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Super-Equipas: Se não os podes vencer, junta-te a eles

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Cabeçalho modalidades“Um verdadeiro fã de NBA não apoia uma equipa como os Warriors”
“Os Golden State e a sua «super-equipa» estão a estragar aquilo que a NBA é.”
“Foi tudo demasiado previsível este ano. Estava mais que visto que os Warriors iam ganhar.”

Estas são três das mais ouvidas frases em relação a esta temporada e à equipa construída na Baía de São Francisco.

Será que a qualidade exacerbante dos Warriors estão a estragar a liga? É um facto que dá gosto ver uma equipa destas a jogar. É um tanto prazeroso, diria. No entanto, não há nenhuma equipa que possa fazer-lhes frente e é isso que incomoda todos aqueles que não torcem pela equipa comandada por Steve Kerr.

A verdade é que há muito que existem equipas excessivamente dotadas de talento. Podemos considerar como “super-equipa” qualquer uma que junte uns quantos “all-star”, MVP’s (ou candidatos ao título) e um grande jogador que trocou de equipa em busca de um anel. No fundo, uma equipa com uma mão cheia de super estrelas. E aí estão os Warriors: Steph Curry, Draymond Green, Klay Thompson, Kevin Durant – a base do sucesso.

No entanto, não é o primeiro caso na história da NBA. Green até acusou LeBron de ter dado início a uma era de superteams em 2010, ao serviço dos Miami Heat. Acusação errada.

James juntou-se aos Heat em 2010 Fonte: ESPN
James juntou-se aos Heat em 2010
Fonte: ESPN

Existiram inúmeros casos destes ao longo dos anos, mas, como em tudo, o “conceito” envoluiu e as super equipas dos anos 60, apesar de contarem com pelo menos três “Hall Of Famers” não são bem iguais às desta década. Isto é, ser a melhor equipa, ter os melhores, nem sempre significava vencer a final.

Mas não precisamos de ir à era de Wilt Chamberlain, para provar que nem os Golden State, nem LeBron e os seus mágicos Heat começaram isto. Basta irmos até à época de 2007-2008 e vermos a equipa de Boston. Os Celtics, de Paul Pierce e Rajon Rondo, reforçaram-se com Kevin Garnett e Ray Allen e formaram, provavelmente, a primeira super-equipa desde 2000.

Talvez a emoção, em termos de competitividade, seja menor agora. Afinal, todos sabiamos que iamos voltar a ter uma final entre Cleveland e Golden State. E claro, concordo com todos os que se queixam dessa tal falta de emoção. Apenas não podemos esquecer que a NBA não é como o futebol, em que uma equipa comprada por um milionário compra os melhores do mundo e junta-os em campo. Na melhor liga de basquete do mundo é preciso passar  pela fase de contrução. Stephen Curry e Klay Thompson, os primeiros destaques dos Warriors, chegaram à equipa através do draft. Aliás, de todas as estrelas, talvez apenas Kevin Durant chegou já com esse mesmo estatuto.

Agora, não nos esqueçamos de uma coisa: todos têm o seu tempo e o tempo dos Guerreiros do Estado Dourado não vai durar para sempre. Em breve outra super equipa aparecerá e, com certeza, não incluirá nomes como Durant, LeBron ou Curry.

Foto de Capa: ESPN

Alemanha 1-1 Chile: Tudo adiado para a última

Cabeçalho Futebol Internacional

Esperava-se um dos melhores encontros da fase de grupos e o certo é que este jogo em nada defraudou as expetativas, sobretudo graças à exibição do Chile nos primeiros 45 minutos. Para se ter uma melhor ideia daquilo que o conjunto sul-americano fez na primeira parte, o coletivo comandado por Juan António Pizzi praticamente não deixou respirar os alemães, pressionando muito a equipa da Alemanha e obrigando-a a errar. Um exemplo fragrante disso mesmo foi o primeiro golo chileno, resultante de um passe errado, aproveitando Alexis Sanchez para tabelar de forma exímia com Arturo Vidal e finalizar de forma perfeita, não dando hipóteses de defesa a Ter Stegen.

Esta vantagem espelhava bem o que se ia passando no encontro, só que a poucos minutos do intervalo, um contra-ataque rápido permitiu à Mannschaft levar o resultado empatado a uma bola para o descanso, numa prova de que o futebol vale pela eficácia, e nem sempre quem joga melhor ganha os jogos.A segunda parte já não foi tão boa como a primeira, disputada num ritmo mais baixo e sem grandes ocasiões de perigo, como se pode ver pela ausência de golos neste período.

Por isso, o jogo terminou empatado a um, sendo de destacar a enorme metade inicial do Chile, com a segunda a revelar uma ligeira quebra física, sem no entanto, não deixar de causar perigo através de contra-ataques. Acho que é de salientar a passividade do selecionador alemão, que demonstra que não tem grande interesse em conquistar a prova, ao não fazer qualquer alteração durante os 90 minutos.

Mesmo assim, e apesar de estar no segundo lugar, fruto da diferença de golos, Joachim Low consegue adiar a discussão pela liderança do grupo B para a jornada final, onde a Alemanha joga com os Camarões e o Chile enfrenta a Austrália. Um empate chega para os dois adversários de hoje seguirem em frente, e pelo que se tem visto da seleção africana e do campeão asiático, não me parece muito provável haver surpresas, mas no futebol tudo pode acontecer.

Foto de Capa: GettyImages

Austrália 1-1 Camarões: Excesso de velocidade empata com a organização

Cabeçalho Futebol Internacional

Poucas alterações em relação ao primeiro jogo apesar de ambas as seleções terem saído derrotadas. Na Austrália saíram Luongo e Behich que foram substituídos por Kruse e Gersbach, os Camarões repetiram o onze.

 

O primeiro remate até foi da Austrália por intermédio de Kruse mas Bassogog começou a mostrar cedo ao que vinha e Aboubakar teve nos pés o primeiro lance de perigo aos 7’ com um remate à malha lateral. Os australianos só davam sinal de si de bola parada, aos 20 foi Rogic a rematar por cima.  Aos 30’ houve excepção, lance corrido em que Gerbash centrou e Leckie chutou por cima.

 

Aos 35’ começou o maior domínio ofensivo por parte dos Camarões. Primeiro foi Fai, lateral esquerdo, a rematar de muito longe para boa defesa de Matt Ryan e depois foi Moukandjo a tabelar com Aboubakar que devolveu de calcanhar e o capitão a chutar para nova defesa de Ryan. Logo de seguida boa arrancada do ex-Porto mas excelente corte de Degenek.

 

Bassogog ia destruindo a defesa australiana com a sua velocidade e os Camarões continuavam por cima. Ao cair do pano do primeiro tempo o central Ngadjui meteu longo para Zambo-Anguissa que bateu Ryan com um chapéu e permitiu aos “leões indomáveis” ir em vantagem para o intervalo.

 

União da Austrália fez a diferença Fonte: FIFA
União dos soceroos fez a diferença
Fonte: FIFA

O primeiro lance relevante da segunda parte surgiu através de Leckie que conseguiu passar na linha e centrou para Juric, este tentou receber e acabou por rematar por cima. O jogo tinha mudado e aos 54’ quase golo dos Australianos depois de grande confusão dentro da grande área.

 

Aos 57’ excelente lance, Siani faz um excelente passe a demarcar Bassogog e este centra para trás, como dizem as regras, mas Aboubakar falha incrivelmente. Quem não marca sofre e pouco depois Mabouka estragou tudo com uma entrada imprudente que resultou em pénalti e permitiu ao capitão Miligan restabelecer a igualdade no marcador.

 

A reação dos Camarões aconteceu aos 64’, Zambo-Anguissa fez um “cabrito” a meio-campo, soltou na direita na velocidade de Bassogog, novamente bom centro atrasado e novamente Aboubakar a desperdiçar. Aos 70’ entrou Cahill e aos 77’ Aboubakar volta a não conseguir finalizar depois de um bom centro de Mabouka.

 

A saga de Aboubakar ainda teve mais um episódio aos 84’ com um remate ao lado e aos 87’, depois de mais uma jogada do rapidíssimo Bassogog, voltou a não conseguir ultrapassar Degenek. O melhor jogador da última CAN preferiu jogar no avançado quando tinha Toko sozinho na esquerda.

 

Os Camarões realizaram uma boa primeira parte, tiveram nos três homens da frente um perigo em qualquer contra ataque, para além de Siani de Zambo-Anguissa que estiveram muito fortes no meio campo, mas deitaram tudo a perder com um pénalti desnecessário de Mabouka. A Austrália foi sempre uma seleção muito organizada e acabou por beneficiar de um erro do adversário para evitar a derrota.

 Foto de Capa: FIFA

O Imortal joga bonito em 2017

Cabeçalho Liga Brasileira

O Campeonato Brasileiro alcançou a oitava rodada nesse último fim de semana. Até o momento Corinthians e Grêmio disputam acirradamente a liderança da competição. O clube paulista é líder com 20 pontos, um ponto a mais que os gaúchos. O Corinthians do técnico Carille já foi meu destaque em um artigo publicado no Bola na Rede nesse mês. Agora chegou a vez de falar do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Se o Timão possui o futebol mais pragmático do futebol brasileiro, o Grêmio é a equipe que joga de maneira mais vistosa. Esse excelente futebol apresentado pelo Grêmio é muito supreendente, pois entre as maiores equipes do futebol nacional foi o clube que se reforçou com menos jogadores badalados. Os experientes laterais Leo Moura e Cortez (ex-Benfica) são exemplos dessas contratações. A principal contratação da equipe gremista foi o atacante paraguaio Lucas Barrios, que estava em baixa no Palmeiras. Em contrapartida outros grandes clubes brasileiros como o Atlético Mineiro, o Palmeiras, o Flamengo e o São Paulo investiram pesado na temporada e estão devendo um bom futebol para os seus torcedores.

O treinador Rentato Gaúcho herdeu o esquema tático do seu antecessor, Roger Machado. Entretanto, Renato também tem seus méritos em relação ao desempenho da equipe. Na temporada passada mesmo com o título da Copa do Brasil poderíamos até considerar que o Renato Gaúcho não teve tanta participação na organização tática da equipe – pois como pegou o clube no meio/final da temporada – e sua principal qualidade havia sido a motivação que criou dentro do vestiário gremista. Porém, esse ano é inegável o trabalho que o eterno ídolo gremista está desenvolvendo no clube. O Grêmio tem atuado no 4-2-3-1, sistema tática que deixa o Lucas Barrios como centroavante e tendo o apoio no ataque do Luan, Pedro Rocha e Ramiro. Três jovens jogadores que possuem uma qualidade de jogo muito boa, principalmente o Luan. O atacante de 24 anos é muito habilidoso e veloz. Sua presença na area adversária é constante e o atleta sabe atuar dentro e fora da grande area. Dificilmente o Grêmio conseguirá segurar o jogador nessa próxima janela de transferências do futebol europeu.

O capitão Maicon ergueu a taça do pentacampeonato do Grêmio na Copa do Brasil, em 2016 Fonte: espn.uol.com.br
O capitão Maicon ergueu a taça do pentacampeonato do Grêmio na Copa do Brasil, em 2016
Fonte: espn.uol.com.br

Talvez esse seja o trabalho mais consistente da carreira do treinador Renato Gaúcho. Considero um trabalho até melhor do que ele fez no Fluminense em 2008, quando foi vice-campeão da Libertadores. Renato Gaúcho faz o estilo de treinador “boleirão”. Por ter vivido mais de 20 anos dentro de campo, o profissional acabou herdando muitas caracaterísticas de quando atuava. Claro que agora como comandante de vários jogadores ele possue uma postura diferente de quando era atleta. Mas a sua maneira de enxergar o futebol, de lidar com os jogadores e de fazer declarações polêmicas permaneceram quase intactas. “Quem sabe, sabe… quem não sabe, vai para a Europa estudar”, disse Renato Gaúcho em uma entrevista à ESPN Brasil. Essa declaração fez referência aos vários treinadores brasileiros que fazem cursos de aperfeiçoamento no continente europeu. Renato Gaúcho ainda completou o seu pensamento de que como ele já sabe, ele pode ir à praia.

Renato Gaúcho e Grêmio sempre terão ligação eterna. O ex-atacante foi o herói do título Gremista da Libertadores e do Mundial de Clubes, em 1983. Agora essa relação continua dando bons frutos para ambos. O Grêmio desponta como forte candidato ao título brasileiro e um dos sérios candidatos ao título da Libertadores da América. Como consequência do bom trablaho realizado, Renato Gaúcho tem o seu nome fortalecido no mercado.

Agora resta-nos esperar para ver se o Grêmio terá folego para ir bem até o final da temporada. O elenco é um pouco curto para as três frentes que o time está disputando – Campeoanto Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil – porém, a determinação, a obdiência tática e a qualidade de seus principais jogadores podem ser o seu grande trunfo para novas conquistas.

Foto de Capa: foxsports.com.br

Layún: Um caso de má gestão e ingratidão

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fc porto cabeçalhoAntes de mais, caro leitor, eu confesso-lhe que sou fã de Layún. É impossível não ser; afinal de contas o mexicano foi o melhor assistente da liga NOS em 2015/2016. Miguel Layún fez, na temporada 2015/2016, 15 assistências e cinco golos pelo FC Porto, e estes números só dizem respeito à Liga NOS.  Se contabilizarmos tudo, os números sobem para uns astronómicos sete golos e 19 assistências.

Além disso, estamos a falar de um jogador ambidestro que pode jogar em todas as posições do campo, exceto: guarda-redes, médio-ofensivo e avançado. Estamos a falar de um jogador que esteve associado aos maiores clubes da Europa no início da época transata. Estamos a falar de um jogador com garra e dedicação.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Eu bem sei que no FC Porto as soluções para as laterais cresceram muito e que agora temos jovens prodígios como Fernando Fonseca e Diogo Dalot ou ainda como Ricardo Pereira, que muito evoluiu em França. Eu sei isso e até compreendia a venda de Layún se estivéssemos a falar de uma transferência com valores a rondar os 15 milhões e para um clube de topo europeu, mas não estamos. Estamos a falar de uma venda para o Monterrey que vai render uns dez milhões, se tanto. Com isso não posso compactuar; isso não posso compreender.

Em primeiro porque Layún tem mais que valor suficiente para integrar o plantel do FC Porto; aliás, tem valor suficiente para ser o melhor lateral do plantel. Em segundo lugar porque estamos a deixar sair pela porta pequena um grande jogador, que dignificou e muito a camisola do FC Porto. Em terceiro lugar, estamos a vender um jogador quando a cotação dele está em baixo, e este jogador podia render bastante mais dinheiro. Em quarto lugar, Layún é o jogador de sonho para qualquer treinador, uma espécie de todo-o-terreno que ao contrário de André Almeida é verdadeiramente bom na posição de Lateral. Por todas as razões acima especificadas considero que seria um ato de má gestão e ingratidão forçar a saída de Miguel Layún, UM DOS MELHORES JOGADORES DO PLANTEL.

 

Foto de Capa: espnfc.com

 

Zizou montou um puzzle onde não cabe James

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Cabeçalho Liga Espanhola

Quando James Rodríguez chegou ao Real Madrid, Florentino Pérez ainda pensava como um galáctico. O Real já contava no seu plantel com Ronaldo, Bale, Benzema e – na altura a um nível bastante elevado – Di María, mas o dirigente espanhol aproveitou o grande Mundial 2014 do, na altura, prodígio colombiano e foi resgatá-lo ao Mónaco por 80 milhões de euros.

Angelito Di María, considerado pela crítica como o «MVP» da tão desejada Decima, foi então vendido ao Manchester United para abrir espaço no onze para o ex-Porto, numa opção que teve tanto de surpreendente como de polémica.

A cara bonita sul-americana teve uma boa primeira época sob o comando de Ancelotti, mas desde então a sua cotação em Madrid tem vindo a cair a pique.

Zinedine Zidane chegou ao comando técnico dos blancos e mudou tudo. Deixou para trás um desejo conhecido de Florentino Pérez de jogar em prol do marketing (se me permitem a expressão) e aproveitou Casemiro para montar uma equipa que privilegia, mais do que o bom futebol, a consistência e o equilíbrio.

Com isso, James perdeu espaço. No meio, Kroos e Modric são donos e senhores do lugar à frente de Casemiro e, no ataque, Zizou claramente prefere outras opções. Isco ganhou uma nova vida nesta 2.ª metade da temporada e ganhou o lugar do lesionado Bale e até Asensio, proveniente do Maiorca e apenas na sua 1.ª temporada blanca, acabou por ter mais preponderância que o craque sul-americano.

A verdade é que, há dois anos atrás, poucos seriam os que acreditavam que Rodríguez não seria uma das figuras de proa deste Real. Com um pé esquerdo fantástico, o colombiano tem lugar em praticamente todas as equipas do mundo – não faltam pretendentes –, mas depois de uma ascensão meteórica em 2014, onde espantou o mundo com um Mundial soberbo, esperava-se que James estivesse no topo do futebol europeu e não que fosse uma peça fora do puzzle.

Para já, uma coisa é certa: com 25 anos, o colombiano vai bem a tempo de voltar a ser figura de proa na Europa e tem qualidade que encaixa em qualquer equipa.

 Foto de Capa: Facebook Oficial de James Rodríguez

João Rocha está orgulhoso

Cabeçalho modalidadesMuitos sócios que colaboraram na Missão Pavilhão disseram presente à chamada para a inauguração do Pavilhão João Rocha, cheios de curiosidade e vontade de sentir o barulho que se ouvirá daqui para a frente naquela casa. A casa que acolherá as modalidades do Sporting Clube de Portugal, que absorverá lágrimas de desilusão, ouvirá gritos e músicas de apoio, festejos merecidos, orgulho no ecletismo do Sporting. E ontem esse orgulho esteve presente, era notória a satisfação com que cada Sportinguista olhava à volta, apreciando cada pormenor da obra que tanta expectativa gerou junto dos sócios.

E se o pavilhão não desiludiu, a cerimónia de inauguração ficou aquém daquilo que poderia ter sido. Uma cerimónia que girou muito em torno da figura de Bruno de Carvalho e pouco em torno das modalidades, do sportinguismo e dos Sportinguistas, que ajudaram (e muito!) a que este pavilhão fosse uma realidade. Um ponto que destaco como fraco foi, por exemplo, o final, com um medley de músicas que nada têm a ver com o clube, e com que toda a gente presente no pavilhão se mostrou incrédula, tendo os adeptos, com os seus cânticos, acabado por abafar a cantora que estava no palco. Faltaram os Supporting e Maria José Valério: teriam dado a música que todos queriam ouvir. Mas não foi apenas a cerimónia que não foi a melhor, os adeptos também estiveram mal na recepção a Fernando Medina, presidente da CML, que fez um dos melhores discursos da tarde – os assobios, depois do discurso substituídos por aplausos, ficaram muito mal aos sócios presentes no pavilhão.

Bruno de Carvalho foi, de facto, o grande impulsionador do projecto, foi quem quis de facto levá-lo avante e, mais importante, quem realmente fez alguma coisa para que hoje o pavilhão seja uma realidade. Os adeptos estão gratos ao presidente, eu estou grata ao presidente, os amantes de desporto estão gratos ao presidente. Nada disto está em causa. No entanto, distanciando-me do orgulho e sportinguismo que tomou de assalto o Pavilhão João Rocha, durante a tarde de ontem, é fácil entender que esta cerimónia pedia mais – pedia mais emoção, pedia mais gratidão, pedia mais orgulho, pedia mais cânticos, pedia mais modalidades. E pedia menos Bruno de Carvalho.

Números que certamente não ficarão por aqui
Números que certamente não ficarão por aqui, também graças ao novo pavilhão

A tarde iniciou-se com a inauguração da estátua, das ruas, dos campos exteriores, e da revelação da ‘Calçada da Fama’, versão Sporting – uma ideia com muito potencial, à partida, mas que também desiludiu, uma vez que precisa, ainda, de ser melhorada antes do arranque da próxima temporada. As chapas metálicas no chão pareceram-me ter pouco destaque. O chão, por baixo de cada chapa, não foi trabalhado, fazendo com que se note o descuido com esse pormenor, uma vez que a chapa tem recortes que revelam o chão. Adicionalmente, há sectores da Calçada em que as chapas estão orientadas num sentido diferente dos restantes. Boa ideia, a precisar apenas de um pouco mais de cuidado. Perto da hora previamente definida, no apogeu de uma tarde quente, deu-se, então, a inauguração do tão esperado Pavilhão João Rocha, que, daqui para a frente, contará apenas com aquilo que devia ter sido a base desta cerimónia: Sportinguismo.

A partir de hoje, inicia-se uma nova fase para o Sporting, uma fase que se adivinha feliz.

Agora os devidos agradecimentos:

Obrigada, Bruno de Carvalho e toda a direcção do Sporting. Obrigada a todos os que participaram neste projecto. Obrigada, Sportinguistas. Obrigada, Sporting Clube de Portugal.

Já deixou de ser sobre o sonho do Pavilhão, agora temos o Pavilhão!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Novamente o SL Benfica

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Cabeçalho modalidadesO SLB que já tinha  ganho esta época a Taça de Portugal e a Taça Hugo dos Santos  garantiu mais um titulo nacional ao derrotar o FCP no último encontro por claros 30 pontos de diferença ( 87-57. A equipa da capital chega assim ao  27º  titulo nacional.

Bastaram três jogos, na final do “play off”,  para o SL Benfica voltar  a  ser campeão. As duas vitórias, nos últimos segundos (70-73 e 81-83) no Dragão Caixa , abriram o caminho.

Mesmo com alguma irregularidade, o SLB. foi  a melhor equipa nacional  e não é  surpresa a conquista de mais um titulo.

Os números da final

Damian Hollis, talvez o melhor jogador do campeonato Fonte: SL Benfica
Damian Hollis, talvez o melhor jogador do campeonato
Fonte: SL Benfica

O SL Benfica foi claramente superior ao FC Porto nesta final:

– Marcou mais pontos (11,7 média) e lançou melhor perto do cesto (56% contra 43%), pese o facto dos nortenhos lançarem mais vezes (97 contra 89).

– Nos triplos o SLB fez mais 10 lançamentos, no total, com boa percentagem (41%)

– Equilíbrio nos lances livres

– Raven Barber (19,7 MVP) foi o jogador mais regular da Final com Sasa Borovnjak (F.C.Porto) a nível semelhante (19,5).

– Damian Hollis (SL Benfica), claramente o melhor jogador da Liga, conseguiu o registo de 16 (MVP). Formado em George Washington, já jogou na Bélgica, Itália, Hungria e Grécia .

– Destaque nacional para José Silva (FCP) 14,7  e para Tomás Barroso (SLB) com 13,8.

– Ressaltos vantagem nos defensivos para o SLB (ganhou mais 18) e vantagem nos ofensivos para o FCP (mais 6)

– Equilíbrio nos restantes indicadores estatísticos

Não mudes o que está certo

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sl benfica cabeçalho 1

Numa altura em que o mister Rui Vitória usufrui das suas merecidas férias, não me sai da cabeça uma da últimas declarações do técnico português: “podemos mudar o sistema tático”. É sobre essa possível mudança de sistema tático que hoje venho aqui dar a minha opinião.

Há mais de 5 anos que não vemos o Benfica a jogar fora do registo de 4-4-2 ou 4-2-3-1 e para estas são as melhores táticas onde o Benfica se enquadra. Nas primeiras temporadas de Jesus, habituámos-nos a ver Aimar a fazer a posição de 10 e a jogarmos com 2 trincos onde um deles era ligeiramente mais ofensivo que o outro. Nas últimas épocas de Jesus e as duas de Vitória, o 4-4-2 com a posição 8 foi a tática mais utilizada.

Com a chegada do croata Krovinovic, o jovem jogador, e que até agrada-me a vista, traz a ideia de que podemos regressar ao esquema tático com o tradicional distribuidor de jogo. Contudo, recuar o Pizzi para jogar ao lado do trinco, perdemos aquela visão de jogo que tanto nos agradou nas últimas épocas. Jogar em 4-2-3-1, e com o jovem croata, tiranos também a possibilidade de jogar com a dupla ataque das últimas épocas, Jonas e Mitro. O brasileiro não rende tanto sozinho no ataque e o grego camisola 11 está habituado a jogar sozinho visto o fazer na seleção grega.

Em equipa que ganha não se mexe Fonte: SL Benfica
Em equipa que ganha não se mexe
Fonte: SL Benfica

O outro esquema tático em vista seria o regresso do típico 4-3-3 onde Pizzi dividiria terreno com… há primeira vista Krovinovic (não esquecendo André Horta). Nunca fui adepto do 4-3-3, tirando em clubes que jogam muito com a posse de bola no meio-campo (exemplos: Barcelona ou Manchester City). Jogar em 4-3-3 continuaríamos a não conseguir apostar na dupla de sucesso de ataque e fazia com que os nossos extremos jogassem mais nas alas e pouco em jogo interior.

4-4-2 vs 4-2-3-1 vs 4-3-3

Não mudemos o que está a resultar. O 4-4-2 traz 3 aspetos que me deixam babado a olhar para o relvado. Jogar com extremos que desequilibram para o centro do terreno; Pizzi a continuar a ser o nosso 8 e a deixar-nos de boca aberta com a visão de jogo; Manter o camisola 10 e 11 na frente de ataque a destruir as defesas adversárias.

Mudar o esquema tático levaria a uma adaptação de uma grande parte de jogadores no seu estilo de jogo e seria um risco para o início da temporada. Recordo-me da derrota por 1-0, no Algarve, frente ao Sporting, quando Rui Vitória encontrou em campo jogando em 4-2-3-1 e não chegamos a ver o “Benfica em campo”.Posto isto, é manter o glorioso 4-4-2 com uma posição 6 e 8.

México 2-1 Nova Zelândia: Toque de Peraltismo fez a diferença

Cabeçalho Futebol Internacional

Antípodas no globo, México e Nova Zelândia, futeboliscamente falando, encontraram-se no Fisht Olympic Stadium, em Sochi, separados por apenas um ponto, mas tão distantes na geografia do estilo de jogo como na do próprio globo.

Colónia do ‘good old’ ‘Kick and Rush’ britânico, a Nova Zelândia fechava-se num robusto bloco recuado, a promover e chamar os mexicanos para um último terço de ataque de choque no corpo a corpo.

Tentando tirar partido das suas forças, os ‘All Whites’ que hoje equiparam de negro, orientados por Anthony Hudson, colocavam a sua esperança de resultado no jogo direto e nas bolas paradas….lançamentos, inclusive….a fazer lembrar o Rugby tão característico do país oceânico.

Do lado mexicano, sangue latino na sua formosura técnica que se quer um termo coletivo naquilo que é a motricidade comum, isto é, a tática. Um meio campo a construir e a saber alargar-se para as alas e com dois avançados na frente, Jiménez e Peralta, que são fatais dentro da área, mas também sabem ser anfíbios e sair dela, dando o peito à equipa.

A seleção neozelandesa, ao contrário do que se poderia esperar, entrou mais afoita na partida, beneficiando de bolas paradas no seu ataque, ou seja, tendo o jogo que quer.

Já depois de Ryan Thomas ter beneficiado de uma oportunidade de golo para a Nova Zelândia e Giovani dos Santos para o adversário, à chegada à meia hora de jogo, Chris Wood, o incontornável goleador dos ‘All Whites’ deixou um primeiro aviso com um remate à entrada da área que o guarda-redes mexicano defendeu.

Ao segundo aviso, foi de vez! Lewis lança longo, a bola ainda é tocado por um defesa mexicano e chegou ao domínio de Wood que, isolado, atirou a contar….mesmo ao seu jeito!

De regresso dos balneários, a coreografia tática, nos primeiros minutos, anteveu de imediato um padrão prenunciadoramente constante. Camisolas verdes a rodear uma teia negra. Que é como quem diz: o México a jogar no meio campo da Nova Zelândia.

Aos 54 minutos, o primeiro golpe na teia. Raúl Jiménez, o homem-golo que joga no Benfica, que homenageou ‘Sin Cara’ há uns dias, tratou de mostrar um lavado rosto mexicano para a etapa complementar. Um golaço de pé esquerdo ao ângulo contrário.

O vistoso golo de Raúl Jiménez abriu o caminho para a reviravolta do México Fonte: Reuters
O vistoso golo de Raúl Jiménez abriu o caminho para a reviravolta do México
Fonte: Reuters

18 minutos depois e a 18 dos 90, o segundo e definitivo golpe. Desta feita, foi o outro avançado que faturou…agora ao poste mais próximo. Pois, é que o mais distante ato foi a ‘galopada’ de Aquino na esquerda até à linha de fundo até Peralta coroar a exibição mexicana com estilo, o da vitória.

Até final, a Nova Zelândia tentou de tudo para chegar ao empate…recorreu ao chuveirinho e, por momentos, parece que desejou que as regras futebolísticas fossem mais permissivas…ao estilo do rugby…..que o diga Boxall!

Um toque de Peraltismo ditou a vitória do latino futebol esbelto contra a técnica da força ‘old fashion’ da Nova Zelândia.

Foto de Capa: FIFA