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Óquei de Barcelos revalida conquista da Taça CERS!

Cabeçalho modalidadesHistórico! É desta forma que deve ser caracterizada a vitória conseguida pelo Barcelos contra o Viareggio por 4-2. Assim, revalidou o título de detentor da Taça CERS, algo que apenas tinha sido conseguido por equipas espanholas e italianas.

O inicio de jogo ficou marcado pelo equilibrio, mas com o Barcelos, pouco a pouco, a tentar tomar conta das operações. Sendo a equipa que mais vezes esteve perto de marcar nesta fase. Porém, foi o Viareggio a dispor da primeira grande oportunidade. Zé Pedro derrubou Montigel no interior da área barcelense. Xavi Costa, a cumprir a sua época de estreia na equipa italiana, colocou a bola rasteira junto ao poste esquerdo e fez o 1-0. De seguida, Montigel viu um cartão azul. Alvarinho, que na véspera havia marcado um golo de livre-direto, não conseguiu bater Barozzi.

Em superioridade numérica, o Óquei criou várias oportunidades para marcar, mas não conseguiu usufruir da vantagem em pista e o Viareggio manteve o 1-0.

A vencer, o conjunto transalpino estava mais liberto, conseguindo controlar a partida e criar mais oportunidades junto da baliza de Ricardo Silva, que começava a destacar-se.

Com as entradas de Joca e Alvarinho, Paulo Pereira tentava alterar o rumo do jogo, mas quem ia ficando perto de marcar era o Viareggio que, através de contra-ataques rápidos, ia assustando a defesa barcelense.

A Kaos Barcelense, claque do Óquei, fez-se sentir em Viareggio Fonte: CERS
A Kaos Barcelense, claque do Óquei, fez-se sentir em Viareggio
Fonte: CERS

À entrada para os dez minutos finais da primeira parte, Gavioli viu um cartão azul, em virtude de uma falta sobre Joca. Reinaldo Ventura tentou um destino diferente do de Alvarinho, mas acabou por atirar ao lado. No entanto, no seguimento da jogada, assistiu Joca que não falhou e restabeleceu o empate.

O golo veio repor alguma verdade ao encontro, pois apesar da superioridade italiana depois do 1-0, o Barcelos vinha equilibrando a contenda.

Até ao intervalo, o jogo continuou muito equilibrado, com ambas as equipas a disporem de algumas oportunidades para marcar, mas nada se alterou e foi tudo empatado para as cabines.

GP Rússia: Nórdico estreia-se a vencer num habitat conhecido

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Cabeçalho modalidades

Depois de uma qualificação monumental da Ferrari ao colocar os dois pilotos na primeira linha, 9 anos depois, era de esperar, de facto, uma corrida bastante interessante!
Bottas partia em 3º lugar, à frente de Hamilton, e a Ferrari ‘afirmava-se’ de uma vez por todas que era superior à Mercedes, tanto em ritmo de corrida como em ritmo de qualificação.

No entanto, as surpresas não acabavam no sábado e o finlandês da Mercedes consumou a certeza na corrida, ao realizar uma partida bombástica ultrapassando os dois Ferrari na primeira curva, o que viria a ser determinante no desfecho da corrida. Bottas adaptando-se melhor aos pneus ultra-macios que Vettel, aproveitou para ganhar uma vantagem de 5s, durante 20 voltas. Por sua vez, Raikkonen deixou Vettel fugir e fugiu de Hamilton, fazendo uma corrida com um ritmo bastante elevado e merecedor do último lugar do pódio.

Na única sessão de paragem de boxes, Sebastian Vettel parou mais tarde e ficou com pneus mais frescos para atacar Bottas nas últimas voltas, o que se viria a verificar. Mais uma vez, a Ferrari a mostrar-se mais inteligente estrategicamente. Contudo, o Mercedes de Bottas estava um relógio, e só mesmo Vettel para conseguir alcançar o finlandês nas últimas voltas, pois a Ferrari adaptou-se melhor ao pneus super macios.

Bottas e Vettel protagonizaram um duelo de gigantes! Fonte: Bellingham Herald
Bottas e Vettel protagonizaram um duelo de gigantes!
Fonte: Bellingham Herald

A corrida caminhava para o final, Vettel aproximava-se cada vez mais de Bottas com um andamento muito veloz e esperava-se um duelo pela vitória, no mínimo aceso e intenso. À entrada para a última volta, o alemão da Ferrari estava a menos de 1 segundo, e ambos encontravam pela frente pilotos atrasados que requeriam dobragens, e a intensidade do despique aumentava, até que Felipe Massa resolveu dificultar a ultrapassagem a Sebastian Vettel, prejudicando de tal forma que rapidamente o alemão ficou a mais de 1,3s, mesmo assim conseguiu terminar a 0,600s, ficando no ar que o desfecho da corrida poderia ter sido outra.

O final da corrida ficou marcado por uma luta pela vitória bastante interessante, sendo o marco de maior ponto de interesse, e por outro lado, manchada por protagonistas fora do contexto, que ultimamente não têm sido falados pelos êxitos conseguidos ou pela ribalta, e que infelizmente vêm-se incluídos nestas situações, pois o brasileiro tendo um furo, muito menos teria razões para tal atitude e consequente acção, pois, fica muito mal fotografia.

Valtteri Bottas vence pela primeira vez na carreira uma corrida, de forma imperial e afirmativa, soube impor-se perante o Tetra campeão da Ferrari e não sentir pressão, e a verdade é que em 4 Grandes Prémios, Ferrari e Mercedes estão empatadas 2-2, com 2 vitórias para Vettel, 1 de Hamilton e 1 de Bottas. O campeonato promete e está vivo, apesar da falta de emoção durante as corridas, onde quem chega em primeiro lugar no final da primeira volta quase de certeza que é o vencedor, o duelo Ferrari – Mercedes segue agora para Espanha, no circuito da Catalunha.

FC Famalicão 2-0 FC Vizela: Dois golos que coloriram o domínio famalicense

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O Futebol Clube Famalicão recebeu no Estádio Municipal 22 de Junho o Futebol Clube Vizela em jogo a contar para a 39ª jornada da Ledman Liga Pro. O Famalicão entrou acutilante na partida com dois pontapés de canto consecutivos e com vontade de tomar as rédeas do encontro. Aos 6 minutos, nasce o golo da equipa da casa, Vítor Lima recebe a bola dentro da área, e descaído para o lado direito cruza para a pequena área onde aparece Carlão a fazer o primeiro da partida à boca da baliza, batendo o guarda-redes Pedro Albergaria que foi iludido por Feliz que não chegou ao esférico.

Poucos minutos depois, Mendes lesiona-se num choque com o adversário e dá lugar a Gevaro e de seguida, novo lance de perigo da equipa de Dito, cruzamento de Gevaro da esquerda, remate de Carlão e o defesa vizelense a cortar em cima da linha, com os jogadores do Famalicão a pedir golo, mas o árbitro Bruno Paixão mandou jogar. Os famalicenses insistiam e Diogo Cunha combina bem com Vítor Lima com o camisola 10 a aparecer na cara de Albergaria a rematar ao lado da baliza do Vizela. O Vizela tentava ir atrás do prejuízo e num livre do capitão do Filipe Ferraz com o guardião Gabriel Souza a fazer uma grande defesa dando uma estirada até ao poste direito da baliza famalicense. Nova investida vizelense e Kukula a tentar o pontapé acrobático por cima da baliza de Gabriel.

Na segunda parte, o técnico Carlos Cunha mexeu, colocou em campo Panin e Prince e saíram João Sousa e Kukula e Dito respondeu com a saída de Diogo Cunha e a entrada de Mércio e foi o médio brasileiro que fez o segundo golo que sentenciou a partida. Carlão tentou invadir a área do Vizela com a bola a ressaltar para o Mércio a receber e a rematar forte para o fundo das redes de Albergaria. Carlos Cunha meteu Alex Porto e tirou Tiago Ronaldo e Dito tirou Feliz para meter Kisley e o Vizela respondeu com uma cabeçada de Elízio para uma defesa apertada de Gabriel junto ao poste após um canto da direita.

O Famalicão apanhando o Vizela em contrapé lançou Gevaro em velocidade que serviu Kisley que rematou para grande parada de Albergaria e logo de seguido outro remate do internacional cabo-verdiano ao poste direito da baliza do Vizela. O Vizela tentava reduzir a vantagem famalicense e João Vieira cabeceou por cima da baliza de Gabriel. Apito final na partida e festa dos cercam de 3 mil adeptos do Famalicão que encheram o Municipal. O Famalicão soma agora 47 pontos e está na primeira posição do Play-off a dois pontos do Cova da Piedade que tem 49.

Desportivo das Aves: A maldição foi quebrada

Cabeçalho Futebol Nacional

Com o fim da Ledman Liga Pro à vista, o Desportivo das Aves confirmou em definitivo a presença no principal escalão do futebol português. Desde 2005, que a equipa de Santo Tirso não participava na primeira liga. Foi com o mítico professor Neca que a equipa da Vila das Aves o conseguiu. Aliás, o professor Neca tinha sido o único treinador a conseguir levar o Desportivo das Aves à primeira liga, primeiro em 1985, depois no ano de 2000 e depois em 2005. Hoje, uma maldição foi quebrada e o Desportivo das Aves ganha agora asas para voar, na primeira liga.

Como já é habitual, a segunda liga não é propriamente um campeonato “amigável”. São muitos os jogos, são dificeís os campos pequenos, as condições, os jogadores mais experientes que dificultam a vida aos mais jovens. A verdade é que o percurso do Aves não foi fácil. A equipa iniciou a temporada com Ivo Vieira, técnico que já tinha contado com experiências na primeira liga, nomeadamente ao serviço do Nacional e do Marítimo. O início da temporada foi algo irregular. Em 5 jogos, a equipa somava duas vitórias, dois empates e uma derrota, mas já se previa que este Aves teria qualidade suficiente para lutar, pelo menos, pela subida. A equipa foi conseguindo acumular vitórias e depois da eliminação na Taça de Portugal pelo Paços de Ferreira, o Desportivo das Aves somou 13 jogos sem qualquer derrota.

Tudo corria às mil maravilhas, mas como diz o ditado, no melhor pano, caí a nódoa. Depois de quatro jogos sem conhecer o sabor da vitória, Ivo Vieira foi despedido. Nem o excelente trabalho do técnico conseguiu fazer com que os dirigentes do clube tivessem alguma paciência com Ivo Vieira. Chegava-se à frente, José Mota. O técnico que, na temporada passada, tinha conseguido subir, nas mesmas condições, o Feirense, chegava agora ao Desportivo das Aves. O objetivo era segurar o barco e conseguir levar o Aves à primeira.

José Mota é, por diversas vezes, criticado por ser um técnico ultrapassado ou por não conseguir ter muito sucesso. A verdade é que não tendo a imprensa que Vítor Oliveira tem, o técnico conseguiu assegurar a subida por duas temporadas consecutivas, entrando em equipas, no decorrer da temporada. Sim, é diferente entrar num projeto a meio do que estar num projeto desde o início. Mas não é fácil ter de pegar numa equipa com um estado anímico complicado e com jogadores nunca antes conhecidos, com jogadores já habituados a outros esquemas, outros treinos. José Mota conseguiu isso. Sem ser brilhante, foi capaz de responder positivamente, nos momentos críticos da temporada, quando era preciso vencer. Aliás, o técnico conta com um registo interessante. Em dez partidas, conta com duas derrotas apenas, sendo que não perdeu em casa.

Mas não são os técnicos que passaram pelo clube esta temporada, os principais destaques desta subida. O Desportivo das Aves tem um plantel muito acima da média para uma equipa que disputa a segunda divisão.  Há uma mistura muito interessante de jogadores mais batidos no futebol nacional, com outros jovens com muito potencial. Ora vejamos, na baliza, há Quim, veterano guarda-redes de 41 anos que já passou por Benfica, Braga e pela seleção nacional.

Nuno Espírito Santo e a rudimentaridade tática do FC Porto

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Um dos maiores pecados de qualquer adepto de futebol passa por avaliar o trabalho dos treinadores tendo por base os resultados que estes alcançam no final de cada época. Tal avaliação ignora, por completo, que o futebol é jogado por aqueles que estão dentro de campo e que, por muita qualidade que tenha um treinador, “não se fazem omeletas sem ovos” (sendo que o contrário também se aplica). O que habitualmente se verifica é que os resultados são otimizados por uma combinação equilibrada entre a qualidade do treinador e a qualidade individual que este tem ao seu dispor.

Por se acreditar que não são os resultados que ditam a qualidade dos treinadores (caso contrário, na época passada, teria que se assumir algo tão absurdo como “Claudio Ranieri é melhor treinador do que Mauricio Pochettino”), é antes do final da época e independentemente da classificação final da Liga NOS 2016/17 que importa analisar o trabalho de Nuno Espírito Santo no comando do FC Porto. Para esta análise importa considerar, acima de tudo, os únicos dois aspetos que o treinador pode controlar: o modelo de jogo e estratégia.

Os resultados poderão levar a acreditar que o trabalho de Nuno Espírito Santo tem sido muito bom ou, pelo menos, bom. Contudo, olhando atentamente para “o jogar” do FC Porto, pode observar-se que quem faz a diferença, tanto no momento defensivo como no momento ofensivo, são as individualidades e não as dinâmicas coletivas da equipa. Diz-se na gíria que as equipas se constroem de trás para a frente mas, no caso do FC Porto, é essencial analisar primeiramente o momento ofensivo da equipa para que se consiga compreender o sucesso (no que concerne ao número de golos sofridos) do momento defensivo.

Fonte: geralforum
Fonte: geralforum

A organização ofensiva do FC Porto é tão simples que chega a poder considerar-se rudimentar. Traz consigo um aroma ao velho kick and rush britânico (ao jeito do Leicester City FC da temporada transata): bola colocada na lateral e, aí, Maxi Pereira e Alex Telles (ou outro que surja naquela zona) têm ordem para esticar o jogo na frente em busca de Soares ou André Silva. Destes espera-se que, em duelos individuais, sejam capazes (habitualmente em péssimas condições) de receber a bola e dar algum sentido à jogada. Mesmo os movimentos dos avançados sem bola são extremamente redutores: estes raramente surgem entre linhas para permitir à equipa praticar um futebol mais apoiado ou para provocar desequilíbrios a partir do corredor central; a tendência é sempre o ataque à profundidade, para que possam tentar ganhar no choque, no duelo individual, as bolas que lhes são lançadas pelos colegas de equipa que atuam em posições mais recuadas.

Sporting CP 0-7 Inter FS: A maldição de Almaty continua

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Cabeçalho modalidades

Apesar do resultado bastante desnivelado que se verificou no fim do tempo regular, é de realçar que o jogo não foi assim tão desequilibrado e que nem o Sporting CP jogou assim tão mal nem o Inter Movistar jogou assim tão bem. A diferença esteve na eficácia bastante díspar entre ambos os conjuntos e também ao risco total da equipa portuguesa, ao apostar no 5×4 e, consequentemente, desguarnecer por completo a sua baliza, algo que permitiu aos espanhóis marcarem ainda mais três golos.

Na primeira metade do encontro, assistiu-se a um encontro muito disputados, com oportunidades junto de ambas as balizas, com a única divergência a residir na eficiência dos interistas junto ao guardião leonino, que, mesmo assim, ainda teve um punhado de intervenções decisivas para ainda dar alguma esperança aos cerca de 50 adeptos do clube verde e branco presentes nas bancadas do pavilhão de Almaty, no Cazaquistão. Pensava-se que a segunda metade podia trazer a “remontada” no marcador, pois o resultado ao intervalo era favorável ao Inter por 2-0, mas tal não aconteceu.

Com alguns erros de arbitragem (por exemplo, no terceiro golo, a bola bateu no peito e não na mão de Leo), mas também vários erros defensivos (nesse mesmo golo, que surgiu através de um livre, há uma grande falha de marcação que permite o golo de Rafael Rato), assim como também alguma infelicidade relacionada com bolas nos ferros, o Sporting não conseguiu vencer a competição europeia, não contando ainda com qualquer troféu europeu, depois de perder a sua segunda final, curiosamente na mesma cidade em que se realizou este encontro.

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Mario Rivillos contribuiu, com dois golos, para o regresso aos títulos europeus do Inter, oito anos depois
Fonte: UEFA

Haverá alguma maldição relacionada com esta cidade? Provavelmente não, mas é um fator curioso que liga ambas as finais disputadas pela equipa lisboeta, tanto em 2011 como em 2017. Apesar do resultado muito desnivelado, não se pode classificar como má a prestação dos leões neste ano, pois eliminaram, entre outras equipas, duas grandes equipas russas, nomeadamente o Dynamo e o Ugra, que era o campeão europeu em título. Claro que este resultado não é muito normal na final de uma competição europeia, mas é algo que por vezes acontece, devido ao risco total assumido na colocação de um guarda-redes avançado.

Confirma-se, assim, o fim-de-semana de sonho para Ricardinho, um dia após saber do prémio de melhor jogador de futsal do mundo no ano de 2016, num galardão atribuído pelo site Futsal Planet, consegue a sua segunda UEFA Futsal Cup na carreira, após a conquista em 2010, ao serviço do SL Benfica, e junta ao troféu coletivo mais dois golos marcados ao serviço do clube espanhol, ambos marcados de bem longe, quando o Sporting estava completamente balanceado para o ataque.

Foto de capa: UEFA

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

 

Barcelos a um passo da história

Cabeçalho modalidadesNuma tarde ensolarada em Itália e num PalaBarsacchi muito bem composto, Sarzana e Barcelos enfrentaram-se naquela que foi a primeira meia-final da Taça CERS. Durante cinquenta minutos muito equilibrados, italianos e portugueses esgrimiram argumentos, mas o Óquei foi mais forte, tendo vencido por 3-1 e garantido o bilhete dourado para a final de amanhã.

O jogo teve uma fase inicial equilibrada, com as duas equipas a estudarem-se e, por isso, as oportunidades de fazer as redes de alguma das balizas balançar tardavam em surgir. A primeira grande chance pertenceu ao Sarzana, visto que beneficiou de um livre-direto, livre esse que surgiu de um cartão azul, algo exagerado, mostrado a Luís Querido. Sergio Festa, o grande especialista da equipa italiana, começou por permitir a defesa de Ricardo Silva e na recarga acertou no ferro.

Em situação de superioridade numérica, o Sarzana não conseguiu abrir o ativo. No entanto, muito devido a Ricardo Silva que, com duas defesas de grande nível, manteve o 0-0.

As duas equipas defendiam bem e as poucas seticadas de meia distancia que iam existindo eram a única forma de chegar a qualquer uma das balizas.

Por volta dos quinze minutos de jogo, o jovem craque Alvarinho, saltou do banco do Barcelos e agitou bastante o encontro. Pouco depois de ter entrado, criou um desequilibro que deixou Reinaldo Ventura isolado no interior da área italiana e acabou por sofrer uma falta para grande penalidade. Contudo, o próprio Ventura não conseguiu bater Simone Corona.

O Barcelos a aumentou o ritmo e começou a seticar por mais vezes à baliza, obrigando o guarda-redes italiano a mostrar-se. Nesta fase, Alvarinho sofreu uma falta para livre-direto à entrada da área da equipa italiana. Foi ele, um dos vários especialistas barcelenses, a assumir a marcação do respetivo lance e não desperdiçou, fazendo o 1-0 para o campeão em título. A resposta do Sarzana não demorou e através de uma grande penalidade, Borsi restabeleceu o empate. Todavia, este novo empate também não durou muito, pois Reinaldo Ventura, com uma seticada rasteira, voltou a colocar o Óquei na frente.

Os golos animaram e tornaram o jogo mais aberto, o que provocou um aumento do numero de oportunidades para cada lado, mas até ao intervalo o resultado não se tornou a alterar. O Barcelos vencia de forma justa por 2-1.

Denis Davydov – A História do Messi Russo

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Cabeçalho Futebol Internacional

A forma como se criam expectativas em volta de um determinado jogador nos  tempos que correm é de tal forma frequente, que a cada passo, ouvimos alguém a dizer, que estamos perante um novo Messi, ou um novo Ronaldo, uma vez que os nomes de Pelé, Maradona e Cruyff parecem já pertencer a uma outra geração perdida no século, que ainda há pouco terminou.

Leonid Fedun, oligarca russo e presidente do FC Spartak Moscovo, afirmou há uns anos a esta parte, num dos momentos pouco inspirados, que dedica a analisar futebol, que por detrás dos muros de Tarasovka (a famosa academia do emblema moscovita) estava a ser forjado aquele que viria a ser o “Messi Russo”. O jovem a quem Fedun se referia dá pelo nome de Denis Davydov e a sua carreira não é em nada semelhante à do astro argentino e não será difícil de perceber, que as precipitadas palavras proferidas pelo magnata russo, terão apenas servido para condicionar a carreira do jovem atleta.

No passado Sábado, Davydov, que actualmente se encontra ao serviço do Spartak-2 (formação correspondente à equipa B do FC Spartak Moscovo), marcou um golo absolutamente fantástico, que permitiu à sua equipa sair do terreno do FC Tosno com um ponto, apesar de ter jogado grande parte do encontro com apenas dez unidades. O Spartak-2 disputa a FNL (2ª divisão da pirâmide do futebol russo) e apesar de actualmente se encontrar num lugar da tabela que lhe permitiria jogar no escalão maior da Rússia na próxima temporada, tal não irá acontecer, uma vez que, tal como em Portugal, as equipas B não podem subir à primeira liga.

Davydov tem sido um elemento fundamental na excelente campanha que a formação moscovita está a realizar esta temporada e apesar de já ter estado lesionado durante algumas semanas, contribuiu com, nada mais, nada menos, que nove golos e sete assistências nos 24 jogos em que participou. Davydov é um avançado móvel que pode actuar por detrás do ponta-de-lança, ou pode jogar mais pela linha, desempenhando o papel de um falso extremo.

Davydov após uma partida disputada pela primeira equipa do FC Spartak Moscovo Fonte: Sport Express
Davydov após uma partida disputada pela primeira equipa do FC Spartak Moscovo
Fonte: Sport Express

A sua técnica apurada e facilidade de remate com os dois pés são possivelmente as suas maiores armas, mas isso não tem sido suficiente para convencer Massimo Carrera, técnico da equipa principal do FC Spartak Moscovo a dar-lhe uma oportunidade digna desse nome  na primeira equipa do emblema da capital russa. Esta temporada, Davydov conta com uns míseros 83 minutos na Primeira Liga Russa e é por demais evidente, que tanto ele como os outros jovens talentos do Spartak-2, não têm espaço nas escolhas do técnico italiano.

Fará Deus um novo milagre?

Cabeçalho Futebol Nacional

5 de maio de 2002, última vez que os madeirenses assistiram a um jogo do Nacional na segunda liga. Neste dia os comandados de Peseiro bateram o Felgueiras por 2-0 e garantiram o 3º lugar do campeonato que lhes deu a tão desejada subida. Na época de regresso conseguiram um 11º lugar e na segunda logo um incrível 4º lugar, treinados por Casemiro Mior. A terceira época foi a exceção, não correu tão bem e terminaram no 12º posto, mas a partir daqui lutaram sempre pela Europa e não voltaram a terminar abaixo dos primeiros dez…até à época passada.

Com Manuel Machado ao comando pela quarta época consecutiva, parecia tudo preparado para mais uma época tranquila, mas não foi. Saíram Lucas João, Marco Matias, Marçal e Zainadine – este último apenas em janeiro – e o bom futebol começou a afastar-se da Choupana. O clube passou algumas jornadas em 15º e passou outras tantas sem vencer. Apesar de tudo acabaram relativamente tranquilos na 11ª posição, no entanto, esta foi a primeira vez desde 2004/05 que acabaram abaixo dos primeiros dez e, possivelmente, o início do fim.

Se na época anterior já tinham perdido alguns jogadores, nesta ficaram sem Soares, Nenê Bonilha, Gottardi, Miguel Rodrigues e os irmãos Aurélio. Como seria de esperar os resultados não foram os melhores: começaram com 4 derrotas e conseguiram apenas 3 vitórias para o campeonato em 16 jornadas, altura em que Manuel Machado abandonou o clube.

Chegou janeiro e chegou também Predrag Jokanović para tentar mudar o rumo dos insulares, o mesmo que foi titular no jogo contra o Felgueiras em 2002. Além do novo treinador, apostaram ainda na experiência e foram buscar Zizo, Filipe Gonçalves, Mezga e Aristeguieta. Caminho contrário fizeram Ali Ghazal e Rui Silva, dois dos jogadores mais importantes. Creio que poucos ficaram surpreendidos quando 11 jogos, 6 empates e nenhuma vitória depois o sérvio seguiu as passadas de Manuel Machado.

João de Deus não tem uma tarefa fácil Fonte: CD Nacional
João de Deus não tem uma tarefa fácil
Fonte: CD Nacional

O plantel até conta com jogadores interessantes, Victor García é rápido, Washington incansável, Tiago Rodrigues não foi apelidado de Pirlo de Guimarães à toa, Salvador Agra dispensa apresentações, Sequeira é dono de um excelente pé esquerdo e Tobias Figueiredo ainda recentemente era titular no Sporting CP. Então qual é o problema? Boa pergunta caro leitor, quanto a mim o principal responsável é Rui Alves. Não se pode vender constantemente os melhores jogadores, não os substituir e esperar milagres, nem tão pouco acreditar que a solução passava por Jokanović – treinador que conseguiu a proeza de perder por 7-0 frente ao FC Porto – ou por João de Deus que acabou de deixar a equipa b do Sporting CP nos lugares de descida.

Faltam três jornadas e João só é Deus de nome, mas o Nacional começa a precisar mesmo de um autêntico milagre pois com o futebol que tem apresentado e a ter de defrontar Boavista e Braga fora e finalmente o Setúbal em casa na última jornada, a luta pela manutenção não se adivinha nada fácil.

O ano passado o arquipélago da Madeira tinha três equipas no escalão principal e no próximo, pela primeira vez em muito tempo, pode passar a ter só uma. Espero estar enganado e que o Nacional volte depressa a ser uma equipa que luta sempre pelos lugares cimeiros e que apresenta bom futebol como na altura de Rondon, Mateus, Marco Matias, Rúben Micael, Bruno Patacas, Bracali, Benaglio, Leandro Salino, Nenê, Adriano, Paulo Assunção, ou tantos outros jogadores de qualidade que já passaram pelo Clube Desportiva Nacional da Madeira.

Foto de capa: CD Nacional

GD Chaves 0-2 FC Porto: Sem desarmar!

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Depois de tomar conhecimento da vitória do SL Benfica, o FC Porto entrou em campo com o objetivo de manter a distância de 3 pontos que o separa do seu adversário direto. A equipa orientada por Nuno Espírito Santo apresentou algumas alterações face ao último jogo com as entradas de Rúben Neves no lugar de Danilo, Otávio a render Oliver e Corona que regressou de lesão, a substituir André Silva.  Já o GD de Chaves, orientado por Ricardo Soares, perseguia o objectivo dos 40 pontos estabelecidos no início da presente época.

Os Dragões apresentaram um esquema tático diferente do habitual. A frente de ataque foi composta por Soares, Jota e Corona que eram servidos por Otávio que jogou na posição 10. André André e Rúben Neves jogaram mais recuados no meio campo a apoiar os jogadores da frente e a subida dos laterais. Os primeiros minutos de jogo não trouxeram grande coisa ao espétaculo. O jogo assemelhava-se a uma batalha campal no meio campo com passes errados, boas intercepções e pouca criatividade dos artistas de ambas as equipas. O GD de Chaves conseguiu anular facilmente o jogo dos Dragões e não se mostrou surpreendido pelo diferente esquema tático apresentado pela equipa da cidade invicta. O jogador portista mais desequilibrador foi Diogo Jota. O jovem português causou alguns sobressaltos à defensiva transmontana nos minutos iniciais do encontro.

Finda a primeira meia hora de jogo, o único remate que levou a direcção da baliza foi mesmo do GD de Chaves. Fábio Martins cabeceou fraco para uma defesa fácil de Casillas. O primeiro lance de golo surgiu aos 34´. Soares, fora de área, desferiu um remate fortíssimo que ainda foi ligeiramente desviado pelo vento forte que se fazia sentir no Estádio Municipal de Chaves. António Felipe respondeu bem ao remate com uma defesa atenta. Dois minutos depois, Rúben Neves bateu muito bem um livre à entrada da área. A bola ainda bateu na relva perto da linha de golo mas António Felipe, uma vez mais, defendeu o remate do jovem médio dos Dragões. Aos 42´, Rúben Neves voltou a sorte num novo livre mas o guardião do GD de Chaves defendeu uma vez mais. Foram estes os três lances de perigo que os Dragões conseguiram criar na primeira parte.

Pedia-se mais criatividade no último terço de maneira a conseguir levar a bola com perigo para mais perto da baliza adversária. Depois de uma entrada amorfa no jogo, o FC Porto foi conseguindo encostar o GD de Chaves à sua grande área. Apesar desse domínio nos últimos quinze minutos da 1º parte, a turma orientada por Nuno Espírito Santo mostrava poucas ideias na frente, criando apenas perigo com os remates fora de área. O GD de Chaves foi cumprindo com o seu trabalho, anulando o jogo dos Dragões com competência.

O FC Porto entrou na segunda parte com as linhas mais subidas e a pressionar com maior intensidade. Aos 52´, os Dragões inauguraram mesmo o marcador. André André rematou forte fora de área, António Felipe defendeu e Soares apareceu na recarga para atirar para o fundo das redes. Uma lufada de ar fresco no jogo e golo merecido para os portistas. Depois do golo, o FC Porto manteve o domínio do jogo. Ricardo Soares ainda mexeu na equipa colocando mais peças nas frente mas a defensiva portista esteve tranquila durante os 90 minutos, conseguindo manter o perigo longe da baliza de Iker Casillas. Os Dragões chegaram ao conforto com o golo de André André aos 71´. Grande passe de Otávio a desmarcar o médio portista que, mesmo pressionado por Nuno André Coelho, conseguiu rematar para o fundo da baliza de António Felipe. Estava feito o 0-2. A equipa azul e branca não tirou o pé do acelerador mantendo sempre o perigo perto da baliza do GD de Chaves. Os jogadores orientados por Ricardo Soares não conseguiram criar qualquer jogada de perigo durante os 90 minutos e, mesmo sem fazer uma grande exibição, os Dragões conseguiram ser competentes e arrancar uma vitória justa.

Antes de o jogo terminar, nota para a expulsão de Maxi Pereira. O uruguaio fez uma entrada perigosa que lhe valeu a expulsão. Aceita-se o cartão vermelho mas é de realçar que as arbitragens dos jogos do FC Porto têm um rigor exemplar. Na última jornada, Ederson ilibou-se do cartão amarelo contra o Sporting CP que o suspendia do jogo contra o GD Estoril de Praia e no jogo contra o Moreirense FC, Luisão levou amarelo numa entrada idêntica. Torna-se cada vez mais estranho esta dualidade de critérios.