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Adebayor: Um hat-trick para os aplausos

Cabeçalho Futebol Internacional

“Quem sabe nunca esquece” é um lugar comum às gentes do futebol, e diz respeito a um momento brilhante de alguém cujos melhores dias, porém, já lá vão.

Esse ponto de encontro, do presente com um passado glorioso, faz confundir, naquele momento, o tempo. O passar dos anos é interrompido, e a nossa memória remete-nos para os tempos em  que vimos aquele ser driblar, cortar, passar ou marcar daquela maneira.

Depois disso acontecer, lembramo-nos do quão fugaz pode ser a glória no futebol. Que meia dúzia de anos podem fazer esquecer a forma grandiosa como alguém foi “pintado” e atirar alguém desde o pedestal do endeusamento directamente para uma sargeta.

O futebol, de tão bonito, pode dar-se ao luxo de ser cruel. Quem paga são os protagonistas, que se desabituam da vulgaridade da vida e já não se contentam com uma boa casa, um bom carro e uma boa família. Falta-lhes o louvor das bancadas.

Viver para o aplauso, claro, é perigoso. Ensinam-nos isso em séries, filmes e gabinetes de psiquiatria. Mas não se deixa de os perseguir. É um vício.

Há muitos exemplos deste género no futebol. Jogadores que não se importaram de regredir competitivamente (mas não financeiramente, importa referi-lo) para continuar a ter ovações de pé vindas de um estádio inteiro. Um deles é Adebayor.

Adebayor recuperou o sorriso competitivo na Turquia Fonte: DailyTelegraph
Adebayor recuperou o sorriso competitivo na Turquia
Fonte: DailyTelegraph

O ponta-de-lança togolês rejeitou o Lyon, não por não ter condições financeiras, competitivas ou relacionadas com vícios (whisky e tabaco) como se alegou. Mas por se ver remetido para segundo plano, dada a ascensão de um miúdo chamado Lacazzete e, também, por querer servir o seu país na CAN.

Serviu. Não tão bem quanto esperaria, de forma a poder receber os tais aplausos, mas serviu. Seguiu-se um convite de uma equipa turca cujo nome é impronunciável, mas que estava bem na Liga (era 1º), e onde podia ser a estrela da companhia. Aceitou, pois.

Depois de um período de adaptação no Basaksehir, normal para quem esteve sem competir durante alguns meses, marcou 2 golos em quatro jogos.

Na passada segunda-feira, disputou a 5ª partida com o emblema de Istambul ao peito,  num derby contra o Galatasaray, rival directo na (agora) luta pelo 2º lugar e cujo confronto não vinha nada a calhar dado o mau momento do Basaksehir (dois desaires seguidos na liga).

Estava montado o cenário ideal para Adebayor brilhar… como brilhou. O Basaksehir venceu os rivais por 4-0, e o togolês fez um hat-trick (dois golos servidos por jogadores made in Liga Portuguesa – Mossoró e Junior Caiçara).

No fim, toda a gente se rendeu, como ele queria. Aplaudiram-no de pé. “Quem sabe, nunca esquece”.

Foto de capa: Goal.com

Artigo revisto por: Diana Martins

A Renovação de Vitória

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sl benfica cabeçalho 1Podia começar este texto por mencionar por onde é que ele já andou, o que fazia antes de ser treinador de futebol, dizer o que ganhou. Enfim, todos esses pontos de contacto que dão outra cor e tom a uma crónica sobre a renovação de Rui Vitória, mas como a minha “relação” com o mister é diferente, tudo isso ficou de parte.

Correndo o risco de ir contra a corrente de pensamento de alguns benfiquistas, ou não, acho Rui Vitória um treinador medíocre. Sim, medíocre. Por isto, entenda-se, acho que tem as suas mais-valias, mas ainda assim, tem demasiados aspectos que não fazem dele o homem certo para o cargo.

Excepção feita a Jorge Jesus, que saiu do Benfica para o Sporting depois de ter sido campeão, não há grande memória de um treinador conquistar o campeonato e ter as malas à porta. Sim, não me esqueci do episódio de Ranieri, mas isso agora pouco importa.

O que tem de ser analisado é o estado da equipa nestas duas épocas em que Rui Vitória foi o treinador. Se por um lado o campeonato do ano passado foi ganho e o de este ano parece ir na mesma direcção, por outro a equipa não joga pão! Claro que já houve jogos/alturas em que jogou bem. No início da época, por exemplo, mas desde Fevereiro para cá é sempre com o coração nas mãos!

Isto já parece ser imagem de marca do Benfica de Vitória, dado o cenário do ano anterior, mas precisamente por causa disso é que esta história de renovar até 2020 devia ser mais bem ajuizada.

A equipa não melhora Fonte: UEFA
A equipa não melhora
Fonte: UEFA

Sim, Vitória aposta mais nos miúdos. Olhem para Nélson, Grimaldo, Ederson, Horta, Lindelof, a uma certa altura, Pizzi. Tudo isso é bom e eles jogam bem e contribuem, mas não há consistência. Como é que alguém pode-se dar ao luxo de ganhar um campeonato e quase conquistar um segundo, sem que a equipa seja consistente? Há mecanismos, há rotatividade, parece, finalmente, haver um onze base, mas não há mais.

Falta chama ao Benfica! Os jogos com o Dortmund são complicados de ajuizar, porque era o Dortmund, mas o jogo com o Moreirense, o empate em casa contra um Porto fraquinho, o zero a zero em Paços de Ferreira…Epá, não sabem mais! É isso ou Rui Vitória não sabe mais.

Defender um 0-1 suado onde o Benfica pouco jogou com um Moreirense que só não empate porque, porque, alegando que o jogo “valeu pelo resultado”, é o discurso de um treinador que não passa de um one trick poney. Há dois, três anos, existiam benfiquistas que falavam nas insistências de Jesus.

De como o agora timoneiro do Sporting apostava, até ao fim, em certos jogadores sem estes nunca darem grande resultado. Se mal pergunte, onde estão essas pessoas para agora reclamar com o facto de Vieira continuar a apostar em alguém que mete as fichas no “treme-treme” e vamos lá ver se isto dá?

A Rui Vitória, estou-lhe grato pelo 35, pela Taça da Liga e estar-lhe-ei igualmente grato pelo 36 e pela Taça de Portugal, caso ganhe ambas as provas, mas defenderei que, mais tarde ou mais cedo, toda esta sorte há-de ir para outros lados e depois a coisa complica.

Foto de capa: SL Benfica

CS Marítimo 2–1 GD Chaves: A Europa fica mais perto da Madeira

Cabeçalho Futebol NacionalCom a certeza de que o sexto lugar garantia o acesso às pré-eliminatórias da Liga Europa, CS Marítimo e GD Chaves defrontavam-se com a última vaga para as competições continentais em mente, no jogo que fechava a 28.ª jornada. Os adeptos compareceram, com mais de oito mil a deslocarem-se aos Barreiros, com a perspetiva de assistir a um bom espetáculo.

De um lado, um Marítimo em alta, ainda mais moralizado após a recuperação, que valeu o empate a três bolas no terreno do Braga, na jornada anterior do campeonato. Do outro lado, um Chaves surpreendente que se encontrava confortavelmente a meio da tabela, num oitavo lugar que ainda alimentava esperanças europeias – Chaves esse que vinha em segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, onde bateu o Vitória de Guimarães por 3-1, apesar de não ter conseguido carimbar o acesso ao Jamor.

Sem poder contar com Patrick Vieira, castigado, Daniel Ramos confiou o lado direito da defesa ao polivalente Zainadine, com Fransérgio a regressar também ao onze, assim como Edgar Costa, jogando de início no lugar que tinha sido de Xavier na jornada anterior. Assim, o Marítimo alinhava com Charles na baliza; defesa constituída por Zainadine, Maurício, Raúl Silva e Luís Martins; setor intermédio com Erdem Şen, Alex Soares e Fransérgio; na frente jogavam Edgar Costa, Brito e Keita.

Quanto ao Chaves, registava-se desde logo uma novidade, com o adjunto Carlos Pires a ocupar o lugar de Ricardo Soares, em virtude da expulsão do treinador principal no jogo anterior dos transmontanos. Ricardo Nunes era o titular das redes, com Rodrigo Soares, Nuno André Coelho, Carlos Ponck e Nélson Lenho na defesa; no meio-campo estavam Tiba, Bressan e Braga, com Perdigão descaído na direita e Fábio Martins no lado esquerdo; Willian Oliveira era o homem mais avançado.

O jogo começou animado, com algumas oportunidades para ambas as equipas. Charles foi o primeiro a sofrer calafrios, ao não conseguir segurar a bola, permitindo a insistência, que acabou por não dar em golo. Pouco depois foi o Marítimo a ameaçar as redes de Ricardo, mas sem sucesso, valendo a defensiva visitante.

As duas formações apresentavam-se muito fortes defensivamente, não facilitando nas transições. Ofensivamente, o Chaves era a equipa mais perigosa, atacando com quatro homens, enquanto nos insulares Alex Soares se posicionava mais atrás no terreno, juntamente com Erdem Şen. No entanto, foi mesmo a equipa madeirense a chegar primeiro à vantagem, com Keita a marcar aos 37 minutos o seu terceiro golo no campeonato.

Os flavienses tinham posse de bola e domínio territorial; contudo, os verde-rubros valiam-se da eficácia, tanto a atacar como a defender. Assim, o árbitro Rui Oliveira, da Associação de Futebol do Porto, apitou para o intervalo, sem dar tempo extra e com o Marítimo a vencer.

Na segunda parte via-se mais do mesmo, com o Chaves a forçar o ataque, chegando mesmo ao empate aos 56 minutos, com Perdigão a aproveitar a incapacidade de Charles de segurar o esférico. Quatro minutos depois quase havia reviravolta, quando Willian atira de cabeça à trave maritimista.

O Chaves aproveitava o élan, somando mais ocasiões de perigo, mas sem conseguir concretizar. A equipa da casa estava a vacilar defensivamente e Daniel Ramos decidiu retirar Alex Soares, colocando em campo Éber Bessa, procurando recuperar o meio-campo e a consistência defensiva logo no minuto seguinte; contudo, o treinador verde-rubro viu-se obrigado a recorrer de novo ao banco, com Maurício a sair lesionado. Entrou para o seu lugar o lateral Pedro Coronas, com Zainadine a deslocar-se para o centro da defesa.

Aos 78’ acontece a primeira substituição dos transmontanos, entrando Davidson para a vaga do veterano Braga. Dois minutos depois Daniel Ramos mexe pela última vez no escalonamento dos maritimistas, fazendo entrar Xavier para o lugar de Brito.

A entrada do português teve resultados imediatos, quando recupera uma bola perdida no centro do terreno, iniciando o contra-ataque, que resulta no segundo golo dos madeirenses ao minuto 83. Aos 85 minutos Perdigão deu lugar a Rafael Lopes e aos 88’ Patrão rendeu Bressan, na tentativa de reação dos homens de Chaves.

Depois de cinco minutos de compensação frenéticos, porém, o Marítimo segurou a vantagem, solidificando o sexto lugar na Liga, num jogo em que teve de sofrer bastante, sobretudo na primeira parte e no início da segunda.

Philippe Coutinho, o maior goleador brasileiro da Premier League

Cabeçalho Liga Inglesa

Liverpool e Stoke se enfrentaram neste sábado, 8 de abril, no Bet365 Stadium, casa do Stoke City. O jogo era válido pela 32ª rodada da Premier League e os Reds venceram o confronto por 2 x 1, de virada. Os gols da equipe de Liverpool foram marcados pelos brasileiros Roberto Firmino e Philippe Coutinho, que entraram no jogo já no segundo tempo. A vitória deixou a equipe, provisoriamente, na terceira colocação da competição.

Entretanto, para o futebol brasileiro esse jogo teve outro significado. Com o gol marcado, o meia Philippe Coutinho se tornou o maior artilheiro brasileiro da história da Premier League – com 30 gols assinalados e ainda conta com 28 assistências – ultrapassando o genial Juninho Paulista que fez história no Middlesbrough. Curiosamente, tanto o Coutinho quanto o Paulista, são meias de criação e não atacantes de ofício. Pensando dessa maneira é bem possível que em pouco tempo o atacante Gabriel Jesus, do Manchester City, tome o topo da tabela de artilheiros brasileiros no Campeonato Inglês.

Vale ressaltar que o brasileiro, naturalizado espanhol, Diego Costa tem 49 gols na história da Premier League. Mas para as estatísticas da competição o sergipano é considerado espanhol.

Coutinho comemorando um dos 30 gols que fez com a camisa do Liverpool. No Anfield a torcida o recebe de braços abertos Fonte: thisisanfield.com
Coutinho comemorando um dos 30 gols que fez com a camisa do Liverpool
Fonte: thisisanfield.com

Mas a trajetória de Philippe Coutinho na Europa não foi apenas marcada por grandes atuações e números impressionantes. Vendido para a Inter de Milão em 2008 – quando tinha apenas 16 anos – por irrisórios 3.8 milhões de euros, o jogador chegou à Itália dois anos mais tarde, em 2010. Até à mudança para a Europa, Coutinho continuou atuando no seu clube formador, o Vasco da Gama.

Contudo, o brasileiro não foi brilhante no time de Milão. Esteve por quatro temporadas vinculado à Inter sendo que em uma dessas temporadas foi emprestado ao Espanyol-ESP, onde teve uma ótima passagem. Na temporada 2012/13 foi negociado com o Liverpool por 14 milhões de euros, e essa venda ainda é profundamente lamentada pela diretoria do clube italiano.

“Ter vendido Coutinho é um dos maiores arrependimentos que tenho, em 20 anos de Inter de Milão”, afirmou o diretor esportivo do clube, Piero Ausilio.

Porém, se o dirigente italiano lamenta a venda de Coutinho não podemos dizer o mesmo do jogador, pois parece que o destino do “Garoto de Ouro” de São Januário era realmente em Liverpool. Coutinho evoluiu muito o seu futebol em Inglaterra e ainda tem apenas 24 anos.

O bom momento vivido por Philippe Coutinho também dá ao Brasil uma boa perspectiva na próxima Copa do Mundo. Para quem achava que essa geração do Brasil era fraca, não é nada mal termos Neymar, Coutinho e Gabriel Jesus em grandes fases.

 Foto de capa: Liverpool FC

Artigo revisto por: Diana Martins

Força dos Números: Quartos da ‘Champions’

Cabeçalho Futebol Internacional

Chegou aquela altura do ano. Aquela que mexe com a barriga de todos os adeptos de futebol. Como é hábito, com a chegada dos primeiros dias de calor, vem, também, o frenesim à volta da ‘bola’. O tempo das decisões começa a chegar, um pouco por toda a Europa, e o mundo pára.

Não pára durante o tempo todo, claro. Pára, sobretudo, às terças e quartas, durante 90 (ou 120) minutos + tempos de intervalo e descontos a partir das 19h45 de Lisboa, 20h45 de Madrid, 23h45 de Abu Dabi, 4h45 de Tóquio, 15h45 do Rio de Janeiro ou 12h45 de Los Angeles.

Por estes dias, a ‘hora de Champions’ está presente na rotina de todos os adeptos de futebol. Não só pelo cartaz que  é servido nos quartos-de-final que se avizinham, com uma reedição de uma final (Barcelona – Juventus), um confronto de titãs (Bayern Munique – Real Madrid), uma nova oportunidade para sonhar (Leicester – Atlético de Madrid) e um previsível festival de golos e bom futebol (Dortmund- Mónaco), mas também pela magia inerente a esta fase da competição.

Falcao protagonizou um dos momentos mágicos da eliminatória entre City e Monaco Fonte: SkySports
Falcao protagonizou um dos momentos mágicos da eliminatória entre City e Monaco
Fonte: SkySports

Uma magia sucessivamente herdada de edições passadas, e que exige ser revisitada, nesta altura do ano (e não só) por todos os momentos que nos foram proporcionados. Momentos, esses, que ficam cada vez mais difíceis de quantificar. Mas que, pelo seu impacto merecem ser analisados de todos os prismas, incluindo o dos números. Os números de que nós, adeptos de futebol, tanto gostamos. Os números que fixam recordes e assinalam a história.

Assim, chegada a altura dos quartos-de-final da ‘Champions’, fazemos uma espécie de inventário deste período na era Champions (ou seja, desde 1992/93, não incluindo esta edição, nem as duas subsequentes por não terem tido quartos-de-final). Decidimos ir à história, e trouxemos muitos números para partilhar. De jogadores, a equipas, passando por países, aqui fica o nosso modesto contributo para a comunidade futebolística e… jornalística.

O Legado de Lito

Cabeçalho Futebol Nacional

José Carlos Fernandes Vidigal. Provavelmente o nome não lhe diz muito, já se lhe disser que estamos a falar de Lito Vidigal o caso é outro. O mais velho dos irmãos Vidigal fez carreira como central em clubes como Campomaiorense e Belenenses, mas foi como treinador que mais se destacou. Apesar do peso da família Vidigal no futebol nacional, a carreira de treinador foi construída a pulso, desde os campeonatos secundários até ao principal escalão, onde manteve o Belenenses quando já ninguém acreditava – falou-se mesmo em milagre – e na época seguinte conduziu o clube do Restelo às competições europeias.

Encerrado o capítulo em Belém, Lito chega à vila de Arouca. Cerca de 3000 habitantes e um clube que além de poucos anos e pouca história nos principais palcos nacionais tinha fugido por pouco à despromoção na época anterior. A equipa foi construída à sua imagem, como faz questão – esta foi uma das razões que levaram à sua saída de Belém – e houve uma revolução não só a nível de plantel, mas também no futebol praticado.

Bracali foi uma das suas apostas e foi indiscutível ao longo de toda a época, à sua frente Hugo Basto – um dos resistentes – e Velazquez formaram uma dupla segura, na esquerda Lucas Lima foi um dos laterais mais interessantes do campeonato, forte fisicamente e com golo naquela canhota, a lateral direita foi dividida por Jaílson e pelo adaptado Gégé. O meio campo era comandado pelo capitão Nuno Coelho, outro dos resistentes, e ao seu lado passaram Nuno Valente, David Simão e Adilson. Mais à frente era Artur quem distribuía o ataque formado pelo jovem emprestado pelo FC Porto, Ivo Rodrigues, por Zequinha e por Maurides e Roberto que iam alternando na posição de avançado. Janeiro foi também um momento crucial pois trouxe Mateus, Walter Gonzaléz e Jorge Íntima, os dois primeiros depressa ganharam a titularidade na esquerda e na frente do ataque, respetivamente, e foram peças fundamentais, do último falarei mais abaixo.

Contas feitas e o FC Arouca acabou num incrível 5º lugar, apenas a quatro pontos do SC Braga, foi o 5º melhor ataque, bateu o SL Benfica em Aveiro e o FC Porto no Dragão e conseguiu um histórico apuramento para as competições europeias. Sendo que na Taça de Portugal só foram eliminados pelo SC Braga nos quartos.

Lito Vidigal deixou saudades em Portugal Fonte: FC Arouca
Lito Vidigal deixou saudades em Portugal
Fonte: FC Arouca

Nova época e novas alterações, o clube conseguiu manter os principais ativos e foi ainda buscar o internacional André Santos, Anderson Luís, Kuca e Crivellaro. A época começou mais cedo do que o habitual e depois de um empate a uma bola com uma exibição monumental de Bracali, o nulo em casa chegou para passar a 3ª pré-eliminatória. Desta feita o adversário foi o “supercampeão” Olympiakos orientado por Paulo Bento. Na primeira mão saíram derrotados por 1-0, mas na vila de Arouca a história foi outra, Gégé empatou a eliminatória aos 80’ e a equipa só caíria no prolongamento. Acabava assim aventura europeia do FC Arouca.

Lito avisou que esta época seria diferente pois tinha o fator europeu e o FC Arouca já não tinha o efeito surpresa da época anterior, desta vez os clubes já estavam preparados para o que iriam enfrentar. E foi mesmo diferente, oito jornadas e apenas uma vitória, dois empates e já eliminados da Taça de Portugal pelo Real Massamá. A partir daqui as coisas voltaram ao normal, muito por culpa de Jorge Íntima, mais conhecido como Jorginho, – eu disse que voltava a falar dele – o jovem formado no Manchester City fez uma reta final de primeira volta de grande qualidade e contribuiu em muito para o regresso aos bons resultados. Esta boa forma não passou despercebida e o jovem rumou, em janeiro, a França para representar o Saint Etiénne – depois da sua saída o FC Arouca ainda só conseguiu quatro pontos.

Quando tudo parecia encaminhado para uma temporada tranquila começou a circular a notícia de que Lito teria tudo acertado para deixar o clube e seguir carreira em Israel. Cenário que se confirmou depois da derrota por 3-0 contra o SL Benfica. Consta que terá sido um pedido específico do diretor desportivo do Tel Aviv, Jordi Cruijff – sim, o filho da antiga lenda do Barcelona e do Ajax – que tinha até aqui dirigido a equipa.

Depois de Lito seguiu-se Manuel Machado. Já tinha deixado o CD Nacional no fundo da tabela e na vila não fez melhor, cinco derrotas em cinco jogos ditaram o afastamento do comando técnico da equipa. Jorge Leitão foi o indicado para o substituir naquela que parece ser uma solução temporária, Ricardo Soares tem sido apontado ao clube para a próxima época.

Vidigal elevou o clube da vila ao nível europeu antes de rumar ao estrangeiro, para trás deixou 72 jogos nos quais alcançou 25 vitórias, 23 empates e 24 derrotas, a equipa marcou 81 golos e sofreu 82. Deixa também um legado e um nível que não vai ser fácil de igualar.

P.S. – Entretanto soma já sete vitórias em oito jogos ao comando do Maccabi Tel Aviv.

Foto de capa: Facebook Oficial do Arouca

Cinco momentos do FC Porto 2016/2017

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Chegados a esta fase da temporada, restam 6 batalhas por disputar e um ponto para alcançar o líder SL Benfica. Esta luta até ao final pelo título de campeão nacional é, igualmente, tudo o que resta a um FC Porto que se viu prematuramente eliminado das outras provas nacionais e que caiu nos oitavos de final da Liga dos Campeões aos pés da poderosa Juventus.

Posto isto, no top 5 desta semana optei por fazer um apanhado dos 5 momentos que considero mais marcantes e, até, decisivos na época do FC Porto e que influenciaram, positiva ou negativamente, o curso da temporada e que trouxeram o clube à posição em que se encontra. É um tema controverso e discutível, e muitos momentos de extrema importância e relevância ficarão de fora, no entanto, cabe ao leitor fazer a apreciação das minhas opções e, em caso de discordância, contrapor com a sua visão e perspetiva.

Foto de Capa: FC Porto

Esforço, dedicação, devoção e… Melhorar

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Não há muito mais a acrescentar ao fracasso desta época. Podemos apenas analisar que a preparação deste plantel ficou muito aquém de quem tem objectivos vincados para a temporada.

Das contratações, apenas Bas Dost correspondeu e superou as expectativas dos sócios do Sporting, substituindo com muita classe o argelino Slimani. Mas, o que precisará o Sporting melhorar para a próxima época?

Bom, é completamente percetível que os laterais desta equipa foram os mais responsabilizados pelos desaires leoninos, mas também é justo dizer que a preparação e o trabalho realizado semanalmente não foram os melhores. Desde a má gestão do plantel e alguns jogadores inadaptados ao futebol português, à exigência do nosso campeonato, tudo foi mal planeado. Markovic foi, provavelmente, o jogador que mais desiludiu os adeptos, a transferência de Elias um tremendo disparate e as contratações de jogadores como Douglas, André e Castaignos, um absurdo.

A época do Sporting teve alguns erros inacreditáveis Fonte: Sporting CP
A época do Sporting teve alguns erros inacreditáveis
Fonte: Sporting CP

Estes foram os erros que mais prejudicaram o Sporting esta época. Jogadores parados, sem ritmo competitivo, sem qualidade e, principalmente, sem motivação. Estas falhas não poderão ser cometidas na próxima temporada e é notório que a equipa técnica já começou a pré-temporada em plena época desportiva. O Sporting é um bom formador, para quê alterar esse paradigma? Apostar em jogadores como Podence, Geraldes, entre outros jovens, e contratar unicamente o que não temos na “cantera” é o modelo a seguir.

Jorge Jesus é um óptimo estratega e um conhecedor do futebol português. Pecou na forma como geriu e substituiu alguns jogadores em determinadas partidas. O treinador leonino deverá esquecer a política de contratações de outros tempos e valorizar, essencialmente, aquilo que os adeptos pretendem. O compromisso de um jovem com a camisola verde e branca vestida, enche a alma a qualquer adepto.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Diana Martins

Fora das quatro linhas

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A temática da legalização das claques sempre foi muito sensível e controversa na esfera futebolística, no entanto, trata-se de uma obrigatoriedade legal e que a meu ver tem mais de positivo do que negativo para todas as partes e, principalmente, para a modalidade.

Falando nos grandes, o Benfica e os grupos organizados que o seguem, sobejamente conhecidos como são os Diabos Vermelhos e os No Name Boys, são os únicos que não avançaram para a legalização, o que é incompreensível naquele é o maior clube de Portugal.

O “Inferno da Luz” não existiria sem cada uma das claques a criar aquele ambiente fabuloso, puxando por todos os benfiquistas presentes. São de facto muito importantes mas estas também não existiriam sem o Benfica. E uma massa associativa, que é tida como exemplo e alvo de destaque mundial no que a sua dedicação se refere, não cumprir os requisitos legais, não se compreende.

As razões que levam estes grupos a não se legalizarem, estão alegadamente relacionadas com a identificação dos seus membros e suas consequências, a aquisição da patente do nome das claques, as guerras internas que existem, entre outras, mas no meu ponto de vista, todas esses argumentos perdem valor quando falamos de segurança para os espetadores e para todos os intervenientes do espetáculo de futebol.

A legalização devia ser uma preocupação do Benfica Fonte: SL Benfica
A legalização devia ser uma preocupação do Benfica
Fonte: SL Benfica

A contenção da violência é o principal objetivo das entidades que regulam estas questões e Portugal nem é dos países com os maiores índices mas bem sabemos que é uma realidade existente entre claques rivais e mesmo no seu seio, assumindo uns, posições mais radicais que outros, mas será que a legalização não ajudaria a alterar comportamentos? O facto de poderem com essas atitudes prejudicar o clube e haver consequências, não poderia dar força a uma maior consciência de que o futebol deve ser vivido sem competição desmedida, agressões e fanatismos?

No entanto, também não se pode ser utópico ao ponto de pensar que as claques do Porto e Sporting, por exemplo, por estarem legalizadas, representam um risco menor porque não é verdade. Aliás, nessa fase, existe outra questão que se prende com o facto de nem todos os membros dessas claques estarem devidamente identificados, ou seja, nem todos os membros das claques legalizadas têm os seus dados na base de dados do Instituto Português do Desporto e Juventude, como a lei obriga. É verdade que há ainda um longo caminho a percorrer mas a manutenção da clandestinidade é que não é o caminho certo.

Se queremos que o mundo do futebol seja mais claro e seguro, há que se trabalhar na revisão das leis, em enquadrá-las na realidade atual, criando-se condições para que todos os membros das claques estejam identificados e as claques legalizadas com direitos e deveres comuns. O futebol é um espetáculo que tem que ser promovido pela família benfiquista dentro e fora das quatro linhas.

10 razões para não perder os Playoffs da NBA

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Cabeçalho modalidades“Aquela” altura do ano está a chegar! Noutros campos Bill Shankly, treinador escocês com honras de estátua em Anfield Road, terá dito que “o futebol não é uma questão de vida ou morte. É muito mais do que isso”. E o mesmo se poderia dizer sobre os PlayOffs da NBA. Intensidade máxima, sem  desculpas, sem pausas, sem descanso. Quando o lema é “win or go home” cada posse de bola é disputada com a ferocidade de quem luta pela própria honra.

É o início do fim de uma longa e tumultuosa temporada onde tivemos de tudo. Recordes a caírem, prestações individuais de tirar o fôlego, e surpreendentes provas de superação coletivas. Terá Curry e companhia caminho aberto para o triunfo? Será desta que os Cavs de Mr. James vão escorregar rumo à final? Westbrook tem estaleca de MVP? Poderá James Harden e os seus Rockets ser a pedra no sapato dos favoritos? E os Spurs, tem o que é preciso? As perguntas estão feitas, as respostas começam a ser dadas já no próximo sábado. As dez razões que me levam a não querer perder pitada:

10 – O xadrez de quem pensa o jogo do banco

É altura de distinguir o trigo do joio. E não só no que aos jogadores diz respeito. E é nesta fase que os treinadores de elite se distinguem dos outros. A gestão do jogo propriamente dito, a forma de lidar com toda a pressão guiando um balneário em ebulição rumo ao sucesso – mas muito mais que isso.

Joga-se com o mesmo adversário sucessivamente, pelo menos 4 vezes. É altura de mostrar quem tem a capacidade de evoluir em 3 dias, quem tem a capacidade de apresentar soluções novas de jogo para jogo. Quem consegue ser o melhor estratega e fazer o trabalho de casa bem feito. Quem tem a adaptabilidade que distingue uma grande equipa de um candidato ao título, e um candidato de um campeão.

Fonte: Business Insider
Fonte: Business Insider