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Começou a temporada de verão de póquer nos casinos de Espinho e Chaves

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O verão é uma época do ano que torna-se perfeita a prática de desportos como surf, futebol, ténis e outros disputados sob a luz do sol. Só que há outros desportos que também são muito praticados durante essa parte do calendário ensolarado, e o póquer inclui-se muito bem nisso.

E um dos principais eventos de póquer em terra lusitana já está a acontecer. Arrancou no dia 10 de julho a Four Seasons Solverde Poker Verão, que vai até o dia 29 de setembro.

Como já é tradição nos eventos que envolvem o Four Seasons Solverde, a disputa acontece nos casinos de Espinho e Chaves. Lugares do qual a cultura do casino já está inserida em que são faladas a verdadeira linguagem predominante nos casinos, mas que reserva um espaço ao póquer todos os meses.

Nos dois lugares, as programações são parecidas ao decorrer dos eventos, mas há pequenas diferenças. Em Espinho, o destaque é a semana 50/50 Poker Week, que correrá entre os dias 31 de agosto a 6 de setembro. Apenas nas sextas-feiras e domingos que o casino não sediará etapas do Four Seasons Solverde, assim esse evento ocupará grande parte do calendário desse desporto em Espinho pelos próximos meses.

Já em Chaves, no Hotel Casino da cidade, o auge acontecerá entre os dias 6 a 7 de setembro, com a Special Event. Nos dois casinos, as grandes finais estão programadas para o fim de setembro.

Aos que querem disputar as etapas, as portas seguem abertas, mas as inscrições são limitadas. Os dias de mais acção até setembro será nas quintas, em que o buy in será de €35, com oito mil fichas. Nos outros dias da semana, o buy in geralmente é de €20 com cinco mil fichas disponíveis.

As etapas em Chaves e Espinho não são as únicas que arrancaram no calendário de verão da Four Seasons Solverde neste mês. Na primeira semana de julho, iniciou-se uma nova etapa no Algarve. No sul do país, as partidas de póquer estão a acontecer em três casinos algarvios, em Villamoura, Monte Gordo e Algarve, até setembro.

Essas etapas, espalhadas ao longo do ano, é algo que dá sentido ao Solverde. Em março, o jogador Humberto Viegas venceu o Four Seasons Inverno, em Espinho, e para ganhar o título teve que derrotar Zacarias Mateus, Paulo Duarte e Aureliano na decisão. Já entre abril, maio e junho, foi disputado o Four Seasons Primavera, também nos casinos de Villamoura, Monte Gordo e Algarve.

O Four Seasons Solverde é algo que está enraizado no calendário desse desporto há muito tempo em Portugal. Iniciou-se pela primeira vez em 2006, sob idealização do famoso jogador português João Nunes e está a ganhar cada vez mais adeptos e participantes nas etapas.

“Jogar o Four Seasons tem sido um objectivo de muitos jogadores portugueses, e acredito que essa relevância só vai aumentar. Os prêmios e o prestígio também”, diz o jogador lusitano Abel Costa.

Importante no póquer português, o Four Seasons Solverde é uma porta de entrada para muitos jogadores nacionais que querem brilhar em outros países. Com eventos o ano todo a tomar os casinos praticamente todos os meses, se você gostar desse desporto e estiver em Espinho e Chaves vale a pena visitar os casinos e acompanhar de perto toda acção desse desporto.

Foto de Capa: Casino Espinho

Vaná Alves no FC Porto: Uma Boa Aposta?

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fc porto cabeçalho

Chegou ao fim a inércia do FC Porto no mercado de transferências mas, surpreendentemente, após ter sido anunciada a continuidade de Iker Casillas no clube o primeiro escolhido para reforçar o plantel dos azuis e brancos para a temporada 2017/18 foi…um guarda-redes! Vaná, ex-CD Feirense, aos 26anos de idade assinou um contrato válido por quatro épocas com o FC Porto, não sendo ainda conhecidos os valores envolvidos na transferência, e irá disputar com Casillas a vaga para defender a baliza dos azuis e brancos.

Se por um lado esta contratação surge como um pontapé na inércia, por outro lado muitos têm questionado a lógica de juntar, num mesmo plantel, Iker Casillas (que parece, claramente, a primeira opção para o lugar de guarda-redes), José Sá e Vaná. Do brasileiro aquilo que se sabe é que realizou um excelente temporada 2016/17, que é ainda relativamente jovem para a posição que ocupa, e que tem alguns predicados importantes: posiciona-se bem na baliza, é extremamente ágil, faz bem a “mancha” e consegue ser eficaz não só entre postes mas também nas saídas aos cruzamentos, aspeto no qual parece até mais competente do que Casillas. Porém, Vaná nunca teve qualquer experiência a um nível competitivo tão elevado e, como tal, é sempre incerta a forma como irá conseguir lidar com a pressão de defender a baliza de um clube dito “grande”.

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Vaná é o primeiro reforço dos dragões
Fonte: Feirense

O que parece estar errado nesta transferência é o momento na qual esta ocorre, isto é, numa fase em que a baliza do FC Porto parece estar (bem) entregue. Porém, é também o momento que parece justificar que esta contratação se realize agora e não apenas na próxima temporada futebolística. São conhecidas as dificuldades que o FC Porto atravessa para conseguir cumprir com o fair play financeiro imposto pela UEFA e, assim sendo, é também sabido que os azuis e brancos dificilmente conseguem, atualmente, competir com outros emblemas do mesmo nível desportivo para a contratação de futebolistas.

Assim sendo, numa fase em que a concorrência por Vaná não era ainda muito apertada, este parece ter sido o momento certo para avançar para a sua contratação, já que na próxima temporada, ou até mesmo no mercado de inverno, tal poderia revelar-se mais difícil.

Evidentemente não é positivo para um guarda-redes (ou para qualquer outro futebolista) estar sem competir em jogos oficiais durante um ano, mas essa circunstância também lhe permite ir-se adaptando gradualmente aos meandros de um clube de maior dimensão. Ainda assim, não se exclui a hipótese de se proceder ao empréstimo de Vaná a um clube de dimensão similar (ou ligeiramente inferior) à do FC Porto, como forma de o guarda-redes brasileiro ir competindo a um nível mais exigente, comprovar os predicados que exibiu ao longo da temporada passada, e voltar à Invicta com mais experiência e capacidade para agarrar o lugar na baliza dos azuis e brancos.

Qualquer que seja a opção tomada pela Direção e pelo treinador do FC Porto, esta não foi uma contratação unanimemente compreendida pelos adeptos do clube. Ainda assim não parece descabida e, caso se concretize a hipótese do empréstimo do guardião brasileiro a um clube (e campeonato) que lhe permita somar minutos de jogo num contexto em que o estímulo seja mais elevado do que aquele a que este foi submetido em Santa Maria da Feira, a contratação de Vaná e o momento em que esta ocorreu parece tratar-se até de uma estratégia inteligente e bem pensada para preparar a substituição de Iker Casillas, no futuro, na baliza do FC Porto.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto  por: Ana Ferreira

Lukaku: os golos estão de volta ao United

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Está encontrado o substituto de Ibrahimović. Lukaku pediu o 9 ao sueco, mesmo sabendo que não precisava da sua permissão, denotando a humildade que lhe é característica. Essa humildade contrasta com o seu “cabedal”. É um portento físico. Uma besta. Um animal de área, que ganha a maioria das bolas que vêm pelo ar. Como ponta de lança puro que é, só mesmo esse número estampado nas costas lhe concede aquela audácia de ser o homem mais avançado no terreno.

Nascido na Antuérpia, a segunda maior cidade da Bélgica, em 1993, o ponta de lança aterra agora em Manchester. Segundo o belga, a proposta de trabalhar com Sir José Mourinho é irrecusável. Faz sentido não é verdade? Afinal, já teve essa experiência, não foi o mais feliz, mas também não era o momento. Tinha acabado de desabrochar e foi logo lançado contra o grande Bayern de Munique, moldado por Jupp Heynckes e orientado por Pep Guardiola. Grande jogo em perspetiva, Mourinho pegava num Chelsea recém campeão da Liga Europa; e o já mencionado Guardiola começava a sua jornada num Bayern campeão europeu em título. O resto já se sabe.

O que não se sabia era a sua continuidade no plantel londrino. Acabou por rodar no WBA, e depois rumou a título definitivo para o Everton. Em Liverpool, foi cabeça de cartaz de uma grande campanha realizada pelos “The Toffees” (7º lugar), ao leme de um nosso bem conhecido, Ronald Koeman. Contabilizou 32 golos em todas as competições numa equipa ofensiva, organizada e bastante competitiva. Não foi apenas na presente janela de transferências que foi referenciado para determinados clubes do topo de futebol europeu, porém, o seu desempenho na época transata elevou não só o número de interessados, como também a parcela monetária que esses mesmos emblemas estavam dispostos a despender no seu passe.

 

Lukaku foi a principal figura do Everton F.C. em 2016/17 Fonte: Mirror
Lukaku foi a principal figura do Everton F.C. em 2016/17
Fonte: Mirror

Mourinho assumiu interesse junto da direção e o negócio concretizou-se. Mas será que foi assim tão simples? O eterno interesse em Cristiano Ronaldo, que se acentuou este Verão depois das tão insistentes “notícias” acerca da sua suposta fuga fiscal em Espanha; a loucura por Kylian Mbappé (não apenas por parte dos Red Devils); as observações em França a Alexandre Lacazette; o alegado “assédio” a Gareth Bale ou Griezmann; e Alvaro Morata, jogador que não é titular em Madrid e que já tem créditos bem firmados. Morata consistiu numa alternativa bastante viável à então vaga deixada por Zlatan Ibrahimović, muito devido ao namoro antigo dos merengues com De Gea… Lukaku, no final de contas, foi o preferido.

Zlatan é único e isso é absolutamente inquestionável. Mas, em termos táticos, julgo que Lukaku, com 24 anos de idade, acrescentará, segundo parâmetros mais objetivos de jogo, naturalmente, mais soluções a José Mourinho. Um 9 com 1.91m de altura, 94kg de peso, e que ao mesmo tempo é tão solto com e sem bola, um tanto rápido, não se acanha quando tem de ultrapassar um oponente e sabe abordar e concluir lances de cruzamento da ala de forma tão eficiente, tem de assentar como uma luva num Manchester United pouco eficaz, tem de ser uma mais valia. E uma mais valia para durar.

Hoje, apareceu pela primeira vez em campo esta pré-época. Reencontra quem o lançou no Chelsea com um penteado novo, e não só. Está diferente, agora é um jogador à séria, não se trata apenas de uma jovem promessa. Daí haver justificação para os cerca de 75 milhões de euros pagos ao Everton, e mais uns tantos dependendo de objetivos.

Mourinho, jogando num sistema 4-2-3-1, dá clara ênfase ao ponta de lança. Fica logo visto que a tarefa de marcar golos lhe cabe a ele. Rashford, na 1ª parte, demonstrou isso mesmo e em grande plano, há que admitir! Mata, na minha solene opinião, é o jogador com melhor visão de jogo, melhor tomada de decisão na equipa que, complementando com a raça de Mkhitaryan, virtuosismo de Jesse Lingard, Martial, Marcus Rashford, e juntando o apurado faro de golo do próprio Lukaku, darão asas, na teoria, a muito “show de bola”. A facilidade da equipa em abrir espaços na frente de ataque, bem como no transporte individual do esférico, seja recorrendo a combinações 1×2, ou triangulações, para zonas próximas e enquadradas com o alvo, fomentam o papel decisivo do ponta de lança, seja como pivot, ou “limitando-se” a encostar a bola para a baliza.

O seu papel será lutar contra os centrais, ganhar bolas provenientes do pontapé de baliza da sua equipa/passes vindos dos centrais (jogo direto) e, falando agora mais no processo final da construção de jogo: o saber que terrenos pisar, em que circunstâncias, e como o deve fazer? Existem poucos técnicos tão minuciosos como o do United para lhe dar as melhores instruções. Mourinho é um pragmático assumido, portanto tais valências serão aproveitadas consoante as então intenções do treinador para determinado momento da partida.

Lukaku escolheu Mourinho, escolheu o Pogba, o Rashford, o Lingard, o Mata, etc,… Olho para esta equipa, para o jogo que fez esta madrugada com o LA Galaxy, e agrada-me muito o que vi. É uma equipa com ideias e recursos diferentes da do ano passado. E tinha de ser assim. Mesmo que não reúna os requisitos para lhe chamarmos de um teste “a sério”, os níveis a que a equipa se apresentou foram bastante positivos e prometem. Estou muito ansioso pelo confronto Real Madrid x Manchester United, completamente imperdível.

Depois de garantir a presença na Liga dos Campeões desta temporada, se era difícil para um jogador rejeitar um clube com tamanha reputação como o Man. United, assim é quase impossível. Quase, porque em 2008 era impossível, exceto para Carlitos Tévez…

Foto de Capa: Youtube

Artigo revisto por: Beatriz Silva

The one and only… Roger Federer

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Cabeçalho modalidadesRoger Federer voltou a fazer das suas. O suíço confirmou as previsões que os elementos da equipa do Bola na Rede arriscaram fazer há duas semanas e, pela oitava vez em 14 ano, destacando-se como o maior vencedor de sempre em Wimbledon, tendo ultrapassado os 7 títulos conquistados por Pete Sampras.

Se muitos previam que essa fosse uma tarefa difícil para o suíço, este tratou de deixar bem claro que é o melhor sob relva.

Do famoso big four, o espanhol Rafael Nadal, decacampeão de Roland Garros, foi o primeiro a cair na relva de Wimbledon nesta edição da prova. Nadal venceu os seus primeiros encontros pelo que nunca se mostrou plenamente confortável na superfície que, tradicionalmente, causa mais problemas ao seu estilo de jogo. Por isso, e por não se ter preparado tanto como a maioria no circuito para este major (por decisão técnica) as expetativas relativas à prestação do maiorquino não eram muito elevadas. Ainda assim, Rafa chegou com alguma tranquilidade aos oitavos de final, ronda em que encontrou um sempre perigoso Gilles Muller que se exibiu a um nível acima daquele que costuma apresentar e, após 4 horas e 47 minutos de puro thriller, levou de vencida o 3º do ranking mundial por 6-3, 6-4, 3-6, 4-6, 15-13.

Fonte: AELTC/Tim Clayton
Fonte: AELTC/Tim Clayton

Andy Murray jogou perante o seu público e fez História mesmo antes de bater a sua primeira pancada na relva do All England Club este ano: foi a primeira vez na Era Open que, na vertente masculina, Wimbledon teve como 1º Cabeça-de-série um líder do ranking ATP britânico. Estavam por isso elevadas as expetativas dos britânicos e muitos achavam que o escocês renovaria o título que conquistou em 2016. Durante a primeira semana (a sempre difícil primeira semana para os principais candidatos à vitória nos Grand Slams) Murray cumpriu a sua obrigação e chegou aos quartos de final com relativa facilidade e, aparentemente, bem a nível físico.

No extremo oposto do quadro surgiu Novak Djokovic, vindo de uma vitória tranquila no torneio de Eastbourne o que permitiu que o sérvio mostrasse mais confiança no seu ténis e conquistasse vitórias fáceis até aos quartos de final.

Ninguém acreditava que esta ronda se revelasse fatal para os dois primeiros cabeças-de-série, mas foi isso mesmo que aconteceu. Andy Murray até entrou bem na partida frente a Sam Querrey vencendo o primeiro set mas Sam Querrey soube manter-se no encontro mesmo depois de estar a perder quer 1-0 quer 2-1 em sets, e fez o suficiente – “ajudado” por um Murray desinspirado – para vencer o quarto e quinto sets por 6-1 deixando gelado o público que assistiu a esta surpresa in loco. Ao mesmo tempo decorria no Court 1 o encontro entre Djokovic e Berdych, encontro esse que teve apenas um set, bem disputado, que terminou com 7/6 para o checo. Na segunda partida, quando já se via no marcador 2-0 para Berdych, Novak Djokovic sentiu que o seu corpo não estava em condições e desistiu do seu compromisso.

GP Grã-Bretanha: Dobradinha enganadora da Mercedes e Ferrari desilude

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Uma semana depois, a partida para a corrida de Silverstone era baseada numa estrutura idêntica: um Mercedes na Pole e os dois Ferrari na segunda e terceira posições. Hamilton fez um tempo canhão na qualificação, sem margem para qualquer dúvida que eventualmente pudesse existir. Raikkonen, que durante a semana levou um puxão de orelhas de Marchionne, alcançou a segunda posição da grelha e Vettel, que se queixou do excesso de tráfego na última chance, acabou por terminar o pódio dos três mais rápidos. Bottas tinha-se qualificado em quarto lugar mas, por ter mudado a caixa de velocidades, sofre uma penalização de cinco lugares.

No começo da corrida de Silverstone, Hamilton partiu bem e nunca chegou, de facto, a ser incomodado. Kimi Raikkonen, sem conseguir acompanhar o ritmo do inglês, rapidamente se isolou, ao passo que Vettel era surpreendido por Verstappen, fruto novamente de uma má partida. Alonso e Ricciardo partiram das últimas posições e faziam uma corrida de trás para a frente. Em relação aos pneus, Bottas era o único dos dez mais rápidos que começara a corrida com pneus soft, ao contrário da maioria que tinha montados pneus super soft.

A primeira e única intervenção do safety-car foi para remover o Toro Rosso de Sainz da pista, após colisão com Kvyat.

Nunca os pneus tiveram tanto impacto numa corrida como na de hoje. As equipas equacionaram realizar duas paragens na box, mas o risco é algo que pode trazer frutos ou dissabores. Hamilton e Raikkonen tinham as suas corridas controladas e isoladas, enquanto Vettel perdia tempo atrás de Verstappen na luta pela terceira posição. Após duelo intenso entre ambos, Vettel era o primeiro dos da frente a realizar a paragem na box, decorria a volta 20.
Entretanto, Bottas já era quinto classificado, ele que partira da nona posição. Na volta seguinte, parou Verstappen, e o Ferrari de Vettel conseguia desta forma ultrapassar o Red Bull do holandês.

Rapidamente os quatro pilotos da frente se “encaixaram entre eles”, com Mercedes, Ferrari, Ferrari e Mercedes. A diferença é que os Mercedes tinham feito as paragens na box bastante mais tarde, logo, era de esperar que ambos tivessem com andamento e ritmo superior na ponta final da corrida.

Bottas foi o último a parar na box, ao montar os pneus super soft, e esperava-se uma luta com Vettel pela terceira posição. Após uma primeira tentativa do finlandês, rapidamente se constatou que o alemão iria tentar agarrar a todo o custo a última posição do pódio. Tal não aconteceu e Vettel já tinha avisado a equipa que já não tinha aderência nos pneus da frente e ainda faltavam mais de dez voltas para o final.

Lewis Hamilton era líder isolado, Raikkonen estava descansado na segunda posição e, ainda que Bottas voasse com os pneus frescos, mas era humanamente impossível o finlandês da Mercedes alcançá-lo. Vettel era quarto e, com a degradação dos pneus que tinha, minimizava, assim, as perdas face ao campeonato. Verstappen em quinto lugar, comunicava igualmente à equipa que possuía o mesmo problema da Ferrari.

Fonte: Fórmula 1
O momento da corrida: Raikkonen com um furo a duas voltas do fim
Fonte: Fórmula 1

O momento chave de uma corrida sem história foi, objectivamente, a duas voltas do final. Raikkonen viu-se obrigado a ir às boxes, o pneu dianteiro esquerdo estava furado e a corrida estava completamente estragada. No meio do azar, o finlandês conseguia sair da box no quarto lugar e Vettel subia à terceira posição. O pior para a Scuderia Ferrari ainda estava para vir, decorria a última volta da corrida, quando Sebastian Vettel também teve um furo no mesmo pneu que o seu colega de equipa tinha tido. O desespero dos homens de Maranello era incrível e o alemão saiu da box e terminou a corrida no sétimo lugar.

Destaque para a Red Bull, Max terminou no quarto lugar e Ricciardo fez uma corrida inacreditavelmente fantástica, ao terminar no quinto lugar, depois de ter partido da penúltima posição da grelha. A fechar os pontos, ponto positivo para os Force India, para Hulkenberg, da Renault, e Massa, num Williams.

O destaque pela negativa vai para Palmer que nem chegou a partir, e para Kvyat, que protagonizou mais um momento infantil, estragando a corrida aos colegas de profissão, neste caso a Sainz, logo na primeira volta. Alonso acabou por ser o último desistente, com problemas na unidade motriz.

A Mercedes acaba por ser a sortuda deste Grande Prémio, ao alcançar a dobradinha. É verdade que Hamilton liderou de fio a pavio, é, incontestavelmente, um grande vencedor, mas Bottas acabou por ser quem mais lucrou com a estratégia e falhas da Ferrari.

No que a Mercedes conseguiu ter sorte na Áustria, a Ferrari hoje provou do próprio veneno. No entanto, é notório que a Mercedes tem um maior desempenho e ritmo com qualquer tipo de pneus do que a Ferrari.

Hamilton vence, sem espinhas, numa corrida onde a Ferrari falhou totalmente na estratégia, parecendo uma equipa estreante e que, ainda assim, conseguiu ter sorte no meio do azar e a Mercedes acaba por festejar uma dobradinha enganadora.

Estando precisamente a meio de um campeonato que cada vez é mais renhido, Vettel lidera com um ponto de vantagem sobre Hamilton e Bottas encontra-se a menos de uma vitória do líder.

O próximo Grande Prémio é de 28 a 30 de Julho, na Hungria.

Foto de Capa: Fórmula 1

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Uma nova política

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Neste Verão, o Sport Lisboa e Benfica tem-se mostrado bastante activo no mercado de transferências. Ao todo, foram contratados 6 jogadores que já estão a trabalhar sob as ordens de Rui Vitória.

Haris Seferovic e Filip Krovinovic foram de longe, as aquisições mais sonantes até ao momento. O médio croata foi uma das figuras de porá de um Rio Ave FC que se destacava pelo seu futebol de nota artística elevada. O avançado suíço vem da muito competitiva Bundesliga, tendo também experiência no futebol espanhol e italiano, embora os seus registos a nível de golos não sejam propriamente atractivos (situação que não me preocupa).

Destaque também para o regresso de Bruno Varela, que após uma época no Vitória FC em que mostrou as suas qualidades, regressou ao clube que o formou a troco de 100 mil euros. As restantes foram as aquisições de Martin Chrien, Chris Willock e Cristian Arango, três jovens com potencial, mas cuja presença na equipa principal na nova época não é certa.

No entanto, ao analisar os jogadores contratados, verificamos que todos eles têm poucas ou nenhumas possibilidades de serem titulares no Benfica de forma imediata, ao contrário do que se tem verificado no Sporting CP com as contratações de Mathieu, Fábio Coentrão e Doumbia.

Ederson foi resgatado ao Rio Ave FC há dois anos Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Ederson foi resgatado ao Rio Ave FC há dois anos
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Dadas as circunstâncias, eu creio que neste mercado tem havido a afirmação de um novo critério de contratações do clube encarnado, um critério assente na contratação de jovens jogadores para preparar o futuro. Um critério que começou a ser aplicado nos últimos dois anos, mas vamos por partes.

Nos seis anos de Jorge Jesus no comando técnico do Benfica, o clube sempre fez fortes ataques ao mercado, gastando milhões em jogadores de relevo. Nesse período, o Benfica recolocou-se na rota dos títulos e destacou-se também pela potencialização e valorização de vários jogadores que deram o salto para outros patamares competitivos.

Ora, em 2015, com a substituição de Jorge Jesus por Rui Vitória, a afirmação da nossa academia como uma das melhores do mundo, e uma relação com o BES cada vez menos saudável, apostou-se em algo que ficou apelidado de “mudança de paradigma”. Na minha opinião pessoal, não houve mudança de paradigma nenhuma, porque para mim, o paradigma do Benfica é só um: ganhar!

Foto de Capa: SL Benfica

“A maldição Herrera”

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Nunca fui supersticioso! Nunca acreditei em qualquer tipo de “forças do oculto” e custa-me aceitar quem acredite em tal coisa. No entanto, existe uma espécie de maldição no Dragão que eu levo muito a sério e que assombra o FC Porto desde a época de 2013/2014. Muitas são as teorias aceitáveis para explicar esta recente seca de títulos dos azuis e brancos e esta é só mais uma teoria, neste caso a minha, em que o protagonista é o médio-centro portista, Héctor Herrera. Herrera chega ao FC Porto há 4 épocas, o FC Porto não é campeão há 4 épocas. Coincidência? Talvez. Mas vamos começar pelo princípio para tentar descobrir mais sobre o feitiço.

Na época de 2013/2014, chega ao dragão um médio-centro mexicano, já com estatuto de craque no seu país, com a árdua tarefa de fazer os adeptos portistas esquecerem-se do seu principal maestro do meio-campo, João Moutinho. Considerada uma das maiores transferências do futebol mexicano, Héctor Herrera chega ao Dragão por uns consideráveis 8 milhões vindo do Pachuca e tal investimento refletia uma aposta clara no jogador mexicano. No entanto, tudo correu mal desde o início ao médio, inclusive a sua adaptação ao futebol português. O suposto sucessor de João Moutinho teve que rodar e ambientar-se na equipa B, fazendo aí 8 jogos, e, por momentos, o nome e a transferência mediática de Herrera tinham quase caído no esquecimento.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

O que se seguiu nas próximas épocas de Herrera de dragão ao peito foi uma série de jogos inconsistentes, em que alguns jogos brilhava e outros apagava, outros jogava e outros sentava, outros a braçadeira envergava e outros nem na bancada sentava. A única coisa consistente no meio de tudo isto era a falta de títulos.

Mas qual o porquê de Herrera nunca se ter conseguido afirmar no FC Porto? Mais ainda, porque é que Herrera é craque no México e no FC Porto não passa de um jogador banal e às vezes até está abaixo disso? Não será, de certeza, por a seleção mexicana ter um plantel com mais qualidade do que o plantel portista, nem por ter um meio-campo mais forte do que o dos dragões. Ao longo destas 4 longas épocas, Herrera já pôde alinhar no famoso triângulo do meio campo portista com alguns dos melhores trincos do passado mais recente do FC Porto, tais como Fernando, Casemiro e Danilo e pôde ainda fazer dupla com Óliver (tecnicista), André André (mais agressivo) e Lucho González (lenda do clube). Muita variedade, muita qualidade, mas nada resultou!

Numa altura em que o mercado está aberto e é sabido que o FC Porto tem de vender, levanta-se uma questão em relação ao futuro de Héctor Herrera, deve-se vender ou deve-se manter? Porém, a esta questão responde-se com outra pergunta, Herrera tem mercado? Neste mercado de transferências fala-se pouco do nome do médio, mas ainda na época passada o nome de Herrera fazia correr muita tinta e era capa de jornais devido ao interesse assumido do Nápoles. O clube italiano chegou a uma proposta concreta de 20 milhões de euros que o FC Porto rejeitou, proposta essa que neste mercado de transferências fazia muito jeito aos cofres do dragão e que, com a constante desvalorização do nome Herrera, dificilmente irá receber uma proposta tão boa pelo jogador.

Tem-se falado muito ultimamente de bruxos para os lados do SL Benfica, será que um dos feitiços lançados pelo bruxo encarnado assumiu a forma do centro campista mexicano Hector Herrera, amaldiçoando o FC Porto com a falta de títulos?

Atenção, eu não digo que a culpa do insucesso dos dragões seja inteiramente de Herrera, mas a verdade é que ele não é o mesmo jogador que brilha na sua seleção. Pode ser que, com o estágio de pré-época que o FC Porto vai realizar agora no México, se encontre o verdadeiro Herrera que deve ter ficado refém durante estas 4 épocas e que, juntando-se os dois “Herreras”, o do Porto e o do México, se dê um fenómeno qualquer que acabe de vez com a maldição.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Beatriz Silva

FC Basel 1893 3-2 Sporting CP: Erros em demasia

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O Sporting cumpriu o terceiro jogo do estágio da Suíça com nova derrota. A equipa de Jorge Jesus jogou, naquele que parece ser o modelo alternativo, num 5-2- 3 inicial que se foi projectando num 3-4- 3 no decorrer da primeira parte. Azbe Jug na baliza, a defesa composta por Piccini, Tobias, Coates, Mathieu e Jonathan Silva; no meio-campo, Petrovic e Bruno Fernandes e na frente Bas Dost, Podence e Alan Ruiz completavam o onze inicial.

Os leões entraram bem na partida e durante os vinte primeiros minutos estiveram melhor que o Basileia. Podence foi o jogador mais inconformado, criando várias situações de perigo falhando, sucessivamente, na finalização. O golo surgiu com naturalidade e de grande penalidade a castigar falta sobre Alan Ruiz. Bas Dost não perdoou e fez o primeiro golo da partida.

Há algo neste Sporting que o acompanha desde a época passada: a pressão. O Sporting pressiona mal, o que dificulta e expõe em demasia o sector defensivo, muito, devido ao mau posicionamento de Petrovic e também de Jonathan Silva. Se a ideia, nesta táctica, é retirar profundidade ao adversário, o Basileia não teve qualquer dificuldade em conseguir sair a jogar. Desde o seu sector defensivo até ao ataque, os Suíços, conseguiram sempre anular a pressão adversária, criando espaços para Lang ganhar a linha de fundo e cruzar com perigo para a área leonina.

Jonathan Silva raramente se entendeu com as suas novas funções nesta partida Fonte: FC Basel 1893
Jonathan Silva raramente se entendeu com as suas novas funções nesta partida
Fonte: FC Basel 1893

Pior do que a pressão da equipa de Alvalade, esteve o juiz da partida. De uma falta a favor do Sporting, conseguiu descortinar um penálti para o Basileia. Falta clara de Ricky Van Wolfswinkel sobre Tobias e castigo máximo para Matías Delgado facturar e restabelecer a igualdade. Mas se o golo não surgisse de um erro do árbitro, iria, com certeza, iria surgir de um erro da defensiva leonina. Dois atacantes eram suficientes para criar situações de finalização a quatro defesas do Sporting. Piccini é o espelho desta fragilidade, sendo um jogador ainda em clara adaptação e algo limitado para a exigência do clube e mesmo do treinador Jorge Jesus. Alan Ruiz é outro jogador que se custa compreender. Bom tecnicamente e com remate fácil, porém fraco tacticamente, não só nesta partida, bem como em todas as anteriores. O argentino tem muito a melhorar se quer vingar este ano.

Ainda mais catastrófica foi a saída de Azbe Jug. A infelicidade do guarda-redes Esloveno resultou em golo, colocando o marcador em 2-1. Além da limitação vincada em conseguir jogar com os pés, o guardião, resolveu oferecer um brinde a Renato Steffen que não facilitou e fez o resultado da primeira parte do jogo.

Para a segunda metade, Jorge Jesus, continuou no mesmo esquema táctico. Entraram André Pinto, Bruno César, Mattheus Oliveira, Battaglia, Doumbia e Iuri Medeiros. Saíram Coates, Jonathan Silva, Petrovic, Bruno Fernandes, Alan Ruiz e Bas Dost. Bruno César jogou a defesa ala esquerdo criando, juntamente com Mathieu, um sector lento e permeável. Os segundos quarenta e cinco minutos não trouxeram muitas jogadas de perigo, no entanto, referimos as boas indicações de Battaglia, parece o 6 correcto para este sistema; a qualidade técnica de Mattheus Oliveira e o bom sentido posicional de André Pinto.

Matheus Pereira, Palhinha e André Geraldes entraram aos 67 minutos de jogo e foi mesmo Matheus, a passe de Iuri, que fez o 2-2. Excelente a visão de jogo do português e ainda melhor a finalização de cabeça do brasileiro. Como não há duas, sem três, André Geraldes, numa tentativa fortuita de atrasar a bola ao guarda redes, entregou o 3-2 a Kevin Bua. Mais um erro da defensiva do Sporting a gerar um golo adversário. O resultado acabou mesmo por não sofrer mais nenhuma alteração mesmo após as entradas de Pedro Silva e Gelson Dala. O Sporting teve apontamentos interessantes e alguns períodos de qualidade pecando, apenas, por erros individuais e numa pressão que tem de ser francamente melhorada.

O próximo jogo será frente ao Marselha, dia 18 de Julho, em França. Nesse jogo, a equipa escolhida, tem de estar mais próxima daquela que Jorge Jesus pretende e contará com um novo reforço: Marcos Acuña.

SL Benfica 1-5 BSC Young Boys: Defesa adormecida dita derrota

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Depois da vitória diante do Neuchâtel Xamax, na pré-temporada na Suíça, os ‘encarnados’ adiantaram-se no marcador do segundo jogo mas acabaram por sofrer uma goleada de 5-1, frente ao Young Boys.

Do 11 titular saíram Rúben Dias, Chrien e Cervi, dando lugar a Lisandro López, Filipe Augusto e Rafa, respetivamente. O Benfica entrou a ganhar, com um golo que Jonas marcou de livre direto, aos 22’. No entanto, a reviravolta dos suíços chegou cedo e, dois minutos depois, estava feito o empate.

A segunda parte foi tempo de alterações na equipa e Bruno Varela, Pedro Pereira e Cervi renderam Júlio César, Hermes e Diogo Gonçalves. A reviravolta chegou pelo pé do ex-Benfica Sulejmani, e, aos 57’, Jonas falhou a conversão de uma grande penalidade. Houve ainda tempo de o Young Boys chegar aos cinco golos e de Heriberto, Kalaica, Chrien e André Horta entrarem em campo.

Jonas voltou a estar em grande plano Fonte: SL Benfica
Jonas voltou a estar em grande plano
Fonte: SL Benfica

A grande nota negativa do jogo de hoje vai indubitavelmente para o eixo defensivo da equipa de Rui Vitória. Lisandro e Jardel mostraram-se muito aquém da sua qualidade habitual, muito lentos nas respostas e abordagens aos lances. O ataque do Young Boys fez o que quis da defesa ‘encarnada’. André Almeida também não ficou bem na fotografia no que diz respeito a alguns dos golos sofridos pelo Benfica, tendo-se soltado mais no ataque do que na defesa. Hermes continua sem convencer e Diogo Gonçalves hoje mostrou-se mais discreto do que na última partida. Nota-se que Kalaica é ainda muito inexperiente e Pedro Pereira dá a entender não ter espaço no plantel.

Pelo contrário, Jonas manteve-se fiel ao seu nível, combinando bem com Seferovic, que tem forte presença na área, e Filipe Augusto surpreendeu de forma positiva no meio-campo.

O Benfica volta a medir forças nesta pré-época no dia 20 de julho, contra o Real Betis, a contar para a Algarve Football Cup, no Estádio do Algarve.

Garbiñe Muguruza: “La Furia” Espanhola em Wimbledon

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Cabeçalho modalidadesDiz-nos a história que “ténis”, em espanhol, rima com “terra batida”. Porém, a tradição nem sempre se cumpre, e, desta feita, Garbiñe Muguruza mostrou ao mundo que é muito mais do que uma tenista competente em pó de tijolo. A espanhola bate com muita força na bola, sobretudo na sua pancada de direita, tem uma atitude extremamente agressiva no court, e, graças a esses predicados, conseguiu sair de Wimbledon com o título de campeã do mais icónico dos torneios do Grand Slam.

O caminho até à final foi impressionante, com a espanhola a deixar pelo caminho nomes como os de Ekaterina Alexandrova, Yanina Wickmayer, Sorana Cirstea, Angelique Kerber, Svetlana Kuznetsova e Magdalena Rybarikova. No seu excecional trajeto, Muguruza apenas cedeu um set contra a anterior número um mundial, Angelique Kerber, que se apresentou em Wimbledon com um nível de jogo significativamente superior àquele que tinha vindo a demonstrar ao longo da presente temporada.

Na final, Muguruza teve pela frente a campeoníssima Venus Williams, que, aos 37 anos de idade, marcou presença pela nona vez na final do torneio londrino. Tendo em conta o historial de ambas as jogadoras em relva e a sua experiência nos grandes momentos, o favoritismo parecia pender a favor da norte-americana. Porém, após um primeiro set no qual Venus Williams desperdiçou dois set points, a norte-americana pareceu ter perdido a confiança, não mais conseguindo manter os índices de concentração ao nível que é exigido numa final de um torneio do Grand Slam. Baixou a sua eficácia de serviço (um dos aspetos mais fortes do seu jogo) e, no segundo set, acabou por levar um “pneu” de Garbiñe Muguruza. A espanhola até somou menos winners do que Venus (14 contra 17) mas, por outro lado, esteve sempre muito consistente, tendo menos erros não forçados do que a norte-americana (11 contra 25).

muguruza wimbledon 2017
Fonte: Página do Facebook de Wimbledon

E foi assim que, aos 23 anos de idade, a melhor tenista espanhola da atualidade venceu o torneio que, há dois anos, havia perdido na final contra a mais nova das irmãs Williams e que, no cumprimento à rede, esta lhe disse que haveria de vir a vencer. A última vez que uma tenista espanhola triunfou em Wimbledon remonta a 1994, ano em que Conchita Martínez (que acompanhou Muguruza durante as últimas duas semanas) conquistou o torneio londrino. Para Venus Williams, este foi um (pouco conseguido) regresso a uma final de Wimbledon nove anos após a última ocasião em que a disputou. Curiosamente, das duas vezes em que Muguruza venceu um torneio do Grand Slam, fê-lo em encontros disputados frente às irmãs Williams.

venus williams wimbledon 2017
Fonte: Página do Facebook de Wimbledon

Para Garbiñe Muguruza, esta conquista representa um salto no ranking WTA para a 5.ª posição. A tenista espanhola tem pecado pela irregularidade mas, caso consiga manter a sua consistência exibicional, poderá num futuro próximo aspirar a figurar no top 3 mundial e, quem sabe, a lutar pela conquista de mais títulos do Grand Slam. Qualidade a espanhola já tem, bem como a capacidade de se apresentar a um grande nível em diversas superfícies; resta agora continuar a trabalhar, sem perder o foco, e a não permitir que no seu jogo a vertente psicológica se sobreponha à vertente técnica, na qual Muguruza é, claramente, uma das melhores tenistas da atualidade.

 

Foto de Capa: Página do Facebook de Wimbledon

Artigo revisto por: Beatriz Silva