CD Nacional e FC Arouca não conseguiram alcançar a manutenção e vão disputar a Segunda Liga na próxima temporada. Ainda assim nem tudo foi mau e há jogadores que possuem a qualidade necessária para permanecer no escalão máximo do futebol nacional. Jogadores emprestados não contam para este top, fica a menção a jogadores como Tiago Rodrigues, Victor Garcia, Tobias Figueiredo, Walter González ou Sami.
Sérgio Conceição, Paulo Sousa ou Pedro Martins? O princípio da incerteza
Cerca de uma semana e meia após a rescisão do contrato que ligava Nuno Espírito Santo ao FC Porto a indefinição face ao futuro mantém-se no reino do dragão. Esta não é uma situação nova, mas é claramente mais uma mancha sobre a gestão desportiva do clube que, de forma algo incompreensível, começa a perder terreno na preparação de uma época que se avizinha muito importante para os adeptos e para o futuro da própria Direção do FC Porto.
Esta situação denota, desde logo, as dificuldades financeiras pelas quais o clube está a passar. São já vários anos sem conquistar títulos e investindo em futebolistas que não se têm valorizado, representando estes despesas para o FC Porto sem que haja receitas significativas que as permitam colmatar. É evidente que a situação é delicada, é evidente que o futuro não parece tão risonho quanto qualquer adepto desejaria, mas é também evidente que, reunindo-se uma conjugação equilibrada ao nível da qualidade do treinador e dos futebolistas, o regresso aos títulos parece possível.
Se relativamente aos jogadores as incógnitas são muitas, relativamente ao treinador o véu tem vindo a cair a pouco e pouco e, atualmente, parecem restar três nomes em cima da mesa: Sérgio Conceição (a hipótese mais forte), Paulo Sousa (aparentemente também alvo do Crystal Palace FC e do B Borussia 1909 e. V. Dortmund) e Pedro Martins (que nos últimos dias tem vindo a ser fortemente associado ao Olimpiacos FC). Assim sendo, importa perceber o que cada um destes treinadores pode trazer ao FC Porto e, acima de tudo, o que os distingue na sua forma de pensar o jogo.


Começando por Sérgio Conceição, o treinador natural de Coimbra é, como se sabe, portista de alma e coração. A sua personalidade não deixa ninguém indiferente e, se por um lado transmite garra e determinação para dentro do balneário, por outro lado também conduz a variados desentendimentos com jornalistas, jogadores, e até mesmo com membros da Direção. Em Portugal, no SC Braga, Sérgio Conceição foi despedido por justa causa por “falta de lealdade e respeito” para com o clube, a Direção, e o Presidente António Salvador. Pese embora as dificuldades de relacionamento e algumas limitações táticas que a equipa foi evidenciando, sobretudo na organização ofensiva e na transição defensiva, ao nível dos resultados Sérgio Conceição recolocou o SC Braga na Liga Europa após uma desastrosa época 2013/14. No Vitória SC Conceição herdou um plantel muito desequilibrado e uma equipa taticamente devastada pelo seu antecessor, Armando Evangelista. Ainda assim, conseguiu retirar a equipa da posição delicada em que se encontrava (com zero pontos) e deixa-la no 10º lugar da tabela classificativa. Para tal, foram sempre evidentes as qualidades da equipa nos momentos de transição ofensiva e defensiva. Finalmente, em França, e num FC Nantes francamente pobre ao nível da qualidade individual, Sérgio Conceição conseguiu conduzir a equipa ao 7º lugar da tabela classificativa. Apesar de as individualidades serem, neste caso, dificultadoras do trabalho do treinador, o FC Nantes sempre apresentou muita qualidade em organização defensiva (a fazer lembrar alguns princípios do SL Benfica de Rui Vitória) e em transição ofensiva. Em organização ofensiva, apesar de nem sempre ser possível, a ideia era clara: futebol de posse, com bola no chão.
Antevisão da final da Champions: ‘Gigi’ Guardião do Templo vs ‘Insaciável’ Melhor do Mundo
O grande dia está à porta. 32 equipas partiram para a champions com diferentes ambições, mas todas tinham o sonho de chegar amanhã a Cardiff. Apenas duas o conseguiriam e foram dois gigantes do futebol atual, desta vez não houve qualquer surpresa de maior. Campeão espanhol e campeão italiano disputam amanhã no País de Gales o trono do futebol europeu. O Real Madrid está lá desde a época passada, a Juventus vai tentar destroná-lo.
A Juventus chega ao jogo decisivo depois de ter eliminado o Barcelona sem apelo nem agravo, da mesma forma que o fez com a sensação Mónaco. Tem, imagine-se, somente 3 golos sofridos em toda a prova, uma defesa de betão que tem vindo a ser aprimorada por Allegri e que tem como esteios Buffon, Chiellini, Bonucci e Barzagli, 4 poços de experiência e com muitos jogos lado a lado. É, inegavelmente, uma equipa que sabe o que faz dentro das quatro linhas, onde cada passo é estudado ao milímetro e em que cada jogador sabe de cor a estratégia para a vitória.


Fonte: Juventus
A coesão tem sido o grande trunfo dos transalpinos, mas desengane-se quem pensa que naquela equipa não há lugar para fantasistas. Dybala é o expoente máximo da magia na equipa de Turim neste momento, o argentino está num grande momento e desequilibra qualquer partida de um momento para o outro. Mas Higuaín é um dos mais letais avançados do planeta e Dani Alves tem sido o rei das assistências.
Do lado contrário aparecerá o campeão em titulo, à procura da ‘Duodecima’, com o melhor do mundo no comando. O Real é neste momento uma equipa diferente do que tem sido nos últimos anos, muito por culpa de Zidane. O francês trouxe mais harmonia e menos desequilibrios a um conjunto que atacava muito bem, mas de forma inconstante e que permitia não raras vezes algumas veleidades aos adversários.
Força dos Números: Finais da Champions
A história das finais da Champions remete-nos para a história recente do futebol. O golo de Zidane ao Leverkusen (num pontapé sem deixar cair a bola e a corrigir um cruzamento defeituoso de Roberto Carlos) o de Deco ao Monaco, pelo FC Porto (sentando Flávio Roma) ou o de Smicer (a ajudar na recuperação do Liverpool na louca final de 2005 frente ao Milan) vão figurar para sempre na memória colectiva. Foram bolas que ficaram aninhadas nas redes do adversário, mas também nos corações de quem gosta de futebol.
Essa história merece ser catalogada e contada. Por palavras e por números. E é essa a nossa missão. A de trazer aos nossos colegas de paixão a história da final mais importante do futebol de clubes. Em números, mas complementados por palavras, como estas e como as que seguem nas próximas seis páginas, divididas em finais, treinadores, jogadores, guarda-redes, finalistas, vencedores e, claro, os golos.
Sejam bem-vindos à Força dos Números.
Foto de capa: ghanasoccernet.com
Taça das Confederações ’17 (Magazine): Rússia
Percurso de Qualificação
A Rússia será a seleção anfitriã da edição de 2017 da Taça das Confederações. O anúncio foi feito a 2 de dezembro de 2010. É a primeira vez que participa e, na qualidade de anfitriã, foi colocada automaticamente no Grupo A, com Portugal, Nova Zelândia e México.
Ederson, soube a pouco….
É mesmo, soube mesmo a pouco… A consequência do seu rápido crescimento fez com que contássemos com apenas 1 época a titular na equipa principal da luz. Há pouco mais de um ano, quando o mister Rui Vitória preparava o Derby, surgia a surpresa do jovem brasileiro no 11 inicial e começava aí uma história que só agora começou. Agora, chegou a hora de voltarmos a recordar os melhores momentos daquele que foi o melhor guarda-redes da primeira liga portuguesa deste ano.
Máquina do tempo: 30 anos de Viena


Foi ali que tudo começou, nesse mítico dia 27 de maio de 1987, no temível Prater, repleto de bávaros prontos a conquistarem mais uma Taça dos Campeões Europeus. Privado do seu matador Fernando Gomes, o emblema azul e branco entrou em campo com um onze com oito portugueses: Mlynarczyk, João Pinto, Celso, Eduardo Luís, Augusto Inácio, André, Jaime Magalhães, António Sousa, Quim, Futre e Madjer.


Onze de Viena
João Figueiredo, jornalista do Mais Futebol, retrata na perfeição as palavras que sempre faltam para descrever momentos tão belos como este:
“A história do FC Porto tem mais de um século, mas a história do FC Porto moderno tem data específica. A 27 de maio de 1987 o azul ficou mais vivo que nunca e a Europa conheceu, de vez, a chama do dragão. Completam-se (…) 30 anos da primeira conquista europeia do FC Porto, numa altura em que, em Portugal, ser campeão europeu oscilava entre a utopia e a memória a preto e branco do Benfica de Eusébio e companhia. O Estádio do Prater, em Viena, ficou para a história do FC Porto, do futebol português e europeu. Nasceu o calcanhar de Madjer, o mundo descobriu o génio de Paulo Futre e Juary tornou-se o primeiro brasileiro a marcar numa final da Taça dos Campeões Europeus.


O calcanhar de Madjer
Heróis conscientes, mas pouco dados a nostalgias. Apenas em conversas de amigos. «Felizmente, estamos cá para recordar. Estamos todos vivos, menos um, o nosso amigo Zé Beto», recorda Jaime Magalhães, referindo-se ao guarda-redes portista, suplente de Mlynarczyk em Viena, que faleceu em 1990, a poucos dias de fazer 30 anos, vítima de um acidente de viação.
Dura realidade. O choque amargo que, ainda assim, dá o sabor certo à noite do Prater. Foi real e não sonho. Ou, como remata Frasco, foi «um sonho real».
São os melhores, de facto.” E porque ninguém melhor do que quem lá esteve e assistiu, in loco¸ ao momento único, será melhor para contar o que se viveu: “Fiz a narração do jogo ao lado do Ribeiro Cristóvão e é um dia que nunca me vou esquecer, porque essa foi a minha estreia internacional. E logo num jogo daquela dimensão. Foi deslumbrante para mim e acabou por ser o momento mais marcante da minha carreira.


(…) o Porto não era uma equipa da alta-roda europeia e o Bayern era um colosso. Ainda por cima o Prater estava lotado com adeptos alemães. Ao intervalo, o Artur Jorge fez uma lavagem ao cérebro dos jogadores e o Porto surge transfigurado, começa a acreditar que era possível virar o jogo. E depois houve aqueles momentos mágicos, que todos os portugueses se lembram: o golo de calcanhar do Madjer (77 minutos) e o do Juary (79), que sentenciou a partida. Aquilo foi uma autêntica loucura. Era um clima mais intimista, havia uma outra relação entre as pessoas, havia menos concorrência. Lembro-me que éramos todos das mesmas cores: azul-e-branco. Depois da vitória, as pessoas choraram, gritaram… foi indescritível.” Miguel Prates
Foto de Capa: Sapo Desporto
Objetivo da época canarinha está um passo mais perto!


Pois bem, o trajeto dos azuis e amarelos não ficou por aí pois ainda há mais objetivos para cumprir, nomeadamente a tentativa de rumar ao nacional da modalidade, e estão no bom caminho para o conseguir, uma vez que já estão na meia final do play-off, disputado em moldes diferentes da Liga Sport Zone. Ao contrário do principal escalão, onde é necessário ganhar dois jogos para seguir em frente, três no caso da final, este é jogado em duas mãos, uma em cada pavilhão, e segue em frente quem marcar mais golos, um pouco à semelhança do que se verifica na Liga dos Campeões de futebol, só para citar um exemplo mais fácil e com o qual os nossos leitores possam estar mais familiarizados.
Nos quartos-de-final, o Estoril logrou recuperar de uma desvantagem de 7-6 na primeira mão para vencer 5-2 o Milharado, passando para a fase seguinte com um total de 11-9, indo defrontar nesta etapa seguinte o ACC (Académico Clube das Ciências), clube que virou um 6-0 na primeira mão, selando a passagem com uma vitória caseira por sete(!) golos sem resposta. Olhando para os outros elementos desta associação, vemos um nome bastante familiar dos leitores mais antigos ou porventura com melhor memória, uma vez que o emblema de Carcavelos jogou várias temporadas na I divisão, a última das quais em 2008/09.


Fonte: GD Estoril-Praia
Outra curiosidade a reter nesta distrital é o facto de o líder da fase regular (Vialonga) já não poder lutar pela subida de divisão, porque foi afastado pelo oitavo e pior classificado na primeira fase, o Oficinas de São José, com um agregado de 9-8 favorável à equipa teoricamente menos forte das duas. Se o apuramento do campeão se desenrolar como na temporada transata, então o figurino é similar ao registado no principal escalão, com eliminatórias à melhor de três jogos, ou seja, passa para a ronda seguinte quem vencer duas partidas, sendo necessário recorrer a terceiro encontro caso cada equipa tenha uma vitória, tanto na meia-final como na final. Apenas o vencedor consegue o apuramento para o campeonato nacional, mais concretamente para a II divisão.
Para finalizar, muito do sucesso que o clube tem vivido nestes últimos tempos devem-se ao trinador Nuno Chumbo, que tem conseguido elevar a sua formação para um patamar mais elevado do que a sua situação atual representa, por isso já está na hora do Estoril-Praia subir aos escalões nacionais!
Foto de Capa: GD Estoril-Praia
Andebol Leonino – Um exemplo de Ecletismo


Realça-se sobretudo nesta equipa uma grande união no balneário que, aliada à experiência de alguns jogadores, foram os fatores preponderantes para o esforço, a devoção e a glória nesta época. Este clima interno encontra no treinador Hugo Canela um dos seus principais artesãos. Revelou ser sempre um exímio conhecedor do sistema tático adversário e capaz de lhes “dar a volta” dentro da quadra. Marca-o também a simplicidade nas declarações públicas, de respeito por qualquer adversário mas com ingredientes discursivos capazes de alimentar a motivação dos atletas. O seu trabalho faz-nos acreditar no valor e potencial dos treinadores lusos.


Fonte: Sporting CP
Acredito que um clube, para se afirmar verdadeiramente eclético, não pode ficar-se por ter x ou y modalidades. O seu ecletismo é, principalmente, produto e resultado da mobilização dos adeptos para as modalidades, numa atitude de defesa intransigente do emblema onde quer que ele esteja, independentemente da competição ou da escala, nacional ou planetária. E nesta época, tal como nas anteriores, a vibração sportinguista fez-se sentir no apoio às modalidades, nomeadamente nas de pavilhão. Somos hoje, como o éramos no passado (mas infelizmente não muito recente), um clube eclético, o Sporting de Moniz Pereira, o Senhor Atletismo e, permitam-me, o Senhor Modalidades.
CR Évora domina, SL Benfica vence


A equipa: Com apenas três derrotas no campeonato nacional (duas na fase regular e a última na final do mesmo) o CR Évora cumpriu uma temporada quase perfeita – falhou a conquista do campeonato, novamente – mas demonstrou qualidade para estar presente entre as equipas da Divisão de Honra. Palavra de apreço também para o campeão SL Benfica que, apesar de alguns contratempos durante a época, conquistou os seus objectivos principais: a subida à Divisão de Honra e o troféu de campeão nacional.


Fonte: Bruno Fortuna
A surpresa: O RC Bairrada surpreendeu tudo e todos com o seu rugby agradável e, depois de uma excelente fase regular (terminou em terceiro, apenas atrás de CR Évora e SL Benfica), ultrapassou o Caldas RC no play-off, tendo sido batido apenas por aquele que viria a ser o novo campeão, SL Benfica. Tudo isto de uma equipa que militava na II Divisão na época passada!


Fonte: Diogo Pereira
A desilusão: Depois de duas épocas em crescendo, e com a contratação de um treinador sul-africano, adivinhava-se que o RC Santarém partiria para a nova época com ambições reforçadas. E foi isso mesmo que viria a acontecer, o treinador AJ Abreu afirmou por mais do que uma vez que o grande objectivo dos cavaleiros passaria por subir à Divisão de Honra, mas, e depois não deslumbrar na fase regular (quinto lugar – nove vitórias, sete derrotas, dois empates) os escalabitanos não foram além do primeiro jogo do play-off.
Foto de Capa: Luís Cabelo



