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Em Itália, a vitória é italiana

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Cabeçalho modalidadesEm todas as categorias, vitória de pilotos italianos. Dovizioso em Moto GP, Pasini em Moto 2 e Migno em Moto 3.

Depois de um início de dia nada famoso para Dovizioso, que inclusive abdicou do primeiro Warm Up do dia, em que teve uma intoxicação alimentar, o mesmo voltou a dar uma vitória para a Ducati no circuito de Mugello. Foi inclusive o primeiro italiano a vencer o Grande Prémio de Itália com a Ducati.

moto gp
Início de corrida fantástica com bastantes trocas de posições
Fonte: MotoGP

Foi um início de corrida bastante emocionante, onde até Lorenzo, que acabou em 8.º lugar, chegou a liderar.
Valentino Rossi, para alegria dos milhares de fãs que marcaram presença, teve um arranque fantástico, e também andou lá na frente, mas acabou fora do pódio, em 4.º lugar. Teria sido a loucura se pelo menos tivesse conseguido subir ao 3.º, mas a velocidade de ponta das Ducatis não deram qualquer hipótese. Viñales ainda conseguiu o 2.º lugar depois de ultrapassar Petrucci, que, com uma Ducati não oficial, obteve o 3.º lugar.
Batista acabou por ser mais uma surpresa ao ficar à frente de Marc Marquez, no 5.º posto. Dani Pedrosa acabou por cair e levar consigo Crutchlow e com isso perdeu o 2.º lugar do mundial.

Viñales mantém o primeiro lugar, com 105 pontos, agora mais 26 pontos que Dovizioso e mais 30 pontos sobre o 3.º lugar, que é de Valentino Rossi.

Momento emotivo do dia: os 69 segundos de silêncio em memória de Nicky Hayden.

Rossi também levou mais uma vez o capacete personalizado, desta vez com referências a Hayden – com a fusão do seu número 46 com o número 69 de Hayden -, ficando no capacete com 469, mas também a Francesco Totti, que aos 40 anos de idade se aposentou ao fim de representar durante 20 anos a Roma, com a frase “mo je faccio er cucchiaio”, que foi proferida por Totti quando marcou o penálti “à Panenka” no Europeu de 2000 contra a Holanda. Atrás também diz “Un capitano… C´è solo un capitano!”, o cântico dos adeptos da Roma aquando do seu último jogo.

 

capacete valentino rossi
O capacete de Valentino Rossi
Fonte: Valentino Rossi

Miguel Oliveira não foi além do 5.º lugar, apesar de ter efectuado uma parte final de corrida bastante interessante. Não sei se a mudança para estes novos pneus vai ajudar à luta do nosso piloto porque, relembramos, está num projecto muito inicial e tem de estar sempre a melhorar. Com este resultado Oliveira fica com 70 pontos e mantém o 4.º lugar na classificação, com menos oito pontos que o 3.º classificado, Alex Márquez. Morbidelli mantém a liderança, com 113 pontos, e Luthi o segundo lugar, com 100 pontos.

O grande prémio que se segue é na Catalunha, já no próximo fim-de-semana.

Foto de Capa: MotoGP

ABC/UMinho vence Taça de Portugal

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Cabeçalho modalidadesRealizou-se este fim de semana a Final Four da Taça de Portugal de Andebol Seniores Masculinos 2016/2017 em Fafe. Era o último troféu por disputar em Portugal. No sábado, dia 03/06/2017, disputaram-se as duas meias finais: Sporting CP vs AA Avanca e FC Porto vs ABC/UMinho. Na primeira, os campeões nacionais venceram, com mais dificuldade do que seria previsível, o AA Avanca por 24-21. Na segunda o FC Porto não conseguiu superar a equipa de Carlos Resende, tendo perdido 23-22 com um golo de Pedro Seabra Marques no último segundo. Com esta derrota o FC Porto está há duas épocas sem vencer qualquer troféu.

Hoje, dia 04/06/17, jogou-se a grande final: Sporting CP vs ABC/UMinho. O Sporting queria, depois de conquistar a Challenge Cup e o Campeonato Nacional, conquistar o terceiro troféu esta época. O ABC/UMinho queria voltar a conquistar a competição dois anos depois.

Apesar de ambas as equipas quererem muito conquistar o troféu, o ABC entrou em jogo com um ritmo muito elevado, apanhando o Sporting CP um pouco desprevenido e desconcentrado, e conseguiu desde cedo ter vantagem no marcador. Com efeito, ao intervalo o resultado era 14-19.

FAP
O ABC venceu a sua 12.ª Taça de Portugal
Fonte: FAP

Uma vantagem confortável, mas que em Andebol não é decisiva. No recomeço da partida a equipa de Hugo Canela mostrou o porquê de ser a campeã nacional e entrou determinada a recuperar a desvantagem. Com muito esforço e dedicação a equipa verde e branca conseguiu impedir a derrota, vencendo 16-11 na segunda parte. Com esta recuperação o resultado final no tempo regulamentar foi 30-30. E todos ficámos gratos por podermos ter pelo menos mais dez minutos deste grande espetáculo de Andebol.

Durante os dez minutos do prolongamento, o ABC contou com Pedro Seabra Marques em grande estilo, o que permitiu que arranjasse mais soluções em termos ofensivos. Em termos defensivos, a defesa aguerrida e a boa exibição de Emanuel Ribeiro dificultaram muito a primeira linha do Sporting CP. Desta forma o ABC/UMinho venceu 5-3 no prolongamento, sendo o resultado final 33-35 a favor da equipa bracarense. Este pode ter sido o último troféu de Carlos Resende em Braga, já que o ex-internacional português é muito pretendido em outras paragens.

Foto de Capa: FAP

Grande jogo cai para o lado do Sporting CP

Cabeçalho Futebol FemininoOs primeiros 45 minutos decorreram de forma normal no seu início, com uma fase de estudo mútuo por parte das duas formações, mas convém referir que o resultado ao intervalo (1-0 para as minhotas) se justificava plenamente, em face da grande primeira parte realizada pelas guerreiras do Minho. Tirando esses minutos iniciais, o SC Braga foi sempre mais perigoso e esteve mais perto de poder marcar mais golos do que propriamente o Sporting CP de empatar. Assim, surgiu um golo, que à primeira vista parecia duvidoso, de uma grande penalidade, mas o auxilio do vídeo-árbitro serviu para dissipar as dúvidas e confirmar que efetivamente houve falta para grande penalidade, que foi convertida por Vanessa, num penálti clássico, ou seja, guarda-redes para um lado e bola para o outro.

O leão estava sonolento e bem pode agradecer a Patrícia Morais, que fez uma série de boas defesas para evitar a ampliação da vantagem minhota. A segunda parte foi bem diferente, pois vimos já um Sporting muito melhor e mais perigoso, a tentar inverter o resultado o mais rapidamente possível. Essa atitude mais guerreira das lisboetas foi premiada com um golo de Diana Silva aos 57 minutos, numa boa jogada coletiva superiormente executada pela grande figura leonina. Daqui em diante, nenhuma das equipas arriscou demasiado, com algum receio de sofrer um golo que hipotecasse em definitivo a vitória final.

No prolongamento, vimos um Sporting de Braga a criar mais oportunidades de golo e com iniciativa de jogo, estando por isso sempre mais perto da baliza de Patrícia Morais. No entanto, foi o Sporting Clube de Portugal que marcou o 2-1, através de Ana Capeta, obrigando a que fosse o Braga a ir à procura do golo que voltasse a empatar as contas.

Diana Silva apontou o único golo do Sporting no tempo regulamentar Fonte: Diana Silva
Diana Silva apontou o único golo do Sporting no tempo regulamentar
Fonte: Diana Silva

Uma palavra para o recorde absoluto de espetadores num jogo do futebol feminino disputado em Portugal, com 13.200 adeptos a presenciarem o jogo ao vivo, ultrapassando a fasquia alcançada na final da Liga dos Campeões em 2014, no Estádio do Restelo.

Portanto, o Sporting fez assim a dobradinha, juntando a Taça de Portugal ao campeonato, naquela que foi a primeira taça do seu historial. As arsenalistas fizeram um grande jogo e também merecem o reconhecimento de toda a gente. Os seus adeptos podem estar algo desiludidos por não terem ganho o troféu mas têm de ver o grande jogo que as meninas fizeram e só se podem orgulhar disso.

Foto de Capa: SC Braga

FC Porto vence clássico mas SL Benfica mantém vantagem no confronto direto

Cabeçalho modalidadesIntensidade e espetáculo. Esta duas palavras podem descrever o clássico desta tarde no Dragão-Caixa, pavilhão que esteve esgotado. Num encontro que o Porto tinha de ganhar para manter as suas aspirações do título vivas, os azuis e brancos conseguiram levar de vencido o Benfica por 9-7 e reingressou nas contas do campeonato.

O jogo teve um inicio bastante rápido e intenso, com ambas as equipas a quererem marcar cedo, por isso, os dois guarda-redes foram obrigados a brilhar desde cedo. Apesar das várias tentativas, o primeiro golo só surgiu aos seis minutos. Através de um contra-ataque, Reinaldo Garcia, totalmente isolado, fez o 1-0. Minutos depois, igualmente de contra-ataque, após um passe de João Rodrigues, Diogo Rafael assistiu Nicolia para o empate. Passados alguns segundos, iniciativa individual de Nicolia e estava consumada a reviravolta.

Depois de ter começado a perder, os encarnados deram a volta ao marcador e estavam melhor em pista. Essa superioridade ficou ainda mais evidenciada quando, aos dezassete minutos, João Rodrigues, de penalti, fez o 3-1.

Hélder Nunes esteve em grande ao marcar três golos Fonte: FC Porto
Hélder Nunes esteve em grande ao marcar três golos
Fonte: FC Porto

Os dragões iam tendo dificuldades em entrar na defensiva benfiquista, mas com pouco mais de oito minutos para o intervalo, Vítor Hugo reduziu para 3-2. Contudo, o Benfica respondeu e Adroher, novamente de penalti, apontou o 4-2. Os azuis e brancos não se deixaram ficar e num espaço de dois minutos, Gonçalo Alves com uma iniciativa individual e Hélder Nunes, que roubou o esférico a Nicolia e seguiu isolado para a baliza, empataram o encontro.

Em virtude dos dois golos quase seguidos, o Porto ganhou um elã e ia colocando os encarnados em dificuldades. Todavia e embora a intensidade e a luta pela posse de bola, o resultado não se voltou a alterar e o jogo seguiu empatado a 4-4 para o intervalo.

Portistas no Mundial Sub-20

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fc porto cabeçalho

O FC Porto esteve representado no Mundial de Sub 20 que, se realizou na Coreia, por quatro jogadores: Diogo Costa, Jorge Fernandes, Diogo Dalot e Bruno Costa. É de salientar que Diogo Costa e Diogo Dalot ainda são Sub 19 mas a qualidade é tanta que Emílio Peixe os “retirou” do Europeu de Sub 19 para os levar ao Mundial. O talento na formação portista é muito e de muita qualidade.

Portugal 2-2 Uruguai (4-5 após g.p.): Mel(e) amargo

cab seleçao nacional portugal

Um Uruguai com a baliza inviolável era a equipa que partia para este encontro dos ‘quartos’ do Mundial Sub-20. Quatro golos em quatro jogos era algo que indiciava uma média calculista de um golo por jogo. Em sentido contrário, Portugal era uma equipa em ascensão que vinha de eliminar a organizadora, Coreia do Sul.

Logo aos 55 segundos, Xadas isolou Xande Silva e o avançado, à saída de Santiago Mele, picou a bola sobre o corpo do uruguaio e fez o 1-0. O primeiro golo do jogador do Vitória de Guimarães no mundial.

Disposto em 4x3x3, com um meio-campo triplamente complementar, com Pepê-Delgado-Xadas, a formação de Emílio Peixe tentava contrariar o 4x4x2 clássico e de pressão a meio-campo do Uruguai, o que dificultou várias vezes a saída de bola de Portugal.

Recuperado do choque do golo madrugador, a seleção ‘celeste’ reagiu com uma ameaça, primeiro, após remate dentro da área de Schiappacasse. De seguida, aos 16 minutos, chegou o golo. De canto, aparece o mesmo avançado, ao segundo poste, após saída em falso de Diogo Costa. Cabeceia ao ferro e, na recarga, Santiago Bueno restabelece o empate.

Até final da primeira parte, o Uruguai continuou a controlar o jogo de meio-campo da seleção nacional, pressionando a saída de jogo de Portugal, ora Pêpê, ora Pedro Delgado, escapando a seleção nacional em ocasiões de ataque através da movimentação entre-linhas de Xadas ou do envolvimento dos laterais com os extremos.

É numa diagonal do extremo Diogo Gonçalves, da esquerda para o meio, que acontece o segundo golo de Portugal, aos 41 minutos, e um dos golos ‘top’ deste mundial, que deixou Emílio Peixe com as mãos no rosto, expressando um misto de espanto e de orgulho.

 Diogo Gonçalves tem sido figura de destaque neste mundial. Hoje, na despedida, marcou um verdadeiro golaço Fonte: FIFA
Diogo Gonçalves tem sido figura de destaque neste mundial. Hoje, na despedida, marcou um verdadeiro golaço
Fonte: FIFA

A FIFA já tratava Diogo Gonçalves por ‘the new 7’ (‘o novo 7’) à partida para este jogo. Diogo Gonçalves, ontem, questionado sobre tal rótulo ou sobre o peso nacional de envergar a camisola 7, respondeu que o que “interessa é o jogador e não o número”. E é assim mesmo; o número só confirma, emblematicamente, o craque.

Para a segunda parte, a formação sul-americana entrou mais forte e beneficiou de uma falta evitável de Yuri Ribeiro dentro da área para empatar o jogo, aos 50 minutos, por intermédio de Federico Valente.

A partir daí, o jogo voltou a modo de contenção mútua, mas com identidades diferentes. Portugal, que acabou o jogo com 62% de posse de bola, teve mais o esférico nos pés, mas maioritariamente de forma inócua, muito por culpa da meritória organização defensiva contrária, sobretudo no que toca à pressão a meio-campo.

Houve duas ocasiões até fim do tempo regulamentar para Portugal, com dois remates fora da área de Xadas, primeiro, e Gedson, depois. Para a seleção celeste, registo para o perigo causado num ataque à bola ao segundo poste na sequência de um canto.

No prolongamento, Emílio Peixe tira, primeiro, Diogo Gonçalves, por Zé Gomes, e, depois, ao intervalo, faz entrar Florentino para o lugar de Xande Silva. O trio atacante passou a ser André Ribeiro (que tinha entrado para o lugar de Bruno Costa) na esquerda, Xadas na direita e Zé Gomes no meio.

Os substitutos não estiveram à altura de quem lhes cedeu o lugar. Se André Ribeiro não teve a capacidade de comer espaços no ataque como Diogo Gonçalves, Zé Gomes passou o tempo esquecido numa ilha incerta entre os centrais contrários. A equipa ressentiu-se disso na criação ofensiva.

Nos penáltis, chegou-se até ao 14.º. Primeiro, Rodrigo Amaral, o 10 uruguaio, teve a oportunidade nos pés para decidir e falhou. Depois foi o pé direito de Zé Gomes que podia ter resolvido a questão para as cores lusas… Mas, aí, apareceu o show Mele, que defendeu três penáltis consecutivos. Depois, Bueno, o que já tinha faturado em tempo regulamentar, completou o trabalho do compatriota.

Uruguai vai encontrar a Venezuela nas meias-finais Fonte: RTP
Uruguai vai encontrar a Venezuela nas meias-finais
Fonte: RTP

O guarda-redes tentou desestabilizar, olhos nos olhos, cada um dos portugueses que bateram a bola dos 11 metros. Mel(e) amargo este que envenenou Portugal.

Portugal é eliminado nos quartos-de-final. Cai de pé. Sim, cai. Mas, assim, dói mais.

Foto de Capa: Diario Deportivo

A época das chicotadas: 33 treinadores passaram pelos bancos da Liga

Cabeçalho Futebol Nacional2016/17 foi um ano de pesadelo e inquietação para muitos treinadores da Primeira Liga Portuguesa. Tudo porque nos bancos de suplentes teve lugar uma autêntica dança das cadeiras que bateu recordes menos lisonjeiros. Foram nada menos do que 19 as mudanças de treinadores efetuadas entre os emblemas do principal escalão, número que coloca a Liga NOS como o campeonato europeu onde mais se registam as célebres ‘chicotadas psicológicas’. Apenas duas alterações não se deveram aos maus resultados ou a divergências com dirigentes.

A escola portuguesa de treinadores tem estado em destaque nos últimos anos, lançando nomes como Mourinho, Marco Silva ou Leonardo Jardim, mas nem por isso os dirigentes dos clubes nacionais têm tido mais paciência para com os técnicos que por cá fazem carreira. E se tivermos por referência esta temporada, a mão que segura o chicote está mais pesada que nunca. Desde o início do século, apenas em 2009/10 se registaram valores comparáveis, chegando então a contagem às 18 alterações. A partir de então o número de chicotadas foi baixando consistentemente. De facto, a época que agora finda vem contrariar a tendência recente, visto que há quatro anos que o número não chegava à dezena.

Desde a primeira jornada, iniciada a 12 de agosto, até à 34.ª, concluída a 21 de maio, apenas cinco clubes mantiveram os treinadores: SL Benfica, FC Porto, Sporting CP e os dois Vitórias. Todos os restantes trocaram, pelo menos uma vez, de timoneiro e seis chegaram mesmo a conhecer três técnicos diferentes no espaço de meses.

Daniel Ramos SC Marítimo
Daniel Ramos foi o escolhido para suprir a primeira baixa da época e acabou por levar o Marítimo à Liga Europa
Fonte CS Marítimo

A verdade é que, olhando para os números, na maior parte das vezes a decisão de trocar de treinador no decorrer da época pareceu surtir efeitos. Dos clubes que procederam às alterações nas equipas técnicas, a maior parte conseguiu melhorar a média pontual. CS Marítimo, Rio Ave FC e CD Feirense são os principais exemplos, mas também Boavista FC, FC Paços de Ferreira e o GD Estoril-Praia de Pedro Emanuel conseguiram arrecadar mais pontos por jogo. No CF ‘Os Belenenses’, Julio Velázquez e Quim Machado mantiveram virtualmente semelhantes as suas médias pontuais, apesar do final de campeonato algo sofrível, partilhado com Domingos Paciência. Quanto a Moreirense FC e CD Tondela permaneceu praticamente tudo igual ao longo das respetivas campanhas, apesar das várias permutas, tendo contudo imperado o pragmatismo no final, culminando com a permanência.

Por outro lado, Jorge Simão no SC Braga, Jokanović e João de Deus no CD Nacional e Pedro Carmona no Estoril não conseguiram fazer melhor que os seus antecessores. GD Chaves e FC Arouca também não foram felizes com a sucessão de Jorge Simão e Lito Vidigal, apesar de os dois terem saído para abraçar novos projetos e não devido a maus resultados.

Se se trata de um novo padrão no futebol português ou apenas de um fenómeno excecional é ainda cedo para dizer, mas o que parece cada vez mais confirmar-se é que quando as coisas não correm bem a corda rebenta sempre pelo lado do treinador.

 

Todos os treinadores em 2016/17

SL Benfica: Rui Vitória

FC Porto: Nuno Espírito Santo

Sporting CP: Jorge Jesus

Vitória SC: Pedro Martins

SC Braga: José Peseiro; Jorge Simão; Abel Ferreira

CS Marítimo: Paulo César Gusmão; Daniel Ramos

Rio Ave FC: Nuno Capucho; Luís Castro

CD Feirense: José Mota; Nuno Manta Santos

Boavista FC: Erwin Sánchez; Miguel Leal

GD Estoril-Praia: Fabiano Soares; Pedro Gómez Carmona; Pedro Emanuel

GD Chaves: Jorge Simão; Ricardo Soares

Vitória FC: José Couceiro

FC Paços de Ferreira: Carlos Pinto; Vasco Seabra

CF ‘Os Belenenses’: Julio Velázquez; Quim Machado; Domingos Paciência

Moreirense FC: Pepa; Augusto Inácio; Petit

CD Tondela: Petit; Pepa

FC Arouca: Lito Vidigal; Manuel Machado; Jorge Leitão

CD Nacional: Manuel Machado; Predrag Jokanović; João de Deus

 

Foto de Capa: SC Braga

Taça das Confederações ’17 (Magazine): Alemanha

Cabeçalho Futebol Internacional

No dia 17 de Junho começa-se a jogar a Taça das Confederações, prova organizada um ano antes do campeonato do mundo e que terá como país anfitrião a Rússia, também ela organizadora do Mundial 2018. Doze anos depois a Alemanha está de volta à prova.

A última vez que os alemães participaram na prova foi em 2005, ano em que receberam o torneio. Nessa altura estava em voga uma nova Alemanha que queria afastar a péssima prestação do Euro 2004, onde ficou pela fase de grupos, e despoletar rumo àquilo a que seria uma boa campanha no Mundial de 2006. A jovem geração de Lahm, Frings, Schweinsteiger e Podolski fez boa figura em ambos os casos, mas hoje em dia, é seguro dizer que não tem a mesma preponderância que a Alemanha dos nossos tempos.

Juventus 1-4 Real Madrid: CR7 encomenda a 5ª Bola de Ouro

Cabeçalho Futebol Internacional

4 anos, 3 títulos. O Real Madrid afirmou-se como a maior potência desportiva europeia ao tornar-se no primeiro bicampeão europeu da Era Champions (desde 1993/94), à boleia de uma exibição cheia de personalidade, vontade e… CR7 (2 golos).

A Juve entrou com a vontade de quem começa a ficar conhecida pelas finais perdidas (ia em 6 antes do jogo) e apertou o pescoço ao Real Madrid, adversário e obstáculo à mudança da história recente da Velha Senhora em finais europeias. Pressionou largo e alto e quase chegou ao golo por Pjanic, num disparo fora de àrea. Navas impôs-se com uma intervenção brilhante e permitiu que o Real respirasse fundo. Tão fundo que se começou a sentir, aos poucos, à vontade no jogo, sobretudo com o espaço dado pela inexistência de um terceiro médio bianconeri.

Benzema "mata" no peito Fonte: AP
Benzema “mata” no peito
Fonte: AP

Falhasse Pjanic ou Khedira, e o Real sabia que poderia capitalizar. Como capitalizou. Numa transição rápida madrilena, Kroos deu em Benzema, este descobriu Cristiano Ronaldo sobre a direita, o português esperou a subida de Carvajal, que lhe devolveu o esférico e o Bola de Ouro, claro, não perdoou e tirou a crença inicial à Juventus, que passou a ter algumas dificuldades na construção ofensiva.

Precisava, pois de um lance de génio. Teve-o. À passagem do minuto 27, Bonucci lançou longo para a esquerda, onde apareceu Alex Sandro a cruzar de primeira para à area, onde estava, Higuain a aparar a bola para o domínio e a finalização, de costas para a baliza, de Mandzukic. Navas viu a bola sobrevoá-lo sem nada poder fazer. Um momento mágico, digno de final de Champions, que deixou eufóricos os adeptos bianconeri e acalmou o jogo… até ao fim da primeira parte.

Golo de Mandzukic foi uma obra de arte Fonte: Reuters
Golo de Mandzukic foi uma obra de arte
Fonte: Reuters

O segundo tempo trouxe um Real mais afoito e pressionante. Com o orgulho de um campeão que defende o seu título. E sufocou a Juventus da mesma forma que a Juventus havia sufocado no início da primeira parte. Pressionou forte o início de construção da Velha Senhora e o jogo passou a disputar-se no meio-campo italiano.

Nada que não estivesse, aparentemente, previsto pelos bianconeri, sábios a controlar o assédio madridista nestes primeiros instantes… mas o futebol é pródigo em situações que desafiam a lógica. Coisas como um tiro de longe, de um patinho feio (Casemiro) dar em golo – aos 61 minutos, em resposta a uma bola rechaçada pela àrea da Juventus, o brasileiro recolocou o Real na frente do jogo.

Casemiro assinou golo vistoso Fonte: AFP
Casemiro assinou golo vistoso
Fonte: AFP

A Juventus abanou. E voltou a sofrer, três minutos depois. Modric cortou uma eventual transição defesa-ataque bianconeri, tabelou com Carvajal e, sobre a linha de fundo, cruzou para o primeiro poste, onde apareceu Cristiano Ronaldo a finalizar como só um predestinado faria. Um golo que decidiu o vencedor do encontro. A Juventus não se conseguiu reerguer, o Real Madrid também não lhe estendeu a mão, e esteve mais perto de ampliar do que ver reduzida a vantagem. Conseguiu fazer o 4-1, já sobre o minuto 90 – Marco Asensio encostou cruzamento à medida de Marcelo.

A Cibelles, cheia com certeza, já festejava. Como está habituada. Os jogadores do Real, em Cardiff, tinham a noção que já não lhes escapava a 12ª, enquanto Cristiano Ronaldo aproveitava a boleia para se candidatar, firmemente, à 5ª… Bola de Ouro. Ou vice-versa.

Foto de Capa: UEFA

Portugal 4–0 Chipre: Nem bom vento, nem grande jogo

Cabeçalho Seleção NacionalAntes do apito inicial deste jogo, poderia antever-se a aposta de Fernando Santos na equipa mais forte a iniciar a partida, ou a equipa em que iria apostar contra a Letónia, o próximo jogo a contar para a qualificação para o campeonato do mundo na Rússia, uma vez que o Chipre viria jogar fechado lá atrás devido à enorme diferença de qualidade entre as duas selecções, assim como deverá acontecer com os letões. Outra razão seria o facto de ser importante automatizar rotinas entre jogadores o mais rápido possível.

Após se conhecerem as equipas iniciais percebeu-se que o selecionador português estaria a seguir o raciocínio apresentado, uma vez que escalou uma equipa com poucas segundas linhas, apesar de condicionado pelas ausências de Pepe e Cristiano Ronaldo, que estavam a poucas horas de jogar a final da Champions League. Ressalvo apenas as laterais defensivas, que talvez sejam entregues a Nélson Semedo e Raphael Guerreiro quando for a “doer”.
O jogo começou praticamente com o golo da seleção portuguesa, uma vez que ao minuto 2 já João Moutinho batia livre direto de forma superior, a sancionar uma falta sobre João Mário após arrancada pelo meio-campo. Esta entrada antevia um jogo tranquilo e consistente da equipa das quinas, o que não veio a acontecer.

Os primeiros minutos mostraram uma equipa de Portugal a jogar pouco pelo chão, o que não será a forma preferencial desta equipa, ainda mais quando tem em campo jogadores como João Mário e Bernardo Silva, que podem dar muita qualidade ao jogo apoiado. Mostrou também que o Chipre não veio apenas para defender mas também para tentar jogar, apesar de pressionar pouco e dar alguma liberdade aos jogadores portugueses, que não aproveitavam os espaços para criar lances de perigo.

Os primeiros 25 minutos, em termos de jogadas de perigo, para além do golo, resumiram-se a uma bola lançada para André Silva, que perdeu tempo de remate, e a um canto, que originou um cabeceamento de José Fonte para defesa do guarda-redes cipriota. Pouco para uma seleção com a qualidade individual que a portuguesa apresenta.

Daí até ao final do primeiro tempo, apenas se verificaram mais três lances dignos de registo. Ao minuto 29 Eliseu subiu, ganhou a linha e cruzou para trás, a possibilitar o remate de Bernardo Silva à figura do guarda-redes do Chipre. No minuto 31 foi a vez de subir Cedric e tirar um cruzamento para o cabeceamento de Nani por cima da baliza do Chipre. Ficou, no entanto, o melhor para o minuto 41, com novo livre direto de João Moutinho a resultar em novo golo de Portugal. Era o segundo golo de Portugal e o segundo de João Moutinho no jogo.

O intervalo chegava, e anteviam-se algumas alterações logo para o início da segunda parte, uma vez que estavam a aquecer Gelson Martins, Adrien e William Carvalho. Essas alterações vieram a verificar-se, uma vez que ao intervalo estes três, juntamente com André Gomes, entravam para os lugares de Bernardo Silva, João Mário, João Moutinho e Danilo.

Começava a segunda parte, e o Chipre parecia querer pressionar um pouco mais em cima, mas o meio-campo de Portugal começava já a demonstrar maior qualidade na posse e na saída a jogar, começando aos poucos a empurrar a equipa Cipriota para perto da sua baliza. Aos 59 minutos entrava Pizzi para o lugar de Nani, e pelo adversário Avraam entrava para o lugar de Charalambidis.

O melhor jogo interior da seleção lusa começava a dar frutos e ao minuto 60 surge uma jogada de entendimento entre Adrien e Gelson, com um defesa cipriota a fazer um corte limpo mas arriscado quando Adrien já armava remate potencialmente perigoso. Logo de seguida, ao minuto 62, Gelson iniciou nova jogada de ataque rápido, lançando André Silva, que cruzou, para Pizzi encostar para dentro da baliza.

O meio-campo recuperava bolas mais rapidamente e mais perto da baliza adversária, com maior qualidade no jogo apoiado e nas saídas a jogar. Isto deveu-se à dinâmica que os jogadores que entraram proporcionaram à equipa mas também ao cansaço do adversário e à pressão que, apesar de menor, ainda parecia querer fazer no início da segunda parte.

Fonte: FPF
Fonte: FPF

Ao minuto 66 acontecia a última substituição para Portugal com a entrada de Nélson Semedo para o lugar de Cédric. Ao mesmo tempo, na equipa do Chipre, Ioannou entrava para o lugar de Nektarios Alexandrou. Pouco tempo depois, ao minuto 69, Pizzi virava o jogo para André Gomes, que cruzou com qualidade para o cabeceamento certeiro de André Silva.

A partir do quarto golo, Portugal começou a abrandar o jogo e a tentar controlá-lo com mais posse de bola, esperando as melhores oportunidades para criar lances de perigo, que iam surgindo por lances de envolvimento ou por arrancadas de Gelson Martins, que ia ocupando todas as posições de ataque na direita, na esquerda ou no meio.

A selecção do Chipre teria o seu primeiro lance de perigo ao minuto 85, quando Abraam atirava do meio da rua à baliza de Rui Patrício, fazendo a bola rasar o poste. A terminar o jogo teve ainda três cantos a seu favor, obrigando o guardião português a uma defesa apertada em cima da linha de baliza no último lance do jogo.

Esta segunda parte resume-se assim aos dois golos, com boas jogadas colectivas por parte de uma equipa a jogar apoiado e com qualidade de circulação de bola, complementado-se com as arrancadas de Gelson Martins, que trouxe imprevisibilidade e criou maior instabilidade à defesa do Chipre.
Este jogo mostra também que esta seleção portuguesa tem muito a melhorar, principalmente em termos atacantes: precisamos de ser mais objectivos e incisivos a atacar a baliza adversária. Terá de haver mais jogo exterior com cruzamentos para a área, onde teremos André Silva e Cristiano Ronaldo como excelentes cabeceadores, e os médios terão de insistir em lances de rotura entre linhas e para as costas dos adversários. Qualidade de posse temos; falta o resto.