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Se a minha vida fosse um e-mail

Cabeçalho Futebol NacionalNesta história dos e-mails não há inocentes.

Não sejamos líricos e não desviemos atenções para o mérito desportivo (ou falta dele) dos concorrentes pelo título.

Houve, sem margem para qualquer dúvida, uma tentativa por parte de colaboradores do SLB – com conhecimento do presidente LFV – em condicionar a arbitragem em Portugal, e isso é punível com descida de divisão. Ponto final.

Em qualquer outro país – como aconteceu no caso italiano por exemplo – era uma questão de tempo até o Benfica ser condenado à descida de divisão, mas tal não acontece em Portugal.

Em Portugal não há, nunca houve e provavelmente nunca haverá a coragem necessária para fazer cumprir a lei tomando uma ação disciplinar dura sobre qualquer um dos três grandes.

O único clube para o qual houve “coragem” foi o Boavista, porque não afetava os poderes instalados e contribuía na perfeição para uma amenização da imagem da justiça desportiva em Portugal, uma espécie de “estão a ver como isto funciona?”.

Fonte: Vitória FC
Fonte: Vitória FC

Não, não funciona, e ninguém quer que funcione.

Aqui entra o primeiro grande ponto interessante para escalpelar: a mentalidade portuguesa.

Os portugueses são um povo extremamente indulgente. Veja-se a forma como aguentaram sucessivas vagas de austeridade aplicadas pelo governo anterior, inclusive sob a premissa de que tal austeridade era merecida e de que os portugueses viviam bastante acima das suas possibilidades.

São tolerantes a tudo menos ao futebol.

O desporto pelo qual sou apaixonado é em Portugal um universo paralelo onde a justiça não atua, as finanças não se atrevem a entrar e os adeptos toleram todos os meios utilizados pelos dirigentes em busca de um único fim: a vitória.

As mesmas pessoas que não hesitam nem por um segundo em incendiar as caixas de comentários do Facebook dos jornais com insultos para todos os agentes económicos ou políticos que apareçam nas notícias são aquelas que se recusam a pensar de igual forma quando saem más notícias acerca do seu próprio clube.

Há mais ciclismo para além do Tour de France

Cabeçalho modalidadesCom o Tour de França aí à porta, é altura de muitos adeptos que gostam da prova assistirem àquela que é considerada por muitos como a maior competição velocipédica do mundo, quer pelos seus protagonistas, que nos dão grande espectáculo no asfalto, quer pelas imagens espectaculares a que nos habituamos a ver, com a paisagem dos Alpes e Pirinéus a darem-nos vontade de agarrar na bicicleta e subir montanha acima.

Falar de ciclismo geralmente é falar no Tour de France, não há como escapar. Para o espectador comum é a maior prova de ciclismo a nível internacional, e é verdade. No entanto, existem variadíssimas provas internacionais com reputação ao nível da Volta a França.

O meu texto vai no sentido de dar a conhecer algumas dessas provas, algumas desconhecidas do público que só segue o Tour de France e a nossa Volta a Portugal. Essas provas são conhecidas como os “Cinco Monumentos”.

Primeiro explicar o que são os cinco monumentos. Os cinco monumentos são cinco provas do calendário internacional, denominadas de “Clássicas” e por norma todas elas com grande grau de exigência e dificuldade. Só ciclistas com determinas especialidades é que conseguem vencê-las, tornando-se em autênticos heróis nacionais.

Eddy Merckx, um dos melhores ciclistas de todos os tempos, se não o melhor, figura-se entre os poucos ciclistas que venceram os 5 monumentos Fonte: Eddy Merckx
Eddy Merckx, um dos melhores ciclistas de todos os tempos, se não o melhor, figura entre os poucos ciclistas que venceram os cinco monumentos
Fonte: Eddy Merckx

Actualmente, existem três ciclistas que venceram as cinco provas, e todos eles belgas. São eles Eddy Merckx, Roger De Vlaeminck e Rik Van Looy. Deles destaca-se Eddy Merkcx com um total de 19 vitórias, o que diz bem da dificuldade e da diversidade de cada prova apresenta.

Comecemos então pela primeira “Clássica” do ano, a Milan-San Remo é uma clássica disputada na altura da primavera, é uma prova centenária (primeira edição foi em 1907) que conta com uma quilometragem perto dos 300km, embora seja uma prova com um perfil pouco acidentado, são os sprinters que ultimamente tem levado a melhor nesta clássica,
Cavendish, Degenkolb, Ciolek, Kristoff, Zabbel, Cipollini, Pettachi, são alguns nomes que obtiveram vitórias nesta clássica mas é comum em algumas edições haver pequenos grupos e mesmo fugas a chegar ao fim e disputarem a vitória entre si, nestas situações nomes como Cancellara e Bettini vêem ao de cima. Mas o grande nome desta competição e com maior número de vitórias era o fantástico Eddy Merckx, que venceu nada mais nada menos que sete edições desta prova, sendo portanto o recordista, seguido do italiano Constante Girardengo, com seis, numa prova que completou este ano 108 edições.

O Passado Também Chuta: The Lisbon Lions

o passado tambem chuta

Não raras vezes a expressão “histórico” é associada aos clubes, e raramente nos debruçamos sobre o real sentido da palavra, ou o contexto a que está associada.

Em traços gerais, um clube histórico é aquele que ao longo da sua existência logrou conquistar feitos épicos. Vejo o futebol pelo seu lado mais romântico, e não fico indiferente aos grandes feitos preconizados pelos vários clubes ao longo do tempo. Pois bem, hoje escrevo-vos sobre a mítica equipa do Celtic de Glasgow dos anos 60.

Antes de destaparmos a mais bela página da história do clube, releva mergulhar na génese da sua essência e salientar que o Celtic não se resume a um mero clube. Católico dos pés à cabeça, representa o maior emblema de toda a Escócia, com uma particularidade: a sua dimensão resultou da união dos mais fracos. O Celtic Football Club nasceu com o nobre propósito de ajudar a combater a pobreza que se instalara entre a população emigrante irlandesa e católica, oriunda dos bairros industriais de Glasgow.

Não obstante o elevado número de títulos internos, nunca uma equipa deste gigante escocês ganhou um espaço no Olimpo como os célebres “Leões de Lisboa”, uma criativa alcunha dada à equipa do Celtic que conquistou a Taça dos Campeões da Europa, o único troféu internacional que consta do seu palmarés.

O capitão Billy McNeill com a Taça dos Clubes Campeões Europeus Fonte The Scottish Sun
O capitão Billy McNeill com a Taça dos Clubes Campeões Europeus
Fonte: The Scottish Sun

Naquele quente e seco dia de Maio de 1967, o Celtic tinha pela frente o colosso italiano Inter de Milão, no emblemático Estádio Nacional, em Lisboa, completamente lotado, com 45 mil espectadores.

Os “The Lisbon Lions” derrotaram o Inter por 2-1, tornando-se o primeiro clube britânico a conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus. No percurso até à final eliminou o Zurique, o Nantes, o Vojvodina e o Dukla Praga, tudo adversários “humildes”, numa campanha em que os ditames do sorteio foram sempre favoráveis. Independentemente do facto de o Inter ter sido o único “tubarão” dessa caminhada triunfal, não deixa de ser um feito inolvidável do futebol escocês no geral e do Celtic em particular. Os onze heróis escoceses conquistavam a Europa do futebol pela sua bravura e pelo seu vertiginoso futebol, e foram recebidos em Glasgow num clima de autêntica euforia.

Pouco tempo depois, em 1970, o Celtic disputou novamente a final da competição, mas foi derrotado no prolongamento pelo Feyenoord.

Desde então nunca mais se registou alguma conquista na Europa, mas para a história ficaram imortalizados os célebres Leões de Lisboa.

Foto de Capa: The Scottish Sun

A arbitragem do dérbi no centro do título nacional

Cabeçalho modalidades

No passado Sábado encerrou-se a primeira liga de hóquei em patins. Como não poderia deixar de ser, a polémica na arbitragem também chegou às modalidades, e pelos vistos o denominador comum, ou seja, o Benfica, também está presente. O título esteve em aberto até à última jornada, sendo que o Benfica partia em vantagem sobre o FC Porto e a Oliveirense, que vinha mais atrás na tabela mas que, ainda assim, aspirava ao primeiro lugar. A equipa encarnada deslocou-se à “casa” dos verdes e brancos enquanto que o Porto recebia, na mesma altura, o Riba D’Ave no Dragão Caixa. Os azuis cumpriram a sua missão – a de vencer – e o Sporting concedeu ao Benfica um empate que o atirou para o segundo lugar da tabela classificativa e consequentemente o conduziu à perda do título de campeão nacional.

Até poderia ter tudo acabado bem se não fosse um golo anulado aos encarnados nos últimos segundos da partida – que colocaria o resultado em 5-6 e que daria o título ao Benfica. A partir daí, começou o caos. Quando se deu o apito final do dérbi eterno, o Porto festejou e os momentos lamentáveis que se sucederam em Alverca são uma verdadeira nódoa no desporto nacional mas também uma continuação de uma equipa de arbitragem que tentou a todo o custo que o campo se inclinasse quando o resultado estava em 5-3 a favor dos leões.

A cerca de três minutos do fim do jogo, a sucessão absurda de cartões azuis aos jogadores do Sporting, a marcação de livres diretos e a sua repetição quando Ângelo Girão os defendia rapidamente colocou o marcador empatado. A dez segundos do final, o Benfica viu o seu último lance (que deu em golo) bem anulado, levando João Rodrigues a festejar mas a perceber pouco tempo depois que o tento não valia. Porquê? As regras são claras: quando um jogador toca na bola com qualquer parte do corpo dentro da área e, ainda por cima, beneficia disso, deve ser assinalada falta ou, neste caso, o golo deve ser anulado.

Pedro Gil esteve com os nervos à flor da pele depois de tanta penalização contra o Sporting Fonte: Super Sporting
Pedro Gil esteve com os nervos à flor da pele depois de tanta penalização contra o Sporting
Fonte: Super Sporting

Na verdade, aquilo que mais me espanta é a coragem que a dupla de arbitragem, composta por Paulo Rainha e Júlio Teixeira, teve ao anular um golo do título ao Benfica depois de passar grande parte do jogo a fazer os possíveis para dar a taça de “bandeja”. A partir daí, o Benfica já reagiu, e pelo que parece está a preparar uma exposição que será enviada à Federação Portuguesa de Patinagem. Vamos ver o que poderá vir a acontecer à dupla de arbitragem mas, se os critérios forem os mesmos que os do futebol, se calhar é provável que estejam condenados à descida mesmo que tenham acertado na decisão. Marco Ferreira que o diga.

Mais uma vez, a hipocrisia do Benfica vem ao de cima. No jogo da primeira volta contra o Sporting (e falo apenas desse jogo mas durante a época muitos outros casos poderiam ser aqui apontados), em que os encarnados ganharam por 5-4 com muita polémica à mistura (mais uma vez contra o clube verde e branco), o Benfica não ousou criticar ninguém com toda a sua fúria, mesmo que tantos cartões azuis, penáltis, expulsões e consecutivas inferioridades numéricas para o Sporting fossem uma vergonha para o hóquei português.

Afinal parece que, no final, se o resultado servir os interesses está tudo bem; quando se comprova o contrário é que já são todos incompetentes e merecem ser castigados por isso. Posto isto, e continuando a falar de hipocrisia, o capitão benfiquista João Rodrigues vem falar de revolta, frustração, tristeza e vergonha e na força que não encontra para se reerguer. Pois bem, será que ele já se questionou sobre o número de atletas e adeptos de outros clubes que sentiram isso mesmo  ao jogarem contra o Benfica e ao serem constantemente prejudicados tanto no hóquei como em outras modalidades? Realmente, deixemo-nos de falsos moralismos porque o Benfica não é, nem de perto nem de longe, o inocente desta história.

No meio de tudo isto (e muito mais), só me apetece concluir este artigo com uma célebre frase entre os verdes e brancos: “Se eu nascesse agora, sabendo o que sei hoje, seria do Sporting outra vez”.

Foto de Capa: Verangola.net

Sub-21 – Portugal 1-3 Espanha: Passagem às meias-finais adiada para a última jornada

Cabeçalho Seleção Nacional

Segundo jogo da Seleção Nacional na Polónia a contar para o Campeonato da Europa de sub-21. Após vencer na primeira jornada a seleção sérvia por duas bolas a zero, a nossa seleção teve pela frente a poderosa equipa da Espanha, que no primeiro jogo do campeonato goleou a Macedónia por 5-0, com o principal destaque a ser dado aos três golos marcados por Asensio. Uma vitória neste jogo permitia a uma das equipas apurar-se já para as semifinais, num encontro entre duas das melhores equipas da competição, com craques de renome como os nossos já conhecidos João Cancelo, Renato Sanches e Gonçalo Guedes, e os espanhóis Bellerín, Deulofeu, Saúl Ñíguez e o próprio Asensio, entre outros.

Em Gdynia, os primeiros minutos da partida mostraram uma entrada mais forte por parte de Portugal, que foi a primeira equipa a criar perigo através de um remate de Bruno Fernandes, sem deixar a bola tocar no chão, mas por cima da baliza de Arrizabalaga. Portugal ia gerindo o jogo com alguma tranquilidade e esteve muito perto da vantagem aos 11 minutos, quando Podence rematou ao poste e fez estremecer os espanhóis. Primeiros quinze minutos com um claro sinal mais para a seleção portuguesa.

A partir daí, surgiu no jogo um equilíbrio que não se verificou no primeiro quarto de hora, como consequência de um baixar de rendimento da formação portuguesa, que concedeu mais espaços centrais aos seus opositores, permitindo a Saúl Ñíguez marcar o primeiro golo do encontro, com um remate à entrada da área que ainda sofreu um desvio em Edgar Ié mas só parou no fundo da baliza de Bruno Varela. Contrariamente ao que se previa nos primeiros momentos do jogo, foi a Espanha a colocar-se em vantagem e a colocar-se, à condição, nas semifinais do campeonato.

O equilíbrio manteve-se no que restou da primeira parte, com os espanhóis a criar a melhor oportunidade para golo, por intermédio de Bellerín, que rematou dentro de área contra Bruno Varela, isolado perante este, numa desatenção da defensiva lusa. Apesar do equilíbrio que se verificava, eram os nuestros hermanos a colocar-se ligeiramente por cima e a criar mais lances de perigo, essencialmente pelas alas e recorrendo à velocidade dos seus jogadores a atuar nessas zonas, assim como Portugal, que, ainda que com menos frequência, ia criando mais perigo através de João Cancelo e dos seus avançados mais abertos.

Saul Ñiguez abriu o marcador com uma jogada individual Fonte: UEFA
Saul Ñiguez abriu o marcador com uma jogada individual
Fonte: UEFA

Portugal chegou assim ao intervalo em desvantagem, mas deu bons sinais durante a primeira parte. Esperava-se para a segunda parte, portanto, um Portugal mais aguerrido na busca pelo golo e com mais criatividade na criação de oportunidades, de maneira a aumentar as possibilidades de garantir a presença nas meias finais do Campeonato da Europa de Sub-21 ainda hoje.

Tal como acontecera na primeira parte e como se pedia, Portugal entrou melhor no jogo após o intervalo e criou uma grande oportunidade aos 47 minutos. Bruno Fernandes recebe a bola de Podence, após recuperação de bola deste, e remata forte para defesa complicada do guardião espanhol. Portugal tinha de continuar assim… E continuou. Apenas três minutos depois, Podence recupera novamente a bola recorrendo à sua grande velocidade, chega perto da baliza e remata a centímetros do poste. Tinha jogadores na área a quem passar, mas fica na retina a excelente iniciativa do jogador do Sporting, que acreditou e roubou a bola ao defesa espanhol. O jogo estava por esta altura frenético e a Espanha também criou muito perigo. Após remate fortíssimo de Asensio dentro da área, Varela não consegue defender e é Edgar Ié a cortar a bola praticamente em cima da linha de golo. Três grandes oportunidades de golo em apenas sete minutos!

No entanto, depois destas oportunidades, não se viu muito mais até ao segundo golo espanhol, que surgiu aos 64 minutos, marcado por Sandro Ramírez, numa boa jogada desenvolvida pela direita do ataque rojo. O jogo estava agora complicado para a nossa seleção, que via desvanecer-se a possibilidade de ainda vencer o jogo e qualificar-se já para a próxima fase da competição, numa altura em que era a Espanha a dominar o jogo e a jogar a seu bel-prazer.

Apesar do domínio espanhol, 13 minutos depois do golo do 2-0 veio o momento do jogo. Bruma remata de pé esquerdo, de fora da área, sem deixar a bola tocar no chão, para fazer aquele que quase de certeza será o golo do torneio. Aconselha-se a quem não o viu que o veja, reveja e volte a rever. Não se vão arrepender. Fenomenal! Não há mais palavras para descrever este golo.

Praticamente no final do jogo, Iñaki Williams selou o resultado final em 3-1, num lance de contra-ataque que apanhou desprevenida a defesa portuguesa.

Até ao final, o resultado não mais sofreu alterações e confirmou-se assim a passagem da Espanha às semifinais do Campeonato da Europa de sub-21. Quanto a Portugal, que voltou a perder passados mais de cinco anos, resta-lhe fazer o seu trabalho e derrotar a Macedónia na próxima jornada. A próxima fase ainda está perfeitamente ao nosso alcance, mas será preciso muito mais do que o que fizemos neste jogo para lá chegar e para passá-la, recordando que o título é o nosso grande objetivo! O povo português confia nesta equipa!

Foto de Capa: Seleções de Portugal

O predestinado – Entrevista Raúl Silva

entrevistas bola na rede

O defesa brasileiro Raúl Silva, 27, é o entrevistado da vez do Bola na Rede. O defensor chegou a Portugal na temporada 2014/15 para defender o Marítimo. No Brasil Raúl atuou por vários clubes tradicionais como o Remo, o Paysandu e o Figueirense. Ir jogar na Europa é o sonho de qualquer jogador e com a expansão das transmissões dos campeonatos europeus no país as nossas crianças sonham em atuar nos grandes palcos que vêem na televisão. No final da atual temporada o jogador acertou a sua transferência com o Braga. No novo clube Raúl se mostra bem otimista e ansioso pelos desafios que o cercam. Raúl é considerado defesa artilheiro. Na temporada que acabou de se encerrar o defensor marcou sete golos, o que mostra um ponto muito positivo para o Braga, que poderá explorar melhor essa qualidade ofensiva do atleta. Toda essa história do jogador e algumas curiosidades você saberá lendo a entrevista logo abaixo. Agora com vocês o predestinado Raúl Silva.

Bola na Rede: Em 2015 você chegou a ser anunciado como reforço do ABC de Natal. Mas acabou acertando em definitivo com o Marítimo. Como surgiu o convite para atuar na Madeira e o que te fez mudar de ideia e não ir para o ABC? 

Raúl Silva: Eu tinha saído do Figueirense e recebi o convite do ABC de Natal. Porém, também havia recebido um convite do Marítimo. Como eu gostaria de atuar em Portugal optei pelo Marítimo.

BnR: Você fez uma excelente temporada com o Marítimo – a sua melhor desde que chegou ao clube – e como reconhecimento do seu trabalho acabou sendo contratado pelo SC Braga. O SC Braga é um dos times mais tradicionais portugueses e é considerado atualmente por muitos em Portugal a quarta potência futebolística do país, atrás apenas do Porto, do Benfica e do Sporting. Na próxima temporada o SC Braga ainda disputará a Liga Europa, o segundo torneio de clubes mais importante da Europa. Quais são as suas expectativas para a temporada 2017/2018?

R.S.: É como você disse: o Braga é uma das maiores potências do futebol português e nós queremos fazer uma grande temporada. O Braga é conhecido por ser a quarta potência de Portugal, mas vamos brigar para estarmos entre os três primeiros na classificação final do Campeonato Português.

Raúl Silva é reforço do SC Braga para a nova época Fonte: SC Braga
Raúl Silva é reforço do SC Braga para a nova época
Fonte: SC Braga

BnR: A direção do Braga confirmou que o treinador do clube na próxima temporada será o jovem Abel Ferreira, que treinava o Braga B. Você já teve contato com o seu novo comandante? Se sim, como foi?

R.S.: Eu tive um pequeno contato com o Abel; foi um contato rápido. Mas já deu para perceber que ele está motivado e com bastante força para fazer uma boa temporada.

BnR: Quais as maiores diferenças entre jogar no Brasil e em Portugal? Na vida pessoal como foi a sua adaptação ao país europeu?

R.S.: Na vida pessoal foi tranquilo. A ilha da Madeira é um lugar agradável, parecido um pouco com o Brasil. Já na vida profissional o início foi difícil. Cheguei a tomar muitos cartões em alguns lances, mas com o tempo eu me adaptei bem ao estilo de jogo do futebol português.

BnR: Até onde o paraense Raúl pode chegar?

R.S.: Eu penso somente no hoje, apenas no próximo jogo. Então quero dar o meu máximo no SC Braga e o futuro até onde eu possa chegar é sempre reflexo daquilo que fazemos. Mas tenho a ambição de jogar uma Champions League.

BnR: Deixe um recado aos adeptos do SC Braga.

R.S.: Quero dizer aos torcedores do SC Braga que chegou mais um guerreiro e que eles podem contar com muita vontade e força da minha parte para lutar e conquistar nossos objetivos.

Foto de Capa: CS Marítimo

Conceição e a formação

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fc porto cabeçalhoSerá possível que o FC Porto construa um plantel que dê garantias de estabilidade e de esperança na luta pelo título? Na temporada transata, os rivais da Luz tinham claramente o plantel mais completo da Liga NOS e esta época? O FC Porto, estando em incumprimento financeiro, tem urgência de vender. André Silva foi o primeiro a partir, por 38M€ para o AC Milan devido também à necessidade de vender até 30 de Junho.

Existem mais jogadores que têm mercado no plantel azul e branco como Casillas, Felipe, Layun, Rúben Neves, Herrera, Danilo e Brahimi. São os jogadores mais apetecíveis no reino do Dragão, até ao momento. E Sérgio Conceição começar a época com a perda de alguns destes elementos pode ser algo muito complicado de gerir até porque o FC Porto não vai dispor de um grande orçamento para transferências.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Claro que o FC Porto tem a prata da casa para colmatar esta situação: Dalot, Diogo Queirós, Rui Pires, Diogo Costa, Rui Pedro. Tudo jogadores com grande sucesso na formação portista e nas seleções jovens nacionais e que têm muita qualidade para singrar no FC Porto e terem sonhos ainda mais altos.

O futuro azul e branco tem de passar pela aposta razoável e bem pensada de jovens, como aconteceu esta época com André Silva, Rui Pedro e Fernando Fonseca. Dar oportunidades na equipa B para terem um nível competitivo maior e estarem mais preparados na hora de dar o salto para o plantel principal. Vejamos que os rivais encarnados têm apostado na formação de forma progressiva e tirado dividendos e a formação portista em nada fica atrás das restantes formações nacionais e internacionais. Há que tirar partido das infraestruturas que o clube tem e potenciar os melhores.

Foto de Capa: FC Porto

Foi para isto que eles perderam

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Cabeçalho modalidadesO draft da NBA acontece já esta quinta-feira e a expectativa é grande, com vários jovens talentosos prontos a iniciarem o seu caminho na NBA. Para quem não está familiarizado com o sistema, as 14 piores equipas da temporada que agora terminou têm direito aos primeiros 14 lugares do draft. É realizada uma lotaria, onde quanto pior tiver sido o recorde da equipa, maiores as hipóteses de escolher em primeiro no draft. Uma vez que as equipas negoceiam entre si através de trocas (e porque os Nets fizeram a pior troca de sempre com os Celtics), a equipa de Boston acabou por ter a 1ª escolha, que trocou neste fim-de-semana pela 3ª dos Sixers. Devido à troca de Cousins de Sacramento para New Orleans, os Kings têm duas escolhas neste draft. Analisamos aqui a melhor opção para cada uma das equipas na lotaria, ou seja, as primeiras 14 escolhas do draft de 2017.

Eles “confiaram no processo” e cada vez mais pessoas começam a perceber porquê. Os Sixers foram alvo de chacota durante os últimos anos pelas más equipas que possuíam, à procura de escolhas no draft, mas são muitos os que gostavam de chegar ao dia de hoje na pele da equipa de Philadelphia, no que ao futuro diz respeito. Com Embiid, Simmons (ainda por estrear na NBA) e Saric, faltava um base com capacidade para colocar esta orquestra em ação. E a troca com os Celtics neste fim-de-semana foi o passo natural. Os Sixers vão escolher Markelle Fultz, o jogador mais talentoso do draft e logo para a posição onde mais precisavam. Os Lakers estão mais atrasados na montagem da sua equipa para o futuro, mas têm este ano uma excelente oportunidade para avançarem uns anos. Não é surpresa que os Lakers querem Paul George (e que George está inclinado para os Lakers) e Lonzo Ball, a mais que provável escolha dos Lakers neste draft, pode abrir portas ao negócio. Com Ball na equipa, os Lakers poderiam usar D’Angelo Russell como moeda de troca no negócio de Paul George e começar a construir uma equipa de respeito e com prespetivas de futuro, comandada pelo base de UCLA.

Tatum e Jackson (ambos no centro da imagem) foram campeões mundiais de sub-19 em 2015 e lutam agora pelo último lugar no pódio do draft Fonte: FIBA
Tatum e Jackson (ambos no centro da imagem) foram campeões mundiais de sub-19 em 2015 e lutam agora pelo último lugar no pódio do draft
Fonte: FIBA

Os Celtics trocaram a primeira escolha com o principal intuito de abrirem algum espaço salarial para Hayward. Ou Griffin. Ou George. Ou Butler. A um destes, os Celtics poderão acrescentar um extremo marcador de pontos para complementar também Isaiah Thomas, deixando Jaylen Brown a crescer na sombra. Josh Jackson vinha sendo o nome mais apontado a Boston mas, em princípio, será Jayson Tatum o escolhido. O extremo de Duke oferecerá pontos a uma equipa que precisa deles para dar o passo seguinte. Quem poderá beneficiar (e muito) com a escolha de Tatum pelos Celtics serão os Suns. A equipa de Phoenix gosta bastante da versatilidade e capacidade nos dois lados do campo de Josh Jackson para formar uma boa dupla com o marcador de pontos Devin Booker e, caso Jackson se encontre disponível aquando da vez dos Suns, a decisão será fácil de tomar.

A odisseia das transferências – Parte III – Bem-vindo, Rodrigo Battaglia

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Battaglia chegou, cimentando cada vez mais a possível saída de Adrien Silva. O perfil do argentino agradou a toda a estrutura para substituir, ou não, o capitão leonino. Esgaio e Jefferson fazem o caminho inverso, reforçando a equipa do Braga. O Sporting ficou com 20% de uma futura transferência do português e o lateral brasileiro vai jogar uma época emprestado ao clube do Minho. Bons reforços para a equipa arsenalista!

Enquanto se negoceia Dória, são apontados outros nomes para reforçar o sector defensivo. Gastón Silva, o uruguaio, está em negociações bastantes avançadas com o Sporting. Se Dória for contratado, a opção Gastón Silva, poderá não ser concretizada. Acreditamos que apenas uma destas aquisições será realizada.

Relativamente ao lado esquerdo da defesa, serão Fábio Coentrão e Jonathan Silva os ocupantes desta posição? O argentino vem de uma forma fantástica tendo, inclusive, apontado um golo no último encontro. A excelente temporada nos argentinos do Boca não gerou esquecimento. O português está cada vez mais perto de assinar, podendo mesmo, a transferência por empréstimo, ser concretizada esta semana.

Coentrão pode estar prestes a ser anunciado no Sporting Fonte: Facebook de Fábio Coentrão
Coentrão pode estar prestes a ser anunciado no Sporting
Fonte: Facebook de Fábio Coentrão

No sector intermediário, jogadores como William Carvalho e Adrien Silva, em representação da selecção nacional na Rússia, poderão sair logo a seguir a terminar as suas participações na Taça das Confederações. Ambos estão com mercado e o Sporting sabe que dificilmente conseguirá manter estes jogadores no seu plantel. O encaixe financeiro poderá abrir portas a magníficos atletas sondados pelo emblema leonino.

Marcos Acuña, Pavón, e Pity Martinez são as emergentes estrelas argentinas que poderão seguir carreira em Alvalade. Pity Martinez é um jogador fenomenal, um ilusionista com a bola nos pés. A sua capacidade técnica e o um-contra- um são, de facto, mais valias. Pavón é um jogador forte fisicamente, que pode jogar tanto no apoio ao avançado como a extremo. Uma das suas armas é a velocidade. Marcos Acuña, médio do Racing, é um autêntico pulmão em campo. Agressivo, constante e muito forte a recuperar bolas. Todos estes jogadores actuam no campeonato argentino e o Sporting sabe que não estará sozinho na tentativa de contratar estes três jogadores.

Época sem Títulos na formação deve fazer refletir!

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fc porto cabeçalho

O Futebol de formação tem várias componentes importantes, nem só os títulos devem ser prioridade. O crescimento dos jovens atletas quer na vertente desportiva, quer na vertente humana é extremamente importante. O preparar hoje para ganhar amanha de forma sustentada deve ser o lema da formação, mas isso não implica que não se possa fazer ambas as coisas (preparar hoje e ganhar hoje). As rotinas de vitórias, de conquistas, é também um fator importante. Criar o “vício de ganhar” (sem que isso seja a todo o custo e de qualquer forma) ajuda a moldar o carater de um atleta competitivo.

Esta época foi negativa no que diz respeito a títulos na formação do FC Porto. Existe talento individual, existe qualidade no trabalho realizado pelos treinadores mas, alguns pormenores precisam ser melhorados para que uma época assim não volte acontecer. É preciso, no entanto, analisar os vários escalões de forma diferente.