munchen, comandadas por dois grandes treinadores (Sir Alex Ferguson e Ottmar Hitzfeld, respetivamente).
Os onzes iniciais eram verdadeiros desfiles de estrelas. O Manchester United FC apresentou-se em campo com Peter Schmeichel na baliza, uma defesa a quatro composta por Gary Neville, Ronny Johnsen, Jaap Stam e Denis Irwin, um meio-campo composto por Nicky Butt, David Beckham, Jesper Blomqvist e Ryan Giggs, e a frente de ataque entregue à temível dupla formada por Andy Cole e Dwight Yorke. Na equipa britânica destacavam-se as ausências, por castigo, de duas peças influentes no meio-campo: Roy Keane e Paul Scholes. Já o FC Bayern Munchen entrou em campo com Oliver Khan na baliza, Lothar Matthaus como líbero, Markus Babbel, Samuel Kuffour, Thomas Linke e Michael Tarnat na linha defensiva, Jens Jeremies e Stefan Effenberg no meio-campo, e uma frente de ataque entregue ao trio formado por Mario Basler, Alexander Zickler e Carsten Jancker. Também a equipa alemã partia para a final com duas ausências, nesse caso por lesão, do avançado brasileiro Élber e do lateral esquerdo francês Bixente Lizarazu.
Início do jogo e, logo aos seis minutos, num livre apontado junto à área, do lado esquerdo, Mario Basler colocou a formação alemã em vantagem. Após um madrugador balde de água fria para os britânicos, o Manchester United FC começou a mandar no jogo mas, pese embora o esforço de David Beckham (a alinhar numa posição central), faltou sempre criatividade à equipa, que se ressentiu significativamente da ausência de Paul Scholes. Beckham foi sempre bem marcado por Jeremies e a linha defensiva do Bayern foi também sempre competente nas suas funções, anulando quase por completo Andy Cole. Assim, acabaria por ser Ryan Giggs, colocado a jogar na ala direita (contrariamente ao esperado), a causar alguns dos principais desequilíbrios face às dificuldades sempre sentidas por Michael Tarnat. Contudo, o FC Bayern Munchen era cada vez mais perigoso no contra-ataque e Carsten Jancker ia colocando a defesa do Manchester United FC em constante sobressalto.
Festejo efusivo após o golo da vitória apontado por Solskjaer Fonte: Manchester United FC
Na segunda parte os alemães regressaram mais fortes e com maior controlo sobre o jogo. Percebendo que a sua equipa necessitava de mais poder de fogo na frente de ataque, Sir Alex Ferguson chamou a jogo Teddy Sheringham para o lugar de Jesper Blomqvist. Porém, foi o Bayern que, por intermédio de Mehmet Scholl (entrado para o lugar de Zickler), mais perto esteve do golo: chapéu (quase) perfeito ao gigante Peter Schmeichel, que apenas parou no poste direito da baliza do Manchester United FC. Sir Alex Ferguson chamava então a jogo, para os 10 minutos finais, Ole Gunnar Solskjaer (para o lugar de Andy Cole) mas, mais uma vez, foi o Bayern que esteve próximo de sentenciar o jogo: após alguns ressaltos na área, Jancker fez um pontapé acrobático que esbarraria na barra da baliza à guarda de Schmeichel.
Nervos à flor da pele em Camp Nou até que, aos 91 minutos de jogo, Teddy Sheringham fez o golo do empate após desviar à boca da baliza uma bola rematada por Ryan Giggs. O Manchester United FC estava então por cima do encontro e, enquanto os adeptos ainda festejavam o golo do empate, o impensável aconteceu: aos 93 minutos, novo canto para a formação britânica apontado por David Beckham, Sheringham “penteia” a bola na grande área e, já na pequena área, Solskjaer desvia a bola para o fundo da baliza à guarda de Oliver Kahn. Festejos efusivos de Peter Schmeichel, loucura nas bancadas de Camp Nou, uma final feita de história e para a história!
Contraste entre a euforia dos britânicos e o desânimo dos jogadores do FC Bayern Munchen Fonte: FC Bayern Munique
A partir desse dia o futebol nunca mais seria o mesmo. A ideia de que o jogo apenas termina quando o árbitro apita foi exponenciado ao máximo e, atualmente, a reviravolta épica protagonizada pelo Manchester United FC de Sir Alex Ferguson é frequentemente apontada como exemplo ilustrativo dessa popular expressão. Porém, melhor do que recordar por palavras é assistir às imagens arrepiantes de um daqueles encontros que, mesmo para quem não gosta de futebol, fazem deste um desporto mágico.
Estávamos ainda a meio de maio quando o Sporting Clube de Portugal anunciou um reforço para o lado direito do seu setor defensivo. Ezequiel Schelotto e Ricardo Esgaio, que estavam no plantel, viam chegar Cristiano Piccini para concorrer pela titularidade.
Piccini não era um jogador muito conhecido no nosso campeonato, pois vinha dos espanhóis do Betis de Sevilha, onde tinha feito o último jogo em abril. Contudo, tendo em conta os problemas graves e recorrentes que o Sporting teve com os laterais em 2016/17, crescia a expetativa por ver o que Piccini poderia dar à equipa. E os primeiros sinais foram positivos. Piccini foi um dos jogadores que mostrou trabalhar bastante durante o período de férias, disposto a apresentar-se num ritmo elevado no início da pré-época. E assim foi. Piccini foi um dos jogadores muito utilizados durante a fase de preparação. Em primeiro lugar, porque não tinha concorrência à altura. Ricardo Esgaio foi para Braga, Schelotto foi dispensado, André Geraldes e Mama Baldé nunca fizeram sequer cócegas ao italiano. Em segundo lugar, porque Piccini sempre mostrou uma vontade e disponibilidade enormes para se mostrar a Jesus.
Contudo, Piccini viu ser-lhe logo colado, injustamente, o papel de patinho feio da equipa. Piccini não esteve isento de culpas, mas até Coates e Mathieu estiveram muito periclitantes na pré-temporada. O guarda redes, Azbe Jug, teve desempenhos miseráveis, e tudo isto ajudou a que fosse colocado o tal rótulo em Piccini, que ainda estava a adaptar-se também aos novos companheiros e à exigentes tarefas pedidas pelo treinador. Com o início dos jogos mais a sério, viu-se outro Piccini. E aqui englobo os dois jogos de campeonato já disputados e também os encontros de preparação disputados em Alvalade, frente a Mónaco e Fiorentina.
Piccini tem feito muitos minutos desde julho na equipa do Sporting Fonte: Sporting CP
As comparações com os seus antecessores são inevitáveis e aí Piccini ganha aos pontos. Schelotto tinha como ponto forte a sua disponibilidade física, que lhe permitia colmatar as falhas que ia tendo. Ora, Piccini tem também essa característica, acrescentando os upgrades de ter maior capacidade técnica e defender melhor que o ítalo-argentino dispensado por Jorge Jesus. É um jogador que trata melhor a bola, sem ser brilhante. Contudo, tem mais noção dos seus pontos fortes e fracos, algo que faltava também a Schelotto. Piccini sabe que não é nenhum Daniel Alves ou Carvajal, ou sequer um Cédric Soares, para falar de um jogador que já passou pela lateral direita leonina. Porém, sabe proteger-se disso mesmo, não arriscando demasiado, nem que para isso seja preciso jogar feio.
O que se pede, em primeiro lugar, a um defesa é segurança. E nesse ponto estamos melhor servidos que nas últimas temporadas. Piccini parece-me melhor que Schelotto, Esgaio ou João Pereira. Aventura-se pouco no ataque e o cruzamento não é, claramente, um dos seus pontos mais fortes. Contudo, vai estando mais afoito a nível ofensivo à medida que os jogos vão decorrendo e isso é positivo. É sinal que se está a adaptar cada vez mais rápido às rotinas pedidas pela equipa técnica e que está a ganhar confiança.
A chegada de Stefan Ristovski pode ser também positiva para o italiano. Significa concorrência mas ambos os jogadores podem crescer juntos. A concorrência pode ser bastante saudável e Piccini não ia fazer todos os jogos da época, com toda a certeza. Também não conhecemos bem Ristovski e a forma como se vai adaptar ao futebol português. Contudo, penso que os sportinguistas podem estar contentes com Piccini. Penso que o italiano pode ser uma pedra importane na estruturação de sucessos futuros para os leões.
Foto de Capa: Facebook oficial de Cristiano Piccini
Portugal defrontou esta tarde o Brasil na última jornada da fase de grupos do 7º Campeonato Mundial de Sub-19 Masculinos. A seleção nacional já se encontrava qualificada para os oitavos de final da competição, o que explicará alguma displicência em algumas fases da partida.
O jogo foi marcado pela incerteza do marcador e, consequentemente, pela alternância na liderança da partida até aos instantes finais. O primeiro golo da partida foi marcado por Oleksandr Nekrushets, lateral-esquerdo do ABC, mas foram os brasileiros a colocarem-se em vantagem pela primeira vez (2-1). Como tem acontecido ultimamente, a resposta portuguesa não tardou e os jovens lusos deram a voltar ao marcador e chegaram a ter uma vantagem de três golos por volta dos 14 minutos de jogo (5-8), quando o central do SL Benfica, Francisco Pereira, marcou o seu quarto golo da partida.
Os brasileiros chegaram ao empate (10-10) quando faltava pouco mais de dez minutos para o final da primeira parte, através de um golo de Allefer Bellan, ponta direito do ACEU UNIVALI ITAJAI. Nos últimos dez minutos a seleção brasileira conseguiu um parcial de 4-2 e saiu para o intervalo a vencer 14-12.
Hoje foi dada a oportunidade a jogadores com menos tempo de jogo, como por exemplo Valter Soares, pivot do SL Benfica Fonte: Handballgeo2017
No início da segunda parte os lusos conseguiram novamente alcançar a liderança (14-15) e o jogo continuou com empates constantes, mas com algum pendor para o lado brasileiro. Quando faltam apenas 35 segundos para o final da partida Portugal empatava 26-26, não conseguindo impedir o golo brasileiro nem voltar a empatar, sendo o resultado final 27-26.
Esta derrota não deve abalar a confiança da equipa, já que foi apenas um jogo menos conseguido e com menos caráter do que aquele a que estamos habituados, devido, talvez ao facto, que o apuramento para os oitavos-de-final já estava confirmado.
Francisco Pereira e Diogo Silva, do SL Benfica e do ISMAI, respetivamente, foram os melhores marcadores da Seleção com cinco golos cada.
Portugal faz parte dos 16 finalistas da competição e vai defrontar a Tunísia (2ª classificada do grupo D) na quarta-feira pelas 11 horas.