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As cinco maiores expetativas para o estágio na Suíça

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A equipa principal do Sporting Clube de Portugal viajou esta segunda feira para a Suíça, onde cumprirá o tradicional estágio de pré-época. Os leões vão permanecer fora de Portugal até 18 de julho e, neste período, vão disputar quatro jogos particulares para aguçar o apetite aos adeptos.

À semelhança da temporada passada, os leões escolheram o território helvético para prepararem a temporada, e com vários jogos a disputar. Espero, contudo, que os resultados não se repitam. É certo que, nos jogos particulares, o resultado não é decisivo. Porém, os resultados do Sporting na pré-temporada passada foram horríveis. Em quatro jogos disputados no estágio, os leões perderam 4-1 com o Mónaco, 4-2 com o Zenit e 5-0 com o PSV Eindhoven, tendo apenas vencido a frágil equipa do Stade Nyonnais por 3-1. Os resultados e as péssimas exibições praticadas acabaram por deixar algum mal-estar entre as hostes leoninas e demonstraram que a época estava a ser mal preparada, com os reforços a chegarem tarde e sem a qualidade necessária.

Na Suíça, o Sporting vai disputar três encontros: no dia 12, defronta o Fenerbahçe, no dia seguinte o Valencia e no dia 15 o adversário será o Basileia. O último encontro será no dia 18, em França, frente ao Marselha. Estes quatro encontros permitirão aferir como está a cara do leão, frente a quatro adversários de renome, com jogadores de qualidade e experiência em competições europeias.

Min 109 – 1 ano depois: Há um ano, Éder chutou dali!

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O ciclo de gestação tem no 9 um número ótimo para que nasça algo novo e completamente diferente. 9, o dorsal de um herói. No Jardim de Éder encontramos o nosso paraíso. Nasceu, futebolisticamente falando, um novo país.

Bom, este primeiro parágrafo já me causou calafrios e, antes que caia na tentação da emoção e fazer deste artigo uma epopeia de sentimentos, é melhor colher os factos e contar esta história, já contada, já sabida, já lembrada, mas, quando toca a falar-se dos dias mais felizes das nossas vidas, toda a vez que o contamos, a História faz-se ela própria nova.

Estreou-se pela seleção ‘A’ a 11 de setembro de 2012, diante do Azerbaijão. Daí até hoje, mais 32 jogos e 4 golos. O primeiro aconteceu três anos depois da estreia. 16 de junho de 2015. Golo frente à Itália. Vitória. 1-0. Derrotámos a seleção transalpina quase 40 anos depois. História feita logo num golo inicial, hein?

No caminho para o Europeu, foi utilizado em 5 dos 8 jogos, um deles a titular, caso da derrota com a Albânia que ditou o afastamento do selecionador Paulo Bento. 0 golos para o ponta de lança na fase de qualificação.

Na preparação já mais próxima do europeu, que é como quem diz nas semanas anteriores ao mês imenso, qual rota dos descobrimentos da bola, Éderzito António Macedo Lopes fez o gosto ao pé por duas vezes, um no Dragão, diante da Noruega, e o outro em mais um particular, frente à Estónia, no Estádio da Luz.

O momento do primeiro golo de Éder ao serviço da seleção portuguesa, numa vitória por 1-0 diante a Itália, a 16 de junho de 2015 Fonte: Facebook Seleções de Portugal
O momento do primeiro golo de Éder ao serviço da seleção portuguesa, numa vitória por 1-0 diante a Itália, a 16 de junho de 2015
Fonte: Facebook Seleções de Portugal

Nada quantitativamente impressionante para os adeptos que, em uníssono, formavam sucessivos coros de assobios ao mal-amado e sozinho Éderzito. Sim, com o diminutivo. Como assim é no registo civil.

Diminutivo que recorda um bebé nascido na Guiné-Bissau, que, ainda muito criança veio para Portugal, tão novo que não lhe permite agora vislumbrar qualquer memória digna de tal nome acerca de Bissau Natal. Trouxe a tez escura e a humildade de quem tinha pouco.

Chegou a Lisboa e com os pais sem capacidade financeira para o criar, foi para o Colégio Frei Gil, em Braga, e, pouco depois, para o Lar Girassol, em Coimbra. O Adémia foi o primeiro clube onde jogou, depois dos castigos da escola, dos vidros partidos pela paixão pelo elemento redondo que nos faz sonhar nos palcos grandes. Éderzito um dia seria Éderzão!

WWE Great Balls of Fire: Não foi só fogo de vista

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O mais recente pay-per-view da WWE, o Great Balls of Fire, superou as expetativas e brindou o Universo WWE com combates de intensidade elevadíssima. Por momentos, parecia que tínhamos voltado à era “Ruthless Agression”, tal foi a violência de alguns momentos protagonizados na noite passada. Apesar de todos os “heels” terem vencido, foi uma noite em cheio para os fãs de wrestling.

Neville (c) vs Akira Tozawa (WWE Cruiserweight Championship)

Neville fez de Tozawa uma presa fácil Fonte: WWE
Neville fez de Tozawa uma presa fácil
Fonte: WWE

Tal como toda a gente previa, Neville defendeu com sucesso o seu título de Cruiserweight. Num combate típico de pre-show, curto e previsível, Neville não precisou de utilizar as suas principais armas (Red Arrow e Rings of Saturn) para vencer o novo membro da Titus Brand.

Sem Austin Aries na WWE (acertou a rescisão de contrato na semana passada), quem poderá terminar o reinado do “homem que a gravidade esqueceu”?

A ténue linha que separa a sorte e o azar

Cabeçalho Futebol NacionalSão 19h35 da tarde, o jogo começa às 19h45. Está tudo a postos, há que seguir o ritual. O telemóvel no sítio do costume, ao lado da jarra com umas rosas oferecidas no dia dos namorados A camisola é a mesma que é usada nos dias importantes. A cerveja gelada está entre a jarra e o telemóvel. 19h45, Vamos a isso que hoje é para ganhar! Pode parecer que não mas este é um ritual que  muitos adeptos têm antes de um jogo da sua equipa de coração. Invadido por bruxas, feitiços e magias negras, o futebol português é, cada vez mais, um espaço onde surgem inúmeras histórias insólitas para contar. O que é certo é que se sucedem os casos de jogadores e treinadores supersticiosos. Ninguém acredita em bruxas… Mas que elas existem, existem. Que o digam os visados neste texto.

Quando falamos neste tema é bem provável que a primeira estrela que nos venha à mente seja Eusébio, o Pantera Negra. O craque do SL Benfica usava uma moeda da sorte, na bota direita, para poder marcar golos. Claro que a sua agilidade, destreza e, principalmente, a sua veia goleadora foram fundamentais para a sua carreira, mas será que sem a sua moeda da sorte marcaria tantos golos?

Fonte: Notícias ao Minuto
Fonte: Notícias ao Minuto

Mas, há mais. O famoso Paulo Futre não podia ficar fora desta lista. Muitas dessas superstições foram adotadas na altura em que fazia parte da equipa do FC Porto. Desde chinelos a pulseiras, tudo era questão de superstição para Futre. Os chinelos não podiam estar ao contrário, as cruzes com álcool sempre que se partia algo eram imprescindíveis, as pulseiras apenas dariam sorte no pulso direito e o silêncio que se fazia ao passar por um carro fúnebre.

Fernando Santos, o selecionador que levou Portugal à glória europeia, também tem algumas manias. A sua fé fala mais alto no futebol. Desde as rezas durante o dia, até ao seu inseparável crucifixo que mantem à volta do pescoço, durante os jogos. E as mesas em U na sala dos jornalistas na meia-final? Sim, Fernando Santos recolocou as mesas em U depois destas terem sido mudadas.  Será que a seleção seria campeã se o Selecionador não o tivesse feito?

Quedas, desistências, desqualificações e Froome como líder: Eis a 1.ª Semana do Tour

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Os primeiros dias do Tour de France, não são por si só decisivos, longe disso, é o início ou o fim das aspirações dos candidatos à vitória na geral. Derivado às etapas, que na sua maioria são planas e propícias a chegadas ao sprint, não deixa de ser curioso que alguns líderes fiquem arredados da classificação geral ainda muito cedo, ou que cheguem mesmo a abandonar. O motivo é que por norma rola-se muito forte nos finais de etapa e todos querem ter a melhor posição possível para não ficarem para trás em caso de acontecer algo ao pelotão. Temos o caso recente do Tour passado, onde Contador teve algumas quedas na fase inicial do Tour e isso veio a deitar por terra as suas aspirações à vitória final, existem outros casos em outros tours que comprova isso mesmo,este ano,por exemplo Froome e Bardet já foram ao asfalto, não tendo ficado felizmente com grandes mazelas.

Começou atribulada a 104ª edição do Tour de France, com vários abandonos de ciclistas importantes e a expulsão de Sagan.

Valverde e Ion Izaguirre, caíram logo no contra relógio inicial e desistiram, depois foi Cavendish que na disputa ao sprint com Sagan cai e é forçado o seu abandono. Gesink, G. Thomas(que já foi camisola amarela) e Richie Porte (principal rival de Froome neste Tour), são os nomes mais sonantes que se juntaram a lista de desistentes, todos eles em quedas na etapa de ontem. A expulsão de Peter Sagan, após este ter provocado a queda e posterior abandono de Cavendish foi também o tema quente desta primeira semana!

Valverde 4º no ranking World Tour, vinha de uma época espectacular, a sua melhor época na minha opinião, e iria ser um dos grandes animadores deste Tour. Com esta queda é bastante provável que não corra mais esta época.Nairo Quintana ficou assim sem o seu grande aliado na luta pela geral individual.

Ion Izaguirre era o líder da Bahrain – Merida e  tinha aqui uma enorme oportunidade de se mostrar como líder.

Geraint Thomas o nº2 da Sky, e braço direito de Froome também tinha grandes expectativas neste Tour, apontando mesmo a um lugar no pódio.

E por fim Richie Porte, a meu ver a maior ameaça a Froome, e a sua sombra neste tour, Porte vinha em grande forma na subida ao Mont du Chat, fazendo parte do restrito grupo dos favoritos, foi na descida seguinte que colocou tudo em causa com uma má abordagem numa curva que pode ter tido graves consequências para si próprio.

Esperemos as rápidas melhoras a todos eles.

Momento que origina a desqualificação de Sagan Fonte: Le Tour de France
Momento que origina a desqualificação de Sagan
Fonte: Le Tour de France

A expulsão de Peter Sagan foi como se um terramoto tivesse passado por este Tour, tal foi o eco que produziu quer nos seus fãs, quer naqueles que defendem a sua expulsão. A verdade é que a decisão dos comissários, na minha óptica, foi excessiva. A primeira decisão dos comissários era a mais acertada, a retirada de pontos a Sagan era a punição aceitável, dado que Cavendish já ia em queda quando acontece o contacto entre ambos. Pode-se alegar que Sagan bloqueia a passagem de Cavendish, como também alegar-mos que Cavendish tentou passar pelo buraco da agulha. Nunca seria uma decisão consensual.

Com isto, a luta pela camisola verde ficou com menos 3 candidatos, se tivermos em conta que Demare vencedor da etapa 4, era também candidato a envergar a camisola verde.

Min 109 – 1 ano depois: O golo que (pouco) alterou o futebol nacional

Cabeçalho Seleção Nacional10 de Julho de 2016, um dia que ficará para sempre marcado no coração dos portugueses amantes de futebol e que jamais esqueceremos, o dia em que deixámos de ser o Pais do quase e passámos a ser o pais campeão europeu, o dia em que derrotámos a França no seu próprio país e quebrámos um enguiço que já durava há bastante tempo, resumindo tudo é fácil, um dia perfeito para Portugal, para os portugueses e para o futebol português.

Mas será que podemos afirmar que esta conquista e este dia alteraram de uma maneira significativa o paradigma do futebol português?  Na minha opinião não.

Muito pouco se alterou por cá, a felicidade de uma nação inteira e o espírito de celebração pode ter-nos feito sonhar ou “cegar” por uns tempos, mas a realidade no futebol português não se alterou significativamente.

Começando por aquilo que se alterou e talvez o mais simples de se explicar, houve um claro passo em frente no que diz respeito à afirmação da nossa selecção no futebol internacional, ganhámos o nosso primeiro titulo internacional , que anteriormente nos havia escapado por tão pouco, e finalmente passamos dos favoritos no papel para os vencedores na realidade, demonstrado assim ao mundo que em Portugal também se produzem vencedores e não apenas bons talentos individuais.

Mas cá dentro, no nosso futebol, tudo continuou igual ou pior, após uma conquista europeia a nível de selecções, tivemos um época muito fraca nas competições europeias a nível de clubes, quando talvez se esperava uma continuação do momento vivido recentemente,e acabámos por perder um lugar de acesso à Liga dos Campeões. Bem sei que o ranking UEFA que define as vagas europeias é feito de acordo com as últimas cinco épocas,  mas isso não esconde o facto de que foi um ano no global fraco para as equipas portuguesas na Europa, quando se exigia uma boa época para nos mantermos no quinto lugar do ranking e embalados pelo feito da nossa selecção. Por aqui se vê que o paradigma no futebol português pouco ou nada se alterou após o golo de Eder.

O Sporting saiu das competições europeias prematuramente aos pés do modesto Legia de Varsovia Fonte: Interia Sport
O Sporting saiu das competições europeias prematuramente aos pés do modesto Legia de Varsovia
Fonte: Interia Sport

A nossa liga e o tipo de futebol praticado continuou praticamente o mesmo, a reputação da nossa liga também muito pouco melhorou após a conquista do Europeu, diria até que devido ao fraco desempenho das nossas equipas na Europa, que mencionei anteriormente, regrediu. Por isto não sou de embarcar em positivismos desmedidos, faço uma separação daquilo que foi o feito no Euro 2016 e aquilo que realmente é e significa o nosso futebol nacional para o resto da Europa.

Excluo desta “equação” assuntos como a valorização do jogador ou treinador portugueses, pois para mim estes já haviam afirmado e conquistado um lugar no futebol internacional mesmo antes da conquista do Euro, o mundo do futebol já reconhecia o valor do nosso produto muito antes do Euro 2016, graças a figuras como Figo, Ronaldo e Mourinho, por isso para mim a conquista do Euro foi mais uma confirmação do que propriamente uma valorização, é por esta razão que não olho para a conquista do Euro como algo que valorizou o nosso produto, mas sim o nosso pais num contexto internacional de selecções, como já havia dito anteriormente.

Não vale a pena tenta mascarar muitos dos problemas existentes no nosso futebol com a conquista do Euro, foi um enorme dia para o nosso futebol , mas após o período de festejos e de celebração, os problemas continuaram e não se resolveram sozinhos, a cultura desportiva em Portugal continua a ser pobre, continua-se a olhar demasiado para o próprio ” umbigo” e são poucas as medidas tomadas e discutidas em conjunto para o melhoramento do futebol nacional , vejo e continuo a ver demasiados interesses e jogos de bastidores nas decisões que se tomam no futebol em Portugal , não tendo como interesse primário o futebol nacional no geral, era assim antes e continuou a ser após a conquista no Euro, por isso reafirmo a conquista do Euro pouco veio alterar o nosso futebol nacional, foi uma conquista inédita e de grande importância, mas com poucas consequências no paradigma do futebol nacional.

Foto de Capa: Slate Magazine

Artigo revisto por: Ana Ferreira

Min 109 – 1 ano depois: O dia da coroação nacional

Cabeçalho Seleção NacionalHá várias gerações que o futebol português está na rota do futebol europeu. Desde os Cinco Violinos, o Benfica de Eusébio, e os Magriços; posteriormente surgiu a Geração de Ouro, o Pentacampeonato azul e branco, o FC Porto de José Mourinho, e a equipa das Quinas de Luiz Felipe Scolari.

Os clubes portugueses já conquistaram grandes feitos na Europa, começando pela Taça Latina do Benfica em 1950, o Bicampeonato europeu no início da década de 60, seguindo-se a Taça das Taças do Sporting em 1964. Nos anos 80 surgiu o Benfica de Sven Goran Eriksson e o FC Porto de Artur Jorge que chegou ao topo de Europa. Já neste século, novamente o FC Porto atingiu o ceptro europeu, primeiro com Mourinho, e depois com André Vilas-Boas.

A nível individual, já foram muitos os destaques. Deste três jogadores portugueses com Bola de Ouro (Eusébio, Luís Figo e Ronaldo), Eusébio e Ronaldo conquistaram também a Bota de Ouro juntamente com Fernando Gomes (todos eles mais de uma vez), bem como houve dois jogadores estrangeiros a serem Bota de Ouro em Portugal: Hector Yazalde e Mário Jardel. Isto, sem esquecer os vários jogadores portugueses que brilharam em grandes ligas europeias, desde Paulo Futre a Bernardo Silva.

Somos um país de referência a nível de treinadores. Para além de José Mourinho, muitos outros treinadores portugueses foram campeões em ligas estrangeiras nos últimos anos, tais como André-Vilas Boas, Paulo Fonseca, Marco Silva, Leonardo Jardim, Paulo Sousa, etc.

2016 trouxe mais conquistas ao futebol português Fonte: UEFA.com
2016 trouxe mais conquistas ao futebol português
Fonte: UEFA.com

A nível de selecções, fomos campeões em todos os escalões entre os sub-16 e os sub-20, bem como obtivemos várias gerações de talento. Mas faltava qualquer coisa. No futebol sénior, éramos reis sem coroa. O Vice-campeonato europeu em nossa e o terceiro lugar no Mundial de 1966 sabia a pouco.

Depois do campeonato do mundo de futebol de praia conquistado em 2015 e do campeonato da Europa de sub-17 conquistado em Maio de 2016, conquistar o título Europeu de séniores no país com mais emigrantes portugueses seria a cereja no topo do bolo.

No dia 10 de Julho de 2016, a história mudou. Foram precisos 110 minutos de jogo para um mal-amado chamado Éderzito Lopes pontapear a bola e fuzilar as redes do guardião “bleu” Hugo Lloris.

Nesse dia, mais do que uma escalada à Torre Eiffel, seria escrita a página mais bonita da história do futebol português. Seria a coroação do nosso a país e a afirmação do nosso futebol no mapa do futebol mundial.

Um engenheiro electrotécnico e um grupo de 23 atletas (mais equipa técnica, staff e Federação) entraram nesse dia para a história do futebol português e deram o seu maior contributo para que o nosso país fosse uma referência do futebol mundial.

Esse dia ficará para sempre na memória de todos os portugueses, quer daqueles que assistiram ao vivo e a cores, quer àqueles que fizeram o nosso país parar pela noite fora para receberem os nossos heróis de braços abertos. E o futebol português nunca mais foi visto da mesma forma.

Foto de Capa: Seleções de Portugal

Portugal faz o pleno e conquista etapa da Nazaré

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Novo jogo, nova vitória e nova conquista. No último jogo da segunda etapa da liga europeia, Portugal derrotou a Itália por 8-5 e conquistou a etapa realizada nos areais da Nazaré, superando a Suíça, Espanha e Ucrânia.

Ao contrário do que acontecera nos últimos dois jogos, foi Portugal a entrar melhor, tendo mais tempo de posse de bola e desde cedo procurou testar o guarda-redes italiano. Por isso, não é de estranhar que o primeiro golo chegasse cedo. Bastaram dois minutos. Num lance de contra-ataque iniciado e terminado por Coimbra, pelo meio com assistência de Zé Maria, o número dois português fez o 1-0. Logo a seguir, Coimbra voltou a ter uma grande oportunidade para marcar, mas Del Mestre impediu novo golo.

A melhor entrada na areia estava confirmada, mas a Portugal não estava satisfeito e depois do golo de Coimbra, os lances de perigo iam-se acumulando, assim como, as defesas de Mestre. Só aos cinco minutos de jogo, a Itália deu um ar da sua graça devido a um remate em zona perigosa de Marinai, que Andrade defendeu.

Os minutos passavam e a seleção portuguesa ia dominando o jogo a seu prazer, não permitindo saídas perigosas à Itália. Todavia, aos sete minutos de jogo, penalti a favor dos transalpinos por falta de Madjer sobre Gori. O próprio encarregou-se de marcar a grande penalidade e com um remate para o centro da baliza fez o empate.

Antes do início do jogo, o Município da Nazaré recebeu uma bola do Mundial de 2015 como sinal de agradecimento pelo acolhimento da Euro Beach Soccer e a sua excelente organização. Fonte: Nazare Beach Events
Antes do início do jogo, o Município da Nazaré recebeu uma bola do Mundial de 2015 como sinal de agradecimento pelo acolhimento da Euro Beach Soccer e a sua excelente organização.
Fonte: Nazare Beach Events

A seleção italiana chega ao empate quase como por acaso, pois pouco ou nada tinha feito para merecer marcar. Porém, a resposta não se fez esperar e a pouco mais de três minutos do final, lance bonito da seleção portuguesa finalizado com um remate acrobático de Madjer para defesa apertada de mestre. Estava dado o aviso, pois, não marcou à primeira, marcou à segunda. Numa jogada praticamente igual à anterior, Alan assistiu Madjer que, de primeira, atirou para o segundo de Portugal.

Mesmo na dianteira, ainda haveria mais para festejar antes do final da primeira parte, visto que, a vinte e três segundos da pausa, contra-ataque de Itália parado por Coimbra que passou para João Gonçalves, herói do dia anterior, que ao ver Alan solto, colocou-lhe a bola e o experiente jogador português disparou para o fundo das redes de italianas.

Finalizado o primeiro período, Portugal vencia sem qualquer tipo de contestação por 3-1, tendo, possivelmente, efetuado os seus melhores doze minutos desta etapa europeia de futebol de praia. A Itália pouco ou nada conseguiu fazer, chegando ao golo através de uma grande penalidade.

Foto de Capa: Beach Soccer Worldwide

GP Áustria: A história de um arranque perfeito

Cabeçalho modalidadesSebastian Vettel avisou e a Mercedes cumpriu: os “flechas de prata” eram favoritos na Áustria. Valtteri Bottas ganhou a pole-position e concretizou essa vantagem com uma vitória na corrida.

O finlandês da Mercedes beneficiou de uma bandeira amarela nas últimas voltas da sessão de qualificação, que impediu os adversários directos de melhorarem os seus tempos. Logo a seguir, Vettel ficou a menos de um segundo e Hamilton foi o terceiro mais rápido. Contudo, o inglês foi penalizado em cinco lugares por ter trocado de caixa de velocidades – saiu de oitavo -, Raikkonen subiu à terceira posição da grelha.

Valtteri Bottas arrancou incrivelmente bem e deixou suspeitas de que teria queimado o arranque. A FIA investigou e a conclusão foi fantástica: o piloto da Mercedes demorou 0.201s a reagir aos semáforos. Números entusiasmantes para qualquer fã da F1 e para o próprio Bottas, que foi peremptório – “foi o arranque da minha vida”.

A primeira curva do circuito austríaco é famosa por causar acidentes e o GP de 2017 não foi excepção. Um Kvyat muito pouco cauteloso colidiu com Alonso, que acabou por levar Verstappen consigo. O resultado foi o abandono do McLaren e do Red Bull, enquanto que o Toro Rosso foi penalizado com um drive through. Prova demasiado azarada para Fernando Alonso, que depois de pontuar pela primeira vez no Azerbaijão tinha dito ao longo da semana que os pontos eram, a partir de agora, um objectivo normal. Já Max Verstappen abandona pela quinta vez em sete corridas e desilude todos os seus entusiastas, que acreditavam numa época de consagração do promissor holandês.

Kimi Raikkonen voltou a fazer uma corrida insossa, repleta de erros, e não conseguiu salvaguardar o lugar no pódio nem tão pouco defender-se de Lewis Hamilton. Ricciardo aproveitou a inércia do piloto da Ferrari e subiu a terceiro para não mais sair; Hamilton aproveitou a paragem do finlandês e conquistou a quarta posição. Raikkonen não foi capaz de fugir deste impasse e apesar de ter estado próximo do Mercedes em algumas ocasiões, acabou por se resignar ao quinto lugar.

Vettel ficou em segundo e consolidou a liderança na classificação geral Fonte: Ferrari
Vettel ficou em segundo e consolidou a liderança na classificação geral
Fonte: Ferrari

Já Hamilton almejava um lugar no pódio – mal menor depois de ter saído de oitavo. O piloto da Mercedes chegou a estar lado a lado com Ricciardo, na penúltima volta, mas o australiano resistiu e ficou mesmo nos três primeiros. Mais uma grande corrida para Ricciardo e uma óptima posição para a Red Bull; depois da vitória em Baku, um terceiro lugar em Spielberg. O jovem piloto tem compensado os desaires de Verstappen e mostra-se um nome a ter em conta em todos os GPs.

E se na luta pelo último lugar do pódio a Mercedes não conseguiu levar a melhor, na luta pela vitória na corrida a história foi diferente. Valtteri Bottas liderou desde o primeiro segundo e só se preocupou verdadeiramente com Vettel nas últimas voltas. O actual líder da geral subiu o ritmo, colocou-se ao ataque, abriu o DRS e animou a recta final da etapa austríaca. Chegou a estar a 1,7s de Bottas mas o finlandês não deu hipótese: não só não admitiu nenhuma verdadeira tentativa de ultrapassagem, como se manteve constante e sem erros, conquistando meritoriamente o primeiro lugar.

Nota positiva para a Williams, que depois de uma péssima qualificação conseguiu ter os dois carros nos pontos. Depois do pódio de Stroll no Azerbaijão, a equipa volta a ter motivos para ficar contente com a sua prestação. Apesar do terceiro lugar de Ricciardo, a Red Bull voltou a ver Verstappen a desistir e a ficar fora dos pontos. O piloto holandês prometeu mais e esta época está a ser desastrosa. Sergio Perez e Sebastian Ocon voltaram a acabar a corrida seguidinhos, neste que foi um fim-de-semana mais calmo para a dupla da Force India. Nota ainda para a excelente prestação de Grosjean, que levou para casa o sexto lugar e a melhor posição do ano para a Haas.

Hamilton foi quarto, Vettel foi segundo: o alemão volta a distanciar-se e tem agora um fosso de 20 pontos que o separa do inglês. Desta vez a espera é mais curta – a F1 regressa já no próximo fim-de-semana, de 14 a 16 de Julho, com o Grande Prémio do Reino Unido.

Foto de Capa: Valtteri Bottas

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

2017/18: A Temporada de Óliver Torres?

fc porto cabeçalhoÓliver Torres, para além de ser o segundo futebolista mais caro de sempre em Portugal, é também um dos mais geniais jogadores da história recente do FC Porto. O pequeno espanhol parece ter sido parado na sua evolução pelo “kick and rush” imposto por Fonte: Página do Facebook de Oliver Torres mas, com um treinador capaz de potenciar as suas qualidades este pode, no futuro, figurar entre os jogadores mais caros a transferir-se do futebol português.

Óliver é, atualmente, o potencial melhor médio da Liga NOS. A sua capacidade para ler o jogo, decidir em função do mesmo e executar com precisão, não tem par no campeonato português. O espanhol vê mais e mais rapidamente do que qualquer outro futebolista a atuar em Portugal e, com a sua capacidade de passe, consegue quebrar linhas com uma tremenda facilidade. É ele o motor do momento ofensivo do FC Porto, a “casa de máquinas” do meio campo azul e branco, o homem pelos pés de quem passa todo o jogo ofensivo da equipa. O que lhe falta em capacidade física, entenda-se, atlética, sobra-lhe em capacidade para perceber tudo o que se passa em seu redor e posicionar-se de forma a antever as mais diversas situações de jogo.

Fonte: Página do Facebook de Oliver Torres
Fonte: Página do Facebook de Oliver Torres

Porém, Óliver precisa de um modelo de jogo que privilegie o seu jogar, entenda-se, com foco na organização em posse e na tomada de decisão. Com Nuno Espírito Santo e o seu futebol demasiado direto e privilegiando os duelos individuais em todas as zonas do terreno de jogo, o pequeno génio espanhol foi perdendo a sua influência na equipa e no futebol praticado pelo FC Porto. Deixou de ser ele quem pautava o ritmo do jogo, deixou de ser ele a ligar o jogo ofensivo da equipa, em suma, desapareceu a “casa de máquinas” do meio campo do FC Porto. Muitos afirmam que Óliver esteve aquém do potencial que lhe é reconhecido quando, na verdade, o que se verificou foi uma significativa incompatibilidade entre as caraterísticas do jogador e o modelo de jogo (se é que pode dizer-se que o FC Porto de Nuno Espírito Santo tinha um modelo de jogo definido) preconizado pelo seu treinador.