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FC Bayern Munique 4-1 Borussia Dortmund: Bávaros cada vez mais perto do título

Cabeçalho Liga Alemã

Separados por 15 pontos, Bayern Munique e Borussia Dortmund defrontaram-se esta tarde na Allianz Arena em Munique. Apesar de haver uma grande distância pontual entre as equipas, este é um confronto muito aguardado por todos os amantes de futebol na Alemanha. Assim, as expetativas eram elevadas num jogo em que a equipa da casa era claramente favorita à vitória.

Os Bávaros entraram na partida a toda o gás e mostraram mais uma vez que estão a praticar não só um bom futebol ofensivo, como também apresentam uma forte solidez defensiva. Os primeiros 10 minutos do encontro foram um autêntico massacre para a equipa visitante, que sofreu dois golos de rajada. O primeiro surgiu dos pés de Ribery, que sem qualquer marcação rematou de primeira para o fundo da baliza de Burki, e o segundo foi apontado por Lewandowski.
Com bastantes dificuldades em se chegar perto do último terço do campo, o Dortmund conseguiu reduzir o marcador para 2-1 através de um mau alívio da defensiva. O português Raphael Guerreiro surgiu à entrada da área para disparar forte ao ângulo esquerdo da baliza e apontar o golo da tarde.
Apesar do resultado estar em aberto, o resto da primeira parte foi claramente dominado pelo Bayern que poderia ter chegado ao 3-1 através de um remate de Lewandowski que passou junto ao poste.

Robben numa das suas movimentações de desequilíbrio nas alas Fonte: FC Bayern
Robben numa das suas movimentações de desequilíbrio nas alas
Fonte: FC Bayern

No segundo tempo a equipa visitante voltou a entrar a dormir, e viu Arjen Robben fazer aquilo que tinha tentado já por três vezes na primeira parte. O holandês com a sua típica movimentação de puxar a bola para dentro e rematar cruzado, conseguiu fazer o terceiro golo da equipa e colocar tranquilidade no jogo.
A dominar claramente a partida, os pupilos de Ancelotti só se viram ameaçados por uma vez num lance em que Aubameyang viu Boateng tirar-lhe o golo em cima da linha de baliza. Na jogada seguinte, Lewandowski isolado sofreu penalty, que o mesmo se encarregou de marcar e fazer o bis na partida.  Já de cima dos 90’ minutos, o Borussia poderia ter feito o seu segundo golo não fosse Ulreich efetuar uma excelente defesa, e provar que o Bayern está claramente bem servido de guarda-redes.

Com esta vitória fácil sobre o Dortmund, o Bayern Munique caminha a passos largos para a renovação do título de campeão alemão. Na próxima jornada deslocar-se-á ao reduto do Leverkusen, num jogo importante para ambas as equipas.

Foto de capa: FC Bayern

FC Porto 3-0 CF Os Belenenses: O doce sabor da vingança

fc porto cabeçalho

Onze do FC Porto: Iker Casillas, Maxi Pereira, Willy Boly, Felipe, Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, André André, André Silva, Soares e Yacine Brahimi.

Onze do Belenenses: Cristiano Figueiredo, João Diogo, Edgar Ié, Domingos Duarte, Florent Hanin, Fábio Nunes, Robert Persson, Hassan Yebda, Vítor Gomes, Diogo Viana e Abel Camará.

Nos primeiros 5 minutos, assistiu-se a um jogo dividido com as duas equipas a dividirem a posse de bola equitativamente. Aos 10 minutos, Soares teve uma boa oportunidade de abrir o marcador, mas não finalizou da melhor maneira o cruzamento vindo da ala direita.

Aos 20 minutos, o FCP já controlava o jogo, mas ainda não o dominava completamente. Aos 19 minutos, no entanto, poderia ter beneficiado de uma grande penalidade, num lance em que Edgar Ié desvia a bola com a mão.

Uma coisa ficava patente, o FCP sentia dificuldades na criação de ocasiões flagrantes de golo. Aos 24, Soares fez o que não tem feito, falhou clamorosamente uma ocasião de golo.  Aos 28, Alex Telles tirou um excelente cruzamento da esquerda, Óliver desviou para Soares, mas o brasileiro não apanhou.

O FCP melhorou na criação do perigo, mas fê-lo essencialmente na exploração dos cruzamentos antecipados e a abordagem com o passar dos minutos tornava-se infrutífera. Em primeiro, porque a repetição da estratégia retirava a possibilidade de surpreender a defesa do Belenenses e em segundo porque Soares, estava a surgir muito na esquerda e deixava o centro órfão do seu poderio aéreo.

No entanto, numa jogada estudada, Brahimi colocou a bola ao segundo poste, onde surge André Silva, que desvia para o centro e aí surge Danilo que com toda a calma recebe e fuzila Cristiano. Estava assim desfeita a igualdade aos 38 minutos, num lance de bola parada. Aos 42, o FCP podia ter ampliado a vantagem num lance de contra-ataque, mas André Silva rematou à figura de Cristiano.

Findos os primeiros 45 minutos, havia vantagem da equipa que fez mais para tal mas que também não fez muito. Ou seja, um jogo em ritmo brando e aborrecido.

Danilo marcou o quarto golo ao serviço do FC Porto esta época Fonte: FC Porto
Danilo marcou o quarto golo ao serviço do FC Porto esta época
Fonte: FC Porto

No início da segunda parte, melhor os homens de Quim Machado, embora após os primeiros 5 minutos a tendência se tenha começado a dissipar. O FCP foi criando perigo, sobretudo aproveitando a subida das linhas do Belenenses. Aos 57 minutos, Domingos Duarte fez o corte da noite ao desviar de calcanhar um cruzamento de André André.

Aos 61 minutos, o FCP fez a melhor jogada coletiva da noite, numa bela combinação entre vários jogadores pela direita do ataque e que terminou numa boa defesa de Cristiano. Aos 65 minutos, Óliver fez uma jogada monumental, fintou o guarda-redes e quando o golo “maradoniano” parecia certo, apareceu Domingos Duarte a parar a bola em cima da linha. Um minuto depois, Boly assistiu Felipe, deixando-o na cara do guarda-redes, mas o brasileiro rematou por cima.

Aos 68 minutos, NES colocou Corona e retirou um desgastado André Silva. O que um brasileiro falhou, o outro marcou. Corona, surge na direita, tira o lateral do Belenenses da frente e cruza para um Soares que aparece solto a cabecear para o fundo das redes. Redimiu-se e amplio a vantagem. O minuto 72 viu malabarismos e magia.

Primeiro de Corona e depois de Brahimi, que entra na área e é derrubado por Domingos Duarte. Na conversão da penalidade, o argelino não vacilou e fez o 3-0. Com 14 minutos a faltar, NES retirou Óliver e meteu Herrera.

Com 3-0 no marcador, os homens de NES respiravam confiança e isso era patente pela maneira como os jogadores tratavam a bola: com calma, com classe. Corona foi talvez um cumulo disso, depois de entrar, Florent passou a viver um pesadelo constante. Valeu que NES, retirou Brahimi e fez entrar Jota, ou os 2 laterais do Belenenses teriam abandonado o relvado aos ziguezagues. Aos 89 minutos, ainda houve tempo para Casillas brilhar nas qualidades de libero.

No fim do jogo, haviam coisas muito boas e coisas menos boas. A pressão colocada sobre o SLB era boa, os números eram bons, a vingança era boa e o crescimento do desempenho ao longo do jogo também. Menos bom foi a lentidão de circulação que o FCP exibiu na primeira parte quando o Belenenses estava mais recuado. É algo que de precisa ser trabalhado pois nos próximos seis jogos antevê-se que haja equipas cada vez mais recuadas e fechadas!

Real Madrid CF 1-1 Atlético Madrid: Só o Barcelona…e Simeone saíram satisfeitos

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Cabeçalho Liga Espanhola

Real vs Atlético. Ronaldo vs Griezmann. Zidane vs Simeone. O famoso derby da capital espanhola sempre foi um jogo de enorme disputa e entrega por parte dos jogadores das duas equipas, com um maior foco devido ao passado recente entre os rivais vizinhos – os dois clubes disputaram as finais de 2014 e 2016 da Liga dos Campeões, com ambas as ocasiões a terminarem com vitórias para o Real Madrid. Ora, o jogo de sábado não iria com certeza fugir à regra dos últimos confrontos, em que reinou a incerteza quanto ao vencedor final.

Com o aproximar rápido do final da La Liga, era importante para os dois conjuntos não perder esta partida para evitar comprometer as aspirações em conquistar o título de campeão espanhol. Antes do apito inicial, a situação era a seguinte: o Real Madrid estava no 1.º lugar com 71 pontos, mais dois pontos e menos um jogo que o Barcelona que era o 2.º, ao passo que o Atlético se encontrava em 3.º, a 10 pontos do 1.º classificado. A equipa de Messi e companhia, que jogava no mesmo dia frente ao Málaga, aguardava um deslize do Real para poder saltar para a liderança do campeonato.

Vindos de vitórias nos jogos durante a semana (o Real bateu o Leganés por 2-4 e o Atlético venceu por 1-0 a Real Sociedad), os dois treinadores não foram homogéneos nas suas escolhas iniciais: Zinedine Zidane manteve apenas Keylor Navas, Sergio Ramos e Casemiro no 11 inicial que alinhou no encontro de 4.ª feira, sendo que Diego Simeone optou por colocar exatamente os mesmos onze jogadores que haviam iniciado a partida frente à equipa basca. O jogo, com início marcado para as 15h15, iria-se disputar numa ótima tarde primaveril no Santiago Bernabéu com lotação esgotada.

A partida começou a um bom ritmo, com os madrilenos a tentar desde logo assumir o controlo do jogo, embora a primeira oportunidade do jogo tenha pertencido aos colchoneros, após um livre batido por Koke aos 3’, o cabeceamento de Saúl fez a bola passar perto do poste da baliza de Keylor Navas. O primeiro remate do Real à baliza de Oblak surgiu aos 14’, por intermédio de Cristiano Ronaldo, mas o português não conseguiu marcar golo. Aos 21’, o Atlético voltou a estar perto de inaugurar o marcador, através de Griezmann, valendo a atenção do guarda-redes costa-riquenho, após um pontapé de canto. Cerca de 6 minutos depois, Benzema quase adiantou a sua equipa no marcador, depois de uma boa combinação com CR7, tendo sido impedido pelo guardião esloveno.

 

E quando não era Oblak, estava lá algum defesa do Atlético a impedir o golo do Real: Savic, em cima da linha de golo, cortou com a cabeça um remate com selo de golo do capitão da Seleção portuguesa (aos 30’). Aos 38’, um mau passe de Sergio Ramos quase comprometeu a sua equipa, com Griezmann a tentar de novo fazer o primeiro golo, mas mais uma vez Keylor Navas defendeu o remate do atacante francês. Até ao intervalo, não houve qualquer ocasião digna de registo e a 1.ª parte terminou com o resultado de 0-0. Os adeptos presentes nas bancadas esperavam melhorias nos ataques, de modo a surgirem golos nos segundos 45’. O Real teria necessariamente de atacar mais vezes na 2.ª parte a baliza de Oblak, caso quisesse manter a sua posição de líder no campeonato.

Griezmann apresentou-se em grande estilo no derby madrileno Fonte: GettyImages
Griezmann apresentou-se em grande estilo no derby madrileno
Fonte: GettyImages

A 2.ª parte começou com uma boa ocasião para o francês Karim Benzema e Oblak voltou a fazer uma excelente defesa, mantendo o nulo no marcador. Mas aos 52’, o primeiro golo do jogo surgiu: após um livre cobrado por Toni Kroos, o defesa português Pepe apareceu sozinho na área do Atlético e cabeceou para dentro da baliza defendida por Oblak. Estava feito o 1-0, que animou os adeptos madrilenos. A equipa visitante tentou voltar à situação de empate no marcador, e teve uma excelente oportunidade para marcar – Fernando Torres, aos 60’, não foi capaz de fazer o 1-1, isolado frente a Keylor Navas.

No minuto seguinte, Diego Simeone operou a primeira mudança na sua equipa: Saúl Ñiguez foi substituído por Ángel Correa, numa tentativa de conseguir ter mais posse de bola, com vista à criação de oportunidades de golo. O central campeão europeu de clubes e seleções, Pepe, acabou por não ter sorte e saiu lesionado do jogo, após um lance divido com o seu colega alemão Kroos (aos 65’), acabando por obrigar Zidane a realizar a primeira substituição no 11 do Real Madrid, entrando para o seu lugar Nacho Fernández.

Nesta altura, o controlo do jogo pertencia ao Real Madrid, embora sem criar ocasiões para aumentar a sua vantagem no marcador, que seria importante para poder gerir o esforço físico para a partida da próxima 4.ª feira (dia 12) em Munique, frente ao Bayern. As substituições também conduziram ao abrandamento do ritmo do jogo, o que acabou por desanimar o público que aguardava ansiosamente o duelo entre os principais clubes de Madrid, devido ao histórico recente dos jogos disputados entre Real e Atlético.

Apesar de não ter tido grandes oportunidades, aos 85’, o Atlético restabeleceu a igualdade no marcador, através da estrela da equipa colchonera: Antoine Griezmann, assistido por Ángel Correa, fugiu à marcação dos defesas do Real e bateu Keylor Navas. Nos últimos minutos do encontro, a equipa de CR7 bem tentou alcançar o golo da vitória, mas não houve inspiração e acerto na hora de rematar à baliza. O árbitro Ricardo Burgos, pouco tempo depois, apitava para o final duma partida que não esteve ao nível de outras anteriormente disputadas, mas mesmo assim não deixou de ser interessante de acompanhar. O resultado final 1-1 deixou os rivais à mesma distância pontual, embora com o Real em risco de perder a liderança para o Barcelona, caso a equipa blaugrana consiga vencer o Málaga.

Foto de capa: GettyImages

SC Covilhã 2-0 SL Benfica B: Jejum de vitórias terminou para leões da serra

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Cabeçalho Futebol Nacional

No segundo jogo da jornada 35 da LEDMAN Pro, a equipa B do Sport Lisboa e Benfica deslocou-se ao reduto do Sporting da Covilhã. Num jogo em que. estranhamente, não tinha muitos adeptos, foi a equipa visitante a criar perigo junto à área adversária, em que Igor Rodrigues saiu mal de entre os postes, com a bola depois a não levar a direção da baliza. O Covilhã respondeu com um belo remate de Prince, de fora da área, com a bola a passar muito perto da barra de André Fernandes.

A primeira parte decorria sem grandes emoções. Ambas as equipas rematavam pouco à baliza, disputando muito a bola na zona central do relvado, mas com muitas bolas perdidas e passes mal concretizados. Os treinadores percebiam que o jogo não corria de feição a nenhuma das equipas mas, mesmo com as constantes indicações que davam aos seus jogadores, o jogo continuava muito parado. Esperava-se mais qualidade por parte das duas equipas, que tinham capacidade para fazer melhor.

A grande oportunidade de golo do Sporting da Covilhã começou pelos pés de Chaby, o verdadeiro desequilibrador desta equipa. O jovem, emprestado pelos leões no início da época, recebeu a bola do lado esquerdo, cruza para dentro da área, onde aparece Diarra a desperdiçar de forma inacreditável um golo quase certo, rematando muito por cima.

Do outro lado do campo, Romário também faz o gosto ao pé e, de fora da área, remata forte e colocado. Valeu Igor Rodrigues, que se esticou para defender para canto.

Depois de uma primeira parte muito pobre e com pouca criatividade, as equipas entraram para o segundo tempo com uma atitude diferente. Aos 50 minutos, o Covilhã acaba mesmo por se colocar em vantagem. Harramiz seguiu junto à linha lateral e, através de um remate cruzado, bastante colocado, consegue marcar golo. Erivelto ainda se fez ao lance, mas já não tocou na bola, sendo que esta foi entrar junto ao poste contrário.

Antes da partida começar, houve tempo para uma mensagem sobre a actualidade do futebol português
Antes da partida começar, houve tempo para uma mensagem sobre a actualidade do futebol português

O Covilhã começava a segurar o jogo e a dar argumentos para os três pontos ficarem em casa. O Benfica ainda tentava chegar perto da baliza do guardião covilhanense, mas a defensiva esteve sempre à altura dos ataques.

Numa altura em que a equipa da casa começava a descer a suas linhas, os encarnados aproveitaram para subir as suas. Hélder Cristóvão apostou em Saponjic, Heri e João Félix, colocando assim mais homens no ataque à baliza dos leões da serra.

Numa altura em que o jogo pendia para o lado do Sport Lisboa e Benfica, o Covilhã acabou por dilatar a sua vantagem. Harramiz ultrapassa facilmente Buta, cruza e Ponde aparece ao primeiro poste, onde apenas tem que encostar para o fundo das redes.

O jogo estava cada vez mais partido, com os visitantes a tentarem sempre aproveitar bolas longas, para perto de Igor, Ponde tem uma grande oportunidade para busar na partida e, isolado, apenas com André Fernandes pela frente, remata cruzado, com a bola a passar um pouco longe do poste.

A partida terminou assim com uma vitória justa por parte do Sporting da Covilhã, que já não ganhava desde a recepção ao Portimonense, no final de Fevereiro. O Benfica, apesar da derrota, deixa neste estádio uma imagem positiva, merecendo o golo pelo trabalho desenvolvido ao longo da segunda parte. A equipa lisboeta soma assim a quinta derrota consecutiva.

Faltam assim 7 jogos para o final do campeonato e, na próxima jornada, o Covilhã deslocar-se-á até à Vila das Aves para enfrentar o Desportivo local, enquanto que o Benfica irá receber o Famalicão.

Os Dez Melhores Avançados da Liga fora dos Três Grandes

Cabeçalho Futebol Nacional

Muitos vivem na sombra dos Três Grandes, mas não é por isso que não têm qualidade: esta semana, o Bola na Rede apresenta-te os 10 Melhores Avançados da Liga NOS fora dos três grandes clubes de Portugal. Juntos já marcaram mais de 90 golos esta temporada (93), tendo assistido mais umas dezenas. Uma lista recheada de juventude, mas também com alguma experiência. E o melhor? Sete deles são portugueses. Terá chegado a altura para uma oportunidade de Fernando Santos?

Foto de Capa: Futebol Diário

Jogadores Que Admiro #71 – Axel Witsel

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Standard Liége-Benfica-Real Madrid. Podia ser isto. Mas é isto: Standard Liége-Benfica-Zenit-Tianjin Quanjin. A carreira de Axel Witsel, médio centro belga, resume-se muito – mais do que aquilo que é – ao que podia ter sido.

Chegou ao Benfica no verão de 2011, depois de uma época em que o Porto de Villas-Boas tinha amassado por completo o Benfica campeão de Jorge Jesus, e logo teve impacto nos encarnados.

“Obrigou” o técnico português a mudar – definitivamente – o seu esquema tático – JJ passou a jogar, quase sempre, com um box-to-box declarado, atuando numa tática que podia ir, dependendo das interpretações, de um 4x2x3x1 a um 4x2x4. E, com a mudança tática, veio a mudança da forma de jogar.

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

O Benfica de Jesus, conhecido pela sua verticalidade e pela sua “sede” de procurar a baliza contrária, começou, então, a praticar um futebol mais pensado, mais pausado, com maior circulação de bola e com maior paciência no que toca a procurar os caminhos da baliza dos adversários. Tudo isto quase exclusivamente da responsabilidade do belga.

Formando um trio de meio-campo com Javi García e Aimar – às vezes era Rodrigo quem jogava ligeiramente atrás do ponta de lança –, o internacional belga fez uma época de grande qualidade e contribuiu, muito, para a boa época dos encarnados, apesar do campeonato perdido na reta final.

Foto de Capa: Facebook Oficial de Axel Witsel

 

Equipas B: formar ou ganhar?

Cabeçalho Futebol Nacional

Após a extinção das equipas B em 2006, o futebol jovem português entrou em decadência e a presença das selecções jovens em competições internacionais diminuiu. Isto aconteceu porque havia um fosso de qualidade muito grande entre o escalão de juniores e o futebol sénior de primeira divisão, e dar directamente esse salto não estava ao alcance de qualquer um.

Foi por isso que na temporada 2012/2013 os seis primeiros classificados da época anterior tiveram direito à criação de uma equipa B, que iria jogar na Segunda Divisão, servindo como ponte entre os juniores e a primeira divisão sénior.

A criação destas equipas B servia essencialmente para que os jogadores formados no clube pudessem ter uma primeira interacção com o futebol profissional e para que pudessem também continuar a crescer e a desenvolver-se, de modo a conseguirem um lugar na equipa principal. Mas também serviu para serem contratados jovens activos que fossem vistos como apostas de futuro, sendo estas na generalidade dos casos contrações de baixo risco financeiro.

Ora, passados cinco anos, as equipas B têm tido um impacto muito positivo no nosso futebol jovem. Para além de ter voltado a haver mais participações das selecções jovens nas competições internacionais (e algumas delas com grandes campanhas), ano após ano surge uma fornada de novos talentos, no futebol português, que tem potencial para atingir grandes voos. E as equipas B tiveram um papel fundamental neste crescimento, pois serviram como rampa de lançamento para jogadores que nos dias de hoje já são internacionais A, tais como João Cancelo, Gelson Martins e André Silva.

Fonte: Facebook de André Silva
Fonte: Facebook de André Silva

No entanto, apesar dos excelentes resultados do ponto de vista individual, ainda há uma questão que paira na cabeça de muitos adeptos dos três grandes: o que é mais importante nas equipas B? Ganhar os jogos ou desenvolver e preparar os jogadores para a primeira divisão? Ora, eu sempre defendi que implementar uma cultura e uma mentalidade de vitórias nos jovens também faz parte do seu processo de formação. Porém, colocar esse peso nos ombros de uma equipa jovem numa liga bastante competitiva e repleta de equipas com médias de idades perto dos 30 anos talvez seja demais. Analisemos o trabalho das equipas B uma a uma:

O FC Porto tem vindo a ganhar uma nova alma na formação ultimamente. É bicampeão nacional de juniores e cedeu cinco jogadores que foram campeões europeus de sub-17 no ano passado, quatro deles titulares. No que toca à equipa B, foi vice-campeão da Segunda Liga em 2013/2014 e campeão na época passada.

Porém, no que diz respeito ao lançamento de jogadores para a equipa principal, não tem havido grandes resultados. André Silva e Otávio são, de momento, os únicos que se têm exibido a bom nível na equipa principal, se bem que outros jogadores, como Tozé, Gonçalo Paciência, Victor Garcia, Francisco Ramos e Chidozie, já tenham tido as suas oportunidades. Depois, outro aspecto em que o FCP erra é na fase transição dos jogadores após a sua passagem pela equipa B, sendo que nesta época a equipa B azul e branca possui jogadores que já estiveram cedidos a clubes da primeira divisão, tais como Kayembe e Raul Gudiño.

Foto de Capa: FC Porto

Um ano depois da desilusão, North Carolina voltou ao topo

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Cabeçalho modalidades

Podem guardar a imagem do ”Crying Jordan” na vossa pasta de memes por mais um ano. Desta vez Michael Jordan sorriu no fim, quando a universidade que representou enquanto jovem, North Carolina, levantou o troféu da NCAA. Os Tar Heels recusam-se a falar em redenção relativamente ao que aconteceu em 2016, mas não há como fugir: depois de uma final perdida ao som da buzina e bem ao jeito de um qualquer filme inspirador sobre uma equipa que supera as adversidades, North Carolina regressou à final do torneio universitário de basquetebol e conquistou o troféu. O jogo não foi bonito. Esteve a dois ou três apitos de ser um ensaio da banda musical escolar e contou com uma percentagem de lançamento digna de um jogo de sub-10.

Mas recuemos um ano. Na primeira segunda-feira de abril de 2016, os Tar Heels recuperaram de uma desvantagem de seis pontos no último minuto e meio e empataram a final do torneio da NCAA a 4.7 segundos do fim, só para verem Kris Jenkins mostrar ao mundo o porquê de chamarem às eliminatórias desta competição, March Madness. Em cima da buzina, o triplo do extremo de Villanova encontrou a rede. Soltaram-se os confettis e a festa dos Wildcats, enquanto os jovens de North Carolina caminhavam, cabisbaixos, em direção ao balneário. O sonho do base Marcus Paige, que havia empatado a final antes do triplo de Jenkins, não se iria concretizar. Mas antes de sair da Universidade de North Carolina para o draft da NBA, Paige fez questão de indicar aos jogadores que voltariam depois do verão o que era esperado deles. Apenas oito equipas na história tinham regressado à final no ano seguinte a terem perdido. E nenhuma tinha levado um golpe tão grande nas suas aspirações como aquele que Jenkins desferiu nos Tar Heels…

Entretanto, março chegava novamente e North Carolina ia de esperanças renovadas. Os jogadores não queriam falar de 2016, por muitas perguntas que os jornalistas lhes fizessem. Porém, todos sabiam o que significava aquele regresso à fase final do torneio da NCAA. Os Tar Heels foram fazendo o seu caminho, de vitória em vitória até aos quartos-de-final. E viram um fantasma desaparecer: Villanova era eliminado por Wisconsin. Mas os fantasmas não tinham desaparecido por completo e, nos quartos-de-final, os Tar Heels deixaram Kentucky recuperar de uma desvantagem de sete pontos no último minuto. A maioria das equipas teria desmoronado, mas não os Tar Heels. Com sete segundos para jogar, o treinador Roy Williams não pediu desconto de tempo como a maioria faria. Williams gosta de aproveitar o caos gerado nestas situações, Pinson avançou a bola e assistiu Luke Maye para o cesto da vitória. No dia seguinte, às oito da manhã, Luke apareceu na sua aula de contabilidade de gestão e foi recebido com uma ovação de pé pelos seus colegas. O seu lançamento tinha garantido uma viagem até Phoenix para a Final 4 no fim-de-semana.

Mesmo lesionado, o base Joel Berry foi eleito o melhor em campo na final Fonte:  NPR
Mesmo lesionado, o base Joel Berry foi eleito o melhor em campo na final
Fonte: NPR

Chegados a Phoenix, os Tar Heels defrontavam os Ducks de Oregon e pareciam bem encaminhados para a segunda final da NCAA em outros tantos anos. Até que os lançamentos pararam de cair novamente e outro pesadelo nos momentos finais do jogo se adivinhava. Com 5.8 segundos para jogar e com uma vantagem de um ponto, Kennedy Meeks, poste de North Carolina, falhou dois lances-livres. A maioria dos treinadores diria aos seus jogadores para recuarem para a defesa, mas não Roy Williams, treinador da equipa com mais ressaltos ofensivos na NCAA. Pinson assegurou o ressalto e entregou a Joel Berry, que falhou outros dois lances-livres. “Sem problema” – terá dito Kennedy Meeks, que no meio da confusão garantiu novo ressalto ofensivo e o regresso dos Tar Heels à final.

Exatamente 364 dias depois daquele lançamento de Jenkins, North Carolina regressava ao palco principal do basquetebol universitário. E com Kris Jenkins mesmo atrás do banco da equipa que havia derrotado um ano antes. Não porque o jovem tivesse um estranho sentido de humor, mas sim para apoiar o seu irmão adotivo, o base dos Heels, Nate Britt. Numa partida mal jogada no Estádio Universitário de Phoenix, mais de 76 mil pessoas assistiram ao vivo a duas equipas combinarem para 34.8% de eficácia de lançamento. 44 faltas e 20 lances-livres falhados depois, as coisas não corriam bem para nenhum dos intervenientes em campo. Exceto Joel Berry, que depois de torcer ambos os tornozelos durante o torneio, apareceu, ainda com dores, para fazer 22 pontos e 6 assistências na partida. No entanto, os fantasmas continuavam a pairar sobre North Carolina. Ou talvez fosse só impressão nossa e os fantasmas nunca tivessem existido para começar. Porque com 26 segundos para jogar, Isaiah Hicks, que exatamente 364 dias antes não tinha conseguido desarmar o aquele fatídico triplo, atacou o cesto e colocou os Tar Heels a vencer por três pontos. Do outro lado, Kennedy Meeks desarmou o lançamento de Williams-Goss e Joel Berry assistiu Justin Jackson que, sozinho, garantiu a vitória com um afundanço. Desta vez os confettis eram para eles. As redes retiradas dos aros encontravam-se agora ao pescoço dos homens de North Carolina e os únicos que não duvidavam desta equipa eram aqueles que agora festejavam.

O jogo foi paupérrimo e será para sempre lembrado pelos lançamentos falhados, as faltas e por quase se ter transformado numa maratona interminável, em grande parte patrocinada pelos homens do apito que se esqueceram que estavam a arbitrar miúdos dos 18 aos 22 anos. Mas para os Tar Heels, será um jogo para sempre lembrado como a redenção de uma equipa depois de uma das derrotas mais dolorosas da história da NCAA. Por muito que nenhum deles o queira admitir…

Foto de Capa: athlonsports.com

Escrete: um voo tranquilo pelos ares do Sul

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Cabeçalho Futebol Internacional

Como estamos cientes, o futebol – até esta nomenclatura o indica – é um desporto cheio de palavras britânicas. Pudera: foi inventado pelos ingleses! Porém, para quem não sabe, a seleção nacional brasileira (de futebol) é conhecida por alguns apelidos queridos. A verde e amarela; a canarinha; a Seleção; o escrete. Esta última palavra, remete para o inglês scratch, que, literalmente, significa linha de partida. Isto é, na tradução para o português, são os atletas mais bem preparados e escolhidos para representar uma equipa específica. A Seleção tem de ter os melhores. Ponto final.

O Brasil cresceu a olhos vistos. A qualidade do futebol, a magia ao serviço da equipa e, sobretudo, noções defensivas avançadas, fazem que o Brasil atinja, calmamente e sem percalços, a velocidade de cruzeiro no grupo da Conmebol de apuramento para o Mundial – as seleções da América do Sul.

É incrível como Tite fez o escrete subir a pulso. Marca muitos golos. Sofre pouquíssimos. Aliás, contra o Uruguai sofreu o seu primeiro e único até agora (desde que Tite assumiu o leme).

Brasil tem estado imparável Fonte: Bluerayvids.com
Brasil tem estado imparável
Fonte: Bluerayvids.com

Os jogadores são diferentes do Brasil de há um ou dois anos atrás? Alguns, mas não é por aí. A maioria esteve presente naquele desastre em Minas Gerais, onde um tanque alemão espezinhou a canarinha. Aliás, a maioria dos jogadores que compõem este elenco mais ou menos fixo – isto porque algumas convocatórias vão sendo algo voláteis, pela periodicidade reduzida de jogos de seleções ao longo do ano – são dessa altura. O que mudou? Tudo.

Tite é preparado. Quis estudar. Aprender. Saber mais. Questionar-se. Teve humildade. Fez um ano sabático na Europa, depois de ter vencido tudo com o Corinthians. Voltou ao gigante paulista para ainda ser campeão nacional uma última vez e partir para a seleção mais titulada do mundo. Poucos brasileiros, na minha opinião, poderiam neste momento gerir o escrete com sucesso. Felizmente, Tite é um deles. Já se começa a ver bons hábitos, igualmente, em (algumas) equipas do Brasileirão. Veremos se são sustentados e duradouros.

Quanto ao querido escrete, vai passeando calmamente. Foi, de resto, a primeira seleção a conseguir o apuramento para o Mundial. A Rússia está já ali. E, a jogar assim, algo me diz que o Brasil será mesmo um candidato.

Foto de capa: Guia do Boleiro

Missão Impossível II?

Cabeçalho Futebol Nacional

17 pontos conquistados em 21 possíveis nas últimas sete jornadas, foi este o registo incrível de Petit que garantiu uma histórica manutenção ao CD Tondela na última temporada. Houve muitas mudanças ao nível do plantel – Nathan Junior foi uma das grandes perdas – e até conseguiram empatar em Chaves, em Alvalade e em casa contra o FC Porto, mas ficaram-se por aqui e, depois de apenas um ponto em seis jogos, o antigo trinco do SL Benfica pediu a demissão, deixando o clube no último posto à 16ª jornada.

Seguiu-se Pepa, que havia sido despedido do Moreirense pouco tempo antes, e com ele veio a vontade de encarar qualquer adversário cara-a-cara, não ter medo de ter a bola e procurar um futebol positivo, mas não vieram os resultados. O CD Tondela conseguiu apenas uma vitória em dez jogos, ainda que das cinco derrotas quatro foram contra o SC Braga, o SL Benfica, o FC Porto e o Sporting CP.

Em janeiro saíram Crislan e Fábio Nunes, mas chegaram jogadores como Pedro Nuno, Ruca ou Helliardo, que depressa assumiram a titularidade. Amido Baldé era um dos reforços que se previa ter um efeito imediato mas jogou apenas 49 minutos e tem a carreira em risco depois de lhe ter sido detetada uma embolia pulmonar.

No plantel destacam-se Cláudio Ramos, guardião formado no Vitória SC que chegou ao clube quando este estava ainda no terceiro escalão, Murillo, que é atualmente o melhor marcador da equipa com 5 golos e um dos mais irreverentes do conjunto a par com Miguel Cardoso, extremo que fez a formação no SL Benfica e chegou ao clube Beirão proveniente do Deportivo.

A equipa conta ainda com o capitão e experiente central Kaká, ex-Académica, com o médio Fernando Ferreira, formado no Sporting CP, com Claude Gonçalves, internacional nas camadas jovens por Portugal formado no Ajaccio que saiu pela primeira vez de França e Wagner, extremo experiente que passou por clubes como Moreirense ou Nacional.

A qualidade individual não abunda, mas a proposta de jogo de Pepa é positiva e pode valorizar um coletivo que na próxima jornada enfrenta uma autêntica final contra o GD Estoril-Praia, um dos clubes que ainda se encontra na luta pela manutenção.

Foto de Capa: Facebook oficial do CD Tondela