O CS Marítimo volta a alimentar grandes expectativas para a nova temporada, depois do bom trabalho desenvolvido, e por isso mesmo as movimentações do plantel são seguidas ao pormenor. O defeso é altura de otimismos excessivos e pessimismos desmesurados e enquanto alguns adeptos aplaudem as caras novas, outros olham com desconfiança para os nomes apresentados. Já é conhecida grande parte da equipa para 2017/18 e o clube madeirense tem o plantel praticamente selado, salvo eventuais saídas ou boas oportunidades de negócio que possam surgir até ao fecho do período de transferências.
Depois de uma época impressionante, fruto da milagrosa recuperação orquestrada por Daniel Ramos – os insulares somavam quatro derrotas nas cinco primeiras jornadas, sob o comando de Paulo César Gusmão – o plantel verde-rubro deu nas vistas e o treinador perdeu alguns dos jogadores nucleares na campanha transata, que culminou com o sexto lugar.
Dyego Sousa, que falhou grande parte da temporada devido a um castigo pesado, acabou, mesmo assim, como o melhor marcador dos madeirenses, com oito golos em 21 jogos. Em final de contrato, o possante avançado brasileiro foi o primeiro a conhecer o seu destino, ao chegar a acordo com o SC Braga. Para a cidade dos arcebispos seguiram também mais dois titulares praticamente indiscutíveis: o médio Fransérgio, capitão de equipa, e o central goleador, Raúl Silva, segundo melhor marcador com sete golos. Aos dois jogadores restava ainda mais um ano de contrato com o Marítimo, pelo que as transferências renderam algum lucro aos cofres maritimistas, além de contrapartidas em futuros negócios e a cedência definitiva de três jogadores bracarenses – João Gamboa, Piqueti e Rodrigo Pinho.
Também habituais titulares, Patrick Vieira e Alex Soares foram outras saídas importantes, ambos em final de contrato. O lateral brasileiro assinou pelo SL Benfica, para ser emprestado ao Vitória FC, enquanto o médio lisboeta terminou a ligação de seis anos aos insulares e rumou ao AC Omonia Nicósia. Para além destes, Deyvison, terceira opção no eixo defensivo, e Xavier, segunda escolha na ala esquerda do ataque, foram outras caras que se despediram dos Barreiros – prosseguirão a carreira no FC Arouca e FC Paços de Ferreira, respetivamente – tal como Djoussé e Brito, pouco utilizados por Daniel Ramos.
Para garantir um plantel competitivo e satisfazer os desejos do treinador – que Carlos Pereira quer manter a todo o custo – o Marítimo tem estado bastante ativo na presente janela de transferências. Depois das possibilidades de Danny, Víctor García, Saleh Gomaa ou Wilson Eduardo, estes são os que efetivamente chegaram e que contam, pelo menos por agora, para o treinador dos madeirenses.
Foi uma primeira semana sem grandes surpresas na vertente masculina do torneio, excepto a eliminação de Stanislas Wawrinka na primeira ronda frente a Medvedev. Mas mesmo a derrota do suíço não foi assim tão surpreendente tendo em conta as suas dificuldades históricas na superfície e os bons resultados do seu rival em relva nos torneios que antecederam Wimbledon.
Federer e Nadal avançaram para a quarta ronda sem quaisquer dificuldades, não cedendo um único set até à data. Djokovic também ainda não cedeu nenhum set e parece estar de volta a um grande nível depois de ter ganho em Eastbourne na semana que antecedeu o torneio. O campeão em título Andy Murray teve algumas dificuldades contra Fognini na terceira ronda, mas também continua em prova, assim como finalista vencido da edição anterior Milos Raonic, que esteve à beira de ficar 0-2 abaixo contra Youzhny. Além de Wawrinka, o único top 10 a ser eliminado até à data foi Kei Nishikori, que perdeu contra Bautista Agut na terceira ronda.
Na quarta ronda, Federer vai enfrentar Dimitrov, num duelo sempre muito aguardado mas no qual Federer é o claro favorito; Nadal enfrenta Muller, um jogador em excelente forma e sempre perigoso em superfícies rápidas e que já derrotou Nadal em Wimbledon (2005). Djokovic enfrenta o surpreendente Mannarino e Murray joga contra Benoit Paire. Em princípio, os quatro primeiros cabeças-de-série todos marcarão presença nos quartos de final, mas com a excepção do encontro de Djokovic não se esperam facilidades.
Fonte: Facebook Oficial de Wimbledon
Os encontros que não envolvem os quatro primeiros cabeças-de-série prometem ser ainda mais interessantes; Thiem vs Berdych, Zverev vs Raonic e Querrey vs Anderson são três encontros 50-50 e em que os vencedores terão armas para ir mais longe. Estamos a falar de dois finalistas deste torneio (Raonic e Berdych), dois dos jovens mais promissores do circuito (Thiem e Zverev) e dois grandes servidores que já mostraram ser capazes de derrotar jogadores de topo em grandes torneios, Querrey fê-lo aqui mesmo contra Djokovic no ano passado. O encontro menos interessante da ronda parece ser Cilic vs Bautista Agut, esperando-se uma vitória relativamente fácil do croata. Mas Cilic não é conhecido pela sua consistência, pelo que nunca se sabe.
Espera-se uma grande segunda semana em Londres; Federer permanece o ligeiro favorito ao título, mas o que não falta é concorrência num dos Grand Slams mais abertos dos últimos anos.
Num jogo digno de qualquer Tour de France, tantas foram as bicicletas que resultaram em golo, Portugal conseguiu inverter uma desvantagem de 4-1 e a dois segundos do final da primeira parte do prolongamento, João Gonçalves deu a pedalada decisiva e fixou o resultado final em 7-6, garantindo mais uma vitória lusa nesta etapa da liga europeia de futebol de praia que decorre nos areais da Nazaré.
A Suíça entrou melhor e logo ao início, recuperação de bola a meio campo e após um pontapé de bicicleta de Stankovic, Steinemann, solto ao segundo poste, abriu o ativo. Aos três minutos primeiro de jogo, surgiu o sinal de perigo português. Ricardinho rematou e esteve muito perto de marcar. Pouco depois, Ott, com uma bicicleta, ficou perto do 2-0.
Os minutos iam passando e o jogo não estava fácil para Portugal. O equilíbrio era uma nota presente, embora a seleção vice-campeã europeia fosse começando a ficar ligeiramente por cima.
A meio do primeiro tempo, Portugal esteve muito perto do empate, mas depois de um pontapé de bicicleta de Madjer, Spacca tirou o pão da boca aos jogadores lusos. Com pouco mais de um minuto para jogar e a partir de um lance algo inocente, Stankovic esteve perto de aumentar a vantagem suíça ao enviar um pontapé de bicicleta ao poste esquerdo da baliza portuguesa.
Terminado o primeiro período do jogo, teoricamente, mais difícil para Portugal nesta etapa da liga europeia, a Suíça ia vencendo por 1-0. No entanto, o empate talvez fosse o resultado mais justo, visto que, os comandados de Mário Narciso foram que tiveram mais oportunidades para marcar.
Na segunda metade, voltou a ser a Suíça voltou a entrar melhor, com mais tempo de posse de bola atacante e com mais oportunidades para ampliar o score. Exemplo disso foi o livre-direto que Stankovic não conseguiu converter, resultante de um corte com a mão de Zé Maria. Pouco depois, Mo, com um grande remate, obrigou Andrade a uma defesa para a fotografia. Todavia, depois de várias tentativas e em virtude de um penalti cometido por Madjer, os suíços conseguiram aumentar a vantagem com um golo de Steinemann.
Portugal via-se numa situação complicada, visto que, não estava a conseguir fazer uma grande exibição nem responder aos dois golos forasteiros. Contudo, Madjer teve uma oportunidade de livre direto para inverter o rumo dos acontecimentos, mas Valentin conseguiu defender o remate do capitão português. O jogo poderia ter ficado ainda mais incómoda quando, aos dezassete minutos, após uma bela jogada coletiva, Ott, com um remate de primeira, ficou a centímetros dos 3-0.
Madjer esteve em grande ao marcar por três vezes Fonte: Nazare Beach Events
O tempo e os calafrios iam passando e seleção não conseguia marcar, mas num instante de jogo, Torres antecipou-se a Stankovic e tirou-lhe a bola. Apenas com o guarda-redes contrário pela frente, o próprio Torres quase ia perdendo o lance, mas com alguma sorte à mistura, reduziu a desvantagem. Superioridade que poderia ter sido anulada logo a seguir, mas Zé Maria não conseguiu converter um livre numa posição bastante privilegiada.
À entrada para os dois últimos minutos deste período, novo livre-direto para Portugal que Valentin defendeu e na recarga, Ricardinho, atirou a bola em direção da baliza, mas um ressalto na areia dirigiu o esférico para fora das quatro linhas. No seguimento da jogada, Valentin, com um remate da sua área, aumentou para 3-1. Enorme balde de água fria para todos os presentes no estádio do Viveiro que, após quase terem festejado o golo do empate, viram a Suíça a ampliar a diferença.
Finalizado mais um período, a Suíça continuava na frente, desta feita, por 3-1. Resultado que correspondia com o que ia acontecendo na areia. Contudo, não fossem as próprias caraterísticas da modalidade e, talvez, o resultado fosse outro.
O derradeiro período teve um inicio igual aos precedentes e aos trinta segundos, após uma bela jogada coletiva da Suíça, o matador Stankovic, novamente de bicicleta, aumentou para 4-1. Portugal respondeu e pouco depois, Andrade, com um remate de longe, ficou muito perto de reduzir o marcador. Passados alguns segundos, novo livre em zona frontal para seleção nacional, devido a uma falta de Stankovic sobre Madjer. O número sete não desperdiçou a oportunidade e com um remete fortíssimo reduziu para 4-2.
O Futsal leonino é neste momento o melhor refúgio de alegria para qualquer Sportinguista. A preponderância da equipa é indiscutível, o seu historial esmagador. Há quem considere tratar-se do melhor plantel da história do clube e, subjectividades à parte, não podemos andar muito longe disso. Depois a estrutura: elemento mítico. Sente-se bem a solidez da estrutura da modalidade, tão essencial para a manutenção deste ciclo hegemónico. A caracterização da pirâmide fecha-se com a figura chave deste projecto.
Despertou para a alta competição aos comandos do Instituto D. João V e o seu trabalho valeu-lhe uma passagem pela Rússia, integrando a equipa técnica do CSKA. Mais tarde, em 2012, iniciava a primeira de todas as épocas que já soma enquanto Treinador da equipa de Futsal do Sporting. E a síntese não podia ser mais esclarecedora: em cinco épocas, Nuno Dias ajudou a equipa Leonina a conquistar por quatro vezes o campeonato Nacional, acrescentando mais algumas Taças ao Palmarés. Mas distribua-se a justiça. A dimensão deste sucesso também dependeu da qualidade dos jogadores que têm estado ao serviço do Sporting. Mas há algo realmente genial na representação de Nuno Dias, que vai fazendo de si um Treinador completo e que ultrapassa o patamar da análise técnica.
Nuno Dias tem sido sinónimo de títulos no Sporting Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal
Acima de tudo falo da postura. É neste ponto ético que identifico a grande vantagem de ter um Treinador como este. Nos momentos de derrota, que, embora não sendo muitos, sempre vão aparecendo, não lhe encontramos no discurso grandes culpabilizações alheias. E depois há a forma. O jeito de explicar as coisas e que as vão tornando mais verdadeiras. Um exemplo recente: no último play-off que ditou a vitória no campeonato, a equipa do Sporting perdia 2-0 em Braga. Na sua primeira pausa técnica, e perante a perigosidade do resultado, Nuno Dias perguntou apenas uma coisa aos seus jogadores: “vamos jogar?”. Isto mesmo. Como se durante aqueles minutos de jogo o Sporting não tivesse ido a jogo. E não é fácil fugir dos ânimos e arrefecer a eloquência num momento como aqueles. Eu, como adepto, fiquei orgulhoso e pensei que aquele discurso minimalista foi um hino à psicologia desportiva.
Quase no final deste texto retenho outra ideia. A de que talvez seja fácil demais falar bem quando as coisas desportivamente também correm bem. Mas o importante é ter um Treinador destes junto à linha de jogo e um exemplo único dentro da nossa própria casa.
Este jogo pouco ou nada decidia em relação ao posicionamento no que diz respeito à continuidade em prova tanto de uma equipa como de outra (Portugal já tinha a liderança do grupo assegurada enquanto a formação da Suécia tinha a última posição e a eliminação na fase de grupos já confirmada) logo Hélio Sousa optou por dar oportunidade a jogadores pouco utilizados nos jogos anteriores de poderem mostrar o seu valor e provarem se são alternativas válidas ao núcleo duro que habitualmente jogam no XI inicial.
Tirando alguns jogadores escalados pelo técnico português, a maioria dos escolhidos cumpriram a sua estreia neste campeonato europeu deste escalão. Mesmo assim, o começo não revelou grande falta de entrosamento nos atletas nacionais, conseguindo Portugal um bom começo no jogo, criando algumas boas situações para marcar mas não introduzindo a bola na baliza contrária. Ao invés, foi a formação nórdica que marcou e abriu o marcador aos 43 minutos, através de um golo de Gyokeres. Foi, portanto, uma primeira parte onde o volume de jogo agradou mas o resultado era negativo.
Portugal já tinha garantido a passagem às meias-finais no jogo frente à República Checa Fonte: UEFA
No segundo tempo, Portugal continuou a atacar a baliza de Johansson, mas mais uma vez foi a Suécia a marcar, aos 61 minutos de jogo, por intermédio de Karlsson, que tinha acabado de entrar em campo. Uma entrada brilhante do jogador sueco em campo, que fez o segundo golo para a sua equipa mal entrou no relvado e deixou os nórdicos mais próximos de garantir os seus primeiros três pontos na competição. Este golo parecia ser um rude golpe nas nossas aspirações, mas Rafael Leão aos 70 minutos e João Filipe aos 87 minutos conseguiram ainda empatar o encontro a duas bolas.
Foi um jogo onde os golos não faltaram e onde houve bastante emoção, com natural destaque para a grande recuperação nos últimos 20 minutos, com a entrada de algumas das principais figuras em campo e onde conseguimos pelo menos evitar a derrota.
Nas meias-finais, iremos jogar com o segundo classificado do grupo B, que apenas termina amanhã.
André Gomes é, por estes dias, um dos nomes menos consensuais no futebol europeu. Ainda que os seus treinadores da época passada – Luis Enrique e Fernando Santos – tenham confiado no médio português mesmo com as pressões exteriores para não utilizarem Gomes, os adeptos não hesitam em fazer do português a ovelha negra do Barça e da seleção das quinas. Mas o que terá acontecido para esta descredibilização?
Em primeiro lugar, importa perceber o que mudou. O médio mudou-se há um ano de Valencia para a Catalunha e, logo aí, a exigência aumentou. No Barça, o internacional português nunca se conseguiu impor verdadeiramente, apesar de ter acumulado 43 jogos e de ter marcado três golos.
Luis Enrique nunca abdicou dos seus serviços, chegando a relegar Ivan Rakitic para o banco de suplentes. Na Catalunha foram várias as vozes de protesto contra André Gomes, o que pode ter abalado a sua confiança.
André Gomes continua longe de ser um nome consensual Fonte: FC Barcelona
Na seleção nacional, a história é outra. Fernando Santos tem insistido na sua utilização nos corredores, principalmente o esquerdo, afastando-o da zona onde pode, realmente, mostrar todo o seu futebol. É notório que Gomes não se sente confortável na posição de interior esquerdo, condicionando muito o seu jogo. Aliado à falta de confiança que o internacional português pode estar a atravessar, é natural que o seu futebol não esteja a ser potencializado ao máximo.
André Gomes ainda é jovem, tem apenas 23 anos. Para já, a sua primeira temporada ao serviço dos culés não correu de feição e na seleção nacional também não tem tido um rendimento condizente com a sua qualidade.
Seja no Barcelona ou em outro clube – interessados, aparentemente, não faltam – o médio vai bem a tempo de voltar a exibir o nível que o fez ganhar notoriedade em Valencia e transferir-se para um dos melhores clubes do mundo.
Chegada ao final a primeira semana da vertente feminina de Wimbledon, pode dizer-se que as surpresas não têm sido a nota dominante da competição. A grande maioria das cabeças de série mantêm-se em prova e, até ao momento, não há uma tenista que se destaque de sobremaneira de modo a poder ser apontada como a principal candidata à conquista do torneio.
A principal surpresa até ao momento foi a eliminação de Karolina Pliskova, dada por muitos como a principal candidata à conquista de Wimbledon. Logo na segunda ronda a checa não resistiu a Magdalena Rybarikova, número 87 do ranking WTA, que este ano já venceu 16 dos 17 encontros disputados em relva. Pliskova voltou a mostrar que, pese embora a agressividade do seu primeiro serviço e da sua pancada de direita, a relva de Wimbledon (torneio no qual nunca avançou para além da segunda ronda) tende a não trazer à tona o seu melhor ténis.
Pliskova nunca conseguiu passar da segunda ronda Fonte: Karolina Pliskova
Do lado das surpresas destaque ainda para Petra Kvitova, bicampeã de Wimbledon e dada por muitos como a provável darkhorse da competição que, também na segunda ronda do torneio, caiu às mãos da norte-americana Madison Brengle por 6-3, 1-6 e 6-2.
Num amigável a ter lugar no Estádio do Algarve, Sporting e Belenenses encontraram-se para uma partida de pré-temporada, à porta-aberta, dirigida por João Capela.
O Sporting alinhou no seu fiel esquema tático de 4-4-2, figurando nas escolhas de Jorge Jesus os jogadores Azbe Jug, André Geraldes, Cristiano Piccini, Paulo Oliveira, Tobias Figueiredo, Radosav Petrovic, Mattheus Oliveira, Rodrigo Battaglia, Iuri Medeiros, Bas Dost e Gelson Dala. Numa mistura constituída essencialmente por recentes aquisições, regressos de empréstimos e jovens com potencial da equipa B, o técnico pretendeu atestar a adaptabilidade dos seus elementos às exigências da Liga NOS, iniciar rotinas e conceder novas oportunidades.
Do outro lado, com um 11 de base relativamente mais sólido, o Belenenses de Domingos Paciência atuou em 4-3-3 com Muriel, Vincent Sasso, Gonçalo Silva, Florent Hanin, Robert Persson, Merlin Tandjigora, Hassan Yebda, André Sousa, Diogo Viana, Maurides e Miguel Rosa. Com algumas das peças que integraram o núcleo duro da equipa na temporada transata, o treinador dos azuis do Restelo pôde ainda observar atentamente algumas das suas contratações concretizadas no presente mercado de transferências.
Estádio do Algarve foi o palco deste jogo de pré-época Fonte: ForumSCP
O período inicial do jogo foi marcadamente faltoso na zona intermédia do terreno e foi disputado a um ritmo baixo. Na primeira oportunidade clara de golo, Bas Dost, ao minuto 11, conduziu o esférico pelo corredor direito, deixando-o para Iuri Medeiros, que executou um cruzamento venenoso para o interior da grande área dos azuis, na qual Mattheus Oliveira se encontrava em posição privilegiada para inaugurar o marcador. Porém, Rodrigo Battaglia desempenhou incorretamente uma função da incumbência dos centrais da formação de Belém, intercetando o lance. Exibindo um maior caudal ofensivo, os leões ameaçaram novamente a baliza da turma do Restelo 15 minutos depois. Após uma recuperação de bola notável de Petrovic, o internacional sérvio isolou o veloz Gelson Dala, mas Muriel respondeu com uma defesa de qualidade. Mesmo privilegiando incondicionalmente a organização defensiva e revelando uma escassa posse de bola, o Belenenses tentou aproximar-se da baliza do Sporting e conseguiu inclusivamente chegar à vantagem aos 29 minutos. Tandjigora soltou a bola inteligentemente para Diego Viana, que realizou um cruzamento com régua e esquadro para um vólei de extrema dificuldade técnica de André Sousa.
A segunda metade, fruto de um número incontável de mudanças nos “onzes” e da consequente ausência de entrosamento entre os jogadores de ambas as formações, foi parca em lances de perigo. Ainda assim, repondo justiça no marcador, ao minuto 62, o pitbull Petrovic recuperou o esférico em zona perigosa, servindo o recém-entrado Leonardo Ruiz, que não teve dificuldade em bater o guardião Muriel. Até ao término da partida, a única chance digna de registo pertenceu aos pupilos de Jorge Jesus, com Jovane Cabral a rematar por cima após assistência de Mama Baldé aos 82 minutos.
Apesar do reduzido tempo de jogo amealhado pela quase totalidade dos jogadores, Petrovic, Cristiano Piccini, Gelson Dala e Leonardo Ruiz foram os maiores destaques da equipa leonina. Do lado dos pastéis, Diogo Viana, André Sousa e Tandjigora deixaram igualmente boas indicações.
No mercado do Sport Lisboa e Benfica, aquela que tem sido provavelmente a contratação mais sonante foi a do croata Filip Krovinovic, contratado ao Rio Ave FC a troco de 3 milhões de euros.
O médio criativo de 21 anos foi para muitos o melhor jogador do último campeonato a actuar fora dos três grandes. Um jogador onde a bola descansa nos seus pés, com uma boa qualidade técnica e dono de um remate muito colocado, que foi potenciado por Luís Castro ao ponto de se tornar uma das grandes revelações do último campeonato.
O médio criativo croata era um jogador desejado por muitos benfiquistas, por mim inclusive. No entanto, existe uma questão que deve ser colocada: onde é que este jogador irá encaixar na equipa?
No 4-4-2 em que a equipa tem jogado, as possibilidades de entrar no onze da equipa são remotas. Não acredito que ele seja uma alternativa a Pizzi como nº 8. Visto que ele não tem a maturidade táctica do transmontado, creio que a sua colocação a nº 8 num 4-4-2 resultaria num desequilíbrio táctico e num desperdício às qualidades.
Depois, independentemente da condição física que Pizzi apresentar quando regressar das férias, para servirem como suas alternativas existem outras opções como André Horta e Filipe Augusto. Num 4-4-2, Krovinovic encaixaria melhor como interior direito no lugar de Salvio, posição onde jogou várias vezes no Rio Ave FC.
O mercado de transferências em Portugal já abriu. No entanto, o FC Porto parece não ter recebido essa notificação, ou pelo menos deve pensar que o mercado é uma via com sentido único, neste caso a de apenas vender. É certo que, devido ao incumprimento das regras de fair play financeiro e consequente castigo da UEFA, os azuis e brancos são obrigados a vender. O próprio Fernando Gomes, administrador da SAD do FC Porto, já declarou anteriormente que é evidente que o FC Porto tem de vender jogadores para evitar novos incumprimentos no futuro.
No entanto, esta postura adotada pelo FC Porto não parece nada a de uma equipa que já não ganha qualquer título há 4 anos. É nesta altura que os adeptos anseiam por novidades para a nova época e acompanham ao minuto na esperança de chegarem novas caras que vistam e que honrem o emblema e as cores do clube.
Mas não é isso que acontece. O mercado avança e são mais as notícias de possíveis saídas do que de reforços para o dragão. Para já, as saídas oficializadas do dragão são as de André Silva, Depoitre e Diogo Jota o que denuncia uma necessidade gritante pela contração de um avançado para que seja companheiro ou concorrente de Tiquinho Soares. Para além disso, o FC Porto também abdicou de alguma das suas promessas com a saída de Francisco Ramos, Chidozie, Tomás Podstawski e mais recentemente Ruben Neves, ficando desta forma sem alternativas para o presente e para o futuro.
Fonte : Facebook oficial de Sérgio Conceição
A nível de contratações só podemos falar mesmo de Sérgio Conceição. Algo parecido com isso, só mesmo a tentativa de renovação e de permanência de alguns dos jogadores do núcleo mais duro do FC Porto atual, tais como Casillas, Danilo, Brahimi e Corona ou ainda a possibilidade de retorno de alguns jogadores emprestados, onde Ricardo Pereira encabeça essa lista. No entanto, apesar de serem medidas importantes não é suficiente. Não chega ter “um treinador à Porto “ se nem sequer há jogadores a chegar ao FC Porto.
Por sua vez, para os lados dos nossos rivais lisboetas, o mercado está mais mexido e interessante. O SL Benfica, apesar de ter perdido peças importantes como Ederson e Lindelof, reforçou-se com Bruno Varela e André Moreira para substituir o guardião brasileiro e ainda chegaram à Luz alguns jogadores de qualidade estrangeiros como Krovinovic, Chrien e Seferovic. Os encarnados apostam assim numa estratégia de continuidade e estabilidade para a nova época. Enquanto isso o Sporting é o que mais investe e já assegurou alguns nomes sonantes como Fábio Coentrão, Doumbia, Bruno Fernandes e Mathieu. Mesmo que as contratações acabem por não se refletir no aparente ataque ao título, pelo menos os adeptos estão entusiasmados nesta fase e mais nomes vão surgindo diariamente na agenda dos leões
Para os lados do dragão está tudo muito calmo. Não há sinais de crise aparente. Perante uma época anterior tão má, parece que vamos atacar esta nova com um plantel semelhante ao anterior, ou seja se está mau não mexe, não faz sentido. Se é este o cenário que se avizinha, então Sérgio Conceição terá um trabalho hercúleo pela frente, onde terá de fazer mais com menos do que os anteriores técnicos azuis e brancos e assim sendo a sua qualidade como treinador terá que se sobrepor a todas estas lacunas apresentadas.
O dragão parece estar num sono profundo. Será que irá acordar a tempo para ainda se mexer no mercado? Será que isto é apenas uma sesta e o melhor ainda está para vir? Aguardaremos novos capítulos neste mercado de transferências ainda longe de terminar.