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Portugal 1-2 Inglaterra: Maldito cinismo

Cabeçalho Seleção Nacional

E há terceira foi de vez… para a Inglaterra! A seleção dos três leões sagrou-se, pela primeira vez, campeão da Europa em Sub19, depois de duas finais perdidas, impedindo a seleção nacional de conquistar o primeiro título nesta categoria e de fechar o melhor ciclo de sempre de seleções portuguesas em termos de títulos conquistados – seriam três (Europeu Sub17, de Séniores e Sub19) em menos de 14 meses.

Os primeiros momentos do encontro não tiveram grandes motivos de interesse. Ambas as equipas foram a jogo tendo a segurança como prioridade. Portugal esticava-se de forma curta e apoiada, mas não arriscava no remate. A Inglaterra previligiava a profundidade, indo em busca da velocidade da linha ofensiva, que foi, quase sempre prontamente anulada pelo setor defensivo luso.

Neste contexto, o jogo conheceu uma primeira parte aborrecida e apenas com esboços de oportunidades de perigo, ambas para a Inglaterra – Rickkets, na única vez que conseguiu fugir a Dalot, ofereceu o golo a Mount, mas o lateral direito do FC Porto impediu-o de marcar e, mais tarde, Sessegnon, em boa posição, atirou muito ao lado.

 

Quina em disputa acesa com Nmecha Fonte: Getty Images
Quina (dir) em disputa acesa com Nmecha (esq)
Fonte: Getty Images

A segunda parte começou com o mesmo registo, embora com ligeiro ascendente português. A Inglaterra, porém, apostava as fichas todas na transição ofensiva ou… numa eventual bola parada. Que surgiu, à passagem do minuto 50. Mason Mount, chamado à conversão de um livre em posição frontal, atirou ao poste e na recarga, Suliman, de cabeça, igualou a partida. Portugal reagiu. Primeiro ameaçou, com Dju a desperdiçar, na pequena àrea e com guarda-redes batido, um golo cantado, e depois marcou, ainda que por via de um auto-golo inglês (Sterling) na sequência de um cruzamento bem batido por Conté.

Portugal crescia, agora, no jogo e empurrava a Inglaterra para o seu reduto, num domínio culminado com uma dupla oportunidade desperdiçada por Rui Pedro e Conté. A Inglaterra mantinha-se expectante, sem arriscar sair com muita gente, ainda que fosse agressiva na saída de bola nacional. E foi assim que “forçou” o erro que há muito procurara: face à pressão dos britânicos, Diogo Queirós, quis sair a jogar de forma mais longa… e deu-se mal. A bola foi interceptada e sobrou para Mason, que se isolou e ofereceu o golo a Nmecha à passagem do minuto 69.

A Inglaterra estava, agora, como queria. Confortavelmente instalada no seu meio-campo e sem a necessidade de ir atrás do resultado. Cabia a Portugal esse esforço. A seleção nacional arregaçou as mangas e foi em busca da igualdade, forçou a barra depois de Edun ter sido expulso, mas não conseguiu desfeitar Ramsdale, apesar das boas iniciativas de Rui Pedro, Miguel Luís, Queta e até Diogo Costa.

Foto de Capa: UEFA

Eles vêm para ficar

Cabeçalho Futebol NacionalNa última época assistimos a uma mudança de paradigma entre as equipas que sobem, relativamente ao passado recente. Regra geral, quem sobe tem pela frente a árdua tarefa de lutar pela manutenção, acabando muitas vezes por não a alcançar. Com o Desportivo da Chaves e Feirense foi diferente, com ambas as equipas a lutar até bem perto do final do campeonato pelas competições europeias.

Esta mudança não aconteceu do nada. Ao contrário do que se verificava no passado com quem subia, houve outro investimento por parte do Chaves, que tinha claramente como objetivo lutar pela metade superior da tabela. Já em Santa Maria da Feira o grande sucesso prende-se maioritariamente com Nuno Manta, ainda assim, a equipa tinha também alguns nomes interessantes.

Os fogaceiros realizaram uma excelente temporada Fonte: CD Feirense
Os fogaceiros realizaram uma excelente temporada
Fonte: CD Feirense

A Segunda Liga é uma divisão extremamente competitiva, todos os anos há um grande leque de candidatos à subida, pelo que as equipas têm de se apetrechar cada vez melhor para garantirem o tão desejado escalão principal. Foi assim com Chaves e Feirense e também com Portimonense e Desportivo das Aves.

Que reforços?

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fc porto cabeçalho

Se existe, gostava que me mostrassem qual a lei que obriga os clubes a reforçarem os seus plantéis em cada janela do mercado de transferências. Tudo porque tenho visto, dia após dia, – e com a insistência própria de quem faz tudo para que sejamos mal vistos -, espaços noticiosos desportivos a colarem ao FC Porto o rótulo de único clube que ainda não apresentou qualquer reforço, como se isso fosse uma obrigatoriedade que, uma vez não cumprida, trará sérios problemas.

Já aqui falei da necessidade imperiosa, face ao contexto financeiro atual, de rentabilizar o que já se tem (e não é pouco!) ao invés de contratar desenfreadamente pseudo-craques que, muitas vezes, acabam por não render o que deles se espera (Quintero!?).

O que mais me espanta ainda é ver os próprios portistas absolutamente incrédulos e revoltadíssimos com a situação, não sendo capazes de olhar um pouco para o plantel atual e perceber se, de facto, existe essa necessidade imperiosa de ir ao mercado. Até posso concordar que, numa ou noutra posição, possa haver espaço para entrada de um ou outro jogador, mas, sinceramente, aquilo que vejo é muita e boa matéria-prima à disposição de Sérgio Conceição para atacar o próximo campeonato.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Ora vejamos: para a baliza temos a benesse de contar por mais um ano com Casillas. Confirmando-se a sua saída, creio não haver razões para alarme uma vez que vem logo a seguir José Sá. Há, ainda, Fabiano que vai recuperando de lesão e acalenta esperanças. Os jovens Gudiño e João Costa fecham o lote de guardiões que asseguram o futuro.

Na defesa temos, enfim, duas ou mais soluções para cada um dos corredores. Se para a esquerda contamos com Alex Telles e o regressado Rafa, bem como Layún, temos na direita o regresso mais desejado mas, ao mesmo tempo, aquele que mais rapidamente pode sair em definitivo: Ricardo Pereira. A sua cláusula é demasiado convidativa para os tubarões e será difícil mantê-lo, infelizmente. Há ainda o dono do lugar, Maxi Pereira, e para a sucessão vão-se marinando promessas como Fernando Fonseca e Diogo Dalot. No eixo da defesa, os intocáveis Felipe e Marcano, aos quais se juntam mais dois regressos que podem perfeitamente assegurar a condição de “segunda escolha”. Falo, claro está, de Indi e Reyes. Há, eventualmente, a possibilidade de um deles sair e até nem vejo nisso um problema, pois creio que Jorge Fernandes, jovem da equipa B, poderá certamente fazer o papel de 4º central e continuar a alternar entre a primeira e a segunda formação.

Visão de jogo, rapidez e canudo na mão

Cabeçalho Futebol NacionalQuando era apenas uma criança – ainda mais do que sou agora – tinha como sonho ser jogador de futebol. Até aqui não devo estar a dar nenhuma novidade, visto que, arrisco dizer, mais de 80% das crianças rapazes desejam ser futebolistas. Muitos tentarão. A maioria ficará apenas pelo sonho. E os que triunfarão? Esses são poucos. Muito poucos.

Fonte: Pinterest
Fonte: Pinterest

A par da maioria que referi, também eu fiquei apenas pelo sonho. Nem tentei, sequer. Nunca joguei futebol em “escolinhas”, apenas na escola e na rua, com os amigos. No ar fica a dúvida: será que teria potencial para ser um grande jogador? Talvez sim, talvez não. O certo é que vi colegas, amigos ou simples conhecidos a fazerem parte desse grupo de “poucos” que se vão tornar muito: vão ser jogadores de futebol. Eu segui para jornalismo e eles para Alcochete, para o Seixal, para a fama, a idolatria, a vida próspera e de sucesso. Desengane-se. Pois dentro dos poucos que vi – vimos – seguir de chuteiras na mão, ainda menos chegarão a esse patamar.

Se olharmos para a situação desta forma, talvez saia eu a ganhar: daqui a vinte anos, espero eu, estarei a exercer jornalismo, seguro da minha vida e do meu emprego. E eles? Aqueles que deixaram para trás os estudos aos 15 anos para terem os olhos na bola? Que será deles se não chegarem à Primeira Divisão ou a um clube que os sustente o suficiente para viverem durante a sua curta carreira e mais além? Certamente não estarão bem.

As notas do novo Benfica

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A pré-época do Benfica arrancou e com o primeiro jogo chegam as primeiras observações dos novos reforços. Numa vitória por 2-0 frente ao Neuchâtel Xamax, Rui Vitória aproveitou para lançar em campo não só as novas contratações como também os miúdos da formação que prometem dar cartas no futuro.

Chrien fez uma exibição um tanto ou quanto acanhada, ainda que tenha sido criativo e feito notar o seu potencial possível de ser lapidado a médio prazo. Quem também precisa de mais minutos para mostrar o que realmente ‘vale’ é Willock, que, ainda que se tenha destacado mais individualmente do que em equipa, mostrou qualidade. Também o colombiano Arango entrou em campo e mostrou bons apontamentos, mas não foi dos melhores em jogo.

Seferovic começa a dar provas que merece a confiança de Rui Vitória Fonte: SL Benfica
Seferovic tenta ganhar a confiança de Rui Vitória
Fonte: SL Benfica

Seferovic e Diogo Gonçalves foram os grandes destaques positivos da partida. Na sua terra-natal, o suíço estreou-se ao serviço das ‘águias’ e marcou o seu primeiro golo. Só precisou de uma oportunidade, primando pela eficácia e procurando sempre as melhores linhas de passe. Mas foi Diogo Gonçalves quem convenceu rapidamente os Benfiquistas. Com muitas iniciativas, o jovem de 20 anos brilhou especialmente no primeiro tempo, esforçando-se por agarrar um lugar no plantel (como segundo avançado ou na ala). Diogo conta com a ‘concorrência’ de Salvio, Carrillo e Zivkovic, mas tem qualidade para a equipa de Rui Vitória.

Nota positiva ainda para Jardel e André Almeida que fizeram um ótimo jogo, e para Jonas que mostrou a qualidade a que nos habituou e marcou um golo de penálti. No entanto, nomes como Filipe Augusto, Hermes ou Pedro Pereira, ainda não conseguiram convencer e Rúben Dias esteve ‘apagado’ durante o tempo que jogou, mas é mais uma jovem promessa que já tem muitos anos de formação no Seixal e que pode ser bastante útil no Benfica.

Este é ainda o início de uma longa época que se avizinha e é tempo de experiências. Rui Vitória vai certamente arrumar a casa e fazer algumas alterações até chegar ao fecho do plantel 2017/18.

artigo revisto por: Ana Ferreira

O que são os eSports?

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Cabeçalho modalidadesEste será o artigo que marca a estreia do tema “eSports” aqui no Bola na Rede. “Desportos Electrónicos”. O tema é sensível, sendo que chamar “desporto” a algo que envolve um computador ou uma consola ainda faz levantar algumas orelhas e erguer alguns dedos argumentativos. Os eSports são, enquanto negócio, uma forma de aumentar o período de rentabilização de um videojogo para além do que seria normal. No ciclo de vida normal de um produto como um videojogo, um filme, ou um álbum de música, há uma curva de interesse e de vendas que, após um boom inicial, mostra uma tendência descendente. O período pode variar, naturalmente, mas o investimento na instituição desse videojogo enquanto eSport pretende alongar essa curva durante o maior período de tempo possível.

A título de comparação, vejamos o que se passou com alguns dos videojogos lançados em 2012 como The Walking Dead, Mass Effect 3, ou Dishonored. Foram êxitos no seu ano de lançamento mas hoje, em 2017, aquilo que representam em termos de contrapartidas para os estúdios que os lançaram vai sendo residual, até porque, desses que mencionei, as sequelas foram surgindo e de certa forma eclipsando os originais. O mesmo pode dizer-se do seu número actual de jogadores. Mas se olharmos para dois jogos lançados no mesmo ano como Dota 2 ou Counter-Strike: Global Offensive, vemos que, cinco anos depois, continuam a ser um sucesso (crescente, até) em termos de jogadores e vendas. Dota 2 faturou, e só nos últimos três meses, mais de 80 milhões de dólares com o seu Battle Pass. Números que a esmagadora maioria dos videojogos lançados este ano não atingirão em toda a sua vida útil.

Pois  bem, discutida que está a questão financeira, resta-nos a questão desportiva. Não é desporto, dizem uns, esgrimindo razões. Mas é uma competição que envolve treino, reflexos, perícia e decisões, argumentam outros. Mas não é “físico”, diz-se do outro lado. É tanto como tiro com arco ou com pistola, respondem outros. A argumentação assume contornos cómicos quando começa a ir buscar, ou, por outro lado, a ignorar completamente a origem das palavras. “Não é um desporto, é um desporto electrónico” é usado sem grandes preocupações com conceitos de lógica. E “Não é um desporto, é um eSports”, atropelando o facto de eSports nascer da aglutinação de Electronic SPORT, remete-nos para a mesma conclusão. Em todo caso, não é pacífico. Não precisa de ser. Não se carece de unanimidade para se existir. E os eSports, ou desportos electrónicos, são uma realidade. São videojogos competitivos, num ambiente ou arena pré-definidos, com um conjunto de acções, reacções e circunstâncias previamente estabelecidas. E são, regra geral, muito pensados na vertente do espectador. É certo que os jogos tradicionais fazem por se tornar mais apelativos perante o público. Mas para os eSports, isso é essencial, até porque grande parte do público é, ou pretende-se que seja, jogador.

Por terras lusas, olha-se um pouco de lado para os eSports. Mete-se tudo no saco dos videojogos. “São coisas para crianças”. Negligencia-se aquilo que se vai passando, em termos de público, com a Newzoo a prever que a audiência global para o mundo dos eSports chegue a mais de 385 milhões de pessoas, espalhadas pelo mundo.

Fonte:
Fonte: Newzoo

É, portanto, muito público. O que, por sua vez, se traduz num ecossistema apelativo para o mercado publicitário, que tem vindo a alimentar o crescimento nos últimos anos. Como resultado, temos os eventos cada vez maiores, com prémios a bater recordes atrás de recordes.

Fonte:
Fonte: zonae-sports.com

Em 2016, o mercado global de eSports movimentou quase 100 milhões de dólares em prémios para os seus praticantes. Isto num total de mais de 4000 eventos disputados por perto de 15 mil jogadores. Segundo o site esportsearnings.com, houve um aumento significativo face aos 66 milhões movimentados em 2015 e aos 37 milhões movimentados em 2014. O crescimento é, portanto, visível e atraiu alguns dos tubarões do mercado de investimentos. Os eventos de eSports rivalizam e, em alguns casos, ultrapassam alguns dos eventos desportivos mundiais de maior renome, como a ESPN fez questão de apontar há dois anos.

Fonte:
Fonte: ESPN

Os eSports saem assim da sombra e assumem-se como uma das modalidades com maior crescimento em público e valor nos últimos anos. Por aqui, iremos abordando aos poucos o que está por detrás deste mercado e desporto e onde se situa Portugal nesse meio.

Foto de Capa: vrandfun.com

artigo revisto por: Ana Ferreira

Haverá “timing” ideal para as referências saírem?

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A pré-época de futebol começou para o Sporting, com o objectivo de preparar a equipa para o play-off da Champions League.

Os primeiros testes, apesar de mostrarem muitas arestas por limar, mostram já alguma qualidade na troca de bola, na pressão à perda da mesma, e algum entrosamento entre jogadores de grande qualidade que temos no nosso plantel. Tudo isto me faz ter muita confiança para a próxima época, que aumenta ainda mais se pensarmos que falta chegar a nossa espinha dorsal, os nossos capitães acompanhados da mais recente pérola da academia Sporting.

No meio deste optimismo surge a ansiedade por perceber quem, dos internacionais, ficará no plantel. Saia um, dois ou três, a equipa ficará sempre mais fraca uma vez que se tratam dos três capitães da equipa juntamente com o nosso maior desequilibrador. São jogadores que cresceram dentro do Sporting, que carregam os valores do clube, e podem transmitir aos mais novos e aos de fora o que significa representar este clube, e o que os adeptos esperam deles.

Existem interessados para a contratação dos três capitães do Sporting CP Fonte: Cortina Verde
Existem interessados para a contratação dos três capitães do Sporting CP
Fonte: Cortina Verde

Por mim ficariam os quatro. Mas isso sou eu que desejo apenas ter os melhores jogadores na minha equipa. E com melhores não quero dizer os que custaram dez, quinze, ou vinte milhões, quero dizer os que sentem o clube e lutam por ele até ao fim.

Esta minha vontade não deixa, no entanto, de ser egoísta, uma vez que, apesar destes jogadores já se encontrarem no melhor clube do mundo, existem outros que têm mais poder financeiro (sim, porque a qualidade de um clube não se mede pelo dinheiro que tem – o que é relativo se depois analisarmos o tamanho da sua dívida – mas pelos valores que defende e pelos quais se rege) e que lhes podem proporcionar um maior conforto para o resto da sua vida. Entendo por isso que alguns destes jogadores, todos eles por diferentes razões, tenham a ambição de melhorar as suas vidas profissionais, aparecendo à cabeça Adrien por ser o que tem menor margem de manobra pela idade que tem, podendo considerar ser a altura ideal para abraçar outro projecto, ainda que menos ambicioso, mas mais vantajoso.

Quanto ao “timing” para venda, li há uns dias que o Sporting quereria manter os jogadores até ao final do play-off da Champions League, e que só depois os libertaria. Ora isto pode trazer vantagens desportivas para o clube, mas dificilmente as terá para os jogadores que venham a sair. É que, ao jogarem o play-off pelo Sporting deixam de poder contar como trunfos nas competições europeias que o seu futuro clube venha a disputar. Isto cria dois cenários.

Cinco sucessores de qualidade para Éderson

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sl benfica cabeçalho 1Apontado durante várias semanas ao Sport Lisboa e Benfica, o guarda-redes do Atlético, André Moreira, acabou por continuar no Vicente Calderón, deixando a equipa encarnada a meio da pré-época sem o sucessor de Éderson escolhido.

Apesar da boa época protagonizada por Bruno Varela em Setúbal, ao serviço do Vitória, muitos acreditam que este poderá ser o verdadeiro escolhido o que, para mim, não sendo sequer a primeira opção do momento, não deverá assumir as redes da baliza do atual tetracampeão. Isto porque, quer a futura contratação que as águias devem completar no curto prazo, quer o facto de Júlio César ser, até prova em contrário, o guarda-redes número um das redes benfiquistas, deixam Bruno Varela em segundo plano.

O Imperador surge como principal candidato a assumir as redes do SL Benfica Fonte: SL Benfica
O Imperador surge como principal candidato a assumir as redes do SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Varela, apesar de ser o melhor guarda-redes português sub-21 atualmente, possui certas fragilidades, sobretudo ao nível da saída dos postes e da falta de tranquilidade em situações de pressão, que o deixam distanciado desde logo, quer de Oblak, quer de Éderson ou até mesmo de Júlio César o que faz com que possa não estar preparado no curto prazo.

Embora Joel Pereira e André Moreira tenham sido nomes apontados no decorrer da reabertura de mercado, não deverão ser opção, não só pela dificuldade em convencer o Manchester United e o Atlético de Madrid em vendê-los, mas, também, pela falta de qualidade em assumir as redes benfiquistas, tendo em conta que, no momento, não demonstram mais qualidade que Bruno Varela ou Júlio César.

Futebol Brasileiro e as suas tragédias

Cabeçalho Liga Brasileira

O futebol brasileiro presenciou mais um crime entre “torcedores” na rodada dessa quarta-feira, 12.07. Palmeiras e Corinthians jogaram no Allianz Parque e tudo que tinha para ser um grande clássico acabou sendo marcado por mais uma tragédia. O jogo terminou 2 x 0 para o Corinthians, mas isso não importa. Nenhum resultado que a partida tivesse importaria. Pois o placar final de ontem foi mais um gol contra para o futebol brasileiro. Segundo a Polícia Militar, após o clássico paulista houve uma discussão entre “torcedores” rivais e o palmeirense Leandro de Paula levou dois golpes de facão no abdômen e acabou vindo a óbito no hospital. Desde já, deixo as minhas condolências aos amigos e familiares de Leandro. A polícia prendeu dois suspeitos e investiga o caso.

Na mesma noite, houve uma briga entre torcedores de Fluminense e Botafogo, no Rio de Janeiro. Os dois grandes do Rio fizeram o clássico no Maracanã. No final de semana, torcedores do Botafogo e do Atlético Mineiro também brigaram de maneira generalizada. Ainda no Rio, alguns membros da torcida do Vasco da Gama colocaram a vida de muitos torcedores em risco ao começarem uma confusão generalizada no estádio e ainda destruíram parte do patrimônio do clube. O estádio São Januário foi interditado para jogos oficiais por tempo indeterminado. Esses são apenas alguns exemplos de crimes que aconteceram nos últimos quatro dias no futebol brasileiro.

O que espanta mais ainda é que determinam que o clássico paulista, por exemplo, seja de torcida única para que não haja confusão e mesmo assim há brigas e mortes. Não importa se foi no estádio ou nos arredores dele, o que importa é que essa política de acreditar que fazer jogo com torcida única seja revista pois o problema é muito mais grave e exige atitudes mais relevantes e drásticas.

A primeira ação é tratar esses “torcedores” como bandidos. Pois eles são realmente bandidos perigosos para a sociedade. Uma pessoa que assassina outra pessoa pois não aceita o time para qual ela torce deve ser preso perpetuamente. Você ter ódio de alguém e espancá-lo até a morte por estar usando a camisa de um rival é doentio. Mostra um severo desvio psicológico e esse indivíduo deve ser afastado do convívio da sociedade imediatamente. O futebol brasileiro chegou ao nível tão baixo que existem pessoas que vão ao estádio apenas para brigarem, pois já marcaram essas brigas pela internet com outros torcedores. Ou seja, nem sabem contra quem seu time vai jogar e nem tão poucos estão interessados em torcer para o clube. O único interesse desses meliantes é brigar e assassinar os outros. Então se faz necessário fazer o reconhecimento desses criminosos e puni-los. Não apenas nos casos mais graves, mas em todos. Um torcedor que não se comporta adequadamente em um estádio pode sofrer punições como, por exemplo, ficar sem frequentar jogos de futebol por um tempo determinado.

 

O pai, desesperado, protegendo o seu filho durante uma briga generalizada promovida pelas torcidas do Atlético Paranaense e Vasco da Gama Fonte: Pedro Kirilos / O Globo
O pai, desesperado, protegendo o seu filho durante uma briga generalizada promovida pelas torcidas do Atlético Paranaense e Vasco da Gama
Fonte: Pedro Kirilos / O Globo

No Brasil, muitos clubes se fazem de reféns das T.O. (Torcidas Organizadas), dão ingressos e vantagens em troca de tranquilidade para trabalharem. Toda generalização é burra, então não generalizarei em dizer que todos os membros de uma T.O. no Brasil são bandidos. Mas é verdade dizer que muitas dessas tragédias são ocasionadas pelos seus membros. Cabe as direções dessas torcidas trabalharem junto com o clube e a Polícia Militar para identificar esses criminosos e, paralelamente, iniciarem um trabalho de conscientização. Sim, isso deveria fazer parte das ações de uma T.O.. Atualmente, existem pessoas que vivem dentro de uma T.O. 24 horas por dia. Não trabalham, não estudam, não progridem na vida e criam dentro da torcida seu estímulo de vida e isso é perigoso, pois pode fazer a pessoa a tender para o lado da loucura que acarreta tudo que já dissemos nesse artigo.

Os verdadeiros torcedores brasileiros – que são a maioria em um estádio – pedem paz. Desejam levar a sua família para torcer junto com ele. Futebol é entretenimento, lazer, diversão. Não deve ter espaço para intolerância – de qualquer espécie – e violência. Como se não bastasse a CBF não estar nem aí para os torcedores ao colocar jogos para terminar quase de madrugada e os clubes que pedem uma verdadeira fortuna nos ingressos, temos também a violência desenfreada que é consequência da nossa sociedade apodrecida. Atualmente, o torcedor paga caro em um ingresso, corre o risco de não ter transporte para retornar para casa e ainda pode não voltar para casa pois pode sofrer uma violência extrema. Basta. Nós que amamos o futebol queremos paz. Torcemos por isso e essa será a maior vitória do nosso futebol. Muita mais que qualquer Copa do Mundo.

Finalizo dizendo que, infelizmente, a tragédia com a Chapecoense e toda aquela comoção e falsa união entre as torcidas que aconteceu em Chapecó foi apenas demagogia barata. Não aprendemos nada com aquele momento que mesmo de profunda tristeza poderia nos unir!!!

Foto de Capa: Youtube

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Sporting CP 0-3 Valencia CF: (ainda) há muitas arestas por limar

sporting cp cabeçalho 1Depois do jogo de ontem frente ao Fenerbahçe que “inaugurou” a sequência de jogos que o Sporting vai enfrentar no seu estágio na Suíça foi a vez da equipa de Alvalade encontrar o Valência, equipa do país vizinho e, teoricamente, um adversário mais complicado do que a equipa turca. Relativamente ao jogo do dia anterior, o treinador Jorge Jesus promoveu apenas três alterações no onze inicial ao deixar Petrovic, Alan Ruiz e Bruno César no banco e ao colocar em campo Battaglia, Podence e Doumbia, o reforço mais sonante até agora e também aquele que foi o “herói” do primeiro jogo de preparação da nova época.

Apesar de ser um jogo típico de pré-época, onde ambas as equipas ainda estão a afinar agulhas, já é possível ir tirando algumas conclusões em relação aos processos defensivo e ofensivo e aquilo que Jorge Jesus pretende para cada jogador. Nos primeiros quinze minutos de jogo, o Sporting teve especial dificuldade em sair a jogar e pouco passava dos dez minutos quando o Valência criou a sua primeira grande oportunidade por Eugeni que rematou de fora da área com a bola a embater no poste da baliza leonina. Depois de mais duas tentativas claras da equipa espanhola, o chileno Fábian Orellana inaugurou o marcador, pouco passava dos vinte minutos de jogo. Pouco tempo depois, Rodrigo, avançado do Valência (e conhecido do campeonato português e de Jorge Jesus) voltou a marcar para os espanhóis e o resultado fixou-se em 2-0 para não mais se alterar até ao intervalo. A partir daí, Podence foi tentando dar uso à sua velocidade mas raramente conseguiu ser bem sucedido, tal como Iuri Medeiros que apesar de alguns bons pormenores continua a ter dificuldades em decidir bem no último passe. O reforço Doumbia mostrou-se bastante ativo no ataque muitas vezes na procura da bola. O Sporting ainda conseguiu introduzir a bola na baliza adversária mas o golo foi anulado por fora-de-jogo do holandês Bas Dost.

Na segunda parte, o Valência trocou toda a sua equipa e o Sporting trocou metade dos jogadores que haviam iniciado a partida. Coates, Mathieu e Coentrão na defesa deram lugar a André Pinto, Tobias Figueiredo e Jonathan Silva, no meio-campo Iuri Medeiros e Bruno Fernandes cederam os seus lugares a João Palhinha e Matheus Oliveira e na frente, Doumbia saiu para a entrada de Alan Ruiz. O jogo não ganhou grandes contornos para além daquilo que se tinha visto na primeira parte e o Sporting continuava a ser uma equipa intermitente que, de vez em quando, chegava à baliza do Valência, ainda que sem perigo de maior. Aos 55 minutos de jogo, Jorge Jesus fez mais três substituições: Piccini, Bas Dost e Podence saíram para as entradas de André e Francisco Geraldes e do brasileiro Bruno César.

Fonte: Valência CF
Fonte: Valência CF

A partida continuava e as equipas jogavam a ritmo baixo e ainda com poucas ideias nos seus processos ofensivos. No entanto, o Valência foi sempre melhor nesse capítulo e acima de tudo foi mais eficaz. Passada a hora de jogo, Rafael Amir voltou a ameaçar a baliza de Azbe Jug mas a bola passou ao lado. O Valência não precisou de muito mais tempo para marcar o terceiro e último golo do jogo depois de Nacho ter tirado um “coelho da cartola” que lhe permitiu passar com relativa facilidade por André Geraldes e Bruno César antes de rematar cruzado para o fundo das redes do Sporting. O marcador chegava ao 3-0 e ficava cada vez mais patente que o Sporting iria sofrer a sua primeira derrota nesta pré-temporada. Até ao fim da partida, Gelson Dala e Jovane Cabral ainda entraram em campo mas sem tempo para mostrarem as suas qualidades. O Valência ainda teve nova oportunidade para aumentar a vantagem mas sem sucesso.

Neste segundo jogo, é possível perceber que Jorge Jesus já terá o seu quarteto defensivo bem definido, com Piccini (se entretanto não chegar outra opção mais viável), Coates, Mathieu e Coentrão a figurarem-se como os “naturais” titulares para essa zona do terreno. A meio-campo ainda existem muitas dúvidas – para além da certeza de que ainda faltam os internacionais e da incerteza daquilo que o mercado poderá ditar em relação a eles – e, por isso, todas as alternativas têm sido testadas. Battaglia parece ser uma opção a William Carvalho mas Petrovic tem mostrado que também quer continuar no plantel. Por outro lado, Matheus Oliveira parece ser uma clara alternativa a Adrien Silva (depois de Bruno Fernandes, que está claramente em vantagem para alcançar esse estatuto de substituto do capitão). Com a chegada de Doumbia, que tem sido testado a segundo avançado e ponta-de-lança, Podence perdeu espaço nas costas de Bas Dost e, por isso, Jorge Jesus “descaiu-o” para as alas onde pode dar uso à sua estonteante velocidade. O jovem português Iuri Medeiros tem mostrado alguma da sua qualidade mas ainda não atingiu o patamar de preponderância que alcançou no Moreirense e no Boavista, sendo que, se continuar assim, é possível que a solução passe pelo empréstimo ou pela venda definitiva. Francisco Geraldes parece ter cada vez mais o seu lugar “tapado” sobretudo com a chegada dos novos reforços meio-campistas.