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Moreirense FC 0-1 SL Benfica: Missão cumprida!

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Não são boas as recordações que o Moreirense traz ao Benfica. Em Janeiro passado, contra todas as expectativas, roubaram aquela que seria a possibilidade de ganhar a 8ª Taça da Liga aos encarnados. Contudo, hoje defrontam-se na 28ª Jornada e foi da defesa do primeiro lugar do campeonato que se tratou.

Um Benfica que se apresentou com um onze muito forte e inesperado, fazendo antever um bom jogo: Ederson, Nélson Semedo, Luisão, Lindelof, Salvio, Jonas, Mitroglou e com destaque para os aguardados regressos de Grimaldo e Fejsa e, Rafa, que manteve a titularidade.

Da parte do Moreirense, apesar de vir de uma série de 9 jogos, agora 10, sem vencer e ocupando o 16º lugar da tabela, apenas com 21 pontos, mostraram-se um coletivo muito aguerrido e intenso. Jogo marcado ainda pela estreia de Petit, em casa, enquanto treinador do clube.

O Benfica controlou os primeiros quinze minutos com algumas oportunidades mas sem a melhor concretização. Uma falta cometida sobre Rafa, que origina um livre logo aos 2 minutos, foi o primeiro lance de perigo mas foi direito às mãos de Makaridze. Logo de seguida, aos 7min, o inquieto Drame contra-ataca mas foi para fora.

O Moreirense apresentou um meio campo forte e um sistema defensivo bem montado, a baixar as linhas e muito pressionante, sem hipóteses para o Benfica entrar com perigo, perdendo mesmo ali a meio da primeira parte muito controlo do jogo.

Os contra-ataques rápidos das equipas proporcionaram um jogo corrido e dinâmico, obrigando as ambas a nunca baixarem os braços e tudo fazerem para cumprir os seus objetivos.

À primeira meia hora o jogo estava a zeros, notava-se um Benfica um pouco perdido no esquema tático, a falhar muitos passes, a cometer faltas desnecessárias e é nessa altura de desnorte, que Luisão chega mesmo a arriscar um vermelho direto. Ou seja, Petit de alguma forma e a determinada altura conseguiu impor a sua estratégia de jogo e fazer os encarnados recuar e baixar linhas.

Das bancadas ouviam-se os habituais e incansáveis cânticos de apoio ao clube da Luz e é quando, aos 41 minutos, explodem de euforia com golo de Mitroglou, que nas alturas aproveita a cobrança de livre de Pizzi, deixando Makaridze completamente sem reação. Golo muito festejado pela equipa dado o seu grau de importância.

A partir dali o jogo manteve-se equilibrado, o Moreirense reagiu sempre e principalmente pelos pés da dupla Boateng e Drame mas faltou-lhes muita eficácia e capacidade para atravessar a defesa encarnada. Passavam 2 minutos dos 45, o árbitro apitou e o Benfica respirava de alívio graças ao seu talismã grego.

Segunda parte começa sem alterações de ambas as partes, as duas equipas entraram muito agressivas, dispostas a tudo para defender os seus objetivos e logo aos 3 minutos surge o lance que divide os 3 pontos somados da vitória, com o golo: um corte enorme de Lindelof, impede um chapéu de Drame a Ederson. Foi a maior oportunidade de golo de todo o jogo para a equipa da casa.

É de realçar a atitude de Drame e Boateng em campo, dois jogadores muito desequilibradores e que estiveram em todas as jogadas que chegaram a área do Benfica. Valeu Luisão e seus companheiros para controlar estes avançados.

No tempo que se seguiu, coube ao Benfica acalmar o ritmo de jogo e controlar mas o Moreirense não deu tréguas ao longo de toda a segunda parte.

Aos 60 minutos, outra oportunidade, por Rebocho, jogador da formação encarnada, que protagonizou um canto que Caue desperdiçou por cima da baliza.

 

Nesta altura do jogo começaram a surgir as substituições. O primeiro foi Petit, que trocou Nildo Pitrolina por Sougou e depois, Rui Vitória, tira Salvio e coloca Zivcovic, que assim que entrou começou logo a criar oportunidades ofensivas pela direita mas a defesa de Moreira de Cónegos esteve muito atenta e consciente do seu papel defensivo, fechando bem as linhas.

Aos 67 minutos sai também Boateng, em dificuldades físicas, numa altura em que o jogo estava muito partido e a manter-se o equilíbrio entre as duas equipas.

Do lado benfiquista, Rafa ainda deu ares da sua qualidade técnica aos 76 minutos mas sem grande capacidade de finalização, acabando por dar lugar a Cervi. No Moreirense, Sare foi substituído por Alex, na tentativa por parte do Moreirense, de procurar o empate.

Mas foi aos 80 minutos que o jogo fechou e mudou completamente. A entrada de Samaris por Jonas, equilibrou completamente a linha do meio campo, segurando jogo a favor do Benfica. Existe mesmo um jogo pré e pós Samaris. O primeiro, com o Benfica a permitir transições e a não conseguir impor o seu estilo de jogo e o segundo, que fechou completamente todas as linhas de transição de bola para o Moreirense.

No último minuto ainda houve espaço para um susto, o mesmo Samaris faz falta perto da área e permite um livre batido por Alex já no tempo extra, que saiu para canto e Roberto deixa escapar falhando o remate à baliza.

No que respeita à arbitragem, apesar de ter sido um jogo com muitas faltas de parte a parte, foi correta e sem lances duvidosos na minha opinião.

Apito final, vitória conseguida pela margem mínima embora se esperasse um Benfica mais seguro mas muito mérito também para o Moreirense. Os 3 pontos estão ganhos, a manutenção do primeiro lugar garantida e já está tudo a pensar no mesmo!

Momentos

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Depois de no início da semana a vida me lembrar de que tudo muda num segundo, existe um grande prémio tremendo em quedas para dar força a isso mesmo.

Quando nada nem ninguém conseguia parar o espanhol Marc Márquez, existiu um momento apenas e teve uma queda, felizmente sem grandes mazelas para o piloto.
Quem aproveitou foi novamente o Maverick Viñales, e que início de campeonato! É o primeiro piloto da Yamaha desde Wayne Rainey em 1990 a vencer as duas primeiras corridas do campeonato.

O GP da Argentina foi muito bom para a equipa da Yamaha a conseguir colocar os dois pilotos oficiais nos dois primeiros lugares. Rossi, no seu 350.º grande prémio, acabou por conseguir bater Cal Crutchlow, que ficou no lugar mais baixo do pódio.

A corrida começa e Lorenzo cai, logo na primeira curva. Tínhamos Márquez em primeiro de forma destacada, Crutchlow atrás e Viñales em 3.º.

Viñales ultrapassou Crutchlow e ia atrás do campeão do mundo, que já estava a mais de dois segundos. Até que Márquez, como já disse, provavelmente comete um erro e perde a frente da moto, deixando o caminho livre para Viñales, que ficou em primeiro, Crutchlow, que ficou em segundo, e Rossi, que ficou em terceiro. Alex Rins caía, e Iannone teve de fazer uma passagem pela pit lane, depois de um suposto arranque fora do tempo.

#25 Maverick Viñales Fonte: Moto GP
#25 Maverick Viñales
Fonte: Moto GP

Pedrosa forçava o andamento e caía também na mesma curva que o companheiro Márquez. Neste momento, a Honda já não tinha pilotos oficiais em pista.

Aleix Espargaró seria o próximo a cair e infelizmente levou consigo Dovizioso, que continua a ter muito azar ao ser arrastado por outros pilotos, e com esta queda era a Ducati que também deixava de ter pilotos oficiais em pista. Rossi consegue finalmente passar Crutchlow a sete voltas do fim. E assim ficou até ao final.
1.º – Viñales, 2.º – Rossi, 3.º -Crutchlow, 4.º – Bautista, 5.º – Zarco, que faz mais uma enorme corrida. São estes os cinco primeiros num top10 em que apenas contam os dois primeiros como pilotos oficiais.

Com esta vitória, Viñales junta o seu nome ao de Márquez e Rossi, os únicos que tinham vencido este “novo” grande prémio da Argentina, as Termas de Río Hondo, que conta apenas com quatro anos de MotoGP. O GP da Argentina antes realizava-se em Buenos Aires.

A próxima corrida será em solo americano, no Texas, e acredito que Marc Márquez queira mostrar que podem contar com ele.

GD Estoril Praia 0-1 CD Nacional: Madeirenses renascem das cinzas

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Os jogos em que há uma equipa que tem impreterivelmente de ganhar trazem, em teoria, um aliciante: se a qualidade em campo pode não ser a melhor, a garra e a vontade de vencer fazem, por vezes, com que se assista a bons espectáculos. No jogo do António Coimbra da Mota, porém, só na segunda parte houve alguma emoção, procura do golo e incerteza no resultado, uma vez que a primeira quase não teve motivos de interesse.

O Estoril de Pedro Emanuel apresentou-se num 4-2-3-1 com Mattheus e Eduardo no meio, Allano e Matheus Índio nas alas e Carlinhos nas costas de Kléber, ao passo que o Nacional de João de Deus alinhou num 4-4-2 com Tiago Rodrigues e F. Gonçalves no miolo e com Zizo e Salvador Agra a servirem os avançados Willyan e Cádiz.

O primeiro tempo foi, no entanto, muito morno, com o Estoril a saber que, por muito que a época não esteja a correr de feição, sempre é melhor um ponto na mão do que três a voar; o Nacional, por seu turno, também parecia primeiro querer segurar o empate e evitar que a desvantagem face ao adversário de hoje superasse a dezena de pontos, barreira porventura já alta demais para ser superada.

Nos primeiros 45 minutos houve apenas nota para uma oportunidade para os da casa (Eduardo trabalhou bem e rematou com perigo, por cima) e duas para os forasteiros (para outras tantas boas intervenções de Moreira, primeiro aos pés de Willyan e depois de Cádiz).

O golo do CD Nacional foi marcado por Zizo Fonte: Facebook do CD Nacional
O golo do CD Nacional foi marcado por Zizo
Fonte: Facebook do CD Nacional

Depois do intervalo o jogo melhorou, e a letargia do primeiro tempo – mal menor para os estorilistas e contratempo que os madeirenses não conseguiam fintar – alterou-se finalmente. Moreira continuava em evidência na baliza canarinha, negando o golo a Tiago Rodrigues, na sequência de um livre, e a Cádiz, após golpe de cabeça. Pior pontaria teve Tobias Figueiredo que, na sequência de um canto, saltou sem oposição mas cabeceou por cima.

O Estoril só por uma vez esteve perto de marcar, quando Adriano sacudiu um remate forte de Carlinhos, o melhor elemento dos da casa. Com o tempo a passar, o Nacional deixou de lado o comportamento expectante do primeiro tempo e foi recompensado quando, aos 78 minutos, Victor García galgou terreno pela direita e assistiu o extremo egípcio Zizo, inteligente a aparecer à entrada da área vindo da esquerda.

Até final o Estoril tentou reagir, mas fê-lo com pouco discernimento. A equipa de Pedro Emanuel acabou por pagar a factura de um jogo em que nunca pareceu verdadeiramente descontente com o empate.

O golo de Zizo premeia a segunda parte do Nacional, período em que a equipa de João de Deus foi a única a criar oportunidades.

Os estorilistas perderam, assim, a hipótese de juntarem mais 3 pontos aos actuais 25 e praticamente garantirem a manutenção, ao passo que os madeirenses somam agora 20 pontos, que lhes permitem descolar do Tondela e aproximarem-se do Moreirense.

Com a vitória de hoje frente a um adversário directo, o Nacional ressurge das cinzas e reforça a ideia de que a fuga à despromoção se jogará a quatro. Longe de ter feito uma exibição brilhante, a verdade é que, se tivesse jogado mais vezes assim ao longo da época, a equipa de João de Deus não estaria agora abaixo da linha de água.

Foto de Capa: Facebook do Estoril Praia- Futebol SAD

CD Santa Clara 1-1 Sporting CP “B”: O sonho da subida ficou (ainda) mais distante

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Cabeçalho Futebol Nacional

Numa bela tarde de sol, o Estádio de São Miguel acolhia mais um jogo para a Ledman Liga Pro, com as bancadas bem compostas. De volta a casa, o Santa Clara defrontava o Sporting B, equipa em clara ascensão na tabela classificativa com quatro vitórias nos últimos cinco jogos.

Era assim o terceiro jogo consecutivo que o Santa Clara defrontava, na condição de visitado, uma equipa B, depois de já ter recebido Benfica e Braga B nas últimas partidas.  Os encarnados dos Açores pretendiam voltar à senda das vitórias depois de duas derrotas fora e contaram com o apoio dos seus adeptos para chegar a esse objetivo.

O jogo começou praticamente com o Santa Clara a marcar. Logo aos cinco minutos, após uma recuperação de bola no meio-campo adversário, os encarnados desenham um bom lance coletivo que Pineda viria a concretizar, num movimento típico de ponta de lança, ganhando as costas da defesa leonina.

Nos minutos seguintes, a equipa leonina tentou responder ao golo madrugador mas sempre sem conseguir encontrar o melhor caminho para a baliza de Serginho. A equipa do Sporting ia conseguindo ter mais bola mas sem causar grande perigo, perante um Santa Clara mais experiente, a dar a iniciativa de jogo, de forma propositada, aos jovens leões.

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Pineda marcou o primeiro golo da partida
Fonte: Culebrita Macheteada

 

 

Depois de um período de maior fulgor leonino, o jogo ficou novamente equilibrado a meio-campo com o Santa Clara a voltar a ter mais posse de bola e a estar mais perto da baliza dos leões, embora sem criar grandes lances de perigo. Perto dos minutos finais da primeira parte, vivia-se um período de indefinição.

As equipas procuravam ter bola mas iam acumulando muitos erros tornando o jogo mais lento e mais “mastigado” no meio-campo. Até final da primeira-parte não surgiram grandes oportunidades de perigo, com os encarnados a conseguirem ir para os balneários a vencer.

Na segunda parte, o jogo começou com o Santa Clara a pressionar mais os leões, tentando chegar ao segundo golo na partida. Já o Sporting, não conseguia ligar o seu jogo e ia tendo muitas dificuldades na construção de jogo. O Santa Clara era mais agressivo na disputa da bola e com isso recuperava muitas vezes a bola no meio-campo adversário. Os minutos iam passando e o jogo continuava morno com os insulares a dominar a partida e a não conceder grandes chances aos leões que se limitavam a atirar bolas para a área dos encarnados.

Quando o jogo entrava numa fase decisiva, os leões começaram a mandar no jogo, encostando o Santa Clara à sua área que nesta altura tentava jogar, sobretudo, através de transições rápidas. Gauld liderava o meio-campo leonino, tentando trazer alguma criatividade ao jogo mas os leões falhavam no último passe. Faltava algum esclarecimento no jogo dos leões e o Santa Clara era quem aproveitava lançando vários contra-ataques perigosos.

Numa fase em que o jogo parecia estar resolvido, na sequência de um lance de bola parada, o Sporting ia chegar ao empate.  Ivanildo Fernandes foi o autor do golo que empatava a partida. Até final da partida, o Santa Clara ainda fez um forcing para chegar à vitória mas o jogo viria a acabar num empate, deixando os encarnados cada vez mais longe da subida e o Sporting mais tranquilo na tabela classificativa.

AD Fafe 1-1 FC Famalicão: Empate em jogo rijo

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Cabeçalho Futebol Nacional

O Futebol Clube Famalicão deslocou-se ao reduto da Associação Desportiva Fafe na 35ª jornada da Ledman Liga Pro, num jogo em que a rivalidade entre os dois emblemas foi motivo de enchente no Parque Municipal dos Desportos.

O jogo começou com o Famalicão a querer tomar as rédeas da partida com um livre direto de Feliz, batido na ala direita, a passar perto da baliza de Ricardo Fernandes. O Fafe na primeira vez que conseguiu chegar à área famalicense criou perigo, Alan Júnior recebeu dentro de área, com uma simulação tirou Vilaça do caminho e rematou seco para defesa segura de Gabriel Souza.

Os visitantes tentaram responder por intermédio de Chico, mas o remate saiu muito ao lado da baliza fafense. Aos 20 minutos da primeira parte, o golo do Famalicão, combinação na ala direita entre Mendes e Joel, com o camisola 23 a ganhar a linha de fundo, a cruzar para a pequena área e a aparecer, vindo de trás, Mércio a cabecear para o 1-0. Festa rija nas hostes famalicenses: estava aberto o marcador em Fafe.

Ao intervalo, o técnico Tonau tira Lytvyn e coloca Landinho e, logo no reatamento da partida, Mendes, na esquerda, ganha a frente ao lateral fafense, consegue entrar na área e, já sem ângulo, remata às malhas laterais, criando a primeira ocasião de perigo para os comandados por Dito, em estreia no banco famalicense.

Este foi o 17º empate entre ambas as equipas Fonte: Facebook do AD Fafe
Este foi o 16º empate entre ambas as equipas
Fonte: Facebook do AD Fafe

As cerca de 3 mil pessoas viram o Fafe tirar Pedro Pereira e colocar Digas em campo e, logo de seguida, a desmarcação de Alan Júnior, frente a frente com Gabriel, mas o guarda-redes canarinho a levar a melhor com uma saída rápida dos postes.

Dito também mexeu na equipa, tirando o já desgastado Chico e colocando o extremo Gevaro e logo imediatamente, após passe de Feliz, Carlão tem nos pés a possibilidade de ampliar a vantagem famalicense, mas atira para defesa de Ricardo Fernandes.

O Fafe apertava a malha em busca do empate e Digas, acabado de entrar, cruza para dentro de área e De Carvalho não consegue emendar à boca da baliza.

A equipa da casa tanto forçou que conseguiu o golo do empate. Passe para a entrada da área, corte incompleto da defesa famalicense e Samu, já dentro da área, a rematar rasteiro para o empate: era a festa em Fafe.

Dito respondeu tirando Mércio e colocando André Perre e saiu Mendes para entrar Diogo Cunha, Tonau também tirou Alan Júnior e colocou Joãozinho. O Famalicão podia ter passado novamente para a frente, Gevaro ganha em velocidade à defesa fafense, fica cara a cara com Ricardo Fernandes e remata à figura, fazendo prevalecer o empate. O Fafe teve um último suspiro, numa cabeçada de Jota para fora após canto da esquerda.

Fim do jogo, empate a 1, Famalicão e Fafe continuam na luta pela manutenção na Ledman Liga Pro.

Foto de Capa: Facebook do FC Famalicão

SC Beira-Mar 3-0 GD Mealhada: A distrital continua viva

Cabeçalho Futebol Nacional

O Beira-Mar recebeu esta tarde o colectivo da Mealhada no mítico Estádio Mário Duarte. Numa tarde de sol e calor, os auri-negros voltaram a compor as bancadas do “velhinho” e mostraram mais uma vez o sentimento de paixão existente pelo clube aveirense.

A equipa da casa chegou a este jogo (vigésima sétima jornada) na quinta posição, da primeira divisão distrital de Aveiro, depois de não triunfar desde o primeiro jogo do mês de Março (deslocação ao Romariz FC) enquanto que o colectivo da “terra dos leitões” é o último classificado da divisão em questão. O Mealhada venceu apenas 1 encontro, empatou 4 e perdeu os restantes mais de 20 jogos da época. Olhando para as convocatórias, a equipa da cidade de Aveiro chegou ao presente dia com 9 ausências confirmadas. Entre elas está o nome de Diogo Melo, o guarda redes português lesionou-se num dos treinos semanais e foi submetido a uma cirurgia no Hospital de Aveiro. Quanto ao colectivo visitante, entra em campo com os seus habituais jogadores.

A primeira parte do jogo mostrou um caudal ofensivo por parte do Beira-Mar perante o adversário. Enquanto que o Mealhada conseguiu levar a bola apenas por 3 vezes à área de Samuel Biscaia, a equipa da casa mostrou-se ser sempre a controladora da partida. O constante futebol ofensivo dos auri-negros levaram a equipa da Mealhada a apostar nas faltas agressivas que causaram dois amarelos no primeiro tempo. Depois dos primeiros 16 minutos mostrarem este ritmo constante de futebol, as redes abanaram pela primeira vez: após confusão na entrada da área da baliza do Mealhada, o médio defensivo João Pauli aproveitou com eficácia o facto de estar sozinho e marcou o primeiro. Após o golo da equipa da casa, notou-se uma quebra no ritmo do jogo e o Mealhada começou a reter a bola logo nos primeiros metros do seu campo.

Fonte: SC Beira-Mar
Fonte: SC Beira-Mar

Aos 39 minutos de jogo, chegava o segundo golo do Beira-Mar. O extremo Jorge, camisola 10, furou a defesa visitante, encostou para Cílio Sousa e o veterano jogador encostou com calma para o fundo da baliza do topo do Parque da cidade de Aveiro. Um golo que mostrou bastante categoria e experiência do famoso atleta. Se o primeiro golo do camisola 26 tinha mostrado essas suas características, precisou apenas de 4 minutos para voltar a marcar. Numa jogada pelo corredor direito, Bruno Ribeiro cruzou tenso, Cílio recebe, puxa a bola para uma zona mais central da área e coloca a bola no canto inferior direito de Francisco Simões. Decorridos assim os primeiros 45 minutos da partida, o 3-0 favorável aos Auri-Negros são justos perante os acontecimentos da partida.

A segunda parte acabou por pecar no espetáculo. Depois de 45 minutos de bom futebol, a segunda metade do jogo resumiu-se a muito futebol no centro do terreno. Com a vitória garantida por parte do Beira-Mar, a tática inicial de 4-2-3-1 passou para 4-3-3 ganhando elementos na zona central do relvado. Um futebol de passe e segurança no jogo ditou esta segunda parte. Do lado dos visitantes, o Mealhada tentou subir as suas linhas apostando até na introdução de mais um ponta-de-lança no jogo. Se os visitantes apostaram em mudanças táticas ofensivas, o técnico auto-negro Augusto Semedo aproveitou para fazer descansar alguns dos seus jogadores. O lateral esquerdo Hernâni saiu e entrou Quintino, habitual lateral da época passada. Zamorano também entrou e deu uma energia as zonas mais ofensivas do terreno. Jorge saiu das 4 linhas debaixo de aplausos depois de um jogo onde esteve presente em diversas ocasiões ofensivas.

Final do jogo no Mário Duarte, o Beira-Mar regressa aos triunfos e afunda ainda mais o Mealhada. Cílio Sousa (2 golos) e Mathieu fizeram os tentos da partida.

Foto de Capa: Bola na Rede

Jürgen Croy e o futebol em Zwickau

Cabeçalho Futebol Internacional

Zwickau, cidade alemã e capital de um distrito com o mesmo nome, serve de base a um clube modesto chamado FSV Zwickau, que se encontra actualmente a disputar a 3. Liga (terceira escalão da pirâmide futebolística alemã). Longe dos grandes escaparates mediáticos, o FSV Zwickau, que outrora viveu momentos de glória nos tempos da extinta RDA (República Democrática Alemã), tem uma história recente curiosa e vive momentos de grande optimismo. 32 pontos conseguidos nos últimos 13 jogos à conta de 10 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota permitiram ao FSV Zwickau dar um salto gigantesco na tabela classificativa, que os coloca às portas dos lugares de subida a seis jogos do final da temporada. Contudo, ainda que matematicamente possível, uma eventual subida de divisão não se irá realizar, uma vez que o clube não entregou à DFL (Deutsche Fussball Liga) a documentação necessária para se inscrever na 2. Bundesliga na próxima temporada. O porta-voz do clube Tobias Leege explicou há umas semanas atrás o porquê disto ter acontecido e a razão prende-se com o simples facto de o FSV Zwickau, no dia 1 de Março (data limite para a entrega da documentação), estar literalmente afundado no penúltimo lugar da tabela classificativa.

Os jogadores do FSV Zwickau a agradecer aos adeptos depois da vitória sobre o FSV Frankfurt Fonte FSV Zwickau
Os jogadores do FSV Zwickau a agradecer aos adeptos depois da vitória sobre o FSV Frankfurt
Fonte FSV Zwickau

Os problemas financeiros são outra razão para este impasse administrativo, uma vez que o clube, que subiu esta temporada à 3. Liga, tem apresentado algumas dificuldades em fazer face aos custos que acarreta disputar este escalão do futebol alemão. A ajuda de clubes amigos, como o SG Dynamo Dresden, tem sido uma peça chave para manter o FSV Zwickau a competir nas ligas profissionais.

Apesar deste renascer das cinzas, que tem permitido ao FSV Zwickau subir na pirâmide do futebol alemão, o sucesso dos dias que correm em nada, ou quase nada, pode ser comparado com os momentos de glória que a equipa conseguiu durante as décadas de 1960 e 1970. O sucesso desses tempos, quando ainda jogavam sob o nome BSG Sachsenring Zwickau, confunde-se em toda a linha com o nome de Jürgen Croy, um guarda-redes brilhante e à frente do seu tempo, unanimemente colocado pela crítica especializada no mesmo patamar de Dino Zoff e Sepp Maier.

Máquina do Tempo: Serenata à Chuva

fc porto cabeçalho

Faz na segunda-feira, dia 10 de abril, precisamente 14 anos. Em pleno Estádio das Antas, com mais de 45 mil espetadores nas bancadas, o FC Porto entrava em campo para jogar a primeira mão da meia-final da Taça UEFA frente à poderosa SS Lazio. A equipa azul e branca, disposta em 4x4x2, entrava em campo com Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Maniche, Dmitri Alenichev, Deco, Derlei e Hélder Postiga. No banco do FC Porto e assumindo o leme da equipa sentava-se José Mourinho, de fato e sobretudo azul-escuro, na época um (quase) desconhecido na Europa do futebol.

Do lado contrário a qualidade era imensa: o veterano internacional italiano Angelo Peruzzi defendia a baliza, os livres diretos batidos por Siniša Mihajlović eram um perigo constante, no centro da defesa Fernando Couto era um garante de garra e determinação, Dejan Stankovic e Diego Simeone eram os verdadeiros pêndulos da equipa e, no ataque, Claudio “El Piojo” López era, com a sua velocidade estonteante, uma seta permanentemente apontada à baliza adversária. O desafio era claramente difícil e, na época, a equipa comandada por Roberto Mancini era a unânime favorita a vencer a eliminatória e a estar presente na final da Taça UEFA 2002/2003.

Apito na boca de Kyros Vassaras, iniciou-se o jogo e, logo aos seis minutos, Claudio López gelou as Antas. Logo no primeiro ataque da equipa italiana o avançado argentino concretizaria em golo a oportunidade criada. Parecia inevitável: a SS Lazio tinha um plantel com valores individuais amplamente reconhecidos internacionalmente e, da parte do FC Porto, pouco mais haveria a fazer a não ser lutar com dignidade para evitar a humilhação europeia. Só que os comandados de José Mourinho não pensavam assim!

Deco no jogo da primeira mão Fonte: Getty Images

Deco no jogo da segunda mão em Roma
Fonte: Getty Images

Dez minutos de jogo e Maniche, à entrada da área (como em tantas outras ocasiões!), haveria de relançar o jogo. E foi a partir daí que, já após um golo anulado e iniciando uma verdadeira “serenata à chuva”, o FC Porto haveria de arrancar para uma das melhores exibições do clube em competições internacionais. Aos 28 minutos, de cabeça e na sequência de um canto, Derlei acabaria por colocar a equipa azul e branca na frente do marcador. Aos 50 minutos, em recarga a um livre de longa distância marcado por Deco (e mal abordado por parte de Peruzzi), Derlei dilataria ainda mais a vantagem. Finalmente, aos 56 minutos, a partir da direita, Hélder Postiga com um forte remate deixaria também a sua marca no jogo e fecharia as contas da partida: 4-1 favorável ao FC Porto.

Foto de Capa: Alamy.com

Matic e Quintana: Nova Dupla Implacável

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Para este sábado estavam marcados dois jogos decisivos para a definição do vencedor do Andebol 1. Na Luz, às 19 horas o vice-campeão e campeão nacional encontravam-se num jogo que prometia ser intenso. A equipa da casa entrou mais forte, com vantagens tangenciais, mas a equipa minhota foi empatando a partida. Esta intensidade e equilíbrio espelhava-se no resultado ao intervalo (13-13). A equipa de Mariano Ortega continuou a definir o ritmo do jogo na segunda parte, tendo começado a ganhar uma vantagem mais confortável no marcador. O resultado final foi de 33-23 para a equipa da casa, sendo Belone Moreira o melhor marcador da partida com 7 golos marcados. O Benfica encontra-se em terceiro lugar com 40 pontos. Se o SL Benfica continuar com esta qualidade de jogo poderá ainda ter uma palavra a dizer na definição do Campeão Nacional.

Logo após este jogo, no Dragão Caixa, começava a partida decisiva entre o primeiro e segundo classificado, FC Porto e Sporting CP.  A equipa da casa entrou um pouco nervosa a nível ofensivo, tendo cometido algumas falhas técnicas nos minutos inicias, e com dificuldades em conter o ataque mais fluido da equipa visitante. Estas dificuldades resultaram num parcial de 0-3 nos instantes iniciais da partida. Após este começo em falso a equipa da casa recuperou e equilibrou a partida. Nesta altura o guardião da equipa do Sporting CP, Matej Asanin, apareceu na partida fazendo algumas intervenções de qualidade permitindo que a equipa ganhasse vantagem em alguns momentos da partida. Essa vantagem atingiu o seu máximo no final da primeira parte, quando o Sporting saiu para o intervalo a vencer 13-19.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

 

Nesta altura os adeptos lembravam-se do que havia sucedido no jogo da 1ª fase em casa dos “leões”, onde o Sporting tinha uma vantagem de 7 golos que desperdiçou e o FC Porto acabou por vencer por um golo. Hoje a história repetiu-se… O FC Porto voltou com uma defesa muito mais coesa e agressiva e com dois jogadores que se tornariam decisivos para o resultado final: Marko Matic e Alfredo Quintana. O primeiro marcou oito golos, sendo o melhor marcador da partida, e o guardião fez uma quantidade de defesas importantíssimas. No momento em que o marcador era 23-25 a equipa da casa fez um parcial de 5-0 que foi absolutamente decisivo. Neste momento o FC Porto lidera o campeonato com 46 pontos.

Tal como na primeira fase, tivemos perante um verdadeiro hino ao andebol, com protagonistas de alta qualidade e respeito entre eles. São estes jogos que fazem evoluir este desporto em Portugal. Os meus parabéns às três equipas e à TVI 24, por ter arriscado e ter transmitido um jogo deste nível.

Foto de Capa: FC Porto

Grande Prémio da China: Vettel-1 Hamilton-1

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Fim-de-semana perfeito para Lewis Hamilton! O Inglês conquistou a sua 6ª Pole Position consecutiva, a 54ª vitória da carreira e a 5ª na China. Depois de uma sexta-feira praticamente sem treinos livres, a qualificação demonstrou mais uma vez que o equilíbrio entre a Ferrari e a Mercedes era enorme e destacado, deixando água na boca para uma corrida que se adivinhava à chuva.

Pode-se dizer que não foi uma vitória fácil para o piloto da Mercedes. Partiu em 1º lugar e dele nunca mais saiu. No entanto, o início de corrida foi bastante atribulado, com a saída de pista e respectivo abandono de Lance Stroll da Williams, “entrou” em pista o Safety Car Virtual, o que fez com que muitos pilotos aproveitassem para mudar de pneus.

A pista estava molhada mas rapidamente secou. Logo de seguida, duas voltas depois, o Safety Car entrou mesmo em pista, devido ao acidente de Giovinazzi num Sauber. Sebastian Vettel era o mais prejudicado, e de 2º passava para 6º lugar, contrariamente a Max Verstappen, que partindo do 16º posto, à 11ª volta já era 2º classificado.

Com estas peripécias todas, Lewis Hamilton ganhava confortavelmente tempo aos rivais e conseguia uma margem que permitia gerir a corrida a seu belo prazer.
Sebastian Vettel fez uma corrida bastante boa, de trás para a frente. Começando pelos maus-timings do Safety Car, o alemão da Ferrari, com um óptimo andamento, perdeu tempo atrás dos Red Bull e de Kimi Raikkonen mas, ao fim de poucas voltas, conseguiu ultrapassar com sucesso. Porém, o Mercedes nº44 já estava quase a 10 segundos.

Destaque ainda para o piloto holandês da Red Bull, que conseguiu suster nas últimas voltas o seu companheiro de equipa, numa luta interessante pela última posição do pódio.

No final da 1ª volta previa-se uma luta intensa entre Hamilton e Vettel Fonte: Motorsport
No final da 1ª volta previa-se uma luta intensa entre Hamilton e Vettel
Fonte: Motorsport

Kimi Raikkonen mais uma vez volta a não estar no seu melhor nível, queixando-se constantemente durante toda a corrida da falta de potência do seu Ferrari à saída das curvas. Ainda assim, alcançou o 5º lugar, à frente de Valtteri Bottas em 6º. Depois de uma saída de pista no início da corrida, também o Finlandês a fazer uma corrida de trás para a frente.

Quem continua na mó de baixo e sem ver uma luz ao fundo do túnel é a Mclaren, nem Vandoorne nem Alonso terminaram a prova.

Se uma das dúvidas para este Grande Prémio era precisamente saber se iria haver muitas ultrapassagens, penso que ficou claro: Shanghai é uma pista mais larga, mais ampla, com mais pontos de ultrapassagens, e hoje assistimos a lutas bastante interessantes e emotivas, poucas, é um facto, mas paulatinamente, a emoção voltará à ribalta.

Contudo, fica a dúvida no ar de que se não fossem as intervenções do Safety Car, a corrida iria ser bastante diferente, e Vettel podia ter saído com uma vitória. Prova disso mesmo são os apenas 6 segundos de diferença para o 1º lugar.

Na China voltámos a assistir a uma corrida mais estratégica do que emotiva e, se Vettel venceu na Austrália, beneficiando de Hamilton ter ficado bloqueado atrás de Verstappen, hoje os papéis inverteram-se, mas apenas com uma diferença: o alemão conseguiu ultrapassar em pista, o inglês não.

Prevê-se um campeonato muito intenso entre Vettel e Hamilton, Ferrari e Mercedes, onde os papéis de 2º piloto vão ser cada vez mais fulcrais e determinantes, fazendo relembrar um pouco as batalhas dos anos de 2007 e 2008, curiosamente na altura, entre Ferrari e Mclaren.

Vettel e Hamilton estão empatados no campeonato com 43 pontos, e em terceiro está Verstappen com 25. Nos Construtores, a Mercedes lidera com 66 pontos, mais 1 que a Ferrari que tem 65.
O próximo Grande Prémio é no Bahrain, de 14 a 16 de Abril.